Pedro Araújo

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Vidas não são salvas sem investimento. A relação entre aporte financeiro e redução de criminalidade é incontornável e facilmente visualizada quando se cruzam os gráficos de desempenho do Estado na redução de homicídios e a saúde fiscal do governo. O período entre 2014 e 2017, quando o Pacto pela Vida (2007) registrou seus piores índices, foi justamente o de maior aperto nos cofres do Estado – e da crise econômica que abalou o Brasil. Em 2018, Pernambuco conseguiu reduzir em 23,3% o número de assassinatos com relação ao ano anterior – que, por sua vez, marcou o recorde negativo de 5.427 homicídios. A redução foi resultado de investimentos (R$ 290 milhões entre concursos públicos, equipamentos e infraestrutura) feitos a partir de abril de 2017. Uma questão, no entanto, se impõe. No ambiente de incertezas da economia nacional, e com os Estados fazendo das tripas coração para manter as contas em dia, até onde iria o fôlego da recuperação do Pacto pela Vida?

A matemática é tão simples quanto preocupante. Entre 2007 – ano de criação do programa – e 2018, a população de Pernambuco aumentou em um milhão de pessoas, de 8,4 milhões para os atuais 9,4 milhões de habitantes. Os gastos anuais com segurança, por sua vez, praticamente triplicaram – de R$ 1,4 bilhão em 2007 para R$ 4,4 bilhões no ano passado. A maior parte, em despesas com pessoal e custeio: 18,6 mil novos servidores, entre policiais civis, militares, bombeiros e peritos foram incorporados aos quadros do Estado nos últimos 11 anos – praticamente o mesmo número do atual efetivo da PM, que é de 19 mil policiais. 

Mesmo sendo necessário, o acréscimo de efetivo pode representar problemas a longo prazo. Para o sociólogo Arthur Trindade, professor da Universidade de Brasília (UNB) e ex-secretário de segurança do Distrito Federal, os Estados armaram verdadeiras bombas-relógio ao investir prioritariamente em pessoal. “Em 2000, as unidades da Federação arcavam com 83% dos gastos totais com segurança. Em 2017, continuavam com 84%. E onde esses gastos acontecem? Na folha. As polícias seguem sendo a maior despesa dos Estados, que perderam capacidade para investir na troca de viaturas, em sistemas de comunicação e coleta de dados, por exemplo”.

O exemplo de Pernambuco é claro. Em 2015, primeiro ano do primeiro mandato de Paulo Câmara (PSB), o volume de investimentos na área caiu 73,6%. Em 2016, nova queda: 49,7%. Já com pacotão de 2017, responsável pela recuperação em 2018, o salto positivo foi de 368,2%. 

Mas não é sempre que se pode anunciar grandes investimentos. Estrangulados financeiramente, os Estados apelam para o governo federal para manterem o fôlego no combate ao crime. Mas, segundo Arthur Trindade, a União enfrenta os mesmos problemas, e pelos mesmos motivos. “O investimento foi grande na Força Nacional e em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), como a intervenção do Rio de Janeiro. Assim, o governo federal também enfrenta dificuldades para investir”.

AVANÇOS

Sobre os investimentos em segurança, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, reconhece que houve avanços no combate ao crime nos últimos dois anos, mas reclama que o governo não direciona recursos para atividades básicas da corporação. “Ainda há delegacias em que os policiais fazem cota até para comprar água. Sem contar que muitas só foram reformadas depois que reclamamos junto à Justiça”. Continue lendo

Organizado por estudantes da instituição, o evento vai homenagear a apresentadora e jornalista Graça Araújo / Foto: Acervo JC Imagem

A 3ª Semana de Jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) começa na próxima terça (17) e segue até a sexta-feira (20), no Centro de Artes e Comunicação (CAC). Organizado por estudantes da instituição, o evento vai homenagear a apresentadora e jornalista Graça Araújo.

Segundo os organizadores, a Semana de Jornalismo Graça Araújo tem como lema ‘Compromisso Social e Inovação’. Entre as atividades estão palestras sobre diversos temas que, segundo a organização, servirão para reafirmar o compromisso jornalismo com o bem-estar social, além de discutir novas propostas de abordagem e conteúdo, alinhadas com as atuais características dos meios de comunicação.

Os interessados podem se inscrever gratuitamente por meio de um formulário online divulgado pelo Diretório Acadêmico de jornalismo da UFPE.

