Pedro Araújo

As informações que informam as verdades dos fatos, sem ferir ou denegrir pessoas ou imagens. Como também, nunca procurando agradar aos maus feitores.

Por Naldinho Rodrigues*

O nosso homenageado de hoje é José Maurício da Costa, ou simplesmente Maurício Reis, que nasceu em 1942, no município de Santa Rita, na Paraíba  e faleceu no dia 22 de julho de 2000, no município de Bonito, no Agreste pernambucano.

Mauricio Reis foi um cantor representante do estilo conhecido como brega. Seu LP ‘Fim de Noivado’ lançado em 1973, curiosamente, contém a música “Verônica”, o seu maior e mais conhecido sucesso, foi produzido por Luiz Paulo e Hyldon de Souza, autor da música ‘Na Rua, na Chuva, na Fazenda’, sucesso dos anos 70 e regravado nos anos 2000 pela Banda Kid Abelha,  e ‘As Dores do Mundo’. Em 29 anos de carreira, Mauricio Reis gravou 27 álbuns, entre LPs e CDs.

Mauricio Reis morreu de um acidente automobilístico, causado pelas fortes chuvas que caíram na região, inundando a pista da PE-109 e provocando a derrapagem que jogou seu carro na Barragem do Prata.  

Uma curiosidade é que a canção “Lenço Manchado de Sangue” que consta no LP ‘Fim de Noivado’, conta a tragédia de um acidente de carro. O cantor viajava no banco de passageiros e sofreu um grande impacto quando o Fiat Tempra afundou na rodovia e muito nervoso, teve dificuldade para sair do veículo. Ainda respirando foi carregado pelos demais ocupantes do automóvel. Eles conseguiram ajuda de  moradores da região, que jogaram uma corda para facilitar o resgate. Minutos depois, uma ambulância chegou para transportar o músico para um hospital de Bonito. Por conta dos buracos, o carro de socorro teve o pneu furado. Mauricio Reis mudou de condução, sendo levado na caçamba de uma Toyota. Houve demora em socorrer o cantor que não resistiu e faleceu de edema pulmonar agudo.

A família do cantor processou o Departamento de Estradas e Rodagens (DER-PE), pela falta de sinalização na estrada, o que teria sido a causa do desastre.

Mauricio Reis, um cantor de família humilde e durante a sua trajetória, o que não lhe faltou foi justamente humildade. Realizava shows nos mais diversos locais de maior simplicidade e valorizava a classe mais humilde, também fazia questão de ser atencioso com o seu público.

Mauricio Reis deixou uma marca de simplicidade por onde esteve, chegando até a realizar apresentações de circos, comícios e lugares frequentados pela grande massa. Você que admirou o grande Mauricio Reis, o poeta do cravo branco, O poeta das rosas. Curta o seu maior sucesso que ainda hoje é tocado por esse Brasil bom de brega…V E R Ô N I C A!

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o Programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 7 horas da manhã.

A falta de atendimento médico no Hospital Regional Dr. Rui de Barros Correia, em Arcoverde, acabou virando caso de polícia e até o momento não houve nenhum pronunciamento oficial do HRRBC ou mesmo a publicação de uma nota no site oficial do hospital (http://hrrbc.org.br).

O caso, registrado como omissão de socorro, aconteceu quando diversos pacientes e funcionários da unidade hospitalar, administrada pela OS do Hospital Tricentenário, se queixaram ao policiamento de quê há várias horas aguardavam o médico para realizar o atendimento no plantão. O profissional escalado e que se encontrava na unidade era o Dr. Márcio Falcão.

Diante da queixa dos pacientes, o policiamento se dirigiu até o médico plantonista que estava na sala dos médicos fazendo refeição. Segundo a ocorrência da PM, Dr. Márcio Falcão informou que não iria atender os pacientes naquele momento porque estava em uma “intercorrência” há pouco tempo e, primeiro, iria “comer” antes de atender qualquer pessoa.

