Pedro Araújo

As informações que traduzem as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

O Globo

Um dos poucos caciques a sobreviver à onda renovadora das urnas, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) já se adaptou aos tempos atuais. Articulando para tentar presidir o Senado pela 5º vez, ele diz que um “novo Renan” tomará posse em fevereiro. Essa nova versão, simpática a Bolsonaro, defende a aprovação da reforma da Previdência e até benefícios para os militares.

Bate no fisiologismo na mesma velocidade que se dispõe a ir ao Planalto falar com o presidente: “Não estou dando entrevista porque as pessoas querem perguntar ao velho Renan o que o novo senador Renan vai fazer. E o velho está se sentindo sem legitimidade para responder”.

O senhor é candidato à Presidência do Senado?

Não posso falar como candidato, porque o MDB só vai se decidir no dia 31.

Está aguardando a bancada?

Claro. Tem de aguardar, porque, no MDB, vários companheiros podem ser candidatos. É uma bancada de iguais. E tem de aguardar os novatos, que só chegarão para posse no dia 1º, inclusive eu. Não estou dando entrevista porque as pessoas querem perguntar ao velho Renan o que o novo senador Renan, que será empossado no dia 1º, vai fazer. E o velho está se sentindo sem legitimidade para responder.

Seus colegas dizem que o senhor é candidato.

O MDB tem que aguardar os novos, inclusive eu. Vou tomar posse no dia 1º para decidir isso.

O que achou da decisão do ministro Dias Toffoli de manter o voto secreto na eleição da Mesa?

Foi importante para a separação dos Poderes, para a democracia. Muito importante para o momento complexo que nós vivemos. Ele foi um estadista.

O senhor defende a renovação. Um novato pode ser eleito para o Senado?

Me elegi já quatro vezes e, em todas elas, disputei no voto. O processo legislativo caminha pela maioria. Ele não tem outra direção. Quando você elege um presidente do Senado, você não fulaniza. Você escolhe alguém que tenha capacidade de compor uma maioria. Mas só se ganha no voto. Porque todo mundo tem direito de ser candidato. É uma Casa de 81 senadores.

Mas o senhor…

Agora, deixa eu te falar uma coisa. Entendo, como senador, falando do Renan que está nos estertores do velho mandato, que é fundamental que a reforma da Previdência combata privilégios e aproxime os sistemas. Além de atualizar a idade, acho que a reforma da aposentadoria dos militares pode ser separada. Porque a reforma da Previdência é um processo permanente, contínuo.

Separar a discussão sobre os militares para facilitar a aprovação da reforma?

De facilitar, de ver as especificidades. E, outra coisa, o Brasil foi formatado, os historiadores são unânimes, por três instituições. Pelo Conselho de Governo, na monarquia, pelas Forças Armadas e pelo Senado. Então, o papel de influência das Forças Armadas no processo de formatação do Brasil tem de ser comparativamente observado, sim. Por isso é que pode separar.

A reforma tem de ser prioridade no Congresso?

Sim. Quando fiquei contra o modelo do Michel (Temer), disse: “O Michel deveria ter conversado com o Congresso”. Porque, sem conversar, vai perder a oportunidade de fazer a reforma.

O futuro presidente do Senado tem de conversar bem com Bolsonaro?

Tem que conversar e tentar, na complexidade que vivemos, construir convergências para o Brasil. Converso com ele (Bolsonaro) qualquer hora que for convidado. Jamais se pode ser presidente de um Poder sem conversar com o presidente da República. Isso é elementar. A hora que ele me chamar, eu vou.

E as críticas do PSL?

PSL? Não tenho acompanhado (essas críticas).

Eles lançaram Major Olímpio (PSL) candidato para fazer oposição ao senhor.

É, mas o Major Olímpio, na entrevista que ele deu ao UOL, foi muito gentil comigo. Perguntaram sete vezes a meu respeito e ele foi sempre muito respeitoso.

O MDB vai tentar compor uma candidatura única?

