Economia

O estado da Paraíba teve o menor preço médio da gasolina no mês de maio, entre os estados do Nordeste, conforme mostrou um levantamento feito a partir do Índice de Preços da Ticket Log (IPTL).

De acordo com a pesquisa, a média de preço da gasolina na Paraíba em maio foi de R$ 3,76. No mês de abril, ela era encontrada por R$ 3,99, uma queda de cerca de 5,9%.

Já o etanol na Paraíba, que em abril era o mais barato da região Nordeste, passou de R$ 3,19 para uma média de R$ 3,17 em maio e, apesar de ter diminuído, agora tem melhores preços na Bahia, por R$ 3,08.

Em relação ao diesel, os preços médios ficaram em R$ 3,16 (comum) e R$ 3,17 (S10). O GNV, por sua vez, ficou em R$ 3,19.

Segundo o IPTL, houve recuo nos valores médios para todos os tipos na região, em relação a abril. A gasolina era vendida a R$ 4,28 e em maio passou para o valor médio de R$ 4,01, uma baixa de 6,37%. O diesel comum e o tipo S-10, também recuaram, comercializados à média de R$ 3,21 e R$ 3,22, respectivamente. Já o etanol, com recuo de 5,98%, vendido ao valor médio de R$ 3,365, também se destaca por apresentar baixa no consumo frente aos outros combustíveis nos estados do Maranhão, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O IPTL é um índice mensal de preços de combustíveis levantados com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que administra 1 milhão de veículos, com uma média de oito transações por segundo.

AFP

A reabertura das academias faz parte do nível 2 do plano de convivência do governo de Pernambuco e ainda não tem data definida. Mas isso pode mudar. De acordo com o deputado federal Felipe Carreras (PSB), o setor pode ter sua retomada antecipada por ser um serviço de promoção de saúde e qualidade de vida. Representantes do governo e entidades ligadas ao setor de academias e práticas esportivas se reuniram em videoconferência na quinta-feira para discutir o tema e estabelecer um cronograma de reabertura, que pode ser divulgado na próxima semana. 

A pauta reuniu a retomada de academias, boxes de crossfit, estúdios, assessorias esportivas como corridas rua, triatlo, entre outras. Carreras destacou que academias promovem saúde e deveriam constar entre os primeiros estabelecimentos na lista da retomada econômica.

“A volta das academias, a volta das atividades físicas, tem que ser a primeira da fila na reabertura. Afinal de contas, não é só atividade econômica, é saúde, é qualidade de vida. Atividade física combate a depressão, obesidade, pressão alta, ou seja, ajuda a imunidade. A reunião foi produtiva e vamos ter outro encontro na próxima semana e se Deus anunciando um cronograma e que o setor como um dos primeiros a voltar na produção de saúde, qualidade de vida, e que os profissionais de educação física também possam retornar as suas atividades. Continue lendo

A partir de 15 de junho, os trabalhadores poderão sacar até R$ 1.045 do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A retirada foi autorizada pela Medida Provisória 946, como forma de ajudar aqueles que tiveram perda de renda durante a pandemia do novo coronavírus. A expectativa é de que cerca de 60,8 milhões de pessoas sejam beneficiadas e de que R$ 36,2 bilhões sejam sacados do fundo. Há a estimativa ainda de que 80% das contas de FGTS sejam zeradas com o saque.

O calendário ainda será divulgado pela Caixa, mas o prazo final para sacar o benefício será 31 de dezembro deste ano. Pode sacar o benefício qualquer pessoa que tenha conta ativa ou inativa. Mas, diferentemente do saque liberado no ano passado, o total liberado levará em consideração todas as contas do trabalhador. Ninguém poderá sacar mais de R$ 1.045, ainda que tenha duas ou três contas com valores maiores. Quem não retirou os recursos liberados no ano passado não poderá sacar os de agora.

Além de prever o saque excepcional do FGTS, a MP acaba com o fundo PIS-Pasep, cujo patrimônio passará a ser administrado pelo FGTS. Contudo, a mudança não altera os pagamentos anuais do abono salarial PIS-Pasep. O fundo vale para quem trabalhou com carteira assinada na iniciativa privada ou foi servidor público civil ou militar entre 1971 e 1988. O governo utilizou esse dinheiro para dar liquidez ao FGTS, mas preservando o patrimônio das contas individuais desses trabalhadores.  Continue lendo

De acordo com informações da Secretaria do Tesouro Nacional, a terceira parcela de recomposição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será creditada nesta sexta-feira (05). A data foi informada nas redes sociais da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O repasse foi estabelecido pela Medida Provisória (MP) 938/2020 para manter o Fundo pelo menos no mesmo patamar de 2019, diante da queda de arrecadação neste ano acentuada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) .

