Pedro Araújo

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Barragem de Jucazinho está com 2,78% da capacidade total — Foto: Compesa/Divulgação

G1

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) suspendeu neste sábado (12) a operação do Sistema Jucazinho, em Surubim, no Agreste de Pernambuco. O reservatório atingiu o volume morto e o objetivo é instalar equipamentos que permitam captar a água ainda existente no local.

A medida é consequência da falta de chuvas na Bacia do Rio Capibaribe. Com a obra, 11 cidades estão com o abastecimento suspenso. Na lista estão: Riacho das Almas, Cumaru, Passira, Salgadinho, Casinhas, Surubim, Vertente do Lério, Santa Maria do Cambucá, Frei Miguelinho, Vertentes e Toritama.

Segundo a Compesa, quando um reservatório chega ao volume morto não há mais como bombear água para a estação de tratamento. A companhia não informou um prazo para a conclusão da obra. A barragem de Jucazinho tem capacidade de armazenamento de 204 milhões de metros cúbicos de água. O volume atual é de apenas 3,8 milhões de metros cúbicos, o suficiente, segundo a Compesa, por apenas cinco meses.

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Após conseguirem, juntos, quase 50 milhões de votos no primeiro turno da eleição presidencial, há um ano, Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) enfrentam contestação dentro e fora de suas legendas e patinam na busca pelo protagonismo na oposição a Jair Bolsonaro. Em manifestações recentes, Haddad e Ciro têm feito referência a rusgas da eleição de 2018 e evitam uma aproximação, abrindo margem para outros nomes pleitearem a liderança de uma frente de partidos contra Bolsonaro.

Ambos também tiveram prestígio abalado em seus partidos, mesma situação de Alckmin, que viu o grupo do governador de São Paulo, João Doria, assumir a liderança nacional tucana. Marina Silva (Rede), que amargou papel coadjuvante em 2018 após um terceiro lugar em 2014, figura em papel secundário nas articulações da oposição. Sem ter superado a cláusula de barreira, a Rede estuda uma fusão com o PV.

No PDT, embora participe de conversas preliminares com uma frente ampla de siglas, a direção partidária já trata Ciro como pré-candidato para 2022. O eixo programático de Ciro foi desafiado recentemente na legenda com o voto favorável de oito deputados à reforma da Previdência. No Senado, a pedetista Katia Abreu (GO), vice de Ciro em 2018, também votou a favor da proposta.

Pauta “Lula livre”

Haddad, por sua vez, viu a articulação de sua candidatura à presidência do PT esbarrar no apreço do ex-presidente Lula por Gleisi Hoffmann, favorita à recondução no comando do partido em novembro. O ex-prefeito de São Paulo segue cotado para ser o nome do PT em 2022, mas rivaliza com as aspirações presidenciais do governador da Bahia, Rui Costa, que trocou elogios com Ciro no último mês. Em entrevista à BBC Brasil, Ciro classificou como “grande fraude” a candidatura de Haddad em 2018, costurada por Lula. No início de setembro, no lançamento de um fórum que reúne representantes de 16 partidos, Ciro discursou pedindo autocrítica da oposição sobre “erros” que levaram à vitória de Bolsonaro. Haddad, que participou das conversas para a criação do fórum, não compareceu ao evento alegando compromissos pessoais.

— A defesa da democracia pode unir muitos partidos, mas quando a gente entra na pauta do “Lula livre” as coisas começam a se desarrumar, afirmou um interlocutor da cúpula do PT.

Embora a direção petista considere “ingenuidade” pensar numa chapa de oposição sem o PT, membros do partido admitem a possibilidade de abrir a cabeça da chapa para um nome com trânsito em diferentes siglas. Continue lendo

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Região formada por 15 municípios, o Sertão do Araripe pernambucano é conhecido por possuir um dos maiores depósitos do País de gipsita, minério do qual se extrai o gesso. É neste local, situado no extremo oeste do Estado, que fica o polo gesseiro do Araripe, responsável pela produção de 95% do gesso utilizado por consumidores brasileiros. As cidades que fazem parte dessa cadeia produtiva, porém, longe de observarem essa pujança refletida no seu dia a dia, têm que lidar com problemas severos de infraestrutura e com as diversas consequências geradas pelas condições de trabalho precárias às quais os trabalhadores que atuam na área são submetidos.

