Saúde

Centro Médico-hospitalar da Polícia Militar de Pernambuco fica no Recife — Foto: Reprodução/Google Street View

Pacientes e pessoas que precisam de atendimento no Hospital da Polícia Militar reclamam da falta de medicamentos no centro médico-hospitalar localizado na área central do Recife. O problema afeta quem depende de tratamento, fazendo com que seja necessário arcar com os custos de remédios simples ou obtidos somente com prescrição médica.

Internado há nove meses, o cabo aposentado Zalmir da Cunha Gomes contou que o problema não é recente. “Com relação a profissionais de saúde, não tem problema. Temos atendimento bom de enfermeiros, médicos, psicólogos. O problema é a falta de medicamentos há mais ou menos seis meses”, disse.

Depois de um acidente de moto, ele sofreu um traumatismo raquimedular que o deixou paraplégico. “Eu passei um ano internado e tive alta. Depois de um mês, precisei voltar por causa de úlceras que surgiram no primeiro internamento”, afirmou o paciente.

Das sete medicações que são necessárias para o tratamento, Zalmir relatou que somente uma delas é disponibilizada pela unidade de saúde. “Tem medicação de tarja preta, com morfina controlada, omeprazol e outras medicações. Eles não obrigam a gente a comprar, mas dão a receita, e, se a gente não tomar, a gente piora”, contou.

A direção do hospital, segundo o paciente, já foi informada sobre a situação. “A direção tem ciência, inclusive oficiais médicos repassam para a direção, mas não sei o que está acontecendo. Alegam falta de verba, mas tem arrecadação dos militares, ajuda do Sistema Único de Saúde (SUS) e convênio com faculdade. A gente fica pensando como que não dá para sustentar o hospital da polícia”, disse. Continue lendo

Por Roberta Jungmann

Quase duas semanas após o feriado de 7 de setembro, o número de casos e mortes por coronavírus voltaram a subir em Pernambuco. O Estado, que figurava entre os territórios com níveis da doença em queda, passou para o grupo de estabilidade e está, agora, no grupo de alta da Covid-19. Aliás, nas últimas 24h, Pernambuco registrou 757 novos casos da doença e 21 mortes, dos quais 11 ocorreram nesta semana.

Segundo o Consórcio de veículos de imprensa, que reúne dados das Secretarias Estaduais de Saúde, Pernambuco registrou, nos últimos 15 dias, um aumento de 22% de óbitos pelo coronavírus. Essa, aliás, é a primeira vez, desde o dia 9 julho, que o Estado figura no grupo com alta na média de mortes. Desde março, PE já contabilizou 139.325 casos confirmados e 7.954 óbitos da Covid-19. No feriado de 7 de setembro, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou 268 novos casos da doença e 19 óbitos, dos quais 6 ocorreram naquele fim de semana.

Os dados da doença refletem as aglomerações presenciadas nas principais praias do Estado nos últimos dias, principalmente durante o feriado. Nesta quinta-feira (17), o governo de Pernambuco renovou a situação de calamidade pública devido à pandemia. O decreto, publicado no Diário Oficial e assinado pelo governador Paulo Câmara (PSB), é válido por 180 dias. Na justificativa, o governo apontou que permanece “um elevado índice de contaminação pelo coronavírus, permanecendo os seus efeitos devastadores na vida das pessoas”.

HÉLIA SCHEPPA/SEI

Ao longo desta semana, foram realizadas convenções partidárias para as eleições municipais de novembro, e muitas das cenas a que assistimos nos fazem refletir se o comportamento adotado nesses encontros deixa de lado a prevenção contra o novo coronavírus. Sobre a forma como alguns eventos políticos, especialmente em cidades do interior, tem sido realizados, com relaxamento de medidas capazes de evitar a covid-19, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, fez críticas em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, transmitida pela internet.

“É lamentável que cenas de aglomerações estejam se tornando cada vez mais frequentes. Recebi imagens de alguns eventos políticos, em cidades do interior, que mais pareciam um Carnaval. Isso é um total desrespeito à sociedade. São exemplos muito negativos que podem custar caro e fazer com que tenhamos que regredir no plano de convivência”, destacou André Longo. O secretário reforçou que, mesmo neste momento de estabilização de casos da covid-19, a população não pode colocar tudo a perder. “Mas, para isso, precisamos de consciência. Precisamos de um pacto social no enfrentamento à covid-19, com cada um fazendo a sua parte e buscando ser exemplo de proteção para o próximo e toda a sociedade. A pandemia não acabou, e o momento ainda exige muita cautela”, acrescentou.  