A gente tem de conversar com todo mundo. Mas não posso inverter a ordem. Não posso falar sem o MDB escolher o candidato. A outra coisa é o seguinte: no bicameralismo, é muito importante que haja relação de harmonia entre o futuro presidente da Câmara e o do Senado. Porque já vivi isso com Eduardo Cunha. Ele puxava para um lado, eu puxava para outro, e uma Casa acabava esvaziando a outra. Nesse momento em que Legislativo tem de cumprir papel fundamental na separação de poderes, na aprovação das reformas cobradas pela sociedade, é importante harmonia. Acho que o MDB tem que conjugar sua participação na eleição da Câmara e do Senado, com os olhos da democracia. Jamais de fisiologismo. Isso foi derrotado na eleição.

Bolsonaro começou bem?

Todo governo começa bem, geralmente tem capital acumulado. Quem sou eu para dizer como um governo começou, certo ou errado.  

Loja de armas em Niterói Foto: Fernando Quevedo/Agência O Globo

O governo federal deve flexibilizar a posse de armas de fogo para moradores de cidades violentas e áreas rurais, além de servidores públicos que exerçam funções com poder de polícia e proprietários de estabelecimentos comerciais. O texto preliminar do decreto foi divulgado ontem pelo SBT.

Dados do IBGE e do Ministério da Saúde mostram que pelo menos 169,6 milhões pessoas — quatro em cada cinco brasileiros — podem ser diretamente afetados caso seja mantida no texto a possibilidade de acesso a armas por moradores de cidades com taxas de homicídios superiores a dez mortes para cada 100 mil habitantes. Ao todo, 3.179 dos 5.570 municípios estão acima desta linha de corte.

Segundo o texto do decreto ainda em análise, os interessados podem ter até duas armas em casa. A efetiva necessidade de possuir um armamento passa a incluir automaticamente residentes em áreas rurais, proprietários ou responsáveis legais por estabelecimentos comerciais, além de servidores públicos que tenham funções com poder de polícia.

No caso de residências onde vivem crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência mental, o texto preliminar prevê a obrigação de que o proprietário da arma tenha um cofre para guardá-la. O decreto manterá outras exigências para a obtenção da posse, como a idade mínima de 25 anos e a comprovação de capacidade técnica e psicológica para manusear o armamento.

Após uma reunião com Bolsonaro nesta quinta-feira, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse apoiar a medida.  

— Sou favorável. Parece que sai nesta sexta-feira, afirmou o governador.

Em 13 estados, mais de 90% da população vive nas cidades afetadas diretamente pela nova legislação. Nesse grupo estão o Rio de Janeiro, que sofreu uma intervenção federal na segurança pública em 2018, além de Bahia, Pernambuco e Ceará — que passa por uma onda de ataques articulados por facções criminosas nos últimos dias.

A norma também vai facilitar o acesso a armas de fogo em 39 das 41 maiores cidades brasileiras — ficam de fora apenas Santo André e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Somente nessas metrópoles vivem mais de 60 milhões de pessoas.

Nas menores cidades, menos da metade da população das cidades com menos de 10 mil moradores se enquadra neste critério. Porém, o decreto abre a possibilidade para a obtenção da posse de armas também nessas localidades, já que acaba com a comprovação de efetiva necessidade para todos os residentes em zonas rurais. Com informações do Jornal O Globo.

Flávio Bolsonaro

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) negou ter conhecimento das movimentações financeiras do ex-assessor Queiroz. “Não tenho nada a ver com isso. Não tenho como controlar o que os assessores fazem fora do gabinete”, disse o filho do presidente, Jair Bolsonaro, em entrevista ao SBT veiculada na noite desta quinta-feira (10). 

Flávio disse que a soma de salários de seu ex-assessor e de seus familiares já chegaria a “quase” o valor de R$ 1,2 milhão apontado pelo Coaf como “movimentação atípica” por Queiroz.  “Se você pega o salário dele no meu gabinete, mais o que ele recebe na Polícia Militar e mais o dos seus familiares, que depositavam dinheiro na conta dele, conforme ele próprio já declarou em alguma entrevista, dá quase esse valor”, disse Flávio, ressalvando que não estava fazendo uma defesa do ex-assessor. 

O Coaf detectou que Queiroz recebeu depósitos de colegas do gabinete de Flávio, mais da metade até três dias úteis após o pagamento dos salários na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O órgão considera que a renda do ex-assessor, então de R$ 23 mil mensais, é incompatível com o dinheiro que passou por sua conta de janeiro de 2016 a janeiro de 2017: R$ 1,2 milhão. O ex-assessor alegou, em entrevista ao SBT, que ganhou dinheiro vendendo carros usados.

