Lula pediu que Carvalho aumente diálogo no partido Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

Lula pediu ao senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe, que se una a Gleisi Hoffmann na linha de frente do partido.

Ontem, Carvalho e Hoffmann visitaram Lula na prisão, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Foi a primeira visita de Carvalho a Lula na cadeia.

Lula disse querer que Carvalho siga “fazendo pontes” — postura diferente da expressada por Gleisi Hoffmann —, e que ele a ajude a recuperar o legado do partido junto à população, para que a legenda retome a popularidade.

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa) *

Ade maleu lapa-el – Após passearmos pelos caminhos do Mercado de Capitais no formato tradicional, repasse informações sobre “moedas virtuais”. Destacando regulação e riscos.

Papa – De início julgamos importante destacar que as chamadas “moedas virtuais ou moedas criptográficas” surgiram após seguidas crises nos mercados de capitais convencionais, principalmente a crise americana de 2008, com a mensagem de que não teriam controle de autoridade monetária e operariam em plataformas de rigoroso sistema de senhas.

A circulação das “criptomoedas”, universo que usa criptografia para garantir segurança nas transações, teve início em janeiro de 2009. Em 2008 Satoshi Nakamoto assim definiu este mercado: “Uma versão puramente peer-to-peer de dinheiro eletrônico possibilita que pagamentos online sejam enviados diretamente de uma pessoa a outra, sem precisar passar por uma instituição financeira.”

Registramos que “peer-to-peer” significa pessoa para pessoa e “criptografia” é igual a princípio e técnicas usados para transformar uma informação legível em ilegível, a não ser para quem detém a chave capaz de decifrá-la. É neste binômio e na ausência de controle de autoridades monetárias mundiais que os operadores dos diversos sistemas que atuam no mundo das moedas virtuais sustentam a autonomia dos investidores.

No Brasil o Banco Central, através do Comunicado nº 31.379, de 16 de novembro de 2017, e a Comissão de Valores Mobiliários – CVM, por meio do Ofício Circular nº 1/2018/CVM/SIN, de 12 de janeiro de 2018 e do Ofício Circular nº 11/2018/CVM/SIN, 19 de setembro de 2018, criam restrições e apontam riscos para os investidores que estão dispostos e entrar no universo das “moedas virtuais”.

Experientes operadores no mundo do Mercado de Capitais sugerem que os riscos no mercado das “criptomoedas” são altos e que a falta de regulação por uma instituição monetária os agrava. Os defensores do mercado virtual alegam que nenhuma autoridade monetária foi capaz de evitar agravamento de riscos e perdas para investidores convencionais.

Entendo que os dois lados falam um pouco da verdade que cerca o universo das “moedas virtuais”. Cabe aos investidores medir sua tolerância aos riscos e entrar ou não na festa onde, sem intermediação, as pessoas regulam as transações.

(*) – Adaptação livre de textos dos sites BCB, CVM e do livro “Criptomoedas – Melhor que Dinheiro”, de André Franco e Vinícius Bazan, da Empiricus.

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Economia digital, novos modelos de negócios, marketing digital, design thinking, e-commerce e mapa de empatia serão temas debatidos no projeto Caravana 4.0 que começa no próximo dia 23 e irá percorrer todo o estado de Pernambuco. Organizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) pernambucana em parceria com o Sebrae, a ação começa na Zona da Mata Norte, na próxima terça-feira (23).  A primeira cidade que irá receber a caravana será Timbaúba. O público alvo serão os pequenos e micros empreendedores.

O projeto também irá passar, até o segundo semestre, pelas cidades de Paulista, Santa Cruz do Capibaribe, Salgueiro, Palmares, Petrolina e Afogados da Ingazeira, contemplando assim todas as mesorregiões do Estado. A estimativa é que, no total, até nove mil empresários possam ser beneficiados.

As capacitações serão sempre guiadas pelos consultores do Sebrae Lab, braço da instituição criado para proporcionar a conexão entre empreendedores locais, fornecendo ferramentas para o surgimento de novos projetos. Ainda tem como prerrogativa fomentar a inovação nos negócios com base nos conceitos de economia criativa e colaborativa.

