Economia

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa que o montante do segundo decêndio do mês de julho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será de R$ 570.064.455,62. O valor será creditado nesta quinta-feira, 20 de julho, e já considera o desconto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, o total é de R$ 712.580.569,53.

A entidade aponta que o valor a ser repassado, quando comparado ao mesmo período de 2016, teve uma queda de 5,86%. O percentual não leva em consideração os efeitos da inflação. Em termos reais, a queda é ainda mais acentuada, de 8,12%. Já em relação ao acumulado em 2017, considerando os efeitos da inflação e o repasse extra de 1% de julho, houve crescimento de 7,05% em relação ao ano anterior.

Destaca-se que o repasse do segundo decêndio é aproximadamente 20% menor do que a expectativa da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A CNM explica que, apesar da expectativa, o resultado era esperado. Isso porque, nesse período, o repasse tende a ser menor devido à sazonalidade do FPM.

Com base na tendência apresentada em anos anteriores, a entidade alerta aos gestores que o Fundo pode apresentar desempenho inferior nos próximos meses. Além disso, o segundo repasse extra de 1% do FPM só vai ocorrer em dezembro. Os gestores locais devem considerar, ainda, as incertezas em relação à consistência da recuperação econômica.

Veja a nota aqui

Diante de um cenário de inflação baixa, pela primeira vez desde 2006 não devemos sentir tanto no bolso essa mudança / Foto: PixaBay

A partir do dia 1º de janeiro de 2018, o salário passará a ser de R$ 979. Fixado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada na última quinta-feira, o reajuste de 4,48% deve gerar um impacto de R$ 12,7 bilhões nas contas do governo no próximo ano e muito mais na economia do País. É que o salário mínimo, necessário para a indução de movimento do mercado nacional, também é usado como base para reajustar preços. Mas, diante de um cenário de inflação baixa, pela primeira vez desde 2006 não devemos sentir tanto no bolso essa mudança.

“A atual política de reajustes do salário mínimo tem vantagens e desvantagens. A maior desvantagem é que ele cria mais uma indexação na economia, já que seu valor é usado como referência em diversos benefícios sociais”, analisa o professor de economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Felippe Serigatti. Isso porque, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 48 milhões de pessoas no País têm rendimento referenciado no salário mínimo.

Assim, ao repassar a inflação anualmente para tentar evitar a perda real do salário mínimo, o governo acaba pressionando diversos setores, que muitas vezes precisam reajustar seus preços, gerando inflação. “Quando você está em um ambiente de pressão de preços, o reajuste do salário mínimo funciona como lenha na fogueira. O custo dele retroalimenta a alta de preços”, resume o economista da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Thobias Silva.

Como as previsões de inflação para este ano têm permanecido abaixo do centro da meta de 4,5%, o reajuste do salário mínimo, não deve ter esse efeito de combustível sobre os preços. A última vez que isso aconteceu foi em 2006, quando a inflação oficial para o ano ficou em 3,14%.

FUNÇÃO

Estabelecido pela Constituição de 1988, desde 2012, com a chamada política de valorização do salário mínimo, ele é reajustado de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Com a retração da economia do País, o PIB não tem sido aplicado nesse cálculo para evitar um encolhimento do salário pago.

Mas nem a política de valorização do salário mínimo é capaz de desfazer a realidade distorcida do País. Em seu conceito, o salário mínimo consiste no valor suficiente para o custeio de alimentos e produtos de higiene básicos, além de gastos com moradia e transporte. Com base nessa ideia, o Dieese realiza um cálculo mensal para mostrar o valor necessário para esse piso.

Além desse aspecto social, o reajuste do salário mínimo também tem seu lado positivo para a economia, já que, ao sofrer aumento, gera maior margem de consumo e faz mais dinheiro circular. No ano passado, a previsão era de que o reajuste que entrou em vigor este ano causasse um incremento de R$ 35 bilhões na economia e provocassem um aumento de R$ 18,8 bilhões na arrecadação tributária sobre o consumo. Os dados são do levantamento anual realizado pelo Dieese, que ainda não fez a previsão com base no reajuste aprovado na semana passada.

