Saúde

Covid-19, testes, coronavírus

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (1º) que o Brasil passou de 60 mil mortes relacionadas à Covid-19. De acordo com a pasta, foram confirmadas 1.038 mortes, totalizando 60.632 vítimas fatais.

Os novos casos são 46.712, o que elevou o total para 1.448.753 diagnósticos da doença do novo coronavírus. O número de novas confirmações é o terceiro maior da série histórica da pandemia no Brasil.

As informações divulgadas dizem respeito às confirmações feitas entre as 16h da terça-feira (30) e às 16h de ontem, independentemente da data em que os casos e mortes tenham ocorrido. O Ministério da Saúde divulgou nova estimativa de que 826 mil brasileiros tenham se recuperado da Covid-19 até o momento.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, afirmou que a pasta está verificando um processo de “interiorização” da doença, que está ficando menos concentrada nas capitais do país. Pela primeira vez em uma semana epidemiológica, houve uma porcentagem maior de mortes no interior do que nas capitais. Em relação aos novos casos, isso aconteceu há cinco meses.

Esse fenômeno já havia sido registrado no estado de São Paulo, que já inverteu o fluxo do início da pandemia e passou a transferir pacientes do interior para a capital. 

Medeiros afirmou que a trajetória da doença não permite concluir se o aumento no número de casos tem relação com a flexibilização do distanciamento social que parte dos estados e municípios promoveu.

Regiões

Os representantes do Ministério da Saúde também falaram sobre a situação da região Centro-Oeste, que está vivenciando uma alta mais acelerada na propagação da doença e vê conflito entre gestores que defendem modalidades diversas de isolamento social. Continue lendo

teste

A bióloga e microbiologista Natalia Pasternak foi incisiva ao afirmar que os testes sorológicos rápidos para Covid-19, popularmente vendidos em farmácias, “não servem para nada” e “podem gerar resultados falsos positivos ou negativos” para a doença.

“O teste não vai dizer se você tem o vírus, ele só vai dizer se você teve vírus no passado, gerando anticorpos. Mesmo assim, isso só vai acontecer se ele for bom o suficiente e, em geral, a qualidade deles é duvidosa”, afirmou a pesquisadora, destacando que a sensibilidade dos testes “é baixa e pode gerar muitos erros”.

A cientista, que foi entrevistada nesta segunda-feira pelo programa Roda Viva, reforçou ainda que o teste mais confiável é do tipo RTPCR, que é pouco disponível no Brasil – contexto considerado.

“É grave a gente não ter os testes de RTPCR disponíveis principalmente para profissionais de saúde para fazer diagnóstico, porque esse é o teste que faz o diagnóstico. (…) Isso foi uma escolha do ‘desgoverno federal’, que não comprou os insumos e não distribuiu para os estados e municípios. Isso deveria ter sido feito pelo Ministério da Saúde. Então temos uma subnotificação, porque não se testa o suficiente”, criticou Pasternak.

Natalia Pasternak é fundadora e primeira presidenta do Instituto Questão de Ciência, doutora em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.

Máscaras vão ser entregues em 53 municípios do Agreste de Pernambuco — Foto: Valdinei Malaguti

Os municípios que integram as IV e V Gerências Regionais de Saúde (Geres), representados por Caruaru e Garanhuns, respectivamente, vão receber um reforço social no combate à Covid-19 a partir desta segunda-feira (29).

No total, 470 mil máscaras serão distribuídas para 53 municípios que são abrangidos pelas regionais. A ação faz parte das estratégias do Governo de Pernambuco para controlar os índices de disseminação do coronavírus na região.

Do total de máscaras disponibilizadas, 321 mil máscaras serão repassadas para a IV Regional, que engloba 32 municípios do Agreste. O maior quantitativo será entregue ao município de Caruaru, sendo 61,6 mil itens para adultos e 18,4 mil para criança. A entrega será feita na manhã da segunda-feira.

Também vão receber os itens os seguintes municípios da IV Geres: Brejo da Madre de Deus, Gravatá, Santa Cruz do Capibaribe, Belo Jardim, Bezerros, Pesqueira, São Bento do Una, Toritama, Agrestina, Alagoinha, Altinho, Barra de Guabiraba, Bonito, Cachoeirinha, Camocim de São Félix, Cupira, Frei Miguelinho, Jataúba, Jurema, Panelas, Poção, Riacho das Almas, Sanharó, Santa Maria do Cambucá, São Caetano, São Joaquim do Monte, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Ibirajuba e Sairé.

