Saúde

Jailson Correia, secretário de Saúde do Recife

Com a suspensão dos testes com a hidroxicloroquina e cloroquina, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em pacientes com Covid-19, o governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife optaram por seguir a recomendação da entidade, que parou as avaliações com ambas as medicações após um estudo associá-las a um maior risco de morte em pacientes com o novo coronavírus. “Não recomendaremos o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina, como também vamos retirar as medicações do protocolo de uso hospitalar e da atenção primária à saúde”, informou ontem secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia (foto), em coletiva de imprensa transmitida pela internet. 

Ele destacou que, apenas em casos muito específicos, ambos os medicamentos poderão ser avaliados para utilização em situações pontuais. “Essa posição será mantida enquanto não houver novas evidências sobre o uso (da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento dos pacientes com sintomas de Covid-19)”. Na visão do secretário, a conduta da Secretaria de Saúde do Recife parte do seguinte pressuposto: primum non nocere – termo, em latim, da bioética que significa “primeiramente, não prejudicar”. Para Jailson, trata-se do “princípio da não maleficência”.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES) informou que, nas orientações para a rede assistencial para o paciente com Covid-19, não recomendava o uso da cloroquina nem da hidroxicloroquina. “O material só orientava o profissional médico a avaliar seu uso de acordo com nota técnica do Ministério da Saúde. Com novos achados científicos, a SES sugere que médicos sigam a recomendação da OMS, de suspender o uso das substâncias nos pacientes com Covid-19”.

Também ontem, na coletiva de imprensa, o médico Demetrius Montenegro, chefe do setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), lembrou que a instituição participa do estudo multicêntrico da OMS para avaliação de tratamentos medicamentosos. Com a suspensão dos testes pela OMS, o Huoc deixa de utilizar cloroquina e hidroxicloroquina em novos pacientes. As medicações só continuam sendo prescritas para aqueles pacientes, internados no hospital, que já estavam utilizando os medicamentos. Continue lendo

Quando uma tomografia feita na madrugada do dia 19 de março em um hospital particular de Campo Grande constatou que 75% de seus dois pulmões estavam comprometidos, João Antônio de Marco (foto abaixo), fazendeiro, empresário do ramo da construção civil e ex-secretário de Obras da capital de Mato Grosso do Sul, não teve alternativa antes que uma piora em seu quadro ocorresse: contratou uma UTI aérea para ser transferido para um hospital de ponta em São Paulo. Depois de mais de sessenta ligações entre empresa de táxi-aéreo (a Brasil Vida), ambulâncias, hospital e médicos, o paciente decolou em um modelo Bombardier Learjet 75 rumo a Congonhas, onde uma ambulância já esperava na pista de pouso para levá-­lo ao Hospital Sírio-Libanês. O paciente, de 67 anos, passou catorze dias internado, alguns deles em estado grave, até receber alta.

Não foi um caso isolado. No país assolado pela pandemia, o vai e vem de aviões executivos transformados em UTIs aéreas aumentou. Evidentemente, é uma operação de custo alto: não raro, a conta é superior a 100 000 reais, dependendo da distância. Com 46 empresas homologadas pela Anac para fazer esse serviço, o setor viu crescer o número de viagens em 50% desde o início da crise. “Tem dias que fazemos quatro voos de cidades afetadas tendo, em geral, São Paulo como destino”, diz Daniel Henrique Costa Souza, diretor comercial da Brasil Vida, companhia de táxi-aéreo de Goiânia, em Goiás. Seus principais passageiros partem de cidades como Manaus, Belém, São Luís e João Pessoa. Embora as capitais do Norte e Nordeste possuam alguns bons hospitais privados, vários deles registram problemas, como falta de vagas e baixas elevadas entre as equipes médicas por causa de contaminação.

