Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

O Globo

Antes de passar a ser cogitado como candidato a presidente da República — o “outsider” da vez, em articulações do bloco dos partidos de Centro —, o nome do empresário Josué Alencar, já estava no tabuleiro da sucessão presidencial desde que ele se filiara ao PR. Ele vinha sendo cortejado como “vice dos sonhos” tanto pelo pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, como pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia procurado o presidente da Coteminas numa tentativa de reeditar a chapa vitoriosa nas eleições presidenciais de 2002 e 2006 formada com o pai do empresário, José Alencar. Josué Alencar vinha sendo cobiçado também por políticos mineiros atrás de alianças locais.

Tanto assédio, segundo os críticos de Josué, só tem uma explicação: dinheiro. As mudanças nas regras de financiamento eleitoral fizeram com que empresários ricos passassem a ser disputados pelos partidos. Como os arranjos com empreiteiras se tornaram mais difíceis, políticos endinheirados surgem como uma solução fácil para o problema de caixa criado pela nova lei eleitoral. Em 2014, quando foi candidato ao Senado em Minas Gerais, Josué declarou patrimônio de R$ 96 milhões —– este seria, segundo alguns políticos, seu maior predicado eleitoral.

— O Josué está sendo muito cortejado, apesar do conteúdo político zero dele. Qual predicado que o Josué tem além de ser filho do José Alencar? Nenhum. Ele só é rico. Eu defendo o limite no autofinanciamento porque senão vai continuar tendo Josués, Dórias, Flávios. É gente que vai se impor na política pelo dinheiro, critica o líder do PSB na Câmara, deputado Júlio Delgado (MG).

O partido de Delgado entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar fixar um limite ao autofinanciamento. Pelas regras atuais, quem tiver recursos pode financiar integralmente a campanha. A lei fixa apenas um limite máximo de gastos para cada cargo. Para a disputa presidencial, o teto é de R$ 70 milhões.

Assim como Josué, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que quer ser o candidato do MDB a presidente, é autossuficiente no quesito dinheiro. Antes de assumir a Fazenda, Meirelles, apenas em 2016, lucrou R$ 217 milhões com consultoria para grandes empresas. Diferentemente dos candidatos menos abastados, ele não estará à mercê do partido na definição da distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral.

Meirelles anunciou que pretende bancar sua campanha com o próprio bolso e disse a interlocutores que deve gastar pelo menos R$ 5 milhões só na fase de pré- campanha. Aos 72 anos, ele vê o ano de 2018 como a última chance de realizar o seu maior objetivo na vida pública: chegar ao Planalto. Meirelles está tendo reuniões com as bancadas de deputados e senadores e dirigentes estaduais para angariar aliados no partido para a sua pretensão. A possibilidade de ele sair candidato passou a ser bem vista por grande parte da bancada do PMDB na Câmara. Com uma campanha presidencial custeada por recursos próprios, sobraria mais dinheiro do fundo eleitoral para a disputa de parlamentares da própria reeleição.

O presidenciável Flávio Rocha (PRB), dono da Riachuelo, é outro pronto para abrir suas vultosas contas pessoais para bancar a campanha. Detentor de uma fortuna avaliada em R$ 1,3 bilhão, ele já avisou que não precisará de dinheiro do fundo público.

— Ele externou que pode custear a campanha. Quando me perguntou quanto podia gastar, respondi que seria o teto que já está estabelecido pela lei. E aí já não se falou mais no assunto. Estava decidido, contou o presidente do PRB, Marcos Pereira.

Outro nome em cogitação para compor uma aliança eleitoral como vice, Flávio Rocha rechaça a hipótese:

— Não tenho vocação para ser vice, tenho certeza de que ainda vou crescer.

Apesar disso, o PRB já iniciou conversas com lideranças de outros partidos visando à campanha presidencial. Caso não decole nas pesquisas até julho, Flávio Rocha pode entrar numa composição como vice de outro candidato de centro.

— Tem uma brincadeira que diz que vice que tem tempo de TV vale. Se não, tem que ter voto ou tem que ter dinheiro, resume o ex-ministro Helder Barbalho, que tentará se eleger governador do Pará.

