Monthly Archives: agosto 2018

Com o voto do ministro Admar Gonzaga, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, na noite desta sexta-feira (31), para negar o registro da candidatura de Lula à presidência da República. Além dele, acompanharam o relator, Luís Roberto Barroso, contra a postulação do petista, Jorge Mussi, Og Fernandes e Tarcísio Vieira. Edson Fachin divergiu e foi o único que opinou para que Lula seja candidato.

Lula está preso desde o dia 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

Foi considerado pelo relator o fato de o ex-presidente ter sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), ou seja, em segunda instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato. Com isso, ele foi enquadrado pelo relator na Lei da Ficha Limpa.

O ministro argumentou que a condenação de Lula é notória. “O candidato seria inelegível mesmo que estivesse solto por força da condenação”, afirmou. “Estamos falando de uma lei de ampla legitimidade e cuja constitucionalidade foi reiterada pelo Supremo Tribunal Federal”, defendeu Barroso.

O ministro afirmou que afastar a inegebilidade de Lula não caberia à Justiça Eleitoral, e sim ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), órgão que tem a responsabilidade de julgar recursos no âmbito criminal sobre o processo do ex-presidente. “Não estamos decidindo sobre a culpabilidade ou inculpabilidade do ex-presidente. E muito menos estamos julgando o seu legado político”.

 

Cuidadores de cães e gatos de Arcoverde devem vacinar seus animais no dia 15 de setembro, durante a Campanha de Vacinação Antirrábica organizada pela Secretaria Municipal de Saúde e o Centro de Vigilância em Saúde. Vinte Unidades Básicas de Saúde Família (UBSF) estarão abertas, das 8h às 17h, para imunizar os bichos de estimação.

A dose é a única forma segura de prevenção contra a raiva, doença grave que mata o animal em todos os casos. Os seres humanos também são suscetíveis, já que a enfermidade pode ser transmitida por cães e gatos, chegando até a ser fatal. A vacina é aplicada gratuitamente.

Uma segunda etapa da campanha está marcada para o dia 30 de setembro, quando vacinação antirrábica será realizada na zona rural.

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O deputado federal Gonzaga Patriota estava com a agenda cheia na região do Pajeú nesta sexta (31) e sábado (1º), onde estava prevista para as 19h uma reunião com lideranças políticas e admiradores de sua campanha a reeleição em Afogados da Ingazeira, já vindo de uma visita programada para Itapetim no início da noite, mas foi surpreendido com a notícia do falecimento de sua irmã Lourdes Freire em Petrolina, o que fez o parlamentar divulgar uma Nota de Pesar no final da tarde, já em deslocamento para o Sertão do São Francisco.

Eis a Nota:

“Foi com bastante pesar que recebi a notícia do falecimento da minha irmã Lourdes Freire, aos 68 anos, ocorrido na data de hoje.

Ela parte, deixando-nos muitas lições de amor, amizade, ética e humanidade.

A Deus, pedimos que dê a minha querida irmã o merecido repouso eterno em seu reino”.

Em virtude do falecimento de D. Lourdes, o deputado Gonzaga Patriota cancelou seus compromissos nesta sexta-feira (31).

Temer foi novamente convencido pela equipe econômica a adiar o reajuste para não onerar a folha de pagamentos de 2019 / Foto: Evaristo Sá/ AFP

O presidente Michel Temer voltou à sua posição inicial, divulgada no início do mês, e vai propor ao Congresso o adiamento do reajuste dos servidores do Poder Executivo para 2020. Durante visita ao Rio de Janeiro, na quinta-feira (30), o presidente havia confirmado que pretendia dar o reajuste em 2019. O governo justificou que assim estaria equiparando a situação dos funcionários do Executivo aos do Judiciário e do Legislativo, que deverão ter os salários aumentados pelo Congresso.

Temer foi novamente convencido pela equipe econômica a adiar o reajuste para não onerar a folha de pagamentos de 2019 em pelo menos R$ 6,9 bilhões – o custo do aumento para os servidores civis, sem incluir os militares. Somados, os reajustes dos servidores civis e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ultrapassar os R$ 7,15 bilhões no próximo ano, conforme informou ontem a Agência Brasil. Com os militares, o gasto sobe para cerca de R$ 11 bilhões.

