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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é um dos nomes do Democratas no projeto de lançamento de candidatura própria à Presidência da República nas próximas eleições. Em evento no Rio de Janeiro, ontem, ele incluiu o ministro pernambucano Mendonça Filho (Educação) entre os quadros cotados para a missão, ao lado do prefeito de Salvador, ACM Neto, e do senador Ronaldo Caiado.

Mendonça evitou alimentar, no momento, a chance de encabeçar uma chapa do DEM, devolvendo os holofotes para Maia. “É um nome que aglutina. Ele cresceu muito como presidente da Câmara, tem sido avalista nesse momento de mudanças que o Brasil está vivendo de transformações importantes do ponto de vista de políticas públicas e de equilíbrio das contas públicas e retomada do crescimento”, afirmou o ministro.

Em Pernambuco, Mendonça também é cotado a uma candidatura a governador no bloco de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB). Também não está descartada uma disputa ao Senado. Atualmente, ele está licenciado da Câmara para desempenhar a função de ministro. “Mendonça Filho entra no rol dos democratas que teriam estatura política de alçar um voo muito maior, porque hoje nacionalmente ele construiu essa respeitabilidade”, afirmou Rodrigo Maia. A questão da candidatura será fechada na convenção nacional do partido, em 9 de fevereiro.

Mendonça afirmou não ter previsão de deixar o Ministério da Educação. “Hoje, é minha única prioridade, tenho muitas entregas para fazer nos próximos meses”, contou. O prazo final para a descompatibilização dos ministros que queiram disputar as eleições é 6 de abril. “É algo que eu procuro só discutir no momento adequado”, disse o ministro.

Sobre os rumores desembarque da sigla do governo do presidente Michel Temer (PMDB) já no início de 2018, o presidente da Câmara nega. “O importante agora é o DEM organizar sua base, porque ninguém disputa uma eleição presidencial sem ter aeroporto para aterrissar nos Estados”, afirmou, referindo-se à importância do apoio dos Estados na campanha.

Uma eventual chapa formada com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), não faz parte dos planos do DEM e de Maia, que considera que os eleitores seriam os mesmos para os dois candidatos, e que, portanto, não acrescentaria votos a nenhum dos dois.

Maia lembrou a convergência de ideias com o atual governo do peemedebista Michel Temer. “Nossa agenda de reformas na área econômica é convergente com a agenda do governo, não temos por que criar qualquer tipo de atrito com um governo que tem uma agenda corajosa, que tirou o Brasil da pior crise econômica da sua história”, afirmou.

E avalia que seria difícil um partido político fazer uma campanha presidencial no Brasil sem alianças. “No quadro pulverizado do Brasil, ninguém consegue vencer as eleições sozinho”, disse.

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