Economia

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade maleu lapa-el – Considerando que todos afirmar ser o Sistema Tributário do Brasil um dos mais complexos do mundo, fale-me como trabalhar com este tema, no curto prazo e numa visão de futuro.

Papa – É comum ouvirmos dos empresários, logo no início de um trabalho de consultoria, a seguinte indagação: “Devo fazer um Planejamento Tributário?” Procuro, em conjunto com o demandante, responder a seguinte pergunta: “Os custos relativos à tributação têm impacto sobre suas atividades em nível que possa comprometer sua competitividade?” Se a resposta for positiva recomendo adotar a prática.

Quando tais dispêndios são absorvidos pelos seus custos sem criar embaraços quanto a capacidade de competir entendo que o assunto – como todo custo -, precisa de atenção. Sem necessidade de um planejamento especifico. Pode ser tratado no Planejamento Financeiro com a riqueza de detalhes compatível com a atividade.

No caso da elaboração do Planejamento Tributário recomendo que o trabalho seja feito com participação de profissionais habilitados, com conhecimento em legislação tributária, finanças e custos operacionais. Uma equipe que julgo ideal seria composta por Advogado Tributarista, um Contabilista, o responsável pelas finanças na organização um funcionário para apoio.

Esta composição deriva da necessidade de atender os objetivos, o trabalho tem média complexidade. O Planejamento Tributário pode ser conceituado como: “Gestão do pagamento de tributos de uma organização quanto à tempestividade e a possibilidade de redução legal”. Na minha opinião o primeiro passo para seu êxito é o correto enquadramento no “Regime Tributário” compatível com as atividades desenvolvidas.

Necessário se faz dizer que entre os objetivos de um Planejamento Tributário não figura a pratica da sonegação. Enumeramos aqui, três principais: a) Evitar a incidência do imposto sobre base indevida, criando mecanismos legais para sua redução; b) Reduzir os valores totais a serem recolhidos, com a correta utilização de incentivos fiscais e compensações; e c) Retardar o pagamento utilizar práticas licitas que permitam diluir as parcelas ou alargar vencimentos, isto é diferente de ficar inadimplente.

Sonegar é crime e sonegação anda no sentido contrário de elisão, o primeiro é condenável e o segundo é correto utilizar. A elisão fiscal é uma pratica utilizada na contabilidade para permitir economia no pagamento de impostos, corresponde a seguir as práticas adequadas, com utilização de metodologia que alcance as permissões da lei ou omissões dela para reduzir o peso dos impostos no orçamento, é fazer o certo.

Apesar da severa seca de Brasília, a drástica redução na circulação de pessoas na Câmara dos Deputados derrubou a quase zero o consumo de garrafas de água no local durante a pandemia da covid-19. Entre abril e junho, a queda foi de 97%, uma economia de R$164 mil. Já o consumo de copos descartáveis caiu 90%, de 14 mil para 1,4 mil unidades, uma economia de R$ 26 mil. O sistema de transportes também apresentou uma redução significativa, com economia de R$ 206 mil em gastos com combustíveis e táxi.

Mesmo sem o funcionamento de comissões e com sessões do plenário remotas há seis meses, a Câmara manteve, no entanto, altos gastos com moradia em Brasília para os deputados, que mal estiveram na capital em 2020, e com os salários dos assessores parlamentares, que continuam trabalhando remotamente. 

A Câmara tem atualmente 365 apartamentos funcionais ocupados pelos deputados. Outros 57 recebem auxílio-moradia em dinheiro e 105 o ressarcimento por meio de recibo de locação. O total gasto nesse ano com esse auxílio foi de quase R$ 5 milhões (R$ 4.973.087,31).

Outro grande gasto de recursos da Câmara que se manteve foi com os salários dos assessores parlamentares, que continuam trabalhando remotamente. Os secretários parlamentares prestam serviços de secretaria, assistência e assessoramento direto e exclusivo aos gabinetes dos deputados. Hoje, a Câmara conta com 9.664 secretários parlamentares ativos, sendo que cada secretário recebe entre R$ 1.025,12 e R$ 15.698,32, em cargos de livre nomeação e livre exoneração. Cada parlamentar pode contratar entre 5 e 25 secretários.

