Saúde

Vacinação contra gripe começa nesta segunda

A 2ª fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa nesta quinta-feira (16) em todo o país. Agora, os caminhoneiros, motoristas de transportes coletivo e trabalhadores portuários foram incluídos no grupo prioritário. Doentes crônicos e profissionais das forças de segurança e salvamento continuam incluídos no grupo.

As categorias foram incluídas por estarem mais expostas ao coronavírus por estarem prestando serviços essenciais. A vacina não funciona contra a doença, mas ajuda os profissionais de saúde a excluírem o diagnóstico da gripe e reduzir a procura por serviços de saúde.

A meta da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe é vacinar pelo menos 90% de cada um dos grupos prioritários até 22 de maio. O dia “D” de mobilização será 9 de maio.

Hidroxicloroquina, um dos fármacos que vêm sendo testados contra o novo coronavírus Foto: Fotoarena / Agência O Globo

A maioria das drogas em teste no mundo para tratar vítimas de Covid-19 pode custar cerca de US$ 1 ao dia por paciente, ou até menos, segundo uma análise publicada na revista científica Journal of Virus Eradication.

Os pesquisadores alertam, todavia, que é necessário um esforço conjunto de governos e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que os preços não disparem, a exemplo do que já ocorreu com respiradores, máscaras e testes.

O problema já acontece nos Estados Unidos com a cloroquina. Depois que o presidente Donald Trump foi à TV e às redes sociais dizer que ela seria uma solução para o coronavírus, mesmo sem fundamento científico, o preço de um tratamento de sete dias subiu de cerca de US$ 1 para US$ 93 nos EUA. Em Bangladesh, o país mais barato, custa US$ 0,20.

A OMS e 50 países, entre eles o Brasil, testam uma série de medicamentos desenvolvidos originalmente para outras doenças, mas que, em estudos com culturas de células em laboratório ou com pequenos grupos de pacientes, mostraram ser candidatas para experimentos maiores, como possíveis tratamentos para a Covid 19.

Estão entre eles o remdesevir, desenvolvido contra ebola e Sars; a cloroquina e a hidroxicloroquina, contra malária e algumas doenças autoimunes, como lúpus; e lopinavir, contra a Aids. Continue lendo

Pela primeira vez desde o início da pandemia de coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde divulgou uma estimativa de pacientes curados da covid-19. Segundo a pasta, são 14.026 pessoas (55% do total dos casos diagnosticados até hoje).

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, salientou que este número pode ser muito maior, já que só se pode falar de pacientes curados dentre os casos confirmados, que são 25.262 nesta terça-feira.

Desse total, excluem-se os óbitos (1.532) e os pacientes que ainda se encontram internados. Ao todo, 9.704 estão hospitalizadas, sendo que algumas ainda aguardam resultado dos exames.

O ministério utiliza uma metodologia mundial, que leva em conta o tempo passado desde o diagnóstico. Aqueles que não evoluíram para óbito depois de determinado período (normalmente entre duas e três semanas) são considerados recuperados.

Anticorpos

Paralelamente, o Ministério da Saúde vai iniciar um estudo, na próxima semana, em parceria com a Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, para testar por amostragem os anticorpos da população daquele estado.

Esse processo de investigação epidemiológica é especialmente importante no caso da covid-19 porque estudos indicam que 86% dos infectados são assintomáticos.

Desta forma, acredita-se que uma parcela da população já pode ter anticorpos contra o vírus. O objetivo é saber pela amostragem qual seria esse percentual.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou que o contato com o vírus é como uma “autovacinação”.

“Tem muita gente assintomática e [que] ganha anticorpo, tem muita gente com forma leve que é [positivo para] corona e nem procura atendimento”.

Governo do estado detalhou ações contra coronavírus em Pernambuco — Foto: Governo de Pernambuco/Divulgação

A ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Pernambuco tem alcançado, e por vezes até ultrapassado, a marca de 90%, segundo o secretário estadual de Saúde, André Longo. Ele informou que houve abertura recorde de leitos nos hospitais públicos em 30 dias, mas, mesmo assim, a velocidade da disseminação do novo coronavírus no estado preocupa.