Após receber relatos de empresas que submetiam seus funcionários a condições degradantes de trabalho, que chegam até a ocasionar acidentes graves e doenças crônicas, além de causarem danos graves ao meio ambiente, como desmatamento ilegal e contaminação de lençóis freáticos, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) criaram um grupo de trabalho (GT Gesso 2030) para fiscalizar a ação dessas companhias no Estado. 

Segundo o MPT, após as primeiras ações do órgão na região do Araripe, em 2015, várias empresas já se adequaram à legislação e regularizaram a situação dos seus funcionários. A presidente do Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso), Ceissa Campos Costa, reforçou a disposição da entidade em colaborar com o MPT no combate às irregularidades. “Em parceria com o Ministério Público vamos nos esforçar para consolidar esses almejados avanços rumo à produção do trabalho decente na cadeia produtiva do gesso”, pontuou.

Os prefeitos de Araripina, Trindade, Ipubi e Ouricuri, principais produtores de gesso da região, foram procurados pela reportagem, mas até o fechamento desta edição não retornaram as chamadas.

Sobre os gargalos encontrados na infraestrutura do polo gesseiro no distrito industrial, Ceissa Campos lista como principais deficiências estruturais a ausência de iluminação pública e de telefonia fixa. “ Não tem iluminação, não tem segurança. Ficamos aqui quase um ano com todos os cabeamentos de postes sendo roubados e também ficamos sem telefone. A empresa de telefonia já veio inúmeras vezes, trocou os cabos e na semana seguinte eles foram roubados de novo”, reclamou. A Secretaria de Defesa Social rebateu os depoimentos sobre a frequência de assaltos na região e alegou que o índice de violência nas cidade diminuiu 36% na comparação com o ano passado.

Outro problema enfrentado pelas 425 empresas que atuam no polo é a carência de profissionais para escoar a produção. A escassez ocorre por conta do baixo valor do gesso, que faz o frete, por vezes, custar duas vezes mais do que o material transportado. Além disso, as péssimas condições das estradas que cortam os municípios prejudicam o escoamento. Com os atrasos na entrega da Ferrovia da Transnordestina, a situação aparentemente está longe de ser remediada.

Através de nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado afirmou que os entraves logísticos do Araripe só serão sanados com a finalização da Transnordestina, uma obra federal. A pasta informou, ainda, que “no mês passado, o presidente do Complexo de Suape, Leonardo Cerquinho, e o diretor de Planejamento e Gestão Francisco Martins, estiveram em Fortaleza para reunião com o presidente da concessionária Transnordestina Logística SA (TLSA), Jorge Luiz de Mello”. 

O texto diz que no encontro “ficou acordada a formação de um grupo de trabalho para acompanhar o cronograma de implantação da ferrovia e o apoio à concessionária na aprovação dos projetos faltantes”.

A Associação do Bairro Cohab Mandacaru em Iguaracy, no Sertão pernambucano, aproveitou o dia 12 de outubro, Dia das Crianças, para comemorar junto a essas, e distribuir uma quantidade de brindes que foram doados por servidores (professores e administrativos) do IFPE – campus Afogados da Ingazeira, dentre eles os servidores terceirizados, e pela cabeleireira Val, do bairro São Braz, através da associada Rita Bezerra, carinhosamente conhecida com Rita Pixaca, que teve a iniciativa de procurar, junto a Enilda, presidente da Associação, para fazer a festa e trazer a alegria para criançada.

“Fico muito feliz em poder participar junto a todos da Associação para fazer esse pequeno gesto, que para as crianças torna-se grande, e trazer um pouco da felicidade da criançada com a doações desses brindes. Quero agradecer de coração aos servidores do IFPE, a cabeleireira Val e a todos de uma forma ou de outra ajudaram na realização dessa festinha”, disse Rita Pixaca.

