Cultura

janbaars/Pixabay

Brasil é o país do Carnaval, muita gente sabe… Mas se engana quem pensa que viajar para o exterior significa fugir da folia. Há lugares pelo mundo que encantam os turistas pela beleza e animação neste período.

Veneza, Itália

Uma das mais conhecidas celebrações do mundo está em Veneza, na Itália. Marcado pelo uso de máscaras de porcelana e fantasias estonteantes a céu aberto, o Carnevale di Venezia tem história. Os adornos foram usados, séculos atrás, como protesto contra a hierarquia de classes da época. O baile de máscaras é considerado atração turística e tornou-se um verdadeiro espetáculo.

Nova Orleans, EUA

Criatividade não falta para os foliões que desfilam pelas ruas de Nova Orleans, nos Estados Unidos. Conhecido como Mardi Gras, o Carnaval americano é um dos maiores do mundo. O tema das fantasias é liberado, ou seja, imaginação e diversão estão garantidas.

Nice, França

As festas de Nice são repletas de cultura. Carros alegóricos, dançarinos, músicos e bonecos gigantes de papel machê ocupam as calçadas da cidade. Vale destacar a Batalha das Flores, parada em que personagens jogam flores ao público. Quem pegar os buquês terá sorte na vida.

Colônia, Alemanha

Assim como no Brasil, os habitantes de Colônia, na Alemanha, tiram as fantasias do armário. Cerveja, animação e muito sorriso no rosto marcam o Carnaval local, mesmo com as baixas temperaturas. No sul da cidade, carros alegóricos produzidos com caixas de chocolate e doces fazem sucesso na multidão.

Oruro, Bolívia

Folclórico, o Carnaval da Bolívia (foto acima) mistura tradições andinas com católicas. Marcada pela arte, a festa é aguardada pelo público todos os anos. A folia é considerada obra-prima do Patrimônio Histórico Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco.

Antonio Nóbrega em esaio para a abertura do Carnaval / Foto: Prefeitura do Recife/Cortesia

Caríssimos leitores, certamente vocês marcaram na agenda a data de abertura oficial do Carnaval do Recife 2020. Mas como não me custa nada, estou passando para lembrar que a festa é nesta sexta-feira (21), a partir das 19h, na Praça do Marco Zero, aquela janela que se debruça sobre o estuário do Rio Capibaribe, no Centro da cidade. Pois bem, sabe quem espera por vocês nesse cenário? O multiartista Antonio Nóbrega, o Bloco das Flores, o maestro Edson Rodrigues, o cantor e compositor Getúlio Cavalcanti, o intrépido Maestro Forró e a Banda Musa.

Lâmpadas de LED darão ao Marco Zero, no Bairro do Recife, a aparência de um circo, para ninguém esquecer o tema do Carnaval 2020 da cidade: A criança, o circo e a cultura popular. É nessa tenda, respeitável público, que Antonio Nóbrega vai apresentar o espetáculo de abertura da festa, que passeia do lírico ao político, como ele mesmo define. Um dos destaques é um jogo de malabares com sombrinhas de frevo, conduzido por Rosane Almeida, diz o artista. Mas preste atenção ao figurino dos bailarinos no palco.

A vestimenta foi inspirada nos trabalhos produzidas pelo artista sergipano Arthur Bispo do Rosário, falecido em 1989, e pelo carnavalesco maranhense Joãozinho Trinta, que apresentou o seu mais famoso desfile em 1989 (olha a coincidência das datas) no Carnaval carioca. “Bispo do Rosário tinha problemas mentais, foi confinado numa colônia psiquiátrica no Rio de Janeiro (por 50 anos) e fez obras de arte interessantíssimas com sucata, materiais que iriam para o lixo”, diz Antonio Nóbrega, citando peças como estandartes, navios, mantos e bordados. Continue lendo

Por Naldinho Rodrigues*

Já estamos em pleno ritmo de Carnaval. Então, vamos entrar na folia homenageando um grande pernambucano, Nelson Ferreira. Que foi um músico brasileiro e compôs músicas de Carnaval, Valsas, Foxes e canções diversas.