Pedro Kirilos

O acordo de delação premiada que Antônio Palocci negocia com o Ministério Público Federal em São Paulo não tem poder para diminuir as penas por condenações de investigações em Curitiba.

Palocci já foi condenado a 12 anos por Sérgio Moro.

Na avaliação de quem conhece os trabalhos, Palocci tenta com essa estratégia, de mostrar boa vontade em colaborar, pressionar pela retomada do diálogo com a força tarefa da capital paranaense, onde correm seus processos.

Recém estruturada, a força tarefa de São Paulo depende mais de colaborações externas, por estar ainda incipiente em investigações próprias.

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, de Brasília, pagou cachê ao médico Dráuzio Varella, com dinheiro público, por palestra de 1 hora sobre “qualidade de vida” para magistrados do Trabalho, nesta sexta-feira (18). Varela cobra R$70 mil, segundo empresas do ramo, mas fontes do TRT dizem que ele teria feito “pequeno desconto”. O TRT se esquivou de esclarecimentos, inclusive quanto a valores, alegando falta de tempo. O médico nada tem a explicar, apenas fez o seu trabalho.

TRT ainda liberou 30 lugares para servidores assistirem a palestra em pleno horário de trabalho, no auditório da Escola Judicial.

Em sua palestra sobre qualidade de vida, Dráuzio poderia dar dicas de como ganhar R$70 mil em apenas uma hora.

A Justiça do Trabalho é antiga cliente de Varela. Em 2015, o médico fez palestra similar em evento do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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Investigadores ligados à Lava Jato suspeitam que os pagamentos de propina da TAM à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) podem estar ligados à decisão do governo Dilma Rousseff que favoreceu empresas aéreas. Com a decisão do Ministério do Planejamento, cujo titular era seu marido Paulo Bernardo, o governo federal passou a fazer compra direta de passagens aéreas, dispensando as agências de viagem. A informação é da Coluna de Cláudio Humberto.

Segundo a Polícia Federal, Gleisi recebeu R$1,3 milhão em propinas. Somente a antiga TAM (hoje Latam) pagou R$ 345 mil.

O governo não economiza com a compra direta de passagens, mas as empresas aéreas economizam comissões às agências de viagem.

Desde a decisão do Planejamento, as empresas aéreas são os únicos fornecedores do governo pagos à vista, usando cartões corporativos.

Além da venda direta e do recebimento à vista, as aéreas nem precisam recolher na fonte o imposto de renda, CSLL e PIS/Cofins.

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Blog do Camarotti

Com a saída da corrida presidencial do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, colocou a aliança com o PSB como “prioridade zero”. Informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews.

O objetivo do candidato é conseguir uma aliança forte no campo da esquerda para só depois intensificar as tratativas com os partidos do chamado “centrão”.

Nesta semana, o presidente do PDT, Carlos Lupi, teve uma reunião com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, para avançar nas negociações.

“A prioridade total é a aliança com o PSB. Apesar de a política ser muito dinâmica, a perspectiva é boa”, afirmou Lupi.

PDT e PSB estão construindo coligações em pelo menos uma dezena de estados. As dificuldades se concentram em São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

Diante da aproximação, os partidos já estudam a possibilidade de o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda, do PSB, ocupar a vaga de vice na chapa de Ciro.

O nome é bem avaliado no PDT, já que Lacerda é empresário e próximo a Ciro. Os pedetistas querem uma aproximação com o setor produtivo e, por isso, querem um vice desse setor.

Outro nome cogitado é do empresário Benjamin Steinbruch, que se filiou ao PP.

Mas, antes da aproximação com o centro, o PDT quer unificar a esquerda em torno do nome de Ciro Gomes, enfraquecendo um eventual “plano B” do PT na disputa por uma vaga no segundo turno.  

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Com um aumento de 9,6% do número de pessoas na faixa etária de 15 a 29 anos que não trabalhavam, não estudavam, nem faziam qualquer curso de qualificação, entre 2016 e 2017, Pernambuco foi o segundo estado do País a ter mais gente nessa situação, no ano passado. Das 2,2 milhões de pessoas nessa idade, 720 mil (32%) faziam parte da chamada geração nem-nem, no Estado (63 mil a mais do que em 2016), e 541 mil delas eram negras ou pardas, conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só Alagoas teve percentual maior: 35,7%.