Segundo a Apac, para a sexta-feira Santa (19), está previsto tempo parcialmente nublado com chuva rápida de intensidade de fraca a moderada na tarde e na noite para o Recife, RMR, Mata Sul, Norte, Agreste e Sertão. O Climatempo divulgou que a umidade relativa do ar deve variar de 73% a 54% durante todo o dia e que a temperatura máxima prevista para a sexta-feira é de 32° e a mínima de 23° no Recife e RMR.

A previsão continua a mesma para o sábado (20), que, de acordo com a Apac, o céu será parcialmente nublado com pancadas de chuva de intensidade moderada no período da tarde e noite no Recife, RMR, Mata Sul, Norte, Agreste e Sertão. A máxima é de 31°, com mínima de 23°.

Durante o domingo (21), a previsão para a RMR e a Mata Sul do Estado é de tempo parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva com intensidade moderada. Já na Mata Norte, Agreste e Sertão estão previstas pancadas de chuva com intensidade de fraca a moderada. A máxima prevista é de 32°, com mínima de 23°.

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As inscrições do concurso público para técnicos administrativos em educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que começariam nesta semana, foram adiadas. O novo prazo vai de 16 de julho a 18 de agosto, via internet. São oferecidas 166 vagas para os níveis médio e superior em diversas áreas de atuação, com lotações nos campi de Recife, Vitória e Caruaru.

As vagas de nível médio são para os seguintes cargos: nível de classificação C – administrador de edifícios; nível de classificação D – assistente em administração, desenhista de artes gráficas e as de técnico em laboratório (várias áreas), tecnologia da informação/área sistemas, artes gráficas, contabilidade, eletrotécnica, mecânica, radiologia e enfermagem. O cargo com o maior número de vagas é o de assistente em administração: 85.

As vagas para nível superior são: nível de classificação E – administrador, analista de tecnologia da informação/área sistemas, arquiteto e urbanista, assistente social, diretor de produção, economista, engenheiro (várias áreas), médico (várias áreas), químico, sanitarista, psicólogo e tecnólogo/formação (segurança privada, biomédico, enfermeiro).
Os vencimentos iniciais são de R$ 1.945,07 (nível de classificação C), R$ 2.446,96 (nível de classificação D) e R$ 4.180,66 (nível de classificação E).

A taxa de inscrição terá valores de R$ 78, para os cargos pertencentes aos níveis de classificação C e D, e R$ 125,00, para classificação E. A isenção da taxa de inscrição será concedida aos candidatos que comprovarem insuficiência de recursos para arcar com seu pagamento, conforme estabelece o Decreto n° 6.593/2008, e aos doadores voluntários de medula óssea, nos termos da Lei nº 13.656/2018.

As provas também têm novas datas: no dia 24 de novembro, serão aplicadas as provas objetivas das categorias C, D (exceto assistente em administração) e E. No dia 1º de dezembro, haverá provas objetivas para o cargo de assistente em administração – categoria D.

O projeto tramita no Senado Federal / Foto: EBC

Projeto de lei apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) altera a Lei do Saneamento Básico para determinar que o corte do fornecimento de água só poderá ocorrer após 90 dias de inadimplência por parte do usuário. O PL 2206/2019 pode receber emendas na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) até a segunda-feira (22).

A proposta determina que a interrupção completa dos serviços de água e esgoto só será efetivada depois que o usuário residencial deixar de pagar a conta por três meses seguidos.

Nesses 90 dias, contados a partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento da primeira fatura não paga, a respectiva companhia de água e esgoto terá de fornecer, por dia, 20 litros de água por pessoa residente na unidade usuária. O usuário só terá direito a esse mecanismo uma vez por ano.

De acordo com o autor, a medida atende a uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo a qual o acesso à água limpa e segura e ao saneamento básico são direitos humanos fundamentais. A ONU define que o abastecimento suficiente de água para sobrevivência de um ser humano se caracteriza por “uma fonte que possa fornecer 20 litros por pessoa por dia a uma distância não superior a mil metros”, diz Plínio Valério na justificação de seu projeto.

Atualmente, a Lei do Saneamento Básico (Lei 11.445, de 2007) permite que o prestador interrompa o fornecimento de água caso haja “inadimplemento do usuário do serviço de abastecimento de água, do pagamento das tarifas, após ter sido formalmente notificado”.

