Economia

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Estado de S.Paulo

Após quatro anos pagando servidores atrasados, Estados em situação fiscal delicada esperavam regularizar a folha de pagamentos neste ano, mas a crise decorrente da pandemia da covid-19 deve impedir que os trabalhadores voltem a receber em dia. Secretários da Fazenda de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro já afirmam que nem mesmo a ajuda do governo federal será suficiente para que consigam cumprir com a folha de pagamentos e, após a fase mais crítica da pandemia, a tendência é que a situação fiscal desses Estados se deteriore ainda mais.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, há 50 meses os pagamentos não são feitos até o último dia do mês, como determina a lei, além de serem escalonados – primeiro recebem aqueles com rendimentos menores. Os servidores chegaram há esperar 45 dias para que o dinheiro caísse em suas contas, mas, no começo deste ano, esse prazo havia diminuído para 13 dias. Em abril, porém, voltou a ser de 30 dias e, para este mês, não há nem previsão. “Não há como garantir data específica. Não vamos pagar em dia”, afirma o secretário da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso.

Com a redução das atividades econômicas em março, a queda na arrecadação de ICMS no Estado foi de 14% no mês passado. Em abril, porém, a paralisação no comércio foi maior, o que deve levar a um recuo de 30% na arrecadação deste mês. 

O governo gaúcho deverá receber R$ 2,2 bilhões, em quatro meses, do governo federal – montante que faz parte do programa federativo para enfrentamento ao coronavírus. Desse total, R$ 1,95 bilhão, ou R$ 487 milhões mensais, podem ser gastos em áreas que não sejam relacionadas à saúde. O problema é que apenas a folha de pagamentos do Estado consome R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 47% da arrecadação com ICMS em tempos normais.  Continue lendo

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Estado de S.Paulo

A queda abrupta nas vendas de carros novos causada pela pandemia do novo coronavírus poderá resultar no fechamento de 30% das concessionárias no País. A afirmativa é da Fenabrave, a federação que reúne concessionários de todo o País. Isso significa cerca de 2.200 lojas fechadas definitivamente até o fim de maio.

Segundo o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, essas empresas podem “talvez não tenham fôlego para chegar ao final deste mês”. As concessionárias de veículos foram incluídos na lista de serviços essenciais pelo Governo Federal, mas a abertura das lojas ainda está sujeita a autorização das administrações estaduais ou municipais.

A entidade pleiteia a flexibilização das regras de isolamento social. As restrições foram impostas em praticamente todas as localidades para que as lojas possam reabrir. Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina autorizaram a reabertura das concessionárias.

Outro entrave é o fechamento dos Detrans e cartórios, também seguindo as orientações das autoridades de saúde durante a pandemia. A Fenabrave também solicitou prazos maiores para pagamento de impostos e antecipação de recebíveis vindos das montadoras. Essas medidas ajudariam a amenizar o impacto da crise no setor. As concessionárias empregam cerca de 315 mil pessoas no País.

Numa possível retomada das atividades ainda durante a pandemia, as concessionárias se comprometem a seguir os protocolos da Organização Mundial da Saúde. As lojas teriam controles nos acessos, atendimentos agendados e escala de pessoal reorganizada.

Pandemia causou queda histórica

Em abril, as vendas caíram 76,8% ante o mesmo mês de 2019. Foram vendidas apenas 51.362 unidades. No acumulado do ano, a retração já chega a 25%. Segundo a Fenabrave, a venda de automóveis retornou a patamares de 2006. O setor em geral registra volumes vistos pela última vez em 1992.

O problema não é exclusivo do Brasil. As concessionárias dos Estados Unidos poderão demitir até 360 mil funcionários ainda neste mês pelos mesmos motivos. Os governos de 33 dos 50 estados americanos limitaram a atividades das concessionárias.

Posto sem gasolina, no Rio

Jair Bolsonaro disse ontem que vai questionar a Petrobras a respeito do reajuste de 12% no preço da gasolina nas refinarias, anunciado anteontem. Chegou a qualificar de “manobra” a decisão.

Até agora, no entanto, o incontido espírito intervencionista de Bolsonaro não saiu do armário. Oficialmente, a Petrobras não foi ainda instada a se explicar. 

Se o for, terá uma resposta na ponta da língua e da máquina de calcular.