Ao averiguar os fatos repassados pelo médico, os policiais receberam nos postos de enfermagem do hospital a informação de quê nada de anormal teria ocorrido. Conforme alguns profissionais de saúde, que não foram citados no boletim de ocorrência, tal prática é corriqueira por parte do referido médico.

Diante dos fatos e do quê consideraram omissão de socorro, os policiais levaram os queixosos até a Delegacia de Polícia municipal para o registro da ocorrência. A ocorrência foi registrada pela GT 3112.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/UNIVASF_-_Universidade_Federal_do_Vale_do_S%C3%A3o_Francisco_-_Petrolina%2C_Pernambuco.jpg

A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), no Sertão, foi à primeira universidade pernambucana a posicionar-se contra o Future-se, programa do Ministério da Educação que visa maior autonomia financeira das instituições federais de ensino por meio de captação de recursos. A Univasf alega que o programa não cita, nos termos da minuta do Projeto de Lei, garantia de um piso de financiamento para as universidades e ainda representaria ameaça à autonomia das instituições. 

A rejeição aos termos do programa partiu do Conselho Universitário (Conuni), que aprovou a Carta de Recusa à minuta no dia 9. De acordo com o vice-reitor da Universidade, Télio Nobre, o Future-se compromete a autonomia financeira e educacional das instituições. “As definições e as consequências muitas vezes não estão claras. O que se entende é que as universidades abririam mão do direcionamento das atividades para deixar a cargo das entidades privadas. Para nós, cabe a cada instituição definir seu modelo de governança, não ao MEC. Se aceitasse, a Univasf entraria com seu patrimônio, seu corpo de pesquisadores, estrutura de servidores e tudo o que a integra para captar recursos externos que nem sabemos como seriam geridos porque dependeriam de ente externo que teria seus próprios interesses”, explica o gestor. Outro ponto levantado são as responsabilidades do governo com o financiamento das instituições. 

O Future-se prevê autonomia administrativa, financeira e de gestão das universidades a partir de parcerias com organizações sociais (OS) de caráter privado que tenham atividades voltadas ao ensino, desenvolvimento tecnológico, cultura e pesquisa científica. As instituições poderão ter acesso a cerca de R$ 100 bilhões, que virão “do patrimônio da União, de fundos constitucionais, de leis de incentivos fiscais e depósitos à vista, de recursos da cultura e de fundos patrimoniais”, segundo o MEC, e que seriam geridos pelas OS. 

O programa, na visão do professor da UFPE Paulo Rubem Santiago, pode diminuir as chances de a população de classes sociais mais baixas cursar o ensino superior. “A universidade que nós temos, com seu fortalecimento na pesquisa e autonomia, é a única forma de todo brasileiro que não foi para a universidade conseguir ver seu filho, seu neto, seu bisneto, chegando ao ensino superior. Se a realidade for a do Future-se, com domínio das organizações sociais e esse formato de contrato de gestão terceirizada e financiamento privado, as chances serão mais restritas porque a universidade pública não vai mais existir”, registra. “Não é fácil conseguir financiamento para tudo”, acrescenta. Estas questões serão tema de discussão, hoje, no Centro de Artes e Comunicação (CAC), na UFPE, a partir das 17h. 

SEM POSIÇÃO

UFPE e UFRPE ainda não se posicionaram sobre o Future-se. Já o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), em nota, demonstrou preocupação com os termos do programa, principalmente no que diz respeito à situação econômica atual das universidades, que ameaçam paralisar o funcionamento por falta de dinheiro após o bloqueio de 30% das verbas por parte do governo federal. 