SENADOR DEFENDE

O senador observa que seu projeto, voltado a proteger o consumidor de cortes de água intempestivos, prevê um mecanismo para coibir o não pagamento da conta por contribuintes de “má fé”.

“Não pretendemos, de forma alguma, estimular ou mesmo admitir a inadimplência. Buscamos cuidar para que usuários de má-fé não façam mal-uso da norma. Como a ideia é conceder um prazo de carência antes da interrupção completa do fornecimento, não se deve permitir que o usuário permaneça sem pagar, por exemplo, até o limite de completar esse prazo e pague a conta que estiver mais atrasada, mantendo-se sempre em débito, mas por menos de três meses, e com o fornecimento garantido. Para evitar essa prática, definimos que a carência somente seja utilizada uma vez em cada ano civil, sendo considerado o início da carência a data da primeira conta não paga, independentemente de seu adimplemento posterior. Não desejamos, de forma alguma, estimular a inadimplência e muito menos premiar o ganho injusto”, afirma Plínio Valério.

Agência dos Correios - Postalis Foto: Divulgação

O governo voltou a estudar a privatização dos Correios. A venda da estatal chegou a ser considerada pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, mas perdeu força após o início do governo, diante de resistências da ala política. Agora, no entanto, a leitura da equipe econômica é que houve uma mudança de mentalidade em relação ao assunto, segundo fonte do Ministério da Economia.

Os desdobramentos da decisão de Bolsonaro de barrar o reajuste no preço do diesel pela Petrobras teriam causado a mudança de chave. Depois do episódio, o ministro da Economia, Paulo Guedes, buscou convencer o presidente do que considera benefícios de uma menor intervenção do Estado na economia. Isso incluiria o controle dos Correios. Durante a entrevista à GloboNews na quarta-feira, Guedes disse que o presidente já via com simpatia privatizações que ainda não estavam no radar.

Durante a campanha, Bolsonaro chegou a dizer que havia uma “grande chance” de o governo se desfazer da estatal. Após a posse do governo, porém, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, disse que a venda da empresa — subordinada à sua pasta — não estava na pauta. Recentemente, o vice-presidente Hamilton Mourão chegou a afirmar, quando estava no exercício da Presidência, que “por enquanto” a privatização não estava nos planos.

Saúde financeira pesa

Na avaliação de um técnico da equipe econômica, um dos critérios para escolher as empresas a serem privatizadas é que elas estejam saneadas financeiramente e, portanto, mais valorizadas. O valor arrecadado em cada operação é prioridade para o plano do governo de usar esses recursos para abater a dívida pública. Em 2017, os Correios voltaram a registrar lucro após quatro anos no vermelho, com resultado de R$ 667,3 milhões.

A empresa postal tenta se recuperar de uma crise que se arrasta há anos. Só entre 2015 e 2016, a companhia registrou perdas que somaram mais de R$ 5 bilhões. A estatal ficou marcada por má gestão, queda na qualidade dos serviços e greves. O Postalis, fundo de pensão da empresa, foi alvo de escândalos e de operação da Polícia Federal no ano passado.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, negou que o governo tenha prometido ministérios a partidos que fechassem questão pela reforma da Previdência e, por meio de sua assessoria, classificou como “fake news” as informações, que mexeram com o mercado nesta quinta-feira (18).

Notícias de que governo estaria disposto a entregar ministérios para os partidos do chamado Centrão, em especial o PP, PR e PSD, no caso das siglas fecharem questão a favor da reforma, levaram à queda do dólar e dos juros futuros. A confiança de que um acordo com os partidos facilitaria a aprovação da reforma da Previdência levou otimismo ao mercado, mas não se confirmou.

A cotação, que oscilava em torno da estabilidade por volta de 15h30, rapidamente passou a cair 0,76%, por pouco não caindo abaixo de 3,90 reais. No fim do dia, porém, o mercado reduziu o ímpeto, e o dólar fechou em baixa de 0,11%, para 3,9298 reais na venda.

O Planalto tem resistido a negociar cargos com os partidos, especialmente de primeiro escalão, alegando que não fará a política de indicações em troca de apoio no Legislativo. O presidente Jair Bolsonaro defende que o governo não terá uma base parlamentar, mas “maiorias ocasionais”, em torno de temas que serão votados.

