Monthly Archives: setembro 2018

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O investimento do candidato a deputado estadual dado pelo governo Paulo Câmara para ser votado pelo grupo familiar da prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PSB), pode ir por água a baixo e tornar-se uma verdadeira decepção eleitoral. É que preocupado em tirar votos do deputado estadual Eduíno Brito (PP) e da vereadora e candidata a deputada estadual Cybele Roa (PR), o governo se dividiu.

Enquanto a prefeita busca levar os vereadores a apoiar o candidato do palácio do Campo da Princesas, deputado estadual Waldemar Borges (PSB), o filho e secretário de Governo e Articulação, Carlos Fernando Britto, trabalha para a candidatura do ex-vereador Luciano Pacheco (Pros), lhe garantindo lideranças que vivem à sobra do poder público municipal e pedindo votos. O objetivo de tal divisão de poderes e votos seria enfraquecer a votação da vereadora do PR e do deputado do PP. Quem sai lucrando é o ex-vereador. 

Apesar de estar sendo combatida internamente e até mesmo declaradamente pelo governo, tendo o filho da prefeita como peça chave, a vereadora ainda perde tempo dizendo que faz parte da base do governo. Com a divisão dos votos, o governo pretende deixar seus aliados e ex-aliados com uma votação minguante que não permita maiores voos em 2020.

Quanto aos vereadores, ficam como peças de xadrez sendo mexidas ao sabor do momento. A informação é que vários não estariam tão contentes, pois as bênçãos do palácio ainda não teriam chegado.

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No meio do jogo, outro que pode estar pagando caro e pode levar gato por lebre é o candidato a federal oficial, o deputado João Fernando Coutinho (Pros). A prefeita também dividiu o governo com uma parcela, tendo à frente o vice-prefeito Wellington Araújo, trabalhando para o vice-governador e candidato a deputado federal Raul Henry. As atitudes em Arcoverde comprovam que a candidatura de Rands (PROS) seria apenas um apêndice da campanha de Paulo Câmara (PSB).

As eleições estão chegando ao final com a prefeita confirmando o atestado político forjado ainda em 2014, quando cruzou os braços e investiu no candidato Eduíno Brito para tirar votos do deputado estadual Júlio Cavalcanti, bem como do então ex-prefeito e candidato a deputado federal Zeca Cavalcanti. Teve que aguentar a eleição dos dois. Nas eleições deste ano, é Eduíno, e agora Cybele, que estão sentindo o sabor da infidelidade do governo Madalena.

Dani Portela foi uma das candidatas ao governo do Estado que recebeu menos recursos. Até agora, a campanha dela recebeu R$ 62 mil / Foto: Reprodução/TV Jornal

Os sete candidatos a governador de Pernambuco já receberam R$ 13,574 milhões para gastarem nas suas campanhas, segundo as informações disponibilizadas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até às 17 horas de ontem (28). Esses recursos serão gastos até o primeiro turno das eleições que vai ocorrer no próximo domingo (07). Somente para o leitor ter uma ideia, essa quantia daria para comprar 387 carros populares na faixa dos R$ 35 mil cada. Ou seja, seria mais de um veículo por dia durante mais de um ano. E todo esse dinheiro será gasto em 45 dias, período que vai durar a atual campanha iniciada no dia 16 de agosto. E, no Estado, nenhum dos candidatos a governador chegou a receber o teto estabelecido pelo TSE que é de R$ 9,1 milhões. Até agora, o governador Paulo Câmara – que tenta a reeleição – é o que mais recebeu, totalizando R$ 7,6 milhões para a sua campanha.

Os maiores gastos de Paulo Câmara foram: R$ 2,5 milhões com serviços terceirizados, R$ 1,3 milhão com materiais impressos, R$ 500 mil bancaram testes ou pesquisas eleitorais e R$ 528 mil foram empregados na locação de bens móveis, de acordo com o TSE. O socialista também recebeu R$ 1,165 milhão de pessoas físicas, que representaram 15,28% do total recebido. O PSB doou R$ 6,4 milhões para a campanha da reeleição. O próprio candidato também fez uma doação de R$ 10 mil para sua própria campanha.

O segundo candidato a governador no recebimento dos recursos foi o senador Armando Monteiro (PTB) , totalizando R$ 5,2 milhões, sendo R$ 3,061 milhões do seu partido, o que corresponde a 58,13% do total. As pessoas físicas doaram R$ 1,4 milhão, o que correspondeu a 27,84% do total. Ele doou R$ 400 mil para a sua própria campanha.

