Aliado de Eduardo Bolsonaro defende que o parlamentar, como embaixador,

Ao falar sobre a indicação de Eduardo para a embaixada nos Estados Unidos, uma das primeiras justificativas nas quais o pai, o presidente Jair Bolsonaro, apoia-se é na relação nutrida pelo filho com a família do mandatário norte-americano, Donald Trump. Mas sem o republicano no poder, há a avaliação de  que se tornaria inviável a permanência de Eduardo no cargo. Segundo interlocutores do deputado federal ele perderia completamente a influência conquistada pela proximidade pessoal com os Trump. 

“Na atual conjuntura dos Estados Unidos, ele teria, de fato, um acesso a políticos republicanos que nenhum outro indicado conseguiria. O que pode ajudar em alguns momentos, como votações, reuniões, coisas menos grandiosas que acordos comerciais”, disse um nome próximo a Eduardo, que conhece a realidade da política externa. 

De fato, o filho, ao qual Bolsonaro chama de 03, é próximo de dois dos herdeiros do presidente dos EUA – nenhum deles trabalha na Casa Branca – e já foi elogiado pelo próprio Trump. “Conheço o filho dele [Jair Bolsonaro], e eu considero que o filho dele é extraordinário, um jovem brilhante, incrível. Estou muito feliz pela indicação [para a embaixada em Washington]”, afirmou Trump em julho. Para ele, a escolha do pai pelo filho não é considerada ser nepotismo. 

E se Donald Trump, que sustenta a argumentação de Bolsonaro para a indicação, e cujo mandato termina no ano que vem, não se reeleger? Como fica a situação do provável recém-chegado a Washington, que é declaradamente defensor do republicano, em um governo democrata? E para o Brasil, há consequências de um embaixador brasileiro sem influência na gestão norte-americana? 

O HuffPost conversou com pessoas próximas ao Palácio do Planalto, a Eduardo Bolsonaro, com interlocutores próximos à Casa Branca em Washington, e também com quem é contrário à indicação, numa tentativa de avaliar o cenário com Eduardo embaixador em um pós-2020 sem Donald Trump no comando dos Estados Unidos. 

A reportagem encontrou duas posições unânimes: os confetes de agora podem se transformar em cascas de bananas para o Brasil. E em um cenário de vitória do partido Democrata e derrocada da Donald Trump, provavelmente o País precisará mandar outro eleito para Washington. 

“Cabe ao embaixador conseguir informações privilegiadas junto ao governo do outro país. Com um governo democrata, Eduardo perde força e motivo de existir”, destacou uma das fontes consultadas pela reportagem. Com informações do site HuffPost Brasil.