O formato, no entanto, tem levado o governo a enfrentar dificuldades para a tramitação da reforma no Congresso. A votação da proposta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por exemplo, foi adiada para a próxima terça-feira (23), após uma união entre oposição e Centrão para criar dificuldades no colegiado.

Apesar de avaliar apenas a constitucionalidade da proposta, a CCJ tem sido alvo de embates sobre o mérito da reforma, e o relator da matéria, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), já admitiu fazer modificações para tentar aprovar seu parecer na próxima semana.

Embora tenha havido conversas iniciais do presidente Jair Bolsonaro com líderes de partidos mais inclinados a aprovar mudanças na Previdência, nenhum deles até agora se comprometeu a fechar questão na votação. Ao mesmo tempo, a maioria exige modificações substanciais em temas como Benefício de Prestação Continuada e aposentadoria rural para aprovar a reforma. As informações são do site da revista VEJA.

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Estado de S.Paulo

Setores da Petrobrás resistem ao plano do ministro da Economia, Paulo Guedes, de abrir o mercado de gás e acabar com o monopólio da estatal. A divergência foi explicitada em uma troca de mensagens flagrada entre Guedes e integrantes de um grupo de WhatsApp chamado “Equipe Econômica”. Em uma das mensagens, Guedes diz que o gerente executivo de Gás e Energia da Petrobrás, Marcelo Cruz, quer “desvirtuar o projeto”.

O Estadão fotografou Guedes conversando no grupo, que tem representantes do ministério e presidentes de bancos públicos, durante a “Cantata de Páscoa” no Palácio do Planalto, promovida pelo presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira.

Na conversa, o ministro encaminha ao grupo mensagem que havia recebido do economista Carlos Langoni – que vem atuando como uma espécie de mentor de Guedes na área de gás. “Gde (Grande) PG (Paulo Guedes): O Império contra ataca! Atenção: a turma do gás da PB (Petrobrás) – contrária à abertura – quer criar um Gestor de Gasoduto! Coisa de burocrata intervencionista! No sense!”, afirma o economista na mensagem que foi encaminhada ao grupo.

Langoni diz ainda que é preciso alertar “RCB e Luciano”, numa referência ao presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, e a Luciano Irineu de Castro, principal conselheiro da área energética na época da campanha do presidente Jair Bolsonaro e assessor da presidência da Petrobrás. E diz que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) é contra a “ideia maluca” de criação do gestor, que não discutiria o termo de ajuste que é negociado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a agência.

Em seguida, Guedes digita: “Marcelo Cruz… gerente de gás da Petrobrás. Quer desvirtuar o projeto”. Na mesma conversa, uma segunda pessoa, identificada no celular do ministro como sendo o presidente do BNDES, Joaquim Levy, escreve: “liberdade ao gás… Langoni tá certo e temos que acelerar ajuste legislação dos estados. Abertura jah”.

Segundo o Estadão/Broadcast apurou, o governo identificou que há certa “resistência interna” na Petrobrás, mas que parte de um grupo pequeno, que defende a manutenção do controle estatal no mercado de gás. Isso, porém, não é considerado um obstáculo à implementação da agenda liberal defendida por Guedes.

Langoni tem sido o responsável pelas ideias que vêm sendo desenvolvidas pelo governo para o setor. Também egresso da Universidade de Chicago, como Guedes, ele é amigo do ministro de longa data e um dos expoentes do pensamento liberal no País.

Em nota, a assessoria de Langoni, que é diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, disse que ele e Guedes conversam regularmente sobre questões importantes e variadas da agenda econômica. “Langoni não tem qualquer ligação formal com a Petrobrás ou com o governo”, completou.

Procurado para se pronunciar sobre a troca de mensagens fotografada pelo Estado, o Ministério da Economia não se manifestou. Petrobrás e BNDES também não se pronunciaram. Nos últimos dias, Levy tem defendido a “liberdade ao gás” pedida por ele no grupo. Na segunda-feira, em debate organizado pelo Lide, ele disse que há “inúmeras oportunidades”. “A produção do gás no pré-sal só vai crescer mais se você aumentar a demanda. E só vai conseguir fazer isso se a distribuição do gás for mais barata”, completou.