O programa está com consulta pública aberta até o dia 29. Depois de recolhidas e analisadas as sugestões, o projeto será encaminhado para votação no Congresso Nacional. Segundo levantamento do MEC, a consulta ultrapassou 55 mil cadastros.

http://marcozero.org/wp-content/uploads/2019/06/alepe-pessoal-4.jpg

Por Inaldo Sampaio

É de assombrar o grau de insatisfação que existe hoje na bancada governista da Alepe contra o governo Paulo Câmara e mais assombroso ainda o nível de submissão da Casa ao Palácio do Campo das Princesas. Não há um deputado satisfeito com o tratamento que recebe, mas nenhum deles tem coragem de ir à tribuna externar sua insatisfação.

O principal motivo da insatisfação dos deputados estaduais com o Governo do Estado é o não pagamento das chamadas “emendas impositivas”. Hoje, cada parlamentar tem direito a cerca de R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares para levar alguma “obrinha” para os seus municípios. Já estamos em agosto e nenhum real foi empenhado.

Paulo Câmara ainda pode entrar em campo para tentar conter uma eventual rebelião na bancada estadual contra o seu governo, mas com café da manhã, almoço ou jantar, em Palácio, não resolverá o problema. A tropa deseja o pagamento das emendas impositivas e a liberação das parcelas do FEM que o Estado deve aos municípios.

Tempo parcialmente nublado com chuva no período da noite de intensidade fraca. Essa é a previsão divulgada pela Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) para esta quinta-feira (22), na Região Metropolitana do Recife. A temperatura prevista para a área é máxima de 31°C e mínima de 19°C.

Na região da Zona da Mata Norte e Sul, a tendência também é de chuva à noite com intensidade fraca. A temperatura mínima pode alcançar os 18°C e fazer frio.

Já no Sertão de Pernambuco e São Francisco não chove. O que chama atenção é a temperatura máxima que pode alcançar os 36°, ou seja, a expectativa é de muito calor nas regiões.

Confira a previsão completa:

Região Metropolitana

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada no período da noite com intensidade fraca.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 19º

Mata Norte

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada no período da noite com intensidade fraca.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 18º

Mata Sul

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada no período da noite com intensidade fraca.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 30º Mínima: 18º

Agreste

Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 29º Mínima: 16º

Sertão de Pernambuco

Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 36º Mínima: 16º

Sertão de São Francisco

Parcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 35º Mínima: 21º

A MP da Liberdade Econômica foi aprovada em votação simbólica pelo Senado Federal nesta quarta-feira (21), depois que os senadores fizeram um acordo para retirar um dos pontos mais criticados da medida provisória: a liberação do trabalho aos domingos e feriados sem o pagamento de hora extra. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

A discussão sobre o trabalho aos domingos veio à tona assim que a medida provisória foi colocada em pauta. O ponto, incluído no texto pelo relator da Câmara, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), e posteriormente defendido pelo governo como uma forma de gerar emprego, foi questionado por grande parte dos senadores. Os parlamentares argumentaram que a medida altera a legislação trabalhista e não é pertinente ao objetivo inicial da medida provisória, que é a garantia do livre mercado no Brasil. Por isso, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (FBC-PE), fez um acordo para votar esse trecho separadamente e, assim, garantir a aprovação do restante da matéria.

O trabalho aos domingos foi votado, então, por meio de um requerimento de impugnação apresentado pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES), depois que Bezerra Coelho conversou com senadores contrários e favoráveis à questão. E esta votação acabou com o entendimento de que a liberação do trabalho aos domingos é irregular. Com isso, a questão dos domingos foi retirada do texto e os senadores aprovaram o restante da medida provisória. O resultado permite que o texto não volte para a Câmara e siga direto para a sanção presidencial.

Críticas

Este não foi, porém, o único ponto da medida provisória questionado pelos senadores. Fabiano Contarato, por exemplo, também havia pedido que outros três pontos do texto fossem impugnados, isto é, suprimidos do texto. Entre eles, estava a flexibilização do registro de ponto dos trabalhadores e a implantação da carteira de trabalho digital. Esse requerimento, porém, foi retirado pelo senador. Ele explicou que não havia consenso sobre as outras questões e isso poderia atrapalhar a impugnação dos domingos, que, na visão dele, era o ponto mais grave da MP da Liberdade Econômica.