A parcela de junho da recomposição deve chegar a R$ 2,37 bilhões, segundo estimativa da CNM com base nos valores do FPM de maio de 2020 e do ano passado. De acordo com a MP, os Entes municipais vão receber a complementação do governo federal no FPM, referente aos meses de março a junho, quando houver queda na arrecadação.

Essa já é a terceira de quatro parcelas prevista na MP. Em abril, os gestores receberam o montante no dia 14; em maio, o depósito ocorreu no dia 7; e, para junho, espera-se que isso ocorra neste sexta-feira. A CNM reforça que, por se tratar de auxílio, não há desconto para o Fundeb, e os valores não compõem a base de cálculo para repasse ao Legislativo local a título de duodécimo. A medida tem como objetivo mitigar os impactos econômicos negativos da pandemia do novo coronavírus nos cofres públicos.

Veja quanto o seu município deve receber de complementação do FPM nesta sexta-feira.

Foto: Nando Chiapetta/Alepe

O secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, afirmou na manhã desta quinta-feira (04), em entrevista à Rádio Jornal, que há risco de atraso no pagamento de salários de funcionários públicos vinculados ao Governo do Estado, devido à crise financeira causada pelo fechamento do comércio, medida elencada pelo próprio gestor como necessária para controlar o avanço do novo coronavírus.

“Há sim um risco de atraso, de aumentar, e voltar aos que tinham antes”, disse. “Perdemos em três meses mais de 1 bilhão, e a arrecadação de junho será muito ruim, porque [o comércio em] maio foi todo fechado, para salvar vidas, uma consequência do processo. Não se sai de uma pandemia dessas sem enfrentar crises”. Ele defendeu que os atrasos de setembro do ano passado até fevereiro de 2020 foram reduzidos em 81%.

Em relação a empréstimos, o secretário afirma que o Estado havia conseguido pagar quase 68% dos empréstimos feitos até o ano de 2016. “Desde 2016 Pernambuco não faz operação de crédito. As dívidas que estamos pagando foram feitas há 5, 10 anos, que serão pagas em torno de 30 anos. Elas até são pequenas para o que a lei permite, só tem 50% de comprometimento da receita, mas o desembolso é grande. Em 2019, Pernambuco conseguiu pagar quase 68% do que restava”.

Auxílio Federal

Padilha anunciou, durante a entrevista, que um auxílio financeiro de quatro parcelas de R$ 269 milhões será enviado pelo Governo Federal todo dia 9, começando por junho, para compensar queda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de maio, mês em que o Estado arrecadou R$ 600 milhões a menos do que pretendia. “Em maio fechamos uma conta de 600 milhões a menos, se comparar com a arrecadação esperada para o mês. O crescimento real aconteceu em janeiro, fevereiro e ia acontecer em março, quando veio a pandemia e a gente precisou fazer o isolamento social”.

Botijões de gás de cozinha

CNN/Brasil

A Petrobras informou que vai reajustar em 5,3% o preço médio do gás liquefeito de petróleo (GLP) – também conhecido como gás de cozinha – vendido pela companhia as distribuidoras a partir desta quinta-feira (04).

Com isso, o preço médio da Petrobras será equivalente a R$ 24,08 por botijão de 13 quilos (kg). No acumulado do ano, a redução é de 13,4%, ou R$ 3,72 por botijão de gás de cozinha de 13 kg.

A Petrobras esclarece que igualou desde novembro de 2019, os preços do gás liquefeito de petróleo para os segmentos residencial e industrial/comercial e que o GLP é vendido pela Petrobras a granel. As distribuidoras são as responsáveis pelo envase em diferentes tipos de botijão e, junto com as revendas, são responsáveis pelos preços ao consumidor final.

Vendas subiram com Covid-19

Onze estados brasileiros registraram alta de 30% nas vendas de gás de cozinha (GLP 13 Kg) no ano até o dia 14 de abril, comparado com o mesmo período de 2019. A única queda nas vendas, da ordem de 15%, foi registrada no Maranhão, segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que intensificou o monitoramento do setor após o produto registrar falta em algumas regiões.

