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JC Trânsito

Muitos não devem sequer lembrar-se da Avenida Norte, um dos maiores e mais importantes corredores viários do Recife – seja para veículos particulares ou ônibus –, sem os famigerados blocos de concreto, mais conhecidos como gelos-baianos, utilizados para separar as pistas da via até hoje de mão dupla. Os monstrengos, assim definidos por muitos – especialmente engenheiros de tráfego –, estão deixando a avenida para nunca mais voltar. Pelo menos essa é a promessa da Prefeitura do Recife, que começou a implantar um canteiro central na via. O adeus aos gelos baianos, entretanto, é consequência do Ilumina, programa de requalificação da iluminação pública da cidade executado desde 2013 pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). A previsão é de que a Avenida Norte esteja com nova aparência até agosto.

A construção do canteiro central está promovendo a retirada de 3.400 blocos de concreto, onde pedestres se espremem em busca de segurança na travessia. Toda a via será requalificada – da BR-101, na Macaxeira, até a Avenida Agamenon Magalhães, no centro expandido. O projeto do canteiro é idêntico ao executado ainda na gestão do prefeito João Paulo (PT) no trecho de 1,5 quilômetro entre a Ponte do Limoeiro e a Agamenon Magalhães. A diferença será a iluminação. Pelo Ilumina, o canteiro central da Avenida Norte receberá 266 novos postes que totalizam 565 pontos de LED e sistema elétrico com 31,2 km de fiação embutida. Um investimento feito pela prefeitura de R$ 2,8 milhões. O Ilumina, que já chegou a vias importantes do Recife, como as Avenidas Agamenon Magalhães, Caxangá, Dom Hélder, Domingos Ferreira e Professor José dos Anjos, além do Cais de Santa Rita e do Cais do Apolo, também está na Avenida Recife, com a diferença de que a via já tem canteiro central. Lá, o investimento será de R$ 2,6 milhões.

A intervenção na Avenida Norte, entretanto, tem desagradado pessoas que caminham pela via. Embora elogiem a retirada dos blocos de concreto, muitos moradores e passageiros do transporte público se queixam da dificuldade de travessia da via com o novo canteiro central. Cobram a implantação de passagens ao longo do corredor. “A prefeitura precisa criar passagens. Uma pessoa com dificuldade para se deslocar vai sofrer para passar pelo canteiro, que é um pouco alto. Um cadeirante, por exemplo, não consegue”, alerta o passageiro de ônibus Carlos Henrique Silva, que mora às margens da Avenida Norte, na altura do bairro Vasco da Gama, na Zona Norte da capital.