O Blog PE Noticias por conhecer a idoneidade da Associação de dos seus representantes se fez parceiro nesse pleito, por ser um dia tão expressivo, que é o Dia das Crianças, nada mais justo que divulgar algo tão divinal.

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Uma das metas da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), vinculada à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, é convidar faculdades públicas e particulares a oferecem cursos de nível superior, nas unidades prisionais, no formato de educação à distância.

“A tríade para ressocialização é educação, profissionalização e trabalho. Começamos um projeto piloto, em parceria com o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), no Presídio de Igarassu. É um curso técnico em almoxarife. Está dando muito certo”, afirma a gerente de Educação e Qualificação Profissional da Seres, Edvany Oliveira.

O objetivo é expandir para outras unidades. Hoje são 40 alunos. “Queremos abrir também para que faculdades participem e nos ajudem na ressocialização”, informa Edvany. 

“Quando o IFPE tem a possibilidade de ofertar um curso como esse, temos a certeza de estar cumprindo com a nossa função de promover educação pública, gratuita e de qualidade. A certeza de estar modificando vidas por meio da educação nos dá alegria para continuar trabalhando”, destaca a reitora do instituto, Anália Ribeiro.

MOTIVAÇÃO

Aos 28 anos, Emanuele* está cursando o primeiro período de direito numa faculdade privada do Recife. Esconde dos colegas um segredo: a tornozeleira que carrega na perna. Presa por homicídio, ficou seis anos no regime fechado. Desde o início deste ano está no semiaberto harmonizado. Significa que pode viver na sua própria casa. 

Fará o Enem pela quarta vez. Agora, com o objetivo de ser aprovada numa universidade pública. “Quem comete um crime pode mudar. Quero atuar, quando me formar, na área criminal”, planeja.

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Um levantamento feito pelo Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina comparou os gastos das Câmaras dos Vereadores de todas as capitais brasileiras em 2018. Em todos os recortes, o Recife aparece sempre em 6º lugar no ranking entre os legislativos municipais que geram mais despesas para o contribuinte. Na lista que enumera os custos totais, em valores absolutos, a Câmara da capital pernambucana fica atrás apenas da do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza. O estudo mostra que, no ano passado, os gastos com o Parlamento recifense foram de R$ 146,6 milhões. Quando a conta leva em consideração a despesa per capita (por habitante), o Recife ocupa o segundo maior gasto do Nordeste. Cada recifense desembolsou, em 2018, R$ 89,55 com os 39 parlamentares. Na região, o primeiro lugar ficou com São Luís, com R$ 93,69, per capita.

A pesquisa do Conselho Regional de Contabilidade tem como base dados obtidos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e nos portais de transparência das câmaras e prefeituras municipais das capitais. A radiografia das Câmaras é a terceira publicação do projeto Contabilizando para o Cidadão, criado em 2016 com o objetivo de tornar acessível para toda a população os gastos públicos com os seus representantes. No primeiro ano, foram elencados os custos com as prefeituras das capitais; em 2017, a iniciativa apontou as despesas das Assembleias Legislativas. “A sociedade precisa enxergar os números. A gente quer dar a ferramenta para o cidadão ter embasamento e cobrar dos políticos. Quanto mais os moradores se apropriarem desses valores, mais eles terão elementos para reivindicar seus direitos e exigir cortes de gastos”, afirma Marcello Seeman, presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina.

