Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

O índice de desconfiança dos brasileiros nos partidos políticos quase dobrou nos últimos 4 anos. O número foi de 46,4% em 2014 para 77,8% em 2018. Ou seja, 8 em cada 10 brasileiros não têm “nenhuma confiança” nessas instituições. A desconfiança nos partidos é recorde.

Os dados são de estudo realizados pelo Instituto da Democracia e Democratização da Comunicação, do INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia), divulgado pelo jornal Estado de S. Paulo neste sábado (23).

O estudo entrevistou 2.500 pessoas de 15 a 23 de março em 25 Estados (com exceção do Amapá) e no Distrito Federal. A pesquisa envolveu instituições acadêmicas como UFMG, IESP/UERJ, Unicamp e UnB.

Para 68,3% dos entrevistados a corrupção motiva a falta de confiança nos partidos. Sobre as 3 maiores siglas, 8,7% dos entrevistados afirmaram simpatizar com o PT, 1,3% com o PSDB e apenas 0,9%, com o MDB.

A pesquisa também aponta que 83,2% dos eleitores não simpatizam com nenhum partido. Em 2014, esse número era de 76,7%.

Engavetamento de três veículos causou congestionamento na BR-232 (Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação)

As festas de São João no interior de Pernambuco causaram um aumento no fluxo de carros que trafegam nas rodovias do estado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no início da tarde deste sábado (23), o engarrafamento na área da BR-232, que liga o Recife ao Agreste e Sertão do estado, era maior no trecho da rodovia no bairro do Curado, na Zona Oeste da capital.

De acordo com a PRF, o congestionamento vai do trecho posterior ao viaduto da BR-232 e se estende até próximo à Avenida Abdias de Carvalho. O engarrafamento começou na cidade de Moreno, no Grande Recife, após um engavetamento entre três carros no quilômetro 33 da BR-232.

O acidente ocorreu às 7h45, no distrito de Bonança, na faixa rumo ao interior de Pernambuco. Uma pessoa que estava em um dos veículos sofreu ferimentos leves, mas não precisou ser socorrida. Todos os motoristas fizeram o teste do bafômetro e os resultados foram negativos para a ingestão de álcool. Os carros foram retirados do local e a rodovia foi liberada às 9h40.

O reforço da fiscalização nas estradas que cortam o estado, durante o São João, teve início na quinta (21). As ações foram intensificadas nas estradas, sobretudo as BRs 232, 104, 407 e 428, que dão acesso aos municípios de Gravatá, Bezerros e Caruaru, no Agreste do estado, além de Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Petrolina, no Sertão pernambucano.

Lombadas desligadas

Também na quinta (21), lombadas eletrônicas instaladas em três rodovias foram desligadas, para facilitar o acesso dos motoristas aos polos de festejos juninos em Pernambuco. De acordo com o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), a medida segue até às 5h de segunda-feira (25).

Foram desligados os equipamentos das seguintes rodovias: PE-027 (quilômetro 0,7), em Aldeia, no município de Camaragibe, e PE-035 (quilômetros 7,3 e 7,9), em Itapissuma, no Grande Recife; e BR-232 (quilômetros 6,2; 6,3; 7,4; 7,8 e 9,2), no Curado, na Zona Oeste da capital.  

Após formatura de 278 praças do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, os novos servidores serão distribuídos pelos grupamentos e seções do CBMPE em todo o Estado, inclusive nas praias da Região Metropolitana do Recife (RMR), reforçando as equipes de salvamento, fiscalização e prevenção de incidentes com tubarões.

O reforço do efetivo reafirma o compromisso do Governo de Pernambuco com o fortalecimento das operativas da Secretaria de Defesa Social (SDS) e com o Programa Pacto Pela Vida.

“O bombeiro, durante muitos anos, tem tido um papel importante e atuado de maneira muito eficiente, tanto no combate aos incêndios, quanto nos acidentes. E, agora, com a interiorização mais efetiva nas regiões, estou certo de que teremos bombeiros atuando no Pacto Pela Vida ajudando a salvar pessoas”, destacou o governador Paulo Câmara, anunciando a criação, no segundo semestre deste ano, de uma nova turma de formação para praças do CBMPE.