“O fato de esse grande número de pessoas não trabalhar nem estudar não significa que esteja sem fazer nada, pois há muitas mulheres cuidando de seus filhos e dos afazeres domésticos e isso pode ser valorado”, salienta a coordenadora da pesquisa, Marina Águas. De fato, os dados indicam que 429 mil pessoas eram do sexo feminino e 291 mil, do sexo masculino. A maioria dos nem-nem (400 mil) estavam na faixa dos 18 a 24 anos.

A posição de Pernambuco é bem mais acentuada que no País como um todo, onde, das 48,5 milhões de pessoas de 15 a 29 anos, 23% (11,2 milhões) não trabalhavam nem estudavam ou se qualificavam – 5,9% a mais do que em 2016, o que equivale a 619 mil pessoas. Um total de 17,4% dos homens e 28,7% das mulheres faziam parte da geração nem-nem no País. Entre as pessoas de cor branca, essa proporção foi 18,7% e entre as de cor preta ou parda, de 25,9%.

NA ESCOLA

A taxa de escolarização em geral se manteve estável, em todas as faixas, no Estado, começando com 26,5% de 0 a 3 anos; 90,4% de 4 a 5 anos e chegando a 98,9% entre os 6 e 14 anos, ao final do ensino fundamental. Já entre os adolescentes de 15 a 17 anos, 83,7% estavam na escola, percentual que caiu para 28,1% entre os de 18 e 24 anos e para 3,4% a partir de 25 anos. Já a taxa ajustada de frequência escolar líquida mostra que 94,8% dos alunos do início do ensino fundamental estavam na série adequada para a idade (6 a 10 anos), índice que já começa a cair para 81,7% na segunda etapa do fundamental (11 a 14), chegando a 61,8% no ensino médio (15 a 17 anos) e 15,8% no superior (18 a 24) – Bem distante da meta 12 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê, até 2024, 33% de pessoas nessa faixa etária matriculadas no ensino superior.

“Em Pernambuco, 38,2% dos jovens que deveriam estar no ensino médio ou estão atrasados, cursando turmas anteriores, ou se evadiram da escola”, observa Marina. “Mas essa defasagem já se acentua no final do ensino fundamental e como não se corrige isso, há mais chances de evasão”. Resultado: 74,2% não chegam ao ensino superior na idade adequada ou nem chegam.

O aumento da defasagem e evasão conforme as séries avançam é uma realidade nacional. Em 2017, 95,5% das crianças de 6 a 10 anos estavam nos anos inicias do fundamental, caindo para 85,6% entre os de 11 a 14 anos nos anos finais. Nessa faixa etária, 1,3 milhão de pessoas estavam atrasadas e 113 mil, fora da escola. O atraso e a evasão se acentuam no ensino médio, que deveria ser cursado por alunos de 15 a 17 anos. Para essa faixa de idade, a taxa de escolarização foi de 87,2%, porém a taxa ajustada de frequência escolar líquida foi de 68,4%, indicando quase 2 milhões de estudantes atrasados e 1,3 milhão fora da escola. Entre as pessoas de 18 a 24 anos, a taxa de escolarização foi de 31,7%.

ANALFABETISMO

Devendo ter reduzido o analfabetismo para 6,5% em 2015 e erradicá-lo até 2024, conforme o PNE, nem o Brasil nem Pernambuco atingiram ainda a primeira meta. No País, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 7%, o equivalente a 11,5 milhões, 300 mil a menos do que em 2016 (7,2%). As regiões Centro-Oeste (5,2%), Sudeste e Sul (ambas com 3,5%) estavam abaixo da meta nacional, enquanto que no Nordeste a taxa estava acima do dobro (14,5%) e no Norte era de 8,0%.

No Estado, ela se manteve estável, em 13,4%. E quando se trata de pessoas com mais de 60 anos, foi para 35,2% (bem acima do percentual nacional, de 19,3%. “As desigualdades não existem só entre regiões. No Recife, a taxa de alfabetização acima de 15 anos é de 4,8% e, depois de 60 anos, é de 10,6%”, salienta a pesquisadora.

