Cultura

O São João, maior festa popular do Nordeste, que ocorre em junho, foi cancelado em vários estados. Em alguns casos, pela primeira vez terá sua versão fora de época no final deste ano.

É para quando está previsto ocorrer o intitulado “O Maior São João do Mundo 2020”, em Campina Grande, na Paraíba, e que reúne cerca de 2 milhões de pessoas no Parque do Povo. Este ano, o festejo seria entre 5 de junho e 5 de julho, mas, devido à epidemia do novo coronavírus, foi adiado para entre 9 de outubro e 8 de novembro.

Adiar a 37ª edição do evento para o final do ano foi o jeito que a Prefeitura de Campina Grande encontrou para atender tanto as recomendações de saúde, de evitar aglomerações, quanto aos grupos econômicos que lucram com o festejo (sobretudo o setor turístico), que movimenta cerca de R$ 250 milhões.

Em comunicado, a prefeitura declarou que a decisão buscou ouvir também o setor que envolve hotéis, restaurantes e agências de viagens e que o momento é de cuidados com a pandemia. “No tempo oportuno, haverá readequação da programação e da grade de atrações.”

Com o adiamento dos festejos, o Parque do Povo poderá ser adaptado e, se preciso, transformado em hospital para abrigar infectados com o vírus.

No estado, são 35 casos e quatro óbitos, segundo o Ministério da Saúde. Com o avanço da doença na Paraíba, outras 23 cidades do estado decidiram cancelar ou suspender as festas locais de São João.

E a mesma situação ocorre com as dez cidades da Bahia que realizam as principais festas de São João do estado, tanto públicas quanto privadas –o estado tem 462 casos confirmados e 14 mortes por conta da Covid-19. Continue lendo

Por Naldinho Rodrigues*

Vamos homenagear, hoje, Mauro Celso Semenzzatto, Mais conhecido como Mauro Celso, que nasceu no dia 10 de novembro de 1951, em São José Do Rio Pardo, interior de São Paulo, vindo a falecer em 15 de abril de 1989.

Mauro Celso foi um cantor e compositor brasileiro, ficou conhecido devido a sua canção “Farofa Fá”, que participou do festival “Abertura”, na época exibido ao vivo pela Rede Globo. Enquanto cantava Farofa Fá, o público do festival delirava com o ritmo alegre e cantava simultaneamente a música despretensiosa de Mauro Celso.

Os jurados não gostaram da letra de Mauro, preferiam Carlinhos Vergueiro, com “Como um Ladrão” e a música “Muito Tudo”, de Walter Franco. O público que naquela noite de janeiro de 1975, lotou o Teatro Municipal de São Paulo, não sentiu nas músicas dos outros participantes, a mesma empolgação clara e vibrante de “Farofa Fá”.

O autor de músicas alegres e que conquistou todos os públicos, em especial o público infantil da década de 70, morreu em abril de 1989 amassado dentro dos destroços do carro que lhe conduzia ao encontro da mulher e do filho Renê.

Mauro Celso estava em São Paulo fazendo shows e trabalhando muito, quando interrompeu as atividades para matar a saudade da família que morava em Iguapé, cidade do litoral paulista. Na companhia de um amigo, ele dirigia seu carro quando perdeu a direção na velha rodovia de Iguapé. O carro de Mauro Celso capotou diversas vezes e ele teve morte instantânea. Assim, aos 38 anos de idade, morria o cantor e autor de hist’s como Farofa Fá e Bilu-Tetéia, músicas  que ganharam as paradas de sucesso e estão cristalizadas na memória do povo brasileiro.

O cantor conquistou posição privilegiada dentre as dez músicas mais tocadas do Brasil, público de todas as idades e principalmente o público infantil. ganhou as paradas do rádio e tornou-se famoso nacionalmente da noite para o dia, como uma letra que ele mesmo considerava simples e portanto popular.

A gravadora RCA, que já havia engordado com tanta farofa, lançou no mesmo ano, o LP de Mauro Celso. A nova música faria tanto sucesso quanto a primeira. As poucas pessoas que não gostaram de Farofa Fá, se renderam ao sucesso contagiante de Bilu-Tetéia, dançando alegremente nos bailes de carnaval. Bilu-Tetéia foi lançada no segundo compacto duplo de Mauro Celso, contendo além de Bilu-Tetéia, Coisa Coisa, Fumaça e Coceira, que tentava pela segunda vez entrar no gosto do povo, mas foi rejeitada por se parecer tanto com a original Farofa Fá. O LP  Mauro Celso para as crianças  até 80 anos, veio envolto em alegria com 12 letras criativas e músicas contagiantes.

Sendo o cantor que transmitiu alegria, principalmente para a criançada, e teve um final tão triste ao ser esmagado dentro do seu próprio veículo. Vamos relembrar Mauro Celso curtindo uma das músicas que ele mais sabia fazer para agradar a maioria: Alegria… Bilu-Tetéia.