O terceiro que mais recebeu recursos foi o advogado Maurício Rands (PROS) com R$ 651,1 mil, dos quais 98,29% foram doados pela sua legenda. Os demais candidatos a governador receberam muito menos, porque são de partidos pequenos. Os dois principais fundos (o eleitoral e o partidário) que bancam as campanhas deste ano são formados por recursos públicos com dinheiro dos contribuintes. Para os recursos dos fundos, a definição de quanto cada partido vai receber é feita pelo TSE baseada no número de deputados federais e senadores eleitos. Também é possível doação de pessoas físicas.

Em Pernambuco, os candidatos ao chefe do Executivo que receberam menos foram Dani Portela (PSOL) com R$ 60,2 mil, Julio Lossio (Rede) que recebeu R$ 31,2 mil, Simone Fontana (PSTU) que obteve R$ 32,1 mil e Ana Patrícia Alves que contabilizou R$ 600. “É possível fazer uma campanha com poucos recursos. Defendemos que as campanhas devem ser cada vez mais baratas. Gastar R$ 9,1 milhões para eleger um governador é um abuso contra o contribuinte”, diz o coordenador da campanha de Dani Portela, Jesualdo Campos. Para ele, uma campanha deveria custar, no mínimo, R$ 5oo mil que seriam suficientes para bancar o guia eleitoral, o transporte, o material impresso e a equipe de assessoria ao candidato.

Desde o início da campanha, o eleitorado pernambucano sinalizou que não estava fácil escolher o futuro governador do estado. Não havia entusiasmo nem pelo projeto de reeleição do governador Paulo Câmara (PSB) nem pela candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo do estado. E as pesquisas confirmam essa realidade, assim como os debates. Até agora nenhum postulante alcançou o patamar dos 40% de intenção de voto, um indicativo de que os dois principais concorrentes não agradam tanto quanto eles imaginam.

Paulo tem 38 % pelo Datafolha e Armando aparece com 30%. Mas, vale registrar que Pernambuco é proporcionalmente o estado que tem o maior percentual de votos em branco no país – 16% para governador. E nesse clima, a campanha segue o seu curso: os debates televisivos já esgarçados em seus velhos formatos não atraem tanto o eleitor enquanto a propaganda eleitoral gratuita paga com o dinheiro do contribuinte, se esmera em manipular o eleitor mais simples, que acredita em qualquer coisa.

Paulo não tem brilho próprio. Precisa mais da luz do ex-presidente Lula e de Fernando Haddad – em franca ascensão nas pesquisas – como destaca a sua própria campanha, quase ofuscando os quatro anos de seu governo. Já Armando não consegue se desvencilhar da imagem conservadora e até agora não convenceu o eleitor que ele é a pessoa certa para corrigir os erros e vazios do governo do PSB.

Maurício Rands (Pros), que se colocou como alternativa aos dois candidatos, chegou tarde na campanha, enquanto Julio Lóssio (Rede) vem tropeçando nas próprias pernas.

Lá no Sertão, o ex-prefeito de Petrolina, Julio Lóssio, liderou até esta semana todas as pesquisas para governador do estado no município e em outras cidades do Sertão. Os 3% que ele aparece nas pesquisas estaduais estão concentrados na região de Petrolina. Lóssio perdeu a liderança no município para o governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição.

Petrolina tem como prefeito Miguel Coelho, filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), arqui-inimigo de Julio Lóssio (Rede) e de Paulo Câmara (PSB). Mesmo assim, o eleitorado petrolinense é rebelde: quer Paulo ou Lóssio no governo.

Aliás no Sertão do São Francisco as pesquisas mostram larga vantagem para a chapa completa de Paulo. Em compensação, para deputado estadual quem está liderando com folga em Petrolina é Antônio Coelho, filho mais novo do senador. E, para deputado federal, Fernando Filho aparece em segundo lugar. Na liderança está Gonzaga Patriota (PSB), que diziam que não seria reeleito.

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Por Magno Martins

A pesquisa Ibope para governador publicada nos jornais do Estado traz duas novidades. A primeira diz respeito ao altíssimo percentual de eleitores que tendem a anular o voto ou votar em branco. Somados os 18% que querem anular o voto aos 6% dos que não quiseram se manifestar, chega-se a 24%; dez pontos a menos do segundo colocado, o senador Armando Monteiro Neto, do PTB.