Marcos Santos/USP Imagens

A equipe econômica praticamente descartou a possibilidade de liberar mais R$ 4 bilhões, até o final do mês, para atender aos órgãos com maior dificuldade em prestar serviços públicos. No início de julho, quando o problema de escassez de recursos ficou evidente – até a emissão de passaportes foi suspensa -, o governo cogitou a liberação de recursos para garantir serviços essenciais. A restrição fiscal tem atingido diversos ministérios, diante do corte de R$ 39 bilhões em despesas ainda em vigor.

O governo tem constatado, no entanto, que a arrecadação prevista deve ficar bem abaixo do esperado. Inicialmente, a equipe econômica previa arrecadar R$ 13,3 bilhões neste ano com o novo programa de parcelamento de débitos tributários, o Refis. Mas na semana passada foi surpreendida com uma série de mudanças feitas pelo deputado Newton Cardoso Junior (PMDB-MG), reduzindo a estimativa de ingresso de receitas para R$ 420 milhões em 2017. Se todas as mudanças forem aprovadas pelos plenários da Câmara e do Senado, o Ministério da Fazenda vai recomendar o veto da medida, mas até lá não pode contar com esses recursos. O Tribunal de Contas da União (TCU) já alertou para os riscos de estouro da meta fiscal.

A segunda fase do programa de repatriação de recursos não declarados ao exterior também está decepcionando. O prazo de adesão termina no fim do mês e a arrecadação até agora foi "irrisória", segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Além desses dois reveses não esperados, o governo terá de registrar uma previsão menor de arrecadação de tributos até o fim do ano, que continua decepcionando.

Diante de tudo isso, não está descartada a possibilidade de um novo corte do Orçamento – uma situação extrema, já que o contingenciamento em vigor tem estrangulado o funcionamento da máquina em muitos órgãos.

A outra opção no radar é elevar tributos, mas o presidente Michel Temer tem dificuldade em levar adiante uma medida desse tipo com o cenário de crise política. Uma das possibilidades é a tributação do PIS e Cofins sobre combustíveis.

O aumento da arrecadação com o resgate de precatórios de R$ 8,6 bilhões para R$ 12 bilhões não está sendo suficiente para abarcar a perda de receitas. O governo terá ainda de retirar a expectativa de ingresso de recursos com a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade. Também deve excluir a previsão de receita de R$ 2,2 bilhões neste ano com o fim da desoneração da folha de pagamento para 50 setores, uma vez que o Congresso adiou a medida para 2018.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, admitiu nesta segunda-feira (12), que as mudanças no Refis podem prejudicar eventual perspectiva de reversão de parte do corte de R$ 39 bilhões. "Essas questões efetivamente prejudicam a possibilidade de haver alguma liberação", acrescentou. Casa Civil e Ministério da Fazenda não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

https://img.r7.com/images/2013/08/07/11_50_32_579_file?dimensions=460x305

Os 1,347 milhão de contribuintes contemplados no segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2017 receberão o total de R$ 2,5 bilhões em suas contas nesta segunda-feira (17).

O lote multiexercício do Imposto de Renda contempla também restituições dos exercícios de 2008 a 2016, que receberão os valores com a respectiva taxa Selic aplicada, totalizando o valor de R$ 3 bilhões disponibilizados.

Neste lote, aparecem também os contribuintes com prioridade: mais de 664.547 mil idosos e 55.259 de pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave, conforme prevê a o artigo 69-A da Lei nº 9.784, de 1999.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte poderá acessar a página da Receita na Internet, ou ligar para o Receitafone 146.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele, será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Os próximos lotes de restituição do Imposto de Renda 2017 serão liberados nos dias 15 de agostos, 15 de setembro, 16 de outubro, 16 de novembro e 15 de dezembro. De acordo com o Fisco, tem prioridade no recebimento das restituições aqueles contribuintes que enviaram primeiro a declaração.

