Monthly Archives: outubro 2018

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Mais de 147 milhões de brasileiros votam neste domingo (28) no segundo turno das eleições presidenciais. Em 13 Estados e no Distrito Federal também haverá votação para governador. Considerando a apuração nas duas últimas eleições presidenciais, o eleitor deve conhecer o nome do próximo presidente do Brasil por volta das 20h.

Em 2010, a eleição de Dilma Rousseff (PT) foi sacramentada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 20h04, com pouco mais de 92% das urnas apuradas. Àquela altura o resultado era considerado irreversível e a petista não poderia mais ser alcançada por José Serra (PSDB).

O resultado final apontou vitória para Dilma com 56,05% dos votos válidos (55,7 milhões de votos), contra 43,95% para Serra (43,7 milhões de votos).

Em 2014, Dilma se reelegeu para o cargo com vantagem apertada, o que fez com que o resultado fosse considerado irreversível somente às 20h27, com 98% das urnas apuradas. A essa hora, Dilma e o então vice-presidente Michel Temer tinham 51,45% dos votos válidos, contra 48,55% de Aécio Neves e Aloysio Nunes (PSDB).

Ao final, Dilma recebeu 54,5 milhões de votos (51,64% dos votos válidos), conta 51 milhões de Aécio (48,36% do total).

O anúncio do presidente em 2010 e 2014 foram mais rápidos do que o verificado nas duas eleições anteriores. De acordo com o TSE, em 2006, o presidente foi conhecido apenas às 21h30. Quatro anos antes, em 2002, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado eleito às 23h.

Agilidade na apuração

A velocidade na apuração dos votos se deve às urnas eletrônicas, porque os dados são transmitidos online em uma rede privada da Justiça Eleitoral.

A eleição é encerrada às 17h (sempre no horário local) e só então os votos começam a ser computados. Vale lembrar que as urnas não são conectadas à internet, mas o resultado de cada urna é transmitido ao TSE logo após o encerramento da votação. O processo é mais seguro do que a votação em papel, conforme mostrou o R7 em reportagem antes do primeiro turno.

A apuração presidencial começa às 17h, após o fechamento das urnas, mas a primeira parcial é anunciada somente às 19h, devido à diferença de fuso horário de duas horas entre o Acre e Brasília. O horário de votação é o mesmo para todos os Estados: das 8h às 17h. Com informações do R7.com.

Segundo turno acontece em 28 de outubro

O 2º turno da eleição acontece neste domingo (28) e os eleitores precisam respeitar as regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que o pleito aconteça de maneira tranquila. 

Ao chegar na seção eleitoral, o brasileiro deve apresentar o título de eleitor físico ou online para o presidente da sala. A partir daí, assinará o livro da Justiça Eleitoral para demonstrar que votou no segundo turno. Depois de votar, o eleitor receberá o comprovante de votação. 

Neste turno, alguns brasileiros votarão para governador, além de presidente. Os mais esquecidos podem levar uma “colinha” com os números dos candidatos.

O uso do celular é proibido dentro da cabine eleitoral. O eleitor pode entrar na sala de votação com o aparelho, mas deve deixá-lo junto com os mesários, para evitar que o sigilo do voto seja quebrado. Também é vetado qualquer outro instrumento que possa comprometer o sigilo, como câmeras fotográficas e filmadoras. 

A pena para os eleitores que descumprirem a regra é de até dois anos. 

A legislação eleitoral permite que os eleitores usem camisetas e broches dos candidatos, em manifestação silenciosa. No entanto, são proibidas aglomerações que se caracterizem como manifestação coletiva. Os fiscais partidários só podem utilizar crachás com o nome e a sigla do partido ou coligação. 

No dia da eleição, é proibido usar alto-falantes e amplificadores de som para promover determinado candidato. A distribuição de santinhos no dia da eleição também se configura como crime eleitoral. 

Algumas profissões exigem que o funcionário trabalhe nos finais de semana. Segundo a legislação eleitoral, os estabelecimentos e empresas que funcionarem no dia 28 de outubro precisam garantir que o trabalhador tenha condições para ir votar. 

Justificativas

Os eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral pode justificar a ausência em mesas receptoras de votos ou de justificativas durante o horário de votação. Também há possibilidade de apresentar a justificativa depois da eleição. 

