Educação

Nesta quarta-feira (23), foram divulgados o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de Pernambuco (Idepe), com premiações para os destaques, em sua maior parte do interior do estado. Pernambuco ganha evidência nacional por sua constante crescente no Idepe e no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sendo o único estado do Brasil, nos últimos 12 anos, que evoluiu em todas as edições, batendo as metas estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC), atingindo 4,5 de nota. Atualmente, Pernambuco tem o menor índice de abandono escolar do Brasil, registrando 1,5%. 

O governador Paulo Câmara (PSB) destacou a importância do desempenho que o estado vem alcançando nos últimos anos no Idepe. “De 2007 para cá vemos como é possível implementar sementes e, com pouco mais de dez anos, já deu frutos que Pernambuco vem colhendo com muita satisfação e sendo referência hoje no Brasil em educação pública de qualidade que alcança metas todos anos.”, afirmou. 

Devido à pandemia de covid-19, a cerimônia precisou ser realizada de forma online, com transmissão pelo canal do governo de Pernambuco no Youtube. Na ocasião, o governador de Pernambuco também reforçou que, mesmo tendo aulas remotas, o governo entende o impacto da Covid-19 na educação do estado. “Vamos buscar correr atrás do prejuízo dessa paralisação. Mesmo com as aulas remotas, a gente sabe que não é a mesma coisa, mas que possamos continuar aplicando aqui em Pernambuco essa política de estado que perpassa, com certeza, governos.”, reforçou.

Os números do Idepe são divulgados anualmente sendo um dos eventos mais importantes do calendário da educação pública de Pernambuco e tem como objetivo valorizar o trabalho das escolas, Gerências Regionais de Educação (GREs) e municípios que obtiveram bons desempenhos educacionais. Gestores, professores e estudantes das Redes Municipais e da Rede Estadual acompanharam, virtualmente, a cerimônia que trouxe premiações para regiões do Agreste ao Sertão do estado.

CONHEÇA 

O prêmio Idepe foi criado em 2015 para reconhecer os melhores colocados em cada categoria dos índices. Para calcular as notas e percentuais é utilizado resultados do indicador estadual são calculados com base no Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco (SAEPE), que mede anualmente o grau de domínio dos estudantes nas habilidades e competências consideradas essenciais em cada período de escolaridade avaliado, além de ser uma importante ferramenta para a gestão escolar.

A seguir, veja os três primeiros colocados em cada categoria no Idepe: 

Escolas estaduais: ensino médio

1º lugar – Escola João Rodrigues Leite, em Carnaubeira da Penha, com nota 7,6

2º lugar – Erem Capitão Nestor Valgueiro de Carvalho, em Floresta, com nota 7,57

3º lugar – Erem João Batista de Vasconcelos, em Tacaratu, com nota 7,46

Escolas estaduais: anos finais do Ensino fundamental

1º lugar – Escola Tomé Francisco da Silva, em Quixaba, com nota 7,52

2º lugar – Escola Inocêncio Correia Lima, em Ibimirim, com nota 7,46

3º lugar – Escola Joaquim Guedes Correira Gondim Neto, em Ibimirim, com nota 7,25

Anos finais: ensino fundamental Continue lendo

Preocupado com a segurança de professores e outros funcionários das escolas da Rede Estadual, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), publicou uma nota de repúdio ao pronunciamento do secretário Estadual de Educação, Fred Amâncio, que anunciou o retorno das aulas presenciais para o Ensino Médio e escolas privadas nessa segunda-feira (21). O sindicato considera a decisão unilateral, desrespeitosa e contraditória.

Confira a nota na íntegra:

“O Sintepe repudia o pronunciamento do Secretário de Educação de Pernambuco no qual anunciou o retorno dos estudantes do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos às atividades presenciais no próximo mês de outubro.