Dirá que o preço da gasolina no mercado internacional subiu muito nas duas últimas semanas devido à paralisação de várias refinarias e do aumento de consumo com o relaxamento do distanciamento social nos EUA e outros países. Além disso, ocorreu desvalorização do real.

A Petrobras tem outro número a apresentar a Bolsonaro, se ele for mesmo em busca de explicações: o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras, de R$1,02 por litro, é o mais baixo desde 2 de setembro de 2005.

O Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE), lançou a loja online “Máscara para Todos”. Cerca de 100 micro e pequenas empresas do Polo de Confecções de Pernambuco fornecem máscaras de proteção padronizadas para serem vendidas no comércio virtual. Juntas, elas respondem por mais de 2 mil empregos diretos no agreste do estado.

A proposta da iniciativa é apoiar os micro e pequenos empreendedores do Polo de Confecções de Pernambuco, além de massificar o comércio de máscaras de proteção para a população em geral, com entrega rápida e pagamento virtual. Todas os fornecedores adquiriram o selo emitido pelo NTCPE, para atestar a padronização e a qualidade do produto. Além disso, a viabilização do projeto aconteceu com apoio técnico e financeiro do Governo do Estado.

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade maleu lapa-el – Criei gosto pelo tema “Qualidade Total” e descobri entre diversos conteúdos alguns tratam o assunto “Programa 5 S”, fale-me deles.

Papa – Criado nos anos 1950 pelos japoneses, sou defensor da sua aplicação nas empresas e na vida cotidiana. A nomenclatura clássica vem da primeira letra dos seguintes nomes: SEIRI, SEITON, SEISO, SEIKETSU e SHITSUKE. No Brasil para não quebrar a lógica dos “5 S”, passou a ser divulgado como: senso de seleção, senso de organização, senso de limpeza, senso de conservação e senso de auto disciplina. São encontradas outras formas de escritados “sensos”. A seguir adaptamos publicação do site “fluxoconsultoria.poli.ufrj.br”, para melhor entendimento do tema:

SEIRI – Este primeiro senso significa seleção ,e tem como objetivo determinar quais materiais, ferramentas, dados e equipamentos são importantes e quais são supérfluos de forma a manter no ambiente apenas o que for relevante e destinar o restante para descarte ou outras áreas que possam utilizar.

SEITON – No senso de organização, determina-se que todos os itens a serem utilizados de forma comum devem ficar disponíveis em locais determinados do processo, e no caso de serem utilizados no dia-a-dia, ao alcance da mão, de forma a facilitar o acesso imediato.

SEISO – O terceiro senso do programa significa limpeza. Sabemos que um ambiente limpo chama atenção e tem o poder de influenciar as pessoas de forma positiva.

SEIKETSU – Após a faxina, o próximo passo é a padronização. A ideia é traduzir as necessidades em, além de normas, fixar placas na parede, utilizar formas, iluminação, placas, etc. Sua principal finalidade é garantir que os três primeiros S (seleção, organização e limpeza) não se percam.

SHITSUKE – A última fase do programa 5S é a autodisciplina. Sua missão é baseada no comprometimento com as etapas anteriores e depende muito da auto gestão o objetivo é controlar e manter a disciplina entre os colaboradores.

Após pesquisas realizadas pelo professor José Abrantes (UFRJ), foram somados os “sensos”: SHIKARI YARO: senso de determinação e união, SHIDO: senso de capacitação, educação e treinamento e SETSUYAKU: senso de economia e combate aos desperdícios. Por isto existe o “8S”.

A Petrobras anunciou que reajustará o valor da gasolina em 12% nas refinarias a partir desta quinta-feira (07). 

É a primeira vez, desde fevereiro, que a estatal decide cobrar mais caro pela gasolina nas refinarias. No acumulado do ano, o combustível registra baixa de mais de 50%, por causa da cotação do petróleo, que desabou no mercado internacional. 

É justamente a ligeira recuperação do preço do barril no exterior um dos motivos para a alta dos combustíveis nas refinarias. Mas, segundo especialistas, o maior culpado pela mudança no valor da gasolina produzida pela Petrobras é a disparada do dólar, que caminha célere para os R$ 6. 

Com o reajuste de 12%, o litro da gasolina custará, em média, R$ 0,1097 nas refinarias. Com todos os impostos e as margens de lucros definidas pelas distribuidoras e dos postos, o valor nas bombas mais que triplica.