“Tínhamos uma média de 21 internações por dia de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave e, atualmente, isso mais que dobrou, para 45 casos por dia, nem todos com necessidade de terapia intensiva. As UTIs tinham ocupação de 49% e, agora, esse número tem variado entre 80% e 90%, por vezes superando os 90%”, disse o secretário.

Ainda de acordo com André Longo, houve uma abertura recorde de leitos no estado, no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar da ocupação das UTIs ser alta, nem todos os pacientes receberam diagnóstico positivo para o novo coronavírus.

“Dos 204 leitos de UTI que temos, a ocupação está, atualmente, em 88%, o que significa mais de 180 leitos ocupados de terapia intensiva. Nos de enfermaria, a ocupação é de 63%, que significa 165 leitos ocupados. Há, atualmente, 63 pacientes com diagnóstico de Covid-19 em UTI, mas temos outros 117 com Síndrome Respiratória Aguda Grave que também se encontram internados, por vezes ainda aguardando um diagnóstico laboratorial”, contou. Continue lendo

Brasil tem casos confirmados de Coronavírus em todos os estados

O número de municípios pernambucanos com casos confirmados do novo coronavírus (covid-19) chegou a 55 nesta segunda-feira, de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). O cenário no estado ocorre um mês após o primeiro diagnóstico positivo da doença.

Pernambuco tem 1.154 casos confirmados da covid-19, sendo 377 destes profissionais de saúde. Dos total de confirmados, 708 estão em isolamento domiciliar e 287 estão internados, sendo 55 em UTI e 232 em leitos de enfermaria. Os óbitos são 102. Outras 57 pessoas já se recuperaram da doença.

As cidades com casos são: Abreu e Lima (13), Araçoiaba (2), Cabo de Santo Agostinho (15), Camaragibe (37), Chã Grande (1), Glória do Goitá (1), Igarassu (3), Ipojuca (5), Itapissuma (2), Jaboatão dos Guararapes (79), Moreno (4), Olinda (91), Paulista (67), Pombos (2), Recife (672), São Lourenço da Mata (33), Vitória de Santo Antão (6), Bom Jardim (2), Carpina (2), João Alfredo (3), Lagoa do Carro (2), Limoeiro (2), Machados (2), Passira (1), Paudalho (7), Tracunhaém (1), Catende (2), Gameleira (1), Lagoa dos Gatos (1), Palmares (4), Quipapá (1), São José da Coroa Grande (1), Belo Jardim (2), Bezerros (1), Cachoeirinha (8), Caruaru (7), Frei Miguelinho (1), Gravatá (1), Santa Cruz do Capibaribe (1), São Bento do Una (1), São Caetano (1), Toritama (1), Bom Conselho (1), Capoeiras (1), Garanhuns (2), Arcoverde (4), Sertânia (1), Salgueiro (5), Petrolina (5), Ipubi (2), Serra Talhada (2), Aliança (3), Goiana (5), Macaparana (1) e Timbaúba (1), além do Arquipélago de Fernando de Noronha (24) e da ocorrência de pacientes em outros Estados (5) e países (3).

Secretário diz que “dias difíceis estão por vir”

O secretário estadual de Saúde de Pernambuco, André Longo, disse em coletiva de imprensa nesta segunda-feira que “dias difíceis estão por vir”, se referindo à aceleração do novo coronavírus no Estado. Para ele, o pico da doença pode ser antecipado ou não, a depender do comportamento da população em cumprir ou não a recomendação de isolamento social.

PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP

Faz exatamente um mês que a ameaça do novo coronavírus se tornou mais concreta em Pernambuco. Com o anúncio, em 12 de março (um dia após a Organização Mundial de Saúde reconhecer a covid-19 como pandemia), dos dois primeiros pacientes com diagnóstico confirmado da doença no Estado, a sensação que todos nós tivemos foi de perigo ao nosso lado. Isso aconteceu duas semanas após o Carnaval, festa que reuniu um universo sem tamanho de pessoas, que vieram de todas as cidades e países da Europa, onde a epidemia já se alargava descontroladamente naquela ocasião. Foi justamente numa Terça-feira Gorda, 25 de fevereiro, quando se registrou o primeiro caso suspeito em território pernambucano, que a tensão se aproximou de nós. Dias depois, o caso foi descartado, mas nossos gestores sabiam que, para a infecção se fazer real (ou oficialmente detectada) no Estado, era uma questão de tempo. E foi.