A posição unilateral do Governo do Estado é, além de contraditória, desrespeitosa. O anúncio feito vai de encontro e atropela documentos do próprio Governo. A Portaria 1340 de 29.7.2020 (publicada no Diário Oficial) instituiu comissões paritárias entre o Governo e os servidores, incluindo os da Educação, que não foram consideradas. As comissões (Central, Setoriais e Regionais) deveriam discutir os encaminhamentos e as condições de retorno de servidores para atividades presenciais, o que não aconteceu. Nesta condição, seriam também contemplados os servidores das gerências regionais de educação e o prédio sede da Secretaria.

A Secretaria de Educação ignorou o canal de negociação que vinha sendo mantido entre a representação da categoria e a própria Secretaria, um importante instrumento de diálogo, apesar das divergências e discordâncias postas na Mesa de Negociação. Outro fato a ser considerado são as estruturas físicas das escolas que deixam muito a desejar diante das condições necessárias ao retorno seguro para estudantes e profissionais. Continue lendo

Foto de Arquivo

Materiais de orientação como cartazes e banners para redes sociais serão distribuídos para todas as 1.060 escolas da rede pública estadual. Salas do ensino médio, que, geralmente, têm de 40 a 45 estudantes, terão cerca de 20 estudantes. Totens para higienização das mãos serão instalados nas entradas das escolas. 

“Também estamos instalando mais pias nas escolas. Entregamos termômetros e mais de 30 mil face shields. Máscaras serão entregues aos estudantes e profissionais”, disse o secretário estadual de Educação, Fred Amancio. O gestor ressaltou que a maior mudança necessária será no comportamento da comunidade. “A gente poderia instalar 20 banheiros novos em uma determinada escola, mas, se o estudante não tiver o hábito de lavar as mãos, esse investimento vai ser em vão. O grande ganho envolve a participação de todos da escola, incluindo os pais”, enfatizou.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco informou ter estranhado a decisão do governo. “A medida foi tomada de forma unilateral e não ouviu a representação dos professores, apesar de termos um canal de discussão aberto”, disse o presidente do Sintepe, Fernando Melo. “Convocamos assembleia virtual para a categoria debater na quinta-feira. Também solicitamos reunião com o secretário de Educação.”

Em relação às escolas municipais, o secretário de Educação afirmou que as prefeituras serão consultadas para a construção do plano para retorno do ensino fundamental e educação infantil. 

BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

JC Online

Em meio à indefinição sobre o retorno das aulas presenciais nas escolas da educação básica por causa da covid-19, o Ministério da Saúde destinou R$ 454,3 milhões para que prefeitos de todo o País possam adequar as unidades de ensino aos protocolos sanitários. Para Pernambuco serão repassados R$ 20,3 milhões, nona unidade da federação com mais recursos. Todas as 184 cidades do Estado e o arquipélago de Fernando de Noronha receberão verba federal. O dinheiro pode ser usado para, por exemplo, comprar materiais e insumos, como produtos de limpeza, álcool, máscaras e termômetros.

As escolas públicas e particulares de Pernambuco estão fechadas desde 18 de março, por decisão do governo estadual, como uma das medidas de combate à contaminação do novo coronavírus. O decreto que suspende as aulas presenciais vale até a próxima terça-feira (22). Na segunda-feira (21), o Executivo Estadual reunirá o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 para avaliar os dados da doença e decidir se, mais uma vez, mantém os colégios sem funcionar ou anuncia um cronograma de retorno das atividades presenciais da educação básica.

Recife é a cidade que receberá o maior volume de recurso do Ministério da Saúde, R$ 1,58 milhão, já que tem a maior rede municipal de ensino, com cerca de 92 mil alunos. Ainda na Região Metropolitana, Jaboatão dos Guararapes pode contar com R$ 589 mil, Olinda com R$ 332 mil e o Cabo de Santo Agostinho com R$ 388 mil. No interior, Petrolina, no Sertão, terá R$ 781 mil, enquanto Caruaru, no Agreste, vai ganhar R$ 500 mil, Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, vai receber R$ 106 mil do governo federal. (veja a lista completa das cidades, com os valores de cada, aqui)

Em uma assembleia realizada no dia 3 de agosto, pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), prefeitos defenderam que o retorno das aulas presenciais só ocorra em 2021. A reunião contou com a participação do governador Paulo Câmara (PSB), do secretário estadual de Saúde, André Longo, e do secretário estadual de Educação, Fred Amâncio.

