Renato Feder

CNN Brasil

Assessores do presidente Jair Bolsonaro prepararam e entregaram a ele, no final da tarde desta sexta-feira (03), um dossiê de 28 páginas contra o secretário estadual de Educação do Paraná, Renato Feder. 

Auxiliares presidenciais disseram que o documento visa expor a “incompatibilidade” de Feder com o governo e, dessa forma, tentar impedir a nomeação dele para o Ministério da Educação. No documento, assessores de Bolsonaro elencam ações da gestão Feder no Paraná, como a produção de apostilas que incentivariam a “ideologia de gênero”.

Também destacam trechos do livro “Carregando o Elefante”, escrito pelo secretário em 2007 em coautoria com Alexandre Ostrowiecki, no qual eles defendem propostas contrárias às pautas pregadas por Bolsonaro.

Entre essas propostas, estão à defesa da redução de contingente das Forças Armadas e da legalização de “drogas hoje proibidas, desde que consumidas em locais pré-determinados e que seja proibido fazer propaganda”.

Há também uma parte do dossiê que explora a relação do secretário com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), um dos principais adversários político do presidente. Nesse trecho, há links para reportagens mostrando que o secretário foi um dos maiores doadores da campanha de Doria à Prefeitura de São Paulo em 2016 – na época, ele desembolsou R$ 120 mil.

No dossiê, os assessores de Bolsonaro elencam ainda uma série de adversários políticos do presidente que estão defendendo a indicação de Feder, entre eles, o Movimento Brasil Livre e o apresentador Luciano Huck.

“Se a ideia é evitar as polêmicas causadas por discursos ruidosos como o do (Abraham) Weintraub, como vamos conseguir isso apostando em um ministro que defende todos os espantalhos que a esquerda e os sindicatos de professores são mestres em bater?”, diz um trecho do dossiê.

Procurada, a assessoria de imprensa de Feder informou que ele não se pronunciará sobre o assunto.