Economia

Nesta sexta-feira, o governo Paulo Câmara divulgou o calendário de pagamento da folha de salários do mês de maio para todos os servidores.

Os aposentados e pensionistas irão receber na quinta-feira, dia 04 de junho.

Os servidores ativos e comissionados terão o pagamento efetuado no dia seguinte, sexta-feira (05).

“Mesmo diante de uma grave crise econômica internacional, desencadeada pela pandemia do novo coronavírus, o Governo de Pernambuco vem unindo esforços para honrar os seus compromissos junto ao funcionalismo público estadual. “, comentou o Estado, sem citar o atraso na ajuda federal, aprovada pelo Senado e Câmara dos Deputados, mas retardada ao máximo pelo presidente.

Nesta quinta, o secretário de Fazenda, Décio Padilha, disse que pagamento da dívida vai anular recursos repassados por Bolsonaro para ajuda ao Estado.

“A ajuda aos Estados, sancionada nesta quinta-feira pelo Governo Federal, é insuficiente para repor as perdas impostas pela epidemia do novo coronavírus”, destacou o secretário da Fazenda, Décio Padilha.

O decreto que determina uma quarentena mais rígida em cinco municípios da Região Metropolitana do Recife tem validade até o próximo domingo e já existe um plano de ação para a retomada das atividades econômicas em Pernambuco. A reabertura vai acontecer de forma gradativa e deve durar 11 semanas para ser totalmente implantada. Ainda haverá um plano para os setores produtivos com horários diferenciados de trabalho com objetivo de reduzir a quantidade de trabalhadores nos horários de pico no transporte público na RMR. Além disso, cada atividade terá um protocolo de funcionamento específico com três eixos: regras de distanciamento social, higiene e comunicação e monitoramento. Porém, os dados serão avaliados no final de semana para analisar a implementação das regras. A data de início depende de um conjunto de indicadores.

De acordo com Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, tem sido feita uma observação do que tem acontecido em outros países, além do acompanhamento de estudos científicos. A curva de contaminação em Pernambuco também é fator determinante para a tomada de decisões em relação à retomada das atividades econômicas no estado. “O isolamento é necessário para estabilizar a curva de contaminação e, por isso, tivemos esse decreto com uma quarentena mais rígida nos cinco municípios da Região Metropolitana onde tinham mais casos. Estamos acompanhando esses dados diariamente e analisando para tomar a decisão no próximo domingo”, disse, citando as regras válidas no Recife, Olinda, Jaboatão, São Lourenço e Camaragibe.

Curva de contaminação em Pernambuco é fator determinante para a tomada de decisões em relação ao retorno. O plano de retomada deve durar 11 semanas, com uma reabertura gradual. “Sabemos que, enquanto não tiver uma vacina ou um remédio eficaz, teremos que conviver com as regras. O nosso plano foi estruturado com o apoio de uma consultoria externa e também avaliamos cada setor e atividade econômica. Temos esse plano, mas estamos aguardando os dados da contaminação e da Secretaria de Saúde e estamos torcendo para que eles demonstrem uma melhora na contaminação. Vamos fazer uma avaliação no domingo para colocar quais medidas estarão funcionando a partir de segunda-feira. Vamos esperar até lá para dialogar com municípios e setores para detalhar nosso plano, como as atividades devem funcionar dentro dos protocolos estabelecidos. Fazer esse equilíbrio entre preservar vidas e manter a atividade econômica funcionando”, afirmou Schwambach.

Para Décio Padilha, secretário da Fazenda do estado, existe um protocolo e a população precisará se adequar à uma nova realidade, que levará em consideração medidas para evitar a contaminação. “O governo do estado tem um protocolo científico para controlar qualquer aspecto de contaminação, estamos falando de uma reabertura gradual baseada na ciência. As atividades de lazer ou a prática de esportes vão precisar se adequar à uma nova realidade e também não estamos falando de aglomeração ou encontros em lugares fechados. Estamos falando da retomada econômica gradual”, acrescentou.

Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados, nesta quinta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o Brasil fechou quase 5 milhões de vagas de empregos nos últimos três meses, número recorde na comparação do mesmo período nos anos anteriores.

Na construção civil foram fechadas 898 mil vagas de emprego, enquanto que no setor de serviços domésticos o número foi de 727 mil. Já no ramo de hotelaria e alimentação, o total de vagas fechadas foi de 699 mil. Segundo Cosmo Donato, economista da LCA Consultores, o cenário tende a piorar.

 “Na medida que os impactos da pandemia se mostram mais profundos e severos, devemos observar nos próximos meses empresas fechando as portas. Na medida que isso acontece, teremos um número ainda maior de vagas fechadas”.

Além disso, o país bateu recorde histórico de pessoas que deixaram de procurar empregos, 5 milhões só em abril.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), informou que não haverá cobrança extra na conta de luz até o final do ano. Segundo a Aneel, a bandeira tarifária ficará na cor verde até 31 de dezembro.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo de geração de energia. O objetivo é informar aos consumidores quando o custo da geração aumenta, permitindo ao cliente gastar menos energia e, assim, pagar uma conta de luz mais barata.

“Trata-se de mais uma medida emergencial da agência para aliviar a conta de luz dos consumidores e auxiliar o setor elétrico em meio ao cenário de pandemia da Covid-19”, informou a Aneel.

A Aneel informou que o cenário de redução de carga e as perspectivas de geração de energia tornaram possível o acionamento da bandeira verde nos próximos meses.

Além disso, informou a agência, os custos cobertos pelas bandeiras tarifárias estão contemplados no empréstimo que será feito para socorrer o setor elétrico.

Pernambuco chegou ao fim do mês de abril de 2020 com uma enorme deterioração do mercado de trabalho formal, causada pela pandemia do novo coronavírus. O Estado encerrou os primeiros quatro meses deste ano liderando o fechamento de vagas no Nordeste e se consolidou como a quarta unidade da Federação com pior saldo no acumulado do ano. Somente no mês passado 24,9 mil postos foram cortados, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (27), pelo Ministério da Economia. Em todo o Brasil, no ano, já foram perdidos 763 mil empregos. Se levados em conta os meses de março e abril, já sob efeito das medidas restritivas nas cidades, o número salta para 1,1 milhão. No País, em abril, foram fechadas 860,5 mil vagas, o pior saldo para o mês em 29 anos. 

Com a divulgação suspensa desde o fim do ano passado, por causa da utilização de um novo sistema e dificuldades para coleta das informações em função da covid-19, o Caged trouxe de um só vez o resultado acumulado do primeiro quadrimestre do ano. De janeiro a abril, Pernambuco registrou 105,7 mil admissões, mas teve um número maior de desempregados, contabilizando 159,3 mil baixas na carteira, levando à perda de 53,5 mil vagas nos primeiros quatro meses deste ano. 

“O impacto foi muito sério porque, primeiro, grande parte das vagas que a gente perdeu nesse processo foi no setor de comércio e no setor de serviços, importantes para a economia local. Outra questão é que, ao que parece, outras regiões aderiram ao programa de suspensão do contrato ou redução da jornada de trabalho com maior intensidade do que em Pernambuco”, explica o economista e professor Edgard Nery. Continue lendo

Petrobras

Na esteira dos aumentos dos preços do petróleo no mercado internacional nas últimas semanas, a Petrobras decidiu fazer novo reajuste de 5% nos preços da gasolina e de 7% nos preços do diesel em suas refinarias, que entrará em vigor a partir desta quarta-feira (27).

É a quarta vez no mês de maio que a Petrobras reajusta os preços da gasolina, e a quinta no ano até agora. Já o reajuste no diesel nas refinarias é o segundo do ano.

Com os novos reajustes, o preço médio do diesel da Petrobras para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,51 por litro, em média.

Já com o reajuste de 5% na gasolina , seu preço de venda nas refinarias ficou em R$ 1,32 por litro, em média.