A ampliação do efetivo do Corpo de Bombeiros Militar foi planejada pelo Governo de Pernambuco para ocorrer em paralelo à estruturação de novas unidades. Em 2018, dois novos grupamentos já foram inaugurados no Estado: um em Surubim, Agreste,  e outro São José do Egito, no Sertão, ampliando a descentralização do CBMPE.

“Os 278 concluintes trabalharão distribuídos em todo o Estado, nas 12 regiões de desenvolvimento, expandindo nossos serviços, na Região Metropolitana do Recife e no Interior. Além de reforçar nossas unidades existentes, esse efetivo será lançado nos novos quartéis, que serão instalados em Pesqueira, Bonito, Carpina, Arcoverde, Serra Talhada, São José do Belmonte, Custódia e Toritama ainda este ano”, afirmou o Comandante dos Bombeiros, Manoel Cunha.

Geraldo e Lu Alckmin foram recebidos por Raquel e João Lyra no aeroporto

O presidenciável tucano Geraldo Alckmim desembarcou na tarde desta sexta-feira (22), no Aeroporto de Caruaru com a mulher, Lu Alckmin, e foi recebido pelo deputado federal Bruno Araújo, pela prefeita da Cidade, Raquel Lyra e pelo seu pai, o ex-governador João Lyra.

Alckmin no Monte Bom Jesus

Do aeroporto, Alckmin, foi fazer o famoso teste de popularidade nas ruas da Capital do Forró. Primeiro visitou o Monte Bom Jesus e conferiu obra revitalizada por Raquel Lyra. Teve um momento de pausa para oração ao lado da mulher, Lu, em igreja. Como católico fervoroso, fez questão de rezar por alguns minutos.

Lu e Geraldo Alckmin fazem pausa para momento de oração

O provável candidato pelo PSDB à presidência ainda provou da tapioca de Dona Lu, cumprimentou populares, torcedores da Seleção Brasileira e seguiu para o Sítio Macambira, propriedade do ex-governador João Lyra. O local foi palco por anos do grupo de Eduardo Campos e dos socialistas.

Não houve registro de casos de zika nos municípios pernambucanos em 2017 / Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Pernambuco tem 21 casos confirmados de zika nos seis primeiros meses de 2018, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). Porém, 20 dos pacientes podem ter contraído o vírus em períodos anteriores. Caberá aos municípios com registros da doença comprovar ou não se a infecção ocorreu em 2018.

Em apenas um dos casos exames laboratoriais confirmaram a presença do zika vírus recente, informa a gerente do Programa de Controle das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes. Nos demais, a sorologia positiva indica que a pessoa já teve contato com a zika, mas não necessariamente em 2018. “Pode ser uma reação cruzada com dengue”, pondera.

As prefeituras com resultado positivo terão de investigar o histórico do paciente para concluir o diagnóstico e alterar (ou não) os dados lançados no sistema da Secretaria Estadual de Saúde, explica. Um dos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o zika está associado a microcefalia e outras malformações em bebês e a complicações neurológicas em adultos.

Os 21 casos confirmados estão espalhados em 12 municípios: Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca (Região Metropolitana), Vitória de Santo Antão, Condado (Zona da Mata), Bom Jardim, Canhotinho, Gravatá e São Joaquim do Monte (Agreste). De 31 de dezembro de 2017 a 16 de junho de 2018, a secretaria registrou suspeita de zika em 67 municípios.

Isso corresponde a 36,2% do total de 184 cidades pernambucanas e mais o distrito de Fernando de Noronha. Não há registros de casos suspeitos em 118 municípios. No mesmo período, foram notificados 354 casos, dos quais 235 já estão descartados; 98 ainda encontram-se em investigação e 21 tiveram resultado positivo, entre pessoas de 20 e 39 anos.

O boletim epidemiológico de arboviroses de 2018, da Secretaria Estadual de Saúde, já assinalava 21 casos confirmados de zika desde o fim de maio, na chamada semana nº 22, que corresponde ao período de 27 de maio a 2 de junho. O número se repete na semana nº 23 (de 3 a 9 de junho) e na semana nº 24 (10 a 16 de junho), publicada terça-feira passada (19).

