Economia

A Petrobras anunciou na manhã desta segunda-feira (1º) um novo reajuste de preços dos combustíveis. A gasolina sofrerá uma alta de R$ 0,1240 nas refinarias, o que equivale a 5%. Já o diesel teve acréscimo de R$ 0,1294, ou 5%.

Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de botijão ou gás de cozinha, ficará 5,2% mais caro também a partir de amanhã. O preço para as distribuidoras será de R$ 3,05 por quilo (R$ 0,15 mais caro), ou seja R$ 36,69 por 13 kg (ou R$ 1,90 mais caro).

O aumento de preços de combustíveis foi o pivô de uma troca no comando da Petrobras, anunciado pelo seu acionista majoritário, o governo federal. O presidente Jair Bolsonaro decidiu não renovar o contrato com o atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

Ocorre que o mandato de Castello Branco só termina em 20 de março de 2021 e até lá a empresa poderá continuar a aplicar sua atual política de alta nos preços.

Em 2020, após adotar solução digital para venda de casas, apartamentos e terrenos, o Banco do Brasil observou aumento de 37% no número de transações. No ano passado, 775 propriedades imobiliárias foram vendidas, contra 566 em 2019. Considerando os imóveis retomados em operações de crédito, o salto é ainda maior: 719 vendas contra 477, o que configura alta de 51%.

De acordo com o BB, no total, foram arrecadados R$ 150 milhões com as transações. “O que antes para a gente era uma despesa se tornou um produto de crescimento exponencial”, frisou Mauro Ribeiro Neto, vice-presidente corporativo da instituição financeira.

Por meio da plataforma Seu Imóvel BB, o Banco do Brasil disponibiliza propriedades imobiliárias de sua carteira para pessoas físicas e jurídicas interessadas na compra. Todo o processo de venda é feito de modo digital, desde a assinatura eletrônica do contrato até a lavratura da escritura.

O sucesso com a venda de imóveis urbanos estimulou o BB a criar, no fim de 2020, uma página separada para vender as propriedades rurais retomadas, como sítios, chácaras e fazendas. Das 41 disponíveis, 16 já foram comercializadas. Continue lendo

Depois do fracasso em lançar o Renda Brasil como substituto do Bolsa Família, o presidente Jair Bolsonaro admite, agora, que o seu governo deve turbinar o programa, consagrado durante as gestões presidenciais do PT. De acordo com o chefe do Executivo, ao término da nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial, uma proposta de remodelagem do Bolsa será apresentada.

Antes de deixar o Ministério da Cidadania, que controla os benefícios sociais disponibilizados pelo governo, Onyx Lorenzoni, agora ministro da Secretaria-Geral da Presidência, havia apresentado detalhes sobre como funcionará a nova versão, como o valor médio a ser repassado às famílias beneficiárias, em torno de R$ 200.

Além disso, o novo programa contará com a funcionalidade de microcrédito digital produtivo, que deve ser destinado à micro e pequenos empreendedores, formais ou informais. “A gente acresce o microcrédito produtivo, que vai permitir, por exemplo, que uma pessoa possa buscar até R$ 1 mil, comprar uma máquina, repor o seu estoque, para retomar sua atividade econômica”, afirmou.

Segundo Lorenzoni, o governo não deve alterar o nome do programa. “Vai ser o Bolsa Família mesmo, não tem porque mudar, é o programa que as pessoas estão acostumadas”, justificou. Ele também informou que os recursos para bancar as mudanças virão do orçamento previsto para o Ministério da Cidadania em 2021, que é de R$ 104,28 bilhões.

Consumidores brasileiros continuarão pagando a taxa extra nas contas de luz em março. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter por mais uma mês a bandeira tarifária das contas de luz na cor amarela.

Com a medida, será gerado um custo extra de R$ 1,343 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Ao alterar a bandeira, a Aneel informou que “em fevereiro, houve registros significativos de precipitação nas principais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN). Março ainda é um mês típico do período úmido nessas regiões. Todavia, os principais reservatórios de hidrelétricas do SIN ainda apresentam estoques reduzidos para essa época do ano, em função do volume de chuvas muito abaixo do padrão histórico registrado entre setembro e janeiro”.​

A agência também apontou que “essa realidade sinaliza patamar desfavorável de produção pelas hidrelétricas, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF). A conciliação de baixa produção hidrelétrica com o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) levou à caracterização do patamar amarelo para o acionamento das Bandeiras. O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada”.