O secretário também falou sobre o sentimento de fadiga vivenciado por muitas pessoas, que não conseguem mais seguir com tanto afinco recomendações das autoridades sanitárias e chegam a colocar em risco conquistas adquiridas para combater a covid-19. “Entendemos que a adaptação a este novo momento não é fácil. Para falar a verdade, por vezes, é bastante difícil, e a população está por demais cansada; muitas vezes, até de nossas mensagens que passamos aqui (durante as coletivas de imprensa). Mas não dá para termos uma vida como antes. É preciso entender que o distanciamento social é uma nova regra, uma nova necessidade para podermos superar este momento que ainda é delicado”, reforçou Longo.  Continue lendo

A marca de 120 mil pacientes recuperados da covid-19 foi ultrapassada ontem (16), em Pernambuco. O quantitativo representa 86,6% do total de casos da infecção pelo novo coronavírus. Entre os que superaram a doença, 15.581 tiveram a forma grave de covid-19, que exige internamento hospitalar, e 104.487 eram casos leves. Ao todo, desde o início da pandemia, o Estado totaliza 138.568 casos confirmados, 7.933 mortes e 120.068 pessoas recuperadas.

“Devemos comemorar cada paciente curado, como também lamentar aqueles que perderam a batalha contra o novo coronavírus. E acima de tudo, alertar os pernambucanos que a pandemia ainda não acabou e que não estamos livres do adoecimento. Estamos em um momento de queda dos índices da doença em nosso Estado, mas toda a sociedade precisa continuar seguindo todas as recomendações de higiene e segurança para evitarmos uma nova crescente nos adoecimentos”, afirmou o secretário Estadual de Saúde, André Longo.

O boletim epidemiológico de ontem ainda registrou 699 novos casos da covid-19. Entre eles, 42 (6%) são casos graves. Agora, dos 138.568 casos confirmados em Pernambuco, 25.919 são graves e 112.649 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha. Também foram confirmados laboratorialmente ontem 19 óbitos (sendo 9 do sexo masculino e 10 do sexo feminino).

Os novos óbitos confirmados são de pessoas residentes nos municípios de Afogados da Ingazeira (1), Araripina (1), Bezerros (1), Garanhuns (1), Lajedo (1), Maraial (1), Olinda (2), Petrolina (3), Recife (5), São José do Belmonte (1), Serra Talhada (1) e Surubim (1). As mortes registradas no boletim de ontem ocorreram entre 29 de abril e 15 de setembro. Continue lendo

VEJA

Neste sábado o país registrou queda real no número de mortes diárias causadas pela Covid-19 pela primeira vez desde o início da pandemia. Ao todo, 16 estados apresentam redução no número de novos óbitos pela doença em comparação com duas semanas atrás. O Brasil registrou uma média móvel de 820,1 mortes por coronavírus, a mais baixa desde maio. Desde 12 de agosto, o país ultrapassou 1.000 mortos apenas uma vez. Com a variação negativa de 18% de casos fatais nos últimos quinze dias, a curva no Brasil pode ser classificada em queda (o mínimo necessário para isso é uma variação de 15%) . Se a tendência de queda continuar, é provável que, em breve, haja uma queda mais acentuada na curva. A média móvel de novas notificações da doença foi de 39.549,6.

Levantamento feito por VEJA com base na média móvel, indicador que leva em conta a média dos casos registrados a cada bloco de sete dias, mostrou que os estados com os maiores percentuais de queda são Rio Grande do Norte (queda de 58,5%), Pernambuco (-40,7%) e Sergipe (-38,3%). As demais unidades federativas com queda na curva de novos óbitos são: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Apenas três estados estão em alta, sendo eles Amazonas (aumento de 120,9%), Ceará (16,5%) e Tocantins (29,2%) e outros oito estão estáveis: Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Roraima e Rondônia.

O dado indica que o país tem constantemente melhorado este indicador. Levantamento de VEJA realizado em 16 de agosto mostrava que seis estados apresentavam aumento na média móvel de óbitos, nove estavam em um patamar estável e doze apresentavam queda. Na semana passada, cinco unidades federativas tinham alta na curva de óbitos, 8 estados apresentavam estabilidade e 14 tinham queda. Continue lendo

Cacique Raoni

O cacique Raoni deve deixar o hospital ainda nesta sexta-feira. Aos 88 anos, ele se recuperou de uma inflamação cardíaca, causada pela Covid-19, da qual já está curado.