O dia 12 de março, então, tornou-se muito marcante, com confirmação de dois casos (um casal de idosos, que fazem parte do grupo de risco para agravamento da covid-19) e, logo em seguida, um caso associado a eles (transmissão local): uma senhora de 97 anos, que felizmente está recuperada. De lá para cá, só assistimos à ascensão da nossa curva de adoecimento, de complicações e de óbitos. O sentimento é que diariamente tocamos a campainha do alarme cada vez mais alta. Nas últimas duas semanas, o número de casos de covid-19 em Pernambuco aumentou 12 vezes, e o volume de mortos acompanha essa expansão.

Atualmente, segundo dados de ontem da Secretaria Estadual de Saúde, existem 816 confirmações da doença e 72 pessoas já perderam a vida, o que representa famílias impactadas social e emocionalmente pela pandemia. Além disso, milhares de pernambucanos, como acontece em todo o mundo, lutam por suas vidas nos hospitais, seja em unidade de terapia intensiva (UTI) ou em leito de enfermaria. Continue lendo

Pandemia de coronavírus : calçada cheia na rua Siqueira Campos, em Copacabana.Foto de Gabriel de Paiva/ Agência O Globo Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Na contramão do que recomenda o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o isolamento social devido à pandemia do coronavírus diminuiu em 26 dos 27 estados brasileiros nos últimos dias — a única exceção foi o Amazonas, em que o indicador permaneceu praticamente o mesmo.

A medição é possível por meio do comportamento da geolocalização de celulares de 60 milhões de brasileiros, analisada pela empresa In Loco, que usa dados de aplicativos parceiros da empresa.

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até às 15h deste sábado, que há 20.247 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 1.090 mortes pela Covid-19.

O estado com menor taxa de isolamento social é o Tocantins, com 41% da população, e o maior é Goiás, com 54,2%.

Seguido, vem o Distrito Federal, com 53,1%, o Ceará, 52,8% , o Piauí, com 52,6%, e Pernambuco, com 51,5%.

Os dados abaixo comparam as últimas 5 semanas, no período de 3 de março a 6 de abril, com a última medição feita pela empresa, em 9 de abril, quinta-feira.

Nesse período, houve aumento do isolamento durante as quatro primeiras semanas, e, em seguida, só houve redução.

Segundo a empresa, a coleta de dados é feita com a permissão dos usuários dos aplicativos, e o deslocamento é monitorado por meio de GPS, sinais de wi-fi, telefonia e Bluetooth.

As maiores quedas foram em Santa Catarina (-10,08%), no Rio Grande do Sul (-8,05%), no Mato Grosso do Sul (-7,99%) e no Paraná (-7,9%).

Uma medição feita pelas quatro principais operadoras de telefonia para o governo de São Paulo mostrou um aumento na sexta-feira 10, com o isolamento subindo de 47% a 57%.

O ministro Luiz Henrique Mandetta voltou a defender ontem (11) o isolamento, em evento num hospital de campanha em Goiás.

Sidney Ribeiro é médico, diretor da Unidade Mista São José, em Bezerros, e foi diagnosticado com o novo coronavírus — Foto: Instagram/Prefeitura de Bezerros/Reprodução

G1

O médico Sidney Ribeiro, diretor da Unidade Mista São José, em Bezerros, testou positivo para coronavírus. A informação foi divulgada pela prefeitura do município do Agreste pernambucano na segunda-feira (06). Sidney está internado em um hospital particular do Recife. “Quero reforçar para vocês que fiquem em casa”, disse o médico.

Por meio de nota, a Prefeitura de Bezerros explicou “que não foi comunicada oficialmente sobre o caso pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, e aguarda a saída do boletim estadual desta terça-feira (07) para atualizar o boletim municipal, porque ainda não se sabe se o mesmo está sendo contabilizado como paciente de Recife ou de Bezerros”. O G1 solicitou um posicionamento da Secretaria Estadual de Saúde, mas, até publicação desta matéria, não recebemos resposta.

“Ainda estou no Recife, permaneço internado. Desde quando senti os primeiros sintomas, eu decidi fazer logo o isolamento. Vim para cá [para o Recife] investigar, fiz vários exames laboratoriais e […] realmente eu testei positivo”, ressaltou o diretor-médico.