Muitas vezes tirados de dentro de UTIs de hospitais, os passageiros são transportados em cápsulas plásticas para evitar a contaminação dos tripulantes. Como a Covid-19 tem a característica de agravar o quadro do paciente em uma velocidade tremenda, nem sempre o resgate se mostra possível. “Já ocorreu de chegar ao hospital e o paciente não ter resistido, sendo que havíamos sido requisitados menos de uma hora antes”, lembra Diogo Vilella, gerente de marketing da Sete Táxi Aéreo, sediada em Goiás. A empresa realizou quarenta voos de UTI aérea em abril, o dobro do que foi contratado no mesmo período no ano passado. De modo geral, os hospitais da cidade de São Paulo representam o destino de 80% de voos desse tipo. Quase todos os clientes vão para os leitos do Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Sírio-­Libanês — esse último registrou aumen­to de 40% de transferências de pacientes de fora de São Paulo em relação ao mesmo período de 2019. Continue lendo

Médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, farmacêuticos, trabalhadores da enfermagem e tantos outros profissionais seguem com o papel de soldados do cuidado cara a cara com um agente infeccioso invisível: o novo coronavírus. Cada vez mais expostos no front, eles abraçam a missão do cuidado diariamente e, ao mesmo tempo, estão em sacrifício da própria vida. Em Pernambuco, a escalada do adoecimento desses trabalhadores, representada em números, revela o quanto eles estão em risco. Já são, no Estado, 6.201 profissionais de saúde infectados – 50% deles (ou 3.086, em números absolutos) com confirmações de testes laboratoriais divulgadas da segunda-feira (18) a este sábado (23). 

Quando apresentam sintomas, eles saem do front por, pelo menos, 14 dias. Só na quinta-feira (21), na capital pernambucana, 489 trabalhadores estavam afastados dos postos de saúde, emergências, enfermarias e unidades de terapia intensiva (UTI) por apresentar sintomas da doença. “Entre eles, estão 88 médicos, 164 técnicos e auxiliares de enfermagem e 100 enfermeiros. Temos um desafio imenso na recomposição das escalas de toda a rede de saúde. Procuramos vencer essa barreira com mobilização e deslocamento de especialistas de ambulatórios (não covid-19), além das contratações que estão sendo feitas para minimizar efeitos do adoecimento de profissionais”, disse o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, em coletiva de imprensa transmitida pela internet.

A subida das confirmações de covid-19 nesses trabalhadores e, consequentemente, o déficit nas escalas de plantões vêm num momento em que a pandemia mais exige deles. Com a aceleração da curva epidêmica no Estado, os profissionais de saúde se tornam mais do que necessários para salvar milhares de vidas todos os dias. O desfalque nas escalas se soma à pressão que a covid-19 faz na assistência hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria permanecem em zona de criticidade. Na rede estadual, das 604 vagas de terapia intensiva para pacientes com suspeita e diagnóstico da doença, 98% estavam ocupadas até ontem. Na capital, 85% dos 125 leitos de UTI estão com pacientes. Continue lendo

Ampolas de remdesivir na universidade de Hamburgo, na Alemanha, em 8 de abril de 2020 — Foto: Ulrich Perrey / Pool / AFP

Um estudo publicado pelo ‘The New England Journal of Medicine’ nesta sexta-feira (22), afirma que o medicamento antiviral experimental Remdesivir melhora o tempo de recuperação de pacientes de Covid-19 hospitalizados e com infecção do trato respiratório inferior.

O estudo, patrocinado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) dos EUA, envolveu 1.063 pacientes em 10 países, durante um período de 58 países, que consentiram em participar dos testes recebendo o medicamento ou um placebo.

Os resultados apontam que, entre os que se recuperaram, aqueles que tomaram Remdesivir o fizeram em um prazo médio de 11 dias, comparados com os 15 dias necessários para os que receberam placebo.