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Transmite o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 8 horas da manhã.

Por Naldinho Rodrigues*

O nosso homenageado de hoje é Antonio Damião da Silva, ou simplesmente Tony Damito. Foi um cantor brasileiro de música brega que obteve sucesso nas décadas de 1970 e 1980.

Cantor e compositor com mais de 500 músicas gravadas por quase todos os colegas da nossa música popular a exemplo de Chitãozinho e Xororó, Sérgio Reis, Joana, Tião Carreiro e Pardinho, Altemar Dutra, Paulo Sérgio, Lourenço e Lourival, Waldick Soriano, Lindomar Castilho, Nalva Aguiar, Jacó e Jacozinho, Chico Rey e Paraná, Cascatinha e Inhana, Ângelo Máximo, Carmem Silva, As Marciana e outros.

Tony Damito também fez sucesso gravando várias canções, como “Atenda o Telefone”, “Casaco de Pele”, “Capela”, Toma Juízo Menina”, “Onda Ana Juliana” e Beleza não Põe na Mesa”. Entretanto, seu maior sucesso foi, indiscutivelmente, a música “Não vá Embora” que, no ano de 1977, entrou nas paradas de sucesso e até hoje é conhecida do grande público.

O disco que trazia essa canção chegou a alcançar a marca e 2 milhões de cópias vendidas. Ídolo dos anos 80, com visita permanente na TV, Tony Damito passou pelos programas de Chacrinha, Silvio Santos, Bolina, Clube dos Artistas, Faustão, Gugu, Raul Gil, Carlos Aguiar, Ratinho, Globo de Ouro e outros.

Gravou pela Caravelle, CBS e Copacabana. Porém, Discos de Ouro, Platina e Diamantes, shows e badalações e de repente tudo parou. Tony Damito justifica: “Deus tinha um propósito para minha vida. Permitiu que eu levasse um grande tropeço. Cujo testemunho está sendo contado em livro, livreto e discos explicando o motivo da minha conversão”.

Antes de alcança a fama, Tony Damito foi motorista do então cantor também já falecido Paulo Sergio que, quando soube que ele era cantor deu-lhe a maior força.

Tony Damito tornou-se evangélico, com sua vida inteiramente voltada à religião, atuando em igrejas e eventos evangélicos. Chegou a gravar músicas gospel em um CD de 2004.

Tony Damito nasceu na cidade mineira de Dom Silvério, no dia 27 de setembro de 1940 e faleceu em abril de 2004 na cidade de Camboriú, (Santa Catarina). No encontro dos Gideões Missionários da Última Hora. Tony Damito residia na cidade de Salto (SP), e faleceu de causas naturais  e deixou 3 filhos de então 9, 19 e 20 anos.

Tony Damito faleceu aos 64 anos de idade e deixou como sua maior de sucesso a música “Não vá Embora”. E é com ela mesmo que a gente vai curtir, para matar as saudades dessa joia brasileira que nos deixou… NÃO VÁ EMBORA…

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 8 da manhã.

Por Naldinho Rodrigues*

A nossa homenagem cheia de saudade de hoje vai para José Marcio Loreno de Assumpção, ou Márcio José. Cantor romântico, que nasceu no dia 18 de novembro de 1942, em Belo Horizonte (MG), e faleceu no dia 31 de agosto de 2002, aos 60 anos, na cidade do Rio de Janeiro.

Ainda menino, com oito anos de idade, já cantava em todas as festas de seu colégio e estudou piano. No inicio dos anos de 1960, participou dos movimentos da Música Popular Brasileira, ainda em Belo Horizonte, onde conheceu Milton Nascimento, Paulinho Paiva, Nivaldo Omelas, Paschoal Meirelles e Marcio Borges, entre outros.

Iniciou sua carreira profissional apresentando-se em casas noturnas, na Rádio Guarani, na Inconfidência e na TV  Itacolomy, onde conheceu Clara Nunes e Rosana Toledo. Integrou a Banda Bacana, com Aécio Flávio, Chiquinho Braga e Waltinho, e o Grupo Gemini 7, com o qual gravou um LP com Eduardo Prates e Paulinho Horta.

Em 1969, participou do Festival Internacional da Canção, interpretando uma composição de Toninho Horta e Marcio Borges. No ano seguinte, transferiu residência  para o Rio de Janeiro, como convidado da famosa orquestra de Ed Maciel.

Entre 1975 e 1977, atuou em várias casas noturnas cariocas como 706 com Djavan, Emílio Santiago e Alcione. Em 1985, viajou para os Estados Unidos, divulgando a Música Popular Brasileira nas universidades norte-americanas junto com Pery Ribeiro. De volta ao Brasil, passou a atuar em orquestras como Cuba Livre, Ed Maciel e Estudantina. Foi vocalista  de vários discos gravados no Studio Level da Globo.

