Aumentou o descrédito com a política  graças aos escândalos envolvendo a classe política, em diversos aspectos, justamente quando se aperfeiçoam os mecanismos da transparência para fiscalizar e punir os agentes públicos por atos ilegais. Também cresce o temor de eventuais pretendentes à vida pública pelos riscos de ver manchada a biografia perante as comunidades, quer seja ela rural ou urbana.

Os candidatos precisam incorporar urgentemente aos seus programas e plataformas o discurso da moralidade administrativa, das promessas que possam cumprir depois de eleitos. Mas poucos estarão à vontade para  isso. Em quase todos os partidos existem personagens investigados/denunciados por corrupção e outros desvios. Aliás,  os partidos são coniventes com a corrupção como ficou demonstrado na Operação ‘Lava Jato’.

O discurso contra a corrupção ainda é tímido, salvo exceções.  O combate à corrupção como tema de campanha ou mote de governo incomoda, não é importante. Prefere-se falar de meio ambiente, saúde, desemprego e outros temas.

A pergunta que não se cala: o discurso de certos candidatos, muitos deles fadonho, vai ganhar votos e atrair a indignação dos eleitores inconformados com o atual estado de desconfiança?

Passando por uma comunidade rural de Afogados da Ingazeira não poderíamos deixar de registrar como já estão tratando os pretensos candidatos em ano eleitoral, mesmo em época de pandemia, onde o corpo a corpo, entre candidato e o eleitor, está suspenso devido o Covid-19, e o Congresso Nacional adiando o pleito para novembro, vai ficar mais difícil se conseguir os votos porque o eleitor salve algumas exceções, está acostumado com a troca do voto por tudo àquilo que o candidato possa oferecer.

Se depender da placa mostrada acima ou a comunidade está abrindo os olhos dos seus moradores para aniquilar esse tipo de política, onde o voto não tem preço e sim consequência, ou o candidato terá que mostrar o que fez das promessas feitas quatro anos atrás.