Os detalhes sobre a decisão do governo deverão ser conhecidos ainda nesta tarde, quando o Ministério do Planejamento anunciar o envio do Orçamento da União de 2019 ao Congresso, responsável por aprovar a proposta. Hoje é o prazo limite para a matéria chegar ao Legislativo.

Teto dos gastos

Como a Emenda Constitucional 95 impede o aumento de gastos públicos acima da inflação do ano anterior, o impacto dos reajustes salariais teria que ser absorvido por meio de cortes em outras áreas, como nos recursos de custeio, que servem para manter os serviços públicos em funcionamento. Os programas sociais também correriam risco de sofrer cortes, bem como os investimentos  governamentais.

Na prática, o  teto de gastos impõe a manutenção do ajuste fiscal. “O ajuste terá será feito de qualquer forma, porque o teto de gastos baliza as metas fiscais a longo prazo. Dentro desses espectros, as escolhas [de alocação de recursos] são feitas em um processo do regime democrático, em que existem vários atores fazendo suas escolhas”, explicou na quarta-feira (29) a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi. Ela reafirmou que o governo teria mesmo de cortar verbas para bancar os reajustes e reiterou que a discussão se aplicaria apenas à destinação de recursos, sem alterar o volume total de gastos.

Inicialmente, o governo tinha proposto salário de R$ 998 para o ano que vem / Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O aumento das estimativas de inflação fez o governo revisar para cima o valor do salário mínimo para o próximo ano. A proposta do Orçamento Geral da União para 2019, enviada nesta sexta-feira (31) ao Congresso Nacional, fixou em R$ 1.006 o salário mínimo para o primeiro ano do próximo governo.

Em 2019, a fórmula atual de reajuste será aplicada pela última vez. Pela regra, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.

De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, o valor do mínimo foi revisado para cima porque a estimativa de inflação pelo INPC em 2018 passou de 3,3% para 4,2%. O INPC mede a variação de preços das famílias mais pobres, com renda mensal de um a cinco salários mínimos.

LDO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que fixa parâmetros para o Orçamento do ano seguinte, estabeleceu o salário mínimo em R$ 99. A previsão considerou o crescimento de 1% do PIB de 2017 mais estimativa de inflação pelo INPC de 3,3%. Inicialmente, o governo tinha proposto salário mínimo de R$ 1.002.

O Projeto Cidade Pacífica, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), divulgou, nesta sexta-feira (31), o primeiro ranking de pacificação dos municípios que se engajaram no combate à violência dentro de suas fronteiras. O ranking, que será divulgado a cada bimestre, tem como objetivo informar o quanto cada município avançou após a adoção de medidas concretas, por parte dos gestores públicos, para reduzir os índices de criminalidade e aumentar a sensação de seguranças nos moradores.

Com o ranking, que tem como base os dados de criminalidade divulgados pela Secretaria de Defesa Social do Governo de Pernambuco, é possível comparar o desempenho dos municípios logo após eles assinarem Termo de Cooperação Técnica para adesão ao Cidade Pacífica, projeto institucional do MPPE. Assim, se pode avaliar o quanto houve de mudança de um período a outro e o quanto cada município se esforçou para mudar seu cenário de insegurança.

“O MPPE cumpre seu compromisso de respaldar os gestores públicos sobre a eficiência de suas atitudes quanto ao Cidade Pacífica. Eles monitoram seu desempenho e se estimulam a melhorar para conseguir atingir uma boa posição no ranking”, afirmou o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Criminal (Caop Criminal), promotor de Justiça Luiz Sávio Loureiro (foto acima).

Neste primeiro momento, com os índices de violência comparados aos do ano passado, Ibirajuba conseguiu o primeiro lugar nesta primeira divulgação, seguido de Lagoa Grande e Orocó (veja tabela completa abaixo). “O índice de pacificação vai permitir avaliar os resultados do Projeto Cidade Pacífica. É uma forma de avaliar se a medidas implementadas pelo município propostas no projeto estão surtindo um efeito real no nível de pacificação do município”, comentou o analista Carlos Gadelha, da Gerência de Estatística da Assessoria de Planejamento e Estratégia Organizacional (Ampeo).