Interrompeu sua carreira artística em 1996, devido  a problemas de saúde. Marcio José gravou em 1975 a música “O Telefone Chora”, o maior sucesso de sua carreira, na qual Márcio dialoga com uma suposta filha que não o conhecia e pergunta sobre a mãe, tratando o cantor como “titio”.

A voz da menina é da atriz e dubladora Aliomar de Matos, que dublava Sally Field na série A Noviça Voadora. Márcio José despontou na música romântica brasileira nos anos 1970 e 1980. Além da versão “O Telefone Chora”, gravou músicas marcantes como “Para que não me esqueças”, “O professor de violino”; “Te Amo”; “Vestida de noiva”; “Verde Vinho” e tantos outros.

Mas o seu maior sucesso que o consagrou foi mesmo “O Telefone Chora”, a música que vamos recordar desse talentoso Márcio José...

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado, pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos, das 5 às 8 da manhã.

Pelas mãos do Mestre Nicola, toras de madeira ganham forma. Pouco a pouco, cabeças imaginárias de santos, anjos, apóstolos e de Jesus Cristo vão se deixando revelar. Curioso, aos 12 anos, o menino Jaime Nicola de Oliveira (foto), já experimentava entalhar desenhos na madeira e, desde cedo, decidiu que queria ser artista. Com mais de 40 anos de trajetória, Nicola ocupa lugar no diverso time dos mestres-artesãos do Estado e suas cabeças barrocas são conhecidas mundo afora. Nos últimos anos, o universo do artesanato foi se profissionalizando, recebendo apoio público e ganhando força como empreendimento. Na próxima quinta-feira (19), comemora-se o Dia Mundial do Artesão, data dedicada a esses homens e mulheres que sabem unir arte, cultura e negócio. A cadeia produtiva do artesanato no Brasil movimenta R$ 50 bilhões por ano.

A data de 19 de março foi escolhida por ser o Dia de São José, o santo carpinteiro e que foi eleito como padroeiro dos artesãos. Apesar de ser uma atividade milenar, a profissão no Brasil só foi regulamentada em 2015. Anos antes (em 1991) foi criado o Programa Brasileiro do Artesanato (PAB), um marco para o setor no País. A missão do PAB é valorizar o artesão, promovendo uma virada na sua realidade econômica, profissional, social e cultural. Hoje, pelo acompanhamento do Programa, existem 160.011 artesãos no Brasil. 

Nos Estados, foram criados programas locais atrelados ao PAB para tocar as atividades. Por aqui, o Programa do Artesanato de Pernambuco (Pape) é responsável pela Fenearte, pelos Centros de Artesanato de Pernambuco (Recife e Bezerros) e pela loja do Mercado Eufrásio Barbosa em Olinda. Localizado em pleno Marco Zero – um dos principais pontos turísticos do Recife, o Centro do Artesanato é uma espécie de vitrine do trabalho dos artistas, durante o ano todo, de segunda a segunda. Em 2019, as vendas de artesanato nos três equipamentos coordenados pelo Estado somaram R$ 2,85 milhões, comemorando crescimento de 10% sobre o ano anterior.

“O Centro de Artesanato é um equipamento do governo do Estado que faz parte de uma política cultural, que fomenta a cadeia produtiva da atividade. Nós temos aqui cerca de 2 mil artesãos que já expuseram no espaço. É uma oportunidade para eles de mostrar sua arte ao mundo, porque por aqui passam turistas do Brasil e do mundo. O visitante também tem a oportunidade de conhecer uma loja como esta toda financiada pelo governo do Estado, possibilitando que ele conheça nossa arte desde o Sertão até o Litoral. Para a maioria dos artistas seria impossível ter uma loja dessa grandeza no principal ponto turístico da cidade”, diz a diretora de Promoção do Artesanato e da Economia Criativa da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Márcia Souto, refletindo o desejo dos artesãos.  Continue lendo

Por Naldinho Rodrigues*

A bola da vez caiu para o cantor Osny Rufino da Silva Gomes, ou simplesmente Osny Silva. Que nasceu na capital paulista, em 21 de outubro de 1919 e faleceu em 20 de julho de 1995, na praia grande, litoral paulista.

Osny foi locutor, cantor e compositor que deixou muitos discos gravados. Sua vida começou simples. Era filho de um motorista e uma governanta de casa de família. Eram pobres. Mas os pais o puseram para estudar no liceu Coração de Jesus, um bom colégio. Ele formou parte do coral “Canarinhos Liceanos”.

Gostava de cantar, dai teve aulas de piano e violino. Quando tinha 16 anos, porém, o pai o achava “meio sem juízo” e o colocou no serviço militar, para corrigir a vida irregular que levava. Em 1939, arranjou emprego de operador de som, na Rádio Educadora Paulista, (hoje a Rádio Gazeta). Queria, porém, ser cantor.