O crescimento da demanda se deve ao aumento da procura devido ao isolamento social imposto pelo novo coronavírus, que fez com que as pessoas passassem a cozinhar mais em casa.

Para estabilizar o mercado, a Petrobras anunciou a importação do produto, depois de ter que reduzir a produção de gasolina em suas refinarias devido à queda do consumo. Os dois combustíveis – GLP e gasolina – são produzidos juntos na unidade de craqueamento catalítico das refinarias da estatal.

O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco (Simmepe) divulgou nesta quarta-feira (03) os resultados de uma pesquisa realizada para avaliar os impactos da pandemia do novo coronavírus. O setor reúne mais de 2 mil indústrias incluindo desde gigantes como siderúrgicas e estaleiros, até pequenas empresas como serralherias e prestadores de serviços de usinagem. 

Segundo o presidente do Simmepe, Alexandre Valença, o levantamento identificou que os efeitos da pandemia deixaram 32% das empresas ouvidas praticamente sem nenhum faturamento devido à queda drástica na demanda do mercado. Para outros 28%, a queda nas receitas ficou entre 21% e 50%. Apenas 8% registraram faturamento normal ou muito próximo ao normal. 

A pesquisa identificou também que, junto com a retração no faturamento, o nível de utilização da capacidade produtiva registrou uma queda significativa. “Nada menos do que 56% das empresas estão trabalhando com menos de 30% de sua capacidade instalada”, destaca Valença. Além disso, 13% utilizam atualmente menos 50% de suas máquinas.

“Os dados são preocupantes principalmente por que a tendência é de que haja uma queda cada vez maior no faturamento tendo em vista que o cenário atual revela que o mercado ainda está longe da normalidade”, avalia Valença.  Continue lendo

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM

Nesta terça-feira (02), um dia após o governo de Pernambuco anunciar o plano de retomada da atividade econômica no Estado, em meio à pandemia do novo coronavírus, o movimento de consumidores nas lojas de materiais de construção era intenso. Apesar do fluxo de pessoas, os estabelecimentos não registraram aglomeração, além disso, ofereciam álcool gel para quem chegasse às lojas.

No Armazém Coral da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, a entrada dos clientes era controlada por funcionários. Além disso, cada vendedor só podia atender um consumidor por vez para evitar a lotação da loja, dificultando assim a transmissão da covid-19.

Para o empresário Domingos Filho, dono do Armazém Coral, o isolamento social fez com que as pessoas percebessem problemas em suas residências e buscassem a loja para resolvê-los. “Estávamos todos em casa e começamos a notar coisas que antes não víamos por causa da correria”, diz ele, afirmando que a procura por materiais de construção também acontecia durante o período em que as lojas estiveram fechadas. “Por isso, nós adotamos o drive-thru para ajudar nossos clientes”, conta. Continue lendo

O Tribunal de Contas da União (TCU) voltou a se posicionar contrário ao requerimento do deputado Federal Eduardo da Fonte e reconheceu a validade do reajuste tarifário de 2019 praticado pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).

Em auditoria (TC 034.269.2019-3), concluída em abril passado, o órgão fiscalizador constatou que a variação homologada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está adequada às regras do setor elétrico e prevista no contrato de concessão.

A Corte destacou, ainda, que o reajuste decorreu de componentes não gerenciáveis pela distribuidora, como encargos e tributos. A proposta de fiscalização, de autoria do parlamentar, foi enviada ao tribunal sob alegação de falhas no processo de apuração dos custos.

Após sucessivas negativas no TCU, o deputado chegou a informar que decidiu questionar o reajuste tarifário 2020 na Justiça Federal.

Embora ainda não tenha sido intimada de eventual ação popular, a Celpe antecipadamente esclareceu que, em razão do impacto provocado pela pandemia de Covid-19, tomou por conta própria a decisão de requer, desde o mês de abril, o adiamento da aplicação da variação média de 5,16%.

O reajuste que deveria ter sido aplicado em 29 de abril, foi postergado e entrará em vigor no mês de julho, conforme determinação da Aneel. Continue lendo

BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

O saque em espécie e a transferência para outros bancos, que não seja a Caixa Econômica Federal, da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 fica disponível para as pessoas nascidas no mês de março nesta terça-feira (02). Ao todo, são 2,7 milhões, que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), não fazem parte do Bolsa Família e receberam a primeira parcela do benefício até o dia 30 de abril. O pagamento para este grupo teve início no último sábado (30), para os nascidos em janeiro, e segue até o dia 13 de junho, para os nascidos em dezembro.