Flávio Bolsonaro não comparece para depor 

O senador eleito não compareceu ao depoimento marcado para esta quinta-feira (10), no Ministério Público, para esclarecer o caso. Em uma nota publicada em seu perfil no Facebook, na tarde desta quinta, ele justificou que não é investigado e que ainda não teve acesso aos autos do procedimento aberto pelo MP para falar das movimentações financeiras consideradas do ex-assessor.

Em seu perfil no Facebook, o filho mais velho do presidente justificou sua ausência afirmando que não é investigado e ainda não teve acesso aos autos do procedimento aberto pelo MP. Ao SBT, Flávio disse que pretende depor ao MP para “sepultar qualquer dúvida sobre minha pessoa”, mas não disse quando isso seria. 

Como parlamentar, Flávio tem a prerrogativa de marcar dia, hora e local para depor. A Procuradoria informou por nota que o deputado estadual, valendo-se de sua prerrogativa parlamentar, “esclareceu ao MP que informará local e data para prestar os devidos esclarecimentos que porventura forem necessários”.

O MP, porém, havia divulgado em 21 de dezembro nota sobre o convite a Flávio para depor nesta quinta. Até a véspera, o deputado se recusava a dizer se iria ou não ao MP.

Queiroz e seus familiares (mulher e duas filhas, que fizeram depósitos na conta do ex-assessor) também não atenderam a convites anteriores do MP. O ex-assessor alegou estar em tratamento de um câncer – ele se submeteu a cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e está em recuperação. A mulher, Marcia Aguiar, e as filhas Nathalia e Evelyn de Melo Queiroz, também ex-assessoras de Flávio, informaram, por meio de advogado, estar cuidando de Queiroz, e, por isso, não foram depor.

Com a recusa de Flávio, 34 dias após a revelação do relatório do Coaf que apontou as movimentações atípicas, o MP do Rio ainda não conseguiu ouvir nenhum dos citados ligados a ele. Quando Flávio assumir a cadeira no Senado, o caso deverá seguir para a primeira instância. Com informações do Jornal O Estado de S.Paulo.

Bolsonaro Apex

Dez dias depois da posse, o governo Jair Bolsonaro demitiu nesta quinta-feira, 10, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Alex Carreiro, que será substituído pelo embaixador Mario Vilalva. A primeira baixa num posto de comando do Executivo federal foi confirmada pelo próprio Bolsonaro após Carreiro desafiar o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O chanceler havia anunciado a exoneração na quarta-feira, mas o presidente da Apex trabalhou nesta quinta normalmente com a alegação de que só Bolsonaro poderia demiti-lo.

O episódio gerou desgaste para Araújo. Na noite de quarta-feira, o ministro anunciou no Twitter que Carreiro havia pedido demissão e seria substituído por Vilalva. O comunicado foi contestado pelo presidente da Apex. Inconformado, ele permaneceu no cargo e obrigou Bolsonaro a divulgar uma nota confirmando a demissão 24 horas depois da postagem do chanceler – a agência de exportação é um órgão ligado ao Itamaraty.   

O presidente também utilizou o Twitter para divulgar que havia recebido Vilalva e Araújo no Palácio do Planalto. Antes mesmo do anúncio oficial, a foto da reunião dos três já circulava pelas redes sociais. A imagem foi publicada por Bolsonaro juntamente com a mensagem: “Recebi hoje o embaixador Mário Vilalva, indicado pelo Chanceler Ernesto Araújo para o cargo de Presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX). Boa noite a todos!”. 

A demissão ocorreu em meio à tentativa do governo de superar divergências entre os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia) e depois da polêmica em torno da promoção de Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, para o cargo de assessor especial da presidência do Banco do Brasil com o salário o triplo do atual.

Chanceler havia dito que Carreiro pediu ‘encerramento’ de suas funções

Em sua mensagem na noite da quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores escreveu que Carreiro havia solicitado “o encerramento de suas funções como presidente da Apex”. “Agradeço sua importante contribuição na transição e no início do governo. Levei ao presidente Bolsonaro o nome do embaixador Mario Vilalva, com ampla experiência em promoção de exportações, para presidente da Apex”.