Os senadores ainda questionaram os impactos da medida provisória para a questão ambiental, já que o texto trata das licenças ambientais exigidas da iniciativa privada. A Rede promete, então, apresentar um projeto de lei com urgência para tratar essa questão.

No fim da sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também afirmou no Twitter que as regras referentes ao trabalho aos domingos também serão discutidas futuramente em um projeto de lei. Até lá, contudo, a legislação fica como é hoje, com a exigência do pagamento de 100% de hora extra para quem trabalha no domingo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: Jorge William / Agência O Globo

Em reunião com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, líderes partidários concordaram em adiar as propostas de reforma política para 2022. Para valer para as próximas eleições municipais, seria preciso aprovar um projeto na Câmara e no Senado e sancioná-lo antes de outubro. Líderes consideraram o prazo inviável.

Maia defendeu que seria possível aprovar o voto distrital misto nas próximas semanas, para que valesse nas eleições municipais. Os líderes partidários, porém, não concordaram. Maia se comprometeu a instalar uma comissão para debater a reforma nos próximos meses.

Mesmo sem uma reforma política para as eleições de 2020, há acordo para aprovar algum projeto de lei que coíba o uso de notícias falsas nas eleições municipais, já que esse tipo de regulamentação não precisa necessariamente ser sancionada antes de outubro.

O presidente da Câmara comunicou também aos líderes que não vai pautar propostas avulsas nos próximos dias. Elas serão apreciadas pela comissão especial para as eleições de 2022.

Uma dessas propostas é um projeto de lei dos deputados Domingos Neto (PSD-CE), Arthur Lira (PP-AL), Baleia Rossi (MDB-SP) e Lucas Vergilio (SD-GO), que regulamenta a remuneração de dirigentes partidários com verba do fundo partidário.

O presidente nacional do MDB, Romero Jucá Foto: Jorge William / Agência O Globo

ÉPOCA

Na contramão de partidos que buscam endurecer seus códigos de ética, o MDB decidiu em reunião da Executiva Nacional nesta quarta-feira (21), não alterar seu Estatuto e nem seu Código de Ética. Ficou decidido que as mudanças devem ser conduzidas pela nova presidência, a ser escolhida na convenção de 6 de outubro.

Marcada por escândalos, como a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (RJ), a legenda tinha a intenção de incluir em seu estatuto a previsão de desligamento automático de filiados condenados em segunda instância. Em caso de prisões, a ideia era o afastamento temporário. O partido também queria dar mais espaço às mulheres e a jovens, além de manter a defesa da agenda econômica.

Agora, essas mudanças ficarão a cargo do novo presidente. A tendência é que o presidente nacional do MDB, o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR), passe o bastão em outubro. A sua sucessão tem sido motivo de quedas de braço internas no MDB. Essas guerras passam pelas bancadas da Câmara e do Senado e também pelos governadores da sigla.

A decisão de empurrar as mudanças impõe uma derrota ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Ele tentava alterar o estatuto para permitir que governadores pudessem concorrer ao posto. Ibaneis pretendia assumir a legenda. Hoje, o texto veda membros do Executivo no comando da sigla. Além de Ibaneis, o MDB tem os governadores do Pará, Helder Barbalho, e de Alagoas, Renan Filho. Todos se colocaram à disposição para presidir a legenda.

Na Câmara, a disputa que era liderada pelo ex-deputado federal Daniel Vilela (GO) passou para as mãos do líder do MDB, Baleia Rossi (SP). Ele está entre os favoritos a assumir a legenda, devido seu perfil capaz de “unificar” a sigla. O nome do ex-ministro Carlos Marun também chegou a ser ventilado por aliados do ex-presidente Michel Temer. Historicamente, a presidência do MDB é comandada por um deputado enquanto a tesouraria da sigla fica sob os cuidados de um senador.