A verba mensal por gabinete para salários é de R$ 111 mil, o que faz com que somados os gastos dos 513 deputados esta seja a maior despesa da Casa. O valor é destinado ao pagamento de salário dos secretários parlamentares. Os encargos relativos a décimo-terceiro salário e férias estão fora desse valor. São pagos com recursos da Câmara dos Deputados. Continue lendo

A primeira fase de leilões de saneamento iniciará por Alagoas, cujo certame está marcado para semana que vem, em 30 de setembro. Em 2021, será realizado o maior projeto do Brasil, com o leilão do serviço de água e esgoto do Rio de Janeiro, com a concessão da Cedae. Depois disso, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), há negociações alinhavadas no Acre, Amapá, Rio Grande do Sul e Ceará. As informações foram divulgadas ontem durante a conferência Invest in Brasil Infrastructure, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Hoje, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada e mais de 100 milhões não contam com coleta de esgoto. O setor precisa de investimentos de R$ 700 bilhões até 2033 para que os serviços sejam universalizados, como prevê o novo marco do saneamento. 

O ministro Rogério Marinho ressaltou que a carteira de obras do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), tanto em saneamento quanto em outras áreas, oferece o que o mercado procura. “Temos previsibilidade, segurança jurídica e respeito aos contratos”, afirmou. “O novo marco do saneamento permite o investimento público privado no setor. Estamos reformulando nosso portfólio para permitir investimentos verdes (sustentáveis) em infraestrutura e a primeira fase de leilões será em Alagoas”, completou.

A região da concessão soma cerca de 1,5 milhão de habitantes de um total de 3,3 milhões no estado de Alagoas. Estão previstos investimentos de R$ 2,6 bilhões, sendo necessário o aporte de R$ 2 bilhões nos primeiros oito anos. A concessionária terá de universalizar o abastecimento de água em seis anos e levar rede de esgoto para 90% da população até o 16º ano do contrato, previsto para durar 35 anos.

O presidente da Apex-Brasil, Sérgio Segovia, reforçou que o marco legal do saneamento se tornou um grande atrativo para investir no país. “Ele traz segurança aos negócios. Nossas portas estão abertas para receber investimentos estrangeiros”, explicou. “O novo marco legal é uma vitória para oferecer oportunidades a investidores estrangeiros. O BNDES e a Caixa Econômica Federal estão trabalhando para desenvolver projetos no setor”, afirmou Carlos Pio, da Câmara de Comércio Exterior (Camex). De acordo com o gerente nacional da Caixa, André Oliveira Araújo, o banco já realizou três leilões na área de saneamento: Aracaju (SE), Franco da Rocha (SP) e Feira de Santana (BA). “Para 2021, estão previstos investimentos em 44 projetos de tratamento de esgoto urbano e 12 em saneamento”, disse. Continue lendo

O presidente Jair Bolsonaro pode ligar o sinal de alerta. Pelo que projetam os especialistas, além de a economia continuar andando a passos lentos, o país terá um Natal de preços em alta e de mais desemprego. Uma combinação explosiva para quem só pensa na reeleição. 

Segundo o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, os preços dos alimentos continuarão subindo. E todos os produtos tradicionais do Natal, que, na maioria, são importados, incorporarão a disparada do dólar. “Não será fácil”, afirma. 

Pelos cálculos de Freitas Gomes, em meio à onda de reajustes de preços — a inflação dos últimos três meses do ano será maior do que os projetados inicialmente —, mais brasileiros voltarão a procurar emprego. Como não haverá vagas para a grande maioria, o desemprego continuará subindo, superando os 15% (está em 14,3%). 