A exoneração, no entanto não teria ocorrido a pedido de Carreiro, mas por uma iniciativa do chanceler, provocada por pressões de dirigentes da agência descontentes com dezenas de demissões promovidas na gestão relâmpago do chefe da Apex. Interlocutores de Carreiro dizem que ele teria se reunido com Araújo para reclamar de outra indicação de Bolsonaro para a agência: a diretora de Negócios, Letícia Catellani, que atuou como assessora de Araújo durante a transição de governo. Letícia foi funcionária do diretório estadual paulista do PSL, do qual saiu por divergências com a direção nacional. 

Letícia ficou descontente com o fato de Carreiro ter exonerado 18 pessoas em menos de uma semana no governo. Ela, conforme relatos, queria reverter às exonerações. 

Na reunião, Araújo sugeriu que Carreiro pedisse demissão, mas ele se negou. Ao sair do encontro, o chanceler publicou o comunicado no Twitter. O presidente da Apex enxergou no ato uma tentativa de criar um “fato consumado” e forçá-lo a sair do cargo. Por isso, decidiu se rebelar. 

Em nota oficial, a agência destacou que Carreiro fora nomeado por Bolsonaro – portanto, não pelo ministro. A Apex informou que ele cumpriu expediente normalmente ontem na agência, contrariando a demissão anunciada pelo ministro. Segundo a Apex, ele fez “despachos internos” e recebeu “autoridades de Estado em audiências”. A agenda pública de Carreiro não informava quais eram os compromissos, tampouco com quem ele se reuniu.  

O prefeito Ricardo Ferraz, de Floresta, no Sertão pernambucano, emitiu nota esclarecendo a queda nos repasses do Governo Federal e diz que o município é quem sofre para complementação com a folha dos professores:

Eis a nota na íntegra:

É fato visível a crise financeira enfrentada em nosso país, mas um dos pontos que mais requer atenção é a realidade financeira dos municípios, pois cabe a estes a maioria dos serviços públicos obrigatórios a serviço da população.

Com relação a esses repasses, a situação se torna mais grave. A título de exemplo, focarei no repasse referente ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB 2018 .

Somos conhecedores que o Fundeb é um repasse federal para ajudar à Educação. Do repasse, 60% são para custeio da remuneração de professores e 40% são para despesas diversas, tais quais reforma em escolas e creches, dentre outros.

Entrando na situação enfrentada por nós, recebemos no 1° semestre de 2018 o valor de 9,1 milhões; já no 2° semestre a quantia de R$ 8 milhões. Todavia, as despesas no 1° semestre foram de R$ 8,3 milhões; já no 2° semestre pulou para R$ 11,9 milhões. Portanto, o município teve que retirar do cofre próprio um total de R$ 3,1 milhões; em outras palavras, utilizamos 100% do repasse EXCLUSIVAMENTE para a folha salarial dos professores e ainda desembolsamos mais 3 milhões de reais, apenas para a folha dos professores.

Acrescente-se que as despesas inerentes ao aumento de combustível, transporte escolar, merenda etc. nem sequer entraram neste cálculo.

Logo, chegamos a uma situação difícil, onde é necessário retirar do próprio cofre para cobrir repasses que, hoje, estão abaixo do necessário. Com muito trabalho e responsabilidade iremos cumprir o nosso dever e pagar amanhã (10/01/2019) a folha de dezembro de 2018, encerrando o exercício 2018.

Destaco que estou aberto a sugestões e a tirar quaisquer dúvidas existentes. Tenho ciência do aumento dos desafios neste ano 2019, mas estamos prontos para enfrentá-los com muita responsabilidade, trabalho e honestidade.

VALORES DO FUNDEB

De janeiro a junho 2018
REPASSE: 9,1 Milhões
DESPESA: 8,3 Milhões

De julho a dezembro 2018
REPASSE: 8,0 Milhões
DESPESA: 11,9 Milhões

VALOR TOTAL

REPASSE: 17,1 Milhões
DESPESA: 20,2 Milhões

Do amigo de sempre,

Ricardo Ferraz
Prefeito de Floresta

Delegado Fauzer Palitot, titular da Delegacia de Estelionato, no Recife, investiga casos de golpes em vendas de carros online — Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil investiga uma série de golpes nas vendas de veículos praticados através de sites e aplicativos de compra e venda. Segundo o delegado Fauzer Palitot (foto), titular da Delegacia de Estelionato, desde novembro, 25 pessoas já caíram no golpe. As vítimas perderam de R$ 40 mil a R$ 100 mil. Investigações apontam para uma quadrilha com atuação interestadual.