Quem assumir o comando do MDB em outubro vai gerir um orçamento de R$ 282,7 milhões só com o fundo eleitoral para as eleições municipais de 2020. À frente do processo, Jucá prega união e reciclagem da vida partidária.

“Estamos discutindo um novo estatuto e uma revisão programática. O partido precisa de unidade para enfrentar um grande desafio que vem pela frente: as eleições municipais. Somos grandes no país, mas precisamos sair maiores para retomar nossa força no Congresso”, disse Jucá, há duas semanas.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), e o senador Renan Calheiros (AL) também pregam renovação.

“As ideias precisam voltar a permear o MDB, que teve um peso fundamental na transição democrática, além da participar da Constituição, com tantos avanços sociais”, afirma Braga.

Aliado de Eduardo Bolsonaro defende que o parlamentar, como embaixador,

Ao falar sobre a indicação de Eduardo para a embaixada nos Estados Unidos, uma das primeiras justificativas nas quais o pai, o presidente Jair Bolsonaro, apoia-se é na relação nutrida pelo filho com a família do mandatário norte-americano, Donald Trump. Mas sem o republicano no poder, há a avaliação de  que se tornaria inviável a permanência de Eduardo no cargo. Segundo interlocutores do deputado federal ele perderia completamente a influência conquistada pela proximidade pessoal com os Trump. 

“Na atual conjuntura dos Estados Unidos, ele teria, de fato, um acesso a políticos republicanos que nenhum outro indicado conseguiria. O que pode ajudar em alguns momentos, como votações, reuniões, coisas menos grandiosas que acordos comerciais”, disse um nome próximo a Eduardo, que conhece a realidade da política externa. 

De fato, o filho, ao qual Bolsonaro chama de 03, é próximo de dois dos herdeiros do presidente dos EUA – nenhum deles trabalha na Casa Branca – e já foi elogiado pelo próprio Trump. “Conheço o filho dele [Jair Bolsonaro], e eu considero que o filho dele é extraordinário, um jovem brilhante, incrível. Estou muito feliz pela indicação [para a embaixada em Washington]”, afirmou Trump em julho. Para ele, a escolha do pai pelo filho não é considerada ser nepotismo. 

E se Donald Trump, que sustenta a argumentação de Bolsonaro para a indicação, e cujo mandato termina no ano que vem, não se reeleger? Como fica a situação do provável recém-chegado a Washington, que é declaradamente defensor do republicano, em um governo democrata? E para o Brasil, há consequências de um embaixador brasileiro sem influência na gestão norte-americana? 

O HuffPost conversou com pessoas próximas ao Palácio do Planalto, a Eduardo Bolsonaro, com interlocutores próximos à Casa Branca em Washington, e também com quem é contrário à indicação, numa tentativa de avaliar o cenário com Eduardo embaixador em um pós-2020 sem Donald Trump no comando dos Estados Unidos. 

A reportagem encontrou duas posições unânimes: os confetes de agora podem se transformar em cascas de bananas para o Brasil. E em um cenário de vitória do partido Democrata e derrocada da Donald Trump, provavelmente o País precisará mandar outro eleito para Washington. 

“Cabe ao embaixador conseguir informações privilegiadas junto ao governo do outro país. Com um governo democrata, Eduardo perde força e motivo de existir”, destacou uma das fontes consultadas pela reportagem. Com informações do site HuffPost Brasil.

De Curitiba, Lula mandou dizer ao PT que não abre mão de manter Gleisi Hoffmann na presidência do PT por mais dois anos. A decisão é uma derrota para Fernando Haddad, que tem com ela um histórico de desavenças.

Vários petistas tentaram convencer o ex-presidente a escolher outro nome, mas ele fincou pé – a corrente majoritária formalizou anteontem o nome da deputada.

Lula diz ter uma “dívida de gratidão” com Gleisi. E deu sua justificativa: “Ela fala para o partido, Haddad para a sociedade”.