Os pacientes foram acompanhados diariamente durante o tratamento, usando uma escala com oito pontos, que variava da recuperação total à morte. Foram considerados recuperados aqueles que tiveram alta hospitalar ou foram avaliados pelos médicos como estando em condições físicas de deixar o hospital.

Houve também uma taxa de mortalidade menor entre o grupo que recebeu o Remdesivir, mas os pesquisadores afirmam que ela não é estatisticamente significativa. Em um prazo de 14 dias, foi de 7,1% entre os que tomaram a droga, contra 11,9% entre os que não tomaram.

O estudo apoia o uso do medicamento como terapia padrão para pacientes hospitalizados com Covid-19 e que necessitam de oxigenoterapia suplementar, de acordo com os autores. No entanto, ressalta que essa taxa de mortalidade de 7,1% em 14 dias indica uma necessidade de avaliar a associação a antivirais como outros agentes terapêuticos.

O médico que acompanha o governador Paulo Câmara desde que ele recebeu o exame positivo para Covid-19 é Demetrius Montenegro, chefe  do departamento de epidemiologia do Hospital Oswaldo Cruz.

As consultas são feitas por telemedicina, uma vez que no momento o governador encontra-se em isolamento no seu apartamento.

Paulo Câmara apresenta  sintomas leves, continua trabalhando, participou ontem (21), da videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro, e hoje gravou vídeo para publicar nas redes sociais.

Subiu para 4.371 o número de profissionais de saúde, no Estado, infectados pelo novo coronavírus. O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) também informa que já são 27 mortes confirmadas entre os profissionais de saúde da rede estadual. Entre esses registros, oito são óbitos de auxiliares/técnicos de enfermagem, três de auxiliar de serviços, dois de enfermeiros e um de médico. 

Dos 4.371 trabalhadores que já tiveram diagnóstico da doença, 442 novos casos foram confirmados apenas ontem, o que representa 33% dos 1.318 pacientes em geral que tiveram resultado laboratorial positivo para covid-19 no balanço diário.

Até agora, mais da metade dos profissionais testados para a doença já teve resultado confirmado para a infecção. Ou seja, entre os trabalhadores da saúde examinados (aqueles que apresentaram sintomas sugestivos de covid-19, o que totaliza 7.938 notificações, 55% positivaram para a doença. 

As testagens para covid-19 são para profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada. O Estado foi o primeiro do País a criar um protocolo para examinar os profissionais da área da saúde. Os locais de testagem ficam no Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos de Pernambuco, na Boa Vista, Centro do Recife; na sede da SES, no Bongi, Zona Oeste da cidade; e no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O exame é disponibilizado para trabalhadores de saúde ou segurança, assim como seus contatos próximos com sintomas.

YURI CORTEZ/AFP

O Ministério da Saúde divulgou na manhã desta quarta-feira (20) o protocolo para uso da cloroquina e mais dois medicamentos (Azitromicina e Sulfato de Hidroxicloroquina) em tratamento contra os sintomas do coronavírus. Essa recomendação era um desejo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), considerado defensor do medicamento. A insistência no remédio levou a divergências, e por consequência a queda, de dois ministros da Saúde: Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

No documento do ministério, que não possui a assinatura de médicos, foi destacado que “até o momento não existem evidências científicas robustas que possibilitem a indicação de terapia farmacológica específica para a covid-19” e que “a manutenção do acompanhamento da comunidade científica dos resultados de estudos com medicamentos é de extrema relevância para atualizar periodicamente as orientações para o tratamento”.

Segundo a orientação da pasta, o uso dos três medicamentos deve seguir a sintomatologia do paciente, de acordo com a gravidade do quadro da doença (sinais leves, moderados ou graves). O ministério também ressalta os riscos da automedicação e que qualquer uso de remédios deve ter acompanhamento de um médico.

O protocolo com as orientações seguirá para os secretários estaduais e municipais de Saúde.