O delegado explica que o golpe tem início quando o criminoso vê um anúncio de venda de um carro. Ele, então, conversa com o anunciante e diz que vai querer comprar o veículo. Por isso, pede que o vendedor retire imediatamente o anúncio do ar e envie as fotos do carro para ele via mensagem.

Em seguida, através de uma conta falsa nos aplicativos de compra e venda, o estelionatário faz um anúncio com as fotos do carro dessa pessoa, fingindo ser o dono do veículo, inclusive com mesmo nome. A oferta de venda é feita com um valor bem abaixo do mercado e do que foi pedido anteriormente pelo real dono.

“Ele [o falso vendedor] me ofereceu um caminhão por R$ 106 mil. Eu tentei baixar o preço para R$ 100 mil e ele aceitou. Era um veículo novo e com baixa quilometragem, pelas fotos que ele me enviou. Não achei que estivesse caindo num golpe”, conta o empresário João Bosco Santana, uma das vítimas.

“Ele não pechincha. E essa é mais uma dica para o consumidor ficar um pouco mais atento. Não há pechincha. Ele dá a palavra de que vai ficar com o carro naquele valor e, para uma terceira pessoa, um pretenso comprador, ele diminui o valor do bem para que isso ocorra de uma forma mais rápida”, explica o delegado.  

Durante a negociação, o estelionatário passa uma conta bancária em nome de uma terceira pessoa para o comprador, alerta Palitot. Em cada caso, ele conta uma história diferente do motivo de a conta não ser no mesmo nome do dono do veículo. Muitas vezes, o cliente não vê o veículo antes do depósito.

“Esse pretenso comprador realiza o depósito nessa terceira conta e aí acontece o estelionato. Quando vai haver a entrega do bem, eles [o primeiro anunciante e a vítima] descobrem que, na verdade, foi uma terceira pessoa que ficou com o dinheiro do comprador”, explica Palitot.

Segundo o delegado, essas contas são abertas com documentos falsos extraviados em diversos estados do país, como Maranhão, Rio de Janeiro e Paraíba, além de Pernambuco. “As investigações apontam que existe uma quadrilha, por conta dessa grama de contas bancárias que estão espalhadas por todo o país”, diz.

O delegado explica que, em muitos casos, o vendedor do carro chega a receber por WhatsApp um falso comprovante de pagamento. Assim, o anunciante acredita que vendeu o veículo por um valor, o verdadeiro comprador pagou um valor bem abaixo, mas quem recebeu o dinheiro foi o estelionatário.

Na maioria dos casos registrados pela polícia, o golpe tem valores que variam de R$ 40 mil a R$ 60 mil, “por serem mais acessíveis”, segundo o delegado Palitot. No entanto, há registros de vítimas que perderam até R$ 100 mil.

Como evitar

Palitot explica que há maneiras de identificar se aquela negociação online é perigosa ou não. Entre as dicas dadas pelo delegado para evitar cair em um golpe como esse, está não comprar veículos ou realizar depósitos em contas que não estejam no nome do vendedor, além de ver o carro antes de fazer qualquer pagamento.

“O primeiro ponto seria não aceitar nenhum tipo de intermediação. Porque [nos golpes] o carro está sempre em nome de outra pessoa, que é de fato o anunciante, e aí ele cria uma história que vai variando de casa caso para justificar porque o carro não está no nome dele”, afirma Fauzer Palitot.

Outra atitude que merece desconfiança é o fato de alguém comprar um carro sem fazer nenhuma negociação no valor do veículo.

“Se você é o anunciante e a pessoa está dizendo que tem interesse em comprar, é muito estranho que uma pessoa chegue para você e diga sem nenhum tipo de negociação que vai ficar com aquele bem. E mais estranho ainda, nesse golpe específico, ele pedir para que você retire imediatamente seu anúncio e envia as fotos do seu carro para ele para o WhatsApp dele”, afirma o delegado.

Uma outra opção é que o interessado em comprar o veículo vá até uma Delegacia de Polícia com a placa do carro. Nas DP’s é possível consultar quem é o verdadeiro dono do veículo.