“A alfabetização é um dos grandes desafios e deve ser uma das principais prioridades de qualquer governo”, defendeu o ministro da Educação, Rossieli Soares, que visitou o Estado ontem. “Antes de falar dos analfabetos jovens e adultos, é preciso entender que 50% das crianças ao final do 3º ano não estão sendo alfabetizadas devidamente. No Nordeste, esse indicador é de mais de 70% e em Pernambuco, de aproximadamente 74%. O primeiro ponto para atacar esse problema é garantir que as crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental estejam alfabetizadas”, como prevê a primeira Base Nacional Comum Curricular, em implantação para os ensinos infantil e fundamental.

FORA DA ESCOLA

Com 16, 19 e 21 anos, os irmãos Carlos, Juliana e Adriana Borges estão fora da escola. Carlos, que tem um déficit de aprendizagem, parou logo no primeiro ano. Adriana ficou no terceiro ano e Juliana desistiu no quinto ano. Todos ainda no ensino fundamental. Moradores de Santo Amaro, na região central do Recife, eles deixaram a sala de aula, há mais de um ano. Cada um por motivos diferentes. Agora afirmam que querem voltar a estudar, mas a mãe, Nadja Batista Borges, 40, diz que não encontrou vagas na escola próxima à residência da família.

Com um filho de três anos, Juliana, a mais velha e que estudou mais anos, conta que sabe ler e “mais ou menos” escrever. Preocupada com o futuro dela e da filha, reconhece que, quanto mais tempo longe da escola, menores as suas chances de conseguir uma colocação no mercado de trabalho. “Sei que é a oportunidade que tenho de conseguir uma vida melhor. Mas não é fácil. Teria que estudar à noite e perto de casa”, diz Juliana, que parou de ir à escola após o filho nascer. Quando estava na sala de aula, diz que tirava boas notas. “Eu gostava de estudar. Seria bom voltar”.

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A Prefeitura Municipal de Floresta, no Sertão de Pernambuco, divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira (18) sobre o Processo Seletivo Simplificado de Professores. De acordo com o texto, as inscrições foram prorrogadas para o período de 21 a 24 de maio do ano em curso, realizada através do site www.floresta.pe.gov.br e complementada na Secretaria de Educação, Cultura, Turismo e Esportes, por meio da entrega da documentação comprobatória.

A prova escrita agendada para o domingo (20) será adiada para uma data posterior. “Informamos ainda aos candidatos que já realizaram suas inscrições até o dia 16 de maio, que estes não necessitam efetivar nova inscrição por meio do site. Para melhor atender as necessidades legais e no resguardo do interesse público, será republicado o edital na próxima segunda-feira (21)”, explicou a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Esportes e a Comissão Organizadora do Processo Seletivo nº 001/2018.

A decisão foi divulga após o TCE-PE determinar nesta sexta-feira (18) que a Prefeitura Municipal de Floresta fizesse a suspensão da prova escrita do Processo Seletivo para contratação de professores em Floresta, no Sertão de Pernambuco. A seleção, segundo o Blog de Elvis, tem como objetivo a contratação de 70 professores em vagas diretas e 100 para cadastro reservam e foram divulgadas na semana passada. Saiba mais neste link.

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A gerente da VII Gerência Regional de Saúde (VII GERES), Maria Auxiliadora Veras, confirmou o primeiro caso do vírus H1N1 registrado no município de Serrita, Sertão de Pernambuco. Na quinta-feira (17), ela tranquilizou a população, destacando que o paciente já está em casa e fora de perigo.

Segundo o Portal Serrita, até o momento não há registro de mortes na “Capital do Vaqueiro” em decorrência da gripe H1N1. Para manter esse dado, Auxiliadora orientou as pessoas pertencentes aos grupos de risco a se vacinarem em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) até o dia 1° de junho.

A gerente regional ainda informou que as pessoas já vacinadas contra a gripe este ano, não precisam tomar a dose novamente.

