Saúde

Hospital de campanha foi aberto em Olinda em maio — Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério da Saúde (MS) prorrogou o custeio de 317 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para enfrentamento à Covid-19 em Pernambuco. O investimento é de R$ 15,2 milhões para nove cidades do estado. A divulgação do repasse foi feita na segunda-feira (30).

De acordo com o Ministério da Saúde, o montante vai para leitos nos municípios de Araripina, Arcoverde, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Garanhuns, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Recife e Serra Talhada.

Segundo o governo federal, a prorrogação do custeio dos leitos acontece desde agosto de 2020. O investimento para os leitos de UTI voltados a pacientes com Covid-19 passou de R$ 800 para R$ 1,6 mil. De acordo com o ministério, os gestores dos estados e municípios recebem o valor antes mesmo da ocupação do leito.

Mesmo com a autonomia de estados e municípios para criar e habilitar leitos, o Ministério da Saúde informou que tem apoiado secretarias estaduais e municipais com o investimento em “ações, serviços e infraestrutura para o enfrentamento da doença”.

Aumento da ocupação e do número de leitos

Para a prorrogação do custeio, é necessário que a taxa de ocupação seja superior a 50% dos leitos encontrados no plano de contingência. Em Pernambuco, até a segunda-feira (30), a ocupação média de leitos dedicados à Covid-19 era de 75%, sendo de 84% a ocupação das UTIs e 66% de leitos de enfermaria. Continue lendo

Aplicação de vacina

Nesta semana, há expectativa de que o Ministério da Saúde divulgue o plano nacional de vacinação contra o novo coronavírus. Na última semana, o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT), afirmou que ó anúncio será feito nesta segunda-feira (30). O Ministério da Saúde, no entanto, negou a divulgação.

Segundo a pasta, há previsão de encontro do grupo de trabalho para a coordenação de esforços da União na aquisição e na distribuição de vacinas contra a Covid-19.

O encontro deve ocorrer nesta terça-feira (1º). De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), a apresentação deve contar com, “basicamente, a responsabilidade de municípios, estados e, também, da parte da União”.

“Vamos ter a definição também sobre regras para armazenagem e o apoio para garantir”, concluiu. Dias foi escolhido pelo Fórum dos Governadores como o porta-voz do grupo na articulação pelo imunizante. Em 19 de novembro, a pasta apresentou os dez eixos prioritários que vão guiar a campanha.

O objetivo do plano, segundo a pasta, é imunizar, tão logo uma vacina segura seja disponibilizada, os grupos com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença e as populações mais expostas ao vírus.

Distribuição da vacina

Na última sexta-feira (27), secretários do Ministério da Saúde afirmaram que a vacina contra a Covid-19 não deve ser distribuída para toda a população brasileira em 2021. Continue lendo

Cemitério

Com 630 vítimas registradas nas últimas 24h, o Brasil ultrapassou nesta terça-feira (24) a marca de 170 mil mortes por Covid-19. 

Ao todo, 170.115 brasileiros morreram pela doença causada pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. É o segundo maior total nacional do mundo, atrás somente dos Estados Unidos.

Também foram registrados mais 31.100 casos, levando o total a 6.118.708. 

Um relatório divulgado pelo Imperial College de Londres nesta terça mostrou que a taxa de transmissão do vírus no país foi a 1,3 — quase o dobro do observado no início do mês, quando chegou a 0,68. 

É a maior taxa registrada no país desde maio. Uma taxa de 1,3 significa que cada 100 pessoas com o vírus contaminam outras 130.

A alta no crescimento também é acompanhada pela queda na adesão ao isolamento social. Em São Paulo, estado com o maior número de casos e mortes do país, a população isolada não é maior que 50% desde agosto. 

Uma pesquisa divulgada pelo XP/Ipespe mostrou também que caiu o número de pessoas que acreditam que a pior parte da pandemia já passou. Em outubro, elas eram 64% dos entrevistados e agora são 46%. Para 47%, “o pior ainda está por vir” – no mês anterior, era 30%.

O Hospital da Pessoa Idosa fica na Avenida Recife, próximo ao Hospital Geral de Areias

Encerrando as ações do Novembro Azul, o Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, da Prefeitura do Recife, localizado no bairro da Estância, Zona Oeste da cidade, promove, a partir desta segunda-feira (23), uma série de ações integradas de saúde para o público masculino.