ESCOLAS PRIVADAS

Enquanto a maioria dos gestores municipais e sindicatos de professores acham que as escolas não devem reabrir este ano, os donos de escolas privadas argumentam que têm condições de seguir todas medidas exigidas pelo governo estadual para o setor educacional. Um protocolo com 51 ações para adequação dos colégios foi lançado em 15 de julho pela Secretaria Estadual de Educação. Continue lendo

Agência Brasil

Em sua primeira participação em uma audiência pública com deputados e senadores, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que, se dependesse dele, as aulas presenciais nas escolas de todo o país “voltariam amanhã”. Sem dar detalhes, Ribeiro ressaltou que em uma comparação com outros países mais desenvolvidos que o Brasil, como os da Europa, todos estão passando pelo mesmo questionamento.

“Ninguém, absolutamente nenhum país, até os mais desenvolvidos, tem uma resposta final a respeito do assunto da covid e retorno às aulas, que é um dos temas mais provocantes e atuais que nós temos”, disse em audiência pública nesta quinta-feira (17).

O ministro informou que está em elaboração um protocolo de biossegurança para a retomada do funcionamento das escolas, com foco na educação básica. “É uma questão de segurança, não podemos colocar em risco as crianças e os adolescentes. Estamos trabalhando para o retorno o mais breve possível, para a gente pegar esse fim de ano e deixar a criançada animada para o ano que vem”, disse na Comissão Mista da Covid-19, que acompanha as ações do Executivo.

Segundo Ribeiro, as medidas não estão sendo elaboradas exclusivamente pelo Ministério da Educação (MEC). Entidades como o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) também trabalham na definição desse protocolo, que pretende dar aos estudantes condições de segurança mínima no retorno às aulas. Continue lendo

GUGA MATOS/ACERVO JC IMAGEM

Divulgado nesta terça-feira (15), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019 chegou como boa notícia para os municípios de Panelas e Bonito, ambos no Agreste de Pernambuco. A rede municipal do primeiro teve o melhor índice dos Anos Iniciais, com 7,6 e a do segundo o melhor índice dos Anos Finais, com nota 6,8. Bonito emplacou ainda o segundo melhor desempenho dos Anos Iniciais, com 7,1. Já em relação aos Anos Finais, o município de Panelas não apareceu no ranking do Inep/MEC. Na contramão desses resultados, o município de Bodocó teve o pior índice dos Anos Iniciais, com 3,8 e Pombos o pior dos Anos Finais, com 3,2.

Para a secretária municipal de Educação de Bonito, Maria Elza Silva, a sensação é de “dever cumprido”. “Nós recebemos essa notícia com muita alegria, com muita empolgação e com sentimento de dever cumprido”, disse. A rede municipal da cidade tem 32 escolas e cerca de 6.800 alunos. “É um trabalho de várias mãos, é coletivo. Envolve professores, gestores escolares, coordenadores pedagógicos, formados da secretaria de Educação responsáveis pelas formações continuadas, os estudantes e as famílias”, detalhou. 