JAIR BOLSONARO

Por William Waack/O Estado de S.Paulo

O instinto de Bolsonaro de proteger a família e a prole o está levando a ajudar um lado na formidável briga sobre quem vai controlar as decisões das esferas políticas. No caso, atuando contra os pedidos explícitos de organização que foi tão importante na eleição dele, a Lava Jato.

A ira inicial do presidente é voltada contra órgãos como Receita ou Coaf que ele mesmo colocou sob a suspeita de motivação política ao investigar familiares dele. É isso mesmo, dizem ministros do Supremo. Sob o ímpeto investigatório (jacobinista, inquisitorial, autoritário ou ilegal, dependendo do ministro do Supremo) da Lava Jato, órgãos de fiscalização e controle excederam seus limites constitucionais.

Diálogos hackeados de expoentes da Lava Jato reforçam ainda mais essas percepções sobre a atuação política da força-tarefa – não importa mais se os diálogos são autênticos, se servem como provas, se configuram ou não abusos ou mesmo crimes por parte dos investigadores. Eles são percebidos como a cereja no bolo quando se afirma que juízes, procuradores e delegados se converteram numa espécie de “partido político” com o intuito declarado de influenciar os rumos gerais da política brasileira (seja qual for a justificativa deles).

Partes relevantes do Supremo e do Legislativo se reorganizaram para enfrentar o que consideram ser uma ação política, por parte da Lava Jato, que estava levando (na visão desses atores) ao “emparedamento” dessas instituições, controladas desde fora pela campanha anticorrupção. É muito relevante o fato de o Legislativo ter chamado a si a tarefa de coibir a atividade dos investigadores, por meio do PL do Abuso de Autoridade, e o STF está sentado no material com que pretende (as conversas hackeadas) encurralar seus críticos entre os aguerridos procuradores.

Bolsonaro tem de sancionar ou vetar itens da lei do abuso de autoridade, descrita pela Lava Jato como uma reação das “forças das trevas” que querem escapar incólumes de investigações. Lei que, de outro lado, é caracterizada por nutrido grupo de políticos e juristas como necessária “freada de arrumação” para recompor um mínimo de respeito à norma jurídica ao se combater crimes. A situação coloca o presidente como árbitro de assunto que o interessa diretamente do ponto de vista pessoal (ele acusa a Receita e o Coaf, por exemplo, de abuso), mas também dono de uma poderosa ferramenta política para enfraquecer a única sombra no momento sobre a própria popularidade, a do ex-juiz Sérgio Moro, herói da Lava Jato. Continue lendo

ctv-yzs-queimada

Os recursos do Fundo Amazônia destinados a ações de combate a incêndios na região amazônica têm papel fundamental no trabalho desempenhado pelo Ibama na região, apesar das críticas disparadas pelo governo contra seus dois únicos doadores, a Alemanha e a Noruega.

O Estadão obteve detalhes sobre a destinação dos recursos que têm sido repassados ao Brasil a fundo perdido, desde junho de 2014. Dos dez caminhões especiais que o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama possui hoje, seis foram comprados com repasses do Fundo Amazônia. Alguns desses caminhões passaram a ser utilizados já neste ano, na gestão do presidente Jair Bolsonaro. Várias picapes adaptadas também foram adquiridas com o dinheiro europeu.

Há três meses, recursos do fundo passaram a bancar, também, a construção de um prédio novo, dentro da sede do Ibama em Brasília, pra centralizar todas as ações e Inteligência de combate a incêndios do governo federal, estrutura que hoje é improvisada. O local, que tem previsão ser concluído até o ano que vem, vai ter área de almoxarifado, oficina e, o mais importante, uma sala de situação para melhoria do monitoramento e acompanhamento dos incêndios, facilitando a tomada de decisão para operações.