A regional V, que compreende Águas Belas, Angelim, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Calçados, Canhotinho, Capoeiras, Correntes, Garanhuns, Iati, Itaíba, Jucati, Jupi, Lagoa do Ouro, Lajedo, Palmerina, Paranatama, Saloá, São João e Terezinha, receberá 149 mil máscaras, sendo 50 mil para Garanhuns.

Além dos municípios, o material também foi distribuído para a população indígena, que recebeu 110 mil itens de proteção individual. As máscaras são feitas de tecido e seguem as recomendações dos órgãos de vigilância sanitária, podendo ser reutilizadas após lavagem. Continue lendo

Enfermeira aplica dose em paciente

A vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, será aplicada inicialmente em pessoas que pertencem ao grupo de risco da doença, como idosos e pacientes com comorbidades. Grupos de maior exposição ao vírus também serão vacinados na primeira fase.

Pelo acordo, o governo produzirá dois lotes com 15,2 milhões de doses cada, em dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Depois, dará início à produção de 70 milhões de doses com insumos fabricados em território brasileiro, mediante a transferência de tecnologia. O custo estimado é de US$ 2,30 por dose.

Segundo o secretário de vigilância em saúde, Arnaldo Correa de Medeiros, com 100 milhões de vacinas, seria possível imunizar todos os idosos, pessoas com comorbidade, profissionais de saúde, professores, indígenas, detentos e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, além de profissionais de segurança pública e resgate, e motoristas do transporte público.

“A nossa parceria é uma encomenda de tecnologia e existe um risco associado a ele. O mundo inteiro está testando e avaliando a eficácia dessa vacina. Se ela não se apresentar eficiente, teremos um avanço tecnológico, mas, obviamente, não iremos aplicar na população algo que não existe eficácia comprovada”, afirmou o secretário-executivo do ministério, Élcio Franco.

Com a parceria, o Brasil assume financeiramente os riscos de a vacina não apresentar a devida eficácia na imunização contra o coronavírus. Os exames em laboratório, entretanto, foram promissores; e a vacina já está apta a ser testada em seres humanos.

O primeiro dia de quarentena rígida em Caruaru e Bezerros, cidades do Agreste de Pernambuco, foi marcado ontem por reforço na fiscalização e orientação aos moradores sobre as medidas sanitárias contra a covid-19. Mas, preocupado com a rota de interiorização da doença, o governo do Estado sinalizou que também é hora de fazer vigília à curva epidêmica no Sertão, especialmente em Petrolina, onde a ocorrência de pacientes graves tem aumentado nos últimos dias. “A covid-19 chega com mais força, neste momento, no Agreste, mas já dá sinais de que chegará ao Sertão. Nós provavelmente também teremos que adotar medidas para esta região nas próximas semanas. Estamos observando o comportamento (do novo coronavírus) ao longo dos próximos dias (nos municípios sertanejos)”, anunciou ontem o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, durante entrevista coletiva transmitida pela internet. 

Petrolina tinha até ontem 765 casos confirmados, mais 344 em investigação e 26 mortes. A cidade de Araripina, também no Sertão, é outra que acende o alerta, com 180 confirmações da doença e quatro óbitos. “Não descuidamos da Região do Araripe. O Hospital Santa Maria, em Araripina, vai ganhar mais dez leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) e, somados a outros dez, irá para 20 vagas de UTI. E Ouricuri (município na mesma Regional de Saúde) também ganhará mais dez leitos. Estamos fortalecendo toda aquela região. Como era esperado, deverá haver um aumento no número de casos agora em julho no Sertão. Precisamos estar fortalecidos para o enfrentamento à covid-19 nessas localidades”, destacou Longo. 

