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Imagine construir uma casa de 400 metros quadrados em 120 dias. Essa será uma das tecnologias apresentadas no 1º Encontro Regional de Construção à Seco que vai ocorrer nos próximos dias 10 e 11 no Mar Hotel, em Boa Viagem. A tecnologia usada é a Light Steel Frame (LSF) na qual a estrutura do imóvel é fabricada como se fosse um kit em perfis de aço galvanizado. "Desse modo, a construção é mais rápida e limpa. Há menos gastos com a mão de obra já que é necessário somente 3% do pessoal usado numa construção convencional e o tempo corresponde a 10% (também do convencional)", resume o diretor da Incorporadora Bonanza, Sávio Neiva. E os patrocinadores do evento decidiram deixar um legado: uma creche que será montada no município de Jaboatão dos Guararapes.

A creche terá 250 metros quadrados e ficará próxima ao Memorial Miguel Arraes. "A montagem é feita em um dia durante o evento. Para concluir tudo, serão 10 dias. O que leva mais tempo são os acabamentos", explica Sávio. A creche foi doada por todos os patrocinadores do evento como forma de mostrar a praticidade do método construtivo. A Bonanza é uma das patrocinadoras do evento.

"Essa tecnologia é o iPhone da construção civil. É sustentável, rápida. O seu uso é muito comum no Japão, Canadá, Estados Unidos e em muitos países da Europa", conta a diretora do evento, Luana Carregari. E acrescenta: "um dos nossos objetivo é impulsionar o Light Steel Framing (LSF) no mercado e fomentar discussões acerca do desenvolvimento tecnológico da construção".

A ideia dos organizadores é chamar especialistas na área de engenharia e arquitetura para discutir novas tecnologias. Depois do encontro no Recife, serão realizados eventos em Brasília, no dia 10 de agosto, e em Porto Alegre, nos dias 09 e 10 de novembro. Os organizadores começaram pelo Nordeste porque a região responde, aproximadamente, por 15% do valor total de incorporações, obras e serviços ligados à construção civil.

DIFERENCIAL

"Essa técnica de construção pode ser um diferencial para resolver problemas de moradia. Com essa tecnologia, é possível construir uma casa popular a cada seis dias", conta Sávio Neiva. O Brasil tem um déficit habitacional em torno de 6,2 milhões de unidades habitacionais, de acordo com um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em 2016.

Instalada em Vitória de Santo Antão, a Incorporadora Bonanza está no mercado há 15 anos. Ela compra bobinas de aço laminado, fabrica os kits de perfis de aço galvanizado e constrói os imóveis. "Esse mercado é crescente por causa da crise. Uma empresa não quer esperar seis meses para um galpão ser construído e fazemos um imóvel desse tipo em três dias. É uma diferença grande e isso faz a operação ser mais rápida e contribui para reduzir custos. No ano passado, construímos 14 chalés numa pousada em Fernando de Noronha, em 55 dias corridos", conta Sávio.

Recentemente, a empresa construiu revendas de lojas automotivas, de frutas, restaurantes e até novos imóveis para grandes indústrias. Também vai edificar 15 creches em Jaboatão até o fim deste ano. Embora a construção civil tenha sido muito atingida pela crise, a Bonanza registrou um crescimento de 18% nas vendas no ano passado, comparando com o ano anterior. Parte desse sucesso, Sávio atribui justamente à tecnologia diferenciada.

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