O repasse nas bombas para os consumidores depende das políticas comerciais dos postos revendedores e das distribuidoras.

Além dos cinco aumentos de preço da gasolina feitos nas refinarias, a Petrobras promoveu ainda 12 reduções de preços ao longo dos últimos meses. O produto acumula ainda uma redução de preços de 30,9% em seus preços nas refinarias neste ano.

Já o diesel, além dos dois reajustes, teve ao longo do ano um total de 13 reduções de preços nas refinarias. O diesel acumula uma queda de 35,4% nas refinarias neste ano. Continue lendo

A empresa Hidro Eletro, com sede em Afogados da Ingazeira, que é pioneira no ramo de energia elétrica na região do Pajeú, anunciou este mês aos seus clientes que agora também está trabalhando com energia solar.

O conceito de Energia Solar é associado à energia fotovoltaica, que é a geração de energia elétrica usando a luz do sol como fonte primária de energia. Após a luz do sol ser captada por painéis solares, ocorre à transformação da corrente elétrica para utilização em residências, comércios e indústrias.

Sistemas de energia solar utilizam energia limpa e pura do sol. A instalação de painéis solares em sua casa ou empresa ajuda a combater as emissões de gases do efeito estufa e reduz a nossa dependência dos combustíveis fósseis como o petróleo.

Ou seja, além de praticamente zerar sua conta de energia, com uma economia estimada de 95%, você consegue produzir energia de qualidade, sem agredir o meio ambiente e valoriza seu imóvel. Tudo isso com um investimento com custo benefício excelente e manutenção de baixíssimo custo.

O Diretor-Presidente da empresa, Simplício Sá, destacou: “estamos há mais de 25 anos no mercado de energia elétrica, e nos preparamos este último ano para que pudéssemos investir nesse novo modelo de negócio. Agora, além dos serviços que oferecíamos, temos a energia solar como opção para nossos clientes”.

Entre em contato com a empresa e faça seu orçamento sem custo, pelos telefones (87) 3838-1567 ou (87) 99667- 0088, siga também a empresa nas redes sociais, no Facebook: Facebook.com/hidro.eletro e no Instagram: instagram.com/hidroeletro

Agência Reuters

O consumo de eletricidade, importante indicador da atividade econômica, pode ter queda de 5% a 12% no Brasil em 2020, em meio a impactos da pandemia de coronavírus sobre a demanda, apontou a consultoria especializada ReGe, de um ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A projeção, se confirmada, representaria um cenário bem pior que as últimas estimativas da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e de outros órgãos técnicos do setor, no uso de energia neste ano.

Até o final de março, as previsões de EPE, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) eram de recuo de apenas 0,9% no consumo.

A consultoria ReGe, que tem entre os sócios um ex-diretor da Aneel, Tiago de Barros, avaliou em relatório a clientes que a desaceleração da economia impactará fortemente o consumo de energia elétrica, que poderia cair 4,7% em cenário considerado “otimista”.

Em visão “moderada”, o recuo na demanda poderia ser de 7,9%, enquanto um cenário “pessimista” poderia levar a um tombo de 12,3% no uso de eletricidade, segundo estimativas próprias da ReGe.

Em um cenário “normal”, sem a pandemia, o consumo de eletricidade poderia ter crescido 4,5% no país em 2020 – número em linha com as estimativas de EPE, ONS e CCEE no final do ano passado. Continue lendo

A crise gerada pela Covid-19 acelerou o fechamento de agências bancárias no Brasil. Após a chegada do novo coronavírus ao país, 194 delas deixaram de atender clientes permanentemente. Nos primeiros quatro meses deste ano, 283 agências encerraram as atividades. Com isso, menos municípios têm postos de atendimento das instituições em funcionamento.

Quase metade das cidades não tem uma agência (2.340), o equivalente a 42% do total de 5.570 municípios. Neste ano, segundo o Banco Central, sete cidades ficaram sem um banco – duas delas durante a pandemia (entre março e abril). Para o professor de finanças da FGV, Rafael Schiozer, os bancos não fecharam as agências por causa da crise, mas anteciparam um processo que já ocorreria ao longo do ano.