Ao lado de Nelson Gonçalves, que era seu amigo, fez testes em outra rádio, mas tanto ele, quanto Nelson foram reprovados. Inconformado, continuou em seu trabalho. Mas lhe apareceu à chance de substituir um cantor que faltou na própria Rádio Educadora. Ele se ofereceu para substituir, e se saiu muito bem, nisso deixaram que continuasse cantando,

Embora não lhe pagassem nada, só mesmo o salário de operador. Em 1940, assinou contrato com a Rádio Tupi de São Paulo e lhe ofereceram  400 mil reis. Ele ficou muito contente. Já era cantor.

Gravou “As Cartas não Mentem Jamais”, e o sucesso foi total. Osny cantou essa música à vida inteira. Não havia um show que fizesse em que o público não a pedisse, e teve 80 mil cópias vendidas, um sucesso na época.  

Nos três discos seguintes, fez outras várias gravações  pela gravadora Continental. Em 1951, Osny gravou “Campeão dos Campeões”. Hino do Corinthians. Osny ganhou nesse ano o troféu “Roquete Pinto” de “Melhor Cantor”.

Passou pela Rádio Nacional, gravou mais duas músicas, pela  Odeon, que foram “Bandolim ao Luar” e “Violino Cigano”. Ganhou  outra vez o Prêmio Roquete Pinto. Gravou depois “Funeral dum Rei Nagô”. Osny Silva foi muito respeitado, tanto que seu slogan “a mais bela voz do rádio paulista”. Fez excursões pela Argentina e Chile. Na Argentina era  chamado de “A voz triunfal das Américas”. Ao todo, ele gravou cerca de 47 discos. Sucessos marcantes como “Osny Silva canta melodias famosas”; “Jura-me”; “Canta América”; “Pisando Corações”; “Minha Oração de Amor” e outros.

Em 1973, afastou-se da vida artística e foi morar na praia grande. Faleceu em 1995, com 75 anos de idade. Para muitos foi o maior cantor que o Brasil já teve.

Vamos recordar o grande Osny Silva com a música… JURA-ME.

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 8 da manhã.

A tribo indígena Caboclinho Carijós está na estrada para percorrer oito cidades pernambucanas com o projeto itinerante No passo do Caboclinho. A iniciativa acontece nos mesmos moldes do projeto No passo e no compasso do Cavalo Marinho Estrela de Ouro, realizado em novembro de 2019. Ela foi idealizada pelo professor e produtor cultural Clébio Marques com a intenção de promover aulas-espetáculos aos estudantes de escolas públicas da rede estadual. A aventura cultural teve início na última segunda-feira (09) nas cidades irmãs, Recife e Olinda. Veja toda programação no final da matéria.

Em cada cidade visitada, o grupo interage com os brinquedos populares locais. Na capital, por exemplo, o caboclinho encontrou com o Maracatu Nação Encanto da Alegria na Escola Estadual Caio Pereira. Já em Olinda, a interação foi com o Calunguinha, o mascote oficial do Homem da Meia-Noite na EREM Olinda. “A essência é a mesma do projeto que foi vivenciado. A diferença é o local. Com o Cavalo Marinho, às realidades eram diferentes. A filosofia do projeto é a mesma. Estamos reforçando bastante a parte teórica do caboclinho, depois entramos nas indumentárias, nas cores e na exposição daquilo que é feito na comunidade. Sobre a musicalidade, a gente vai expondo o ritmo e a importância dele para o brinquedo popular. Há uma interação muito forte”, explica Clébio. 

Na manhã desta terça-feira, a Tribo Carijós aportou em Nazaré da Mata, na Mata-Norte do estado, onde foi recebido pelo Maracatu de Baque Solto Estrela Brilhante. Em seguida, o grupo seguiu para Condado, ainda na mesma região, para trocar saberes com o Cavalo Marinho Estrela de Ouro. À noite, o grupo fará uma apresentação especial no Instituto Padre Luís Cecchin, em Limoeiro. 

História 

A Tribo Indígena Caboclinho Carijós, que conquistou em 2019 o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, foi fundada no dia 05 de março de 1897. Ela é a mais antiga de Pernambuco, com 123 anos de história. A sede do grupo está localizada na comunidade da Mangabeira, na Zona Norte do Recife. Lá acontecem diversas atividades formativas, como oficinas de dança, música e produção de adereços.  Continue lendo

Por Naldinho Rodrigues*

Vamos homenagear, hoje, um artista um pouco desconhecido do público da velha guarda. Seu nome: Carlos Nobre Chatelain, mais conhecido como Carlos Nobre. Seresteiro dos bons que chegou a confundir em alguns momentos a cabeça do ouvinte com a voz idêntica  de Nelson Gonçalves.

Carlos Nobre nasceu em 06 de junho de 1934, na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo,  e faleceu no dia 27 e julho de 2009. Foi um cantor e compositor brasileiro. Iniciou a sua carreira em 1951 participando e programas de calouros. Seu maior sucesso foi à canção “Ciclone”, gravada em 1959 e que ficou nas paradas por muito tempo.