Raoni foi diagnosticado com pneumonia no dia 14 de agosto, mas estava se tratando na própria aldeia. No dia 28, ele foi encaminhado para o hospital, quando testou positivo para o novo coronavírus, já com a presença de anticorpos.

Sua alta estava marcada para segunda-feira, mas a saída do hospital foi adiada depois que ele se queixou de dores no peito e ser diagnosticado com a inflamação cardíaca. Dois dias depois, já mostrava melhora no quadro inflamatório.

Marcações no gramado para manter o distanciamento no Parque do Ibirapuera

Pacientes que têm deficiência de vitamina D, produzida principalmente por meio da exposição solar, poderiam estar 1.77 vezes mais suscetíveis a serem infectados pela Covid-19 do que entre pacientes com quantidade suficiente da mesma vitamina.

A constatação foi identificada em um estudo desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Medicina da Universidade de Chicago, publicado na revista médica JAMA, nesta quinta-feira (03). 

De acordo com o estudo, ainda não se sabe se uma maior suficiência da vitamina reduziria a incidência da doença, porém, a eficácia do uso da substância entre infecções virais do trato respiratório já foi constatada.

Os pesquisadores mediram o nível de vitamina D presente no corpo de 489 pacientes no período de um ano anterior à testagem para a Covid-19.

Os resultados foram coletados entre 3 de março e 10 de abril deste ano. Dentre o total de participantes, 71 testaram positivo para a doença, dentre os quais 32 apresentaram deficiência da substância. Já outros 39 pacientes, que apresentaram níveis suficientes da vitamina, testaram positivo para coronavírus. 

Em outro recorte analisado pelos pesquisadores, entre o total de participantes, 172 pacientes apresentaram deficiência da doença – o que representaria 35% dos testes positivos. Continue lendo

Élcio Franco, secretário executivo do Ministério da Saúde

Em entrevista coletiva na noite desta quarta-feira (02), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que a vacina contra a Covid-19 não será obrigatória, mas “vai ser um grande instrumento para que voltemos à normalidade”.

A declaração foi dada dois dias depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar que ninguém será “obrigado” a tomar a imunização. O posicionamento do chefe do Executivo causou desconforto, e várias entidades se posicionaram a favor da obrigatoriedade da vacina.

Para que o país consiga a chamada “imunidade de rebanho”, é necessário que grande parte da população esteja a salvo da doença, evitando que ela circule e contamine pessoas que não podem ser imunizadas, como alguns pacientes com doenças crônicas.

O secretário falou ainda que o Programa Nacional de Imunização (PNI) é um dos mais completos e reconhecidos do mundo. “Incentivaremos a vacina para a imunização da população. Caso contrário, podemos ter a volta de doenças erradicadas, como aconteceu com o sarampo”, disse.

Funcionário de laboratório segura um frasco com teste de esteróides Foto: Alexander Zemlianichenko / AFP

O Globo

Tratar pacientes graves de Covid-19 com corticoides diminui o risco de morte em 20%, revelou nesta quarta-feira (02) um estudo realizado em sete países. A análise, que comprova a eficácia de uma medicação barata e disponível contra a doença causada pelo novo coronavírus, levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a atualizar sua diretriz sobre o tratamento.

O estudo cotejou dados de testes separados de doses baixas de hidrocortisona, dexametasona e metilprednisolona, indicando que os esteroides aumentam as taxas de sobrevivência de pacientes de Covid-19 internados em UTIs.

“Isto é equivalente a cerca de 68% dos pacientes (mais graves de Covid-19) que sobrevivem após o tratamento com corticoides, o que se compara com cerca de 60% que sobrevivem na ausência de corticoides”, disseram os pesquisadores em um comunicado.

Medicação barata com resultados claros

— Os esteroides são uma medicação barata e amplamente disponível, e nossa análise confirmou que são eficazes na redução de mortes entre as pessoas mais gravemente afetadas pela Covid-19, disse em entrevista coletiva Jonathan Sterne, professor de estatísticas médicas e epidemiologia da Universidade de Bristol, do Reino Unido, que trabalhou na análise.

Ele disse que os testes — realizados por pesquisadores do Brasil, Reino Unido, Canadá, China, França, Espanha e Estados Unidos —  deram um recado claro, mostrando que os remédios são benéficos para os pacientes mais doentes, independentemente da idade, do sexo e de há quanto tempo estão enfermos. Continue lendo

A Central de Transplantes de Pernambuco dá início hoje às ações em alusão ao Setembro Verde, mês voltado à conscientização da importância da doação de órgãos e tecidos. Entre janeiro e julho de 2020, foram realizados 455 transplantes em Pernambuco. O quantitativo é 51,6% menor que o mesmo período de 2019, quando foram realizados 940 procedimentos.