Até então, o maior registro tinha sido feito na semana epidemiológica n° 11 (dados referentes ao período de 11 a 17 de março), com 13 casos confirmados da doença nos três primeiros meses de 2018. Na semana nº 17 o número caiu para 4 casos confirmados em 2018. E na semana nº 19 (6 a 12 de maio) o boletim da secretaria trazia apenas um caso confirmado de zika. A mudança está relacionada com as informações repassadas pelos municípios, depois das investigações.

Não houve registro de zika em Pernambuco em 2017. “Isso significa que estamos aprimorando o diagnóstico, em 2017 não tínhamos um kit reagente mais sensível e mais eficiente como agora para captar os casos”, afirma Claudenice Pontes. “A região com maior número de habitantes vai registrar mais casos, isso é de se esperar. Porem, não quer dizer que há uma maior concentração da doença naquele lugar”, acrescenta.

DENGUE

No período de 31 de dezembro de 2017 a 16 de junho de 2018 a SES notificou 11.528 casos de dengue em 169 municípios pernambucanos. Destes, 2.536 estão confirmados e 3.483 foram descartados. É um aumento de 18,2% em relação ao mesmo semestre de 2017, com 9.753 casos suspeitos.

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Depois que o presidente da CBF, Antonio Nunes, rompeu um acordo da Conmebol e decidiu votar pela candidatura do Marrocos para receber a Copa de 2026, o dirigente não tem comparecido aos eventos da entidade. Ele está em uma espécie de “geladeira”. O dirigente não esteve no lançamento da Casa Conmebol, local de eventos da entidade em Moscou, e também não participou do 2º Congresso do Futebol Sul-Americano, realizado neste sábado, em Moscou. O encontrou reuniu os principais dirigentes da região.

“Foi uma decisão dele (não vir)”, limitou-se a dizer Rogério Caboclo, que será o presidente a partir de abril de 2019. Segundo o dirigente, a entidade não vetou a presença do coronel no evento deste sábado (23).

Havia um acordo do bloco sul-americano para que todos os dez votos das federações da Conmebol fossem direcionados à candidatura dos Estados Unidos, México e Canadá na disputa para ser sede da Copa de 2026. O coronel Nunes não informou a ninguém e não respeitou o acordo. A situação abriu uma crise dentro da entidade e abalou os planos da CBF de se apresentar à família Fifa como uma nova entidade.

O presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, classificou o ato como uma “traição”. “Parece estar mais perto de traição que simpatia”, disse Tapia. Caboclo garante que o episódio já foi superado. “A relação é ótima. Existe uma relação de amizade pessoal, uma amizade institucional”, disse Caboclo.  

Eduardo Guardia

Às vésperas das eleições, o Congresso Nacional abriu a porteira para projetos que dão benefícios a alguns setores ou que resultam em perdas de receitas, num movimento apelidado de “farra fiscal” por membros da equipe econômica do governo. Nesta semana, foram aprovados, por exemplo, projeto com benefícios fiscais a transportadoras e decreto que permite a venda direta de etanol das usinas para os postos de combustível, que devem ter impacto bilionário no caixa federal.

Essa pauta está passando à frente de temas que são prioridade para a equipe do ministro Eduardo Guardia, como a aprovação do projeto que facilita a venda das distribuidoras da Eletrobrás e dos destaques que ainda podem alterar o texto do cadastro positivo (cujo texto-base foi aprovado em 9 de maio) ou do projeto da cessão onerosa – requisito para destravar o leilão do pré-sal que pode render até R$ 100 bilhões ao governo.

Com a aproximação do período de campanha, a avaliação no Congresso é de que a própria base aliada não quer assumir o ônus de barrar projetos de interesse de grupos com poder de pressão sobre os parlamentares. Além disso, a desmobilização que tem caracterizado o fim do governo dá liberdade aos parlamentares para defenderem efetivamente suas agendas, independentemente de gastos e do desgaste com o Planalto.