Em 50 anos de carreira, gravou 27 discos, entre LPs e Compactos, além de inúmeros 78 rotações. Seus discos venderam 600 mil cópias, aproximadamente. entre os prêmios , ganhou o Troféu Chico Viola.

Carlos Nobre tinha 12 anos quando amigos do bairro, formou o conjunto Amantes do Samba, que seguia o estilo dos Demônios da Garoa. Trabalhou como balconista do Empório Capixaba, entregador de alfaiataria e vendedor de salgadinhos. prestou o serviço militar, em 1952, no rio de janeiro, os três primeiros meses no Forte Copacabana.

Depois optou pela carreira artística, como cantor de casas noturnas. No Danças Brasil fazia as folgas de Jamelão. Era também crooner da orquestra de Ruy Rei e cantava em bailes com o conjunto de Chiquinho do Acordeon. Em 1958 foi levado pelo cantor Cyro Monteiro para gravar seu primeiro disco pela Polydor, com “Toada de Amor e Porque Não Vens”.

Nesse ano, só faria mais um disco, na Polydor. Seu primeiro disco pela gravadora Todamérica saiu em março de 1956, trazendo os sambas “O Mesmo Mar e Se Depender de Mim”. Então, a convite o compositor Adelino Moreira, em grande evidência, ingressou na gravadora RCA-Victor e conseguiu, logo no disco de estreia, um sucesso extraordinário, o samba-canção “Ciclone”, seu carro-chefe, até hoje procuradíssimo, de autoria de Adelino Moreira.

Estava com o nome feito. em 1959 e 1960, a Tv Record confere-lhe o Prêmio Chico Viola, em virtude das vendagens de Ciclone e Amor em Serenata.

Casou-se com Darcy Rodrigues, com a qual teve dois filhos: Paulo Cesar, professor de matemática, e Andrea, formada em Direito. Em sua vitoriosa carreira, registra  a gravação de 24 discos. Desde menino, mostrou interesse pela música, seu pai Antonio Nobre Filho, foi comerciante. Sua mãe, nasceu na França e veio para o Brasil aos dois anos e idade.

Carlos Nobre despontou para o cenário musical, surgiu um boato de que o compositor Adelino Moreira teve um desentendimento com o cantor Nelson Gonçalves, e resolveu entregar a composição “Ciclone” para Carlos Nobre, que anos depois teve a sua regravação feita pelo próprio Nelson Gonçalves, porém, sem o sucesso alcançado pelo primeiro intérprete, Carlos Nobre.

Vamos curtir essa obra prima eternizada na voz do carismático Carlos Nobre…Ciclone!

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado, pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 8 da manhã.

Por Naldinho Rodrigues*

Às vésperas do Carnaval, a música popular brasileira ficou triste e de luto. É que faleceu na última sexta-feira, 21 de fevereiro, a cantora Cláudia Telles, aos 62 anos. Claudinha Telles, chamada carinhosamente no meio artístico da música, foi uma cantora, compositora e instrumentista brasileira, de  ascendência portuguesa e francesa, intérprete de canções românticas, dentre elas as mais tocadas “Fim de Tarde” e “Eu Preciso te Esquecer”.

Quando lançou o LP de estreia, e de maior sucesso em sua carreira, Claudinha tinha apenas 19 anos. Mas não era novata nos palcos. Ainda menina, juntou-se à mãe em um show do espetáculo reencontro, quando cantou “Arrastão” ao lado dela e de Edu Lobo.

Na adolescência, entrou no conjunto feminino vocal de uma amiga da escola, o Trio Esperança, e logo estava nos estúdios, fazendo coro para os grandes artistas a época. Claudinha participou de vocais em discos de gente como Dominguinhos, The Fevers, Roberto Carlos, José Augusto, Gilberto Gil, Jerry Adriani, Jorge Ben, Belchior, Simone, Rita Lee e Fafá de Belém.

A gravação do compacto “Fim de Tarde” aconteceu após convite do produtor Mauro Motta da CBS. A casa era dele e de seu parceiro, Robson Jorge, assim como o outro grande sucesso do disco de estreia, Eu Preciso te Esquecer.

Filha do violinista Candinho e de uma das precursoras da Bossa Nova, a cantora  Sylvinha Telles, Cláudia Telles, no fim dos anos 70 gravou outros compactos e um LP “Miragem”, mas desde então não conseguiu atingir o mesmo sucesso comercial do início de carreira.

No final da década de 1980, Cláudia Telles passou a fazer shows em homenagem à sua mãe, como “Tributo a Sylvinha Telles” e “Saudade da Bossa Nova”, que permaneceram em cartaz em diversas capitais. Nos anos 90, a cantora distanciou-se do gênero romântico que marcou o início de sua carreira e aproximou-se da MPB, particularmente da Bossa Nova.