“Esse é um movimento que não tem volta e é feito em razão da digitalização dos processos. Cada vez mais pessoas fazem transações bancárias por canais remotos, e as agências representam mais custos, estamos em período de isolamento, com equipes reduzidas, o que pode ter levado ao encerramento antes do previsto”, afirma Schiozer.

De 2016 a 2019, 2.853 agências fecharam as portas. No período, o número de municípios sem uma agência, um ponto de atendimento ou um caixa eletrônico aumentou 7,12%. Hoje, 376 cidades não têm nenhum dos três tipos de serviço. Em 2012, esse número era 60% menor – naquele ano, 147 municípios não tinham nenhum ponto de atendimento bancário.

Durante o distanciamento social, a digitalização tem sido a solução para que a população consiga ficar em casa. Isso acelerou a implementação de iniciativas de tecnologia. Continue lendo

Petrobras

Desde ontem (21), que o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras subiu 12% (ou R$ 0,14 por litro), passando a custar R$ 1,26 por litro.

Segundo informou a empresa, “à exceção de 2020, com as fortes reduções que praticamos, os preços do diesel da Petrobras têm ficado acima deste valor desde janeiro/13”. No acumulado do ano, a redução do preço da gasolina atingiu 34,2% (ou R$ 0,66 por litro).

A companhia esclareceu, ainda, que as sucessivas reduções praticadas até o mês passado totalizaram R$ 1 por litro, refletindo as quedas das cotações no mercado internacional.

A partir maio, os aumentos aplicados pela Petrobras somam R$ 0,34 por litro, acompanhando a recuperação de preços no mercado exterior.

Ainda de acordo com a empresa, foram promovidos este ano 16 reajustes para a gasolina e 12 para o diesel, e 12 reduções para a gasolina e onze para o diesel.

No acumulado de 2020, a queda no preço da gasolina atingiu 34,2% e, no diesel, 39,7%.

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Ainda no início do mês de maio, o Senado aprovou um projeto que prevê ajuda financeira a estados e municípios. A proposta está na mesa do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) desde então, esperando por uma assinatura. Prevendo colapsos financeiros, os secretários da Fazenda de todos os estados brasileiros encaminharam uma carta à presidência pedindo que a sanção seja feita o mais rápido possível. Caso a ajuda não chegue logo, Pernambuco pode sofrer um colapso em junho.

Segundo Décio Padilha, secretário da Fazenda de Pernambuco, este possível colapso financeiro está previsto já para o início do próximo mês. Pernambuco espera um repasse na ordem de R$ 1,77 bilhão. Pode parecer muito, mas, segundo Décio, é uma quantia que já vem comprometida.

“Esse projeto de lei (diz) que os recursos destinados ao combate à Covid-19 na parte de equipamentos, medicamentos, leitos novos da ordem de R$ 370 milhões de reais (será) divididos em quatro parcelas fixas ao fim de cada mês. E em caso de queda de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e de ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) por município, esse projeto também prevê um repasse da ordem de R$ 1,77 bilhão em quatro parcelas para Pernambuco. Esse dinheiro todo já está comprometido antes de chegar, com gastos de saúde e segurança”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a prometer a sanção para o dia 11 de maio, mas isto não aconteceu. Décio Padilha explicou que a crise da pandemia do novo coronavírus levou a uma redução no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Ou seja, já existe uma projeção clara de prejuízo nos estados.

“Sempre quando se tem esse problema de falar do efeito da pandemia nas finanças em todo os estados e municípios, que quase estão em colapso financeiro… se o recurso não chegar até o final do mês, o início de junho será de colapso financeiro. Não é só a questão do servidor público, está muito em pauta a questão que vai faltar salário para ele, mas o servidor público é um dos problemas. Temos recursos de saúde e para a segurança que estão ameaçados em todos os estados”, afirmou. Continue lendo

Em meio à pandemia do novo coronavírus e à forte recessão, um setor está comemorando bons resultados: a agricultura. A renda agrícola deve chegar ao recorde de R$ 595 bilhões em 2020, uma alta de 19% em relação ao ano anterior, conforme projeção da consultoria MB Agro.