Quem não compareceu às urnas no primeiro turno tem até dia 6 de dezembro deste ano para apresentar justificativa à Justiça Eleitoral. Caso o eleitor não vote no segundo turno, deve se explicar até o dia 27 de dezembro.

 Congresso Nacional. Parlamentares terão pela frente votações importantes para a economia, que precisam ser resolvidas até o fim do ano. Na fila, estão oito medidas provisórias Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Passado o segundo turno das eleições, o Congresso terá pela frente votações importantes para o governo na economia, que precisam ser resolvidas até o fim do ano. Na fila, estão oito medidas provisórias com impacto em ações federais e no Orçamento de 2019. Entre os temas, está o adiamento do reajuste do funcionalismo de 2019 para 2020. O governo estima que a medida deve gerar economia de R$ 4,7 bilhões aos cofres públicos.

A MP que manteve o subsídio federal ao óleo diesel até dezembro também está entre as propostas que precisam ser analisadas, embora o governo já estude até acabar com a subvenção ao combustível antes do fim do ano diante da queda do dólar e do petróleo.

O reajuste dos servidores, contudo, é a votação mais polêmica. Na mensagem enviada ao Congresso, o governo informa que a medida alcança 209 mil servidores civis ativos, além de 163 mil inativos, “representando uma contribuição expressiva para a readequação dos gastos públicos”.

O Executivo argumenta que a restrição será importante para o equilíbrio das contas públicas. Segundo o governo, os ajustes acordados com os servidores — ainda em 2015 e sob o governo de Dilma Rousseff — levavam em conta uma inflação sempre acima de 5% ao ano, “sendo que, atualmente, este índice acumula alta de 4,39% nos últimos 12 meses até junho de 2018”.

A MP dos servidores perde validade no início de fevereiro. Porém, é necessário aprovar a proposta este ano para que tenha validade. Até agora, nem a comissão especial destinada a analisar a medida foi criada. A MP recebeu 123 emendas.  

Fim do subsídio ao diesel

A medida que renovou até 31 de dezembro o subsídio de R$ 0,30 ao diesel — concedido para acabar com a greve dos caminhoneiros — perde validade em 28 de novembro. A comissão para analisar a medida sequer foi instalada.

A subvenção do diesel está sendo analisada pelos Ministérios de Minas e Energia e Fazenda, além da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Segundo uma fonte, uma solução pode ser apresentada já na próxima semana para encerrar o subsídio antes do prazo previsto. A leitura é que não há risco de nova paralisação dos caminhoneiros porque “todos sairão ganhando”.

Mais adiantada, a criação do novo regime de incentivos para a indústria automobilística, o Rota 2030, precisa ser analisada por Câmara e Senado até 16 de novembro para não perder a validade. A MP original concede R$ 2,1 bilhões de renúncia fiscal para o setor automotivo em 2019. O texto aprovado em comissão especial esta semana, no entanto, incluiu uma série emendas que não têm relação com o projeto original e com impacto nas contas públicas. O governo avisou que tentará reverter essas alterações na votação no plenário.

Está parada a MP que definiu novas regras para saneamento básico, que perde validade no próximo dia 19. Ela foi editada para aumentar a atratividade do setor à iniciativa privada, que responde por 15% dos investimentos na área, e pode ajudar a destravar obras.  

Tradicional apoiadora do Partido dos Trabalhadores, a região Norte escancarou a onda de antipetismo na disputa pelo 2º turno. Dos 7 Estados, apenas o Amapá tem um candidato apoiando Fernando Haddad: João Capibaribe, o Capi. O candidato a governador pelo PSB conta com o PT em sua coligação.

A região teve dois pleitos decididos já no 1º turno. No Acre, onde o PT governou por 20 anos, a hegemonia foi quebrada por Gladson Cameli (PP). O pepista recebeu 53,71% dos votos. No Tocantins, Mauro Carlesse (PHS) garantiu a reeleição com 57,39% dos votos. Os dois governadores eleitos não declararam apoio a nenhum presidenciável.

O distanciamento em relação ao ex-prefeito de São Paulo pode ser observado também nos resultados do 1º turno. A liderança na disputa presidencial ficou com Jair Bolsonaro (PSL) em todos os Estados, com exceção do Pará. No Acre, onde o militar da reserva disse que ia “fuzilar a petralhada”, o militar da reserva teve 62,24% dos votos.