Com um trabalho focado no estudante e na aprendizagem, a meta de Bonito é proporcionar aos estudantes educação com qualidade e equidade social, segundo a secretária. “Trabalhamos com uma proposta pedagógica de formação para professores que busca identificar quais as dificuldades que estão encontrando para se ter um trabalho eficaz”, acrescentou. Continue lendo

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2019, principal indicador de qualidade da educação brasileira, foi divulgado nesta terça-feira (15) pelo Ministério da Educação. Dados mostram que o ensino médio do Brasil teve, desde 2005, o maior salto no índice, apesar de não ter alcançado a meta prevista. Já Pernambuco obteve a terceira melhor colocação no ensino médio entre as redes estaduais de ensino, comparado com restante do País, com média 4,4, empatado com o Paraná. Em primeiro lugar está Goiás, com 4,7, e em segundo, Espírito Santo, com 4,6.

Já no ensino fundamental, Pernambuco ficou com média de 5,5 nos anos iniciais, sendo 5,1 na rede pública; 5 na rede estadual e 6,5 na rede privada. Já nos anos finais a média foi 4,8, sendo 4,5 na rede pública; 4,7 na rede estadual e 6 na rede privada. Contando apenas as redes municipais nos anos iniciais do ensino fundamental, Panelas, Bonito e Machados foram os melhores municípios, com notas 7.6, 7.1 e 7.1, respectivamente. Recife ficou na posição 70, com nota 5.2. Os com menores notas foram Bodocó, Barreiros e Mirandiba, com 3.8, 3.8 e 4, respectivamente.

Já nos anos finais, também para as redes municipais, a cidade com melhor avaliação foi Bonito, com 6.8, seguido de Barra de Guabiraba e Ibimirim, ambos com 6.2. Nesta categoria, Recife aponta como 45º lugar, com nota 4.8. Com as piores avaliações, ficaram Pombos, Amaraji e Santa Maria do Cambucá, com 3.2, 3.2 e 3.4, respectivamente. Confira abaixo a tabela:

O governo de Pernambuco decidiu, nesta segunda-feira (14), prorrogar mais uma vez a suspensão das aulas presenciais na Educação Básica – pública e privada. Agora, o veto vai até o dia 22 de setembro. Em nota, o estado explica que a decisão foi tomada “após reunião do Gabinete de Enfrentamento à Covid-19”. O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado (Sinepe) critica a medida, alegando que o assunto “deixou de ser levado a sério”.

O comunicado do governo é breve e, além de informar a decisão, explica que “os dados (sobre a pandemia) serão avaliados novamente na próxima segunda-feira (21), para deliberação sobre o cronograma do plano de retorno das redes pública e privada”.

Diretor-executivo do Sinepe, Arnaldo Mendonça reclama do esticamento do prazo. “É mais um absurdo que a gente vê. Parece que a coisa não está sendo mais levada a sério. Não se liberou um calendário de reabertura gradual e nem deram justificativa. A praia é um lugar sem controle algum, todo mundo perto um do outro, e ninguém diz nada. Mas a escola, que é um espaço que pode ter esse controle, não pode abrir”, lamenta.

Ele não compreende o sentido do veto, tendo em vista que cursos livres, cursos técnicos e o ensino superior foram autorizados a voltar com aulas presenciais. “Num curso de idiomas tem muito aluno de escola particular. Então como que pode ir para lá e não pode ir para a escola?”, questiona ele, que também é diretor pedagógico do Colégio DOM, de Olinda.

Arnaldo também aponta para uma quebra de compromisso do estado. Ele afirma que, durante uma reunião de uma comissão composta por donos de escolas, professores e pais de alunos da rede privada, no Palácio do Campo das Princesas, ocorrida no dia 3, os secretários-executivos da Casa Civil, Eduardo Figueiredo, e de Educação e Esportes, João Charamba, garantiram que o prazo não seria prorrogado.

Nesta terça-feira (15), o Sinepe irá realizar uma assembleia geral com para estudar medidas a serem tomadas a partir de agora. Vale ressaltar que a rede privada de ensino em Pernambuco, de acordo com o Censo Escolar de 2019, conta com 516.647 alunos matriculados.

