Monthly Archives: julho 2018

Poder360

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o pré-candidato à Presidência mais pesquisado pelos brasileiros no Google nos seis primeiros meses do ano eleitoral. Em seguida, estão Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede).

Os dados são de levantamento do Poder360 feito por meio da plataforma Google Trends, que mostra os termos mais pesquisados no Google. Foram comparados de 1º de janeiro a 25 de junho o nível de popularidade dos 5 pré-candidatos mais bem colocados em pesquisas eleitorais.

A média de interesse de buscas por Lula durante o período foi de 5 e de Jair Bolsonaro foi de 1. A busca pelos outros pré-candidatos representaram um valor médio menor que 1. Devido a isso, o Google Trends não apresenta a média deles.

O nível médio de popularidade de busca varia de 0 a 100. Um valor de 100 representa o pico de popularidade de um termo. Um valor de 50 significa que o termo teve metade da popularidade. Uma pontuação de 0 significa que não havia dados suficientes sobre o termo.

A busca por Lula durante os seis meses teve 5 picos de alta popularidade. Um foi em 24 de janeiro, com popularidade equivalente a 80, quando o TRF-4 manteve a condenação do ex-presidente no caso tríplex do Guarujá e ainda aumentou a pena do petista de 9 anos e 6 meses de prisão para 12 anos e 1 mês.

O 2º foi em 4 de abril, 1 dia antes do julgamento do habeas corpus de Lula pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O nível de popularidade saltou de 4, no dia anterior, para 43. A partir disso, apresentou um crescimento acentuado. No dia 5, houve um alcance de 71, quando a Corte negou o pedido e Sérgio Moro decretou a prisão de Lula.

Em meio à expectativa da prisão do ex-presidente, no dia 6, a popularidade das buscas foi a 81, alcançando nível máximo (100) no dia 7 de abril, quando Lula foi preso e encaminhado à superintendência da PF (Polícia Federal), em Curitiba. Posteriormente, o nível foi caindo, chegando a 7, em 11 de abril.

Jair Bolsonaro teve 4 picos de popularidade. Comparando com os outros pré-candidatos, em 28 de março, Bolsonaro alcançou o nível 2 de popularidade. Neste dia, o ator Alexandre Frota publicou um vídeo em seu Twitter em que o pré-candidato brincou que o escolheria como ministro da Cultura se fosse eleito.

Outro pico foi no dia da prisão de Lula, 7 de abril. O índice de popularidade do ex-capitão do Exército chegou a 3. Houve um aumento repentino de busca sobre “partido de Bolsonaro” e 40% das consultas utilizaram o termo “projetos de Bolsonaro”.

Em 13 de abril, as buscas pelo ex-capitão chegou ao nível 2. No dia, a PGR (Procuradoria Geral da República) apresentou uma denúncia contra ele ao STF. O deputado foi acusado de racismo. No dia seguinte, 14 de abril, o nível aumentou para 3, devido à repercussão da denúncia. Sem compará-lo com os outros pré-candidatos, seu nível foi de 50 e 100 nos 2 períodos, respectivamente.

Outro pico foi em 29 de maio, quando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) analisaria se Lula e Bolsonaro, réus em ações, poderiam disputar as eleições. O TSE rejeitou analisar o assunto.

Índice de busca por Estado

Analisando os 26 Estados e o Distrito Federal, o ex-presidente Lula também é o que tem maior índice de busca em todos eles em comparação aos outros pré-candidatos. Em seguida, está Jair Bolsonaro, e depois, Ciro Gomes.

No comparativo, em 15 Estados, Geraldo Alckmin aparece tendo mais popularidade que Marina, que tem mais índice de busca que o tucano em 12 Estados.

Os Estados que tiveram maior índice por buscas no Google sobre o ex-presidente Lula foram: Paraná (81%), Santa Catarina (79%), Bahia (79%), Rio Grande do Sul (79%) e Minas Gerais (78%).

As buscas por Lula estiveram presentes em pesquisas realizadas em 96 cidades do país.

Os Estados onde houve maior busca pelo deputado Jair Bolsonaro foram: Roraima (29%), Amapá (28%), Rio Grande do Norte (24%), Rio de Janeiro (23%) e Espírito Santo (23%).

Apesar de menor popularidade que Lula, Bolsonaro teve popularidade em buscas de 104 cidades, 8 a mais que o petista.

Já Ciro Gomes teve mais índice de buscas nos seguintes Estados: Ceará (8%), Rio Grande do Norte (6%), Piauí (5%), Rio de Janeiro (5%) e Tocantins (5%). O pedetista foi procurado no Google em 29 cidades.

Marina Silva teve mais buscas pelo seu nome em: Roraima (2%), Acre (2%), Piauí (1%), Distrito Federal (1%) e Paraíba (1%). A popularidade de busca pela ex-ministra no Google foi registrada em 7 cidades.

O nome de Geraldo Alckmin teve alta de buscas em: São Paulo (2%), Piauí (1%), Acre (1%), Rio de Janeiro (1%) e Minas Gerais. As buscas pelo tucano predominaram em 8 cidades.

Ciro responde a quase cem ações por calúnia, difamação ou danos morais

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi processado por 50 pessoas, nos últimos 25 anos, por calúnia, injúria ou difamação após declarações feitas pelo político. De acordo com o jornal O Globo, o pré-candidato à Presidência acumula quase cem ações e recursos em andamento, oito delas protocoladas neste ano.

Os dados foram coletados nos sites dos Tribunais de Justiça do Ceará, Distrito Federal, Rio de Janeiro e de São Paulo, além do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em pelo menos seis dos casos, o ex-ministro foi condenado a pagar R$ 315 mil em indenizações. Os processos que informam os valores das causas somam R$ 914,7 mil.

O caso mais recente que em Ciro se envolveu tem o vereador paulista Fernando Holiday (DEM) como autor do processo. O presidenciável o chamou de “capitãozinho do mato” na última semana.