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O governador Paulo Câmara (PSB) encaminhou ao Legislativo o projeto de uma minirreforma administrativa no governo do Estado. A principal mudança é na área de saneamento e recursos hídricos, que havia sido incorporada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico desde o início de 2015. O projeto tramitará em regime de urgência.

Agora, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e a secretaria-executiva de Recursos Hídricos deixam a pasta de Desenvolvimento Econômico, comandada pelo vice-governador Raul Henry (PMDB), e passarão a ser parte da Secretaria Estadual de Planejamento, de Márcio Stefanni (PSB).

Além disso, o distrito estadual de Fernando de Noronha passa para a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, sob a batuta de Sérgio Xavier (Rede).

Nos bastidores, a reforma é vista como do interesse do próprio Raul Henry, que tem discutido a mudança desde que ele acumulou o cargo de secretário, em janeiro deste ano. O vice-governador teria como foco a retomada do crescimento econômico através principalmente do estímulo ao Porto de Suape, em vias de ter a autonomia devolvida ao Estado.

O foco de Raul seria atrair grandes volumes de investimento, nacional e internacional, para Suape, algo que precisa de dedicação, o que não dialoga com a grande concentração de demandas da área de recursos hídricos. O coronel Mário Cavalcanti permanecerá no posto.

Outro aspecto que pesou é a necessidade que as principais obras de infraestrutura hídrica têm de investimentos federais e bancos de financiamento, área onde Stefanni tem franca atuação. "Nós já temos contato, por exemplo, com os organismos que financiam. Todas as coisas que foram feitas na água vieram de Bird, vieram de BNDES. Então a captação de recursos do Estado está na Seplag também", afirmou ontem Stefanni.

Ele também ressaltou que o Planejamento tem um papel de visão estratégica do Estado. "A seca não acabou como a gente esperava".

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