Com a adesão ao Cidade Pacífica, as Prefeituras podem apresentar medidas distribuídas em nove eixos temáticos propostos pelo MPPE. Os eixos são: Guarda municipal pacificadora; Segurança nos estabelecimentos comerciais/bancários; Esporte pacificador/Cultura/Lazer; Mesa municipal de segurança; Proteção integrada pacificando escolas; Empresas solidárias; Transporte pacificador; Iluminação pacificadora; e Pacificando Bares e similares (operação Bar Seguro).

O município adere ao projeto através de convênio firmado com o MPPE, por intermédio da promotoria local, devendo implementar no mínimo sete desses eixos, de acordo com a sua realidade. “São medidas simples que aumentam a sensação se segurança da população, como, por exemplo, melhorar a iluminação das ruas. As pessoas se sentem mais confortáveis em sair de casa, trazendo mais trânsito para os espaços públicos, e os criminosos se sentem mais inibidos em cometer alguma violência”, comentou Luís Sávio Loureiro.

“É um projeto que está se espalhando por Pernambuco. Nós do MPPE, defendemos que a sociedade pode contribuir para a sua própria pacificação. Não há como resolver o problema da violência sem contar com a participação popular. O Cidade Pacífica busca soluções de acordo também com as particularidades locais apontadas pelos moradores”, comentou o procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros.

Metodologia do ranking

O Índice de Pacificação é representado numa escala de 0 a 5, onde 0 indica um município menos pacificado. Quanto mais próximo de 5, maior o nível de pacificação do município. O indicador é calculado a partir de uma média ponderada entre o CVLI (Crimes violentos letais e intencionais) e o CVP (Crimes violentos contra o patrimônio), a qual foram atribuídos os pesos de 80% e 20%, respectivamente.

O índice possibilita gerar o ranking dos municípios com maior nível de pacificação. Também é possível comparar o desempenho dos municípios entre períodos diferentes e avaliar o quanto mudou de um período para o outro. Esse percentual de variação do índice de pacificação possibilita destacar o esforço de cada município em mudar o cenário da criminalidade.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou que em 308 cidades do Brasil o número de eleitores é maior que o de habitantes, considerando a estimativa populacional. Metade dos municípios onde ocorre a inversão está em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em Goiás e todos são de pequeno porte, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Em todo o país, estão aptos para votar 146,8 milhões de eleitores, o que corresponde a 70,4% da população brasileira, de 208,5 milhões. Os menores colégios eleitorais do país estão em cidades com menos ou pouco mais de mil habitantes. O município com menor número de eleitores é também o menor do país em habitantes: Serra da Saudade (MG), com 941 para 786 habitantes.

De acordo com a pesquisa da CNM, a maior diferença entre o eleitorado e a população residente ocorre em Canaã dos Carajás (Pará). A cidade tem 3.805 eleitores a mais que habitantes. Em Severino Melo (RN), Cumaru (PE) e Maetinga (BA), a disparidade entre eleitores e residentes também é maior do que 3,2 mil.

Números

Em relação aos municípios que têm menos eleitores entre os habitantes, Balbinos (SP) é o primeira do ranking, com 5.532 habitantes e eleitorado de apenas 1.488. Em seguida, a proporção de eleitores em relação ao número de habitantes abaixo de 30% ocorre em cidades do interior do Pará: Água Azul do Norte, São Félix do Xingu e Ulianópolis.

As capitais representam os maiores colégios eleitorais. Em números absolutos, São Paulo lidera a lista com 9 milhões de eleitores, o que representa cerca de 6% do total brasileiro. Em seguida, vêm o Rio de Janeiro, com 4,8 milhões de eleitores (3,3,e Brasília, com cerca de 2 milhões de eleitores (1,42%).

Análise

O levantamento da confederação, baseado nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que as diferenças ocorrem pela distinção entre os domicílios eleitoral e civil, o que permite que o eleitor more um uma cidade e vote em outra.

