Um dos municípios pernambucanos com o decreto de emergência homologado desde o começo do mês, Lagoa Grande, no Sertão do São Francisco pernambucano, cobra a volta da Operação Carro Pipa do Exército, suspensa desde abril pelo Governo Federal. Conforme o secretário Municipal de Agricultura, Reginaldo Alencar, são mais de 7 mil pessoas prejudicadas, sofrendo sem água, devido à falta do fornecimento que vinha da operação.

“As chuvas que caíram em nosso município, mal deram para molhar o pasto. Vivenciamos uma seca verde e só o pasto melhorou, as cisternas do povo e os nossos principais reservatórios, estão praticamente vazios, na iminência de um colapso”, registrou o secretário.

De acordo com o secretário, em contato com o Ministério da Integração Nacional na segunda-feira (14), lhe informaram que os recursos já haviam sido repassados para o Comando Militar do Nordeste, no Recife, que é o responsável pela operação em toda a região.

“Só sei que no 72BI, o Batalhão em Petrolina, esses recursos ainda não chegaram, como me informaram. A informação que obtivemos é que apenas cinco municípios baianos continuaram sendo atendidos pela Operação Pipa do Exército na gerência do Batalhão de Petrolina. Em Pernambuco, a operação não atua em nenhum. Esperamos a sensibilidade do Exército para retomar a operação em nosso município o quanto antes”, frisou.

Lagoa Grande era atendida por 12 carros pipa gerenciados pelo Exército. Conforme o secretário Reginaldo Alencar, o município não tem como atender sozinho todas as localidades que sofrem com a ausência de água.

“Só tem como a gente atender à população com esse apoio do Exército. Sem isso, a situação fica muito ruim”, alertou Reginaldo Alencar.

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