História da Aviação – Unidade 5

Por Cmte Hiltinho*

Continuando…

Os intensos e incansáveis avanços tecnológicos para aperfeiçoar os aviões de combate prosseguiram durante toda a segunda metade da Guerra. Até a metade de 1917, eram o Albatroz DI e DII, o Fokker DII e DIII, o Halberstadt DI e DII, o NieuPort XI e o Sopwith Pup, os aviões de combate mais eficientes e os mais utilizados

Contudo, devido à rapidez da evolução, em pouco tempo esses aviões tornaram-se obsoletos e foram substituídos pelos Fokker DVII e DRI (triplano), PFALS DIII, Siemens-Schycjert DIII, Nieuport XVII e XVIII, SPAD XIII, Sopwith Camel e Triplane e Royak Aircreft Factory S.E.5ª.

Foi durante os anos 1918 a 1939, conhecidos como a Era de Ouro da Aviação, que a acirrada disputa pela supremacia aérea proporcionou acelerada evolução tecnológica nos aviões, transformando-os em verdadeiras armas mortíferas de guerra.

Por outro lado, foi também nesse conturbado cenário bélico que a aviação civil, utilizando-se das inúmeras e avançadas tecnologias desenvolvidas pelos engenheiros militares, começou a dar os seus primeiros passos pacíficos rumo ao futuro.

Então, durante o intervalo de tempo entre o fim da Primeira Guerra (1914-1918) e o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) a Engenharia Aeronáutica experimentou enormes progressos tecnológicos, que permitiu a construção de aeronaves cada vez maiores, com maior capacidade de passageiros e de carga, dotadas de motores mais potentes que lhes permitiam fazer viagens mais longas, voando com maior velocidade e em altitude mais elevada.

Começaram, então, os primeiros voos de longa distância, uma verdadeira aventura, levada a efeito por homens extremamente corajosos, para a época.

O Capitão John Alcock e o Tenente Arthur Brown, dois militares ingleses, realizaram, em junho de 1919, o primeiro voo sem escalas de travessia do Oceano Atlântico, percorrendo os 3.024 km entre o Canadá e a Irlanda, em 16 horas e 27 minutos, a uma velocidade média de 189 Km/h.

Por sua vez, em 1922, os pilotos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral decolaram de Lisboa e atravessaram o Atlântico até a aterrissagem no Rio de Janeiro.

*Hilton Batista de Oliveira (Hiltinho) é engenheiro civil, gerente aposentado do Banco do Brasil e Piloto Privado de Avião. Escreve gentilmente suas crônicas todas as segundas-feiras para o Blog PE Notícias.