Denúncias sobre casos de golpe podem ser feitas em qualquer delegacia próxima à casa da vítima. Em casos de prejuízos de mais de 40 salários mínimos, as investigações são encaminhadas para a Delegacia de Estelionato e a denúncia também pode ser realizada no local. Com informações do G1PE.

A fraude foi identificada pela Funape, que já havia sido notificada do óbito da idosa / Foto: Cortesia/Polícia Civil

Uma mulher foi presa após tentar sacar, pelo segundo mês, R$ 25 mil do benefício de aposentadoria da mãe, que já havia falecido. O flagrante aconteceu nessa quarta-feira (09), na sede Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (Funape), no bairro do Derby, na área central do Recife.

A fraude foi identificada pela Funape, que já havia sido notificada do óbito da idosa, por meio do Sistema de Controle de Óbitos Nacional. De acordo com Tatiana Nóbrega, presidente da Fundação, Terezinha Maria Vasconcelos Melo, de 63 anos, havia feito o saque do benefício portando um falso atestado como prova de vida da genitora.

“Mensalmente fazemos um confronto de informações dos beneficiários, por meio de um convênio com a Secretaria da Previdência, onde temos acesso ao banco de dados nacional e aos atestados de óbitos”, esclareceu Tatiana.

Na checagem mensal, foi identificada a retirada do benefício da aposentada dias após sua morte, em outubro do ano passado. “Assim que constatamos a fraude, bloqueamos a conta e procuramos a polícia”, conta a presidente da Funape.

A delegada Viviane Santa Cruz, responsável pela operação, conta que, no momento do flagrante, Terezinha continuou afirmando que o documento de vida era verídico, mesmo a equipe de investigação tendo em mãos a certidão de óbito. “O que nos chamou a atenção foi que o documento tinha folhas originais, validado em cartório. Tudo constava para ser verdadeiro, caso alguém não tivesse acesso à informação oficial da morte da beneficiária”, conta a delegada, que agora segue a investigação para apurar quem gerou o documento falsificado.

Confirmada a inveracidade dos relatos da suspeita, ela foi detida e encaminhada à delegacia, onde foi autuada e presa em flagrante pelo delito.

Direitos legais

Terezinha, que também recebe aposentadoria da Secretaria de Educação, poderia ter direito ao benefício de sua mãe, caso tivesse procurado por meios legais. “Ela teria direito a uma parte da pensão da mãe, incluindo cálculos do 13º, já que a morte ocorreu em outubro, mas infelizmente, optou por este caminho”, pontua Tatiana Nóbrega.

Carnaval deste ano só começa em março, mas, em Afogados da Ingazeira a animação já tem início nesse fim de semana. O Bloco Arerê vai realizar a 21ª edição da folia fora de época da cidade que vai dessa sexta-feira (11) até o domingo (13).

A festa começa amanhã com o axé da banda Chicabana, segue no sábado com o swing baiano do Psirico e termina domingo com o forró estilizado de Iohanes Imperador. As três atrações irão arrastar os foliões pela principal avenida da cidade, que é a Rio Branco ao som do trio Concremassa.

Normas do uso do abadá

Os organizadores do evento estabeleceram regras para a utilização do abadá este ano. Todos deverão usar o abadá por completo. Os participantes podem até customizar o abadá, mas devem ser mantidas as logomarcas do bloco e dos patrocinadores.

Paulo Uchôa/LeiaJá Imagens/Arquivo

O Ministério da Educação (MEC) anunciou o reajuste de 4,17% do piso salarial do magistério. Com a modificação, o valor vigente será de R$ 2.557,74 a partir do dia 1° de janeiro.

O reajuste corresponde ao vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica, com formação de nível médio, modalidade normal, com jornada de trabalho de 40 horas semanais.

O novo valor foi calculado tendo como base o mesmo percentual de crescimento do Valor Anual Mínimo por Aluno (VAA) referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007.

Para chegar ao percentual, de acordo com a legislação vigente, observa-se a variação ocorrida no VAA definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2018, em relação ao valor de 2017.

“Dessa forma, o cálculo é feito com a variação entre a Portaria Interministerial MEC/MF nº 6, de 26 de dezembro de 2018, com VAA de R$ 3.048,73, e a Portaria Interministerial MEC/MF nº 08, de 29 de novembro de 2017, com VAA de R$ 2.926,56. Com o cômputo, o MEC chegou à variação de 4,17%, que deve ser aplicada ao valor do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) do ano anterior, neste caso em 2018, de R$ 2.455,35″, explica a pasta.