Graça Araújo

Para a organização da Semana de Jornalismo da UFPE, “não existe melhor forma de discutir os temas do que homenageando um dos maiores nomes do jornalismo de Pernambuco, Graça Araújo”.

No mês em que se completa um ano da morte de Graça, os estudantes afirmam que pretendem honrar a jornalista “construindo um jornalismo que promova o bem-estar dos cidadãos aliado à modernidade e à inovação”.

A Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) divulgou a previsão do tempo. Neste domingo (12) a expectativa é de chuva em quatro regiões do Estado de Pernambuco. O Grande Recife é uma delas, com tendência de chuva fraca no início e fim do dia. A temperatura máxima alcança os 30°C.

Às regiões Agreste, Zona da Mata Norte e Sul também recebem chuva de intensidade fraca com céu parcialmente nublado. E o Sertão de Pernambuco registra uma alta temperatura com 36° C.

A umidade máxima do Estado é de 95%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Confira a previsão:

Região Metropolitana

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada nas primeiras horas da manhã e à noite com intensidade fraca.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 30º Mínima: 22º

Mata Norte

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada nas primeiras horas da manhã e à noite com intensidade fraca.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 21º

Mata Sul

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada nas primeiras horas da manhã e à noite com intensidade fraca.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 30º Mínima: 21º

Agreste

Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 17º

Sertão de Pernambuco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 36º Mínima: 18º

Sertão de São Francisco

Parcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 36º Mínima: 20º

Lideranças petistas reagiram na sexta-feira (13) e neste sábado (14), à entrevista do governador da Bahia, Rui Costa (PT), publicada na edição desta semana na revista VEJA. O petista criticou a estratégia adotada pela legenda na eleição de 2018 – e a opção pela candidatura de Fernando Haddad -, se colocou como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2022, conclamou uma aliança esquerdista para pensar um projeto de país em oposição ao governo de Jair Bolsonaro e disse que o partido não deve impor a bandeira “Lula livre” nas discussões de alianças com outros partidos.

Padrinho político de Rui Costa e seu antecessor no governo da Bahia, o senador Jaques Wagner (PT) defendeu as candidaturas de Lula e Haddad em 2018.  “É um nome bem avaliado (Rui Costa), mas repare: dentro do nosso partido eu ainda tenho esperança que Lula possa sair e se credenciar (à disputa eleitoral), obviamente quando se reconhecer que o processo dele não foi legítimo, que ele não teve um julgamento equilibrado e justo. Então, eu diria que ele é hors concours, se tiver oportunidade. Tem Fernando Haddad, que foi candidato e, portanto, já tem o nome colocado. Mas o nome de Rui é um nome que entra em qualquer lista”, disse Wagner ao site BNews durante participação em um encontro de prefeitos na Bahia. 

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) recorreu à sua página no Twitter para também defender a pré-candidatura de Lula. “O Lula foi, é e será sempre nossa maior liderança na condução de nosso partido. Um preso político condenado injustamente”, escreveu. 

Já o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do partido na Câmara, foi além da bandeira “Lula livre”: disse que, se o ex-presidente conseguir anular a sua condenação na Operação Lava Jato, será o candidato petista à Presidência da República em 2022, Florisvaldo Raimundo, membro do Diretório Nacional do PT, disse que o governador da Bahia “errou feio” na entrevista.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que a liberdade de Lula interessa não só ao PT, mas a toda a esquerda. O governador Rui Costa usou a mesma rede social para responder, embora de forma velada, às críticas. “O Brasil precisa voltar a crescer, gerando emprego e renda para o povo. Não dá pra ficar só na negativa, temos que pensar soluções. Bom dia e bom fim de semana”, escreveu. 

Carlos esteve no Holls Royce com o pai na posse e também no 7 de setembro, quebrando os protocolos...

Vestido dos pés à cabeça de verde e amarelo para ver seu “Donald Trump brasileiro” passar no desfile cívico de 7 de setembro em Brasília, Marconi Rosa, 50, mantém-se atento a tudo que Jair Bolsonaro fala. Contou que se sente instigado a cada nova frase do presidente. “Quando ele abre a boca, já é conhecimento. Ele provoca você. Te estimula a mais”, disse o entusiasta do presidente da República. 

Há exatamente uma semana, o bolsonarista relatou ter se interessado em estudar sobre como a França trata a questão ambiental após os desentendimentos protagonizados por Jair Bolsonaro e Emmanuel Macron, devido aos incêndios que tomaram a Amazônia desde meados de agosto. 