No caso da inflação, acrescenta o economista da CNC, os preços tenderão a dar uma acomodada, mas não vão cair. Em relação ao desemprego, diz ele, a situação será mais dramática, pois a escassez de vagas vai aumentar. No mínimo, a economia levará oito trimestres para retornar aos níveis pré-pandemia. 

“Historicamente, no Brasil, os Natais mais abundantes sempre foram aqueles com dólar barato e sem a preocupação de procurar emprego”, afirma Freitas Gomes. É um quadro exatamente diferente do que o que estamos vendo agora. Faltam empregos e o dólar caminha para R$ 6. 

Crédito ficando mais caro 

Há outro agravante no horizonte: o encarecimento do crédito. Apesar de o Banco Central ter mantido a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano, o nível mais baixo da história, os juros futuros, que servem de parâmetro para a formação do custo do dinheiro, estão em disparada.  Continue lendo

Agência Brasil

Segundo dados da pesquisa PNAD Covid-19, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego em Pernambuco aumentou pelo quarto mês seguido. De acordo com o levantamento, 574 mil pessoas que já estavam desempregadas e buscaram ativamente um emprego, não obtiveram sucesso no mês passado.

Em maio, primeiro mês da pesquisa, 382 mil pessoas estavam nessa situação. A pesquisa mostra ainda que a taxa de informalidade em Pernambuco aumentou 1 ponto percentual entre julho e agosto, saindo de 40,7% para 41,7% da força de trabalho ocupada e chegando a 1 milhão e 326 mil trabalhadores, 42 mil a mais do que no mês anterior. 

Em agosto, o índice de desempregados chegou a 15,3%, contra 13,5% em julho, 12,6% em junho e 10,5% em maio. Por outro lado, o número de pessoas ocupadas no estado parou de cair no mês passado. Em julho, eram 3 milhões e 153 mil e, em agosto, esse número passou para 3 milhões e 177 mil pessoas, um discreto aumento de 24 mil trabalhadores. 

Já a quantidade de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho, devido ao distanciamento social, também diminuiu pelo quarto mês consecutivo. Em julho, eram 313 mil; em agosto, não passavam de 170 mil, uma queda de 45,6% entre um mês e outro. Os números também caíram sensivelmente em relação a maio, passando de 28,8% para 5,3% da população ocupada. Ainda segundo a pesquisa, 9,5% da população pernambucana ocupada e não afastada do trabalho trabalharam de forma remota no último mês, frente a 10,7% no mês de julho.

BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

A movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional dos Guararapes, na Zona Sul do Recife, teve um aumento de 443,30% entre abril e agosto deste ano, de acordo com análise divulgada pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) nesta terça-feira (22), feita a partir de dados da Aena Brasil, administradora do terminal.

No mês de agosto, segundo a Empetur, o terminal da capital pernambucana, principal porta de entrada do Estado, contabilizou 240 mil pessoas chegando e partindo, um número bem acima dos do início da pandemia, em abril, quando os registros beiravam os 44 mil.

Com a retomada gradual do turismo em Pernambuco, destinos como Porto de Galinhas já sentem o retorno dos visitantes do Sudeste e Sul do País. Para a volta da atividade, dentro do Plano de Convivência do Turismo, foram criados 12 protocolos de segurança. As medidas contemplam segmentos como hotéis, atrativos turísticos, restaurantes e guias de turismo.

“A retomada gradual das atividades do turismo em Pernambuco foi discutida pelo governo do Estado com o trade turístico, para que pudéssemos oferecer a maior segurança para os visitantes e pernambucanos. Esse cuidado se reflete nos bons números que temos registrado na movimentação de passageiros a cada mês. Somado a isso, nossa malha aérea também se expande e já permite observar a volta de turistas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e do Sul do Brasil a Porto de Galinhas”, afirmou o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes.

Malha aérea

O crescimento da malha aérea de Pernambuco em setembro, previsto para ser 33% maior que em agosto, aponta que os números seguirão aumentando. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), estão previstos 81 pousos e decolagens diários neste mês.