Criou a orquestra Nelson Ferreira, que era famosa no Recife e no estados vizinhos. Nelson Ferreira nasceu em Bonito, Agreste de Pernambuco, no dia 9 dezembro de 1902. Filho de um violonista e de uma professora primária, aos 14 anos de idade, compôs a valsa “Vitória” para a companhia e seguros vitalícia. Durante a juventude  tocava em diversos locais do Recife, como pensões, cafés, saraus, no cinema Royal, situado na Rua Nova e no cinema Moderno, na Praça Joaquim Nabuco, cento da cidade.

Com a inauguração da Rádio Clube de Pernambuco, a primeira estação de rádio, o diretor Oscar Moreira Primo, convida Nelson Ferreira para ser o diretor artístico da rádio. Na direção, pôde ampliar sua atuação como compositor, organizador de grupos e orquestras, produzindo vários programas para o rádio. Sua primeira composição gravada, em 1904, foi “Borboleta não é Ave”, em parceria com J. Borges.

Na década e 40, criou a Orquestra de Frevo Nelson Ferreira, que durante anos brilhou no Carnaval. Compôs, em ritmo de frevo de bloco, evocações musicais que fizeram sucesso em todo o Brasil.

Foi casado com Aurora, que sempre o acompanhou e apoiou seu trabalho. Sua composição de maior destaque foi “Evocação Número 1”, a primeira de 7 evocações, compostas por ele, que fez sucesso, em 1957, no Rio de Janeiro, gravada pelo Bloco Batutas de São José, em ritmo de marcha.

Nelson Heráclito Alves Ferreira, o “moreno bom”, como era chamado carinhosamente apelidado, tornou-se, ao lado de Lourenço da Fonseca Barbosa, o “Capiba”, o mais popular compositor de que o Nordeste tem notícia.

Nelson Ferreira teve uma passagem tão atuante quanto brilhante no panorama musical de Pernambuco. Foi  o pianista mais ouvido na época do cinema mudo. Foi um homem do disco, tornando-se diretor artístico da Fábrica Rozemblit, instalada em Pernambuco, cuja contribuição foi marcante nessa área. Criou também, a partir dos anos 40, um orquestra de frevo que não só ficou famosa em sua trajetória local, mas também extrapolou a fronteiras de nossa região, conseguindo sucesso a nível nacional.

Seu sorriso aberto e franco, sua bondade, seu espírito nativo e criativo, valeram-lhe muitos amigos nos mais variados segmentos da sociedade. É justamente nessa época que a saudade bate mais forte sentindo a falta de Nelson Ferreira, Capiba e tantos outros que deixaram suas marcas no nosso querido Carnaval pernambucano.

Obrigado Nelson Ferreira pela alegria que você proporcionou ao nosso povo de Pernambuco. Que tal lembrarmo-nos de Nelson Ferreira, na música composta por ele mesmo, EVOCAÇÃO  NÚMERO 1, (tocada ainda com grande frequência nessa época).

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos, das 5 às 8 da manhã.

Zé  Ramalho, o mais tocado  / Foto: Divulgação

Por José Teles/JC

Frevo Mulher, de Zé Ramalho, lançada em 1978, por Amelinha, foi a música mais cantada e tocada no Carnaval pernambucano de 2019. Figura no topo de uma lista das dez músicas mais executadas na folia do Estado nos últimos cinco anos. A matéria distribuída pelo Ecad é elogiosa a Pernambuco, louvado por ser o Estado em que mais se prestigia os ritmos regionais, o que é questionável. O Ecad fez sua pesquisa em trios elétricos e nos palcos dos polos pernambucanos, que são hoje um vale-tudo rítmico, cabendo de Titãs a Pitty e Claudionor Germano.

A notícia elogiosa do Ecad ao repertório tocado no Carnaval pernambucano merece observações. Historicamente não é novidade. O frevo divide o espaço com marchinhas e sambas desde os anos 30, quando era gravado em quantidade quase ínfima em relação aos discos que as gravadoras cariocas lançavam com músicas carnavalescas, divulgadas pelo país inteiro. Os frevos e maracatus, nos anos 30 e 40, eram gravados no Rio, por grandes nomes do rádio. No entanto, esses discos eram direcionados ao mercado local, com tiragem pequena, não tocavam, a não ser eventualmente, nas rádios cariocas. Mesmo em inferioridade com a música importada de gravadoras como a RCA-Victor ou Odeon, as orquestras tocavam muito frevo, a maioria deles inédita em disco.