A concentração de eleitores em locais com maior atividade econômica e migração constante de grupos populacionais, como ciganos e assentados, também contribui para a diferença, segundo a CNM. “Morar numa cidade e votar na outra é possível, não é fraude. Não tem má-fé aí. São várias situações. São todos municípios de pequeno porte”, afirmou o presidente da CNM, Glademir Aroldi.

Ele disse que há situações em que os jovens saem para estudar em outras cidades, mas mantêm o domicílio eleitoral no município de origem. “Há muitas cidades litorâneas onde a pessoa acaba adquirindo imóvel, mas reside e trabalha em outra, e com o tempo transferiu o título pra lá também”, observou.

Queixas

Outro motivo apontado por Aroldi é o fato de que o número real de habitantes de algumas cidades pode estar subestimado. O próximo censo do IBGE está previsto para ser feito em 2020, e a estimativa mais recente do instituto foi baseada no censo anterior, de 2010.

“Há reclamações de prefeitos de que o censo do IBGE não foi feito [em algumas dessas cidades]. A população pode estar subestimada, muitos municípios alegam isso. O município diminuiu no último censo feito pelo IBGE, mas a população pode não ter diminuído ou ter aumentado alguma coisa”, reagiu Aroldi.

Para a CNM, equívocos como esses têm impactos para a população e o município. “Isso traz prejuízos enormes para o município porque os programas e recursos do governo federal são distribuídos de acordo com o número de habitantes”, disse Aroldi.

Foto Junior Finfa

Como estava previsto e dito em muitas rodas políticas na cidade, com um pequeno atraso, devido aos imprevisto em sua saúde, o prefeito José Patriota anunciou na manhã desta sexta-feira o apoio a Paulo Câmara governador, os dois candidatos ao Senado, Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa e “por compromisso, solidariedade e reciprocidade a família de Dr. Arraes”, votará em João Campos para federal. Para a Assembleia Legislativa, a candidata será a filha da terra Aline Mariano, o que já era esperado por muitos.

Patriota ao justificar o apoio à candidata Aline Mariano, disse que ela agora terá a missão de seguir a linha do seu pai Antônio Mariano, falecido recentemente. O prefeito encheu os olhos de lágrimas ao citar o nome do ex-deputado, e dizer que Aline amadureceu muito, que quando foi vereadora de Afogados da Ingazeira, ainda muito jovem, não poderia deixar de lado seus estudos, mas que hoje, Aline foi eleita e reeleita vereadora do Recife, foi secretária do prefeito Geraldo Julio na Prefeitura do Recife, e com muita competência. “Votamos em Aline por entender que todos nós merecemos uma segunda chance e mais ainda, por saber que ela hoje terá um compromisso com Afogados da Ingazeira, que será representar o seu pai Antônio Mariano”, disse Patriota, continuando “o prefeito Geraldo Julio, do Recife, me procurou e disse que se sentiria muito honrado se ele (Patriota) votasse em Aline”.

Patriota olhando para o seu vice Alessandro Palmeira, para os vereadores da sua base, que estavam presentes na coletiva, disse: “somo uma base unida e partiremos unida num bem comum, Aline foi vereadora eleita e reeleita com uma votação de mais de 10 mil votos em Recife, e isso não é brincadeira”, continuou dizendo que a sua candidata, a quem tratou de “guerreira”, atende a todos independente da hora, que tem suas bases solidificadas na Região Metropolitana do Recife, citando exemplo de Jaboatão, Paulista, Olinda, etc..

Por mais de uma hora de coletiva, que foi transmitida ao vivo por canais de internet e com a presença de vários blogs, Patriota foi cumprimentado por muitos, a exemplo do sertanejo e poeta Ademar Rafael, que de João Pessoa, através do WhatsApp, enviou a seguinte mensagem: “Patriota esse seu posicionamento me deixa feliz, e isso é pronunciamento de um estadista, estadista como você é algo raro nos dias de hoje. Aline será a nossa terra de volta ao parlamento estadual”, disse o conterrâneo.

O empresário José Valadares, que é afogadense, mas que no momento está em Orlando, USA, também ao assistir através da internet a coletiva do prefeito enviou ao blog a seguinte mensagem: “transmita meus parabéns a Zé Patriota por apoiar Aline Mariano, uma candidata da terra”.