Os repasses do fundo chegam a ser usados, inclusive, para vestir os brigadistas. Nos últimos cinco anos, e assim continua a ser, o Fundo Amazônia banca ajuda a bancar a conta para aquisição anual de aproximadamente 4 mil calças, 4 mil camisetas e 4 mil botas novas, itens que são repassados para cerca de 1,3 mil brigadistas contratados temporariamente pelo Ibama.

O dinheiro, na prática, só não paga salário e demais custos do servidor. O seu aparelhamento, no entanto, está fortemente apoiado pelo programa.

Apesar de o governo colocar sobre os Estados a missão principal de combater os incêndios na região amazônica, é função obrigatória do Ibama, órgão do Ministério do Meio Ambiente, atuar na linha de frente do combate em áreas federais como terras indígenas, territórios quilombolas e assentamentos do Incra. Já as unidades de conservação federal são de responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), apesar de o Ibama apoiar regularmente o ICMBio nessas ações de combate a queimadas.

Dos 1,3 mil brigadistas que foram contratados pelo Ibama desde maio, cerca de 700 estão trabalhando nas áreas de fogo da floresta amazônica. Continue lendo

O Governo Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (21), a relação de 14 empresas estatais brasileiras que iniciarão o processo de privatização neste ano, com a expectativa de arrecadar 2 trilhões de reais. O pacote que inclui os Correios e até a Casa da Moeda é uma das mais ousadas apostas de sua gestão, que diz fazer o maior pacote de desestatização do mundo, mas boa parte das propostas ainda depende de incerta aprovação do Congresso Nacional, onde é forte a pressão de funcionários das empresas públicas. O simples anúncio fez aumentar a cotação das estatais e o mercado trabalhou com informação de bastidores de que a Petrobras também entraria na fila até o final do Governo. O Planalto não rechaçou cabalmente a informação sobre a maior empresa do país. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, informou que há estudos em andamento para privatizar a holding Petrobras, algo que o presidente Bolsonaro já disse que não faria e foi reiterado pelo porta-voz do Planalto nesta quarta.

Entre as principais empresas incluídas no pacote de privatização, além dos Correios e da estatal que imprime o dinheiro brasileiro, estão a Telebras, que tem a missão de fornecer bens e serviços de tecnologias de informação e comunicação no país, Eletrobras, líder em geração e transmissão de energia elétrica no Brasil, além do Serpro e a Dataprev, ambos que atuam com processamento de dados e são as maiores fornecedoras de tecnologia da informação do poder público.

Na lista também aparecem outras empresas a serem privatizadas como a Codesp e a Codesa, que administram portos nos Estados de São Paulo e Espírito Santo, entre eles o Porto de Santos, o maior do hemisfério Sul, a Ceitec, que produz microeletrônicos,  Trensurb e CBTU, responsáveis por metrôs e trens urbanos de seis capitais de Estados brasileiros. O plano abarca Ceagesp e Ceasaminas, responsáveis pelo abastecimento de mercados de produtos agrícolas de São Paulo e Minas Gerais, e ainda a Emgea, que gere os ativos da União, a ABGF, que atua na área de seguros. “Seguramente, o Brasil tem o maior programa de desestatização do planeta”, disse o ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura.

Nesta quarta-feira, o Governo também anunciou que nos próximos meses preparará a concessão de três parques nacionais (dos Lençóis Maranhenses, o de Jericoacoara, e o de Foz do Iguaçu) e que iniciará um processo de programas de parceria para a construção de creches, escolas e penitenciárias federais.