Basta dizer que Vassourinhas, o frevo de rua mais popular no Recife e Olinda, só foi gravado em 1949, pela Orquestra Tabajara (do maestro limoeirense Severino Araújo, que atuava no Rio e já era uma das mais famosas do Brasil). Com o surgimento da Rozenblit, a partir da instalação, em 1954, do estúdio e da fábrica de discos, o frevo foi o gênero dominante no Carnaval de Pernambuco e de estados da região. E não apenas os frevos. Sucessos do Carnaval carioca e, portanto, nacional, feito Cabeleira do Zezé (João Roberto Kelly/Roberto Faissal) ou Máscara Negra (Zé Kéti) foram lançados originalmente pela Rozenblit. Continue lendo

Estrangeiros tocam no Maracatu Porto Rico, com sede no Pina, na Zona Sul do Recife / Foto: Léo Motta/JC Imagem

Um ano inteiro se preparando, lá do outro lado do mundo. Vendo vídeos dos ensaios, ouvindo áudios, estudando. Tudo para fazer bonito e sentir a emoção de tocar em uma nação de maracatu. A japonesa Megumi Suzuki, 40 anos, foi apresentada ao Carnaval do Recife no ano passado. Veio, viu, curtiu, mas não se sentiu preparada para fazer parte do time de batuqueiros. Dessa vez, será diferente. Recém-chegada às terras recifenses, ela está contando as horas para a folia começar e poder viver, em suas palavras, “uma experiência única de vida”. Não estará sozinha. Ingleses, franceses, canadenses, africanos, holandeses. Não falta sotaque gringo no batuque dos maracatus. Uma presença que extrapola os dias de Momo. O interesse dos estrangeiros em participar de uma das maiores expressões culturais de Pernambuco é paixão que dura o ano todo e gera um intercâmbio que tem espalhado muitos frutos. Aqui e em várias partes do mundo.

“É quase impossível descrever a sensação de tocar no maracatu. Vai além dos tambores. É a energia, a força, a espiritualidade. Só entende quem vive essa experiência”, derrete-se a canadense Sarah Martin, 42, que estará nas fileiras dos batuqueiros do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife. Sarah se deparou com os primeiros batuques do maracatu em Toronto, onde mora. A afinidade foi tanta que ela decidiu conhecer de perto a musicalidade do grupo pernambucano. Não só conhecer e tocar, mas fazer parte do dia a dia da comunidade.

Sarah alugou uma casa no Alto José do Pinho, bairro da Zona Norte da capital, que abriga a sede do Estrela Brilhante. “É um aprendizado completo. Não só da realidade socioeconômica dos moradores, totalmente diferente da minha, mas também do calor humano, do acolhimento das pessoas, da riquíssima cultura que move a comunidade”, diz a canadense, completamente ambientada com a vizinhança.

De todas as apresentações que fará acompanhando o maracatu durante o Carnaval, Sarah acredita que a participação na Noite dos Tambores Silenciosos será a mais especial. “Sinceramente, cada vez que toco com o Estrela Brilhante é incrível. Mas estou muito ansiosa por esse momento. Sei que será inesquecível”, diz. Continue lendo

Por Naldinho Rodrigues*

O Carnaval está chegando, e que tal falarmos de uma figura que é sempre lembrada nesta época. Conhecem Lourenço da Fonseca Barbosa? E Capiba?

Capiba foi um compositor e instrumentalista que nasceu em Surubim, Pernambuco, e faleceu em 1997 em Recife.

Pouco depois  de seu nascimento, a família mudou-se para o Recife, onde Capiba integra com o pai, o maestro Severino Atanásio de Souza Barbosa (seu professor de música), e os 11 irmãos a Banda  Lira da Borborema. Com 8 anos, toca trompa e se apresenta em saraus e festas. Nessa época, herda do avô o apelido de “Capiba”, que no nordeste significa  jumento teimoso. Em 1920, morando na Paraíba, apaixona-se pelo futebol e joga profissionalmente no time do América e do Campinense.

Aos 16 anos, aprende rapidamente um punhado de valsas com o pai e é contratado como pianista do Cine Fox de Campina Grande em substituição à irmã Josefa. Numa tentativa de afastá-lo do esporte e da música para dedicar-se aos estudos, a família manda Capiba para João Pessoa, e o matricula no Liceu Pernambucano.