Os vigilantes afirmaram que o curso de reciclagem obrigatório para a categoria está atrasado / Mário Oliveira/TV Jornal

Vigilantes do Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife, paralisaram as atividades por tempo indeterminado na manhã desta quinta-feira (10). Os profissionais afirmam que há dois meses os salários estão atrasados e há cinco não recebem vale-refeição.

Segundo o vigilante Silva, líder do movimento paredista, a Xerife Vigilância, empresa responsável pela segurança do HR, maior hospital de Pernambuco, também tem atrasado o seguro de vida dos profissionais. Além disso, o curso de reciclagem obrigatório para a categoria estaria atrasado.

Tempo indeterminado

Silva ainda informou que os profissionais só voltarão aos seus postos após o pagamento dos salários e vale-refeição. “A gente só volta com o dinheiro na conta. Esse negócio de conversa, que vai pagar tal dia, não paga dívida”, disse Silva. Com os vigilantes de braços cruzados, a segurança do HR ficará desguarnecida.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco afirmou que tem cumprido com os repasses financeiros à Xerife Vigilância, porém como a empresa não comprovou o pagamento das obrigações trabalhistas aos seus funcionários, a Secretaria fica impedida legalmente de fazer novos repasses.

Confira a nota na íntegra:

 A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que tem cumprido com os repasses financeiros à empresa responsável pelos vigilantes do Hospital da Restauração (HR). Contudo, como a mesma não comprovou o pagamento das obrigações trabalhistas aos seus funcionários, a SES fica impedida legalmente de fazer novos repasses. A Secretaria Estadual de Saúde reitera que aguarda a documentação da em presa Xerife para dar continuidade aos pagamentos.

A SES informa, ainda, que a situação tem sido acompanhada pelo Ministério do Trabalho e que já vem atuando para abertura de processo para aplicação das devidas penalidades à empresa com o intuito de resolver a situação e garantir os direitos dos vigilantes.

Edição de livro de Dr Arraes por R$ 2 milhões vira escandalo nacional e mancha mais um vez nome do ex-governador

Decididamente, a biografia de Miguel Arraes, um dos símbolos contra a ditadura militar de  1964 e ex-governador de Pernambuco por três vezes não merecia isso. A dispensa de licitação de quase R$ 2 milhões para uma edição comemorativa, feita na surdina no final do ano passado pela Assembleia Legislativa, teve o destino merecido. 

Foi suspensa pelo TCE, através da conselheira Tereza Dueire que atendeu pedido do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCP).

O blog está apurando quem está por trás de toda essa história que macula o nome do ex-governador e de toda sua família. O Brasil mudou e muita gente ainda não se deu conta de que, “esquemas” como esse, não são mais aceitos pela sociedade.

Será que ninguém da família do ex-governador pensou nisso para abortar essa ideia?

Pior: Todo o Brasil já está sabendo do fato que virou piada nas redes sociais. Com informações do Blog de Ricardo Antunes.

Caixa Econômica vai deixar o absurdo patrocínios de times de futebol. Quase R$ 200 milhões foram gastos em 2018

A obsessão de Paulo Guedes por cortar gastos do governo ganhou novo alvo durante a posse do novo presidente da Caixa: “às vezes é possível fazer coisas cem vezes melhor com menos recursos do que gastar com publicidade em times de futebol”, disse o ministro da Economia.

No ano passado, o banco estatal patrocinava mais de 20 times do país. Ao Flamengo, por exemplo, a Caixa pagava R$ 25 milhões anuais para estampar sua marca no uniforme rubro-negro. O time já vai estrear nesta quinta-feira na Florida Cup, nos EUA, sem a logo do banco na camisa.

Torcedores de Atlético Mineiro, Cruzeiro, Botafogo e Santos também devem ver seus times perderem o patrocínio. O episódio mostra a disposição de Guedes de tomar medidas impopulares para enxugar os investimentos do governo federal. 

Nesta quarta-feira, a coluna de Ancelmo Gois mostrou que nem sempre a decisão da Caixa de patrocinar times de futebol foi puramente técnica. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por exemplo, articulou para que o Botafogo fosse um dos times a exibir a marca do banco no uniforme. Com informações de O Globo.