Renovação nos Estados

As mudanças no cenário político da região se refletem nas disputas estaduais. De acordo com os levantamentos mais recentes o acervo mais completo de levantamentos de intenção de voto das eleições brasileiras, os dois candidatos à reeleição estão atrás na disputa.

No Amapá, o governador Waldez Góes (PDT) teve 33,55% dos votos ante 30,10% de João Capibaribe (PSB). Nas pesquisa ibope divulgada na quinta-feira (18), Capi lidera com 47% das intenções de voto. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

A candidatura de Capi chegou a ser barrada devido à rejeição da candidatura de Marcos Roberto (PT), que seria seu vice porque os candidatos do PT amapaense não entregaram a prestação de contas do partido em 2015.

No Amazonas, o governador Amazonino Mendes (PDT) teve 32,74% dos votos no 1º turno. Atrás dos 33,73% de Wilson Lima (PSC). Na pesquisa ibope divulgada na sexta-feira (19), a distância entre os 2 ficou ainda maior. Lima, que apoia Bolsonaro na disputa presidencial, chegou a 63% das intenções de votos.

Na contramão

Apesar do movimento de derrubada dos clãs políticos na maioria do país, inclusive, no vizinho Maranhão, o Pará deve trazer a família Barbalho de volta ao poder. Depois do governo de Jader Barbalho (1991-1994), que foi eleito senador com 1.383.306 votos (19,62%) nessas eleições, seu filho Helder Barbalho lidera a disputa. Em 2014, o candidato bateu na trave obtendo 48,08% dos votos no 2º turno.

Na pesquisa ibope de 18 de outubro, o ex-ministro da Integração Nacional de Michel Temer com 53% das intenções de voto. Ele disputa com Márcio Mirando (DEM).

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Estão abertas até a próxima quinta-feira (1º), as inscrições para a Mostra de Música Vozes do Sertão em Araripina, no Sertão de Pernambuco. O projeto realizado pelo Sesc é voltado para compositores da região do Araripe.

O objetivo do evento, que acontece entre os dias 8 e 10 de novembro, é valorizar os compositores locais e estimular a criação autoral. Além disso, o projeto quer promover um espaço para reflexão e discussão sobre processos da música.

Podem ser inscritas músicas autorais inéditas de todos os estilos. Cada candidato só pode concorrer com uma canção, que deve ter entre 3 e 7 minutos. Doze músicas serão escolhidas para a final.

Os interessados podem se inscrever gratuitamente no Ponto de Atendimento do Sesc Ler. É necessário preencher um formulário no local. Outras informações podem ser solicitadas através do e-mail: cjose@sescpe.com  

Foto Fiscalização 2

Uma fiscalização com foco na segurança do trânsito flagrou 12 condutores que não cumpriam a Lei do Descanso do Motorista, na última quinta-feira, em Belém de São Francisco, no Sertão de Pernambuco. A ação conjunta foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (IPEM-PE), que verificaram a regularidade de caminhões e veículos de transporte coletivo de passageiros.

Durante as abordagens, foram fiscalizados 125 veículos, realizados 29 testes de alcoolemia e alcançadas 44 pessoas com ações educativas. As palestras trataram sobre a importância dos equipamentos obrigatórios do veículo e, principalmente, sobre o uso do cinto de segurança.

Foram lavrados ainda 11 autos de infração pelo IPEM por irregularidades no cronotacógrafo, equipamento que registra o histórico de velocidade, o tempo de direção e parada dos motoristas. Já a PRF emitiu 64 autuações, sendo 21 delas por irregularidades nos equipamentos obrigatórios, quatro pelo transporte de carga com excesso de peso, e 12 pelo descumprimento dos tempos de direção e descanso do motorista profissional, sendo nove caminhões, dois micro-ônibus e um ônibus de transporte escolar.  

Ao final da operação, nove veículos tiveram seus documentos recolhidos para providenciar a regularização das infrações encontradas e outros nove foram removidos para o pátio.

Lei do Descanso

A Lei n° 12.619, conhecida popularmente como “Lei do Descanso”, tem o intuito de regulamentar o tempo máximo de direção e os tempos mínimos de descanso dos motoristas de veículos de carga de grande porte, de veículos de transporte coletivo de passageiros e de veículos de transporte de escolares.

Por serem veículos que acarretam grande quantidade e gravidade de vítimas quando envolvidos em acidentes, há uma preocupação especial em garantir que os condutores destes veículos estejam devidamente descansados e atentos no trânsito.