Autor de projetos de lei distintos que propõem a extinção dos auxílios-paletó, de gasolina e de alimentação, o vereador do Recife Jayme Asfora (sem partido) comemorou a iniciativa da campanha “Recife sem mordomias”, afirmando que as mudanças só vão acontecer quando a sociedade se envolver e fizer pressão sobre a classe política. O primeiro projeto, de 2016, derrubava o auxílio-paletó, mas terminou caducando sem que fosse colocado para votação. No ano passado, Jayme apresentou três projetos pedindo novamente o fim do auxílio-paletó, outro propondo acabar com a verba para gasolina e o terceiro, a suspensão da ajuda para alimentação. “É uma iniciativa inspiradora. Fico animado em saber que a sociedade está se organizando para cobrar um mandato mais austero. Se os eleitores comprarem essa briga, conseguirão derrubar esses privilégios”, defende Jayme. Na avaliação do vereador, os benefícios pagos no Legislativo são completamente incompatíveis com o conceito indenizatório. “Ao meu ver, é a maneira inconstitucional de aumentar os salários”. Continue lendo

O último dia do fim de semana chegou! E a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), apresenta, para este domingo (13), tempo de chuva em alguns lugares do Estado. A chuva na Região Metropolitana do Recife deve acontecer durante a noite com intensidade fraca de até 20mm/dia. A previsão de temperatura mínima é de 23° C e máxima de 31° C.

O Agreste recebe temperatura alta, com 35° C. A região não deve apresentar chuva, apesar de céu parcialmente nublado.

Confira a previsão completa:

Região Metropolitana

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada na noite com intensidade fraca.

Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 23º

Mata Norte

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada na noite com intensidade fraca.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 21º

Mata Sul

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada na noite com intensidade fraca.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 21º

Agreste

Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 35º Mínima: 17º

Sertão de Pernambuco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia .
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 35º Mínima: 19º

Sertão de São Francisco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 35º Mínima: 21º

VEJA

Mesmo que o óleo vazado no nordeste não seja do Brasil, a União tem o dever de proteger o meio ambiente e a saúde da população. Até o momento, manchas foram registradas em mais de 150 praias de 71 municípios em todos os estados da região.

É o que determinou o juiz plantonista Fábio Cordeiro de Lima, de Sergipe, que acolheu o pedido do Ministério Público Federal e concedeu a tutela para determinar que, “no prazo de 48 horas, a União Federal, junto com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis), implante barreiras de proteção nos rios São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza Barris e Real, com o consequente monitoramento”. A multa para caso de descumprimento é de 100.000 reais.

O procurador da República que assina a ação, Ramiro Rockenbach, argumentou que a União está sendo omissa ao não adotar medidas de proteção a áreas ambientais sensíveis, em especial da foz de rios, pontos de captação de água, mangues e Unidades de Conservação. Para o MPF, o caso é de “inafastável interesse federal. Afinal, as consequências abrangem bens ambientais que pertencem à União, uma vez que envolvem danos (concretizados ou potenciais) a rios que banham mais de um estado, ao mar territorial, a faixa de praia e áreas compreendidas como terrenos de marinha (Zona Costeira), aos recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva, bem como lesões à fauna silvestre e à flora”.

Enquanto não for identificado um culpado a ser responsabilizado pelos danos, a obrigação passa a ser da União.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que: “[temos] uma certeza: não é do Brasil, não é responsabilidade nossa. A análise continua para saber se a gente consegue detectar de que país é, da onde veio, qual navio petroleiro que derramou esse óleo lá”.

Provas de vida devem ser realizadas a cada 12 meses

R7.com

Os aposentados que recebem os benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) devem anualmente comprovar que estão vivos através da prova de vida. Com o objetivo de facilitar para os beneficiários com mais de 80 anos ou com dificuldades de locomoção, o procedimento pode ser realizado na residência por um procurador cadastrado pelo INSS.

O requerimento para a presença do procurador pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou na Central 135. A prova de vida vale para todos que recebem o benefício por meio de conta corrente, conta poupança ou cartão magnético.

Em julho de 2019, de acordo com os dados mais atualizados disponíveis, 372.841 beneficiários estavam com o pagamento bloqueado/suspenso, por falta de cadastramento. São Paulo é o estado com mais recorrências, 92.055. Roraima é o estado que possui menos pessoas nessa situação, 315. No mesmo período do ano passado, o número de pessoas que não haviam realizado prova de vida era de 532.568.