Na capital paraibana, trabalha acompanhando projeções de filmes do cinema mudo e torna-se amigo do empresário e cônsul da Holanda Oliver Von Sohsten, fundador da Rádio Clube da Paraíba e da Orquestra Tabajara, uma das mais famosas do Brasil. Com o amigo, monta  e dirige orquestras que se apresentam no Carnaval.

Em 1930 passa em concurso para o Banco do Brasil e é nomeado para trabalhar no Recife. Funda a Jazz Band Acadêmica. Formada por estudantes universitários, e a convivência com os acadêmicos faz com que Capiba se interesse por advocacia e, em 1932, é aprovado para cursar a Faculdade de Direito do Recife. Afasta-se da música por problemas de saúde.

Recuperado, em 1949 tem uma importante experiência e aprendizado ao tornar-se amigo e aluno do maestro Guerra-Peixe, que vem a Pernambuco trabalhar na Rádio Jornal do Comércio e pesquisar música nordestina. Com o maestro estuda harmonia e composição erudita. Nas décadas de 1950 e 1960, Capiba faz música para peças de teatro, como a Pena e a Lei, de Ariano Suassuna, Mandrágora, de Maquiavel, Dom Perlimpim com Belisa em seu Jardim, de Frederico Garcia Lorca, Cabra Cabriola, de Hermilo Borba Filho, O Coronel de Macambira, do poeta Joaquim Barbosa, e tantas outras.

Aposenta-se do Banco do Brasil em 1961, após 30 anos de serviço. Ainda na década de 1960, incentivado pela artista plástica Lidjane Bandeira, dedica-se ao hobby da pintura, ao mesmo tempo em que inscreve suas composições em festivais de música popular. Conquista o quinto lugar no segundo Festival Internacional da Canção, com a música São os do Norte que Vêm (1967), parceria com Ariano Suassuna.

Nos início dos anos 1970, é eleito patrono do movimento armorial, lançado o Recife por Ariano Suassuna, e recebe títulos de cidadão Benemérito de Olinda, Recife e Campina Grande. Personificação da música pernambucana. Capiba ainda hoje é considerado um dos mais importantes autores de frevo da história da música popular brasileira.

Capiba nasceu no dia 28 de outubro de 1904 e  faleceu em 31 de dezembro de 1997, de infecção generalizada depois de passar dez dias na UTI, aos 93 anos.

Por estarmos entrando no período carnavalesco vamos relembrar um dos maiores sucessos de Capiba: OH, BELA!

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 8 da manhã.

O Carnaval de Afogados da Ingazeira e o seu personagem mais característico, o tabaqueiro, foram destaque no último dia do evento “Bora Pernambucar”, promovido pelo Governo do Estado, no Marco Zero, quartel-general do Carnaval de Pernambuco.

Na programação, atrações de várias regiões do Estado, como Os Caretas de Triunfo, as La Ursas de São Caetano, os bonecos gigantes, como o Homem da Meia-Noite, dentre outras. Mas foram os tabaqueiros que chamaram a atenção do público, sendo parados a todo instante do percurso para tirarem fotos. Logo na chegada, o grande encontro do tabaqueiro gigante com um dos ícones do Carnaval de Pernambuco, o Homem da Meia-Noite.

A participação dos nossos tabaqueiros foi garantida pela parceria firmada entre a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e a Associação de Tabaqueiros do Município. A delegação foi coordenada pelo secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Afogados, Edygar Santos, e pelo seu adjunto, César Tenório.

Uma noite realmente mágica que marcou a inserção do tabaqueiro no calendário do Carnaval do Estado. A presença dos tabaqueiros na programação foi bastante festejada pelo secretário Estadual de Turismo, Rodrigo Novaes, presente ao evento. Ao som do nosso tradicional frevo, os tabaqueiros fizeram suas evoluções na passarela montada no Cais do Sertão, no Marco Zero, para uma grande multidão de foliões. 

“O evento foi muito bonito, estamos todos muito felizes com a repercussão, e orgulhosos de podermos apresentar a nossa tradição do tabaqueiro para os foliões de Recife, e por estarmos dando um passo histórico para o fortalecimento do nosso carnaval, inserido no calendário do Estado,” destacou Edygar. Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Afogados da Ingazeira.