Ministro disse que não há data para a mudança, mas que vai avaliar redução em impostos como PIS, Cofins e ICMS / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo está preocupado com a alta da gasolina e vem conversando com a Petrobras para tentar encontrar uma maneira de aliviar o bolso do consumidor

Ministro disse que não há data para a mudança, mas que vai avaliar redução em impostos como PIS, Cofins e ICMS

O governo está preocupado com a alta da gasolina e vem conversando com a Petrobras para tentar encontrar uma maneira de aliviar o bolso do consumidor, disse nesta sexta-feira, (18) o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, após palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

“Está subindo demais, eu já tinha conversado anteriormente com o presidente Pedro Parente (da Petrobras) e cheguei até em determinado momento a conversar com o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que havia uma distorção que ninguém entendia”, afirmou a jornalistas.

“A Petrobras adota uma política de preços que me parece correta, mas ela tem que entender que a composição desse preço tem outros fatores então que ela tem que entrar… Juntos vamos entrar na discussão desses outros fatores, porque a gasolina, o combustível de modo geral, e sobretudo o gás de cozinha é fundamental”, avaliou Franco.

Ele disse que não há data para a mudança, mas que vai avaliar redução em impostos como PIS, Cofins e ICMS. “A única maneira de encontrar a solução é mudança… eu acho que o imposto está muito alto, temos que repensar”, afirmou.

Cessão onerosa

O ministro ainda confirmou que a Petrobras é credora nas negociações com o governo em relação ao encontro de contas da cessão onerosa, mas não antecipou detalhes de como o pagamento será feito à estatal. O entendimento sobre a dívida da União com a Petrobras já havia sido declarado pelo ministro de Minas e Energia anterior, Fernando Coelho Filho, mas é contestado por outros setores do governo.

“É credora”, disse o ministro ao ser perguntado se já havia tido a concordância de todos os ministérios envolvidos (Minas e Energia, Fazenda e Desenvolvimento), após evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), um dia após a data estabelecida como limite para as negociações, mas que foi prorrogada por falta de acordo.

Franco não quis dar detalhes sobre as propostas que estariam na mesa da empresa e do governo. “Existe um acordo de confidencialidade. O que eu posso dizer, e que disse ontem (quinta-feira), é que é uma questão complexa, todos os problemas já foram equacionados, há um entendimento entre as partes, e agora existe uma questão que é uma cláusula do contrato que tem leituras diferentes e como manda a regra da administração pública é a AGU que arbitra e dirime as eventuais divergência”, explicou.

Este é o terceiro mutirão do ano promovido pela Seres.

A partir da próxima segunda-feira (21), a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) promove um mutirão jurídico no Presídio Advogado Brito Alves, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. A ação pretende atender 100% da população carcerária e dar maior agilidade no andamento dos processos. Oito advogados do órgão, além de supervisores, assistentes de ressocialização e agentes penitenciários, realizarão os atendimentos com apoio da Defensoria Pública do Estado até sexta-feira. A unidade abriga, aproximadamente, mil reeducandos.

Serão analisados os benefícios disponíveis aos detentos, como habeas corpus, livramento condicional, progressão de regime, extinção e remição de pena. “Esses mutirões têm importância para as pessoas privadas de liberdade porque conseguimos agilizar os processos, esclarecer dúvidas e desafogar o sistema”, pontua o secretário-executivo de Ressocialização, Cícero Rodrigues.

Mutirão também beneficiou detentos de Pesqueira

Em abril deste ano, a Seres realizou um mutirão carcerário no Presídio Desembargador Augusto Duque, em Pesqueira. A ação foi encerrada no dia 5 de maio com 921 pastas analisadas e 921 presos atendidos, sendo 652 procedimentos realizados pelos advogados da Seres e 269 por defensores e técnicos da União e da Defensoria do Estado. Entre os resultados, estão 14 progressões de regime, quatro livramentos condicionais, dois habeas corpus, 12 unificações de pena e 16 agilizações de revogação de prisão. Em janeiro de 2018, o mutirão ocorreu na Colônia Penal Feminina do Recife, onde todas as pastas foram avaliadas.