Choque

Nas últimas semanas, Guedes tem prometido dar um “choque de energia barata” com ações que incluem a abertura do mercado de exploração e distribuição de gás natural, acabando com o monopólio da Petrobrás. Chamado de “Novo Mercado de Gás”, o programa quer elevar a competitividade da indústria brasileira a partir da exploração de gás das áreas do pré-sal.

Além de atacar o refino, o programa também quer quebrar o monopólio das distribuidoras estaduais. Como antecipou o Estado, o novo plano do governo federal de socorro aos Estados – batizado por Guedes de Plano Mansueto – terá como uma das contrapartidas de acesso ao auxílio financeiro a abertura do mercado de distribuição de gás pelos governos estaduais.

Hoje, os governos regionais, que têm agências reguladoras próprias, impedem que empresas privadas acessem os dutos de distribuição estaduais. Ao entrar no programa, o Estado terá de aderir à regulação federal e criar a chamada figura do consumidor livre, que desobriga a compra de gás somente da distribuidora local.

A despeito da tentativa do ministro Alexandre de Moraes de dar um freio de arrumação no episódio da censura à Crusoé, o clima na relação STF-Lava Jato é de “saloon” de bangue-bangue: ninguém confia em ninguém. De acordo com a Coluna do Estadão desta sexta-feira (19), há teorias conspiratórias para toda sorte de narrativas sobre supostos bastidores do depoimento de Marcelo Odebrecht no qual ele cita Dias Toffoli. Em linhas gerais, parte dos ministros acha que os procuradores querem emparedar o STF, enquanto os procuradores têm certeza de que a Corte atua para acabar com a Lava Jato.

Um dos pontos criticados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no inquérito instaurado pelo Supremo para investigar notícias falsas é o fato de o processo não indicar quem seriam os investigados. A procuradora, porém, já pediu a abertura de um inquérito sem indicar ao Supremo quem eram os alvos da apuração.

No ano passado, o ministro Edson Fachin deu três dias para Raquel esclarecer quem deveria “figurar como investigado” no inquérito que apura esquema de pagamentos do grupo J&F. A PGR levou 16 dias para mandar a lista.

O senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) deu sinais de que não pretende alterar o rito de recebimento de pedidos de impeachment ou de denúncias contra ministros do STF e contra o procurador-geral da República. Anastasia foi nomeado relator na CCJ do projeto de Lasier Martins (Podemos-RS) que tira poderes de o presidente do Senado decidir monocraticamente a respeito da abertura de impeachments.

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), quer trazer os governadores para o time da reforma da Previdência. Começou por visitas a Estados no Norte e no Nordeste, que têm mais resistências à proposta. Em reunião da qual participaram líderes e vice-líderes do Senado e o ministro Paulo Guedes (Economia), houve consenso de que é preciso maior alinhamento na comunicação da reforma da Previdência.

Bomba de gasolina em posto

A ameaça de greve dos caminhoneiros jogou holofotes na alta do preço do diesel este ano, mas a gasolina já acumula uma variação ainda maior. Em 2019, o reajuste promovido pela Petrobrás para a gasolina vendida nas refinarias chega a quase 30%, enquanto o do diesel soma 24%.

O consumidor, porém, ainda não sentiu o impacto total desses reajustes, pelo fato de as distribuidoras estarem absorvendo parte desse aumento. Além disso, a Petrobrás não repassou integralmente os ajustes da cotação do petróleo no mercado internacional.

Pelas contas do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, para compensar integralmente a paridade internacional, só nos últimos 30 dias a estatal teria de ter elevado em R$ 0,18, e não em R$ 0,11, o preço do litro da gasolina. “Nesse período, a cotação internacional subiu 11% e a Petrobrás reajustou a gasolina em 6%”.

A decisão das distribuidoras de absorver parte do reajuste praticado pela Petrobrás também tem poupado um pouco os consumidores. No primeiro trimestre, o aumento nas bombas de gasolina nos postos foi de apenas 0,7%, ante uma alta de 20,2% nas refinarias no mesmo período, segundo dados da Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural).

“Revendedores e distribuidores estão abrindo mão de margem para garantir o volume de vendas e manter competitividade”, explicou o presidente executivo da Plural, Leonardo Gadotti. “É preciso estar atento ao fato de que o valor dos combustíveis nunca sobe na mesma magnitude do reajuste nas refinarias. O aumento do preço na refinaria é diluído ao longo da cadeia. Isso mostra que o mercado está funcionando”, disse.