O mandatário francês acusou o brasileiro de ter mentido sobre as medidas do governo para a preservação ambiental. Macron colocou o assunto como central na reunião do G7. Para o presidente do Brasil, a iniciativa da França visava a uma “intervenção” na Amazônia. Ele usou a rede nacional de televisão para dizer que “incêndios florestais existem em todo o mundo” e “não podem ser pretexto para sanções internacionais”. 

Questionado sobre as falas de Jair Bolsonaro – inclusive as postagens em redes sociais e a polêmica envolvendo a primeira-dama da França, Brigitte Macron – Marconi Rosa completou: ”É bom que ele [Bolsonaro] continue respondendo a tudo que perguntam e se posicionando. Até porque as perguntas da imprensa são provocativas. Se ele ficar calado, ele vira uma marionete. E foi com ele desse jeito que ele chegou lá”.

Eleito com 57,7 milhões de votos, apesar das pesquisas apontarem queda na popularidade — Datafolha divulgado na primeira semana de setembro apontou aumento de cinco pontos percentuais na reprovação a Jair Bolsonaro —, é para eleitores como Marconi que o presidente fala quase diariamente, ao contrário de seus antecessores. 

A postura pode passar um impressão atabalhoada, mas conta com uma estrutura por trás: o filho Carlos e o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, indicado pelo 02. E, claro, o próprio presidente que, como já disse, ”é o rei do xadrez”. 

Estratégia de comunicação de Bolsonaro 

De repente, desde o início de agosto, Bolsonaro deu início a falas diárias aos jornalistas. Em geral, independentemente do que se pergunta, a pauta é ele próprio quem comanda. Foram poucas as vezes em que o presidente respondeu, de fato, a uma pergunta. “O objetivo era pautar o noticiário. Tanto que, perceba, ele mudava de assunto de repente”, afirmou uma fonte do Palácio do Planalto.  Continue lendo

Em 9 meses de governo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi recebido apenas uma vez para um encontro particular com o presidente Jair Bolsonaro no Planalto. Em reuniões com outros participantes, foram 11 vezes em que o ministro esteve com o presidente.

Depois dele, os menos prestigiados foram Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), duas vezes, e Tarcísio Freitas (Infraestrutura), 4 vezes.

Na comparação, o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) foi mais prestigiado ao ser recebido 5 vezes sozinho no Planalto desde janeiro. Ele foi um dos fiadores da indicação de Augusto Aras para a PGR (Procuradoria Geral da República) e, inclusive, acompanhou uma reunião entre Aras e Bolsonaro.

Na outra ponta, o ministro a ter mais conversas particulares com Bolsonaro no Planalto é Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Desde o início do ano, foram 34 encontros, segundo a agenda oficial do presidente.

Na sequência, aparece o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, com 19 encontros, e 3 ministros empatados com 18 encontros exclusivos com Bolsonaro: Paulo Guedes (Economia), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Fernando Azevedo (Defesa).

Um dos superministros do governo, Sergio Moro teve 9 encontros sozinho com Bolsonaro no Planalto. Ele fica atrás de colegas como Abraham Weintraub, que assumiu apenas em abril e já teve 15 encontros particulares com Bolsonaro na agenda.

Fachada de agência do Banco do Brasil

Entre 30 de setembro e 29 de novembro, o Banco do Brasil promove as provas do 25º “programa de certificação de conhecimentos” de parte de seus funcionários.

Beleza

Neste ano, uma inovação que tem tudo a ver com os ventos conservadores que sopram no governo federal e no próprio BB — a preocupação com os trajes: “não é permitido o acesso de “short, saia curta e chinelo”. A informação é de Lauro Jardim, de O Globo.

Ana Paula Paiva

O Globo

A visita surpresa de Marcelo Odebrecht à sede da Odebrecht na última quinta-feira (12) foi considerada, pela família Odebrecht, ou pelo o que restou dela, uma provocação desnecessária. Em resposta, Emílio Odebrecht emitiu uma nota interna, em nome da Kieppe, controladora do grupo Odebrecht, reafirmando a mudança nas regras da empresa que proíbe que membros da família ocupem a presidência da companhia.

“Também é de 2017 a decisão da Kieppe amplamente noticiada de promover a separação entre a família Odebrecht e a liderança executiva do Grupo, deixando claro que a assembleia geral e o conselho de administração da holding são os foros onde o acionista controlador pode atuar, interagir e deliberar”, diz o comunicado assinado por Emílio. A medida foi anunciada às vésperas de Marcelo deixar a prisão em Curitiba e ir para o regime domiciliar.