Blog de Noélia Brito

Vários áudios que circulam em grupos de WhatsApp, atribuídos a médicos que atuariam na linha de frente do combate à pandemia de Covid-19, na rede pública de Pernambuco, queixando-se da falta de oferta, nessa rede, de medicamentos que estariam sendo utilizados pela rede privada, a exemplo do polêmico Sulfato de Hidroxicloroquina, da Ivermectina e da Azitromicina, fizeram surgir acusações, oriundas da oposição bolsonarista ao governador Paulo Câmara, de que este estaria politizando o combate à pandemia ao não adquirir o Sulfato de Hidroxicloroquina por este ser “receitado” pelo presidente Bolsonaro. 

A polêmica, em si, já beira o absurdo, já que não cabe ao presidente, que não é médico, sair por aí recomendando este ou aquele medicamento, da mesma forma que não cabe ao governador vetar eventual prescrição, porque também não é médico. Em nota, ontem, o governador, que testou positivo para o vírus, afirmou que quanto à Cloroquina e hidroxicloroquina, o Governo de Pernambuco segue as recomendações do próprio Ministério da Saúde que recomenda o uso do medicamento apenas em casos graves da doença.

Apesar da polêmica criada pela oposição, a verdade é que a Secretaria de Saúde de Pernambuco comprou a medicação hidroxicloroquina para disponibilizá-la na rede pública.

A compra foi de 86.400 comprimidos de 400mg, ao custo unitário de R$ 1,17, totalizando R$ 100.656,00 à empresa UNI HOSPITALAR, “para atender toda a rede pública de saúde de Pernambuco”. O empenho pode ser consultado no Portal da Transparência de Pernambuco, onde estão listadas todas as compras Covid-19.

Além do hidroxicloroquina, a Secretaria de Saúde também adquiriu Azitromicina. Não conseguimos, porém, localizar compras da Ivermectina.

Na manhã de ontem (18), solicitamos, por e-mail, à assessoria da SES que confirmasse as compras desses medicamentos e que nos informasse quais os medicamentos que estão sendo ministrados aos pacientes da rede pública de Pernambuco, mas até a publicação desta matéria, aquela secretaria não havia nos respondido. Continue lendo

Foto: Filipe Jordão/JC Imagem

O governador Paulo Câmara gravou um vídeo nas suas redes sociais nesta segunda-feira para comunicar que testou positivo para o coronavírus.

O chefe do Executivo informou que vai ficar em quarentena, que chamou de isolamento rígido.

“Acabei de receber o resultado positivo para a Covid-19 no teste que realizei. Na manhã desta segunda, 18/05, apresentei sintomas gripais e fui orientado a realizar o exame. Agora, farei o isolamento rígido, seguindo todas as recomendações médicas. Continuarei acompanhando de casa cada detalhe das ações do Gabinete de Crise, do Governo de Pernambuco. Permaneceremos empenhados no enfrentamento ao novo coronavírus. Fiquem em casa e que Deus nos acompanhe”, afirmou.

https://t2.tudocdn.net/518559?w=660

O governo pagou pelo quilo da cloroquina em pó, insumo do medicamento pivô da queda do ministro da Saúde, Nelson Teich, quase seis vezes o preço pago menos de um ano antes.

Uma mesma empresa sediada em Campanha, no interior de Minas Gerais, vendeu o produto para o Comando do Exército e para o Ministério da Saúde, no intervalo de um ano. A cloroquina foi importada, nos dois casos, de um mesmo fabricante da Índia, o Laboratório IPCA.

O Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército comprou, em maio, 500 quilos do sal difosfato, a matéria-prima da cloroquina. A encomenda saiu por R$ 652 mil.

O preço do quilo (R$ 1.304) é quase seis vezes aquele pago pelo Ministério da Saúde em contrato assinado em maio de 2019, quando o governo federal desembolsou R$ 219,98 por quilo. O Exército comprou sem licitação, e a compra faz parte das ações de enfrentamento à pandemia.