E para além dos números da malha aérea, outros dados permitem observar o ritmo de retomada do turismo em Pernambuco. Levantamento feito pelo IBGE revela o crescimento de 18,9% do índice de atividades turísticas em julho. O resultado colocou o Estado em primeiro lugar do País, ultrapassando a média nacional de 4,8%.

O Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos a ser lançado em 16 de novembro pelo Banco Central (BC), permite o cadastro de chaves para identificar a conta dos clientes e, assim, realizar pagamentos e transferências.

A chave Pix, que pode ser CPF/CNPJ, e-mail, número de telefone ou sequência aleatória, será sempre informada pelo recebedor. Em seguida, o pagador usará o aplicativo do banco para inserir o código e realizar a transação.

Assim, não será mais preciso informar os números da instituição, da agência e da conta, por exemplo, para fazer pagamentos. Basta dizer qual é a chave, trazendo, assim, mais agilidade e simplicidade nas transações.

“No final de semana, por exemplo, o vendedor vai conseguir ter o dinheiro mais rápido e o custo vai diminuir por causa do Pix”, explica o coordenador do curso de ciências econômicas do Centro Universitário Iesb, Riezo Almeida.

O Pix funcionará como uma alternativa para efetuar transações, além dos modelos tradicionais já existentes, como TED, DOC, boleto, cheque e cartões. O cadastro da chave pode ser feito a partir de 5 de outubro.

Chave = agilidade

A proposta do Banco Central, que protocolou o sistema de pagamentos, é baixar custos e aumentar a velocidade das operações. O serviço estará disponível 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias do ano.

Não é necessário cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. No entanto, o cadastramento da chave é “altamente recomendável” para realizar as transações, segundo o Banco Central, por motivos de agilidade. Continue lendo

Funcionário de posto de gasolina abastece carro em São Paulo (22/08/2013)

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (22) o reajuste de 4% ao preço do litro de gasolina vendido às refinarias. A mudança vale a partir desta quarta-feira (23). O diesel não sofreu reajuste.

O aumento é um reflexo da alta do dólar e do preço do petróleo no mercado internacional. O preço final, passado ao motorista, dependerá do mercado, já que cada posto tem sua própria política de valor, sobre os quais incidem impostos, custos operacionais e mão de obra.

 “Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo.

A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explica, em nota, a estatal.

Segundo a companhia, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis.

São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. “Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis”.

Índice de confiança na indústria de setembro pode ser o maior desde 2013

A recuperação da confiança do empresariado da indústria está sendo rápida e ampla. A prévia para setembro do Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) aumentou 7,2 pontos em relação ao resultado final apurado em agosto e alcançou 105,9 pontos. Se esse resultado for confirmado no ICI final do mês, que deve ser anunciado na semana que vem, será o melhor resultado desde janeiro de 2013, quando alcançou 106,7 pontos.

O resultado registrado há mais de sete anos marcava o auge do período de crescimento da economia que, por variados fatores positivos, como a boa fase do mercado internacional de produtos brasileiros, beneficiou a administração do PT, no poder desde 2003. Em 2014, ano em que a presidente Dilma Rousseff foi reeleita, a fase de prosperidade que favoreceu o lulopetismo se esvaía, prenunciando a grave crise econômica da qual o País ainda se esforça para sair. A retomada do crescimento, a partir de 2017, está sendo lenta. A indústria há anos mostra dificuldades maiores que outros setores para se recuperar.

A pandemia teve impacto muito forte sobre toda a economia. Na indústria, se avaliado pela evolução do ICI, foi impressionante. Entre março e abril, o índice caiu 39,3 pontos, de 97,5 para 58,2, uma queda de 40% em apenas um mês. A recuperação, lenta a partir de maio, se intensificou nos meses mais recentes, até alcançar, na prévia de setembro, a pontuação que coloca o Índice em um de seus pontos mais altos dos últimos anos. Continue lendo

A Revista Forbes acaba de divulgar sua lista anual de bilionários brasileiros. A lista, segundo a Revista, segue os mesmos critérios da Forbes americana, tendo as Bolsas de Valores como a principal fonte de informação. Ainda segundo a publicação, não são considerados patrimônios pessoais por não serem dados públicos, diferentemente do que ocorre com os dados das Bolsas de Valores. 