Dados do IBGE mostram que a alta da gasolina começou a pesar mais no bolso do consumidor este ano a partir de março, quando foi responsável por 16% da inflação de 0,75% registrada pelo IPCA. O produto é o terceiro item que mais afeta o orçamento das famílias brasileiras, atrás apenas da refeição consumida fora de casa e do custo do empregado doméstico.

“Provavelmente os postos de combustíveis estão repassando a alta agora porque talvez tivessem estoque de combustível que compraram antes do aumento”, disse Fernando Gonçalves, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE, acrescentando que não era possível dizer se o represamento do preço teria alguma relação com a demanda fraca por parte de consumidores.

Segurar preço pode aumentar pressão

Para o professor da UFRJ Edmar Almeida, quanto mais segurar o preço, pior para a economia, porque quando o ajuste vier terá de ser alto, levando em conta a continuidade do aumento da cotação do petróleo no mercado externo e a desvalorização do real no mercado interno.

Almeida estima que o petróleo não vai parar de subir no curto prazo, por conta da pressão da demanda, junto com uma queda de oferta provocada por Venezuela e Líbia.

“Desde que o preço do barril caiu abaixo dos US$ 30, em 2014, o petróleo está volátil e assim vai continuar. A demanda mundial está forte mesmo com a desaceleração da economia mundial”, disse.

Segundo ele, “não dá para tapar o sol com a peneira; a população tem de aprender que o preço do combustível é livre”. Ele ressaltou ainda que existem opções aos combustíveis fósseis, como etanol e Gás Natural Veicular (GNV).

A Petrobrás informou, em nota, “que continuam em vigor os princípios de preço de paridade internacional (PPI)” e ressaltou que, desde setembro de 2018, a diretoria da empresa aprovou mecanismo de proteção (hedge) complementar à política de preços da gasolina, o que permite à Petrobrás ter a opção de alterar a frequência dos reajustes diários no mercado interno.

Preços do petróleo fecham semana em alta

Os contratos futuros de petróleo voltaram a fechar em alta ontem, dia de baixa liquidez em função da véspera da sexta-feira santa. Os contratos chegaram a operar em baixa após dados modestos da Europa, mas se fortaleceram com foco nas bolsas de Nova York.

O petróleo WTI para junho, contrato mais líquido, teve alta de 0,31%, cotado a US$ 64,07 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o petróleo tipo Brent para junho avançou 0,49%, cotado a US$ 71,97 na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal, o WTI avançou 0,28%, enquanto o Brent subiu 0,59%.

Índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) piores do que o esperado da zona do euro e do setor manufatureiro da Alemanha fizeram o petróleo recuar mais cedo. Mais para o meio da manhã, contudo, dados positivos dos EUA apoiaram a demanda pela commodity, acompanhando a melhora nas bolsas americanas.

Na agenda de indicadores, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA teve um recuo de 8 unidades na última semana, ficando em 825, de acordo com a Baker Hughes, companhia que presta serviços no setor. A queda é a primeira em três semanas, colaborando para o aperto na produção do óleo e, consequentemente, apoiando a alta nos preços da commodity. 

Fachada da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro Foto: Guito Moreto/6-11-2018 / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro começa a mudar sua avaliação a respeito da possibilidade de privatizar a Petrobras. Em conversa com o blog da Natuza Nery, no G1, o presidente afirmou que tem uma “simpatia inicial” pela ideia, destacando uma contradição entre a defesa do livre mercado e o monopólio da estatal. O assunto chegou a ser abordado na reunião realizada por Bolsonaro na última terça-feira com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, entre outros, para discutir como é calculado o reajuste do diesel. De acordo com um dos participantes do encontro, o tema foi mencionado quando se tratou da falta de concorrência no mercado de óleo e gás, desde a etapa de exploração e produção até a distribuição de combustíveis:

— O assunto da privatização foi abordado superficialmente, quando se falou das formas de aumentar a competitividade nos mercados de refino e gás.