Os agricultores brasileiros estão sendo favorecidos pela resiliência da demanda por alimentos e pela valorização expressiva do dólar. Boa parte das produtos agrícolas são exportados ou tem seus preços atrelados à moeda americana. 

As cotações das commodities agrícolas em reais explodiram desde o começo do ano. A alta foi de 23% na soja, 38% no milho, 35% no café e 27% no arroz. Também subiram os preços das carnes – 9% no frango, 25% no suíno e 29% no boi.

As exceções ficam por conta do algodão e do etanol, setores bastante afetados pela pandemia, por causa do fechamento das lojas de vestuário e da redução do consumo de combustíveis. O preço do algodão em reais caiu 4,8% desde o início do ano, enquanto o etanol subiu apenas 2,9%. 

“A agricultura é o único setor da economia brasileira que deve ter desempenho positivo neste ano, amenizando um pouco a forte crise provocada pandemia do novo coronavírus”, diz Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados. 

A consultoria projeta alta de 1,5% do PIB agrícola neste ano, enquanto o PIB do país cairia 7,8%. Na média, os economistas ouvidos pelo boletim Focus estimam queda de 5,1% no PIB. Para o ministério da Economia, o tombo na atividade econômica será de 4,7% – a maior da história do país.

HÉLIA SCHEPPA/ACERVO JC IMAGEM

O secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, alertou, durante entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta segunda-feira (18), que a demora na sanção do auxílio emergencial de R$ 125 bilhões para Estados, o Distrito Federal e os municípios, pago em razão da pandemia do novo coronavírus, pode fazer com que as economias das unidades federativas e das cidades entrem em colapso. “Se essa lei não for sancionada até terça ou quarta desta semana, essa ajuda não chega nem no final de maio. Assim, vai haver um colapso financeiro nos 27 estados e 5.350 municípios”.

O texto-base do projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, nos dias 5 e 6 de maio, respectivamente. Agora, o  Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/20 aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente, que já afirmou que irá vetar parte do projeto, tem até o próximo dia 21 de maio para sancionar a proposta.

Décio explica que, no total, Pernambuco vai receber R$ 1,77 bilhão dividido em quatro parcelas, destinado apenas para recursos de enfrentamento à Covid-19. “Pernambuco teria direito a R$ 1,77 bilhão dividido em quatro parcelas pagas no final do mês, exclusivamente para recursos contra a Covid, como EPIs, medicamentos e equipamentos”. Continue lendo

Para receber o auxílio emergencial de R$ 600, beneficiários precisam ter o CPF regularizado Foto: A7 Press / Agência O Globo

O Globo

O pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600, direcionado a trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) que se cadastraram no programa, começa nesta segunda-feira (18). Quem tem Bolsa Família vai receber primeiro. Confira o calendário abaixo.

Quem tem conta poupança social digital aberta pela Caixa  vai ter o dinheiro depositado na próxima quarta-feira, dia 20, mas só vai poder sacar o dinheiro a partir do dia 30. Os demais informais que vão receber o benefício também só poderão fazer saques a partir do dia 30.

Os saques poderão ser feitos nas agências da Caixa ou em lotéricas. Não há data prevista para a terceira parcela.

Segundo o governo, 58 milhões de pessoas estão aptas a receber o auxílio em todo o país. Desse total, 28 milhões não recebiam qualquer benefício social e se inscreveram pelo site da Caixa ou pelo aplicativo Caixa Auxílio Emergencial.