Esse fenômeno se observa também na corrida para o Senado, brancos e nulos que totalizam 24% somados a mais 10% que dizem não saber ou não quiseram responder chega-se a um total de 34%. Na soma geral entre nulos que totalizam 23% mais 7% que disseram não saber, chega-se a 30 pontos percentuais, o que configura um empate técnico com o mais votado Paulo Câmara, que tem 35% e em relação a Armando fica praticamente colado – 27%.

Se em Pernambuco o desencanto do eleitor está acentuado, imagine o voto no cenário nacional, especialmente a corrida presidencial que é o maior samba do criolo doido já visto em uma eleição para presidente no País. O desfile das beldades vai do língua solta Ciro Gomes ao candidato mais temido – Bolsonaro – pelo retrocesso que tende a ocorrer no Pais. O Brasil já virou a página da ditadura e as marcas dolorosas de políticos feridos à morte e cassados continuam a povoar a mente de muitos principalmente famílias de políticos torturados.

Já em relação à votação para o Congresso o que se percebe nas ruas é de uma baixa votação e um surpreendente percentual de eleitores que anularão seus votos devido ao grande desapontamento com a categoria.

É possível que haja uma renovação alta tanto na Câmara quanto no Senado. Estamos diante da chamada eleição do fim do mundo pelo menos para presidente, já que os candidatos deixam muito a desejar. Outro fato inquestionável é que ninguém sabe a dez dias das eleições em quem votar.

Por fim, também inquestionável é grande liderança de Lula, que enjaulado na cela da Polícia Federal está fazendo o poste Fernando Haddad ficar iluminado. Dá para concluir que se o candidato fosse o próprio Lula seria eleito presidente mais uma vez.

Prefeitos, ex-prefeitos e vereadores de cerca de 40 municípios do Sertão se encontraram em Petrolina, nesta sexta-feira (28), para intensificar o ritmo da campanha eleitoral em torno dos candidatos a governador Armando Monteiro, e ao Senado, Mendonça Filho e Bruno Araújo. O grupo foi mobilizado pelo prefeito Miguel Coelho e o senador Fernando Bezerra, que articulam o bloco de oposição na região sertaneja de Pernambuco.

Durante a reunião, as lideranças políticas firmaram o compromisso de aumentar o volume de eventos, caminhadas e comícios no Sertão nos últimos dias da campanha. A estratégia, com isso, é buscar votos dos indecisos na reta final e ampliar a força de Armando Monteiro na região, que tem crescido nas últimas pesquisas. “O povo sertanejo está demonstrando a rejeição ao atual governo. A gente já sabe que, no Sertão, nosso bloco lidera as intenções de voto. Agora, precisamos aumentar a campanha porta a porta para ampliar essa liderança de Armando e quem sabe surpreender vencendo já no primeiro turno”, afirmou Miguel Coelho durante o encontro.

Já o senador Fernando Bezerra lembrou que o cenário deste ano se assemelha às eleições de 2006, quando o Sertão foi decisivo para uma virada na votação para governador. “Naquela oportunidade, foi a primeira vez que um candidato da oposição ganhou no Sertão. Dessa vez, será Armando que vai arrancar nessa fase final. Eu tenho certeza que o povo quer mudar o que está aí e o Sertão vai liderar essa mudança que todos os pernambucanos desejam”, garantiu o senador.

Além de representantes da oposição, o encontro teve participação de lideranças políticas dissidentes do grupo de Paulo Câmara, como o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), e o ex-prefeito de Lagoa Grande, Dhoni Amorim. O gestor serratalhadense criticou o atual governo e reforçou o discurso de confiança na mudança com Armando Monteiro. “Estão usando o nome de Lula para salvar esse governo que tem sido um desastre. Pernambuco vive um dos piores momentos de sua história, nós não temos governador. Como Miguel nos conclamou, temos uma responsabilidade de, até o dia 7 de outubro, liderar nossas cidades para eleger Armando Monteiro”, reforçou o petista.

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O ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar, na noite desta sexta-feira (28), para impedir que o jornal Folha de S.Paulo faça entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. A entrevista havia sido autorizada por outro ministro da corte, Ricardo Lewandowski, sob o argumento de que a liberdade de imprensa deve ser garantida.