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O Centro Limoeirense está na final da Série A2 do Campeonato Pernambucano. O time da cidade de Limoeiro venceu o Serrano por 3×2 na noite de ontem (26), no estádio José Vareda, e foi para a decisão da competição estadual, que dá uma vaga na Primeira Divisão do ano que vem. No jogo de ida, em Afogados da Ingazeira, havia sido empate em 1×1.

Ontem com o apoio de sua torcida, o Centro Limoeirense foi para cima do adversário e rapidamente conseguiu abrir uma boa vantagem. Ainda no primeiro tempo, já vencia pelo placar de 2×0. O Serrano só foi diminuir no fim da primeira etapa. Apesar disso, os donos da casa não se intimidaram e conseguiram o terceiro gol na etapa complementar. O Serrano não desistiu e ainda conseguiu diminuir, mas nada que tirasse a vaga do Centro.

Com a vitória, a equipe de Limoeiro vai encarar o Petrolina na final. A Fera Sertaneja eliminou o Decisão na outra semifinal do campeonato. As finais estão marcadas para os dias 31 de outubro e 4 de novembro. Somente o campeão da Série A2 consegue o acesso.


Caminhões na Via Dutra, no Rio: subsídio ao diesel foi adotado após a greve dos caminhoneiros este ano
Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo

O governo estuda acabar com a subvenção ao preço do diesel – um dos compromissos para encerrar a greve dos caminhoneiros. O prazo original termina no dia 31 de dezembro. O assunto está sendo analisado pelos Ministérios de Minas e Energia e Fazenda, além da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Segundo uma fonte que está participando das discussões, é possível que seja apresentada uma solução já na próxima semana. A queda do dólar e da cotação do petróleo, que ajudam na definição do preço do combustível pela Petrobras, são os principais motivos da antecipação do fim do programa.

De acordo com a fonte, não há risco de uma nova paralisação dos caminhoneiros porque “todos sairão ganhando”. Pelo programa, o governo concede um subsídio de R$ 0,30 por litro do diesel, além de ter reduzido em R$ 0,16 os tributos Cide e PIS/Cofins incidentes sobre o produto, para garantir uma queda total de R$ 0,46 por litro no preço ao consumidor. Para bancar o subsídio, o Ministério da Fazenda reservou um orçamento de até R$ 9,5 bilhões. A medida ajudaria no fechamento das contas do governo. Com informações de O Globo.

MICHEL TEMER

Muito se fala na aprovação da reforma da Previdência ainda este ano, com apoio político, no Congresso, do futuro presidente. Seria uma possibilidade na linha “ganha-ganha”, visto que Temer sairia bem na foto histórica, o eleito evitaria desgaste de votar tema impopular e o governo poderia navegar mais tranquilamente pelas águas do urgente ajuste fiscal.

Entretanto, como bem avisa conhecido empresário, seria necessário antes suspender a intervenção no Rio – que vai até dia 31 de dezembro. Por lei, não se pode mudar a Constituição com qualquer intervenção federal em Estados.

Pelo que se apurou ainda na iniciativa privada, existem hoje duas propostas de reforma da Previdência que seriam muitíssimo bem vistas pelo setor produtivo caso o futuro governo decida encampá-las: a que foi elaborada por Armínio Fraga e equipe (a ser exposta assim que terminarem as eleições) e a elaborada pelo economista Marcio Holland.

O tema previdência, conforme publicou ontem o Estado, foi assunto de reunião, esta semana, entre membros da equipe técnica de Bolsonaro, que examinam 10 projetos.

Polícia prende segundo suspeito de participar de atentado contra Bolsonaro

O presidente do Paraná Pesquisa, Murilo Hidalgo, confia tanto na exatidão do levantamento que divulgou nesta sexta-feira (26), apontando 60,6% para Jair Bolsonaro (PSL) e 39,4% para Fernando Haddad (PT), que não se furtou de fazer uma declaração desafiadora sobre a eleição presidencial: “Se eu tivesse de apostar, apostaria que Bolsonaro será eleito com 60% dos votos válidos, contra 40% do seu oponente”. A informação do Diário do Poder.

Murilo Hidalgo faz coro com o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro: “Bolsonaro só perde se houver um tsunami”.

Líder do único instituto que viu o risco de Eduardo Suplicy perder para o Senado, Hidalgo acha possível mudanças de última hora do eleitor.