 

Apesar de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inaugurou um novo piso histórico para a Selic, de 3% ao ano. Contudo, o Brasil ainda está entre os países com juros reais (descontada a inflação) mais altos do mundo, conforme ranking de 40 países da Infinity Asset Management. 

Conforme a pesquisa feita pelo economista-chefe da Infinity, Jason Vieira, com a nova Selic, o Brasil ficou em oitavo lugar, com juro real de 0,26% anuais. Essa taxa está acima da média, de -0,54% ao ano. 

O ranking é liderado pela Indonésia, com juros reais de 2,77% ao ano, seguido por Argentina, com 2,07% anuais, e por Rússia, com 2,04% ao ano. A partir da Índia, em décimo lugar, a lista só tem país com juro real negativo. 

Conforme o comunicado do Copom, na próxima reunião,  o Comitê considera um último ajuste, “não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às consequências econômicas da pandemia da Covid-19”.

O governo pretende recorrer a mecanismo utilizados em outros países para socorrer o setor de bares e restaurantes, um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, com fechamento de mais de 1 milhão de postos de trabalho. 

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, ele sugeriu ao secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, que o governo estude medidas adotadas fora do país de ajuda ao setor. Solmucci disse que Bianco ficou de avaliar. 

No fim de abril, a Alemanha apresentou um plano econômico de 10 bilhões de euros para pagar benefícios adicionais a desempregados e anunciou cortes de impostos para empresas. O plano contempla redução no Imposto de Valor Agregado (VAT) no setor de gastronomia de 19% para 7% por um ano, a partir do dia 1º de julho. O socorro prevê ainda que os trabalhadores forçados a ficar em casa por causa da quarentena recebam entre 70% e 77% do salário líquido a partir do quarto mês de desemprego. Do sétimo mês em diante, a parcela variará entre 80% e 87%. 

“Países como a Alemanha estão promovendo um apoio ao setor. O secretário disse que está estudando isso. A ajuda pode vir em forma de recomposição de parte dos salários, de criação de empregos ou de outra forma. Isso está sendo levantado. Esse tipo de medida é muito importante porque o setor de bares e restaurantes gera muitos empregos e tem uma cadeia de pequenos fornecedores, que pode entrar em colapso”, disse Solmucci. 

Desemprego 

Estima-se que o número de demissões no setor já tenha passado de 1 milhão. A projeção era de que esse número fosse atingido apenas no fim de maio. Porém, com o prolongamento das regras de isolamento, o presidente da Abrasel acredita que a marca já tenha sido atingida. Segundo ele, isso representa um terço de todos os profissionais formais. Ele explicou que, mesmo que a reabertura ocorra, o retorno às atividades será lento. “Não abriremos como antes. Talvez 30% do que se faturava”, afirmou.  Continue lendo

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O consumo de energia elétrica pelas empresas caiu em função das medidas de restrição para conter a disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil.

Segundo uma pesquisa da Comerc, empresa que comercializa energia, só o setor do comércio e varejista teve uma diminuição de 51,27% no consumo de energia na última semana de março, frente o período de 9 a 15 do mesmo mês. Também apresentaram fortes quedas os setores têxtil, couro e vestuário (-48,77%), veículos e autopeças (-46,53%) e materiais de construção (-25,57%).

Com isso, o  preço da energia elétrica comercializada no Sudeste do País, no início do mês de abril, caiu 61% na comparação com as primeiras semanas de março.

Esse recuo no valor, no entanto, não será percebido nem por você e nem por mim, que somos pessoas físicas, e consumidores do mercado regulado de energia elétrica. Ele ocorreu no mercado livre de energia, que só pode ter empresas entre seus clientes.

Nele, o preço é variável, e considera, entre outros pontos, a lei da oferta e da demanda. “A formação de preços no mercado (livre) não é função apenas da oferta, pois a metodologia de despacho utiliza um algoritmo que calcula o custo da geração marginal, mantendo o preço de curto prazo em patamares mais altos do que o preço mínimo (PLD)”, explica Marcelo Ávila, vice-presidente da Comerc Energia.

“De qualquer forma, a tendência é que tenhamos preços mais baixos do que os que vinham sendo praticados no ACL, permitindo a migração do consumidor para o mercado livre”, acrescenta o executivo.

Já no chamado mercado regulado, que atende os consumidores de baixa tensão, as pessoas físicas, cerca de 70% de todo o setor elétrico do País, o processo é diferente e a tendência é de aumento na tarifa.