O ministro Carlos Marun, responsável pela articulação política do governo com o Congresso, admite que há dificuldades em barrar essas medidas que têm impacto nos cofres. “Não há dúvida de que a questão eleitoral nesse momento é importante”, disse. Ele afirma, porém, que o governo trabalha para aprovar projetos considerados importantes pela equipe econômica antes do recesso de julho.

Foi com essa “independência” que a Câmara aprovou benefícios adicionais às transportadoras, mesmo após o governo colocar R$ 13,5 bilhões para bancar o “bolsa caminhoneiro”. O texto, que ainda precisa passar pelo Senado, prevê, por exemplo, alíquota zero de IPI e PIS/Cofins para a renovação da frota de caminhões. O impacto do projeto ainda não foi calculado pela Receita.

Os deputados também pressionam por um decreto legislativo, já aprovado no Senado, que permite a venda direta de etanol pelos produtores aos postos de combustíveis. Essa medida geraria uma perda de R$ 2,4 bilhões, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Além disso, os deputados também já apresentaram pedido de urgência para o projeto que amplia o prazo de renúncias que beneficiam empresas das áreas das Superintendências do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Amazônia (Sudam) e ampliam esses benefícios para a Sudeco (Centro-Oeste). O custo pode chegar a R$ 8 bilhões ao ano.

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Uma das passagens do livro “O carcereiro” – sobre o trabalho do ex-agente da Polícia Federal Newton Ishii, o Japonês da Federal – narra a tentativa do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PE), que estava preso na Superintendência de Curitiba, de assistir a cenas picantes protagonizadas pela atriz Bruna Marquezine na série “Nada será como antes”.

A vontade de Corrêa de ver a atriz seminua na televisão foi tamanha que ele se estatelou no chão, o que provocou risadas nos colegas de cela.

Escrito pelo jornalista Luís Humberto Carrijo, o livro começará a ser vendido no dia 7 de julho.

Poder360

Dois anos depois dos Panama Papers abalarem o sistema financeiro offshore, um novo vazamento de documentos do escritório de advocacia Mossack Fonseca revela novos detalhes sobre uma série de integrantes da elite global, incluindo a superestrela do futebol Lionel Messi e a família do presidente da Argentina. Os documentos também mostram a Mossack Fonseca batalhando para conter os efeitos do vazamento e identificar seus próprios clientes.

Os arquivos –1,2 milhão de documentos– datam de poucos meses antes de abril de 2016, quando o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) e mais de 100 parceiros de mídia publicaram a 1ª série de reportagens do Panama Papers, e continuam até dezembro de 2017. Os documentos foram vazados para o jornal Süddeutsche Zeitung, de Munique (Alemanha), que os compartilhou com o ICIJ.

Os fundadores da Mossack Fonseca, Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, apresentaram um comunicado à imprensa em junho que diz que a empresa, seus funcionários e seus fundadores “nunca estiveram envolvidos em atos ilegais“. Eles não responderam a pedidos de comentários para esta reportagem.

Nos próximos dias, parceiros do ICIJ de dezenas de países publicarão histórias baseadas no novo lote de arquivos do Panama Papers. Essas reportagens jogarão nova luz nos negócios financeiros de pessoas da 1ª investigação e conectarão outras pessoas influentes ou politicamente ligadas à Mossack Fonseca.

Descobriu que os pais de Rodrigo Rocha Loures, o “deputado da mala“, tinham US$ 5,6 milhões na Suíça em nome de uma offshore criada nas Ilhas Virgens Britânicas. Segundo a defesa, o dinheiro foi repatriado em 2016, por meio da lei de repatriação, aprovada pelo governo de Michel Temer – de quem Rodrigo Rocha Loures era assessor especial– para arrecadar com recursos não legalizados mantidos no exterior. 

Aqui, em resumo, algumas das descobertas internacionais:

A bagunça fiscal da estrela do futebol Lionel Messi

Lionel Messi, o craque do Barcelona, já estava sob investigação na Espanha em processos que acusavam ele e seu pai, Jorge Horacio Messi, de usar empresas offshore em Belize e no Uruguai para deixar de pagar milhões de dólares em impostos quando o Panama Papers revelaram que eles tinham ainda outra offshore: a Mega Star Enterprises, no Panamá.