Entre outras canções regravadas por Claudinha, estão “Dindi” e “Se Todos Fossem Iguais a Você”. Ela também  lançou um CD com músicas de Cartola e Nelson Cavaquinho, um álbum em homenagem à mãe Sylvinha “Por Causa de Você”, em 1997, e em 2000 lançou um tributo a Vinícius de Moraes.

Cláudia Telles morreu por volta das 23 horas da sexta-feira de pré-carnaval (21), aos 62 anos, por falência múltipla de órgãos após sofrer uma parada cardíaca. Fumante inveterada, enfrentava insuficiência cardíaca, insuficiência renal e uma infecção no revestimento interno do coração e estava internada há duas semanas no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, no Rio de Janeiro.

Ela foi velada  e cremada na tarde do domingo (23), no Memorial do Carmo, no bairro do Caju, na zona norte do Rio.

Um fã de Claudinha Telles escreveu em homenagem a sua morte, a seguinte frase: Cláudia Telles é a perpetuação de um sonho com sua voz personalíssima. Outro, escreveu: “O importante não é fazer coisas grandes, mas saber ser grande nas coisas que se pode fazer”.

Você que sempre vai admirar a voz suave e romântica de Claudinha Telles, mate as saudades curtindo o seu maior sucesso…Fim de Tarde.

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado, na Rádio Afogados FM, sempre aos domingos, das 5 às 8 da manhã.

Em sua 43ª edição, o maior bloco do mundo teve como temática o

A grande demanda do Carnaval paulistano tem resultado na “importação” de blocos forasteiros, majoritariamente do Rio, mas também de outros Estados. Entre eles, o principal estreante deste ano é o Galo da Madrugada, que levará nesta terça-feira (25) cerca de cem pessoas do Recife para realizar o cortejo, entre passistas, músicos e técnicos.

O cortejo terá dois trios elétricos, um comandado por Gustavo Travassos, vocalista oficial do bloco, com participação da cantora Fafá de Belém, enquanto o outro contará com o cantor pernambucano André Rio.

As quatro esculturas do galo medirão de 3,5 metros a 4,5 metros e foram customizadas por artistas de Pernambuco. Uma acompanhará o desfile e as demais serão fixas.

“Não dá para levar o galo daqui, que tem 27 metros. Teria de montar aí”, comenta Rômulo Meneses, presidente do Galo da Madrugada. “O Galo consegue transmitir essa imagem, difundir as músicas de Pernambuco”, diz ele, que destaca os blocos associados em 14 Estados, como o Pinto da Madrugada, de Alagoas.

Símbolo da escola, a águia da Portela encantou o público Foto: BRENNO CARVALHO / Agência O Globo

Agência O Globo

Última escola a passar na avenida no primeiro dia de desfiles, a Portela promoveu um verdadeiro “arrastão” na Sapucaí. Após a passagem do último carro, que representava a selva urbana, o público das frisas invadiu a pista acompanhado os integrantes até a dispersão, já com dia claro.

A azul e branco de Madureira, que falava dos índios tupinambás, os primeiros habitantes do Rio, abriu o desfile com a comissão de frente  mostrando um ritual antropofágico. Os bailarinos encenaram um banquete no qual os índios tupinambás capturam e devoram partes do corpo de um membro de uma tribo rival. Logo em seguida o enredo fala de vida ao mostrar a porta-bandeira Lucinha Nobre  “dando à luz” a um bebê índio na Avenida. A fantasia dela era inspirada no mito da origem dos tupinambás.

– A gente vem na frente falando de morte e atrás a Lucinha Fala de Vida. É o começo de tudo, disse  Carlinhos de Jesus, coreógrafo da comissão de frente.

Ele contou que a comissão de frente batizada “Honra e glória do povo Tupinambá” reproduz um ritual bem comum naquela época. Segundo ele, os índios capturados sabiam que iam morrer, as antes era oferecido a eles as melhores refeições, a melhor oca e a Índia mais bonita.

– Até que um dia o pagé do: chegou sua hora. Mas para ele (o índio que vai morrer) era também uma honra porque ele sabia que seria vingado.

Num determinado momento do desfile, o bailarino Matteo Luz, que representava o índio servido em sacrifício, entrava numa caixa e era substituído por um boneco feito a sua imagem e semelhança e em tamanho real. Nesse momento o índio tinha a cabeça decepada e exibida pelo pagé.

Sete Escolas de Samba abriram os desfiles do grupo especial na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, neste domingo (23). A disputa da elite do Carnaval carioca começou com a Estácio de Sá, seguida pela Viradouro, vice-campeã do ano passado. Passaram pela avenida também a Mangueira, atual vencedora, a Paraíso do Tuiuti, a Grande Rio, a União da Ilha e a Portela. Confira os temas, na ordem de ingresso na avenida:

Estácio de Sá

A vermelho e branco conquistou em 1992 seu único campeonato com Paulicéia Desvairada, 70 anos de Modernismo no Brasil. A carnavalesca Rosa Magalhães, uma colecionadora de sete campeonatos por outras escolas, liderou a concepção do enredo Pedra, uma representação da permanência do tempo e também sobre a beleza a origem e a beleza das pedras.