A lista de bilionários brasileiros saltou de 206, em 2019, para 238 bilionários, em 2020. Em 2012, o Brasil tinha 72 bilionários.

Os bilionários brasileiros somaram juntos, em 2020, R$ 1,6 trilhão. Os bilionários cearenses somam R$ 74,60 bilhões, ficando atrás apenas de São Paulo, com R$ 510,37 bilhões, Rio de Janeiro, com R$ 424,46 bilhões e Santa Catarina, com R$ 74,60 bilhões.

Pernambuco vem em décimo, com a soma do patrimônio dos bilionários pernambucanos chegando a R$ 12,62 bilhões. 

Vejam as listas dos bilionários pernambucanos segundo a ordem nacional de classificação da Forbes:

1) – 145ª. Lisiane Gurgel Rocha – Indústria e Varejo de Moda – Grupo Guararapes/Riachuelo – R$ 2,51 bilhões;

2) – 148º. Elvio Gurgel Rocha – Indústria e Varejo de Moda – Grupo Guararapes/Riachuelo – R$ 2,47 bilhões;

3) – 149º. Flavio Gurgel Rocha – Indústria e Varejo de Moda – Grupo Guararapes/Riachuelo – R$ 246bilhões;

4) – 160º. Antônio Augusto de Queiroz Galvão – Construção Civil/Petróleo e Gás – Enauta (antigo Grupo Queiroz Galvão) – R$ 2,2 bilhões;

5) – 178ª. Anita Louisa Regina Harley – Varejo – Casas Pernambucanas – R$ 1,85 bilhão

6) – 230º. Paulo Sergio Freire Macedo e Família – Segurança Provada – Grupo Nordeste.

Em 143º vem o empresário José Janguiê Bezerra Diniz – Educação e Setor Imobiliário – Ser Educacional – R$ 2,65 bilhões, que consta na relação dos bilionários da Paraíba.

Ainda de acordo com o levantamento da Forbes, além do Ceará, de Pernambuco e da Paraíba, apenas o Maranhão, entre os Estados nordestinos, apresenta um bilionário. Trata-se de Ilson Mateus, do Grupo Mateus, do ramo de Supermercados, que aparece como o 9º bilionário mais rico do Brasil, com R$ 20 bilhões. São Paulo aparece com 99 bilionários, o Rio de Janeiro, com 34, Minas Gerais, com 24 e Santa Catarina, com 18.

Após a abertura oficial da janela de exportação de uvas do segundo semestre na semana passada, os pedidos da Europa começaram a chegar com maior frequência. Como os parreirais ainda estão se recuperando dos problemas enfrentados com a chuva no primeiro semestre, a produtividade não está muito alta, apesar de já ter aumentando frente há meses anteriores.

Neste cenário, produtores temem não ter volumes suficientes para abastecer os mercados interno e externo, visto que a demanda internacional pelas uvas brasileiras foi muito forte no início do ano, e deve continuar assim nos próximos meses.

Com a taxa de câmbio favorável, é esperado que produtores foquem na comercialização ao exterior em detrimento da doméstica. Assim, os preços das uvas no mercado brasileiro, que no geral já estão elevados para o período, devem continuar firmes pelo menos nas próximas semanas.

Assim, mesmo as uvas que são pouco exportadas conseguiram se valorizar: a BRS vitória fechou em R$ 8,02/kg e a BRS isis, em R$ 6,78/kg, altas de 12,7% e 7,8%, respectivamente (ambas embaladas). As informações são da HF Brasil.

A Caixa Econômica Federal (CEF) paga, nesta segunda-feira (21), a sexta parcela do auxílio emergencial – agora no valor de R$ 300 – a 1,6 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família.