Noronha

Enquanto no continente ainda se discute a volta das aulas presenciais, as duas escolas de Educação Básica do Arquipélago de Fernando de Noronha já ganharam uma data para retomada: 22 de setembro. O anúncio foi feito na última sexta-feira (11), pelo secretário estadual de Educação e Esportes, Fred Amâncio, durante a divulgação do balanço dos seis primeiros meses da pandemia em Pernambuco.

https://s2.glbimg.com/G602KWsrQDFGZtRgmpTzovE1mEk=/0x0:1280x853/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/2/B/kpSWlPTJA9SHegv3rkZQ/matriculas-2020-i.jpg

Em Pernambuco, as atenções se voltam, amanhã, para o Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo estadual no Centro do Recife. É de lá que sairá o anúncio autorizando ou não à reabertura das escolas de educação básica e, se acontecer, quando será. De uma lado, há famílias e professores inseguros. Do outro, pais que voltaram ao trabalho, precisam do apoio da escola e confiam nelas para receber seus filhos. Noutra ponta, médicos afirmam não ser o momento de liberar aulas presenciais, pois a transmissão da covid-19 não está controlada.

Em contrapartida, crianças e adolescentes exaustos de telas e com limitações na aprendizagem. Para completar, eleições municipais em novembro, componente que interfere nas definições governamentais. Com tantas variáveis, a decisão de liberar ou não as aulas presenciais é polêmica e repercute na vida de 2,1 milhões de estudantes. Editado pela primeira vez em 18 de março, o decreto estadual que proíbe aulas nas unidades de ensino expira terça-feira (15).

Foi renovado seis vezes neste período, sob a justificativa de que não havia segurança epidemiológica para permitir a presença dos alunos e docentes nas escolas. Também na terça-feira faz dois meses que o governo lançou o protocolo com 51 regras que devem ser seguidas pelas redes públicas e privadas, a fim de garantir o mínimo risco de contágio do novo coronavírus. Até anteontem, o Estado tinha registrado 135.643 infectados e 7.817 mortes.

Do setor privado, que representa a menor parcela de alunos do Estado (400 mil), o representante dos donos de escola, José Ricardo Diniz, cobra a divulgação de datas para reabertura e assegura que a maioria das suas escolas está pronta para voltar. Na rede pública, o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretário de Educação de Belém de Maria, Natanael Silva, afirma o contrário. As escolas municipais recebem a maior parte dos discentes pernambucanos, 1,1 milhão. “Em períodos normais muitas redes não têm condições adequadas de infraestrutura e transporte dos alunos. Imagine nesse momento de pandemia”, ressalta.

Secretário estadual de Educação e o principal responsável pela condução do tema no âmbito educacional, Fred Amancio garante que a decisão é pautada pela análise dos números da pandemia em Pernambuco. É esperar para ver nesta segunda-feira.

https://penoticias.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/aa-36.jpg

Entre os dias 27 de agosto e 10 de setembro, estudantes da Escola Técnica Estadual (ETE) Professor Francisco Jonas Feitosa Costa, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, vivenciaram as mais variadas áreas do conhecimento na III Mostra Científica. Com o tema “Inteligência Artificial: a nova fronteira da ciência brasileira”, o evento reuniu mais de 450 estudantes dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio de redes de computadores. Os alunos apresentaram trabalhos escritos, curtas-metragens e banners, que foram expostos virtualmente, de forma segura, sem aglomeração e respeitando o distanciamento social recomendado pelas autoridades sanitárias.

A III Mostra Científica da ETE Arcoverde teve o objetivo de promover a formação docente com conteúdos criados para apoiar a orientação dos trabalhos, planos de aula de orientação e materiais de apoio ao professor orientador, disponibilizados no ambiente Moodle da escola. Os 87 trabalhos feitos pelos estudantes foram apresentados oralmente em sessões virtuais chegando a alcançar mais de 27 mil acessos, 22.294 visualizações e mais de 240 compartilhamentos. 