Sidney Ribeiro se afastou das atividades assim que percebeu os primeiros sintomas, há cerca de 10 dias, e, desde então, tomou todas as precauções recomendadas, conforme informou a Prefeitura de Bezerros. “Eu já vinha fazendo o tratamento, já vinha tendo resultado e uma boa resposta clínica. Já não sinto mais nada, nem dor de cabeça, nem febre, nem tosse”, pontuou.

“Gostaria de agradecer a todas as pessoas que estão orando e pedindo a Deus para que eu me recupere, todos os dias recebo muitas ligações, fico muito feliz. Logo, logo vou estar de volta totalmente recuperado, livre do vírus para que a gente possa lutar juntos contra essa pandemia”, completou médico.

Veja na íntegra a nota da Prefeitura:

A Prefeitura de Bezerros comunica que o Dr. Sidney Ribeiro, diretor-médico da Unidade Mista São José (UMSJ), testou positivo para o coronavírus. O médico está internado há alguns dias no Hospital da Unimed, em Recife-PE, e o resultado do exame saiu nesta segunda-feira (06). A Prefeitura explica ainda que não foi comunicada oficialmente sobre o caso pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, e aguarda a saída do boletim estadual desta terça-feira (07) para atualizar o boletim municipal, porque ainda não se sabe se o mesmo está sendo contabilizado como paciente de Recife ou de Bezerros. Vale salientar que ele se afastou das suas atividades assim que percebeu os primeiros sintomas há cerca de 10 dias, e desde então, ficou em isolamento domiciliar e tomou todas as precauções recomendadas. No momento, ele segue internado e está bem, com o quadro clínico estável e tomando as medidas necessárias para o tratamento. É importante lembrar que o médico só voltará ao trabalho quando estiver completamente saudável e livre do vírus.

Moradores de palafitas também reforçaram cuidados contra o novo coronavírus, no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Mais de 4,7 mil famílias moram em casas precárias ou improvisadas no Recife, segundo a prefeitura. Sem saneamento básico e água encanada, manter os cuidados com higiene contra o novo coronavírus não é simples e, mesmo assim, os moradores de palafitas na capital redobraram cuidados.

A vendedora Jacilene Ramos da Silva mora em uma casa improvisada na Zona Sul da capital e contou que tem usado máscaras de pano como forma de evitar infecção pelo vírus. “Eu estou me protegendo com água e sabão. Não tem mais álcool em gel em canto nenhum”, explicou.

A comunidade em que Jacilene mora não têm abastecimento regular de água e as famílias usam dois poços. Um deles fica na frente da casa de Maria das Graças Santiago, que mantém a limpeza da calçada e da entrada da casa usando água sanitária. “Água é essencial”, disse.

O vigilante Juarez Soares, que mora na mesma comunidade, está desempregado e tem ficado dentro de casa. “A doença está muito forte, pegando todo mundo. Estamos tentando nos prevenir”, afirmou.

A dona de casa Maria das Graças da Silva também afirmou que evita sair. “A gente tem que se preservar, ficar dentro de casa para não deixar essa doença entrar”, afirmou Maria das Graças.

Segundo a Prefeitura do Recife, há projetos para construir novos conjuntos habitacionais e tirar as pessoas que moram em palafitas, sem prazo para conclusão. A secretária de Direitos Humanos, Ana Rita Suassuna, informou que as famílias vão receber alimentos por tempo indeterminado.

“As famílias mais pobres, em torno de 112 mil, terão um atendimento emergencial enquanto durar a Covid-19 no Recife”, disse.

ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM

O brasileiro quer manter o isolamento social no modelo atual para combater o coronavírus, ao contrário do que tem defendido o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Uma pesquisa feita pelo Datafolha indicou maioria sólida em favor de que as pessoas fiquem em casa para impedir a proliferação do vírus, mesmo que isso signifique prejudicar a economia e causar desemprego.

76% dos entrevistados pelo instituto entre 1 e 3 de abril defendem essa visão. Foram ouvidas 1.511 pessoas excepcionalmente por telefone, devido à pandemia. Apenas 18% dos entrevistados têm a visão contrária, de que é mais importante acabar com o isolamento para estimular a economia.