Quem pode sacar o auxílio nesta terça já havia recebido o valor anteriormente, e só poderia utilizá-lo para o pagamento de contas, boletos e compras através do cartão de débito virtual. Para quem recebeu a primeira parcela em outra conta, o dinheiro será transferido automaticamente na data de liberação para o saque e transferências. Todos os beneficiários do Bolsa Família já receberam a segunda parcela do auxílio e aguardam, agora, o calendário para o saque da terceira parcela. Para os novos aprovados, que receberam a primeira parte do dinheiro em maio, a Caixa Econômica Federal ainda não divulgou quando estará disponível a segunda parte do auxílio.

“A Caixa reforça que não é preciso madrugar nas filas. Todas as pessoas que chegarem nas agências durante o horário de funcionamento, das 8h às 14h, serão atendidas. Elas vão receber senhas e, mesmo com as unidades fechando às 14h, o atendimento continua até o último cliente. O banco fechou parceria com cerca de 1.200 prefeituras em todo o país para reforçar a organização das filas e manter o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas”, informou a Caixa, em nota.

Calendário de saque da segunda parcela do auxílio emergencial:

– 30 de maio (sábado) – para pessoas nascidas em janeiro;

– 1º de junho (segunda-feira) – para pessoas nascidas em fevereiro;

– 2 de junho (terça-feira) – para pessoas nascidas em março;

– 3 de junho (quarta-feira) – para pessoas nascidas em abril;

– 4 de junho (quinta-feira) – para pessoas nascidas em maio;

– 5 de junho (sexta-feira) – para pessoas nascidas em junho;

– 6 de junho (sábado) – para pessoas nascidas em julho;

– 8 de junho (segunda-feira) – para pessoas nascidas em agosto;

– 9 de junho (terça-feira) – para pessoas nascidas em setembro;

– 10 de junho (quarta-feira) – para pessoas nascidas em outubro;

– 12 de junho (sexta-feira) – para pessoas nascidas em novembro;

– 13 de junho (sábado) – para pessoas nascidas em dezembro.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou em R$ 4 bilhões o limite de crédito que os órgãos públicos, os estados, os municípios e o Distrito Federal podem contratar ao longo deste ano sem a garantia da União. Com isso, o teto dessas operações poderá chegar a R$ 7,5 bilhões em 2020.

A ampliação dessas operações de crédito foi aprovada nesta segunda-feira (1º) em uma reunião extraordinária do CMN. “A Resolução aprovada, que entra em vigor na data de sua publicação, eleva o limite de contratação de operações de crédito sem garantia da União de até R$ 3,5 bilhões para até R$ 7,5 bilhões neste ano”, informou o Ministério da Economia.

A pasta disse ainda que “este novo limite global está alinhado com a projeção de resultado primário para os entes subnacionais e a meta de resultado para as empresas estatais federais, conforme estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020, com a redação dada pela Lei nº 13.983, de 3 de abril de 2020, e não gera impacto fiscal para a União”.

A lei em questão elevou para R$ 158,7 bilhões a projeção do déficit primário do setor público consolidado. Mas o governo, que está desobrigado a cumprir essa meta pelo estado de calamidade pública, já avisou que o rombo das contas públicas pode chegar a R$ 708,7 bilhões neste ano em função da crise causada pelo novo coronavírus.

Mães adolescentes poderão solicitar, a partir desta segunda-feira (1º), o auxílio emergencial de R$ 600 no aplicativo ou no site da Caixa Econômica Federal. As meninas estão há mais de três meses sem receber o benefício, a contar da data do anúncio, por terem menos de 18 anos – o que as impossibilita até mesmo de fazer o cadastro.

Após o projeto de lei ser aprovado no Senado, o governo federal sancionou o auxílio de R$ 600 para elas, mas não havia disponibilizado até então a opção de cadastramento.

Em nota, a Caixa informa que para se cadastrar no aplicativo é preciso fazer o download da nova versão a partir desta segunda-feira.

Mesmo que a mãe menor de idade seja beneficiária do programa Bolsa Família ou esteja inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), é necessário se registrar no aplicativo ou site.

Apesar de atualizar o aplicativo, a análise não é feita pela Caixa Econômica, mas pela Dataprev, responsável por verificar se o cidadão cumpre todas as exigências previstas na lei.

Pagamento

O presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, anunciou que novas datas do pagamento do auxílio serão avisadas “dentro de duas semanas”.