Entenda

Com a crise financeira causada pela pandemia da Covid-19, foi determinada a isenção temporária da tarifa para consumidores de baixa renda e a suspensão de cortes por inadimplência. Além disso, uma parte da energia contratada pelas distribuidoras não será consumida mas terá que ser paga assim mesmo. Continue lendo

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O isolamento social, adotado como medida para conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19), tende a aumentar o consumo residencial de água e de energia elétrica. Apesar de, até o momento, não haver números oficiais em âmbito nacional sobre o impacto da doença nas contas pagas por esses serviços, especialistas consultados pela Agência Brasil estimam que, dependendo do comportamento dos consumidores, o valor a ser pago poderá aumentar, em média, entre 10% e 20%.

A expectativa é de que, diante da nova situação, haja também uma mudança nos hábitos dos consumidores residenciais, na direção de um consumo mais racional, consciente e econômico dos recursos naturais, o que possibilita, inclusive, a redução dos valores a serem pagos por esses serviços.

“Acreditamos que esse momento será de grande aprendizado para quando tudo passar e que uma nova consciência de consumo e de comportamento permanecerá. Estaremos sempre muito mais atentos a novas possibilidades de hábitos e mais conscientes quanto ao uso racional e econômico dos recursos naturais”, disse Octávio Brasil, da CAS Tecnologia, empresa que atua no desenvolvimento de soluções para redes de água e energia.

Mudança no padrão de consumo

Segundo Octávio Brasil, diante das mudanças de rotina causadas pela Covid-19, houve uma mudança no padrão de consumo, com forte redução de demanda no comércio e na indústria e crescimento do setor residencial.

“Normalmente nem todas as pessoas têm uma boa percepção de seu consumo de energia, água e gás. Elas sabem quanto pagam, mas raramente conhecem o motivo e como fazer para economizar. Nesse momento, com muita gente trabalhando em casa, surpresas podem ocorrer, pois é natural que o consumo seja alterado por causa do maior tempo de permanência nas residências”, disse.

Tarifa Branca

Octávio Brasil sugere, no caso da conta de energia, medidas que vão além do uso consciente, para evitar o desperdício. “É possível, ao consumidor, avaliar se é vantagem aderir à Tarifa Branca, pois o custo da energia é mais barato nos horários fora de ponta”, referindo-se a essa modalidade vantajosa para aqueles que possam deslocar parte considerável do seu consumo de energia nesses períodos.

“Com a adoção [da Tarifa Branca], é possível ter uma economia na conta de energia de até 17%”, acrescenta.

Criada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Tarifa Branca começou a vigorar em janeiro de 2020 para todos consumidores de baixa tensão (em geral, residências e pequenos comércios). Nela, o valor da tarifa de energia varia de acordo com o horário do seu consumo. Nos dias úteis, o preço pago pela energia é dividido em três faixas horárias de consumo. No horário de ponta (17h30 às 20h30), a tarifa fica mais cara que a tarifa convencional. Na faixa intermediária (16h30 às 17h30, retornando das 20h30 às 21h30), o custo também é maior.

Conta de água Continue lendo

O governo federal brasileiro gastou até agora apenas 24% do total previsto pelas medidas econômicas de combate à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo o Ministério da Economia, dos 253 bilhões de reais previstos, 59,9 bilhões de reais foram pagos, ou seja, liberados pelo governo. A equipe econômica, entretanto, desconhece o valor que de fato chegou até a mão dos beneficiários, porque essas transferências, segundo o ministério, dependem da distribuição feita pelo sistema financeiro, como BNDES e Caixa Econômica Federal – mas informou, porém, que prepara uma forma de consolidar esses números para disponibilizar a população.

A maior parte dos gastos previstos é destinada ao auxílio emergencial, com 123,9 bilhões de reais, seguida pelo benefício emergencial de manutenção de emprego e da renda, com 51,6 bilhões de reais. Do total já pago, o auxílio de 600 reais à população vulnerável representa 59%. O balanço também apontou que nada foi repassado em relação à medida de manutenção do emprego. A evolução desses valores pode ser acompanhada diariamente em nova página do site do Tesouro Nacional, que irá monitorar os gastos da União no combate à Covid-19. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues (foto), afirmou que o objetivo é tornar os números transparentes. “Esse montante de recursos tem impacto direto sobre o contribuinte. É dinheiro dele que está sendo repassado. Portanto, é preciso haver esse zelo com a efetividade das ações”, afirmou, em uma conferência virtual com jornalistas, nesta sexta-feira (1º).