“Parasita” foi escolhido como melhor filme na 92ª edição do Oscar realizada neste domingo (09) em Los Angeles, nos Estados Unidos. A produção do diretor Bong Joon-ho ganhou 4 estatuetas: melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original e melhor filme internacional.

O filme concorria com “Coringa”, “Jojo Rabbit”, “1917”, “História de um Casamento”, “Adoráveis Mulheres”, “Era Uma Vez em… Hollywood”, “Parasita”, “Ford vs Ferrari” e “O Irlandês”, e tinha sido indicado em 6 categorias.

Cerimônia e Faturamento

Entre os filmes indicados na categoria principal do Oscar, “Coringa”, de Tod Phillips, foi o que mais faturou nas bilheterias mundiais em 2019. Em toda história do cinema, o longa é o 1º filme não recomendado para menores de 17 anos (a 2ª classificação mais restrita nos Estados Unidos) a arrecadar mais de US$ 1 bilhão. Também é o 3º filme a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão sem ter sido lançado na China. A obra de Tod Phillips conseguiu retorno de 15 vezes o valor usado para produzir o filme, de acordo com a revista Forbes. A produção custou US$ 62,5 milhões.

Já “1917”, com orçamento de US$ 100 milhões, faturou US$ 287,3 milhões nas bilheterias do mundo todo, segundo o Box Office Mojo, site norte-americano que mostra a evolução das receitas das bilheterias de forma sistemática. De acordo com o site, os longas “Parasita”, “Ford vs Ferrari”, “Era Uma Vez em… Hollywood”, “Jojo Rabbit” e “Adoráveis Mulheres” , arrecadaram, respectivamente, US$ 165,3 milhões, US$ 222,9 milhões, US$ 374,2 milhões, US$ 74,2 milhões e US$ 177,1 milhões.

Não é possível saber exatamente quanto “O Irlandês” arrecadou nas bilheterias mundiais, já que o filme permaneceu apenas um mês em cartaz, e foi lançado em poucas salas de cinema nos Estados Unidos e Reino Unido. No entanto, o site britânico Express estimou, em 2 de dezembro, que o faturamento bruto internacional do filme nas bilheterias tenha sido de aproximadamente US$ 559,6 mil. Depois que o longa de Martin Scorsese saiu de cartaz, passou a ser transmitido na Netflix em 27 de novembro. A plataforma de streaming informou que mais de 26 milhões de pessoas assistiram ao filme em sua 1ª semana de lançamento. A produção do longa custou US$ 159 milhões. Continue lendo

É a primeira vez que o calunga sai das fronteiras de Pernambuco / Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

O Homem da Meia Noite vai desfilar pela primeira vez no Carnaval de Salvador. A apresentação do gigante mais querido de Olinda vai acontecer na Segunda-Feira de Momo, a partir das 19h, no tradicional circuito Barra-Ondina da capital baiana. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (06), em coletiva de imprensa na sede da agremiação, no bairro do Bonsucesso, em Olinda.

O calunga, que é Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2006, já havia desfilado algumas vezes fora de Olinda, com apresentações no Recife, no Morro da Conceição, e em Arcoverde, no Sertão, mas é a primeira vez que sai das fronteiras de Pernambuco. A apresentação em Salvador em nada alerta o tradicional desfile pelas ladeiras de Olinda, que acontece sempre à meia noite do sábado para o domingo de Carnaval.

Homenagem à água

O Homem da Meia Noite irá homenagear a água no Carnaval 2020. Com o tema “Chover”, o Calunga aborda de maneira criativa e lúdica, a preservação da água. Os homenageados serão a orquestra do Maestro Oséas, Rogério Rangel e o Cordel do Fogo Encantado. A ideia é levar esperança para o povo do Cais ao Sertão, onde surgiram os primeiros bonecos gigantes, em Belém de São Francisco.

“Nosso tema é uma exaltação à vida e não tem como a gente não se emocionar quando a gente fala sobre a vida, então eu acho que vai ser um momento muito emocionante”, comentou o presidente do Homem da Meia Noite, Luiz Adolpho.

Por Naldinho Rodrigues*

O nosso homenageado de hoje será Luiz Carlos dos Santos. Nome artístico, Luiz Melodia. Que nasceu no morro de São Carlos no bairro Estácio de Sá, Rio de Janeiro, no dia 07 de janeiro de 1951.