Em decorrência do isolamento social, as pesquisas de campo não puderam ser realizadas presencialmente com visitas técnicas pelos estudantes, mas os dados foram coletados virtualmente através de enquetes pelas mídias sociais, formulários do Google e entrevistas por telefone. Os trabalhos escritos foram formulados nos moldes de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e disponibilizados com antecedência para as bancas examinadoras por meio de pastas no Google Drive. Além disso, ainda foi realizada uma pesquisa, por meio de formulário Google, sobre os recursos tecnológicos dos discentes que confirmou a viabilidade de execução remota do evento. Continue lendo

A Comissão Própria de Avaliação (CPA), do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), lançou uma consulta à comunidade acadêmica acerca da disponibilidade em participar da avaliação institucional 2020 dos cursos superiores do Instituto, de forma on-line.

A pesquisa é direcionada a todos os servidores (docentes e administrativos) e estudantes apenas dos cursos superiores do IFPE, e deve ser respondida até o dia 30 de setembro por meio de questionário disponível nesse Link.

De acordo com a Comissão, a participação nessa pesquisa é fundamental para que esse processo seja democrático. Todo ano, a CPA convida a comunidade acadêmica para realizar essa avaliação, que gera um relatório anual, em que os resultados são divulgados junto a toda comunidade, e servem para que os gestores implementem as melhorias necessárias à qualidade do ensino superior, de acordo com os aspectos indicados no relatório.

Nesse ano, devido ao distanciamento social causado pela pandemia do novo Coronavírus, a CPA pretende realizar essa avaliação de forma remota, e por isso resolveu consultar o público interno sobre essa possibilidade.

Para mais informações ou esclarecer dúvidas, envie um e-mail para: cpa@reitoria.ifpe.edu.br

Rafael Bandeira/LeiaJáImagens/Arquivo

Nesta quarta-feira (09), a Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos da  Universidade de Pernambuco (CPCA/UPE) divulgou o resultado das isenções do pagamento da taxa de inscrição concedidas para o Processo de Ingresso em 2021 da universidade.

São duas listas para cada fase do Sistema Seriado de Avaliação da UPE (SSA), sendo uma para quem solicitou a isenção por possuir o Número de Identificação Social (NIS) e outra para quem solicitou por ser dependente de servidor da instituição.

Confira, abaixo, os resultados: 

SSA1 – servidor

SSA1 – NIS

SSA2 – servidor

SSA2 – NIS

SSA3 – servidor

SSA3 – NIS

O candidato que teve sua solicitação inicialmente indeferida pode entrar com recurso apresentando justificativa coerente. O requerimento deve ser entregue até a sexta-feira (11). O resultado será divulgado no dia 18 de setembro. Não cabe novo recurso após o resultado da análise.

YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM

Até o dia 15 de setembro, pelo o menos, a presença nas escolas de Pernambuco segue proibida. Após pressão dos donos de colégios particulares pela reabertura, em protesto que aconteceu na última quinta-feira (3), o governador Paulo Câmara (PSB) foi à público defender que não é momento para a retomada das aulas no Estado. Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na manhã desta quarta-feira (09), o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe-PE), José Ricardo Diniz, apresentou argumentos para a flexibilização da medida, vigente desde 18 de março com objetivo de conter o avanço da covid-19.

Para José Ricardo, é necessária a desvinculação das escolas públicas das privadas, para que se dê a possibilidade da volta aos estabelecimentos que apresentam condições de seguir as normas sanitárias. “Metade da nossa rede da educação básica do ensino de Pernambuco é da rede municipal. Essa já definiu que só volta em 2021, mas nós achamos isso uma coisa absurda. Queremos desvincular a data de retorno da abertura das escolas particulares. Atender a gradação do retorno, e, com isso, a gente garante o direito daquelas famílias que querem ou precisam levar seus filhos para o ambiente físico da escola e mantendo, ao mesmo tempo, a modalidade remota”, afirmou.