Para evitar a interrupção do pagamento, acompanhe alguns procedimentos que devem ser realizados.

Quando são feitas as provas de vida?

Elas têm que ser realizadas a cada 12 meses, caso contrário o benefício é bloqueado. A data é determinada anualmente pela rede bancária, de acordo com a forma mais adequada. Algumas agências utilizam a data de aniversário da pessoa, outros preferem a data de aniversário do benefício e outros que optam pela véspera do vencimento da fé de vida.

Onde faço e o que devo levar?

Para a comprovação de vida, o beneficiário precisa ir até o banco em que recebe o benefício e apresentar um documento de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho, carteira nacional de habilitação e outros).

Doenças e dificuldade de locomoção

As pessoas que não conseguirem comparecer às agências bancárias por doenças ou dificuldades em se locomoverem podem realizar o procedimento por meio de um procurador cadastrado no INSS. A solicitação pode ser feita pelo Meu INSS ou pela Central 135.

Prova de vida em casa ou no hospital

Os beneficiados com mais de 80 anos e dificuldade de locomoção também podem solicitar por meio da Central 135 e pelo Meu INSS o serviço em casa ou no hospital.

Beneficiários no exterior

Quem reside fora do Brasil pode procurar as Embaixadas e Consulados brasileiros do país para realizar a comprovação de vida.

Também é possível fazer através do “Formulário atestado de vida para comprovação perante o INSS”, que pode ser encontrado no site do INSS. Esse procedimento, porém, só pode ser realizado se o país fizer parte da Convenção de Haia, acordo entre nações que facilita os processos de reconhecimento de documentos públicos produzidos em países estrangeiros.

Os procedimentos descritos acima são válidos somente para residentes. Quem estiver apenas de passagem, a prova é feita através do procurador.

Para saber mais sobre o assunto, acesse o site do INSS

Perdi o prazo. O que fazer?

É preciso comparecer o mais rápido possível ao banco pagador, regularizar a situação e reativar o pagamento, caso contrário o benefício é cessado. Os aposentados e pensionistas também devem solicitar os valores suspensos.

Quem não realiza a comprovação de vida

Quem não fizer o procedimento no final de 12 meses da última comprovação terá o pagamento bloqueado. Depois de 6 meses a realização o benefício é cessado.

Vista aérea das Serras Guerreiras do Tapuruquara: comunidades indígenas entre as cidades de Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, recebem os grupos formados por até 12 turistas Foto: Rogério Assis / ISA / Agência O Globo

A mãe de Clarice Braga Lopes, 41, domina o nheengatu, língua geral indígena formalizada após a colonização, e pouco fala português. Sua filha, da etnia baré, o contrário: domina o português e pouco fala nheengatu.

Os netos não aprenderam nada do idioma da avó, e hoje estudam a partir do currículo do MEC, que não prevê disciplinas indígenas.

Formada em Pedagogia e estudante de Letras e Matemática, a professora Clarice procura, em sala, valorizar a cultura dos ancestrais. Dá aulas para 17 crianças de 4 a 11 anos no sistema “multisseriado”, implementado na pequena Aruti (bicho-preguiça em nheengatu), abrigo de 19 famílias, todas católicas.

Além da escola, Clarice vê no turismo um incentivo para o resgate das tradições indígenas. Ela faz parte de um projeto de cinco comunidades da região do Médio Rio Negro, no Amazonas, que teve em agosto seu plano de visitação aprovado pela Funai (Fundação Nacional do Índio).

Nas duas expedições organizadas pelas próprias comunidades — uma “aventureira” e outra “cultural” —, cada grupo de até 12 pessoas convive com moradores dos territórios indígenas por uma semana. O objetivo é não só gerar renda para os locais como fortalecer sua cultura.