Filho do sambista e compositor Oswaldo Melodia, com oito anos já frequentava, com o pai, as rodas de partido-alto, seresta e choro. Na década de 60, Luiz Melodia frequentou programas de calouros. No início dos anos 70, integrou-se ao movimento tropicalista.

A experiência levou a cantora Gal Costa a gravar sua música Pérola Negra no álbum Gal a Todo Vapor (1972). Suas composições traziam elementos do baião, jazz e rock. Os três primeiros álbuns que lançou Pérola Negra (1973), Maravilhas Contemporâneas (1976) e Mico de Circo (1978), reúnem o melhor de suas composições.

Com a carreira consolidada, Luiz Melodia realizou shows e participou de festivais nacionais e internacionais. Em quatro décadas de carreira gravou poucos discos. Em 2014 lançou “Zerima” seu 15º título, o primeiro de canções inéditas desde Retrato dos Artista, Quando Coisa, de 2001.

Apresentou um repertório de variação do samba, do samba-canção e das interpretações impregnadas de soul e blues. Entre seus maiores estão “Ébano”, “Fadas”, “Congênitos”, “Dores de Amores”, “Magrelinha”, “Juventude Transviada” e “Pérola Negra”.

Único filho homem de Oswaldo e Eurídice, descobriu a música ao ver o pai tocando em casa. Luiz Melodia se definia como um compositor de tudo, mas antes de tudo sou um negro, disse certa vez, 

Depois de diagnosticado com um miolema múltiplo, nome técnico deste tipo raro de câncer no sangue, Luiz Melodia iniciou o tratamento com quimioterapia, porém foi submetido a um transplante de medula óssea, pois não estava respondendo bem ao tratamento com a quimioterapia. A cirurgia fora bem sucedida, mas a doença não regrediu. Enquanto esteve internado, sua casa na Zona Sul do Rio fora invadida por bandidos que levaram alguns pertences do cantor, incluindo o computador onde estava guardado todo seu acervo histórico.

Luiz Melodia faleceu no Rio de Janeiro, aos 66 anos, no dia 04 de agosto de 2017, em decorrência de complicações de um câncer da medula óssea. A morte de Luiz Melodia foi lamentada por grandes nomes da música brasileira.

Relembre o saudoso e afinado cantor Luiz Melodia em um de seus principais sucessos no início de sua carreira…Juventude Transviada!

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos, das 5 às 8 horas da manhã.

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As pessoas interessadas em inscrever candidatos no XV Concurso de do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco contarão com uma capacitação a respeito da seleção, a partir da segunda-feira (03). A formação presencial oferecida pela Secult-PE/Fundarpe, por meio da Gerencia Geral de Preservação do Patrimônio Cultural e a Coordenação de Patrimônio Imaterial, tem o objetivo de informar e esclarecer dúvidas sobre os procedimentos de inscrição no processo. Para atrair inscritos de cada vez mais municípios do estado, refletindo a diversidade cultural de Pernambuco, o curso será oferecido em sete regiões de desenvolvimento, incluindo Agreste e Sertão. Para participar, basta comparecer aos locais e horários indicados no final deste texto, sem necessidade de inscrição prévia. 

A capacitação ocorrerá entre 3 e 8 de fevereiro. Haverá turmas nas cidades de São José do Egito (Sertão do Pajeú), Salgueiro (Sertão Central), Ouricuri (Sertão do Araripe), Santa Maria da Boa Vista (Sertão do São Francisco), Belém do São Francisco (Sertão do Itaparica), Floresta (Sertão do Itaparica) e Caruaru (Agreste Central). A formação será ministrada pelo técnico da Fundarpe Elinildo Marinho. 

SELEÇÃO 

O XV Concurso Público de Registro do Patrimônio Vivo destina-se à inscrição de pessoa física ou jurídica, sem fins lucrativos, de natureza cultural, ao Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco – RPV-PE. Os selecionados receberão bolsa de incentivo financeiro mensal concedida pelo Governo Estadual, em cumprimento ao disposto na Lei Estadual nº 12.196, de 02 de maio de 2002 (alterada pela Lei Estadual n º 15.944, de 14 de dezembro de 2016), regimentada pelo Decreto nº 27.503 de 27 de dezembro de 2004. 