Segundo uma fonte próxima a Bolsonaro, o presidente comentou em tese a possibilidade de vender a estatal, acrescentando que movimentos como esse exigem diálogo e estudo aprofundado. Procurado, o Palácio do Planalto não comentou.

A mudança na percepção do presidente foi revelada por Guedes , em entrevista à GloboNews na quarta-feira. Ao comentar a polêmica recente da interferência do Planalto no reajuste do diesel e o risco de uma greve de caminhoneiros, o ministro foi perguntado se o caminho seria privatizar a Petrobras. Ele respondeu:

— Você acabou de dizer um negócio que o presidente levantou a sobrancelha. Se o preço do petróleo sobe no mundo inteiro e não tem nenhum caminhoneiro parado no Trump, na Merkel… Será que tem um problema aqui? No dia seguinte, o presidente me mandou um negócio assim: nos EUA, 60 bandeiras, no Brasil, uma bandeira só, da Petrobras. Acho que ele quis dizer alguma coisa, disse o ministro, que acrescentou posteriormente que privatizar a Petrobras seria um salto muito grande para o presidente.

No fim da campanha eleitoral, Bolsonaro chegou a afirmar que era “pessoalmente contra” a venda da petroleira. Dizia que a empresa é estratégica e fez um apelo ao corpo de funcionários da estatal para que o ajudasse a buscar uma solução. No máximo, admitia privatizar partes da companhia. A Petrobras busca atualmente repassar à iniciativa privada metade de suas refinarias e uma fatia do capital da BR Distribuidora.

Episódio do diesel

Alguns fatores contribuem para a mudança de tom do presidente ao discutir o assunto. Segundo fontes, um deles seria a repercussão negativa do telefonema de Bolsonaro ao presidente da Petrobras na semana passada para questionar um reajuste de 5,7% do diesel, que acabou suspenso . Teria pesado a explicação de Guedes de que a perda em valor de mercado pela Petrobras na Bolsa na última sexta-feira — de R$ 32 bilhões — era só parte do prejuízo que o país poderia ter com uma gestão concentrada nas mãos do Estado.

Guedes argumentou que, com o avanço da exploração do pré-sal, o setor de óleo e gás deve extrair de US$ 500 bilhões a US$ 1 trilhão nas próximas décadas. E completou que essa riqueza estaria em risco caso houvesse a percepção do mercado de que o governo interfere nas decisões da companhia.

A opinião do presidente sobre o assunto já mudou algumas vezes. No início do ano passado, Bolsonaro defendeu a venda da estatal nos moldes do que foi feito com a Embraer. Na época, era a favor que a empresa mantivesse uma golden share, ação especial com poder de veto, na petroleira.

A preocupação com o aumento da concorrência é um dos pontos centrais no governo. A proposta de vender refinarias, por exemplo, é considerada o caminho para viabilizar preços menores ao consumidor. A Petrobras pretende iniciar o processo de venda de metade de suas 13 refinarias a partir de junho. A iniciativa está em linha com o plano de Guedes de fazer um choque de energia barata no país. Com informações de O Globo.

Segundo PRF, combinação entre álcool e direção é causa de acidentes gravíssimos com feridos graves ou vítimas fatais — Foto: Thiago Magalhães/TV Globo

A Operação Lei Seca reforça a fiscalização em nove pontos de estradas federais e estaduais que cortam Pernambuco, durante o feriadão da Semana Santa. Segundo a coordenação da Lei Seca, as rotas de acesso ao Litoral e ao Agreste contam com ações e bloqueios, entre esta quinta-feira (18) e domingo (21).

Ao todo, 210 profissionais estão envolvidos na operação e seis motos ficam em pontos estratégicos. Os locais e horários das operações não são divulgados.

O assessor de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Cristiano Mendonça, explica que o fator surpresa faz parte da ação. “A polícia atua para identificar os motoristas insistem em combinar bebida e direção”, afirma.

Cristiano Mendonça salienta os cuidados que os motoqueiros devem ter. “Na moto, a ameaça é ainda maior, porque não há proteções frontal e lateral. O piloto pode ser arremessado em caso de acidente”, observa.

O coordenador da Lei Seca em Pernambuco, tenente coronel Fábio Bagetti, explica que todos os pontos contam com estrutura para o teste de bafômetro. Segundo ele, quem recusa o exame também é autuado.