Por fim, a Aneel ressaltou que é “importante reforçar ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia”.

O Brasil encerrou 2020 com a pior média de desemprego da história. Ainda viu outros indicadores baterem recordes negativos, como o desalento, a população ocupada e os subutilizados. Os dados do emprego no país superam até os anos isolados da mais longa recessão econômica, que durou entre 2014-16.

Segundo dados do IBGE, o desemprego médio atingiu 13,4 milhões de pessoas em 2020, ano do início da pandemia da Covid-19. A taxa de desocupação ficou em 13,5%. O percentual é o maior em toda a série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), iniciada em 2012.

A consultoria iDados, por meio de números de pesquisas atual e antigas do IBGE, construiu um levantamento que mostra que a taxa é a maior desde 1993.

O número é até superior ao do pior momento do trabalho no Brasil até então, em 2017, que pegou reflexos da recessão dos anos anteriores. Naquele ano, a taxa de desocupação havia sido recorde, de 12,7%, com 13,1 milhões de brasileiros em média desempregados.

A recessão de 2014-2016 durou 33 meses, de abril de 2014 a dezembro de 2016, segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), órgão ligado ao Ibre Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e formado por oito economistas de diversas instituições.

Foi a mais longa entre as nove recessões datadas a partir de 1980 pelo comitê, superando as de 1989-1992 (30 meses) e 1981-1983 (28 meses). A décima começou no primeiro trimestre de 2020 e ainda não teve a data final fixada. Continue lendo

Agência Brasil

A quantidade de produtos com o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) passou de 700 para mais de sete mil em um ano, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A certificação foi criada para identificar e promover os produtos da agricultura familiar. 

O Senaf aumenta a exposição e comercialização da produção familiar e a aproxima do consumidor final, que pode verificar a origem e as características do produto por meio de um QR Code.

A Mercedes-Benz anunciou nessa quarta-feira (24) a abertura de 1.000 vagas na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). O número representa um incremento de 11,7% no quadro de empregados do local, que conta atualmente com 8.500 trabalhadores.

Karl Deppen, presidente da montadora na América Latina, diz que o grupo está confiante na melhora do mercado em 2021 e, por isso, vai investir no reforço da produção de caminhões.

Apesar do otimismo, a Mercedes-Benz aponta desafios para que a economia volte a crescer de forma sustentável, como a vacinação em massa e a aprovação da reforma tributária. Por isso, a maioria das vagas abertas é para trabalhadores temporários, com contratos de 6 meses a 1 ano. Existe, entretanto, a possibilidade de renovação.

Deppen afirma que a Mercedes-Benz vai manter o investimento de R$ 2,4 bilhões no Brasil programado para o período de 2018 a 2022. Desse valor, R$ 800 milhões ainda estão em andamento e devem ser aplicados em produtos, serviços, conectividade e sustentabilidade.

A montadora quer implementar no Brasil tecnologias de caminhões e ônibus elétricos ou movidos à célula de combustível. De acordo com Deppen, o maior desafio no Brasil é a infraestrutura. “Temos a tecnologia, mas precisamos encontrar soluções certas para trajetos urbanos e de longa distância”, diz.

Cesta básica registra aumento nos cinco dos últimos seis meses em Caruaru — Foto: Divulgação

G1

De agosto de 2020 a janeiro de 2021, Caruaru, no Agreste de Pernambuco, só não registrou aumento no preço da cesta básica em um mês: novembro. Conforme mostram as pesquisas realizadas mensalmente pelo Centro Universitário UniFavip, nos outros cinco meses a média do aumento foi de 3%.

Em janeiro deste ano, por exemplo, a pesquisa mostrou que para conseguir suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, à renda familiar deveria ser de mais de R$ 3 mil por mês.