O RPV-PE tem por finalidade o apoio financeiro e a preservação dos modos de fazer, técnicas e saberes da cultura tradicional ou popular pernambucana mediante atividades, ações e projetos desenvolvidos por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, sem fins lucrativos, residentes ou domiciliados e com atuação no Estado há mais de 20 anos, contados da data do pedido de inscrição. 

As inscrições para o concurso poderão ser realizadas presencialmente ou pelos correios no período de 20 de janeiro a 20 de março. Presencialmente, de segunda-feira a sexta-feira, sempre das 9h às 16h, protocolada na recepção da Fundarpe. Pelos correios, com Aviso de Recebimento (AR), com data de postagem até o dia 20 de março de 2020 (último dia de inscrição), para o endereço: Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe, Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural, Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista, Recife-PE, 50050-000. 

Locais das Formações Presenciais do XV Concurso do RPV-PE – 2020: 

São José do Egito

3 de fevereiro

Auditório da Secretaria municipal de educação (Rua do Poeta, S/N, Centro)

15 horas  Continue lendo

Por Naldinho Rodrigues*

A nossa homenagem vai para os fãs de Anísio Silva, que foi um cantor e compositor de estilo romântico. Anísio Silva nasceu  em 29 de julho de 1920 e faleceu no dia 18 de fevereiro de 1989.

Anísio Silva nasceu numa fazenda, pertencente ao município baiano de Rio do Antonio, na época, território da cidade de Caetité, em fase de emancipação do distrito, hoje cidade, de Caculé. Antes de iniciar carreira artística foi balconista de farmácia.

Anísio Silva iniciou a sua carreira em 1952, no Rio de Janeiro, já no estilo romântico . em 1957 assinou contrato com a gravadora Odeon, na qual viveria a melhor fase de sua carreira. nesse ano seu primeiro sucesso “Sonhando Contigo”, título também de seu primeiro LP.

O segundo veio dois anos mais tarde intitulado “Anísio Silva Canta Para Você”, do qual se destacou a guarânia “Quero Beijar-te as Mãos”. Mas o grande estouro de sua carreira veio em 1960, com o lançamento do disco “Alguém me Disse”, quando vendeu mais de dois milhões de cópias deste disco, tornando-se o primeiro cantor do Brasil a ganhar o Disco de Ouro.

A faixa-título, um bolero de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, tornou-se o maior da careira de Anísio Silva. A música foi regravada pela cantora Gal Costa em 1988.

Voltou a gravar ao longo de sua carreira inúmeras músicas Jair Amorim e Evaldo Gouveia. Em 1962, gravou mais um disco “O Romântico” com mais êxitos como: “Abraça-me”, e  “Ave Maria dos Namorados”. Gravou seus dois LPs pela Odeon no ano seguinte: “Só Penso em Ti” e “Canção do Amor que Virá”. o último disco do período veio em 1964, intitulado “Estou Chorando por Ti”.

Ficou afastado da vida artística por um período de três anos “Retorno” (1967)  e “Lembrança de Você” (1968) foram seus últimos trabalhos pela gravadora Odeon, afastando-se novamente em 1968, para dirigir uma casa noturna de sua propriedade no Rio de Janeiro. Voltou esporadicamente à carreira artística. Vendeu mais de 10 milhões de discos.

Anísio Silva foi amigo do presidente Juscelino Kubitschek. Cantou na inauguração  de Brasília em 1960. Apelidado de o Rei do Bolero, ficou sete anos como número um do Brasil em campeão de vendas de discos, como também na Argentina, Paraguai e Portugal.

Foi recordista em direitos autorais. artista que mais vendia na época na gravadora Odeon. Gravou mais de 50 discos entre LPs e Compactos. Em 1994 sua gravação de “Alguém me Disse” foi incluída pelo crítico Ricardo Cravo Albin na coleção “As 100 músicas do Século XX”.