No Sertão, a cidade de Petrolina é a que mais sente o peso da covid-19 na assistência hospitalar. A rede pública, no município, tem 30 leitos de UTI distribuídos em três hospitais; 22 estão ocupados com pacientes moradores do município, de Dormentes e de Lagoa Grande (ambos da mesma Regional de Saúde), como também da vizinha Juazeiro (Bahia), que passa pelo toque de recolher. Dessa maneira, as pessoas enfrentam limites de locomoção no município, das 18h até às 5h. Ao longo dos últimos dias, Juazeiro tem registrado um alto crescimento na taxa de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. São 558 pessoas que já foram detectadas com a covid-19 na cidade, além de 22 mortes.  Continue lendo

Agentes de saúde seguem realizando trabalho intenso durante a pandemia

Nesta quarta-feira (24), o Governo de Pernambuco divulgou o boletim atualizado com os casos de Covid-19 no Estado. O número de profissionais de saúde infectados pelo vírus já beira a casa dos 15 mil. São 14.993 agentes que testaram positivo para a doença. O dado representa 27,7% dos 54.022 casos confirmados para o novo coronavírus no território estadual.

Desde que a pandemia se instaurou no Estado, o Governo resolveu criar um protocolo de testagem nos profissionais de saúde. Os contemplados são integrantes das redes pública estadual ou municipal, e também da rede privada. 

Segundo o boletim divulgado nesta quarta, a quantidade de agentes de saúde com sintomas de gripe que realizaram o teste da Covid-19 em Pernambuco é de 32.985. Além dos infectados, 17.641 casos foram descartados, 111 estão em investigação e 240 são inconclusivos. 

Municípios zerados

Passados mais de três meses do início da pandemia no Brasil, oito cidades de Pernambuco seguem sem registrar casos do novo coronavírus. São elas Belém de Maria, Iati, Manari, Mirandiba, Santa Maria da Boa Vista, Granito, Santa Filomena, Moreilândia e Santa Cruz da Baixa Verde.

Em 103 dias, coronavírus chegou a quase todos municípios pernambucanos, aponta estudo

Das 185 cidades pernambucanas, apenas uma não tem registros do novo coronavírus. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), o município de Manari, localizada no Sertão do Estado com mais de 21 mil habitantes, está livre da pandemia do Covid-19. A constatação de que a cidade sertaneja está livre, até agora, foi de pesquisadores do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para pesquisa social da Fundaj.

SES discorda

Mas, a Secretária de Saúde de Pernambuco discorda e confirma que o único município sem a doença é Mirandiba, também no Sertão. De acordo com os pesquisadores, que realizaram o levantamento junto às secretarias de saúde das cidades, Mirandiba já tem caso de morte suspeita do coronavírus. Enquanto que Marani não tem. 

Mapeamento da Fundaj

O site da Fundaj conta com um mapa da doença atualizado. A última atualização dele mostra como a pandemia se disseminou em quase todos os 185 municípios pernambucanos em pouco mais de 3 meses. De acordo com a Fundaj, o mapeamento de casos começou a ser feito no dia 17 de maio, com atualização constante desde então.

Naquela data o mapa apontava 16 casos. O número subiu para 82 no dia 31 de março, pulou para 6.860 em 30 de abril e subiu novamente para 34.401 no dia 31 de maio. Assim, atingiu 52.025 casos confirmados e 4.234 óbitos, nesta segunda-feira (22). Números divergentes aos divulgados pela SES-PE nesta segunda, quando o órgão informou que Pernambuco totaliza 52.494 casos e 4.252 mortes.

Últimos municípios a serem contaminados

Os últimos municípios a serem contaminados pelo coronavírus em Pernambuco foram: Belém de Maria, Calçado, Dormentes, Granito, Iati, Moreilândia, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Filomena, Santa Maria da Boa Vista e Solidão e Mirandiba. Essas cidades possuem populações que variam de 6.007 habitantes (Solidão) até 41.931 habitantes (Santa Maria da Boa Vista). Se comparados aos demais municípios do estado, todos eles estão em alta vulnerabilidade social. Isso em relação aos indicadores de renda, acesso a água e esgoto, e a inadequação de coleta de lixo domiciliar. Continue lendo

Enquanto o Brasil ultrapassa a emblemática marca de 50 mil mortes notificadas pelo coronavírus, a ciência ainda não sabe responder a uma das principais dúvidas de pacientes e especialistas que seria crucial para a reabertura mais segura das atividades: quem já teve a Covid-19 está protegido de novas infecções?