O secretário usou a palavra “zelo” novamente ao falar sobre a possibilidade de elevar o número de parcelas do pagamento do auxílio emergencial de 600 reais pago aos informais. “Não está desenhado ainda se terá nova parcela. É o contribuinte quem arca com esse recurso, por isso estamos fazendo com muita cautela e zelo”, reafirmou Waldery. O programa, aprovado pelo Congresso, prevê o repasse de três parcelas de 600 reais à população vulnerável, e tem recebido pressão para que seja aumentado, devido ao agravamento da crise e da ampliação das medidas de isolamento social.

Além disso, o governo vem recebendo críticas também de que as medidas adotadas pelo Brasil no combate à crise causada pelo coronavírus são inferiores quando comparadas a de outros países. E, para tentar esfriar os ataques, o Ministério da Economia informou que as medidas fiscais, ou seja, os gastos do país, representam 4,8% do PIB, número maior que o da média dos países avançados (4,3%) e maior que de emergentes como o Chile (4,7%). O Brasil perde, porém, de Japão (21,1%), França (5%), Alemanha (4,9%), entre outros.

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade maleu lapa-el – Em nosso papo sobre “Qualidade Total”, você falou sobre os “14 Princípios de Deming” de forma superficial, favor destaque cada deles.

Papa – Manifesto novamente meu posicionamento em classificar William Edwards Deming como o maior expoente quanto assunto é implantação da qualidade nas organizações. Não tenho qualquer pretensão sobre o acolhimento pleno deste pensamento. Muitos são os críticos de Deming e seu reconhecimento veio do Japão e não do seu país os EUA. Seus princípios, com adaptações inteligentes, cabem em qualquer processo.

Transcrevemos a seguir tais princípios na forma ampliada, conforme encontramos em diversas publicações: “Primeiro – Estabeleça constância de propósitos para a melhoria do produto e do serviço, objetivando tornar-se competitivo e manter-se em atividade; Segundo – Adote a nova filosofia. Estamos numa nova era econômica. A administração ocidental deve acordar para o desafio, conscientizar-se de suas responsabilidades e assumir a liderança no processo de transformação; Terceiro – Deixe de depender da inspeção para atingir a qualidade. Elimine a necessidade de inspeção em massa, introduzindo a qualidade no produto desde seu primeiro estágio; Quarto – Cesse a prática de aprovar orçamentos com base no preço. Ao invés disto, minimize o custo total. Desenvolva um único fornecedor para cada item, num relacionamento de longo prazo fundamentado na lealdade e na confiança; Quinto – Melhore constantemente o sistema de produção e de prestação de serviços, de modo a melhorar a qualidade e a produtividade; Sexto – Institua treinamento no local de trabalho; Sétimo – Institua liderança. O objetivo da chefia deve ser o de ajudar as pessoas e as máquinas e dispositivos a executarem um trabalho melhor; Oitavo – Elimine o medo, de tal forma que todos trabalhem de modo eficaz para a empresa; Nove – Elimine as barreiras entre os departamentos. As pessoas engajadas em pesquisas, projetos, vendas e produção devem trabalhar em equipe, de modo a preverem problemas de produção e de utilização do produto ou serviço; Décimo – Elimine lemas, exortações e metas para a mão-de-obra que exijam nível zero de falhas e estabeleçam novos níveis produtividade; Décimo primeiro – Elimine padrões de “quotas” linha de produção. Substitua-os pela liderança; elimine o processo de administração por objetivos. Substitua-os pela administração por processos através do exemplo de líderes; Décimo segundo – Remova as barreiras que privam o operário de seu direito de orgulhar-se de seu desempenho. A responsabilidade dos chefes deve ser mudada de números absolutos para a qualidade; Décimo terceiro – Institua um forte programa de educação e auto-aprimoramento e Décimo quarto -Engaje todos da empresa no processo de realizar a transformação. A transformação é da competência de todo mundo”.

Levantamento da Stone, fintechs de serviços financeiro e de pagamentos, mostra que aumentou muito a solidariedade dos brasileiros durante o período de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. 

Ao comparar as principais mudanças de hábito de compra entre o período pré-quarentena, de janeiro ao meio de março, e o período pós-quarentena, do meio de março ao fim de abril, além das alterações nas categorias mais consumidas, a empresa constatou crescimento de 192% nas doações on-line. 