Na nota interna, Emílio também reforçou que o filho Maurício será seu sucessor como mandatário da Kieppe, a controladora da Odebrecht.

O patriarca, no entanto, não deixou de fazer um gesto ao filho Marcelo na nota. Escreveu que, “como líder e mandatário da Kieppe Patrimonial S.A., empresa que representa a família Odebrecht como principal acionista do Grupo Odebrecht, gostaria de em nome da família manifestar nossa alegria pela progressão de regime de meu filho Marcelo”.

Pai e filho não se falam a mais de dois anos, desde que Marcelo estava preso em Curitiba. Os ânimos se acirraram com a prisão do cunhado de Marcelo e pai dos netos de Emílio, Maurício Ferro, que trabalhou por anos no grupo. Emílio e sua filha, Mônica, colocam na conta do ex-presidente do grupo o fato de Ferro ter se tornado alvo da Lava-Jato. Integrantes da família temem que a briga, que já atingiu situação incontornável, acabe em uma situação ainda pior.

Leia a nota na íntegra: 

Caras (os) integrantes,

Como líder e mandatário da Kieppe Patrimonial S.A., empresa que representa a Família Odebrecht como principal acionista do Grupo Odebrecht, gostaria de em nome da família manifestar nossa alegria pela progressão de regime de meu filho Marcelo.

Aproveito a oportunidade para reafirmar que estão consolidadas e serão mantidas, com a adoção das melhores práticas, as alterações implementadas desde 2017 na governança do Grupo Odebrecht.

A Política sobre Governança aprovada em 2017 dá orientações sobre a composição de Conselhos de Administração na holding e nos Negócios do Grupo, recomendando que na escolha de conselheiros se leve em consideração a “diversidade de conhecimentos, de experiências e de aspectos culturais, nacionalidade, faixa etária e gênero”, com uma composição destacada de conselheiros independentes. Cada conselheiro deve ter atuação pautada na independência, transparência e objetividade, decidindo sempre o que seja melhor para o correspondente Negócio e, assim, atendendo aos interesses de seus acionistas.

Desde então, a Odebrecht S.A. ganhou papel estratégico como investidora e orientadora, com a responsabilidade pela manutenção da identidade cultural do Grupo, e sem ingerência direta na gestão dos Negócios. A participação da Odebrecht nos Negócios passou a se dar via Conselho de Administração.

Também é de 2017 a decisão da Kieppe amplamente noticiada de promover a separação entre a família Odebrecht e a liderança executiva do Grupo, deixando claro que a assembleia geral e o conselho de administração da holding são os foros onde o acionista controlador pode atuar, interagir e deliberar.

Nesse processo de evolução, acompanhado sempre do compromisso com a transparência em nossas ações, anunciei em dezembro de 2018 que os cinco núcleos familiares herdeiros do nosso fundador Norberto Odebrecht decidiram que meu filho Maurício Bahia Odebrecht é meu sucessor como mandatário da Kieppe.

Por fim, gostaria de dizer-lhes que o acionista controlador está acompanhando de perto os atuais desafios do Grupo, confiante em que serão superados com a reconhecida capacidade de entrega de cada um de vocês em alinhamento com a prática de nossa cultura.

Um abraço,

Emilio Odebrecht

Sede da Polícia Federal em Curitiba Foto: André Richter / Agência Brasil

Por Naomi Matsui/Época

A Polícia Federal é o segundo órgão que mais omite informações pedidas com base na Lei de Acesso.

Atualmente, há 40 demandas em omissão, o que significa que a PF não enviou nenhuma resposta aos solicitantes dentro do prazo estipulado pela lei.

A PF só perde para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, com 64 pedidos vencidos e pendentes.

Proporcionalmente, o número de omissões da PF se torna maior, quando considerado que a polícia é apenas o 19º na lista dos órgãos que mais recebem demandas.

O Ministério da Economia — o mais demandado, com 94.921 pedidos em 2019 — se omitiu apenas uma vez.

Os dados são do Painel da Lei de Acesso à Informação, inaugurado na semana passada.

Para os especialistas ouvidos pelo ‘Estado’, uma nova internet vai surgir após o fim da contagem de ‘likes’, mais focada em pequenos nichos

Parecia um teste inofensivo, mas virou uma tendência que dominou a web: nos últimos meses, Twitter, Instagram, YouTube e Facebook anunciaram ou já implementaram testes para esconder números cruciais de suas plataformas – como o de curtidas em uma foto ou de inscritos em um canal popular (veja abaixo). Por trás do discurso de melhorar a experiência – e a saúde mental – dos usuários, porém, as redes sociais podem estar prestes a se deparar com o esgotamento de um modelo que moldou a internet na última década: o “like” como sinônimo de expressão online e métrica de negócios. 