A Receita destaca que a restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico — Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Declaração IRPF.

Veja aqui se você teve a restituição do ir 2017 liberada

https://www.ohall.com.br/wp-content/uploads/2015/01/dinheiro-1.jpg

O aumento do salário mínimo de R$ 937 para R$ 979 em 2018 terá impacto de R$ 12,7 bilhões nas contas do governo no próximo ano. Os números foram levantados pela Agência Brasil com base em estimativas do Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (13).

A LDO define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. Por determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal, contém um anexo com os riscos para as contas públicas no curto e no longo prazo. De acordo com esse relatório, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo tem impacto de R$ 301,6 milhões nos benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas pagos pelo governo. Como o salário mínimo subirá R$ 42, o impacto total será de quase R$ 13 bilhões.

A maior parte dos gastos extras virá da Previdência Social, cujo déficit subirá em R$ 8,6 bilhões no próximo ano apenas por causa do reajuste do salário mínimo. O impacto pode ser amenizado com uma eventual recuperação da economia que aumente o emprego formal e reduza o rombo nas contas da Previdência.

A segunda fonte de impacto do novo salário mínimo será nos benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), cuja despesa aumentará em R$ 2,2 bilhões em 2018. Em seguida vêm os benefícios trabalhistas – abono salarial e seguro desemprego –, que terão alta de R$ 1,8 bilhão. Por fim, os gastos com a renda mensal vitalícia – auxílio para pessoas incapacitadas que parou de ser concedido nos anos 90, mas que ainda é pago a beneficiários com direito adquirido – se elevarão em R$ 50,4 milhões.

Desde 2012, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o custo de vida das famílias mais pobres, mais o crescimento da economia de dois anos anteriores. Por lei, a regra atual vai até 2019. Como o Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos) caiu 3,6% no ano passado, o salário mínimo de 2018 foi corrigido unicamente pela inflação.

Perspectivas

Com uma meta de déficit primário (resultado negativo sem os juros da dívida pública) de R$ 129 bilhões para o próximo ano, o desafio para o governo alcançar o resultado pretendido aumenta com o crescimento das despesas obrigatórias, como as corrigidas pelo salário mínimo. De acordo com a Instituição Fiscal Independente, órgão consultivo do Senado criado para monitorar as contas públicas, o governo terá dificuldades para cumprir a meta se nenhuma reforma fiscal for aprovada e a economia continuar com baixo crescimento.

O órgão do Senado projeta déficit primário (resultado negativo desconsiderando os juros da dívida pública) de R$ 144,1 bilhões este ano, de R$ 167 bilhões em 2018, de R$ 135,6 bilhões em 2019 e de R$ 108,2 bilhões em 2020. As estimativas da LDO apontam uma meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano, R$ 129 bilhões em 2018, R$ 65 bilhões em 2019 e um superávit primário de R$ 10 bilhões em 2020

Criada em dezembro do ano passado por resolução do Senado Federal, a Instituição Fiscal Independente produz relatórios, notas técnicas, banco de dados e projeções econômicas que são levadas em conta pelos parlamentares na análise de projetos de lei e de medidas do governo. O órgão pode agir tanto por iniciativa própria como quanto por demandas específicas de senadores.

Mesmo com a política atual de reajuste, o salário mínimo continua abaixo do necessário. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e de Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 3.727,19 em junho. A entidade calcula o valor mês a mês, com base na determinação constitucional de que o salário mínimo cubra as despesas de alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência de um trabalhador e de sua família.

http://www.dinamicarpneus.com.br/wp-content/uploads/2015/12/tanque-vazio-estraga-bomba.jpg

Em novo ajuste, a Petrobras anunciou nesta sexta-feira (14), redução de 1,9% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 0 7% no diesel. Os novos valores valem a partir deste sábado (15).