A expectativa é oferecer cerca de 200 atendimentos, entre consultas e exames. Além disso, estão programadas palestras e rodas de conversa com temas ligados à qualidade de vida. Para favorecer o acesso dos usuários que trabalham em horário comercial, esses encontros acontecerão nos turnos da tarde e noite, entre 17h30 e 20h. 

O objetivo é colocar em discussão temas diretamente ligados à saúde e qualidade de vida dos homens, que costumam ter menos atenção em relação a esses cuidados do que as mulheres.

Diariamente, serão realizadas palestras com cerca de 20 minutos de duração e, após esse momento, será aberto um espaço para participantes fazerem perguntas. 

Essas ações ocorrerão de forma presencial para os funcionários do hospital e para os pacientes que desejarem acompanhar in loco, mediante disponibilidade de espaço físico. Por conta da pandemia da Covid-19, a capacidade da sala será reduzida, a fim de evitar a disseminação da doença. Quem se deslocar até o local deve utilizar máscara e respeitar o distanciamento social.  Continue lendo

Dez capitais brasileiras mostram tendência de crescimento de casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave). Os dados constam na última edição do InfoGripe, boletim de monitoramento semanal da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que reuniu informações de 8 a 14 de novembro.

Rio Branco (AC) foi à única capital com sinal forte de crescimento (maior que 95%) na tendência de longo prazo (6 semanas). Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Natal (RN), Plano Piloto de Brasília e arredores (DF), São Luís (MA), e Vitória (ES) apresentaram sinal moderado (maior que 75%) de crescimento no longo prazo.

Goiânia (GO) e Palmas (TO) apresentam sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo (3 semanas).

As tendências se referem ao período anterior à data do boletim. Ou seja, a de longo prazo representa o que foi observado nas 6 semanas anteriores. A de curto prazo, nas 3 semanas anteriores. Caso nenhuma ação coletiva seja feita, espera-se que essas tendências se mantenham nas semanas posteriores.

A SRAG pode ser causada por vários vírus respiratórios. Em 2020, no entanto, a Fiocruz aponta que quase 98% dos casos registrados no Brasil têm o Sars-CoV-2, o vírus responsável pela covid-19, como causa. A fundação alerta que todas as regiões do país estão em zona de risco quanto às mortes por covid. Continue lendo

DOUGLAS FAGNER/DIVULGAÇÃO

Ao divulgar a nova campanha do Governo de Pernambuco para conscientizar a população sobre a covid-19, o Estado informou ontem, em coletiva de imprensa, que foi registrado o menor número de casos graves suspeitos por semana epidemiológica para a doença desde o início da epidemia no território pernambucano. Uma análise, contudo, sobre a positividade desses casos suspeitos revela que esse indicador tem aumentado.

Na semana epidemiológica de número 39 (20/09 a 26/09), cerca de 21% dos casos graves suspeitos para o novo coronavírus foram confirmados. Na última semana, a de número 46 (08/11 a 14/11, a mesma em que foi registrado o menor volume de quadros graves suspeitos ao longo de oito meses), a positividade pulou para 33%, em média, segundo revela o histórico de dados do boletim epidemiológico de ontem. Ou seja, um terço das notificações de síndrome respiratória aguda grave (srag) teve como causa, na última semana, a covid-19. Ainda assim, em coletiva de imprensa transmitida pela internet, o secretário Estadual de Saúde, André Longo, destacou que o governo não vislumbra a necessidade de retrocesso no nosso plano de convivência com a pandemia.

“Os números de Pernambuco não configuram, em momento algum, que a gente esteja entrando numa segunda onda. A situação europeia aponta para a necessidade de nos estruturarmos para o futuro, se a vacina não chegar antes”, informou o gestor. De fato, especialistas têm ressaltado que o momento vivenciado agora não se trata de uma nova onda da covid-19, como tem ocorrido na Europa. “Existe atualmente um repique da primeira onda, que nunca foi controlada. O que temos agora é a tendência de aumento de casos”, acredita o médico sanitarista Tiago Feitosa. Apenas ontem Pernambuco confirmou 908 novos casos da doença, sendo 97,5% deles considerados leves. E a semana de número 46, que trouxe a queda dos casos graves suspeitos, despontou com incremento no acumulado de confirmações (leves e graves). Foram 4.631 diagnósticos positivos para a doença – cerca de 1,6 mil a mais do que na semana anterior, a de número 45. Continue lendo

Aumento no número de casos faz autoridades sanitárias temerem uma segunda onda de Covid-19 no Rio. Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

O Globo

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) pediu uma reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar do “enfrentamento da 2ª onda da Covid-19”. A entidade afirma, em ofício, que uma nova escalada de casos pode levar a uma “tragédia epidemiológica de proporções piores” do que a primeira expansão da doença no Brasil. Os secretários querem R$ 3 bilhões em recursos e 20 milhões de testes rápidos, com a materialização de uma estratégia de testagem ampla da população.  