O apoio de que as pessoas fiquem em casa é maior no Nordeste, onde Bolsonaro historicamente tem menor popularidade. São 81% os favoráveis da região, governada em sua maioria por políticos de esquerda.

No Sul, reduto de Bolsonaro, 70% defendem que as pessoas não saiam de casa para trabalhar, sendo o menor índice entra as regiões do país.

Na mesma linha, dois terços dos entrevistados querem manter a proibição de abertura do comércio não essencial, enquanto 87% dizem que as aulas devem continuar suspensas.

Numa proporção de 2 para 1, no entanto, os brasileiros entendem que o fechamento segue sendo necessário. Defendem a restrição 65% dos entrevistados, contra 33% que favorecem a reabertura das lojas.

67% das pessoas com renda familiar mensal de até dois salários mínimos apoiam o fechamento do comércio e 62% dos entrevistados no segmento que ganha de dois a cinco salários mínimos

Quanto à volta às aulas, apenas 11% das pessoas entrevistadas defendem, contra 87% que são contra.

Normalmente, o Datafolha trabalha com pesquisas feitas presencialmente, abordando pessoas em pontos de fluxo. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Lafepe

O Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) iniciou a produção de três toneladas diárias de álcool em gel 70º para abastecer os hospitais e unidades públicas de saúde no estado. Segundo reportagem publicada pela Marco Zero Conteúdo, a equipe da estatal teve precisou adaptar suas instalações e, praticamente, montar uma fábrica nova em apenas 10 dias a fim de viabilizar a produção.

A título de testes, aliás, foram fabricados pequenos volumes da substância no sábado (04) e neste domingo (05).  A previsão, inclusive, é de que nesta segunda-feira (06), a produção comece de forma oficial. De acordo com a matéria, a criação da “nova fábrica” foi possível devido à decretação do estado de calamidade em março, o que permitiu a compra de toda a linha de montagem.

Nesta semana, aliás, a diretoria do laboratório deverá informar ao governo de Pernambuco quanto foi investido na fábrica de álcool em gel. A priori, inclusive, o produto deverá abastecer os hospitais de referência para o tratamento da Covid-19 no estado. Posteriormente, será a vez de os demais hospitais públicos e as secretarias municipais de saúde receberem o material. A depender do volume excedente, inclusive, poderão ser destinados itens a organizações que trabalham com populações vulneráveis.

sol

Diante do isolamento social devido ao novo coronavírus (Sars-CoV-2), a exposição solar fica prejudicada, mas não deve ser esquecida. A exposição moderada ao sol é importante para sintetização da vitamina D. Entre os benefícios da vitamina D (VD) estão à melhora do sistema imune.

A vitamina D é um nutriente com função de hormônio que age em diversas áreas do organismo. “Sem dúvida, manter níveis normais de vitamina D está associado a menor taxa de infecções. Ela está envolvida no processo de defesa do organismo contra agentes infecciosos e células cancerígenas. Isso se concluiu quando se compararam pessoas com baixo nível de VD vs altos níveis de VD”, explicou o coordenador científico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Helio Miot.

Segundo o médico, no mundo têm sido observados níveis baixos de vitamina D em toda a população. “Sabemos que 60% ou até 80%, dependendo do grupo populacional, tem níveis baixos de vitamina D, o que pode comprometer o funcionamento do organismo como um todo, especialmente as pessoas de risco como gestantes, idosos, imunossuprimidos, indivíduos em pós-operatório de cirurgia bariátrica, quem tem osteoporose e doenças intestinais. Esses indivíduos devem ter seu nível de vitamina D testado e, se forem baixos, receber a suplementação”.

O médico explica que grande parte da vitamina D é produzida pela pele, sendo mais de 90% pela exposição solar habitual. “Então não é aquele indivíduo que vai se bronzear na piscina, mas é durante aquela caminhada, ao estender uma roupa no varal, tudo isso promove uma grande síntese de vitamina D. Outra grande parte ocorre pela alimentação, com alimentos como peixes, ovos, derivados de leite e algumas frutas. Esses alimentos têm uma quantidade de vitamina D. Essas são as duas principais fontes de vitamina D para o organismo: exposição solar leve e alimentação”. Continue lendo

O ministro Luiz Henrique Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, publicou neste domingo (05) um vídeo incentivando o uso de máscaras de tecido para proteção contra o novo coronavírus. O país registra 486 mortes e 11.130 casos confirmados da doença por exames laboratoriais.