Quando questionados sobre a companhia em abril de 2016, os Messis disseram ao ICIJ e parceiros que a Mega Star estava “totalmente inativa“. E-mails internos do novo vazamento da Mossack Fonseca colocam a afirmação em dúvida.

“O escritório do Uruguai me diz que o cliente está usando a empresa“, escreveu um funcionários da firma de advocacia em maio de 2016 – um mês depois. A Mossack Fonseca renunciou de ser o agente registrado da Mega Star Enterprises em julho de 2016, mostram os documentos – o mesmo mês em que os Messis foram condenados por um tribunal espanhol por fraude fiscal. Lionel recebeu uma sentença de 21 meses, que foi suspensa, e multa de US$ 2,2 milhões.

Um advogado de Messi disse ao jornal espanhol El Confidencial, um parceiro do ICIJ, que a Mega Star Enterprises era um assunto passado e que era parte de um esquema corporativo antigo que já havia sido abandonado. A companhia não está sendo ativamente utilizada, disse.

Planos ‘muito arriscados‘ ligados a Mauricio Macri

E-mails entre o chefe do escritório da Mossack Fonseca no Panamá e sua filial no Uruguai em setembro e outubro de 2016 mostram funcionários discutindo um plano para alterar as datas de documentos para fingir que a empresa sabia que uma offshore criada por ela nas Bahamas, a Fleg Trading Co., era controlada pela família do presidente argentino Mauricio Macri.

Macri e outros membros da família eram diretores da Fleg Trading, como revelou a investigação original dos Panama Papers. Leis antilavagem de dinheiro exigiam que a Mossack Fonseca tivesse esse tipo de informação.

Funcionários da Mossack Fonseca discutiram a possibilidade de um contado de Macri produzir um documento manuscrito em 2016, mas assiná-lo como se fosse de anos atrás, que confirmaria a propriedade da companhia, segundo os e-mails. O contador dispensou a ideia, considerando-a “muito arriscada” já que o documento “poderia ser facilmente refutado por um especialista em caligrafia“, que descobriria que a carta teria sido escrita muito mais recentemente, de acordo com e-mails internos da Mossack Fonseca.

O cliente não queria arriscar, dizem os e-mails, uma vez que o presidente da Argentina e sua família estavam envolvidos.

Os novos arquivos também mostram que a Mossack Fonseca não sabia das conexões da família de Macri com a BF Corporation, outra empresa de gaveta. A BF Corporation pertencia aos irmãos de Mauricio Macri – Mariano e Gianfranco–, de acordo com relatos da imprensa argentina. Essas reportagens notaram que procuradores da Alemanha alertaram as autoridades da Argentina em 2016 sobre transações suspeitas envolvendo a offshore, baseados em parte nas revelações dos Panama Papers. As transações foram realizadas em outubro de 2015, poucos dias depois do 1º turno das eleições que levaram Mauricio Macri à presidência do país, no mês seguinte.

Um porta-voz da empresa da família de Macri, a Socma, disse ao parceiro do ICIJ, o jornal La Nación, que o pai do presidente declarou ser proprietário da Fleg Trading, o que foi confirmado por um juiz na Argentina. O porta-voz disse não ter informações ou comentários a fazer sobre as discussões entre os funcionários da Mossack Fonseca e o contador uruguaio.

O atual patamar de investimentos em saneamento torna inviável a meta de ter 92% do território nacional com esgoto tratado até 2033. O objetivo foi fixado em 2014 pelo Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico). De acordo com estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o alvo só será atingido no prazo se até lá forem aplicados R$ 345,8 bilhões no setor, média anual 62% maior do que a atual. Eis a íntegra do estudo.

A média anual de investimentos do período analisado pela CNI, de 2010 a 2017, foi de R$ 13,6 bilhões. Segundo o estudo, a média necessária para alcançar a universalização do saneamento em 2033 é de quase R$ 22 bilhões.