Veja o calendário:

Beneficiários do Bolsa Família

  • NIS de final 1: 18 de maio
  • NIS de final 2: 19 de maio
  • NIS de final 3: 20 de maio
  • NIS de final 4: 21 de maio
  • NIS de final 5: 22 de maio
  • NIS de final 6: 25 de maio
  • NIS de final 7: 26 de maio
  • NIS de final 8: 27 de maio
  • NIS de final 9: 28 de maio
  • NIS de final 0: 29 de maio

Para depósito em conta

  • nascidos em janeiro e fevereiro: 20 de maio
  • nascidos em março e abril: 21 de maio
  • nascidos em maio e junho: 22 de maio
  • nascidos em julho e agosto: 23 de maio
  • nascidos em setembro e outubro: 25 de maio
  • nascidos em novembro e dezembro: 26 de maio

Para saque

  • nascidos em janeiro: 30 de maio
  • nascidos em fevereiro: 1 de junho
  • nascidos em março: 2 de junho
  • nascidos em abril: 3 de junho
  • nascidos em maio: 4 de junho
  • nascidos em junho: 5 de junho
  • nascidos em julho: 6 de junho
  • nascidos em agosto: 8 de junho
  • nascidos em setembro: 9 de junho
  • nascidos em outubro: 10 de junho
  • nascidos em novembro: 12 de junho
  • nascidos em dezembro: 13 de junho

A Caixa lembra que o saque pode ser feito nos caixas eletrônicos do banco, nas unidades lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui. É importante levar um documento de identificação para facilitar a retirada.

O decreto que estabeleceu o estado de calamidade pública em decorrência da pandemia do coronavírus foi aprovado em 20 de março. O reconhecimento de calamidade pública permite que o governo aumente o gasto público e descumpra a meta fiscal prevista para 2020.

Desde a aprovação do decreto no Congresso Nacional, o governo tem editado uma série de medidas provisórias abrindo créditos extraordinários autorizados para o combate à Covid-19.

Dados da Secretaria do Tesouro Nacional mostram que a previsão é de que sejam gastos R$ 258,5 bilhões durante a pandemia. Até a última quinta-feira (14), foram gastos R$ 67,7 bilhões (26,2 %) dos R$ 258,5 bilhões dos recursos previstos (veja tabela com todos os gastos mais abaixo).

De acordo com o órgão, o ritmo de pagamento de despesas previstas no combate à pandemia respeita o processo orçamentário, “sendo natural à existência de um intervalo entre a autorização do gasto e o efetivo pagamento”.

“Destaca-se ainda que as políticas de combate à Covid-19 têm diferentes prazos de execução para as suas despesas específicas, que podem ir até enquanto perdurar o período da calamidade”, diz a instituição.

Para Newton Marques, economista e professor de finanças públicas da Universidade de Brasília, o fato de o governo ter gasto apenas 26% do valor total previsto representa uma demora que pode provocar uma “convulsão social”.

“Existe uma possibilidade. As pessoas mais pobres não têm uma fonte de renda, não recebem o auxílio do governo [devido à demora da liberação dos recursos] e têm dificuldade em alimentar a família. É uma economia de guerra. Não pode demorar. Se demorar muito, pode criar uma convulsão social muito grande”, explica.

Dos recursos já gastos, os maiores valores foram destinados ao pagamento do auxílio emergencial (R$ 36 bilhões) e à concessão de financiamentos para o pagamento de salários (R$ 17 bilhões). A previsão é de que sejam gastos R$ 123,9 bilhões e R$ 34 bilhões para cada um dos programas, respectivamente.

Na quinta-feira também, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou a jornalistas que “a União não tem como continuar pagando” o auxílio emergencial. Na avaliação de Marques, a declaração feita por Bolsonaro pode ser uma “pressão para que as coisas voltem à normalidade” – discurso reiterado pelo presidente da República constantemente.

“Pode ser dois motivos: primeiro, pode ser só uma provocação do Executivo; ou, o segundo motivo, que o governo não está tendo os devidos cuidados para que a liberação dos recursos ocorra de forma rápida para que a população, principalmente a de baixa renda, não sofra mais”, diz o professor.