— Está sendo um resgate até para nossas crianças, que agora têm mais interesse nas tradições, diz Clarice, envolvida na Expedição Serras Guerreiras de Tapuruquara desde sua idealização, em 2016. — Foi gente de fora que veio conscientizar as pessoas daqui da importância da nossa cultura. Tem morador que tem vergonha de suas origens. Vai pra cidade e esconde que é indígena.

Imersão em tradições locais

O público-alvo do projeto, que tem o apoio do Instituto Socioambiental (ISA) e da ONG Garupa — responsáveis por viabilizar a logística, da documentação à comunicação entre moradores e visitantes, numa região onde não há sinal de telefonia e menos ainda de internet —, é de turistas interessados em uma imersão nas tradições locais. Continue lendo

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A criatividade de deputados estaduais parece à prova dos rombos nas contas públicas e alheia à lenta recuperação da economia. Levantamento feito em assembleias de Rio, São Paulo e Minas Gerais e na Câmara do Distrito Federal encontrou dezenas de leis propostas desde 2017 que criam novas despesas para os já combalidos caixas estaduais sem atacar prioridades ou que geram excesso de regulação, elevando os custos das empresas e prejudicando o ambiente de negócios.

No anedotário legislativo há desde textos que tocam em áreas importantes, como saúde e educação, mas desconsideram seu impacto fiscal e a hierarquia de prioridades, até normas sem benefícios claros para a economia e a sociedade ou que só contemplam categorias específicas. Paralelamente, agendas de ajuste das contas e desburocratização têm dificuldades de avançar.

Em Minas Gerais, cujo déficit fiscal deve atingir R$ 11,3 bilhões em 2020, uma série de projetos na assembleia do estado (ALMG) para a educação tem objetivos tão difusos como a inclusão no currículo de conteúdos da filosofia do kung fu ou a impressão do Hino Nacional no material didático. Há dois anos, um projeto queria tornar obrigatório mel de abelha na merenda. Iniciativas que parecem de custo baixo, mas que, juntas, vão na direção de mais gastos em escolas com necessidades mais urgentes.

Esses textos ainda não foram aprovados. No Rio, os deputados foram mais longe e aprovaram, em 2017, o programa de inclusão da polpa do fruto da palmeira juçara na merenda.

— Uma lei que não seja importante o suficiente em um momento de crise pode criar distorção ainda maior no orçamento, diz André Luiz Marques, coordenador do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper. — Quando o Legislativo propõe uma nova lei, gera demanda por regulação, fiscalização e energia do Executivo. Toda essa catraca de execução gera custos que poderiam ir para outra atividade.

É justamente da falta de foco que se queixam os professores da rede estadual mineira, cujos salários têm sido pagos em parcelas, em quantias abaixo do piso. Dentro das escolas, faltam até carteiras. Continue lendo

O Globo

As trombadas com a cúpula do PSL, que se intensificaram na última semana, não são uma novidade na vida política do presidente Jair Bolsonaro. Ao longo de pouco mais de 30 anos de carreira, ele já esteve em oito siglas. Além de trocar cinco vezes de partido, Bolsonaro viu legendas a que estava filiado passarem por fusões, o que intensificou o ritmo de mudanças em sua trajetória.

Em comum a todas as trocas, uma atuação do então deputado distante das cúpulas partidárias. Parlamentar voltado ao nicho dos militares em quase toda a carreira, Bolsonaro não teve posições de comando nas siglas que o abrigaram. Agora, a disputar de poder no enriquecido PSL pode levá-lo a aumentar o histórico de trocas de partido turbulentas.

A própria construção de seu projeto presidencial a partir de 2016 foi marcada por uma série de problemas. Foi nesse ano que Bolsonaro decidiu abandonar o PP, legenda na qual passou a maior parte de sua carreira. Na época, o partido era o campeão no número de investigados pela Lava-Jato, o que poderia enfraquecer o discurso contra a corrupção que o então deputado vinha adotando. De uma lista de 47 políticos alvos de inquéritos abertos com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, 32 eram do PP.