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

A estatal perdeu participação de mercado no primeiro semestre, por conta de competidores que estavam trazendo combustíveis mais em conta do exterior, aproveitando o momento de recuperação de margens, adotado pela estatal. Com isso, as refinarias da Petrobras estavam trabalhando com menores patamares de utilização da capacidade, o que significa que o custo de produção de cada litro estava saindo mais caro para a companhia.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

O prazo máximo para saque dos valores é até 31 de julho / Foto: Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal pagou mais de R$ 41,8 bilhões a 24,8 milhões de trabalhadores com direito ao saque das contas inativas do FGTS. O valor pago, até o dia 12 de julho, equivale a 96% do total disponível para saque (R$ 43,6 bilhões). O número de trabalhadores que sacaram os recursos das contas do Fundo de Garantia representa 82% das 30,2 milhões de pessoas beneficiadas pela medida.

Os recursos sacados das contas inativas do FGTS superaram a previsão inicial do banco, de R$ 35 bilhões. Quatro etapas do calendário montado pelo governo já foram cumpridas. O último lote liberado foi para os trabalhadores que nasceram no mês de dezembro, no último sábado, dia 8. O prazo máximo para saque dos valores é até 31 de julho.

Dívidas

Segundo pesquisa feita pela Boa Vista SCPC, com o dinheiro do saldo inativo do FGTS em mãos, 21% dos trabalhadores priorizaram, especificamente, o pagamento da fatura do cartão de crédito em atraso. Outros 16% optaram por pagar as contas de concessionárias, como água, luz, gás. Um décimo arcou com o pagamento de empréstimo pessoal e consignado, assim como outros 10% que quitaram dívidas com o cartão de loja.

Entre os entrevistados com direito ao benefício, 57% tinham em mente, antes do saque, o pagamento de dívidas como o principal destino do recurso extra do Fundo de Garantia. Outros 17% pretendiam guardar o dinheiro e 11% antecipar o pagamento de contas e outras dívidas não atrasadas.

Na prática, não só os que afirmaram que pagariam dívidas, mas também os que disseram que fariam algo diferente, como fazer compras, poupar ou antecipar o pagamento das contas não atrasadas, usaram o recurso extra para quitar dívidas já vencidas (91%). Outros 3% pouparam; 2% anteciparam contas não atrasadas e 3% se dividiram entre compras de produtos e serviços, entre outras finalidades.

Mesmo com a intenção de pagar as contas atrasadas, como a maioria fez apenas 14% dos trabalhadores conseguiram quitar todas as dívidas em atraso usando o saldo inativo do FGTS. Das contas que ficaram pendentes, o cartão de crédito representa 25%, empréstimo pessoal/consignado (12%), cartão de loja (10%), crediário (9%), contas de concessionárias (8%) e cheque especial (8%).

Feito o saque e o pagamento das dívidas atrasadas, 74% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista conseguiram reassumir em parte ou totalmente o controle das finanças, em função do saque providencial do recurso inativo do FGTS. Para 26%, entretanto, o valor sacado não foi suficiente para que pudessem ficar com as finanças pessoais em dia.

A pesquisa foi realizada online, entre 12 e 23 de junho, com 2 880 respondentes, de um universo aproximado de 80 mil consumidores. Dos entrevistados, 51% são homens e 49% mulheres. 37% têm entre 31 e 40 anos e 20% entre 41 e 50 anos. 45% são casados, e 89% estão economicamente ativos. 95% são das classes C, D e E.

https://i2.wp.com/www.tamoiosnews.com.br/wp-content/uploads/2016/08/k2_items_src_b4e01417333093e1bcca76cd45e145a7.jpg?fit=744%2C435

A conta de energia poderá ficar, no máximo, até 7% mais cara, caso seja aprovada a proposta do Novo Marco Legal do Setor Elétrico que está em consulta pública no site do Ministério de Minas e Energia (MME). Esse aumento ocorreria, segundo explica o texto que está na internet, porque as usinas, que estão vendendo energia mais barata por causa da lei federal 12.783, passariam a comercializar o seu produto por cerca de R$ 200 o megawatt-hora (MWh), numa projeção feita pelo próprio MME.