Acompanhe toda sexta-feira a coluna do professor Ademar Rafael. Na sua coluna semanal o professor dará dicas e esclarecimentos sobre economia. As informações passa a contribuir com a formação de opiniões numa das áreas mais carentes da população brasileira. É pouco producente enaltecer alguém por algo que ele já domina muito bem, o economês.

Parte do trabalho do professor Ademar Rafael é adequar a linguagem das notícias sobre economia de acordo com a mídia que serão veiculadas no seu dia-a-dia e para um público que se deseja atingir.

Amanhã, no PE Notícias.

Os pacientes que procuraram a Unidade Básica de Saúde da Família da Boa Esperança, UBSF- João Pacheco Freire Filho, em Arcoverde, foram surpreendidos com o corte do fornecimento de energia por parte da empresa prestadora de serviço da Celpe. A equipe chegou no momento em que um paciente era atendido pelo odontologista na unidade.

Populares usaram as redes sociais para denunciar o exato momento em que os funcionários da prestadora de serviço da Celpe efetuavam o corte da energia por falta de pagamento.

Para uma das moradoras que utilizam a UBSF o fato é “uma vergonha, agente procura um posto de saúde e quando tá pra ser atendida a prefeitura não paga a energia e agente fica prejudicada. Estão fazendo o que com o dinheiro da prefeitura que nem a energia paga”?

Informações ainda dão conta que o problema não ocorre somente nesta unidade. Outros prédios públicos estão ameaçados de terem a energia cortada devido a falta de pagamento por parte do governo municipal de Arcoverde, comandado pela prefeita Madalena Britto (PSB).

Em sua página no Facebook, a vereadora Zirleide Monteiro (PTB) lamenta o fato e questiona a prefeita do município (Madalena) perguntando onde estão os recursos da prefeitura: “A onde estão dos dois milhões e meio da venda da Folha dos servidores para o Santander? E os mais de três milhões de reais arrecadados com a taxa de iluminação pública em 2018? Cadê o dinheiro do povo prefeita que não pagou a energia do posto de saúde e agora o povo é que fica prejudicado? É esse o governo da tal nova política? Será que está faltando energia na casa da prefeita? Com certeza não”!

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Folha Política

Paulo Câmara não estará, hoje, na reunião da bancada do seu partido em Brasília, quando os socialistas levarão à mesa as possibilidades do PSB na corrida pela presidência da Câmara Federal.

O governador de Pernambuco, no entanto, na condição de vice-presidente nacional do PSB, está atento às negociações e trocou ele mesmo uma ideia com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por telefone nos últimos dias. Os dois vão à mesa no próximo dia 17. Almoçam juntos e o democrata estará ainda com integrantes da bancada pernambucana na ocasião.

A articulação partiu do deputado federal Wolney Queiroz, que preside o PDT no Estado e tem trabalhado pela candidatura de Maia. O mandatário da Câmara Federal tratou de conversar com Paulo Câmara depois que o PSL, do presidente Jair Bolsonaro, declarou apoio a ele na disputa.

Na análise do governador de Pernambuco, o apoio que o PSL hipotecou ao atual presidente da Câmara Federal não impede que os socialistas também sigam ao lado dele. Esse apoio do PSL inibiria o PSB de optar por Maia? “De jeito nenhum. Vai depender dos compromissos que o Rodrigo Maia coloque junto à nossa bancada e ao nosso partido, justamente no que eu falei da independência do poder legislativo e da oportunidade de partidos que são de oposição ao governo Bolsonaro, de também terem participação no debate, no diálogo dentro do poder”, devolveu Paulo Câmara, ontem, em entrevista na Rádio Folha FM 96.7.

O contato de Rodrigo com Paulo Câmara faz sentido do ponto de vista da representatividade da ala pernambucana do PSB e ainda da sintonia retomada entre a bancada e a direção da sigla, após êxodo do grupo dissidente. Junto com PDT e PCdoB, o PSB forma um bloco que reúne 70 parlamentares e pode ser o fiel da balança na disputa, como a coluna registrara ontem. Cálculos de parlamentares dão conta de 239 deputados no bloco de apoio a Maia. Ele precisaria de 257 para garantir vitória.