Alta de 7% nas ações da Petrobras

Ao longo da tarde ventilou-se a possibilidade de se anunciar a privatização da Petrobras. Mesmo a informação não sendo confirmada oficialmente, suas ações subiram 7% na bolsa de valores. Questionado se a petroleira seria, de fato, privatizada, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, reforçou que estudos estavam sendo feitos nesse sentido. Não disse se havia uma decisão definitiva. “A Petrobras como um todo passará por estudos da equipe do PPI, do Ministério das Minas e Energia e do BNDES. Por tudo que ela significa, será feito algo muito criterioso”. Afirmou ainda que a Petrobras é “enorme” e que os estudos são realizados aos poucos. “A holding Petrobras é enorme e vamos passo a passo”. Continue lendo

Foto: Divulgação

Uma viagem da nascente até a foz do Pajeú, um rio que nem sempre tem água, mas que é cercado de poesia, música, arte, lendas e histórias. Este é o trajeto realizado no documentário pernambucano “O Rio Feiticeiro”, que estreia nesta quinta-feira (22), às 18h30 na programação do Canal Curta! O filme é uma iniciativa da Luni Produções selecionada em chamada pública do Curta!

A obra tem direção de Alexandre Alencar, que também assina o roteiro ao lado de Aquiles Lopes e Lula Queiroga. Poeta, músico e herdeiro de uma longa linhagem de cantadores e artistas, Antônio Marinho atua no documentário como um fio condutor. Ele apresenta aos espectadores um rio que corta o Sertão de Pernambuco de uma ponta a outra, nascendo e morrendo dentro do Estado, desde a Serra da Balança, em Brejinho, até o encontro com o São Francisco, em Floresta.

“Existe um curso físico do rio Pajeú, que nem sempre tem água correndo. Fizemos este caminho para encontrar o sentimento pajeuzeiro, que dá unidade e pertencimento às pessoas que vivem nessa região”, explica Aquiles, que também foi o responsável pela pesquisa e argumento do projeto. O título do filme é uma alusão ao próprio rio, porque Pajeú em tupi quer dizer “o rio do pajé”.

O documentário traz depoimentos de poetas, escritores, cantadores e outros artistas que vivem nas cidades formadas às margens do rio. Brejinho, Tuparetama, Afogados da Ingazeira, Ingazeira, Serra Talhada e São José do Egito estão entre os principais municípios visitados.

“Trouxemos para a tela a beleza e a força da paisagem sertaneja. Encontramos um rio cheio em muitos pontos, com a água vertendo, o que trouxe um colorido especial para o projeto. Em outros lugares, ele é apenas um filete, mas sua magia está lá. Nossa intenção era captar o ambiente que cerca as pessoas e as cidades”, disse Alexandre Alencar.

O documentário também foi em busca de jovens realizadores da região que estão produzindo atualmente, unindo as informações do passado com a tecnologia e as possibilidades disponíveis agora. Outro aspecto que surpreende quem já percorreu a região é a presença crescente de mulheres nos embates poéticos de improviso, as chamadas “Mesas de Glosa”, antes restritos apenas aos homens.

“Tem muita coisa acontecendo no Sertão, muita gente criando e produzindo. Existe uma reverência aos grandes poetas do passado, que são citados frequentemente e existem muitos jovens fazendo trabalhos de qualidade”, avalia Alexandre.

O filme recebeu financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual, com produção executiva de Danielle Hoover. A trilha sonora, delicada e envolvente, é de Lula Queiroga e Jean Pierre e a montagem foi realizada por Mauro Galvão na Luni Produções.

Acontecem nesta quinta-feira (22), na Câmara de Vereadores, em Serra Talhada, dois importantes encontros voltados para os usuários e trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), promovidos pelo Conselho Municipal de Assistência Social e  Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania.

No período da manhã, das 08h às 12h, haverá o Encontro Regional de Trabalhadores do SUAS, que contará com as presenças da presidente e da conselheira do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), Aldenora Gonzales e Margareth Alves, respectivamente.

No período da tarde, das 13h às 17h, haverá o Encontro de Usuários do SUAS, voltado para o fortalecimento das políticas de assistência social.

SERVIÇO

Encontro Regional de Trabalhadores do SUAS e Encontro de Usuários do SUAS

Data: Quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Local: Câmara de Vereadores

Horário: 08h às 12h / 13h às 17h