Os médicos ainda têm dúvidas se a tão desejada imunidade realmente é criada por todos os indivíduos que manifestam sintomas e, caso positivo, por quanto tempo eles, de fato, seriam protetores: “Esse é um tema que ainda nós não temos uma resposta definitiva. Existem várias possibilidades”, conclui Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.

Alguns casos no Brasil têm intrigado os médicos. Pacientes estariam desenvolvendo sintomas e testando positivo para a Covid-19 mais de uma vez, depois de terem sido considerados ‘curados’.

É o caso da médica pediatra Simone Cardoso (foto). Ela manifestou os primeiros sintomas no dia 27 de março e confirmou o diagnóstico para coronavírus pelo teste PCR. Com quadro leve, fez tratamento e isolamento social em casa por 14 dias, e depois, voltou a trabalhar normalmente.

Um mês depois, no dia 29 de abril, estranhou quando os sintomas voltaram: “um mês depois eu comecei a apresentar febre com calafrios. Era o mesmo tipo de calafrio que eu tinha sentido da primeira vez. Eu tinha praticamente certeza que era uma reinfecção. Eu passei mal no plantão, fui para o laboratório e fiz uma nova coleta de PCR”. Continue lendo

O mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, que inclui dados atualizados até 13 de junho, ratifica como houve uma disseminação dos casos de Covid-19 das capitais para o interior, ao longo da expansão da epidemia no Brasil. Na semana epidemiológica 16, de 12 a 18 de abril, 65% dos casos concentravam-se nas capitais e 35% nas demais cidades. A partir de 17 de maio, o cenário se inverteu, e a maioria dos registros já se concentravam fora das capitais brasileiras.

É o caso de Pernambuco, que reunia 57% dos casos de Covid-19 no Recife de 12 a 18 de abril e 43% nos municípios do interior do Estado. Em 17 a 23 maio, 52% estavam no interior e 48% na capital pernambucana. No recorte mais recente, que inclui o período de 7 a 13 de junho, 59% das infecções pelo novo coronavírus já se concentravam nas cidades do interior de Pernambuco; o restante (41%) foram casos da doença no Recife. 

Em relação aos óbitos, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde também confirma que houve um aumento na proporção de registros fora das capitais brasileiras, chegando a um percentual de 48% ao final da semana epidemiológica 24 (até 13 de junho). Em Pernambuco, nesse período mais recente, 61% das mortes foram de pessoas dos municípios do interior do Estado; as demais vítimas fatais (39%) foram de registros do Recife. Continue lendo

O que antes era uma suposição agora é fato. A maior parte dos novos casos de infecção pelo novo coronavírus em Pernambuco surgem no interior do estado, e não mais na Região Metropolitana do Recife (RMR). Quem atesta é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em um levantamento divulgado na última terça-feira, com base nos dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Entre 17 de maio e 6 de junho, o interior respondeu por 37,5% das novas infecções, enquanto a capital representou 34,4% e 28,1% nas 13 cidades que integram a área metropolitana.

O estudo foi feito pelo pesquisador Wayner Vieira, do Instituto Aggeu Magalhães, braço da Fiocruz em Pernambuco. O levantamento avaliou quatro períodos distintos. O primeiro leva em consideração o acumulado até o dia 4 de abril. Nesta parte, dos 195 casos detectados da doença, 71,3% (139) estavam no Recife, 20,5% (40) nas demais cidades metropolitanas e 8,2% (16) no interior. Na segunda parte, que vai de 5 a 25 de abril, 55,1% (2.583) dos novos registros foram na capital, enquanto que 34,5% (1.615) foram dos outros municípios metropolitanos e 10,4% (487) no resto do estado.

O crescimento no interior, de forma mais robusta, começa na terceira parte, que analisa o período de 26 de abril a 16 de maio. Foram 2.444 (16,8%) novos casos em cidades do interior, enquanto no Recife surgiam 7.050 (48,6%) e nas 13 cidades metropolitanas 5.022 (34,6%). Por fim, a quarta e última parte – 17 de maio a 6 de junho – atesta a interiorização do coronavírus: 7.785 (37,5%) novos registros no interior, enquanto na capital foram 7.137 (34,4%) e nos demais municípios metropolitanos 5.844 (28,1%).