Confira os dados mês a mês:

Agosto

No oitavo mês do ano, a alimentação básica caruaruense passou de R$ 339,89 para R$ 351,62, um aumento de 3,45%. Os itens que contribuíram para o aumento do preço final da cesta foram o óleo, com um acréscimo de 16,27%, e o arroz, que ficou 10,74% mais caro. Outros itens registram uma alta considerável como a banana (13,64%), o leite (8,86%) e o tomate (5,17). Em comparação com Recife, a alimentação básica de Caruaru apresentou um valor inferior, com uma diferença de R$ 87,57. Continue lendo

Posto de gasolina

A gasolina e o diesel registram os maiores preços médios já vistos nas bombas dos postos de todo o Brasil. Na semana passada, a média nacional do preço da gasolina chegou a R$ 4,92 por litro, de acordo com dado mais recente da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Isso representa 8% a mais que em fevereiro do ano passado, pouco antes de a pandemia de coronavírus se alastrar pelo mundo e derrubar as cotações do petróleo e dos combustíveis a seus menores níveis em anos. 

Com a recuperação rápida dos preços globais da commodity e piorada por um dólar que também disparou, a gasolina brasileira saltou para os valores recordes de agora.

A maior média registrada anteriormente havia sido de R$ 4,72 por litro, em outubro de 2018, poucos meses depois da greve dos caminhoneiros que paralisou o país por duas semanas em maio daquele mesmo ano. Os valores não consideram a correção pela inflação do período.

Os preços dos combustíveis são acompanhados semanalmente pela ANP em mais de 2.000 postos em todos os estados, desde 2004. No mais caro deles atualmente, no Acre, já tem gasolina sendo vendida a R$ 6 o litro.

Diesel passa de R$ 5

Nas bombas do diesel, a situação não é muito diferente. O combustível que abastece os caminhões está 2% mais caro que há um ano, antes da crise do coronavírus, e 0,8% acima do pior momento de maio de 2018, quando a escalada rápida no preço fez estourar a greve da categoria. As variações também não consideram a inflação do período. Continue lendo

Foto: Arquivo/EBC

Produtores rurais vão contar com a disponibilização, pelo Banco do Brasil, de R$ 16 bilhões em crédito. O dinheiro deve ser utilizado para a compra antecipada de insumos, por meio do custeio antecipado da safra 2021/2022.

De acordo com a instituição financeira, o crédito tem como foco o financiamento das lavouras de soja, milho, algodão, café, arroz e cana-de-açúcar.

No âmbito do Pronampe, a taxa cobrada será de 5% ao ano. O prazo para pagamento é de até 14 meses, com teto de R$ 1,5 milhão. Já para o custeio agropecuário, a taxa cobrada é de 6% ao ano, também com prazo de 14 meses, mas com teto de R$ 3 milhões.

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Os municípios brasileiros têm até o dia 2 de março para homologar dados no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). Mas, apesar do prazo curto, 2.748 prefeituras ainda não fizeram a atualização e podem ser penalizadas com a suspensão do repasse das parcelas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) está alertando os gestores quanto à importância da homologação, o quanto antes. Para dar mais transparência às informações, foi criada uma lista nominal de cidades que estão em situação irregular.

O Siops é um sistema disponibilizado pelo Ministério da Saúde que apura as receitas totais e os gastos em ações e serviços públicos de saúde, para garantir o cumprimento de aplicação do mínimo constitucional em saúde das três esferas de governo.

G1

O aumento médio nas contas de luz em 2021 deve ser o maior desde 2018, de acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone.

Atualmente, informou ele, a estimativa da agência é que o aumento médio fique em 13% em 2021. Esse percentual cairia para 8% com a devolução aos consumidores de uma parte dos R$ 50 bilhões em impostos cobrados a mais nas contas de luz nos últimos anos.

Mesmo assim, o aumento de 8% continuaria sendo o maior desde 2018, quando a alta média das tarifas foi de 15%.

O G1 procurou o Ministério de Minas e Energia, mas não obteve resposta. O Ministério da Economia informou que não comentaria o assunto.

No sábado (20), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai “meter o dedo na energia elétrica”. Segundo ele, isso é “outro problema” do país. Ele deu a declaração um dia depois de anunciar a troca do presidente da Petrobras, em meio a pressões geradas por seguidos aumentos no preço dos combustíveis.