Dentro da linha que sempre seguiu, Bolsonaro tinha uma atuação independente dentro do partido. A sigla fazia parte da base de apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff, mas isso não impediu que ele fizesse críticas duras aos petistas. O PP, porém, não lhe garantia legenda para concorrer ao Palácio do Planalto.

O primeiro destino de Bolsonaro em busca da construção da candidatura presidencial foi o PSC, partido que tem um grande número de políticos evangélicos em suas fileiras. O início da relação foi tranquilo. O então deputado federal pelo Rio chegou até a ser batizado nas águas do Rio Jordão, em Israel, pelo Pastor Everaldo, presidente da sigla, em maio daquele ano. O relacionamento começou a estremecer logo em seguida, durante a eleição municipal. Com incentivos de Everaldo, o filho mais velho de Bolsonaro, Flávio, se candidatou a prefeito do Rio pela legenda. O pai foi contra a candidatura por temer que ela pudesse atrapalhar o seu projeto presidencial.

“Ninguém o lidera”

Flávio foi adiante, mas teve que lidar com a intromissões do pai na campanha. Bolsonaro impediu que candidatos a vereador do PSC tirassem fotos com seu filho. A exceção era Carlos Bolsonaro, o filho 02, que tentava renovar o seu mandato de vereador. As senhas das redes sociais de Flávio chegaram a ser sequestradas por Carlos depois de uma publicação que desagradou ao pai. Reuniões entre Bolsonaro e Everaldo nesse período forma marcadas por bate-boca. Continue lendo

Oléo

Apontada como uma hipótese para o derramamento de óleo nas praias do Nordeste, a circulação de navios fantasmas petroleiros pelo Atlântico pode ser motivada pelas sanções econômicas dos Estados Unidos à Venezuela, segundo especialistas. Análises sobre a mancha de poluição, que atinge 156 localidades de 71 municípios, já indicaram que a substância achada nas praias tem “assinatura” venezuelana, mas a origem do poluente ainda é desconhecida.

Os chamados navios fantasmas do século 21 não são embarcações mal-assombradas, mas aquelas que procuram navegar sem registro oficial. Para isso, trocam de nome e até desligam o transponder. O aparelho, obrigatório em todas as embarcações, registra a localização em tempo real de cada navio.

“Historicamente, parte do petróleo produzido sempre foi comercializada por canais não oficiais”, explica o economista Edmar Almeida, da Universidade Federal do Rio (UFRJ). “Tanto é que nas estatísticas do petróleo há diferença entre o que é declarado como produção e o que é declarado como consumo.” Segundo ele, isso pode ocorrer por várias razões, como roubo e tráfico de combustível, guerras e conflitos internacionais ou sanções econômicas.

Coordenador do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP), Alberto Pfeifer diz que as sanções americanas à Venezuela e a países que comercializem com ela “podem estar estimulando a marginalidade”. 

Os navios fantasmas costumam usar rotas menos conhecidas. Com isso, ficam mais vulneráveis a contratempos. Um eventual derramamento de óleo pode ocorrer por acidente ou pelo descarte de mercadoria irregular para evitar flagrantes. “O tráfico de combustível é uma das cinco atividades ilícitas mais lucrativas, atrás de drogas, armas, pessoas e animais”, diz o especialista venezuelano Rafael Villa, do Instituto de Relações Internacionais da USP. “E sabemos que na Venezuela um dos graves problemas é o contrabando de combustível”.

Patrulha

Em nota, a Marinha disse que realiza rotineiramente “patrulhas e inspeções navais”, incluindo ações contra delitos ambientais. E lembra ainda que o Brasil participa de grupos de trabalho internacionais que acompanham o tráfego marítimo. “Os pontos considerados mais sensíveis são as ‘novas ameaças’, como pirataria, terrorismo e acidentes ambientais”.

Vício em internet

Quando decidiu restringir o acesso do filho ao computador, Mariana (nome fictício) observou um comportamento diferente daquele que o adolescente costumava demonstrar. O garoto, então com 12 anos, se revoltava contra os pais quando era obrigado há ficar algumas horas sem usar a internet. Xingava, gritava e arremessava objetos. Parecia outra pessoa, segundo relato da própria mãe. “Ele tinha um ódio no olhar, ficava totalmente transtornado. Não era mais aquele menino doce e carinhoso”, conta ela.