Atendendo ao pedido do Partido Novo, que recorreu contra a decisão de Lewandowski, Fux entendeu que a entrevista poderia afetar o processo eleitoral e que, nesse caso, a liberdade de imprensa não poderia se sobrepor ao direito dos eleitores. “A confusão do eleitorado faz com que o voto deixe de ser uma sinalização confiável das preferências da sociedade em relação às políticas públicas desejadas pelos anos que se seguirão. É nesse sentido que se faz necessária a relativização excepcional da liberdade de imprensa, a fim de que se garanta um ambiente informacional isento para o exercício consciente do direito de voto”, diz a decisão de Fux.

No despacho, além de suspender os efeitos da decisão de Lewandowski, Fux escreveu que, caso Lula já tenha sido ouvido por repórteres, o jornal paulista está impedido de publicar a entrevista. Caso o jornal publique, os responsáveis poderão ser enquadrados em crime de desobediência de ordem judicial. “No caso em apreço, há elevado risco de que a divulgação de entrevista com o requerido Luiz Inácio Lula da Silva, que teve seu registro de candidatura indeferido, cause desinformação na véspera do sufrágio, considerando a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais”, argumentou Fux.

O jornal paulista já tinha solicitado autorização judicial para fazer a entrevista, mas o pedido fora negado pela Justiça Federal do Paraná. A decisão de Fux será submetida a referendo do plenário do STF, mas já tem eficácia imediata. Com informações do Jornal O Globo.

Atos contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) acontecem em 26 Estados e no Distrito Federal neste sábado (29). As manifestações são convocadas pelo coletivo de mulheres Juntas. Em alusão ao evento foi criada a #EleNão nas redes sociais, que também é compartilhada por artistas internacionais.

No protesto no Largo da Batata, em São Paulo, estão confirmadas as presenças dos candidatos a presidente Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (Psol) e das candidatas à vice de Fernando Haddad (PT), Manuela D’Ávila (PC do B), e de Boulos, Sônia Guajajara (Psol).

Haddad estará presente na manifestação realizada na Praça São Sebastião, no centro de Manaus (AM).

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO), vice do candidato a presidente Ciro Gomes (PDT), estará presente no ato em Goiânia.

Depois de passar por uma cauterização dos vasos da próstata, Ciro está em repouso por recomendação médica. No entanto, ele divulgou um vídeo nas redes sociais convocando sua militância para participar dos protestos contra o político do PSL.

O presidenciável do PSDB Geraldo Alckmin e sua candidata à vice Ana Amélia (PP) não vão participar dos atos. Alckmin usou a #EleNão no seu programa eleitoral de televisão do dia 25 de setembro.

No Rio de Janeiro a manifestação vai partir da Cinelândia e em Belo Horizonte da Praça Sete de Setembro.

Os atos também ocorrem em outros países, como Alemanha, Argentina, França, Inglaterra, Portugal e Estados Unidos.

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O governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição, lidera a pesquisa Datafolha, encomendada pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, divulgada nesta sexta-feira (28). O socialista subiu de 35% para 38% das intenções de voto, um crescimento dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais. O principal adversário dele, Armando Monteiro Neto (PTB), oscilou um ponto para baixo e foi de 31% para 30%.

Julio Lossio (Rede) e Maurício Rands (Pros) têm 3%. Dani Portela (PSOL) apareceu com 2%. Ana Patrícia Alves (PCO) e Simone Fontana (PSTU) ficaram com 1% das intenções de voto.

Brancos e nulos somaram 16%. Os que não responderam foram 6%.

2º turno

Paulo Câmara também lidera no caso de um eventual segundo turno. O socialista tem 43% das intenções de voto se a eleição for levada para o fim de outubro. Armando Monteiro tem 38%. Brancos e nulos são 16% e 6% não sabem.

Pesquisa Datafolha

O Instituto Datafolha entrevistou 1.302 eleitores de 55 municípios, de 26 a 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo PE-03031/2018.

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A fim de preservar a caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por meio da Promotoria de Justiça de Carnaíba, no Sertão do Pajeú, expediu recomendação para que o município não utilize espécies exóticas na arborização das vias públicas.

De característica exclusiva do Brasil, a caatinga não pode ser encontrada em outro lugar do planeta. Segundo o promotor de Justiça Ariano Aguiar, o bioma encontra-se sob ameaça de extinção devido ao plantio de árvores da espécie nim indiano, promovido pelo poder público. Para o promotor, o nim representa uma ameaça real à biodiversidade, porque compete com as plantas nativas, podendo levar à diminuição dos espécimes locais.