O cronograma de pagamento é organizado conforme o Número de Identificação Social (NIS) final do beneficiário. Nesta segunda, recebem os que têm o NIS final igual a 3 (veja o calendário mais abaixo).

O dinheiro será depositado da mesma forma que o benefício regular. Dessa maneira, é preciso usar o cartão nos canais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa aqui; ou por crédito na conta Caixa fácil.

O pagamento para esse grupo obedece ao calendário habitual do Bolsa Família, pago nos últimos 10 dias úteis de cada mês. O valor será creditado em dobro (R$ 600) caso a mãe seja chefe de família.

Beneficiários do Bolsa Família que se encaixam nas regras do auxílio emergencial e receberam a primeira parcela logo em abril irão ganhar a sexta parcela entre a última quinta-feira (17) e o dia 30 de setembro.

Os depósitos das novas parcelas seguem até dezembro deste ano. No total, cerca de 16,3 milhões de cadastrados do Bolsa Família recebem o auxílio emergencial.

Confira o cronograma:

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Não sou do Bolsa Família

A partir desta terça-feira (22), as opções de saque e transferência do auxílio de R$ 600 serão liberadas a 3,6 milhões de nascidos em fevereiro. O uso desse dinheiro estava limitado a transações on-line.

Neste caso, são informais, autônomos, desempregados e MEIs que fizeram o cadastro no aplicativo ou site, ou ainda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) – ou seja, que não recebem o Bolsa Família.

Essa liberação se refere ao segundo ciclo de pagamentos, que é destinado exclusivamente ao pessoal que não recebe o Bolsa Família.

Eles poderão sacar o benefício nas máquinas de autoatendimento, nas unidades lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui, além de transferir valores para contas da Caixa ou de outros bancos.

A empresária Luiza Trajano, dona da rede varejista Magazine Luiza, é a mulher mais rica do país, segundo lista da revista estadunidense Forbes Brasil, divulgada nesta sexta-feira (18). Sucesso no e-commerce, a empresária é a única mulher no top 10 do ranking, ocupando a 8º posição.

No atual contexto de pandemia, as vendas on-line se tornaram uma alternativa àqueles que buscam manter o isolamento social. Acompanhando esse movimento, a Magazine Luiza, segundo a Forbes, teve um crescimento de 181% de patrimônio no último ano, estimado em R$ 24 bilhões.

Por causa dessa alta, Luiza Trajano subiu 16 posições, desbancando a, até então mulher mais rica do país, Miriam Voigt, da multinacional Weg. Em 2019, Trajano ocupava a 24ª colocação na lista.

Homem mais rico do Brasil

Ainda segundo a revista, o banqueiro Joseph Safra, com uma fortuna estimada em R$ 119 bilhões, tirou o primeiro lugar do empresário Jorge Paulo Lemann, sócio da ABInBev e da 3G Capital, com patrimônio estimado de R$ 91 bilhões. Em terceiro lugar está o cofundador do Facebook Eduardo Saveri, com R$ 68 bilhões.

Novos bilionários

A lista da Forbes Brasil traz 238 nomes, com fortunas oriundas de empreendimentos nos setores de bens de consumo, seguros, infraestrutura e logística, farmácias, aviação e transporte, educação e tecnologia, entre outros. São 33 nomes a mais em relação ao ranking do ano passado.

O aumento no número de bilionários teve um impulso do fabricante de motores Weg. São 10 novos bilionários ligados à empresa — estes herdaram participações acionárias deixadas pelos fundadores da empresa Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus.