“Caso sejam mantidos os níveis recentes de investimento, a universalização dos serviços seria atingida apenas após 2050: mais de vinte anos de atraso“, aponta a CNI.

Hoje, cerca de 83% da população brasileira dispõem de abastecimento de água, 57% têm acesso ao serviço de coleta de esgoto, e apenas 50% do esgoto gerado é tratado.

Além disso, cerca de 44% dos municípios brasileiros dispõem de corpos d’água receptores (na maioria dos casos rios), com capacidade de diluição do esgoto considerada ruim, péssima ou nula, o que afeta o consumo humano e aumenta os custos produtivos.

Para a Confederação, o setor tem o maior déficit de atendimento e maiores desafios de expansão na infraestrutura brasileira.

Segundo o relatório, a lenta expansão das redes e a baixa qualidade na prestação dos serviços têm trazido fortes implicações à saúde da população, ao meio ambiente e ao setor produtivo.

“A redução dos custos com saúde no Brasil, gerada pela universalização dos serviços de água e esgoto, chegaria a R$ 1,45 bilhão ao ano sem considerar todos os inestimáveis ganhos associados à redução da mortalidade infantil. Mas, infelizmente, os indicadores ainda são desastrosos“, aponta o estudo.

A CNI cita que a cada R$ 1,00 investido em saneamento traz retorno de R$ 2,50 ao setor produtivo.

Recursos mal distribuídos

Além da falta de investimento, a Confederação também lista como 1 problema a destinação regional dos recursos. Cerca de 60% do total investido em água e esgoto são alocados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

O estudo mostra que, com exceção do Rio Grande do Sul, os Estados com indicadores de atendimento muito abaixo do desejável também representam participação nos investimentos significativamente menor à participação da população daquele Estado se comparado ao total nacional.

Participação do setor privado

Para a Confederação, a iniciativa privada é fundamental para a expansão e aumento da qualidade dos serviços de saneamento. As companhias privadas respondem por 6% das empresas do setor e atendem a 9% da população. Apesar disso, respondem por 20% dos investimentos realizados em municípios de diferentes tamanhos.

“Apesar dos indícios de maior investimento das companhias privadas e melhor qualidade da água fornecida, a concessão e as parcerias público-privadas do setor de saneamento ainda apresentam uma série de resistências“, diz a CNI.

A CNI sugere a transferência na prestação de serviços para agentes privados seja por meio da formação de consórcio de municípios que passariam a ser atendidos por uma mesma concessionária.

“Além do elemento de contiguidade territorial, o consórcio poderia ser definido de acordo com as bacias de cada região. Assim, municípios abastecidos pela mesma bacia seriam atendidos por uma única concessionária“, aponta o estudo.

Enquanto a pauta econômica está praticamente parada no Congresso Nacional, o pagamento de emendas parlamentares segue acelerado e bateu recorde neste ano. Deputados e senadores receberam R$ 4,4 bilhões até 20 de junho. Mesmo sem o mês fechado, o valor é o maior dos últimos 4 anos para o 1º semestre. Isso aponta um crescimento de 189% em relação ao valor desembolsado de janeiro a junho de 2017, quando R$ 1,5 bilhão foi liberado. Os dados são do SigaBrasil.

O partido do presidente Michel Temer, o MDB, foi o que mais recebeu recursos das emendas. Foram R$ 556 milhões neste ano. Logo após está o PSDB, com R$ 405 milhões, e o PT, com R$ 371 milhões.

Do valor total, R$ 681 milhões foram destinados às bancadas estaduais. Os deputados ficaram com R$ 3,2 bilhões e os senadores conseguiram angariar R$ 546,8 milhões para suas demandas.

AS EMENDAS

As emendas parlamentares são instrumentos que garantem aos congressistas brasileiros algum poder em relação ao Orçamento da União. Historicamente, a liberação dos recursos é uma forma de barganha entre Executivo e Legislativo.

Em 2017, a verba foi parte da estratégia para barrar as duas denúncias contra o presidente Michel Temer, encaminhadas pelo Ministério Público ao Congresso Nacional.