De volta ao grupo especial, a agremiação do Morro São Carlos, na região central do Rio, antes mesmo de entrar na Marques de Sapucaí, homenageou Rosa, que comemora 50 anos de folia. O abre-alas, um dos carros mais bonitos, trouxe desenhos rupestres. A Estácio encerrou o desfile sem atrasos e esquentou a arquibancada para a Viradouro, a vice-campeã do ano passado.

Unidos da Viradouro

Uma das onze escolas a escolher um samba-enredo engajado, a Unidos do Viradouro, vice-campeão no ano passado após ter subido da Série A em 2018, foi a segunda agremiação a desfilar no Sambódromo Fluminense. A escola de Niterói, na região metropolitana do Rio, falou, no enredo Alma Lavada, sobre a vida das ganhadeiras de Itapuã, mulheres escravizadas até o final do século XIX e símbolo de resistência.

A bateria inovou e trouxe um tripé com duas percussionistas tocando timbau. A escola esquentou o setor 1, o mais popular da Avenida, desde que pisou no Sambódromo. A plateia cantou do inicio ao fim a história das aguadeiras baiana. Continue lendo

Homem da Meia-Noite deixa a sede para iniciar desfile em Olinda

G1

O Homem da Meia-Noite trouxe a bandeira da conscientização ambiental para o desfile desse ano, com um arco-íris escrito ‘lute como uma praia do Nordeste’ nas costas, lembrando o óleo que atingiu praias em 2019, e a roupa exaltando o Sertão. Uma multidão acompanhou a saída do Calunga, que aconteceu à meia-noite do sábado (22) para o domingo (23), em Olinda.  

“Mais uma vez, a gente vem exaltando a vida. Nos últimos anos, o Homem da Meia-Noite vem falando disso e da resistência do nosso povo, principalmente o nosso povo sertanejo. Ele vem mais uma vez falando a cara do nosso povo, o que nós precisamos para sermos felizes”, disse presidente do Homem da Meia-Noite, Luiz Adolpho.

O Calunga veio vestido com uma cartola branca e um paletó branco, bordado com mandacarus verdes. Nas costas, era possível também ver referência à seca e ao tema deste ano, “Chover”, que buscou conscientizar às pessoas sobre a importância da água.

A roupa também com teve lembrou a Asa Branca, eternizada por Luiz Gonzaga, e ao filme “Bacurau”. O relógio, que muitos anos vinha dentro da roupa, veio pendurado do lado de fora.

Assim como em outros anos, a Mulher do Dia saiu especialmente para encontrar o amado. Neste ano, o casal de gigantes completou 30 anos de casamento na folia olindense. O encontro foi acompanhado por uma multidão, que seguiu o cortejo dos dois amados.

O Calunga homenageou, neste ano, a banda Cordel do Fogo Encantado, o compositor Rogério Rangel e o Maestro Oséas, que rege há anos a orquestra que anima o desfile do gigante. A banda fez uma homenagem ao gigante mais amado de Olinda, cantando antes da meia-noite.

Neste sábado de Zé Pereira, mais de dois milhões de foliões devem acompanhar o desfile de uma das personificações do carnaval pernambucano. É o Galo da Madrugada, que percorre as ruas do centro do Recife pela 42ª vez. A estimativa da organização não é à toa: desde 1994, o bloco está no Guiness Book, reconhecido como o maior do mundo. Os números são tão gigantes quanto o público: 30 trios elétricos, seis carros alegóricos e mais de 40 atrações. 

Este ano, a organização do evento optou por não revelar a ordem dos desfiles e apresentações. Mas estão previstos números musicais de Romero Ferro, Michele Melo, Pabllo Vittar, Marcelo Falcão, André Rio, Elba Ramalho, Margareth Menezes, Armandinho, Almir Rouche, Gustavo Travassos, Fafá de Belém, Nádia Maia, Geraldinho Lins, Gerlane Lops, Cristina Amaral, Nena Queiroga, Quinteto Violado, Catarina Rosa, Som da Terra, Benil, Irah Caldeira e Nono Germano, por exemplo.

O tema do carnaval do Recife é o circo. E o espírito do Galo Maestro, símbolo da festa, não poderia ser outro. A alegoria, concebida pelo artista plástico Leopoldo Nóbrega, traz os conceitos da tecnologia, cultura popular, sustentabilidade e do colorido da arte circense. Na madrugada de sexta, ele já estava de pé, prenunciando a folia pernambucana. A iluminação da escultura é toda de LED, com placas de outdoor de alta resolução e clusters jogando luz à estrela da festa.