“Qualquer expressão de negação do risco de uma nova expansão da doença em território nacional poderá levar a um cenário de tragédia epidemiológica de proporções piores aos vividos na primeira expansão de casos. As vidas perdidas até aqui para o coronavírus não podem ser ignoradas. A melhor resposta que o poder público pode dar, em nome do luto de milhares de famílias brasileiras, é uma ação à altura da situação gravíssima que temos”, afirma o presidente do Conass, Carlos Lula, no ofício em que pede a reunião com Pazuello.

O Conass destaca que, na primeira expansão da Covid-19, internações por causas não relacionadas ao coronavírus caíram, como as provocadas por causas externas, doenças crônicas e outras enfermidades infectocontagiosas. Na segunda onda que se vislumbra, a presença dessas demandas extras terão de ser considerada, alerta a entidade. Continue lendo

O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quarta-feira (18).

O país registrou 754 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 167.497 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 584, a maior desde o dia 11 de outubro. A variação foi de +49% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid. Assim como na véspera, essa é novamente a maior alta registrada desde o mês de maio.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 5.947.403 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 38.401 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 28.342 novos diagnósticos por dia, uma variação de +68% em relação aos casos registrados em duas semanas. Também aponta tendência de alta em relação às duas últimas semanas.

A tendência de alta nas médias móveis de óbitos e de casos em relação a 14 dias atrás pode ser em parte justificada com a queda nos registros ocorrida na semana do feriado de Finados, no início do mês. Apesar disso, os registros médios de mortes diárias acima de 580 e de casos acima de 28 mil são dados preocupantes, pois refletem o balanço dos últimos 7 dias.

Treze estados apresentaram alta na média móvel de mortes: PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP, GO, MT, AP, RO, TO e RN.

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. No AP, por exemplo, que teve o maior indicativo de aumento, a média móvel de mortes saltou de 1 para 2 em duas semanas, resultando em alta de 160%. Já o MT estava com a média em 8 e agora tem 17 mortes por dia, alta de 118%.

Em RR, a tendência mudou de +367% para -100% em um dia. Isso ocorreu devido ao registro de um número alto de mortes acumuladas no dia 11/11. Como já se passou mais de uma semana, esse número deixou de ter reflexo na média móvel, que foi a 0, invertendo a tendência em comparação com 14 dias atrás (quando também estava em 0). Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacina contra poliomielite é indicada para crianças de um a menos de 5 anos

A campanha de vacinação contra a poliomielite será prorrogada mais uma vez pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). A mobilização, que busca ofertar uma dose extra contra a doença para todas as crianças entre 1 e menores de 5 anos que estão com o esquema básico da pólio em dia, segue até o dia 27 de novembro em todos os municípios do Estado. 

Em Pernambuco há mais de 549 mil crianças nessa faixa etária. Até o momento, cerca de 83,54% desse público já havia recebido a imunização, mas 90.423 crianças ainda precisam receber a dose. A meta mínima é de 95%, e Pernambuco está na segunda colocação do país em cobertura vacinal para doença e acima da média nacional, que está na casa dos 59,60%. 

Junto com a poliomielite, a SES também vai prorrogar a campanha de multivacinação para atualização de caderneta de menores de 15 anos, com a oferta de todos os imunizantes para quem está com alguma dose em atraso. “As crianças que voltaram a circular e também a ter contato mais intenso com outras pessoas estão suscetíveis a diversas doenças, algumas até mais graves que a Covid-19 para esse público, e podem ser protegidas pelas vacinas que estão ofertadas gratuitamente de rotina no SUS”, destacou o secretário estadual de Saúde, André Longo. Continue lendo

Cedro do Abaeté

Apenas uma cidade brasileira não registrou nenhum caso de Covid-19 até o momento. Cedro do Abaeté, município localizado no alto do Rio São Francisco, em Minas Gerais, ainda resiste à pandemia do novo coronavírus. 

