A campanha Papai Noel dos Correios, que promove a adoção de cartinhas de crianças carentes, também se reinventou em virtude da pandemia do coronavírus. A novidade para este ano, em sua 31ª edição, é que o processo será todo feito pela internet.

O novo formato virtual, porém, não eliminou a modalidade manuscrita das cartinhas endereçadas ao bom velhinho. “O estímulo à escrita permanece”, disse a coordenadora da campanha em São Paulo, Marta Maria Manassero.

Para enviar, é necessário fotografar ou digitalizar a carta, acessar o blog da campanha e seguir o passo a passo para o envio. Podem participar da campanha crianças até 10 anos ou que estejam matriculadas até o 5º ano do Ensino Fundamental na rede pública (neste caso, as escolas fazem os cadastros). Para pessoas com deficiência física ou mental, não há limite de idade.

Quem quiser ser um padrinho deve acessar o mesmo endereço e clicar em “adotar agora”. Ao escolher sua localidade, serão disponibilizadas todas as cartas da região sem a divulgação dos endereços. “As cartinhas vão saindo de forma aleatória. O padrinho olha o pedido que cabe em seu bolso ou poderá escolher aquele que lhe tocar mais o coração. Então, segue os procedimentos e a carta deixa de estar disponível. O próximo passo é comprar o presente e embalar corretamente, colocando a etiqueta com o número da cartinha”, explicou Marta.

A auxiliar de serviços gerais Benedita Gomes de Pinho, 30 anos, disse que pediu para um amigo levar uma cartinha que escreveu pedindo roupas, sapato e um brinquedo para o filho Arthur, de 1 ano e 6 meses, à agência dos Correios de São Mateus, na zona Leste. “Ele me disse que a agência não aceitou porque agora seria pela internet. É muito difícil para mim, que não tenho acesso. Tentei e não consegui. Imagine para aquelas pessoas que não têm estudo nem acesso à internet”, afirmou.