O Paraná Pesquisa alerta para a indecisão de 16% do eleitorado feminino, que pode pender para um dos lados no último momento.

Admitindo-se a diferença Datafolha de 12 pontos, é a maior vantagem da história de pesquisas presidenciais de 2º turno. Nunca houve virada.

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Em uma vitória para a União, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, suspendeu nesta sexta-feira (26), uma liminar de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e autorizou que veículos de todo o País sejam emplacados com o novo modelo do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

A decisão de Noronha vale até o esgotamento de todos os recursos no âmbito de uma ação civil pública que contesta o novo sistema de placas. Em sua decisão, Noronha apontou o potencial lesivo à economia da liminar do TRF-1, decorrentes da paralisação da implantação das novas placas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) alega que o novo modelo de placas já foi adotado no Rio de Janeiro, com 118 mil veículos já emplacados com o novo padrão, e que outras Estados já avançaram na transição para o novo sistema.

O objetivo das novas placas, conforme acertado em acordos internacionais do Mercosul, é inibir crimes transnacionais. O novo modelo é considerado mais seguro e eficiente no combate à clonagem de placas.

Avanço

Na avaliação do presidente do STJ, o novo modelo representa um avanço na questão de segurança pública, ao permitir a criação de um cadastro unificado de identificação de veículos e facilitar a troca de informações entre os países do Mercosul.

“Constato, por fim, também a possibilidade de eventual dano à ordem pública no caso de prevalência da decisão atacada, na medida em que os procedimentos tendentes a implementar o novo sistema já avançaram no tempo a ponto de não mais permitirem um retrocesso ao status quo ante”, observou Noronha.

A liminar da desembargadora Daniele Maranhão Costa, do TRF-1, que havia suspendido o novo padrão de placas atendeu a pedido da Associação das Empresas Fabricantes e Lacradoras de Placas Automotivas do Estado de Santa Catarina (Aplasc).

TSE apura suposto benefício para campanha de Haddad

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) autorizou nesta sexta-feira (26) a abertura de uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) contra a campanha do candidato petista, Fernando Haddad, por supostamente ter sido beneficiada por ações do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho.

A ação foi pedida pela coligação do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que acusa Coutinho de ter usado a máquina pública do governo da Paraíba a favor da candidatura de Haddad.

No pedido, a coligação alega que Coutinho usou um jornal local financiado pelo governo do Estado para fazer matérias em defesa de Haddad e negativas a Bolsonaro. Além disso, acusa o governador de ter feito reuniões para pressionar funcionários públicos a fazer campanha pelo candidato petista.

O corregedor-geral do TSE, Jorge Mussi, aceitou o pedido de investigação e mandou ouvir as partes. No entanto, negou o pedido de liminar da coligação, que queria a retirada do ar de material produzido pelo jornal A União.

Na sua decisão, Mussi alega que as matérias precisam ser analisadas com cuidado e que, se em algumas pode-se vislumbrar “um conteúdo de crítica ou avaliação desprimorosa” de aliados de Bolsonaro, em outras haveria apenas uma “defesa apaixonada do povo nordestino” e a reprodução de falas de personalidades políticas.

Confira os estados que vão adotar a Lei Seca neste domingo

Assim como no primeiro turno, diversos estados terão restrições à venda de bebida alcoólica neste domingo (28), segundo turno das eleições. A questão é definida pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelas secretarias de Segurança Pública de cada estado. A medida tem o objetivo de evitar que o abuso de álcool potencialize conflitos em um dia em que a disputa política costuma acirrar os ânimos.

Com base em informações dos sites dos tribunais eleitorais e das secretarias de Segurança, a Agência Brasil fez um levantamento sobre a questão. Nos locais onde não foram disponibilizadas informações, o eleitor deve procurar se informar na própria zona eleitoral.

No Acre, cada zona eleitoral ficou responsável pela definição de horários próprios, que variam entre as cidades. Na capital, Rio Branco, em Porto Acre, Bujari, Sena Madureira e Santa Rosa, a proibição vai vigorar das 18h deste sábado (27) às 16h de domingo (28). Em outras cidades, o início e o fim da restrição são diferentes, como no caso de Xapuri, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo Porto Walter e Rodrigues Alves (desde a 0h de domingo), ou Basileia, Epitaciolândia e Assis Brasil (das 22h de sábado às 22h de domingo). O horário por cidade está disponível no site do TRE.