Para tentar melhorar o ritmo de liberação das emendas, em março de 2015 foi aprovada a Emenda Constitucional do Orçamento Impositivo, que estabelece os valores mínimos de emendas a ser executados. Até então, a liberação das verbas dependia exclusivamente do governo federal.

Assim, a cada congressista brasileiro é garantida cota individual de pouco mais de R$ 15 milhões. O valor pode ser destinados a, no máximo, 25 emendas diferentes. Metade do repasse precisa ir para a saúde. Em 2018, R$ 3,3 bilhões foram liberados para a área.

ONU no Brasil fala de assédio a estrangeira na Copa e alerta: 'basta'

A Organização das Nações Unidas teceu, nesta sexta-feira (22), o primeiro comentário oficial das sobre o vídeo em que brasileiros assediam publicamente uma estrangeira durante a Copa do Mundo da Rússia.

Representante do secretário-geral da ONU no Brasil, Maurizio Giuliano lamentou que a violência psicológica à qual a mulher foi submetida durante o Mundial aconteça todos os dias – sem nenhuma visibilidade.

“O vídeo foi gravado em um lugar e em um contexto particularmente visíveis. É a Copa do Mundo. A agressão foi filmada, envolve uma mulher estrangeira, reúne vários homens, não apenas um, e também circulou online”, opinou, em entrevista à BBC Brasil.

O diretor do Centro de Informações da Organização das Nações Unidas para o Brasil ressaltou que violência sexual não é apenas física e que ocorre diariamente. “E isso precisa de um basta”.

Testemunha foi ameaçada de morte a mando de políticos do PP, diz PGR

A Procuradoria Geral da República (PGR) afirma que uma testemunha da operação Lava Jato teria sido ameaçada de morte por ordem do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), e do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). As informações são do G1.

Os parlamentares foram denunciados por suposta obstrução de Justiça na última terça-feira. Segundo a PGR, eles mandaram o ex-deputado Márcio Junqueira (ex-filiado ao PP) influenciar um ex-assessor e um motorista a mudar versões de depoimentos prestados à Polícia Federal.

O alvo das ameaças seria José Expedito, que trabalhou com os parlamentares por dez anos. “A mando dos parlamentares, a partir de outubro de 2017, nos termos retratados nesta denúncia, Márcio Junqueira ameaçou José Expedito de morte, exigiu dele uma retratação em cartório do conteúdo dos depoimentos que prestou à PF em 2016 (declaração ideologicamente falsa), prometeu-lhe cargo público, casa, pagou-lhe despesas e fez entregas de dinheiro —, tudo para comprar seu silêncio e, assim, prejudicar investigações em curso”, diz a denúncia.

Procurado, o advogado de Nogueira disse que a acusação contra o parlamentar é “fantasiosa”, “criminosa” e de uma “irresponsabilidade enorme”.

“Não existe nada nos autos que leve – sequer ‘en passant’ – a qualquer hipótese de o senador Ciro estar envolvido nisso. Então, é muito grave. Tem quer ver os autos tem que ler e distanciar profundamente quem são os investigados”, declarou o advogado.

Já a assessoria de Eduardo da Fonte informou que o deputado “reitera que a acusação é completamente mentirosa e absurda e que ele está à disposição da justiça para que os fatos sejam esclarecidos rapidamente”.

A boa convivência com o clima semiárido requer estocar água, sementes e todos os recursos necessários para uma vida digna. Pautadas por esse princípio, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e a Fundação Banco do Brasil firmaram uma parceria nesta quinta (21), em Recife, para implantar 180 bancos comunitários de sementes e 171 cisternas para armazenamento de água da chuva na região do Semiárido Brasileiro.

Essas tecnologias sociais – soluções simples para desafios sociais realizadas em interação com a comunidade – serão construídas em nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais. O investimento social será de R$ 10,8 milhões.

Cada estado será beneficiado com 20 bancos de sementes, com 400 famílias envolvidas, somando 3.600 famílias em todo o projeto. Elas vão passar por capacitação para organizar o trabalho e para fazer a gestão do banco de sementes.