Segundo o governo do Estado, a diminuição foi provocada pela suspensão dos procedimentos eletivos de córnea pelo Ministério da Saúde (casos de urgência continuaram sendo realizados). Os transplantes de rim, em uma decisão colegiada dos centros transplantadores e o estado, também foram suspensos, já que o paciente tem um tratamento substitutivo (hemodiálise), mas voltaram a ocorrer desde a segunda quinzena de julho. “É preciso frisar, ainda, que, desde o início da pandemia foram mantidos os transplantes de fígado, coração e medula óssea”, afirmou o estado, em comunicado.

Nesta primeira quinzena do mês, serão realizadas webpalestras para os profissionais de saúde, com transmissão pelo YouTube do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (youtube.com/cremepe), parceiro da iniciativa. Serão três eventos, sempre às 20h, que abordarão como funciona a doação de órgãos e tecidos hoje, como diagnosticar e comunicar às famílias a morte encefálica (dia 8 de setembro) e como manter a função hemodinâmica do potencial doador (15 de setembro). Continue lendo

Pazuello se reuniu com a presidente da Fiocruz

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu no Rio de Janeiro, com a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, para debater o cronograma de produção da vacina ainda em testes contra a covid-19 no Brasil.

A previsão é que, se tiver a eficácia comprovada, as primeiras doses sejam distribuídas no início de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunização, que atende o Sistema Único de Saúde (SUS).   

A previsão é produzir, inicialmente, 100 milhões de doses a partir de insumos importados. A produção integral da vacina na unidade técnico-científica Bio-Manguinhos, no Rio, deve começar a partir de abril de 2021.

“A Fiocruz está mobilizando todos os seus recursos tecnológicos e industriais em prol do acesso da população à vacina no menor tempo possível. Estamos conversando com a Anvisa e parceiros tecnológicos com o intuito de reduzir os prazos de produção, registro e distribuição da vacina”, disse a presidente.

O acordo entre a Fiocruz e a AstraZeneca é resultado de tratativas entre o governo brasileiro e o governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. A parceria prevê a assinatura de um acordo de encomenda tecnológica, na primeira semana de setembro, e o desenvolvimento de uma plataforma para outras vacinas, como a da malária.

Para produção e aquisição da vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório AstraZeneca e Universidade de Oxford, o governo brasileiro liberou um crédito extraordinário de R$ 1,9 bilhão.

O Brasil, realmente, é o país do desperdício. Por equívocos na política pública, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá jogar no lixo até 1,4 milhão de frascos (ou tubetes) de insulina análoga de ação rápida, apesar de quase 400 mil pessoas com diabetes tipo 1 estarem esperando pelo medicamento. 

Os lotes da insulina de ação rápida, que age em apenas 15 minutos depois de aplicada nos pacientes, vencerão entre dezembro de 2020 e junho de 2021. O medicamento está parado nos depósitos porque os burocratas erraram na hora de classificá-lo. Em vez de entrar no rol de atenção básica, a insulina especial foi registrada como produto com componente especial. 

Isso significa que, para terem acesso à insulina de ação rápida, os pacientes precisam passar pelas mãos de um endocrinologista, que deve fazer um relatório sobre a necessidade de uso. O problema é que não há endocrinologistas suficientes no SUS. São apenas 6 mil em todo o país, cujas consultas levam tempo para serem marcadas. E há muitos municípios que sequer têm endocrinologistas. 

Nem 10% dos pacientes atendidos 

A insulina especial — aprovada para incorporação ao SUS em 2016, mas com processo efetivado somente em 2017 — foi comprada para atender 396 mil pacientes com diabetes tipo 1. Até agora, contundo, apenas 30 mil foram contemplados (menos de 10% do total). O maior problema para esse quadro dramático está na burocracia.  Continue lendo

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Em visita ao Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE), nesta sexta-feira (28), o governador Paulo Câmara inaugurou dois novos equipamentos que ampliarão a capacidade de processamento de testagem para covid-19 das atuais 800 amostras diárias para 3,2 mil. Foram investidos, por meio da Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), R$ 6 milhões nos equipamentos, além da compra de 120 mil testes RT-PCR. No Diário Oficial desta sexta-feira (28), foi publicada autorização para a convocação de mais 39 biomédicos e farmacêuticos/bioquímicos, aprovados em seleção, para reforçar o quadro do Lacen.