A nova orientação sobre o uso de máscaras começou a ser adotada pelo Ministério da Saúde na última semana. Antes, o uso era indicado apenas para quem estava com sintomas de covid-19 e profissionais de saúde.

Estudos realizados na China indicaram que pessoas assintomáticas têm grande capacidade de disseminar o vírus caso estejam contaminadas, e por isso essa orientação sobre uso de máscaras em larga escala passou a ser adotada.

As máscaras de pano ou outro tecido improvisado protegem especialmente contra a transmissão por parte da pessoa que a utiliza, evitando que gotículas contaminadas sejam espalhadas quando ela tosse ou espirra. Porém, os médicos alertam que não essa máscara não previne que a pessoa se contamine, diferentemente das máscaras cirúrgicas usadas pelos profissionais de saúde, sendo o isolamento social a orientação mais válida para proteção no momento.

A animação publicada por Mandetta traz orientação de como usar a máscara e cuidados a serem observados. O vídeo informa ainda que vários países estão em busca de máscaras de proteção e por isso é difícil encontrá-las.

hospital

Análise do Ministério da Saúde mostra que quatro estados e o Distrito Federal estão em transição para a fase de “aceleração descontrolada” da Covid-19. São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas têm alta incidência de casos, assim como o Distrito Federal.

O documento, que faz parte do novo boletim epidemiológico do ministério que está previsto para ser divulgado neste sábado (04), mostra que o Brasil ainda não tem testes e leitos suficientes para fase aguda da epidemia. O jornal Folha de S.Paulo teve acesso ao texto.

Este sábado é o 37º dia desde a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país. No documento a ser publicado, a pasta faz uma revisão da trajetória do vírus e reconhece gargalos diante de uma possível fase crítica.

O documento descreve quatro fases para a epidemia: localizada, aceleração descontrolada, desaceleração e controle.

A avaliação da pasta é que nos quatro estado e no DF, a taxa de incidência já fica acima da nacional, que é de 4,3 casos por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, já é quase o triplo: 13,2 casos a cada 100 mil habitantes.

Por isso, a pasta reforça a recomendação para que os estados mantenham medidas de distanciamento social. “Este evento representa um risco significativo para a saúde pública, ainda que a magnitude (número de casos) não seja elevada do mesmo modo em todas os municípios”, aponta o ministério, que avalia o risco nacional como “muito alto”.

Isso porque haverá uma insuficiência de insumos. De acordo com o documento, a rede atual de laboratórios é capaz de processar 6.700 testes por dia. No momento mais crítico da emergência, porém, serão necessários 30 mil a 50 mil testes por dia. Continue lendo

É graças à quarentena e a pouca movimentação nas ruas do Recife e região metropolitana que os hospitais da RMR ainda não estão colapsados. Mas a situação pode mudar a qualquer momento, já que o número de casos confirmados no país como um todo vem crescendo geometricamente. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, atualmente a taxa de ocupação média nos leitos dos três hospitais de referência destinados aos casos suspeitos e confirmados da Covid-19 tem se estabilizado numa média de 50%.

As unidades são o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), que possui 59 leitos (sendo 49 de enfermaria e 10 de UTI), cinco no Correia Picanço (5 de UTI) e 21 no Imip (9 de enfermaria e 13 de UTI). Dos três, a pior situação hoje é a do Oswaldo Cruz, que já está operando com mais de 90% de sua capacidade, de acordo com profissionais de saúde que trabalham na unidade. O principal problema dos hospitais, até o momento, diz respeito à falta de equipamentos de proteção individual e de mão-de-obra.

No Hospital Oswaldo Cruz, por exemplo, pela insuficiente quantidade de EPI para o número de pacientes suspeitos que chegam diariamente à unidade, a dinâmica de trabalho precisou ser organizada de forma a reduzir ao máximo o uso dos EPI’s. Os profissionais que coletam as amostras de sangue precisam fazer a coleta uma vez por dia porque não há equipamento disponível para várias coletas por dia. Mas para quem precisa lidar diretamente com o paciente para administração de remédios, colocar e retirar acessos, entregar alimentação e dar banho em alguns casos, como auxiliares e técnicos de enfermagem, a situação é muito delicada.