“O biólogo da Universidade Federal do Ceará, Marcelo Freire Foro, ressalta que, além de reduzir a biodiversidade, plantas exóticas invasoras competem com as plantas nativas podendo causar alterações da estrutura e composição das comunidades vegetais nativas e até mesmo a sua extinção”, argumentou Ariano Aguiar.

O município vem cultivando a espécie em ruas e prédios públicos, devido à sua boa adaptação ao clima semiárido, como também, pelo fato da espécie conseguir acessar a água nas camadas mais profundas do solo, diante do seu sistema radicular eficiente. Além disso, o perfume das flores, a beleza e o crescimento rápido que fornece sombra com poucos meses após o plantio, tem convencido cada vez mais os moradores a cultivarem o nim em suas residências.

No entanto, a Prefeitura de Carnaíba poderá substituir nim por árvores nativas do bioma caatinga na arborização da região, tendo em vista que elas também proporcionam sombreamento; essa substituição deve ser feita de forma gradativa, sem o corte das árvores já existentes. Na medida em que as espécies nativas forem crescendo, poderá ser feita a poda dos nins indianos.

Além disso, o MPPE recomendou ao município aumentar as fiscalizações a fim de evitar queimadas, carvoarias e demais atos degradadores ambientais; e informar a população para seguir o recomendado.

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Em mais um ataque do governador Paulo Câmara (PSB-PE), candidato à reeleição, o staff de sua campanha acha que seu principal adversário, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), vai se aproximar do presidenciável Jair Bolsonaro na reta final das eleições.

O petebista tem se esquivado de responder quem apoiará na disputa presidencial. No início da campanha, disse que apoiaria Lula (mesmo que as chances de o petista concorrer fossem remotas). Em tese, deveria apoiar Geraldo Alckmin, do PSDB. Paulo Câmara tem o apoio formal do PT e tem usado isso em seu favor.

Na última pesquisa do Ibope, divulgada nesta quinta-feira (27), o socialista foi a 35%. Armando, a 27%. As informações são de Gabriel Hirabahasi, na Coluna Expresso, de Época.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária a ser aplicada nas contas de luz no mês de outubro é vermelha (patamar 2, nível mais elevado) — pelo quinto mês consecutivo. Significa que a cada 100 quilovatts-hora (kwh), o consumidor vai pagar R$ 5 a mais pelo serviço. Ou seja, se o consumo for de 200 kwh, haverá um gasto extra de R$ 10.

Em nota, a Aneel alertou que o acionamento seguido da bandeira vermelha no patamar elevado reforça a necessidade de “uso consciente e combate ao desperdício” de energia elétrica.

A manutenção da bandeira vermelha é consequência da situação dos principais reservatórios do país, em níveis baixos. O sistema de bandeiras foi criado para sinalizar aos consumidores os custos da geração de energia elétrica. Elas se dividem nas cores verde, amarela ou vermelha – o que indica se a energia custa mais ou menos por causa das condições de geração, como o nível de reservatórios, por exemplo.

A secretária de Saúde de Serra Talhada, Márcia Conrado, negou durante entrevista a uma emissora de rádio nesta quinta-feira (27), de que seu nome esteja sendo cotado para a sucessão do prefeito Luciano Duque, em 2020.

“Nunca tive nenhuma pretensão, nunca foi discutido no grupo. Eu acho que o nosso grupo é muito democrático, muito consolidado, tem vários nomes muitos fortes que já estão à disposição desde as eleições passadas e eu acho que na hora certa o prefeito vai reunir o grupo e discutir isso”, disse Márcia.

O prefeito já declarou no mesmo programa, que no final de 2018 declara apoio a um nome do grupo para as eleições de 2020.

Márcio Oliveira, vice-prefeito e pré candidato a prefeito em 2020, tem andado pouco ao lado do prefeito Luciano Duque, o que acabou dando margem para muitos burburinhos a cerca de um possível afastamento entre ele e o prefeito. Faeca Melo e Zé Raimundo, embora com chances menores de serem aclamados por Duque para 2020, têm mantido suas pré-candidaturas a prefeito.

A Polícia Federal apresenta ainda nesta sexta-feira (28), à 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG) o relatório final do primeiro inquérito sobre o atentado ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Como antecipou o Estado, nessa primeira investigação a PF concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho, entretanto um novo inquérito já foi instaurado para dar continuidade à investigação.