Esse forte reajuste nas contas de luz viria num momento em que o país ainda sofre com os reflexos da pandemia da Covid-19 na economia. Por isso, segundo informou Pepitone, já estão sendo feitos estudos de medidas adicionais para aliviar a pressão sobre as tarifas de energia.

“[O aumento médio de 8%] ainda é alto. Então a gente tem que encontrar medidas adicionais também para trabalhar esses 8%”, disse Pepitone. “Estamos avaliando neste momento quais seriam essas opções, mas estamos buscando medidas neste sentido”, completou. Continue lendo

petrobras

CNN Brasil

As ações da Petrobras despencaram no pregão desta segunda-feira (22), com os investidores vendendo os papéis da petroleira por medo de ingerência política na condução dos negócios. Enquanto as ações preferenciais (PETR4) recuaram 21,15% para R$ 21,55, as ordinárias (PETR3) caíram 19,96% para R$ 21,69.

Com isso, a empresa perdeu quase R$ 72,6 bilhões em valor de mercado, segundo maior tombo nos últimos 27 anos, de acordo com levantamento realizado pela Economática a pedido do CNN Brasil Business. Só ficou atrás da queda de 9 de março do ano passado, quando a petroleira perdeu R$ 91,12 bilhões em uma única sessão.

A debandada dos investidores acontece depois de uma série de falas do presidente Jair Bolsonaro sobre mudanças na precificação dos combustíveis. O ápice foi a indicação do general Joaquim Silva e Luna para o comando da companhia, no lugar de Roberto Castello Branco, feita nas redes sociais na última sexta-feira.

O mandato de Castello Branco se encerra em março. O conselho de administração deve se reunir na terça-feira para discutir a troca. 

A Petrobras, por meio de fato relevante, afirmou que recebeu o ofício para a substituição do governo, mas não foi além.

“A Petrobras esclarece que o presidente Roberto Castello Branco e demais Diretores Executivos da
empresa tem mandato vigente até o dia 20 de março de 2021. A Petrobras informa que novos fatos relevantes serão oportunamente divulgados ao mercado”, diz a nota.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pressiona as equipes econômica e de energia por medidas para baixar a conta de luz. A ideia é usar R$ 70 bilhões de um fundo setorial e tributos federais para reduzir tarifas.

O movimento é feito atento à reeleição. A investida ocorre após a intervenção política na Petrobras.

Na sexta-feira (19), o presidente indicou o general Joaquim Silva e Luna para comandar a estatal em substituição ao economista liberal Roberto Castello Branco.

Neste ano, o reajuste tarifário estimado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) será de cerca de 13%. No sábado (20), Bolsonaro afirmou que vai “meter o dedo na energia elétrica, que outro problema também”.

O presidente disse que mais mudanças ocorrerão nesta semana. A promessa foi feita um dia depois de ter anunciado a troca de presidência na Petrobras.

“Assim como eu dizia que queriam me derrubar na pandemia pela economia fechando tudo, agora resolveram me atacar na energia”, disse Bolsonaro a apoiadores em Brasília. Continue lendo

Blog do Vicente

As empresas de transporte urbano estão preparando uma série de reajustes de passagens de ônibus por todo o país por causa dos consecutivos aumentos dos preços do óleo diesel. Nesta sexta-feira (19), passou a vigorar alta de 15,2% nas refinarias, acumulando 27,5% no ano. 

Em carta enviada ao presidente Jair Bolsonaro, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Públicos (NTU) informa que, depois de ser fortemente impactado pelos efeitos da pandemia, que somam prejuízos de quase R$ 10 bilhões, o setor sofre novo golpe com o anúncio do reajuste do óleo diesel anunciado pela Petrobras. 

Segundo a associação, o aumento dos preços do combustível inviabiliza qualquer chance de recuperação do quadro crítico das empresas de ônibus urbano em todo o país. A NTU calcula que o novo reajuste, somado aos reajustes acumulados do diesel desde o ano passado, gera um impacto de 5,8% na planilha de custos das operadoras, tendo em vista que o combustível representa, em média, 23% dos custos operacionais das empresas de ônibus. 

“Não conseguimos entender a insensibilidade do governo federal com um serviço essencial que garante o direito de ir e vir de 43 milhões de passageiros transportados por dia”, destaca Otávio Cunha, presidente-executivo da NTU.  Continue lendo