O tempo fechado e a chuva não foram suficientes para afugentar e esfriar os ânimos da população de Bonito que fez questão de comparecer em peso na inauguração do Comitê dos deputados e candidatos à reeleição, Gonzaga Patriota (Federal) e Clodoaldo Magalhães (Estadual). Ao lado do prefeito Gustavo Adolfo, do ex-prefeito Ruy Barbosa, além dos vereadores da cidade e autoridades da região, os deputados percorreram algumas ruas da cidade em clima de euforia e descontração. A população esperava nas calçadas com bandeiras e cartazes para recepcionar os candidatos.

Gonzaga Patriota mostrou ânimo e força durante todo o percurso, distribuindo abraços, apertos de mão e tirando fotos com os eleitores. Ao chegar ao Comitê, Gonzaga Patriota e Clodoaldo Magalhães foram recebidos com fogos, jingle da campanha, e gritos com o refrão “Gonzaga de Bonito”.

Ao discursar, Patriota demonstrou o carinho que sente pelo município, o papel que cada um terá nesse processo eleitoral e relembrou os recursos liberados por meio de suas emendas parlamentares. “É importante que aqueles que acreditam nessa jornada, multipliquem este sentimento e divulgue o nosso trabalho. Agradeço a cada um que dispôs de seu tempo para marcar presença nesse evento. E reforço o meu compromisso com o município de Bonito”, disse.

Emendas

O deputado destinou R$ 1 milhão de emenda parlamentar para o teleférico da cidade, inaugurado em maio. A atração, que fica localizada a 136 km do Recife, liga o Pátio de Eventos e o alto da Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, em um trajeto de cerca de 1,2 mil metros. O teleférico pode transportar até 92 pessoas por hora e tem ajudado a incentivar o turismo e fortalecer o comércio local, estimulando a geração de emprego e renda na região. Gonzaga também já destinou emendas no valor de R$ 240.000,00 para construção de três academias da saúde nos distritos de Alto Bonito, Bem-te-vi e Estreito; investimentos para ampliação e recuperação do hospital Dr. Alberto de Oliveira, no valor de R$ 400.000,00 e construção da Casa dos Idosos de Bonito, no valor de R$ 600.000,00.

Maior evento de empreendedorismo do estado vai até 1º de setembro no Centro de Convenções e terá a empresa de laticínios a partir do leite caprino como um dos destaques.

Os laticínios Pajelat, especializada em leite de cabra e produtos derivados, é um dos destaques a 12ª edição da Feira do Empreendedor. Sob o tema “Inspiração: venha buscar a sua”, o evento, que é considerado o maior de empreendedorismo em todo o estado, apresenta uma programação intensa com cerca de 500 atividades simultâneas divididas em oito arenas temáticas durante os dias de feira, que começou ontem e vai até 1º de setembro, no Pavilhão do Centro de Convenções em Olinda.

“É a grande oportunidade de a Pajelat se mostrar ainda mais ao mercado. Avançamos muito, mas ainda temos a necessidade de sermos ainda mais vistos, conhecidos pelas pessoas, mostrando a qualidade do nosso leite de cabras e derivados, como queijos e bebidas lácteas”, diz o articulador do projeto, Lúcio Luiz de Almeida Neto.

A Pajelat tem um stand de degustação e apresentação dos produtos. “A aceitação é muito positiva. Todos que vão elogiam os produtos. É um diferencial em relação a outras iniciativas por conta dos cuidados com a higienização da ordenha para qualidade final do leite”, destaca.

Além de ter vencido a burocracia, a Pajelat tem se destacado pela roupagem e layout da marca, mídia, qualidade final das embalagens e portfólio de produtos derivados. Além do leite, a empresa tem tido uma variação de bebidas lácteas e queijos. Uma das novidades é o queijo Chancliche, um tipo de queijo árabe, original da Síria e do Líbano, com apelo comercial no Brasil. “Já há especialistas defendendo que nós possamos exportar essa variedade. Estamos buscando vencer a burocracia para essa conquista”, diz Almeida. 