Atualmente, a energia mais barata é vendida pelas usinas que tiveram as suas concessões prorrogadas por 30 anos, obedecendo a Lei 12.783, de 11 de janeiro de 2013. É o caso da maioria das usinas da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), da qual 60% da sua energia foi atingida pela lei federal. Para o leitor ter uma ideia, em março último, a Chesf estava vendendo o MWh por R$ 38, enquanto as usinas que tinham as mesmas condições da estatal comercializavam o MWh entre R$ 150 e R$ 160, porque não aderiram a lei federal. Na projeção, feita pelo MME, essas empresas que vendem a energia barata passariam a comercializá-la por R$ 200, o MWh, numa estimativa do MME. Ainda na proposta, as empresas atingidas pela lei federal poderão vender a energia pelo preço de mercado, de acordo com a demanda e sem preço fixo.

O Novo Marco Legal também propõe a privatização do Sistema Eletrobras, incluindo suas subsidiárias: a Chesf, Eletrosul, Eletronorte e Furnas. Os investidores privados pagariam uma outorga pela concessão e também cobrariam mais caro o preço da energia. Esse seria o motivo pelo qual o preço da energia aumentaria. Os investidores também teriam o direito de explorar os ativos dessas empresas por um período de 30 anos.

Na proposta, os recursos gerados com a privatização iriam para o Tesouro Nacional, Eletrobras e Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um encargo setorial cobrado nas contas de todos os brasileiros. No entanto, esta semana, o secretário executivo do MME, Paulo Pedrosa, admitiu em entrevista ao Valor Econômico, que a maior parte dos valores arrecadados com a privatização podem ser destinados ao Tesouro Nacional para diminuir o déficit fiscal do governo federal.

A proposta também estabelece um incentivo para que as estatais federais sejam privatizadas até 2019. E diz ainda que os recursos gerados com a privatização da Chesf poderiam ser usados em ações de recuperação da bacia do São Francisco. A proposta também estabelece que a energia poderá ser cobrada por horário – sendo mais cara nas horas de pico – e medidas para a desjudicialização do setor com empresas que recorreram à Justiça para não pagar o risco da crise hídrica, valor estimado em R$ 1,6 bilhão.

DESCONSTRUÇÃO

A atual proposta desconstrói tudo feito pela Lei 12.783, que foi a última grande reforma do setor elétrico feita pela então presidente Dilma Rousseff (PT). O objetivo era reduzir a conta de energia de todos os brasileiros em 20%, o que não chegou a ocorrer, por vários motivos que foram desde a falta de chuvas até o fato de que algumas geradoras não aderiram à iniciativa do governo federal. Resultado: a energia chegou a ficar até 50% mais cara em alguns Estados.

Para que o preço da energia baixasse, o governo federal obrigou as empresas do Sistema Eletrobras, como a Chesf, a vender a energia mais barata. Essa lei praticamente quebrou a Chesf que ficou com uma despesa similar a sua receita, paralisando obras por falta de recursos. "A atual proposta não vai dar certo. Assim como não deu certo a Lei 12.783. É lógico que a iniciativa privada não vai querer vender a energia pelo mesmo preço que a Chesf vende hoje", diz o engenheiro Antonio Feijó, que acompanha o setor elétrico.

Continue lendo

A Caixa Econômica Federal vai manter fechada até o fim deste ano a linha a pró-cotista, que oferece juros mais em conta na compra da casa própria. O banco somente voltará a aceitar pedidos em 2018 depois que o FGTS aprovar o novo orçamento anual. Para este ano, o Fundo liberou inicialmente R$ 5 bilhões para a modalidade e remanejou em maio outros 2,5 bilhões, mas toda a verba já foi comprometida com contratos assinados ou propostas em análise na Caixa.

Como não há limitação de renda para o tomador, a linha pró-cotista tem sido muito procurada por famílias de classe média, diante da escassez dos recursos da poupança. Segundo dados da Caixa, o volume total emprestado aos mutuários na modalidade no primeiro semestre de 2017 superou todo o montante contratado no ano passado. Em seis meses, foram financiados R$ 6,1 bilhões, contra R$ 5,5 bilhões em 2016.