“A pandemia da covid-19 mostrou a necessidade de estarmos cada vez mais preparados para os desafios que possam acontecer no futuro. A testagem, o diagnóstico, os exames laboratoriais precisam e têm uma relevância fundamental nesse processo. Pernambuco sai na frente, mais uma vez, com a aquisição de máquinas que vão dar uma capacidade de testagem quatro vezes maior que a atual. Vai dar celeridade e qualidade, a um custo menor, e vamos estar preparados para o futuro”, afirmou Paulo Câmara.

Os novos equipamentos, de última geração e importados, vão fazer a extração do RNA das amostras do material biológico coletado e o processamento do exame de RT-PCR em si, automatizando esse processo e permitindo quadruplicar a capacidade de produção diária. Desde o início da pandemia da covid-19, o Lacen-PE já processou mais de 73 mil exames de biologia molecular (RT-PCR), considerado padrão-ouro por ser mais sensível e detectar a atividade viral em sua fase mais aguda, ou seja, quando a carga de transmissão do paciente está mais alta. Esse quantitativo representa 50% de toda a produção desse tipo de exame no Estado. Continue lendo

Durante a pandemia do Coronavírus, o número de complicações por doenças cardiovasculares aumentou. Isso, porque o medo de contrair o vírus provocou uma diminuição na procura pelos atendimentos médicos, acarretando um aumento do número de mortes, em casa, decorrentes de doenças mal controladas como a hipertensão, diabetes e dislipidemias. Com isso, o número de pessoas que morreram por doenças cardiovasculares no primeiro trimestre de 2020 foi 32,17% maior em comparação ao mesmo período de 2019. 

Segundo a Sociedade Brasileira de cardiologia (SBC),Pernambuco registrou um crescimento de 85% no número de mortes por doenças cardiovasculares no período de pandemia, do seu início, no Brasil, até a última semana de maio. Os estados com maior crescimento foram Amazonas (94%), Pernambuco (85%), São Paulo (70%), Ceará (63%), Espírito Santo (45%), Alagoas (43%), Rio Grande do Norte (35%) e Pará (34%). Também houve aumento de 88,7% nos óbitos em domicílio causadas por doenças cardiovasculares inespecíficas, que provocaram morte súbita. Os casos passaram de 3.619, entre março e maio de 2019, para 6.829 no mesmo intervalo de 2020. 

De acordo com a cirurgiã do coração, Manuella Muniz, esse crescimento está ligado ao acesso limitado a hospitais em locais onde houve sobrecarga do sistema de saúde. Além disso, a redução da procura por cuidados médicos devido ao distanciamento social ou por medo de contrair Covid-19 também contribuiu com os dados, o que dificultou a detecção e o tratamento precoce de sintomas gerados por patologias cardiovasculares.   Continue lendo

Num momento em que se aumenta a expectativa para a retomada das aulas presenciais na educação básica em Pernambuco, o Estado assiste a um aumento de casos de crianças com doenças respiratórias nas emergências e confirma a primeira morte de criança com síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica que teve diagnóstico positivo para o novo coronavírus. A menina tinha 11 anos e morava na capital pernambucana. A informação foi dada ontem pelo secretário Estadual de Saúde, André Longo, durante coletiva de imprensa transmitida pela internet. Segundo a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau), a menina deu entrada num hospital público estadual em 23 de junho. Ela faleceu no dia seguinte e não chegou a ser internada em leito de unidade de terapia intensiva (UTI).

Ainda de acordo com a Sesau, a criança não tinha histórico de doença preexistente. “Apresentou febre, conjuntivite, diarreia, dores abdominais, náusea, vômito, manchas vermelhas pelo corpo e taquicardia. Ela teve histórico de contato com familiares com suspeita de covid-19 e foi testada logo no dia 23. O RT-PCR deu negativo para a doença, mas o teste rápido positivou”, diz a nota da Secretaria.

Durante a coletiva, André Longo ainda informou que Pernambuco tem nove casos notificados da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica decorrente após infecção pelo novo coronavírus. Entre eles, estão a menina que foi a óbito, sete crianças que tiveram alta hospitalar e uma que permanece internada em enfermaria. No dia 6 deste mês, o Estado divulgou os dois primeiros casos da síndrome, que tem como sintomas febre persistente acompanhada de um conjunto de manifestações, como pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos e comprometimento respiratório entre outros sinais. Continue lendo