Nessa nova etapa será feita uma devassa na vida do agressor de Bolsonaro. O comando da PF quer a conclusão desse segundo inquérito o mais rápido possível.

O Facebook descobriu na terça-feira um problema de segurança afetando 50 milhões de contas da rede social, informou a companhia nesta sexta-feira (28). Atualmente, no total, são dois bilhões de usuários mensais.

Segundo a empresa, hackers aproveitaram uma falha de segurança do sistema por meio da função “view as”, o que permite roubar o código de acesso (tokens) dos usuários e, depois, tomar as contas impactadas. A “View as” permite ver como o perfil do próprio usuário aparece para as outras pessoas.

Os tokens funcionam como uma chave digital que permite aos usuários se manterem conectados ao Facebook, sem necessidade de reinserir a senha de acesso toda vez que querem entrar na rede social.

“Como acabamos de iniciar nossa investigação, ainda precisamos definir se essas contas foram utilizadas indevidamente ou tiveram outras informações acessadas”, disse o Facebook em nota, afirmando que já informou as autoridades competentes.

A função “View as” foi temporariamente desativada, enquanto a companhia revisa as condições de segurança do sistema. Além disso, as quase 50 milhões de contas que foram afetadas e, por precaução, outras 40 milhões — que usaram a função ao menos uma vez nos últimos 12 meses — tiveram os tokens reiniciados. Esses usuários precisarão refazer a conexão e receberão um aviso do ocorrido no topo de seu mural, diz a nota assinada Guy Rosen, vice-presidente de gestão de produto do Facebook.

Não há necessidade de refazer a senha de acesso ao Facebook, garante o executivo.

As ações da companhia recuaram 3% esta tarde, para US$ 163,78.

Vazamentos de dados de usuários, violações de segurança e disseminação de desinformação vêm forçando o Facebook a encarar audiências na Côrte e também forte crítica dos usuários. O incidente desta semana aumenta a preocupação de que o Facebook esteja coletando muita informação pessoal sem cuidando dela adequadamente. Os dados são a força vital de seus negócios de publicidade. Assim, qualquer limite nas atividades que resultem desses erros poderia prejudicar o poder de receita da empresa.

No início deste ano, o Facebook ganhou as manchetes quando os dados das contas de 87 milhões de usuários foram acessados indevidamente pela consultoria política Cambridge Analytica.

Em 2013, uma falha em um software do Facebook expôs os números de telefone e endereços de e-mail de seis milhões de usuários a pessoas não autorizadas. Antes disso, em 2008, um problema técnico abriu datas de nascimento confidenciais do perfil de 80 milhões de contas.

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As ligações locais e de longa distância nacional feitas a partir de orelhões da Oi permanecerão gratuitas até 31 de março de 2019 em 11 estados do país. A determinação é da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em razão do não cumprimento de obrigações por parte da concessionária.

A medida vale para nove estados da Região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte) e dois da Região Norte (Amazonas e Amapá). A punição é uma extensão de pena aplicada a Oi pela Anatel em outubro do ano passado.

Após fiscalização que constatou que o percentual de orelhões em condições de operação não atingiu os patamares estabelecidos pela agência, que deve ser de, no mínimo, 90% em todas as unidades da Federação e de no mínimo 95% nas localidades atendidas somente por orelhões, a Oi foi responsabilizada.

Na ocasião, a agência liberou as ligações locais em 15 estados. Em março deste ano, após nova fiscalização, a agência manteve a punição desta vez para 12 estados, determinando que o encerramento da punição para dia 30 de setembro.

Em agosto, nova aferição foi realizada e constatou que a Oi não cumpriu as metas de disponibilidade de orelhões em funcionamento nestes estados, à exceção de Roraima. Em Roraima, as ligações poderão ser cobradas, a partir de segunda-feira (1º).

A Anatel disse ainda que a Oi já foi notificada da medida e que uma nova medição deverá ser feita em 28 de fevereiro de 2019 e vai indicar os estados em que as ligações poderão ser cobradas a partir de 1º de abril de 2019.

Esta não é a primeira vez que a Oi é punida pela Anatel a não cobrar pelas ligações feitas a partir de seus orelhões. A operadora já chegou a ser punida em 2015 por não ter alcançado os patamares mínimos de operações exigidos pela agência reguladora.