O crescimento, de certa forma, já era esperado. “Isso preocupa porque mostra a pandemia começando a atingir regiões e pessoas que estão em locais com menos disponibilidade de leitos. Um caso emergencial que vem do interior terá tempo suficiente para chegar no Recife?”, questionou Wayner Vieira. “Uma coisa é ter uma situação de emergência quando mora na capital e outra é quando você está no interior, sem a devida estrutura”, ressaltou o pesquisador. Continue lendo

Secretário de Saúde diz que, apesar de desaceleração da curva de contágio, não é momento de relaxar isolamento — Foto: Reprodução/YouTube

A curva de contágio da Covid-19 foi achatada e está em processo de desaceleração no Recife. Quem diz isso é o secretário de Saúde da cidade, Jailson Correia, baseado em dados que divulgou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (10). Ele reforçou, no entanto, que, embora expressiva, a queda não permite relaxamento no distanciamento social para conter a pandemia.

“Temos percebido a redução do número de casos [de Síndrome Respiratória Aguda Grave] e redução do número de óbitos, o que nos assegura que a curva de crescimento, tão preocupante, que estamos falando dela há meses, realmente conseguiu ser achatada e está no processo de desaceleração na cidade do Recife. Isso é muito importante”, declarou Correia.

Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, ao todo, foram registrados 17.133 casos de Covid-19 e 1.315 mortes relacionadas à doença. O município tem, ainda, 13.022 curados. De acordo com o secretário, nas últimas semanas, caíram os números de atendimentos referentes a Srag nas mais diversas modalidades, como nas unidades de saúde de atendimento básico.

“Na atenção básica, por exemplo, na primeira quinzena de maio, a média de atendimentos nas unidades de saúde era na faixa de 500 atendimentos diários. Na última semana, esta média caiu para 300. Se a gente pega o dado da segunda-feira, que é o dado onde há maior movimentação na atenção básica, nas unidades dedicadas à Covid-19, no dia 11 de maio, tivemos nosso pico, com 706 atendimentos num único dia, caindo para 313 nesta segunda, dia 8 de junho”, disse. Continue lendo

Os casos de dengue, chikungunya e zika caíram 65,48% em Pernambuco. A queda acentuada se verificou, segundo o boletim epidemiológico mais recente do estado, quando comparado ao mesmo período anterior. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou 13.463 notificações das três doenças entre os dias 29 de dezembro de 2019 e 23 de maio deste ano, enquanto no mesmo de período envolvendo 2018 e 2019 se contabilizou 38.998 casos.

De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, o estado contabilizou mais de 11,5 mil casos de dengue. Destes, foram confirmados 1.565 e descartados 2.748. Em relação aos números do ano passado, de 32,4 mil, a redução ficou em 64,4%. Um dos dados preocupantes que o número de municípios notificadores chegou a 177, o que significa que, mesmo com a pandemia da Covid-19, a população deve seguir atenta aos cuidados com as arboviroses.

Também foram notificados 1,2 mil casos de chikungunya, presentes em 100 municípios, sendo 132 casos confirmados e 493 descartados. Apesar dos números, eles representam uma queda de 70,7% em relação às notificações de um período para o outro. Em Pernambuco, ainda segundo o boletim recente, foram contabilizados 608 casos de zika, representando uma redução de 70,9% quando comparado ao intervalo entre dezembro de 2018 e maio de 2019. Destes, três casos já confirmados e 335 descartados. A zika teve 62 municípios notificadores até maio deste ano. Continue lendo

A Prefeitura do Recife recebeu 30 novos respiradores, que serão utilizados para abrir novos leitos de UTI em hospitais de campanha. Os ventiladores pulmonares, da marca alemã Hoffrichter, desembarcaram na cidade no fim de tarde dessa segunda-feira (08), e aguardam distribuição. A capital também recebeu, nesta terça-feira (09), R$ 36,9 milhões do governo federal, para cobrir gastos da pandemia. 

Deste montante, R$ 5,9 milhões são para uso exclusivo em ações de combate ao novo coronavírus, previstos no plano de contingência municipal. O valor restante, R$ 31 milhões, serão utilizados para cobrir a perda de arrecadação da capital. O valor representa 6% do rombo estimado R$ 500 milhões, segundo a prefeitura.