Em Pernambuco, dos 2,3 milhões de alunos da educação básica, 400 mil estão matriculados em 2.400 colégios privados. A rede estadual soma quase 600 mil alunos, enquanto o restante está nas escolas municipais e na rede federal. Continue lendo

Divulgação

Quase seis meses após a suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia de covid-19 (desde 16 de março), a Universidade de Pernambuco (UPE) retoma nesta terça-feira (08) as atividades nas graduações, em um semestre extra e exclusivamente com aulas remotas.

Dos cerca de 14 mil graduandos, 83% se matricularam para cursar disciplinas no período extraordinário. A participação dos alunos foi facultativa. Chamado de Calendário Acadêmico Suplementar, terá 10 semanas de duração. Vai até 25 de novembro, mas as aulas acabarão em 14 de novembro.

“A adesão foi surpreendente. Na semana passada tivemos a semana de acolhimento. Percebemos a comunidade acadêmica muito motivada e unida. A formação docente também foi bem participativa. Nossa expectativa é boa para a retomada das aulas nas graduações”, diz o pró-reitor de graduação, Ernani Martins.

A UPE oferece 54 cursos distribuídos em campus localizados em 10 municípios pernambucanos: Recife, Camaragibe, Nazaré da Mata, Palmares, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Serra Talhada, Salgueiro e Petrolina.

Os estudantes em situação de vulnerabilidade social que não têm acesso a internet se inscreveram em um edital para receber pacote de dados. Todos os que atenderem os critérios de renda foram contemplados, segundo Ernani. Como sobraram vagas, haverá uma nova chamada, prevista para essa semana.

DOAÇÕES

Como muitos alunos também não dispõem de computadores, a instituição lançou uma campanha para que empresas ou pessoas da sociedade possam doar equipamentos, novos ou usados, mas desde que estejam funcionando. “Recebemos tablets, celulares, computadores, desktop”, explica Ernani.

A doação pode ser feita também em dinheiro, por meio de deposito bancário de qualquer valor (IAUPE, CNPJ: 03.507.661/0001-04. Banco: Banco do Brasil, agência: 3234-4, conta corrente: 11790-0). A reitoria, localizada em Santo Amaro, área central do Recife, e os campus do interior são pontos de coleta. Mais informações sobre a campanha podem ser obtidas pelo e-mail equipamentosolidario@upe.br.

Enem 2020: inscrições para certificadores começam na quarta-feira

As inscrições para a Rede Nacional de Certificadores (RNC), a fim de atuação em atividades de certificação dos procedimentos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, começam na próxima quarta-feira (09) e vão até o dia 29 deste mês. O cadastramento destina-se a servidores públicos federais e professores das redes públicas estaduais e municipais.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, na sexta-feira (04), no Diário Oficial da União, o Edital nº 64 de chamada pública. As inscrições podem ser feitas no seguinte endereço na internet: certificadores.inep.gov.br ou no aplicativo móvel, disponível nas principais lojas de aplicativos.

“Para realizar a inscrição, o candidato deverá atender aos requisitos descritos no edital, como: ser servidor público, efetivo e em exercício, do Executivo Federal ou ser docente, em exercício, das redes públicas de ensino estaduais e municipais e estar devidamente registrado no Censo Escolar 2019; ter formação mínima em ensino médio; não estar inscrito como participante no Enem 2020; não ter cônjuge, companheiro ou parentes de até 3º grau inscritos no Enem 2020; e possuir smartphone ou tablet, com acesso próprio à internet móvel”.

Entre as atribuições, os servidores vinculados à RNC deverão certificar in loco, sob demanda do Inep, a efetiva e correta realização dos procedimentos de aplicação nos dias de realização do exame; registrar, em sistema eletrônico, as informações coletadas com base em sua atuação; e informar ao instituto possíveis inconsistências identificadas. Segundo o Inep, o cadastramento prévio não garante a inscrição para atuação como certificador no Enem 2020. Continue lendo