A informação parte do boletim epidemiológico do estado divulgado nesta sexta-feira (13). 

A cidade, chamada pelos moradores de Cantinho do Céu, tem 1.157 habitantes.  

Até então, a cidade mineira de Pedro Teixeira também estava livre da doença, mas confirmou sua primeira infecção na última quinta-feira (12). São, ao todo, 853 municípios no estado, e 852 contabilizando alguma contaminação pelo vírus. 

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde nesta sexta-feira (13), Minas Gerais já tem 379 mil casos confirmados e 9.405 mortes em decorrência da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou hoje mais 29.070 casos e 456 mortes pela doença. Ao todo, o governo federal já confirmou 5.810.652 diagnósticos e 164.737 vítimas fatais da doença causada pelo novo coronavírus.

NOEL CELIS/AFP

Em informe divulgado nesta sexta-feira (13), a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou mais 830 casos de pessoas infectadas pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Estado nas últimas 24 horas. Agora, Pernambuco totaliza 169.710 casos confirmados da doença, desde o início da pandemia.

Dos novos casos confirmados nesta sexta, 802 (97%) são casos leves e 28 (3%) se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Do total de casos, 142.219 foram enquadrados como leves e 27.491 graves. 

Ainda segundo a SES-PE, o número de pacientes recuperados em Pernambuco chegou a 151.016, que corresponde a 88,9% daqueles que adoeceram pela covid-19.

Mortes

Também foram confirmados 11 novos óbitos em decorrência da pandemia, que foram registrados entre os dias 29 de abril e 11 de novembro. Com isso, o Estado agira totaliza 8.805 mortes pelo novo coronavírus.

Média móvel 

Com os novos dados colhidos pela SES-PE, Pernambuco apresenta, nesta quinta, uma tendência de alta de 21% na média móvel diária de casos da covid-19. A média móvel é considerada como índice ideal para medir o avanço da pandemia em um local. Ela contabiliza a média dos últimos sete dias (contando com hoje) e compara com 14 dias atrás. Variações acima de 15%, seja para mais ou menos, indicam tendência de alta ou queda respectivamente. Já abaixo disso, indica estabilidade.

Já com relação às mortes, nesta sexta-feira o Estado apresenta uma tendência de alta de queda de 11% na média móvel diária.  

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Há 75 anos começava a história da maior referência em tratamento de câncer do estado, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). Uma instituição privada, sem fins lucrativos, que nasceu com a missão de senhoras da sociedade de acolher e prestar assistência aos pacientes em tratamento, hoje a Sociedade Pernambucana de Combate ao Câncer (SCPCC), entidade administradora do HCP. Embora o atendimento seja gratuito, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o hospital depende de doações para complementar o tratamento integral e humanizado.

Em comemoração ao aniversário de 75 anos, durante todo o mês de novembro, o HCP lançará uma série de materiais, que poderão ser conferidos no site hcp.org.br ou nas redes sociais (instagram e facebook) @sigahcp, que destacam os seus principais pilares de atuação: assistência, ensino e pesquisa, voluntariado e filantropia.

“A história do Hospital de Câncer é repleta de muitos desafios, mas sobretudo, da certeza de que, mesmo nas dificuldades, podemos transformar a vida de muitas pessoas. Isso, com o apoio da sociedade e o empenho de nossos mais de 1.800 colaboradores”, destaca o superintendente geral do HCP, Hélio Fonsêca.

Referência em tratamento de câncer, o HCP é habilitado pelo Ministério da Saúde como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), porém destaca-se, em Pernambuco, por ser a única instituição exclusivamente oncológica, oferecendo assistência completa, desde os exames de rastreio a cirurgias e procedimentos de alta complexidade, como quimioterapias e radioterapias. Continue lendo

Homens devem voltar a procurar por urologistas para realizar o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Foto: Pixabay

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostra que 55% dos homens acima de 40 anos deixaram de fazer alguma consulta regular ou tratamento médico em função da pandemia. Esse dado pode ter impacto, por exemplo, no diagnóstico de câncer de próstata, o segundo mais comum entre os pacientes do sexo masculino, atrás do câncer de pele não-melanoma.

O Inca estima que 65.840 casos de tumor na próstata surjam em 2020. No entanto, nem todos os novos casos devem ser diagnosticados neste ano devido à queda de consultas urológicas provocada pela Covid-19.