Esse avanço foi superior ao dos gastos com alimentação, com alta de 126%. Depois vieram os itens de casa, como móveis e decorações, com 107%; transporte via aplicativo, com 106%; e bebidas, com 99%. 

“Muitos consumidores estão migrando para o e-commerce como uma maneira de evitar contato físico e de não colocar a sua vida e a dos próximos em risco”, diz o presidente da Stone, Augusto Lins. Para ele, “essa fase requer atenção do empreendedor, principalmente daquele que não opera por delivery e não tem seu negócio digitalizado”. 

Na avaliação de Lins, todos os esforços para garantir os rendimentos são muito bem-vindos. “Passamos por um momento de profissionalização e otimização de presença em diferentes plataformas para perder o mínimo de vendas possível”, frisa. 

Perdas 

A pesquisa da Stone mostra ainda que os setores que mais vem sofrendo na crise são os de turismo, com queda de 94%; de eventos, com recuo de 93%; e o de certificação e de autenticações de documentos digitais, com tombo de 81%. 

Mais: apesar do aumento de volume de venda em algumas categorias, o valor do ticket médio não apresentou alta. No caso do segmento de alimentação, cujas transações processadas subiram 126%, o gasto médio cedeu 24%, para R$ 244 por mês. 

Isso pode ser reflexo do aumento do desemprego e da redução de salários de trabalhadores que aderiram ao programa lançado pelo governo para tentar minimizar os efeitos da pandemia da Covid-19 no mercado de trabalho.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (28) um reajuste médio de 5,16% para a tarifa de energia da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).

A exemplo do que ocorreu em outros estados , a Aneel também decidiu adiar a aplicação do reajuste para o dia 1º de julho.

A decisão de adiar a incidência da nova tarifa é parte das medidas tomadas pelo setor de energia para enfrentar a pandemia da Covid-19. Sem o adiamento, as novas tarifas da empresa seriam aplicadas a partir desta quarta-feira, 29 de abril.

A Celpe atende 3,75 milhões de unidades consumidoras no estado de Pernambuco.

O Dia das Mães é a segunda melhor data para o varejo nacional e costuma registrar crescimento nas vendas a cada ano. Porém, em 2020, será diferente por conta da suspensão das atividades do comércio como medida para conter a disseminação do coronavírus. A data comemorativa aconteceria no dia 10 de maio, porém ainda há uma indefinição se haverá uma reabertura do setor em Pernambuco até lá, já que não foi definida uma data para acontecer. Ainda que haja uma flexibilização em relação às atividades do comércio, as vendas não prometem registrar uma alta. Justamente para tentar driblar o cenário desfavorável e preservar as vendas, existe um movimento nacional para adiar o Dia das Mães para 12 de julho, que está sendo analisado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A alteração é apoiada pelo setor pernambucano.

Segundo Eduardo Catão, presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas de Pernambuco (FCDL-PE), há um movimento em torno do adiamento da data, mas que o setor ainda aguarda o posicionamento. Julho foi o mês escolhido para receber a nova data para não chocar com o Dia dos Namorados, em junho. “A gente também solicitou isso para a CNDL, mas a entidade ainda não se pronunciou até agora. Todo mundo do estado consultado concordou, mas ainda não sabemos se vai acontecer, assim como não sabemos quando o comércio vai, de fato, reabrir”, explica, acrescentando que, diante da atual situação por conta da pandemia, o comércio não tem como trabalhar o Dia das Mães ou receber as mercadorias, mesmo se as atividades forem reabertas. “Mesmo que comece a abrir, o consumidor não vai para a rua de imediato, ele está preocupado. Então o retorno vai ser lento”, pontua.

Caso a data não seja adiada, as expectativas são negativas. “Caso a proposta não tenha resultado, a parte comercial vai ser totalmente prejudicada porque, aparentemente, o comércio estará totalmente fechado ou com pequenas aberturas. Vai ter alguma venda, mas nada. Devido ao decreto de isolamento social, comércio está de portas fechadas e ainda não há previsão de retomada comparado com os anos normais”, ressalta Cid Lôbo, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Pernambuco (CDL-PE). “As vendas no varejo tradicional são zeradas e tem aqueles que vendem no comércio eletrônico, que terão alguma coisa”, diz. Continue lendo