Os bancos comunitários funcionam com a lógica de uma instituição financeira, mas em vez de dinheiro, o bem são as sementes crioulas, as que são utilizadas tradicionalmente pelos antepassados. Os agricultores familiares participantes depositam no banco as sementes, quando chega o período de plantar, eles emprestam a quantidade necessária. Após colher, cada um devolve 50% a mais do que foi emprestado. “Isso ajuda a aumentar o estoque para poder atender mais gente na próxima colheita”, afirma a assessora da ASA, Maitê Maronhas.

Maitê explica que as sementes crioulas são um patrimônio genético, formado e conservado pelas comunidades, porque com o passar das gerações houve o acúmulo de conhecimento sobre a melhor maneira e época de plantar, colher e estocar. Além disso, elas são mais adaptadas às condições locais, mais resistentes a pragas e têm características que os agricultores valorizam. O milho crioulo, por exemplo, tem a palha que serve de alimento para os animais.

A iniciativa também vai implantar 171 tecnologias sociais de acesso a água que captam e armazenam água da chuva para a produção de alimentos e a criação de pequenos animais. As famílias participantes vão passar por capacitação sobre a manutenção das cisternas e como fazer o uso racional da água.

Agenda 2030

O projeto Banco de Sementes com Tecnologias de Acesso à Água está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente com os objetivos “Erradicação da Pobreza”, “Agricultura Sustentável”, “Água Potável e Saneamento” e “Redução de Desigualdades”. A parceria também contribuirá com o fortalecimento da agricultura familiar e das associações comunitárias, além da conservação da biodiversidade da Caatinga.

http://www.ifpe.edu.br/campus/afogados/noticias/ifpe-afogados-promove-encontro-com-professores-da-rede-municipal/encontro-2/@@images/06cad1ce-41c7-4bc0-afeb-18cef4188d77.png

O campus do IFPE em Afogados da Ingazeira recebeu na última quarta-feira, a visita de professores da área de Ciências, da rede municipal de ensino. O encontro surgiu de uma demanda da Secretaria de Educação por meio da coordenação de Ciências do município, com o intuito de aproximar os professores de ciências do sexto ao nono ano com os docentes do IFPE, objetivando a realização de parcerias para projetos de iniciação científica e grupos de pesquisa, entre outras ações.

O evento foi iniciado com uma palestra conduzida pela professora Andrea Dacal, coordenadora da Pós- Graduação da Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFPE, que apresentou o instituto aos professores municipais, seguido de uma roda de diálogo para debater sobre áreas de interesse e como funciona o segmento de pesquisa do Instituto Federal. Posteriormente, foi realizada uma visita guiada aos laboratórios de Agroindústria, Microbiologia e Física. “É importante mostrar o instituto para esse público da região, porque inclusive, os alunos do sexto ao nono ano serão os nossos alunos no futuro, e esses professores acabam tendo também condições de desenvolverem algum projeto e terem publicações juntos com o IFPE”, explica Andrea.

De acordo com Eliane Fernandes, coordenadora de Ciências da rede municipal de ensino, O IFPE tem um papel essencial na região, se tornando um parceiro em benefício de melhorias para a educação no município. “Estamos tentando fazer, entre nossos alunos e professores, que germine a ideia da iniciação científica, pois não se tem uma formação específica para isso. Conhecendo o IFPE, surgiu à ideia de dar o pontapé nesse processo da iniciação científica, unindo o eixo que a gente trabalha em ciências com sociedade e tecnologia através de associações em sala de aula”, expõe Eliane.

O Diretor-Geral do campus Afogados da Ingazeira, Ezenildo Emanoel de Lima, reforça a importância dessa parceria: “É fundamental que a gente insira toda a comunidade dentro da nossa instituição, pois é mais uma maneira de fazer a integralização junto com a região do Pajeú. Esses professores do município que foram acolhidos pelo nosso campus tiveram a oportunidade de entender como é que o instituto funciona e de como eles, enquanto educadores, vão preparar os seus alunos, que futuramente poderão fazer parte do IFPE e que são o nosso principal público”, concluiu Ezenildo.