A proibição foi definida para todo o estado pela Secretaria de Segurança Pública e vai vigorar das 8h às 17h de domingo. Em quatro cidades (Anadia, Boca da Mata, Marimbondo e Tanque D´Arca), a comercialização só será liberada às 22h.

O TRE e a Secretaria de Segurança Pública não disponibilizaram informações.

O consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, mercearias e supermercados fica proibido da 0h às 18h do domingo.

O TRE informou que, pelo menos na capital, Fortaleza, a venda será proibida da 0h às 19h de domingo. Nas demais cidades, deve ser feita a consulta junto à Zona Eleitoral.

Assim como no primeiro turno, no Distrito Federal, não haverá Lei Seca.

O TRE não disponibilizou informações.

O TRE soltou lista com 138 cidades onde foi instituída a proibição tanto para o primeiro quanto para o segundo turno. O período fica a cargo do juiz de cada seção. A capital, Goiânia, não está na lista.

O TRE não disponibilizou informações.

Não será permitida a venda de bebidas alcoólicas entre as 3h e às 17h, mas a limitação não vale para restaurantes que funcionem exclusivamente entre as 11h30 e as 14h30.

Será proibida a venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas entre as 6h e às 18h de domingo.

O TRE não disponibilizou informações.

Não haverá Lei Seca no estado.

O TRE determinou a proibição da comercialização e distribuição de bebida alcoólica no primeiro turno, mas não informou se a decisão vale também para este domingo.

A comercialização de bebidas alcoólicas será proibida em todo o estado. A regra vale das 6h às 18h de domingo.

Nem o TRE, nem a Secretaria de Segurança Pública do estado estabeleceram regulamentação.

Não haverá Lei Seca neste ano.

A venda de bebidas alcoólicas será proibida nas cidades de Ariquemes, Alto Paraíso e Monte Negro.

No primeiro turno, a comercialização e distribuição de bebida alcoólica foram proibidas da meia-noite de sábado às 18horas do domingo. Contudo, o site do TRE não explicitou se a decisão será mantida para o segundo turno.

Não haverá Lei Seca no estado.

O TRE de Sergipe não informou se adotará a restrição.

O TRE não disponibilizou informações sobre a limitação.

Bolsonaro

Por Tom C. Avendaño/El País

Da praça central de Eldorado, uma cidade rural de 15.000 habitantes, se pode ver a escola de paredes descascadas onde Jair Messias Bolsonaro fez o Ensino Médio. E as ruas, cheias de pequenos negócios de letreiros pintados à mão hoje desbotados, em que brincou. O populista de extrema-direita que, se as pesquisas se confirmarem, presidirá o Brasil depois da eleição de domingo, continua presente em Eldorado, a 190 quilômetros ao sul de São Paulo, mas de outra maneira. Muitos carros têm adesivos com seu retrato. E seu nome é ouvido repetidamente na boca dos que cresceram com ele, que competem para ver quem o canoniza primeiro.

Sônia Brisola, de 54 anos, amiga de Bolsonaro, faz pausas à beira de lágrimas enquanto se lembra do pai do político, um dentista: “Um homem generoso, atencioso, muito querido na cidade, se você não tinha dinheiro para fazer uma extração de dente, ele fazia o trabalho de graça. E Jair, bom. É impossível que te falem mais sobre ele. E eu não digo isso porque ele vai ser presidente”. De fato, a opinião parece unânime entre os habitantes brancos. Mas é uma imagem enganosa.

Tirço, um corpulento empregado negro de um dos dois postos de gasolina de Eldorado, avisa: “Daqui para lá, ninguém vai te dizer nada de ruim sobre Bolsonaro”, apontando para o centro. “Mas de lá para cá, ninguém vai te dizer nada de bom”, indicando outro bairro, muito mais precário e distante, Vila Nova Esperança, de maioria negra.

Nesse país tão desigual e multirracial (8% dos brasileiros se declaram pretos e 45%, pardos), o apoio a um ou outro candidato varia consideravelmente em função da raça em que o eleitor se enquadra. Bolsonaro vence entre os brancos; o candidato do PT, Fernando Haddad, entre os pretos. À medida que a pele do eleitor escurece, o militar reformado perde apoio (de 59% entre os brancos a 37% entre os pretos, de acordo com o Datafolha de 10 de outubro), enquanto o petista ganha entre os pretos (45%) e perde entre os brancos (28%). Apesar da rejeição dos gays e da desconfiança das mulheres, em termos raciais todos preferem Bolsonaro, exceto o último grupo.