Ainda hoje seus discos são relançados em CD pela Emi Music. Mesmo tendo falecido em 1989 suas músicas são ainda muito executadas no Brasil e no exterior. Anísio Silva morreu no Rio de Janeiro de infarto em seu apartamento no bairro do Flamengo, em 18 de fevereiro de 1989. Deixou dois filhos de  seu único casamento. Sendo seu  filho Vini Silva produtor artístico e cultural, continuador de sua obra. Relembre Anísio Silva cantando o seu maior sucesso. Aliás, quem nunca pronunciou o título de seu maior sucesso?  ALGUÉM ME DISSE…

*Naldinho Rodrigues é locutor de rádio. Apresenta o programa Tocando o Passado pela Rádio Afogados FM, sempre aos domingos das 5 às 8 da manhã.

Acontece nesta quinta-feira (30), mais uma edição do projeto Quinta Cultural. Dessa vez, homenageando o frevo pernambucano e escolhendo os novos Rei e Rainha da folia afogadense para este ano. A programação tem início às 18h, na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara.

O concurso das majestades do carnaval tem por finalidade valorizar o carnaval de Pernambuco, homenageando o seu ritmo mais singular e característico: o frevo. Além do Rei e Rainha, também serão escolhidos os novos Príncipe e Princesa do nosso carnaval, com os concorrentes na faixa etária entre 8 e 15 anos.

O evento contará com a presença e participação do coreógrafo recifense, Júnior Viegas, que virá a Afogados da Ingazeira com sua companhia de dança. Eles integrarão o corpo de jurados. Os itens para julgamento serão diversidade de passos, continuidade – elementos de ligação, graça e leveza, harmonia entre música e dança.

Além da companhia de dança estúdio Viegas, haverá também apresentação do Balé Afogadense Expressarte. Os frevos ficarão sob a responsabilidade da Orquestra Show de Frevo. 

Por Sara Rabelo

Localizada no Sertão do Pajeú, Triunfo tem como principal atração à figura exclusiva dos Caretas, que se tornou marca registrada do Carnaval Triunfense desde os idos de 1917, que se transformou em um dos mais irreverentes do Estado. 

Durante todo o ano, o município é invadido por esses mascarados que cortejam pelas ruas principalmente nos dias de folia, levando brilho, cor e muita animação para os brincantes. 

O medo que quase sempre causam com os estalos de seus relhos e sinos de suas tabuletas formam uma mistura de elementos que, marcando as lembranças dos indivíduos na brincadeira dão vida e excepcionalidade ao personagem.

Durante a semana de festa, a programação de palco busca agradar a todos os públicos de todas as idades. Além disso, todo ano na segunda-feira carnavalesca acontece o desfile dos Caretas, e por isso, os participantes se tornam cada vez mais criativos e caprichosos. Cortejos de blocos de rua são oferecidos na semana pré-carnavalesca para ir esquentando o clima da cidade e se estendem até a quarta-feira de cinzas. A folia de Triunfo é marcada por muita festa e animação. Venha você também participar dessa festa!

Em 2019 (nesta foto), o Galo da Madrugada também foi assinado por Leopoldo Nóbrega / Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

O mistério sobre o projeto e conceito do Galo da Madrugada de 2020 chegará ao fim nesta terça-feira (28), quando a Prefeitura do Recife e o artista Leopoldo Nóbrega, responsável por confeccionar a alegoria em 2020, irão apresentar o grande símbolo do Carnaval pernambucano. O majestoso Galo da Madrugada Gigante, que é erguido na Ponte Duarte Coelho, no centro do Recife, sempre levanta polêmica.

‘Vocês vão ficar chocados’

Responsável por assinar a peça no Carnaval também em 2019, Leopoldo Nóbrega garantiu que neste ano deixará todos “chocados”. Desta vez, a maior figura da folia recifense se erguerá na Ponte Duarte Coelho com o tema ‘O Galo Circense de Olho no Futuro’, em sintonia com o tema do Carnaval da capital pernambucana ‘O universo do circo, a criança e a cultura popular’. “Eu vou apresentar todo o projeto e vocês vão ficar chocados!”, frisou Leopoldo.

Em 2019, o Galo da Madrugada faz uma homenagem às mulheres: costureiras, cantoras, organizadoras, carnavalescas, passistas, e outras mulheres que de alguma forma o ajudaram a se consolidar como o maior bloco de Carnaval do mundo.

Chamada de “Galo Artesão”, a alegoria teve roupa confeccionada com 50% de tecidos reutilizados do Polo de Confecção de Pernambuco. A peça teve um visual inspirado no jeans e em elementos afro.