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

A vereadora Marília Arraes, pré-candidata a governadora pelo PT no momento em que o partido negocia apoiar a disputa de Paulo Câmara (PSB) à reeleição, criticou o socialista em entrevista ao cientista político Antonio Lavareda que vai ao ar neste sábado (19), no 20 Minutos. O programa será exibido às 19h20, na TV Jornal.

“Paulo Câmara não é forte o suficiente, muito pelo contrário, é muito fraco politicamente para direcionar nacionalmente o PSB para uma aliança tão importante como essa”, afirmou.

Marília Arraes também falou sobre as articulações para uma aliança nacional entre PT e PSB e sobre a candidatura de Lula à presidência da República. Preso e condenado em segunda instância na Operação Lava Jato, ele pode ser impedido pela Lei da Ficha Limpa de disputar. Marília entrou no PT em 2013, após deixar o PSB, e teve a ficha de filiação abonada por Lula. 

Além de ser exibido hoje, o programa também vai ao ar no site e no Facebook da TV Jornal. Aos domingos, a Rádio Jornal retransmite o 20 Minutos às 11h40.

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Na próxima sexta-feira (25), às 9h, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) irá assinar Termo de Cooperação Técnica com as prefeituras de Petrolina, Lagoa Grande, Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Cabrobó, com o objetivo de que as cidades façam adesão ao projeto Cidade Pacífica. O evento irá ocorrer no auditório do Sest/Senat, na Rua Zito de Souza Leão, nº 10, em Petrolina, e contará com a presença da vice-prefeita de Petrolina, Luska Portela; dos prefeitos de Orocó, Gueber Cavalcanti,; de Lagoa Grande, Vilmar Cappellaro; de Santa Maria da Boa Vista, Humberto Mendes; e de Cabrobó, Marcílio Rodrigues. Participam, ainda, os promotores de Justiça de Petrolina, Érico Santos; de Cabrobó e Orocó, Thiago Sales; de Lagoa Grande, Cintia Granja; e de Santa Maria da Boa Vista, Tanúsia Santana.

Com o Cidade Pacífica, os governos municipais podem apresentar medidas distribuídas em nove eixos temáticos, são eles: Guarda municipal pacificadora; Segurança nos estabelecimentos comerciais/bancários; Esporte pacificador/Cultura/Lazer; Mesa municipal de segurança; Proteção integrada pacificando escolas; Empresas solidárias; Transporte pacificador; Iluminação pacificadora; e Pacificando Bares e similares (operação Bar Seguro). O município poderá aderir ao projeto através de convênio firmado com o MPPE, por intermédio da promotoria local, devendo obrigatoriamente implementar os cinco primeiros eixos e selecionar outros dois, de acordo com a sua realidade.

“O projeto está sendo levado até diversas cidades do interior e nosso objetivo é criar um grande debate, envolvendo a sociedade civil e demais atores públicos sobre segurança pública. Os prefeitos estão recebendo diversas metas em vários eixos, para aplicarem soluções simples que irão impactar significativamente a segurança de diversos locais”, disse o procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros. Ainda segundo ele, um índice de cidades pacificadas irá ranquear os municípios mais seguros do Estado. “Vamos divulgar o índice a cada dois meses com o objetivo de incentivar ainda mais a prevenção e temos certeza que vamos reduzir a violência em nosso Estado”, afirmou.

O MPPE irá realizar um acompanhamento constante das ações de segurança a partir de ciclos de monitoramento. “Vamos ter acesso ao banco de dados do Pacto Pela Vida para podermos mapear áreas com maior violência em todo o Estado. Após esse mapeamento vamos firmar um pacto e as cidades passam a ser constantemente avaliadas, compondo, assim, um índice de pacificação em nosso Estado”, disse o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Criminal (Caop Criminal), Luiz Sávio Loureiro da Silveira. Entre os dados que serão consultados estão os números de Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLI) e o de Crimes Patrimoniais (CVP).

Ao fim do ciclo de monitoramento, os municípios que atingirem as metas recebem do MPPE uma certificação que gera, além das conquistas no combate à criminalidade, a possibilidade de obter recursos públicos e privados para investimentos na qualidade de vida dos cidadãos. “A certificação funciona para que o MP possa atestar a realização de medidas efetivas de combate à criminalidade. Vamos realizar, ainda, articulação junto aos órgãos federais e estaduais a fim de viabilizar linhas de crédito para projetos de segurança”, completou Sávio.