Antes da festa começar, o Forte das Cinco Pontas recebe o tradicional café da manhã do Galo, com presença de personalidades da mídia, autoridades e imprensa. Às 9h, o cortejo inicia, saindo da Travessa do Forte, com a tradicional anunciação dos clarins e trombetas dos carros alegóricos. Este ano, eles contarão a história da xilogravura e da literatura de cordel, com desenhos assinados por Ary Nóbrega. 

De lá, passa pela Rua Imperial, Avenida Dantas Barreto, Avenida Sul, Praça Sérgio Loreto, Praça da Independência e a Avenida Guararapes – a apoteose da festa. O roteiro do Galo da Madrugada de 2020 ocupa as ruas de pelo menos seis bairros da capital pernambucana, com concentração maior de público nos bairros de São José, Santo Antônio, Coelhos, Coque, Cabanga, Boa Vista e Recife Antigo. 

Com o selo Gigante Guardião da Cultura, a agremiação presta homenagens a pessoas e manifestações populares. J. Borges, Galo Preto, Caju e Castanha, Mestre Dila de Caruaru e os indígenas Carmem Fulni-ô e Jaqueline Xukurue Cléo Pankararu estão na lista de agraciados deste ano. 

São Paulo

Na terça-feira Gorda, o Galo sai de Pernambuco e aporta em São Paulo. Programado para desfilar a partir das 9h, pela Avenida Pedro Álvares Cabral, o cortejo parte do obelisco do Ibirapuera. Dois trios elétricos irão animar o público paulistano, com a presença de Gustavo Travassos, Fafá de Belém e André Rio. 

Os papangus dominam as ruas de Bezerros, no Agreste, neste domingo / Foto: Leo Motta / JC Imagem

“É o melhor Carnaval em linha reta do mundo”. Quem nunca ouviu essa frase, em tom de brincadeira, dita por um pernambucano orgulhoso ao falar da festa no Estado? Sem bairrismo ou puxação de saco, é fato que Pernambuco tem várias opções para curtir o Reinado de Momo. O colorido das fantasias, a criatividade dos foliões e a animação das brincadeiras chamam a atenção do litoral ao Sertão. Nas farras do interior, reinam os caboclos de lança e mascarados que em cada canto ganham um nome diferente.

Tendo Recife como ponto de partida, o município de Nazaré da Mata, na Zona da Mata, é o que fica mais próximo da capital e que oferece um Carnaval que merece a viagem. São 64 quilômetros de distância ou cerca de uma hora de carro. É um espetáculo, sobretudo, para os olhos. De domingo até terça-feira devem desfilar 106 grupos de maracatu rural. Eles partem do Parque dos Lanceiros (9h), localizado às margens da BR-408, em direção ao Centro, onde fazem as apresentações.

Outro destino de Carnaval que vale a pena é Bezerros, no Agreste, distante 102 quilômetros do Recife. A Terra do Papangu vê sua população dobrar no domingo. A expectativa é de que 120 mil pessoas estejam no município. Para receber tanta gente, a prefeitura montou sete polos de animação que vão funcionar simultaneamente. O maior de todos é o Quartel General do Frevo, ou simplesmente QG do Frevo, na Rua da Matriz, onde haverá vários shows. Elba Ramalho é uma das atrações amanhã.

Em Pesqueira, também no Agreste, o destaque é o caipora, personagem que usa estopa para cobrir o rosto. Esses mascarados podem ser vistos hoje e terça-feira. “São mais de 270 blocos e troças durante todo o Carnaval. O maior de todos é o Lira da Tarde, considerado o Galo da Madrugada do interior. Desfila domingo, segunda e terça-feira à tarde, sempre com uma multidão acompanhando”, diz a diretora de Turismo, Ariselma Araújo.

SERTÃO

Em Triunfo, no Sertão, quem domina a folia é o careta, personagem que além de mascarado usa chicotes e relhos. Na segunda é o Dia Estadual do Careta (sempre na segunda-feira de Carnaval). Natural, portanto, que eles tomem conta da cidade. São esperados mais de 200. A partir das 15h eles estarão reunidos no Alto da Boa Vista. Uma hora depois sairão num desfile até o Pátio de Eventos, no Centro.

Tabaqueiro. Você pode até nunca ter ouvido falar, mas se perguntar sobre ele em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Estado, a 370 quilômetros da capital, vai saber que é sinônimo de folia. Os tabaqueiros são os personagens típicos do Carnaval da cidade e alegram as ruas da cidade com seu colorido e disposição.

Não existe uma vestimenta padrão propriamente dita. Eles usam máscaras diversas e fantasias coloridas que cobrem o corpo inteiro, muitas vezes até com luvas, para não serem identificados. Em comum, os chocalhos presos nas cinturas e um chicote, assim como os caretas de Triunfo. Ou seja, por onde passam é aquela barulheira.