Em fevereiro, o botão Curtir fez dez anos. De lá para cá, ajudou a popularizar um tipo de interação que funciona como fast- food: rápida, instantaneamente prazerosa, mas também superficial e que, em demasia, pode fazer mal. Mais do que uma forma de manifestação, a curtida virou base para um sistema de métricas para direcionamento de anúncios e incentivou o surgimento de influenciadores digitais. 

O número de curtidas no Facebook passou a empilhar dados sobre hábitos e gostos, além de indicar quais conteúdos e personalidades são populares nas redes socais. Tudo isso se espraiou para outras redes – como o Instagram, comprado pelo Facebook em 2012 – e também em produtos de rivais, como o Twitter e o YouTube, do Google. Procuradas, as quatro plataformas não quiseram participar da reportagem, mas confirmaram os testes ou a intenção de fazê-los em breve. 

Do lado do usuário, nasceu a cultura de produzir conteúdo em busca de likes, em uma espécie de concurso de popularidade. Para quem não consegue criar conteúdos que “viralizam”, surgiram empresas que vendem likes – com a ajuda de “fazendas de robôs”, milhares de dispositivos prontos para curtir algo ou popularizar uma #hashtag nas redes. 

Hoje, basta abrir a carteira para ser popular – mas esse comércio gerou desequilíbrio. “O like funcionou bem até os robôs surgirem”, diz Luis Peres Neto, professor da ESPM. Para as empresas e marcas, ficou difícil determinar o que de fato fazia sucesso e o que era artificial. Para os usuários, a pressão só cresceu.  Continue lendo

Laura Reinach

Fora da grade curricular, mas dentro da proposta pedagógica de uma formação integral e humanística, escolas paulistanas vêm promovendo ações sociais voluntárias entre seus alunos. Incentivados por professores e colegas, adolescentes conhecem realidades muito diferentes das que vivem e ainda participam ativamente de movimentos para transformar a sociedade. 

Laura Reinach tinha apenas 11 anos quando participou pela primeira vez de um projeto de voluntariado em uma creche promovido por sua escola. Agora, todos os anos tem atuado em alguma das propostas sociais do Colégio Santa Cruz – e já fez trabalhos voluntários até independentes da instituição de ensino.

“Por mais que eu tivesse interesse, não teria levado para frente se não fosse a proposta da escola”, diz Laura, hoje com 16 anos, sobre sua atividades voluntárias.

O engajamento da estudante foi tanto que ela incentivou os pais a começarem no voluntariado. “Em casa eu estava sempre contando minhas ideias, pedindo sugestões, e acabei contagiando a família”, conta. 

Para a diretora do ensino médio do Santa Cruz, Marina Nunes, os adolescentes que participam não estão apenas “doando” algo, eles também aprendem muito.

“O trabalho voluntário tem um aspecto formativo, porque eles são colocados em situações em que há uma troca de aprendizagens. Eles tomam consciência sobre o país em que vivem e podem promover alguma mudança”, afirma a diretora. 

Entre as possibilidades para os estudantes do Santa Cruz há trabalho em um restaurante popular no Glicério, em aldeias indígenas, em um quilombo e em creches e hospitais públicos, além de ajuda na construção de moradias populares. Antes de qualquer “ação”, no entanto, os estudantes se preparam: reúnem-se no contraturno para estudar, visitam instituições que fazem ações semelhantes, planejam as atividades.

“Depois, eles têm um momento para a reflexão, fazem análises e sínteses da experiência. Nunca é simplesmente visitar um local”, explica Marina.

Experiência

No Colégio Equipe, além das ações sociais já promovidas anteriormente, há sempre propostas surgindo. Continue lendo

Na campanha mais antecipada desde a redemocratização, cresceu entre políticos e analistas a percepção de que Ciro Gomes (PDT) encaixou, segundo a Coluna do Estadão deste domingo, boa bola ao radicalizar o discurso de defesa da democracia e romper com a farsa da “frente de esquerda” enquanto se coloca como mais uma vítima do “fanatismo” petista.