A diferença de preço se deve sobretudo ao aumento de custo decorrente da pandemia.

Segundo a empresa Sulminas Suplementos e Nutrição Ltda, além do aumento da demanda mundial por um produto até então pouco procurado, o aumento do preço dos fretes internacionais e a variação da cotação do dólar também pesaram no custo – a moeda norte-americana se valorizou mais de 40% no ano. Continue lendo

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM

Com a expansão das confirmações de Covid-19 neste sábado (16), Pernambuco já tem 96% dos 184 municípios com casos graves da doença, além do Arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência da doença em pacientes de outros Estados e países que tiveram diagnóstico em Pernambuco. O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES) revela que 177 cidades pernambucanas já têm pacientes que manifestaram quadros severos da doença, que geralmente exigem assistência hospitalar, como necessidade de internamento em leito de unidade de terapia intensiva (UTI) ou de enfermaria. 

Apenas neste sábado (16), primeiro dia de quarentena rígida no Grande Recife, o Estado alcançou mais um recorde diário de casos de Covid-19: 2.279 novas infecções foram confirmadas, o que fez Pernambuco chegar a 18.488 casos. O aumento do número de confirmações nas últimas 24 horas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), é explicado pelo acúmulo de casos leves durante esta semana, já que o sistema de notificação do Ministério da Saúde apresentou instabilidade técnica nos últimos três dias, o que dificultou extração dos dados. Além disso, de acordo com a pasta, houve ontem um maior número de resultados liberados pelos laboratórios privados, o que não refletem necessariamente casos diários.

“O maior número de confirmações hoje (ontem) em Pernambuco, refere-se a pelo menos três dias anteriores por um atraso nas informações vindas dos municípios e dos laboratórios privados. São números expressivos que reforçam a necessidade da quarentena, instituída no sábado pelo governador Paulo Câmara. Esperamos, com isso, uma maior adesão da população para que possamos atenuar o crescimento da curva epidêmica no Estado, reduzindo o número de casos e de óbitos em dias posteriores”, destacou o secretário Estadual de Saúde, André Longo. Continue lendo

https://jconlineimagem.ne10.uol.com.br/imagem/noticia/2018/02/02/normal/a3867345fe138f22fdbda990d007b0d8.jpg

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) abre seleção pública simplificada para contratação de 24 profissionais. Há oportunidades para cargos de apoiadores institucionais, enfermeiros sanitaristas e vigilância epidemiológica hospitalar. Os selecionados atuarão no enfrentamento da pandemia causada pelo novo coronavírus. 

As vagas estão distribuídas nas cidades de Recife, Afogado da Ingazeira, Arcoverde, Caruaru, Garanhuns, Serra Talhada, Salgueiro, Petrolina, Limoeiro, Palmares e Goiana. Das 24 oportunidades, 11 são para o Recife. As inscrições seguem abertas até o dia 22 deste mês e podem ser realizadas através deste link.  

Para participar da seleção é necessário que os candidatos possuam ensino superior na área de enfermagem, pós-graduação lato sensu e/ou strictu sensu em saúde coletiva ou epidemiológica e carteira no Conselho Regional de Enfermeiro e/ou declaração de inscrição. O salário oferecido é de R$ 2 mil.

Vale pontuar que em decorrência da pandemia da Covid-19, não será permitida a participação de candidatos com mais de 60 anos de idade, ou que se enquadrem em outro grupo de risco de mortalidade da doença. O método de seleção será composto por análise curricular, de caráter eliminatório e classificatório. Para mais informações, consulte o edital de abertura das inscrições.