Em pronunciamento realizado na manhã desta terça-feira (09), o prefeito Geraldo Julio comemorou a chegada dos respiradores, além de ter anunciado que a capital alcançou a marca de 4.172 profissionais de saúde contratados pelo município para combater a pandemia do novo coronavírus. “Nos últimos dias, recebemos 142 aparelhos. Assim, a prefeitura vem cumprindo as suas metas e oferecendo atendimento a todos os pacientes com a Covid-19 na cidade”, elogiou. 

Quanto ao reforço profissional, dos 4.172 contratados, há 1.393 técnicos de enfermagem, 636 enfermeiros e 622 médicos. “Além de outras profissões importantes, como os fisioterapeutas. Desde 21 de maio, quando fizemos o último anúncio relacionado a isso, foram incorporados mais de 500 trabalhadores”, contou o secretário de Saúde do Recife, Jaílson Correia. 

Diante do forte aumento da falsificação de medicamentos em todo o país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu soltar um alerta para a população, que tem pouco conhecimento para diferenciar o que é verdadeiro ou não. Em 2018, foram registrados três casos; em 2020, já são cinco. 

Segundo a Anvisa, a ação é parte do trabalho feito pela agência com outros órgãos do governo, autoridades policiais, vigilância sanitária de estado e município e agências reguladoras internacionais. Muitos dos remédios falsificados vêm de fora do Brasil. 

Em nota, a Anvisa aponta cuidados que pacientes, unidades hospitalares e estabelecimento de assistência à saúde devem tomar para importar diretamente medicamentos, sobretudo nesses tempos de pandemia do novo coronavírus. Veja os cuidados que todos devem ter:

Medicamentos de alto custo

  • As investigações mostram que as falsificações acontecem principalmente com medicamentos de alto custo.
  • Medicamentos de alto custo são utilizados em menor volume, o que dificulta a identificação pelas autoridades e profissionais de saúde.
  • Na maioria dos casos, quadrilhas atuam durante o processo de importação e venda dos medicamentos no país.

Esquema internacional

  • Anvisa está atuando com autoridades de outros países, já que os medicamentos falsificados estariam vindos de fora do país.
  • As embalagens e os medicamentos são fabricados e impressos em diferentes países e, depois disso, são organizados e distribuídos em um terceiro local. Exemplo: medicamentos falsificados na Ásia podem ser acondicionados em embalagens falsas feitas na África e distribuídos para outros locais.
  • Os produtos são, por vezes, escondidos ou contrabandeados e declarados como se fosse outro tipo de mercadoria para entrar no país.
  • Produtos médicos falsificados são, normalmente, transportados por avião ou barco, usando rotas diferentes das usuais.
  • Algumas vezes, quadrilhas usam companhias e contas bancárias offshore, com sede em outros países, para facilitar a venda e fazer pagamentos.

Pernambuco já tem mais de 20 mil recuperados da Covid-19

O número de pacientes recuperados da Covid-19 em Pernambuco chegou a 20.375 nesta quinta-feira (04). No boletim epidemiológico sobre a doença, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou mais 1.425 pessoas curadas.

Para ser considerado curado da Covid-19, de acordo com o infectologista Demetrius Montenegro, é preciso completar o ciclo de 14 dias da doença mais três dias sem sintomas. Quando o paciente não tem complicações e não apresenta os sintomas nesse período, é considerada cura clínica.

A SES-PE também registrou 1.044 novos casos da Covid-19 em Pernambuco desta quinta-feira. Entre os confirmados, 243 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 801 como leves.

Agora, o estado totaliza 37.507 casos já confirmados, sendo 15.292 graves e 22.215 leves. Os casos graves confirmados da doença estão distribuídos por 164 municípios, além de Fernando de Noronha e de ocorrências de pacientes de outros estados e países.

“É importante ressaltar que o aumento no número de mortes no boletim de hoje está relacionado, mais uma vez, ao atraso na informação sobre a ocorrência dos óbitos pela rede hospitalar. 66,3% (81) das mortes relatadas ocorreram entre abril e 30 de maio e 33,7% (41) foram registradas nos últimos quatro dias”, esclareceu a Secretaria Estadual de Saúde.