Confira o Top 10 da Forbes Brasil de 2020:

  1. Joseph Safra (setor financeiro) – Patrimônio: R$ 119 bilhões
  2. Jorge Paulo Lemann (Bebidas e investimentos) – Patrimônio: R$ 91 bilhões
  3. Eduardo Saveri (Investimentos/Internet) – Patrimônio: R$ 68 bilhões
  4. Marcel Telles (Bebidas e investimentos) – Patrimônio: R$ 54 bilhões
  5. Carlos Alberto Sicupira e família (Bebidas e investimentos) – Patrimônio: R$ 42,6 bilhões
  6. Alexandre Behring (Investimentos) – Patrimônio: R$ 34,3 bilhões
  7. André Esteves (Setor financeiro) – Patrimônio: R$ 24,9 bilhões
  8. Luiza Trajano (Varejo) – Patrimônio: R$ 24 bilhões
  9. Ilson Mateus (Varejo) – Patrimônio: R$ 20 bilhões
  10. Luciano Hang (Varejo) – Patrimônio: R$ 18,7 bilhões

ANTONIO CRUZ/ABR

Por Fernando Castilho/JC

Ficou pronto o relatório da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: Análise da Segurança Alimentar no Brasil, feita pelo IBGE, divulgado nesta quinta-feira.

E para uma país que é líder global na produção de alimentos e proteína animal saber que em 2018 ao menos 25,3 milhões de brasileiros estavam com algum grau de Insegurança Alimentar onde 3,1 milhões deles (4,6% dos lares) tinham IA grave é extremamente constrangedor.

Não é razoável que o mesmo país que supre a China e dezenas de países com soja, milho, frango, porco e boi não seja capaz de alimentar minimamente seus cidadão. Não se pode achar que não é um fato perturbador saber que 36,7% dos lares estavam com algum grau de dificuldades para se abastecer de comida.

Mas esse era o quadro de 2018 quando o IBGE mediu os indicadores e viu que tínhamos voltado à condição de 2004 quando tínhamos 6,9 dos lares na situação de Insegurança Alimentar grave.

Os dados da POF 2017/2018 revelam um extraordinário retrocesso social do Brasil porque significa que houve ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores, incluindo, quando presentes, as crianças.

O IBGE estima que 7,7 milhões moradores em domicílios localizados na área urbana e 2,6 milhões na rural ou seja 10,3 milhões viviam em situação de Insegurança Alimentar grave numa população estimada em 207,1 milhões de habitantes. Continue lendo

Agência dos Correios

CNN Brasil

Os Correios, há tempos, estão na lista de ativos a serem privatizados. Isso desde o governo do ex-presidente Michel Temer. Porém, parece que, agora, está andando, segundo o ministro das Comunicações Fábio Faria.

Em uma live realizada para a plataforma de investimento Traders Club, o ministro afirmou que Magazine Luiza, a DHL e a FedEx estão entre as cinco interessadas de comprar a estatal brasileira.

“O importante é que já tem cinco players interessados. A Magalu é uma delas, a DHL, FedEx… já tem grupos interessados na aquisição dos Correios. Não teremos um processo de privatização vazio”.

Porém, segundo o ministro várias questões deverão ser discutidas. Uma delas é a obrigação que a estatal tem de atender em todo o território nacional. 

“Quem vai estabelecer as diretrizes e parâmetros é o Congresso e a consultoria. Todos esses temas serão debatidos lá. Continuará atendendo em Tabatinga, Santarém e Caxias do Sul? Isso será decidido em conjunto”, diz ele. 

Segundo ele, a privatização está na ordem dia. E criticou a greve dos Correios. “Se a empresa fosse privada, não teria esse problema”, afirmou.

Procurada a comentar, a Magazine Luiza preferiu não se posicionar. 

À espera da privatização

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) escolheu o consórcio Postar para realizar os estudos de privatização dos Correios.

O consórcio é formado pela consultoria Accenture e pelo escritório Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados.

Advogados e consultores vão buscar alternativas de parcerias com a iniciativa privada para a gestão do serviço postal no Brasil. Isso pode significar uma privatização parcial ou total dos Correios.

A escolha do consórcio é uma das primeiras etapas de uma privatização. A partir daí é feita a “modelagem” do processo e só depois o leilão. No caso dos Correios, a venda parcial ou total deve ocorrer no ano que vem.