Nos últimos 15 dias, o novo coronavírus tem avançado nas cidades do interior de Pernambuco. É o que constata a pesquisa da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), que avaliou o registro de novas infecções por cidade, entre os dias 27 de abril e 11 de maio. Dos cinco municípios que apresentaram variação, apenas Itapissuma está na Região Metropolitana do Recife. Na sequência, aparecem Ibimirim (no Sertão), Passira, Pesqueira, Bezerros (no Agreste) e Escada (na Zona da Mata). Em Itapissuma, o número de casos saltou de 3 para 30, um crescimento de 633%. Já Ibimirim e Passira tiveram crescimento de 600%, ambas saindo de 1 para 7 casos. Pesqueira, em terceiro lugar, subiu 500% (de 1 para 6). Em quarto, os municípios de Bezerros e Pedra, com 400% (de 1 para 5). Na quinta posição vem Escada, com 375% de variação de 4 para 19 contaminações. Recife, mesmo sendo a cidade com a maior concentração de infecções, aparece na 64ª colocação, com variação de 92% (de 1.935 para 3.711).

“O aumento de casos não é linear no estado”, explicou o pesquisador Neison Freire, que coordena o Centro Integrado de Estudos Georreferenciados (Cieg), da Fundaj, que realiza o estudo. “Em municípios do Agreste e Sertão tivemos grandes crescimentos, mas não foram em polos como Caruaru e Petrolina. Isso sugere diferentes abordagens para controle da pandemia. Cidades pequenas que passam de 3 para 30, por exemplo, demonstram que há algo de errado sendo feito”, acrescentou.

As rodovias são apontadas como as rotas de expansão da pandemia pelo estado. Há de se levar em consideração, também, fatores como o grau de isolamento de cada cidade, a distância entre um município e outro, atitudes coletivas e individuais da população, ações do poder público e a característica de deslocamento dos habitantes – se vão muito a grandes centros ou recebem visitas de locais diversos, por exemplo. Isso explica as disparidades encontradas dentro de uma mesma região, a exemplo do Sertão. Enquanto Petrolina, Salgueiro e Serra Talhada apresentaram uma variação baixa, Trindade e Ibimirim tiveram saltos expressivos. Continue lendo

Nova etapa de vacinação contra gripe começa na segunda-feira (11)

A partir desta segunda-feira (11), crianças de 6 meses a 5 anos de idade, pessoas com deficiência, gestantes e mães que tiveram filho a até 45 dias começam a ser vacinadas contra a gripe. Esta é terceira fase da Campanha Nacional de Vacinação. No Recife, a vacina vai ser aplicada em mais de 130 postos de saúde, das 8h às 17h.

Para terceira fase, reta final da campanha, o programa de imunização do recife recebeu 180 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde.

Na próxima quarta-feira, a Secretaria de Saúde do Recife vai disponibilizar um ponto de vacinação em esquema de “drive thru” exclusivamente para as pessoas com deficiência, no RioMar shopping, no bairro do Pina.

Para agilizar a vacinação, a recomendação é que os usuários levem um documento de identificação.

A vacina não protege contra o novo coronavírus, mas contra os três tipos de vírus influenza – H1N1, influenza B e influenza A H3N2.

A imunização contra influenza fica ainda mais importante neste período de pandemia porque pode auxiliar na exclusão do diagnóstico de covid-19, além de minimizar o impacto nos serviços de saúde, evitando que mais pessoas fiquem doentes.

O ministro da Saúde, Nelson Teich, publicou neste domingo (10), em sua conta no Twitter, uma homenagem ao Dia das Mães. No mesmo post, lamentou a dualidade do momento, quando o país vive a alegria da data comemorativa ao mesmo tempo em que registra “a terrível marca de mais de 10 mil mortes por Covid-19”.

A publicação do ministro da Saúde foi realizada no período da tarde deste domingo, antes dos números mais recentes divulgados pela Pasta.

Segundo o balanço do Ministério da Saúde divulgado na noite deste domingo, o Brasil registrou 496 óbitos nas últimas 24 horas e acumula 11.123 vítimas fatais pela Covid-19.

No mesmo intervalo, o país somou 6.760 novos casos da doença, chegando à soma de 162.699 infectados durante a pandemia.