Monthly Archives: fevereiro 2020

Enem 2019

Termina neste sábado (1º), o prazo de inscrição para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que prevê a concessão de 252 mil bolsas integrais e parciais em faculdades privadas. Inicialmente, as inscrições só seriam recebidas até sexta-feira, 31, mas o cronograma teve de ser alterado por causa da falha na correção de quase 6 mil provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

Para esse primeiro semestre, serão ofertadas 122.432 bolsas integrais e 130.102 bolsas parciais. As inscrições devem ser realizadas pelo site do programa.

Podem participar do processo seletivo do ProUni estudantes brasileiros que não possuam diploma de curso superior e tenham participado da edição de 2019 do Enem, tendo obtido, no mínimo, 450 pontos na média das notas do exame e nota superior a zero na redação

Para se candidatar, o estudante deve informar o número de inscrição do Enem 2019 e a senha usada no exame. No momento da inscrição, o candidato faz, em ordem de preferência, até duas opções de instituição, curso e turno dentre as bolsas disponíveis, de acordo com seu perfil. O participante com deficiência ou que se autodeclarar indígena, preto ou pardo pode optar por concorrer a bolsas destinadas a políticas de ações afirmativas.

Atraso

O início das inscrições para o programa teve de ser alterado, porque uma decisão judicial barrou a divulgação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) está suspensa pela Justiça Federal. Segundo o Ministério da Educação (MEC), sem o resultado, não era possível dar continuidade ao cronograma de outros programas do ensino superior. 

Pilotos e comissárias se protegem do coronavírus Foto: Reprodução

A epidemia de coronavírus que se alastrou pela China e já alcançou 21 países vem mudando a rotina de um pequeno grupo de brasileiros do outro lado do mundo. Pilotos que deixaram o Brasil em busca de uma oportunidade no país asiático tiveram sua escala de voos reduzida e adotaram máscara e luvas como acessórios essenciais de trabalho. 

Ao lado de comissários, eles também atuam como uma espécie de fiscal do governo nos voos, avisando as autoridades locais quando alguém tosse ou espirra no avião. Passageiros com suspeita da doença são imediatamente inspecionados nos aeroportos.

Com passagem pela Varig e pela TAM, Fabio D’Andrea, de 54 anos, é um dos muitos comandantes brasileiros que decidiram fugir da crise do setor de aviação no Brasil e se arriscar em ares chineses. Em 2017, mudou-se com a família para Macau, ex-colônia portuguesa e hoje região autônoma da China. 

De lá para cá, trabalha na Air Macau. Fazia voos semanais lotados para metrópoles como Pequim e Xangai. Na última quinta-feira, o voo que faria para a capital chinesa foi cancelado. Acabou sendo convocado para um que partiria de Macau para Nanquim, no leste da China.

No comando de um Airbus 321, com 180 poltronas, transportou apenas oito passageiros. No retorno, foram 32. Por orientação da Air Macau, não foi servida comida quente — para evitar manipulação de alimento e o possível contágio pelo coronavírus — e toda a tripulação usava máscara e luvas. 

“Se os comissários desconfiam de que algum passageiro apresenta sintomas da doença, eles nos avisam e nós sinalizamos às autoridades”, contou D’Andrea, impressionado com o baixo fluxo de turistas em pleno Ano Novo Lunar chinês. Macau é uma espécie de Los Angeles da China, com muitos cassinos e hotéis. Mas o número de visitantes tem caído nos últimos dias. Continue lendo

E-mails apreendidos pela Operação Lava Jato mostram que, dentro da Oi, a subcontratação da empresa de um dos sócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para prestar serviços à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2012 era vista como “projetos políticos com o governo” e não deveria ser tratada como uma “prestação de serviços tradicional”. Lulinha é o filho primogênito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As correspondências eletrônicas entre funcionários da empresa telefônica indicam ainda que, depois de ter recebido pagamentos da prefeitura no âmbito de um contrato público, a Oi foi cobrada pela gestão do então prefeito, Eduardo Paes, a acelerar repasses de recursos à Gol Mobile, controlada por Jonas Suassuna, sócio de Lulinha. As mensagens mostram também que a firma de Suassuna sequer havia sido formalmente subcontratada pela Oi para executar serviços em dois contratos firmados entre a prefeitura e a operadora.

Os e-mails foram apreendidos pela Polícia Federal na 69ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Mapa da Mina, que mirou os negócios entre a Oi e empresas ligadas a Lulinha. Entre as suspeitas dos investigadores está a de que o dinheiro usado na compra do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, veio destas empresas, que receberam 132,2 milhões de reais da telefônica entre 2004 e 2016.

Suassuna pagou 1 milhão de reais por uma parte da propriedade; o empresário Fernando Bittar comprou outra parte por 500.000 reais. Bittar é irmão de Kalil Bittar, sócio de Lulinha no grupo Gamecorp, que também tinha negócios milionários com a Oi.

As reformas feitas entre 2010 e 2014 pelas empreiteiras Odebrecht e OAS no sítio, ao custo de 1 milhão de reais, levaram Lula a uma condenação de 17 anos de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Lava Jato. O petista foi considerado culpado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em um e-mail datado de 20 de dezembro de 2011, o funcionário da Oi Francisco Santanna escreveu a Eurico Teles, então diretor jurídico da empresa, que passou a ser CEO da empresa e renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 31, que estava tentando destravar pagamentos à Gol Mobile, barrados por ordem do departamento jurídico da operadora. Continue lendo

O secretário de Previdência, Rogério Marinho, participa do seminário Brasil de Ideias, em Copacabana.