De acordo com Antonio Carlos Pompeo, presidente da SBU, houve uma redução de 70% dos exames laboratoriais de PSA, um dos testes que ajuda no diagnóstico. Por isso ele reforça a importância de que homens voltem a procurar por especialistas para realizar o diagnóstico precoce, já que os sinais começam a aparecer apenas quando a doença já está avançada.

Os homens devem procurar por um urologista a partir dos 50 anos. Aqueles que apresentam fator de risco aumentado, como caso de doença na família ou etnia negra, devem iniciar as consultas aos 45 anos.

— Um homem com idade entre 70 e 80 anos têm 20% de chance de ter câncer de próstata, alerta Pompeo.

O diagnóstico é feito com os exames de sangue (PSA) e toque retal. Um é complementar ao outro, por isso ambos são essenciais. Caso haja alguma alteração, o médico poderá solicitar uma biópsia. Se tudo estiver normal, o especialista orientará o paciente quando ele deverá fazer o rastreio da doença novamente.

Chance de cura aumenta com diagnóstico precoce

A realização de exames de rotina para o diagnóstico de câncer é fundamental para a descoberta da doença nas fases inicias, o que aumenta muito as chances de cura. Continue lendo

André Longo, secretário estadual de Saúde

A reinfecção pelo novo coronavírus é rara, mas já foi registrada em diversos países, como na Holanda, Bélgica e Estados Unidos. No Brasil, o Ministério da Saúde ainda não confirmou nenhum caso de pessoa que tenha sido contaminada duas vezes pelo vírus. Em coletiva nesta quinta-feira (05), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, informou sobre o protocolo para notificação de reinfecção e que, no Estado, já foram identificados cinco casos suspeitos de reinfecção. 

De acordo com Longo, o Ministério da Saúde divulgou orientações sobre como prosseguir em casos de reinfecção. “O Ministério da Saúde divulgou, no final da última semana, uma nota técnica com orientações sobre a definição de reinfecção. De acordo com o Ministério, para confirmar um caso, é preciso que tenhamos amostras de RT-PCR positivas com um intervalo de mais de 90 dias”, informou o secretário. 

No registro do Ministério da Saúde, ainda não há confirmação de reinfecção no Brasil. Contudo, após a divulgação deste protocolo sobre como devem ser notificados os casos, o número pode aparecer com o decorrer das investigações de casos suspeitos de contágio pela segunda vez. Os estados serão responsáveis por identificar casos suspeitos de reinfecção na medida em que forem registrados dois exames do tipo RT-PCR positivos para o novo coronavírus, de um mesmo paciente, em um intervalo superior a 90 dias. 

Em Pernambuco, casos que forem suspeitos de infecção pela segunda vez em Pernambuco serão analisados pelo Instituto Evandro Chagas. Atualmente, cinco casos se enquadram nas definições postas pelo Ministério da Saúde para caracterizar a reinfecção, de acordo com o secretário. O gestor informou que estes casos serão enviados para o Ministério da Saúde. “A última informação que tive foi de que tínhamos cinco casos suspeitos de reinfecção que serão levados ao Ministério da Saúde para a confirmação ou não do caso de reinfecção”, salientou André Longo. 

Hospital

Embora a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) tenha dito, recentemente, que não há números concretos que indiquem um novo aumento substancial de casos da Covid-19 em Pernambuco, os números do boletim desta terça-feira (03) apresentam uma mudança no cenário de ocupação dos leitos de terapia intensiva (UTI) de rede de saúde pública do Estado destinados ao atendimento de pacientes com a doença provocada pelo novo coronavírus. 

Segundo o detalhamento mais recente da SES-PE, são 786 leitos de UTI ativos no momento, sendo que 79% deles, aproximadamente 620 leitos, encontram-se ocupados. Chama atenção que, há 15 dias, o número de leitos de UTI para a Covid-19 era menor (745) e, mesmo assim, a ocupação era inferior a 70% (65%) – cerca de 480 internados. 

Os dados sugerem um acréscimo superior a 120 pacientes em regime de terapia intensiva em um intervalo de duas semanas, fazendo saltar a ocupação mesmo com a abertura de novas vagas. Vale ressaltar que esses dados correspondem apenas à rede pública do Estado, não contabilizando as hospitalizações em unidades privadas de saúde.  

O médico infectologista Bruno Ishigami, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), faz uma abordagem geral do cenário da pandemia para explicar o porquê desse recorte de ocupação dos leitos de UTI merecer uma atenção especial.  Continue lendo