Guimarães disse que vai “ter mais alguns milhões de brasileiros” que estão sendo analisados, ou reanalisados, pela Dataprev e o Ministério da Cidadania.

Hoje, esse número é de 10,4 milhões de pessoas com cadastro em análise, segundo dados da própria instituição. Mas a cifra deve aumentar mais ainda por causa do cadastro das mães adolescentes.

O novo calendário é determinado pelo Ministério da Cidadania em conjunto com a Dataprev. A Caixa Econômica é responsável apenas pelo pagamento.

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM

Enquanto o poder público finaliza o plano de convivência com a Covid-19 e confirma a abertura gradual das atividades a partir de junho, os shoppings da Região Metropolitana do Recife (RMR) já estão todos preparados para receberem os clientes de volta após 70 dias de portas fechadas. Esperam apenas o sinal verde e novas orientações do governo. O setor espera que a autorização saia na segunda quinzena de junho.

“Os shoppings já eram locais seguros, agora estão mais seguros ainda em relação à saúde”, diz o presidente da Associação Pernambucana de Shoppings Centers (Apesce), Paulo Carneiro. Ele destaca os cuidados com sanitização, renovação periódica dos aparelhos de ar-condicionado, “que inclusive são fiscalizadas”, revisões antecipadas dos equipamentos e adaptações para receber e orientar os clientes, como marcação de pisos para filas, disponibilização de álcool em gel e termômetros para medir a temperatura dos visitantes.

Com a infraestrutura condominial toda pronta, o setor espera que o governo divulgue as datas para a reabertura nos próximos dias. “A ansiedade dos lojistas é grande. Eles precisam de data antecipada para reprogramar as suas equipes e repor estoques. Mas também há o desejo do público, que sente falta desse ambiente seguro de compras”, afirma.

Neste período de quarentena, o setor foi atrás de soluções para resolver as questões de segurança sanitária e abriram diálogo com o governo para mostrar as iniciativas. O principal produto da articulação foi o protocolo de reabertura, entregue ao Estado como forma de orientação para a retomada do comércio. O material foi produzido pela Associação Brasileira de Shoppings (Abrasce) e validada pelo Hospital Sírio-Libanês, referência no setor de saúde. Continue lendo

Fachada do Copacabana Palace

Cerca de 63% dos hotéis brasileiros estão fechados por causa da Covid-19. Em meados de abril, 69% estavam sem funcionar. E a maior parte desses hotéis com portas cerradas (74% deles) prevê reabrir em junho e julho, de acordo com uma pesquisa inédita feita nesta última semana de maio pelo Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

Entre as cidades com maior número de hotéis, Florianópolis é a que possui o maior percentual de estabelecimentos fechados (86%) e Manaus é a que registra mais unidades abertas (65%). Neste  ranking, São Paulo e Rio de Janeiro têm índices parecidos de hotéis fechados: 59% e 65%, respectivamente.

A pesquisa foi feita com 884 hotéis de 26 estados e 209 cidades.

Pesquisa realizada pelo Instituto FSB para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que sete de cada dez empresários industriais declaram que só têm condições de manter suas atividades em funcionamento por até três meses. Entre eles, 22% dizem que só têm condições de manter seus negócios por um mês. O levantamento mostra, ainda, que três em cada quatro indústrias diminuíram ou paralisaram a produção.

Segundo a pesquisa, 82% dos empresários industriais tiveram queda no faturamento nos últimos 45 dias. Entre eles, a perda média de receita foi de 56%.

Ao todo, 66% afirmaram que não demitiram em decorrência da pandemia nesse período. Entre eles, 22% admitiram que pretendem dispensar funcionários. Entre as empresas que reduziram o quadro de empregados, 78% acreditam que essa medida será temporária.

De acordo com a pesquisa, oito de dez empresários industriais preveem retração da atividade econômica pelos próximos seis meses. Apenas 4% acreditam que possa haver uma recuperação nesse período. Outros 14% apostam na manutenção do atual cenário. A previsão de 44% dos entrevistados é que haverá uma expansão daqui a dois anos. Ainda assim, 32% entendem que a situação será mantida em 2022 e outros 21% acreditam que ainda haverá retração ou forte retração.

Foram entrevistados executivos de 1.017 empresas industriais, em amostra que levou em conta o quantitativo de empresas e o porte delas em cada estado. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o grau de confiança, de 95%. As entrevistas foram realizadas por meio de telefones fixos e móveis entre 15 e 25 de maio de 2020.