O secretário da Previdência, Rogério Marinho, estimou que haverá uma redução significativa nas filas para concessão de benefícios no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) dentro de seis meses, a partir da efetivação das medidas que estão sendo tomadas para a contratação de pessoal para reforçar o atendimento nas agências. Ele participou, nesta sexta-feira (31), de um debate sobre os rumos do país, no Rio de Janeiro.

“Seis meses a partir da efetivação das medidas que foram propostas. Porque a ideia é que nós tenhamos um milhão de requerimentos por mês. A ideia é termos os processos dentro do limite de 45 dias, que a lei preceitua”, disse Marinho.

Deverão ser contratados, a partir da publicação de Medida Provisória (MP), 7 mil funcionários, incluindo militares e aposentados. Parte será direcionada para o atendimento à população nas agências, mas somente poderá fazer os processos de concessão de benefícios os funcionários do INSS, incluindo os aposentados. Uma das dificuldades é realização de perícias médicas, pois em alguns lugares do país há falta de peritos, o que também deverá ser abrangido pela MP.

“As medidas estão sendo tomadas para regularizar o processo, para estabelecer um fluxo que seja confortável e dentro da lei, para atender, de forma adequada, o beneficiário. Desde o mês de agosto o estoque está diminuindo. Chegou, em janeiro, a 1,3 milhão de processos com mais de 45 dias. Mas todo mês está diminuindo um pouco. A velocidade dessa diminuição é que precisa ser melhorada. Por isso que estamos tomando essas medidas complementares”, disse Marinho.

“Eu tenho tranquilidade que eu venho fazendo todas as missões que me foram atribuídas

Mais enfraquecido do que nunca, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deixou claro nesta sexta-feira (31) que não pretende deixar o governo. “Eu lutei muito para que ele [presidente Jair Bolsonaro] estivesse onde ele está”, disse Onyx ao chegar ao aeroporto de Brasília, na volta antecipada das férias.

A intenção do ministro vai de encontro ao que têm defendido desde quinta-feira (30) aliados dele, após Bolsonaro ter anunciado pelo Twitter a transferência do Programa de Parcerias de Investimento de sua pasta para o Ministério da Economia – o que esvaziou ainda mais a Casa Civil.

Interlocutores destacam que Onyx quer seguir no governo, porque deseja “um palanque”. Sua intenção é disputar, em 2022, o governo do Rio Grande do Sul.

Do lado do presidente, apesar de Bolsonaro ter submetido o ministro a um desgaste público, diz-se que ele vem afirmando ter “uma dívida de gratidão com Onyx”. A avaliação é que o aliado foi o primeiro a apostar em Bolsonaro presidente, ainda quando ambos estavam na Câmara como deputados, em um período também anterior à campanha.

Embora a transferência do PPI para o Ministério da Economia tenha sido confirmada nesta sexta no DOU (Diário Oficial da União), Onyx afirmou estar tranquilo sobre seu desempenho na Casa Civil. “Eu tenho tranquilidade que eu venho fazendo todas as missões que me foram atribuídas e tenho certeza de que nós vamos continuar trabalhando pra mudar nosso País”, afirmou no aeroporto.

O esvaziamento da pasta teve início em junho do ano passado, quando Bolsonaro passou a articulação política para a Secretaria de Governo, do ministro Luiz Ramos, e a Subchefia para Assuntos Jurídicos para o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência.

Onyx só voltaria de férias na segunda-feira (03), mas antecipou o retorno para conversar com o presidente. Até o início da tarde, eles ainda não haviam se encontrado pessoalmente. Bolsonaro passou por uma vasectomia, segundo o Estadão, que já estava programada, na noite de quinta, e não há informações se o encontro dos dois ocorrerá ainda hoje.

Há inúmeras especulações nos bastidores sobre o futuro do ministro. Interlocutores afirmam que “uma saída honrosa” seria ele substituir Abraham Weintraub no Ministério da Educação. Assim, Onyx seguiria no governo como quer e Bolsonaro resolveria os problemas com o MEC.

Uma outra possibilidade é o ministro reassumir sua cadeira na Câmara e pegar uma liderança do governo, trabalhando em prol do governo. Essa possibilidade, contudo, não agrada Onyx.

Agência O Globo

Regina Duarte dá sinais de que está tentando se adaptar o mais rapidamente possível à nova realidade. Ontem (31), ela almoçou no bandejão do prédio da Secretaria Especial da Cultura, que vai comandar, na Esplanada dos Ministérios.

Entre uma garfada e outra, Regina atendia a cumprimentos e pedidos de selfies.

José Vicente Santini, secretário-executivo exonerado da Casa Civil Foto: Rosinei Coutinho / STF

Vicente Santini, o secretário da Casa Civil demitido duas vezes em dois dias por Jair Bolsonaro após viajar à Índia usando um avião da FAB, tinha experiência no serviço público apenas com cargos de confiança no governo Lula.

Santini ganhou cargo de confiança no Ministério da Defesa de 2007 a 2010, no segundo governo Lula. Depois disso, só advogou na iniciativa privada.

Fernando Moura, auxiliar de Santini que ficou apenas um dia nomeado como número dois da Casa Civil, tem o mesmo perfil: manteve cargo comissionado na Defesa na gestão Lula e era titular da pasta no Conselho Nacional de Juventude.