O eterno presidenciável notou que as feridas da eleição ainda estão abertas e resolveu cutucá-las, atacando Lula e forçando a polarização com Jair Bolsonaro. O PT se viu obrigado a despertar do transe do “Lula Livre”. Ciro voltou ao jogo.

Segundo analistas, é cedo para dizer se a estratégia de Ciro dará certo, mas é consenso que ele chacoalhou o limoeiro da centro-esquerda ao não se ajoelhar no altar da seita que tem Lula como deus.

À BBC Brasil, Ciro, sobre o PT, afirmou: “Até quando eu vou ter que engolir (…) que essa gente se aproprie do país, roube feito um condenado, se acostume com a vida e as frivolidades da burguesia?”.

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As novas regras para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começam a valer a partir da próxima segunda-feira (16). As alterações afetam o uso do simulador de direção veicular no processo de formação dos condutores. O diretor geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE), Sebastião Marinho, explica quais são as principais mudanças.

“Após o prazo de 90 dias, ela entra com essas alterações nesta segunda-feira. As novidades são a hora noturna, reduzida para uma hora. Ela traz também a redução de 25 para 20 horas práticas, na categoria A e B e a facultatividade do simulador, que passa a integrar como opção do candidato dentro das 20h. Optando pelo simulador, ele teria 5h do simulador, 14h da prática diurna e 1h de prática noturna“, esclareceu.

Segundo Sebastião, as mudanças refletem diretamente no bolso dos futuros condutores. Com a retirada do simulador e redução da carga horária de aulas práticas, haverá uma redução no preço da CNH.

“Ela traz uma redução na despesa e nos custos dos centros de formação de condutores na faixa de 20%. Hoje, essas aulas estariam em torno de R$ 1650 e ficaria em torno de R$ 1300. Isso é algo em torno de 20% a menos para o condutor pagar nas autoescolas“, afirmou.

As inscrições dos novos candidatos a partir do novo Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach), também proporciona mudanças para os condutores de ciclomotores, popularmente conhecida como cinquentinhas.

“É importante destacar também a autorização para condução dos ciclomotores, que são as cinquentinhas. A partir de agora, a carga horário cai para 5h, mas nos primeiros 12 meses eles fariam apenas os exames teórico e prático do Detran direto, sem precisar passar pela auto-escola. Depois dos 12 meses, teriam que cumprir as cargas horárias normais“, concluiu Sebastião Marinho.

Em Alagoas, por exemplo, não há qualquer menção aos R$ 85 milhões para duplicação de trecho da AL-101

O governo Bolsonaro libera recursos para obras e programas no Nordeste, mas até parece que os governadores da região combinaram esconder a origem do dinheiro que banca escolas, unidades de saúde e até obras viárias, como a duplicação da rodovia AL-101 Norte, em Alagoas. Ali, as placas oficiais escondem, ignorando a lei, a origem dos R$ 85 milhões do Ministério do Turismo, que financiam o trecho.

No Estado governado por Renan Filho, as placas exaltam “mais uma obra do Governo de Alagoas”, sem citar o dinheiro federal.

A assessoria do governo alagoano diz que só há obrigação de citar a verba federal em uma placa. Mas na placa indicada não há referência.

Os R$85 milhões foram liberados pelo então ministro do Turismo Marx Beltrão. Era 2018, governo Temer, também odiado pelo clã Calheiros. A informação é do Diário do Poder.

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O orçamento do Ministério da Educação (MEC) destinado à educação básica prevê uma corte de 54% para 2020. A Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2019 foi de R$ 500 milhões, enquanto, em 2020, R$ 230,1 milhões devem ser disponibilizadas. Os valores são os mais baixos, nos últimos quatros anos, enviados pelo Governo ao Parlamento.

A diminuição de verba afeta também a concessão de bolsas de apoio à educação básica e chega a 43%, em comparação aos valores da última proposta. No próximo ano, o valor previsto para área é de R$ 451,7 milhões ante R$ 793,5 milhões previstos na PLOA para 2019. 

O corte orçamentário também pode atingir a construção de 4,9 mil creches prometidas pelo MEC, em julho. Na época, a pasta também prometeu fornecer conexão à internet para 6,5 mil escolas rurais além de ampliar a carga horária das escolas para combater a evasão escolar.

Houve um aumento de 24% no orçamento para livros didáticos, sendo R$ 32 milhões destinados às escolas cívico-militares, anunciadas na última semana pelo MEC e pelo presidente Jair Bolsonaro. O Congresso Nacional, agora, deve fixar ou alterar os valores da PLOA.