Em Eldorado, onde havia clubes sociais apenas para brancos até quase o final da década de sessenta, uma moradora diz abertamente que “os negros são vagabundos dependentes das ajudas do Estado”. Há também outra condição: aqui havia muitos escravos até o século XIX e agora existem dezenas de quilombos, comunidades que estes fundaram depois terem sido libertados. São assentamentos muito pobres no meio do mato que recebem discretas subvenções do Governo e seus moradores se dedicam a cultivos artesanais; também são a obsessão da cultura racista brasileira, que não vê sua utilidade.

Ditão, de 63 anos, grisalho de olhos cinzentos por causa da catarata, líder do maior quilombo da região, o de Ivaporunduva, está em seu bananal com sandálias Havaianas bem afundadas no barro. “Eldorado segue a mentalidade colonial: você manda, eu obedeço”. Muitos acreditam que as pessoas dos quilombos não conseguem pensar, não conseguem administrar um negócio, não conseguem entrar na política. Nós só existimos para obedecer. Ouvir e obedecer.

A fratura racial é menos brutal em uma cidade como São Paulo. E um passeio por um shopping center em um bairro misto mostra que a rejeição a Bolsonaro diminui entre os mestiços que prosperaram. Célia Reis, de 72 anos, e sua filha votarão nele para expulsar o Partido dos Trabalhadores de Lula. Os temores que a provável presidência de Bolsonaro desperta são diferentes em função da raça, como mostram a assessora jurídica de direitos humanos Flávia Julião, de 39 anos, e sua amiga. O maior medo da ativista, negra, é “um retorno a 64, à ditadura”. A professora Patricia Alonso, de 40 anos, branca, aponta para outra época: “O meu, de voltar a Collor (Fernando Collor de Mello)”, ou seja, à hiperinflação.

A advogada Julião está convencida de que o enorme apoio a Bolsonaro se deve, embora não se explicite, a uma rejeição às conquistas esquerdistas dos últimos anos para reduzir a abismal desigualdade. “Votam nele não porque gostem de Bolsonaro, mas para deter essa melhora ou até mesmo revertê-la”, diz. Elisana Santos é uma amostra de como milhões de brasileiros não-brancos prosperaram nos últimos anos. Filha de uma empregada doméstica e de um ferreiro, aos 19 anos acaba de terminar o Ensino Médio. Quer ir para a universidade, então está olhando os cursos enquanto faz orçamentos. Provavelmente ela poderá se beneficiar das cotas que Bolsonaro tanto detesta, mas, enfatiza, “para essas vagas também existe muita competição”. Ela está entre as três pessoas que mais estudaram em sua família.

Mas a universidade e São Paulo estão muito longe de Ditão e de sua plantação de bananas, onde vive com preocupação pelo futuro do país. Ele não tem a menor dúvida de que com Bolsonaro a ditadura voltará de uma forma ou de outra, implícita ou explicitamente. “Liberdade é que quando um policial bate seu carro no carro de um negro, a culpa é do policial; ditadura é quando a mesma coisa acontece e o negro acaba na cadeia”, sentencia. “E esse é um problema que não queremos que volte”.

Quase todas as campanhas dos 26.681 candidatos de 35 partidos estão com pagamentos atrasados aos prestadores de serviços que trabalharam nas eleições. Têm políticos vitoriosos, derrotados e outros que foram para o 2º turno, entre os que gastaram mais do que tinham. Teme-se um calote de grandes proporções.

Vale lembrar que o pleito ocorreu com regras diferentes para as campanhas, com o fundo eleitoral público (R$ 1,7 bilhão), a proibição de doações das empresas e com limites rígidos para financiamento coletivo via internet.

O fenômeno surpreende porque as campanhas custaram menos uns 50%, em média, comparada às anteriores, inclusive as majoritárias. Os maiores gastos nem foram com os salários dos publicitários, mas com produções, formatos dos programas e viagens. O trabalho envolveu novas formas de comunicação, como postagens pagas na internet e nas mídias sociais. E se antes houve o envolvimento de fornecedores com o Caixa 2, agora os prestadores atuaram cautelosos, o que pode significar uma certa garantia para receber o devido, afinal, há um título a protestar na Justiça.