Quem bebe e dirige é punido com perda de sete pontos na carteira, recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e aplicação de multa de R$ 2.934,70.

A coordenação da operação ressalta, ainda, que as documentações do condutor e do veículo também precisam estar em dia.

Operação Semana Santa

De acordo com a PRF, a Operação Semana Santa, deflagrada nesta quinta-feira (18), no Grande Recife, segue até domingo (21). A ação conta com reforço nos policiamentos ostensivo e preventivo, em locais e horários de maior incidência de acidentes e crimes.

O foco da fiscalização é evitar infrações que podem resultar em acidentes graves, como as ultrapassagens indevidas, o uso irregular de motocicletas e a falta de dispositivos de segurança.

Em Pernambuco, a estimativa da PRF é de que haja um aumento no tráfego de veículos de cerca de 50%, principalmente na BR 232, no sentido dos municípios de Gravatá, Bezerros e Caruaru, no Agreste.

O fluxo também aumenta na BR-104, que dá acesso à rodovia PE 145, em direção ao Teatro de Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus.

https://www.dci.com.br/image/policy:1.771427:1547030255/Bolsonaro-e-Onix-Lorenzoni.jpg?f=2x1&$p$f=344a24d&w=1500&$w=f075b93

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, exonerou nesta quinta-feira (18) o diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Paulo Cesar Teixeira e Ricardo Machado Vieira, que era assessor especial do ministro da Educação. As demissões foram publicadas no Diário Oficial da União.

Vieira foi nomeado secretário-executivo do MEC no final de março, na gestão do então ministro Ricardo Vélez.  Quando o atual ministro, Abraham Weintraub, assumiu, anunciou que o cargo seria ocupado por Antonio Paulo Vogel de Medeiros.

Já Teixeira pediu demissão também no final do mês passado, quando o então presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, foi exonerado. A demissão, que foi oficializada hoje, ocorreu após o anúncio de que a avaliação da alfabetização não seria realizada este ano, mas apenas em 2021. Logo após, o MEC revogou a medida que definia o adiamento.

Entre outras atribuições, a diretoria de Avaliação da Educação Básica do Inep é responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

Weintraub assumiu a pasta no último dia 9. A gestão do ex-ministro Ricardo Vélez foi marcada por polêmicas e pela troca de pelos menos 10 cargos do alto escalão do ministério e órgãos vinculados  Na cerimônia de posse, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que Weintraub teria liberdade para escolher a equipe de sua pasta. Com informações da Agência Brasil.

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Começou nesta quinta-feira (18) o recadastramento dos dados de clientes de celulares pré-pagos. A medida atende Lei 10703/2003, que trata do Regulamento do Serviço Móvel Pessoal. Eles terão que cadastrar junto às operadoras o número do RG e do CPF. Os consumidores com DDD 62, na região de Goiás, serão os primeiros a passar pelo recadastramento.

O procedimento será aplicado aos usuários com pendências cadastrais. Os clientes receberão uma mensagem de texto (SMS), informando sobre a necessidade de atualizar os dados. Os clientes que receberem o informe terão 30 dias, a partir de 24 de abril, para realizar o recadastramento.

De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), para atualizar seus dados, o consumidor que receber o SMS de aviso deverá entrar em contato com a central de atendimento de sua operadora e  informar nome completo, número de CPF (no caso de pessoa física) e o endereço completo, com CEP.

“A atualização é obrigatória para todos os consumidores que têm pendências cadastrais e quem não fizer o recadastramento terá a sua linha bloqueada enquanto o cadastro não for atualizado”, informou o sindicato.

Objetivo

Segundo a Sinditelebrasil, o objetivo do recadastramento é dar mais segurança e transparência para os usuários e a sociedade. “A atualização cadastral dos clientes que utilizam o serviço pré-pago é a primeira etapa do projeto. Numa segunda etapa, que se iniciam em março de 2020, as empresas passarão a adotar um novo modelo de cadastro para novas ativações de celulares pré-pagos”.

A partir de 26 de junho, o projeto será estendido para dez Estados: Goiás, Acre, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Tocantins e de Santa Catarina. Em 17 de julho, o recadastramento chega para os demais estados brasileiros, com o envio do SMS. Para mais informações, os clientes podem consultar sua operadora.