Segurança

O Cidade Pacífica é fruto do Pacto dos Municípios pela Segurança Pública, projeto lançado pelo MPPE em 2013, que teve adesão de 73 municípios pernambucanos e foi vencedor do Prêmio Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em 2015, na categoria Diminuição da Criminalidade. “Com o Pacto, a adesão do município era voluntária. Agora, nós vamos monitorar todo o Estado, mantendo um contato estreito com os governos locais, incentivando ações de promoção da segurança e projetos de melhoria da qualidade de vida do cidadão”, finalizou Sávio.

Gleisi e Haddad

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, convocou uma reunião com os cinco governadores petistas para a semana que vem, em Brasília, com o objetivo de estancar o movimento a favor de um plano “B” na eleição presidencial.

Na quinta-feira, pouco depois de visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, Gleisi telefonou para quatro dos cinco governadores petistas que estavam no Recife para uma reunião e mandou um recado direto do ex-presidente: Lula continua candidato.

Segundo fontes do PT, Fernando Pimentel (Minas Gerais), Tião Vianna (Acre), Rui Costa (Bahia) e Wellington Dias (Piauí) receberam o recado de Lula enviado por Gleisi. Camilo Santana (Ceará) também já foi comunicado sobre o posicionamento do ex-presidente.

A movimentação de Gleisi é uma reação à entrevista de Camilo Santana na qual ele diz que o PT não pode “apostar no isolamento suicida” e deveria apoiar Ciro Gomes (PDT).

Nas últimas semanas, governadores petistas têm se movimentado no sentido contrário ao da direção partidária defendendo que o PT coloque em prática o quanto antes um plano “B” na eleição presidencial, sob o risco de ficar isolado no processo eleitoral e ver minguar tanto as bancadas no Congresso quanto o número de Estados governados pela legenda.

O movimento dos governadores conta com apoio de outras lideranças petistas que acusam, em conversas privadas, a direção de interditar o debate interno sobre cenários eleitorais sem Lula. A entrevista Santana explicitou este movimento. 

Na reunião dos governadores petistas, nesta sexta-feira, 18, no Recife, um dos cotados para ser o substituto de Lula na disputa presidencial, o ex-ministro Jaques Wagner, descartou de maneira cabal a pessoas próximas a possibilidade de ser o plano “B”. Segundo fontes, ele disse que não aceitaria a candidatura presidencial nem se recebesse um pedido direto de Lula. 

Wagner, que não gostou de ser advertido por Gleisi quando defendeu publicamente que, sem Lula, o partido deveria apoiar Ciro, tem dito que a cúpula petista já se decidiu pelo nome de Fernando Haddad como opção eleitoral caso o ex-presidente, condenado e preso pela Lava Jato, seja barrado ela Justiça com base na Lei da Ficha Limpa.

Wagner afirmou a interlocutores que, para a direção do PT, o plano agora é “H”, de Fernando Haddad. O ex-governador da Bahia embasa sua tese no fato de Gleisi ter levado o ex-prefeito, coordenador do programa de governo do PT, para visitar o ex-presidente em Curitiba por ordem do próprio Lula.

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Pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSB, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (foto) pode deixar a disputa para ser candidato a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PDT). Essa possibilidade passou a ser discutida nos últimos dias por líderes dos dois partidos. 

“Não descarto a possibilidade de ser vice do Ciro, mas não deixei a pré-campanha em Minas Gerais. Fiquei honrado com a lembrança. Se houver uma composição PDT-PSB, ela será em torno de princípios”, afirmou Lacerda.

O ex-prefeito relatou que estão ocorrendo conversas entre as duas siglas, mas ressaltou que uma eventual aliança só será feita após uma consulta ampla ao seu partido. “Há uma simpatia no PSB pela aproximação com o PDT”, disse Lacerda. 