Mariana decidiu procurar ajuda. Passou a participar de um grupo de apoio a pais e parentes de jovens que fazem uso abusivo de tecnologias. Ao frequentar as sessões, coordenadas por profissionais do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (IPq-HC/USP), percebeu que o que o filho tinha era um vício e conheceu outras famílias com o mesmo drama.

O fenômeno, já notado por alguns pais, está sendo quantificado por uma pesquisa pioneira no Brasil. Levantamento da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) com mais de 2 mil adolescentes mostra que 25,3% são dependentes moderados ou graves de internet. 

“Como a amostra pesquisada é grande, é um estudo representativo da realidade dos centros urbanizados brasileiros”, ressalta Hermano Tavares, coordenador do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso do IPq, que conta com um grupo de tratamento para dependência tecnológica. 

O estudo foi feito com jovens de 15 a 19 anos de escolas públicas e privadas da região metropolitana de Vitória. Eles responderam a um questionário internacionalmente utilizado para verificar o vício digital, o Teste de Dependência de Internet (ou Internet Addiction Test, em sua versão original, em inglês). Continue lendo

Maia e Alcolumbre

O subprocurador-geral junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, pediu à corte de contas que apure a legalidade e transparência dos gastos do poder público com viagens de autoridades para a cerimônia de canonização de Irmã Dulce, no Vaticano, que ocorre neste domingo (13).

A comitiva oficial que representará o governo brasileiro no evento é capitaneada pelo vice-presidente Hamilton Mourão, e conta com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Há ainda outras duas comitivas formadas por parlamentares da Câmara e do Senado.

Membro do Ministério Público que atua juntamente ao TCU, Furtado solicitou ainda que o órgão determine que os diversos órgãos federais envolvidos se abstenham de realizar despesas até que elas sejam “devidamente motivadas, justificadas e submetidas à devida transparência”. Na representação, o subprocurador afirma que o tipo de despesa em jogo, “caso exorbitante e fora da razoabilidade”, afronta ao princípio da moralidade administrativa.

Na representação, Furtado cita uma frase atribuída à Irmã Dulce: “É preciso ter certeza de estar fazendo a coisa certa”. “Guiado por esse ensinamento, deriva que de todos os administradores, sobretudo daqueles que ocupam os cargos mais altos na estrutura do Estado, deve-se exigir muito mais”, afirma Furtado.

O subprocurador afirma também que a legalidade do custeio dessa viagem deve ser “detidamente apurada pelo TCU”, “tendo em vista que o Estado é laico”. “Ainda que se defenda haver amparo legal para o custeio de viagens oficiais para a cerimônia de canonização da Irmã Dulce – embora a questão da legalidade deva ser detidamente apurada pelo TCU no caso que se apresenta, tendo em vista que o Estado é laico -, entendo que o tipo de despesa que se pretende realizar, caso exorbitante e fora da razoabilidade, afronta ao princípio da moralidade”, escreveu.

Gastos

Integrantes da comitiva que viajam acompanhados de suas mulheres – caso de Mourão, Alcolumbre e Maia – informaram que as despesas serão pagas separadamente. Maia e Alcolumbre afirmaram que ficarão hospedados na Embaixada do Brasil em Roma. Alcolumbre disse ainda que não receberá as diárias a que tem direito, e a assessoria de Maia afirmou que o deputado representará a Casa “sem ônus para a Câmara”. Segundo regras da Câmara e do Senado, a diária para deputados é de US$ 428 e para senadores, de US$ 416.

O ex-presidente da República José Sarney, o procurador-geral da República, Augusto Aras, o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Henrique da Silveira Sardinha Pinto, e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que também participam da cerimônia de canonização, disseram que vão pagar a viagem do próprio bolso.