O primeiro alarme de que a verba não seria suficiente para atender à demanda soou em maio, quando a Caixa suspendeu a linha pró-cotista para novos pedidos de empréstimo. Com o remanejamento autorizado pelo Ministério das Cidades de R$ 2,5 bilhões de uma faixa de renda mais elevada do programa Minha Casa Minha Vida, a modalidade foi reaberta. Mas foi suspensa novamente no dia 19 de junho.

Apesar das tentativas da Caixa de encontrar uma alternativa dentro dos programas operados pelo FGTS, não foi possível fazer um novo remanejamento de recursos. Compromissado com o pagamento das contas inativas, que vai retirar das disponibilidades do FGTS cerca de R$ 45 bilhões, segundo estimativas oficiais, não há margem para a liberação de dinheiro novo para atender à demanda.

IMÓVEIS DE ATÉ R$ 950 MIL

Também pesou na decisão de manter a modalidade suspensa até o próximo ano o foco do FGTS, que é financiar habitação para a baixa renda. A regra determina que 60% do orçamento do Fundo sejam destinados à baixa renda.

Com juros anuais entre 7,85% e 8,85%, a modalidade permite financiar imóveis novos e usados de até R$ 950 mil nos estados de Rio, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal. Nos demais, o limite é de R$ 800 mil. O percentual máximo de financiamento é de 80%, e o prazo de pagamento, de até 360 meses.

A Caixa informou que vai atender a todos os pedidos entregues ao banco até a data da suspensão da linha e que não há qualquer risco para as propostas em andamento. O banco alegou ainda que a linha pró-cotista equivale, em média, a apenas 6% do montante de crédito habitacional, somando FGTS e recursos da poupança.

Criada em 2007, a linha pró-cotista foi uma forma de compensar os trabalhadores pelo uso crescente dos recursos do FGTS por parte do governo para fazer políticas públicas, especialmente o Minha Casa Minha Vida. Para acessar a modalidade, os tomadores precisam ter conta no FGTS há pelo menos três anos e saldo de, no mínimo, 10% o valor do imóvel.

Paulo Uchôa/LeiaJáImagens

Com a greve dos rodoviários iniciada à 00h da última segunda-feira (03), comerciantes, vendedores e clientes têm sofrido com o impacto. De acordo com o diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Frederico Leal, “imagina-se uma perda superior a 50% [no setor], em algumas áreas isso é maior, como no Centro do Recife e outras menor, como no comércio dos bairros e shoppings”.

O dirigente do CDL julga que isto se deve à dificuldade de locomoção tanto dos lojistas quanto dos consumidores e desabafa: “Isso prejudica principalmente as pessoas de baixa renda”. Ele avalia a greve dos rodoviários como um ato “sem sentido em uma época sem sentido". "Ela é despropositada", argumentou.

Apesar do cenário, Frederico Leal afirma que esse percentual não deve subir, porém, serão mais dias de baixo crescimento. “Nos primeiros dias o impacto é maior e, com o passar do tempo, vai se adaptando”, disse. Ele alega ainda que, espera o retorno da normalidade após a decisão judicial desta tarde.

http://s2.glbimg.com/sGAc_UWzgIMzs2QNP80BNKmOvxs=/0x0:999x611/540x304/smart/http://s2.glbimg.com/7P6decR0rzJxDL2QomMTXuVIJSo=/0x0:999x611/999x611/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/06/26/00gas.jpg

A Petrobras informou nesta terça-feira (04) que reduzirá o preço do gás de cozinha para uso residencial em 4,5% a partir desta quarta-feira (05).

A estatal estima que, se for integralmente repassado aos preços ao consumidor, o preço do botijão de 13 kg pode ser reduzido, em média, em 1,5%, ou cerca de 0,88 real por botijão.