Em entrevista recente, Ciro afirmou que gostaria de um nome da “produção” e do Sudeste para ser vice em sua chapa. Na ocasião, citou o empresário mineiro Josué Gomes (PR), presidente da Coteminas. A conversa, porém, não avançou. Na semana passada, Benjamin Steinbruch, da CSN e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), filiou-se ao PP e passou a ser cotado para a vaga. 

Uma aliança com PSB, porém, é vista como prioritária no entorno de Ciro. Esse cenário ganhou força após a desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa (PSB) de disputar à Presidência da República. 

Convite

A relação entre Ciro e Marcio Lacerda precede a eleição. Em 2003, quando assumiu o Ministério da Integração Nacional de Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro convidou Lacerda para ocupar seu primeiro cargo público: o de secretário executivo na pasta. 

Cinco anos depois, em 2008, Lacerda foi o candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte após uma articulação que envolveu o então governador, Aécio Neves (PSDB), e Lula, mas que passou também por Ciro. O ex-ministro foi até a capital mineira ajudar na primeira campanha do amigo. 

Segundo lideranças do PSB, o partido trabalha com três cenários na eleição deste ano. A ideia de apoiar Ciro ganha força, mas há um setor que defende a neutralidade na campanha presidencial. Uma terceira corrente prega uma aliança nacional com o PT na disputa presidencial, o que implica apoiar a pré-campanha de Lula, que está preso. 

Local

Em outra frente, o PT de Minas Gerais tenta convencer Lacerda a ser candidato a vice na chapa do governador Fernando Pimentel, que disputa a reeleição. O petista admitiu nesta sexta-feira (18), em Recife que o PSB pode compor a chapa majoritária com o PT na eleição estadual em Minas. 

“O PSB é um partido importante e no caso de Minas tem uma liderança popular muito reconhecida que é o ex-prefeito Marcio Lacerda”, disse Pimentel na capital pernambucana após participar de um encontro com governadores do Nordeste.

Depuração

Nesta sexta-feira, Ciro desconversou, em Fortaleza, quando foi questionado sobre as articulações para definir o nome de seu vice. “Isso vai acontecer a partir de junho, quando começamos a preparar as convenções de julho e agosto.”

Sobre o cenário eleitoral, o pedetista prevê uma redução no número de candidatos à Presidência no primeiro turno. Ciro acredita que cerca de 15 pré-candidatos ao Palácio do Planalto chegarão na reta final em outubro deste ano. “Acho que, assim como Joaquim Barbosa, outros pré-candidatos sairão. Não haverá 23 candidatos, como hoje se menciona. No mínimo, uns 15”, disse. 

Ciro Gomes

Estadão

Os cenários eleitorais em São Paulo, Minas e Pernambuco dificultam as negociações de três presidenciáveis com o PSB – o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o nome do PT, que mantém a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado pela Lava Jato. O partido passou a ser cobiçado por diversos presidenciáveis após o ex-ministro Joaquim Barbosa decidir que não disputaria a eleição.

Dirigentes do PSB foram procurados por interlocutores de pelo menos três presidenciáveis. O presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, teve encontros com os dirigentes do PDT, Carlos Lupi; do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR); e do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP). Nas conversas, o partido avisou que vai levar em conta o alinhamento político e programático e a convergência nas alianças nos Estados. “São conversas iniciais para podermos tomar uma decisão com pé no chão mais para frente. O que está sendo avaliado é uma identidade política e como esse partido pode colaborar com os projetos regionais do PSB”, disse ao Estadão o ex-governador do Espírito Santo e secretário-geral do PSB, Renato Casagrande, que esteve nas negociações.

Em Pernambuco, sétimo maior colégio eleitoral do País, a reeleição do governador Paulo Câmara é prioridade para o PSB. Para isso, a legenda quer o apoio do PT, que condiciona a negociação ao apoio do PSB a Lula no plano federal. A contrapartida é considerada uma “fatura muito alta” dentro da legenda. Em Minas, o PT exige apoio à reeleição de Fernando Pimentel, mas o PSB também é cobiçado pelo PSDB. 

PSB e PSDB também negociam aliança em São Paulo. O governador Márcio França (PSB) sonha em ter apoio de Alckmin. As negociações do PSB com o PSDB e o PT preocupam Ciro, que tenta trazer a legenda para a vice de sua chapa.