A redução não se aplica ao GLP destinado a uso industrial/comercial, que na véspera foi reduzido em 5% nas embalagens acima de 13 kg.

No mês passado, o preço do gás de cozinha tinha sido reajustado em 6,7%.

Pela nova política de preços adotada pela Petrobras, o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), os preços serão revisados todos os meses.

Segundo a estatal, o preço final às distribuidoras será formado pela média mensal dos preços do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, mais uma margem de 5%, informou a Petrobras. 

A Caixa Econômica Federal decidiu antecipar o pagamento do último lote das contas inativas do FGTS para quem nasceu em dezembro. Prevista inicialmente para começar no dia 14, a quinta fase foi antecipada para o próximo sábado, dia 8. A informação foi antecipada com exclusividade pelo Bom Dia Brasil nesta segunda-feira (03).

Assim, em vez de apenas 18 dias para conseguir sacar o dinheiro, os beneficiários nascidos em dezembro terão 24 dias para fazer os saques. Para quem nasceu em outro período e ainda não fez o saque o prazo limite é 31 de julho.

Se o beneficiário não retirar o dinheiro até o prazo final, o valor voltará para a conta do FGTS e ele só conseguirá sacá-lo se estiver enquadrado nas hipóteses que permitem o saque do FGTS, como trabalhadores ou dependentes portadores do vírus HIV; pessoas em tratamento contra o câncer; doentes em estágio terminal em razão de doença grave, ou se ficar pelo menos 3 anos sem receber depósito de empregadores no Fundo de Garantia.

Tem direito a fazer os saques das contas inativas o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015. O trabalhador não pode sacar o FGTS de uma conta ativa, ou seja, que ainda receba depósitos pelo empregador atual.

Para atender aos trabalhadores que querem fazer o saque das contas inativas, 2.015 agências da Caixa abrirão no sábado (08), entre 9hs e 15hs.

clique aqui para ver a lista de agências 

Segundo a Caixa, valores nas contas inativas de até R$ 1.500 podem ser sacados no autoatendimento, somente com a senha do Cidadão. Para valores até R$ 3.000, o saque pode ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa. Acima de R$ 3.000, os saques devem ser feitos nas agências.

Para facilidade no atendimento, os trabalhadores devem sempre ter em mãos o documento de identificação e Carteira de Trabalho, ou outro documento que comprove a rescisão de seu contrato. Para valores acima R$ 10 mil, é obrigatória a apresentação de tais documentos. 

Da Agência Estado

A Petrobrás alterou sua política de preços de combustíveis. A diretoria executiva aprovou, nesta quinta-feira (29), a revisão da política para aumentar a frequência de ajustes nos preços, que passará a vigorar a partir de segunda-feira, 03/07.

A novidade é que a área técnica de marketing e comercialização da companhia terá delegação para realizar ajustes nos preços, a qualquer momento, inclusive diariamente, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro da faixa de -7% a +7%, respeitando a margem estabelecida pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP). Esse grupo é composto pelo presidente e os diretores executivos de Refino e Gás Natural, financeiro e de Relacionamento com Investidores.

A avaliação da companhia é de que os ajustes que vinham sendo praticados, desde o anúncio da nova política em outubro de 2016, "não têm sido suficientes para acompanhar a volatilidade crescente da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados, recomendando uma maior frequência nos ajustes".

Qualquer alteração fora dessa faixa terá que ser autorizada pelo GEMP.

Ainda no fato relevante, a Petrobrás justifica que "a revisão da política permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará a companhia competir de maneira mais ágil e eficiente".

http://sucessomaster.com/abrirmei-microempreendedor/images/sejamei_001.jpg

A Receita Federal terá um prazo de até 60 dias para pagar a restituição dos contribuintes do Simples e do Microempreendedor Individual (MEI). A partir do dia 30, o pedido de restituição poderá ser feito de forma simplificada e eletrônica. A norma será publicada nesta terça-feira, 27, no Diário Oficial da União.

Com o pedido eletrônico, o procedimento de auditoria do crédito e do pagamento da restituição estará concluído em até 60 dias da data do pedido, para os casos regulares. “O dinheiro terá que cair na conta do contribuinte nesse prazo”, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o subsecretário de Arrecadação da Receita, Carlos Roberto Occaso.

Na nova sistemática, o contribuinte que tenha efetuado pagamento indevido ou em valor maior do que o devido, referente aos tributos federais administrados pela Receita poderá solicitar a restituição diretamente no portal do Simples Nacional na internet.

Segundo Occaso, na sistemática atual o contribuinte recebe a restituição em prazo superior a um ano. O novo funcionamento evita a necessidade de o contribuinte deslocar-se a uma unidade de atendimento para entregar o seu pedido de restituição.

Os pedidos acumulados, à espera da restituição, já somam mais de 100 mil. A simplificação beneficia mais de 11 milhões de optantes do Simples e do MEI em todo o País. O contribuinte poderá acompanhar o andamento do seu pedido diretamente no Portal do Simples Nacional.

Segundo o subsecretário, a restituição eletrônica faz parte do conjunto de medidas microeconômicas que foi anunciado no final de 2016 para a melhoria do ambiente de negócios do País.

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/12/23/chega-ao-congresso-mp-que-autoriza-saque-de-contas-inativas-do-fgts/fgts_caixa_20161121_00494p.jpg/@@images/image/imagem_materia

Falta pouco mais de um mês para os trabalhadores que têm saldo em contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sacarem seus recursos. Segundo a Caixa Econômica Federal, até o dia 21 de junho, cerca de R$ 37 bilhões foram entregues a 22,1 milhões de beneficiários. O montante representa quase 85% do total de recursos disponíveis, contabilizados de um total de R$ 43,6 bilhões.

Para os próximos dias, a Caixa ainda espera atender até 8 milhões de pessoas. Desde o início das retiradas, 45% dos beneficiários fizeram os saques diretamente na boca do caixa, em uma agência bancária. No entanto, é possível obter o recurso das contas inativas com saldo de até R$ 1,5 mil nos terminais de autoatendimento da instituição com o número do PIS e uma senha que é cadastrada na hora, no caso de não possuir o Cartão do Cidadão. Para valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, será necessário ter o Cartão do Cidadão e a senha.

Nos correspondentes Caixa Aqui e nas Lotéricas, será permitido sacar até R$ 3 mil. Para isso, será preciso apresentar documento de identificação, Cartão do Cidadão e senha. Valores acima de R$ 3 mil serão sacados exclusivamente nas agências, sendo que, no caso de valores superiores a R$ 10 mil, o trabalhador precisará apresentar carteira de trabalho ou documento que comprove a extinção do vínculo com a empresa.

Para o planejador financeiro José Raymundo, o principal destino do dinheiro deve ser a quitação de dívida. Só depois o beneficiário deve pensar em investimento ou em consumo. "Se a pessoa está endividada, precisa negociar com o credor para quitar a dívida. Agora, se a pessoa está desempregada, é difícil abrir mão do dinheiro para o sustento".

No caso do pagamento de débitos, Raymundo sugere que, se possível, o consumidor tente pagar todo o montante, o que abre margem para negociações.

"Se a pessoa vai sacar R$ 5 mil do FGTS e tem uma dívida de R$ 7 mil, é importante que a pessoa tente negociar com o credor. Se o valor da dívida for muito maior, paga-se aquilo que pode e tenta-se rever os juros da dívida e o prazo", afirma. "O dinheiro do FGTS é um trunfo que o consumidor tem em mãos", destaca o especialista.

Raymundo acrescenta que mesmo no caso de dívidas contraídas por meio de prestações futuras, como um crédito para a compra de eletrodoméstico ou um automóvel, é uma boa estratégia antecipar o pagamento. Isso vai abrir espaço no fluxo de caixa. "Assim, ele poderá guardar dinheiro. Se o consumidor tiver disciplina, vale a pena essa folga para fazer uma poupança".