Importante destacar que a iniciativa nasce no Sertão do Pajeú, com envolvimento de toda uma cadeia produtiva local, fortalecendo a região e ampliando as perspectivas de geração de renda no semiárido. “Não é só a cooperativa fazendo essa comercialização. Esse projeto apresenta uma alternativa concreta de desenvolvimento econômico e inclusivo, com sustentabilidade ambiental”.

São aguardados mais de 20 mil visitantes para aproveitar o novo formato da Feira. Entre as muitas novidades, a forma de estruturação do evento, dividido em oito arenas temáticas, além da abordagem dos temas – menos tradicional e mais provocativa; e o lançamento de uma web rádio do Sebrae e um aplicativo do evento.

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O prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Amupe, José Patriota, anuncia na manhã desta sexta-feira (31), seus candidatos a deputado federal, estadual, governador, senador e presidente da república.

A coletiva acontece na Pousada de Brotas. Não haverá novidades, porque o gestor afogadense anunciará a vereadora do Recife, Aline Mariano (PP) como sua candidata a estadual e João Campos (PSB) federal. Paulo Câmara (PSB) será o candidato a governador de José Patriota, como também os nomes indicados pela Frente Popular para o Senado.

Campanha de vacinação contra polio e sarampo atinge meta em 76 cidades de Pernambuco

O Recife imunizou 100% do público-alvo da campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, nesta quinta-feira (30). Até à tarde, mais de 80 mil crianças foram vacinadas na capital. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde aos municípios é de 95% das crianças com idade entre um e cinco anos incompletos. Em Pernambuco, 76 cidades atingiram essa meta para a poliomielite e 74 para a imunização contra o sarampo.

No estado, a campanha abrange 544.178 crianças e, dessas, 93,73% (equivalente a 510.032) foram vacinadas contra poliomielite e 93,44% (correspondente a 508.457 pessoas) receberam a imunização contra o sarampo.

A campanha segue até a sexta (31) e 10 postos de saúde no Recife funcionam no terceiro turno, das 17h às 21h. Apesar disso, as vacinas fazem parte do calendário regular de imunização e continuam sendo aplicadas mediante apresentação do cartão de vacinação.

Na quarta (29), Pernambuco confirmou mais dois casos de sarampo. Com isso, o estado soma quatro confirmações da doença. Segundo as secretarias de Saúde do estado e do Recife, as ocorrências foram registradas na capital pernambucana em dois jovens: um garoto de 13 anos e uma mulher de 19 anos.

Eles são parentes das duas pessoas que tiveram a doença confirmada no dia 13 de agosto. Os outros dois casos de sarampo que já tinham sido confirmados em agosto são de um homem de 27 anos que viajou para Manaus, onde há surto da doença, e uma menina de 2 anos, parente dele.

O governo estadual descartou outro caso investigado, de uma mulher de 42 anos, que também tinha relação com o grupo de infectados.

Em 2018, Pernambuco notificou 128 casos suspeitos de sarampo. Desse total, 74 foram descartados, quatro confirmados e os demais estão em investigação. Antes deste ano, foram confirmados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de um caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos.

O sarampo é uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, acomete principalmente crianças com até 5 anos e pode provocar morte. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema (mancha avermelhada na pele) e até quatro dias após.

Entre os sintomas da doença, estão febre alta, acima de 38,5°C, manchas avermelhadas (exantema) generalizadas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema). As complicações mais comuns são pneumonia, otite, doenças diarreicas e neurológicas.

Para evitar o sarampo, a indicação é utilizar a vacina tríplice viral, que ainda protege contra a rubéola e a caxumba. Na rotina, a tríplice deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Para crianças acima de 2 anos e jovens e adultos até os 29 anos, não vacinados anteriormente ou que não se lembram, devem ser feitas duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Adultos entre 30 e 49 anos (não imunizados ou que não lembram) devem tomar uma dose da tríplice.

Profissionais de saúde não vacinados devem tomar duas doses da vacina tríplice viral, independente da idade. Essas doses são disponibilizadas durante todo o ano nos postos de vacinação de todos os municípios de Pernambuco. Com informações do G1/PE.

Açude Castanhão

O Nordeste, região que enfrenta sete anos consecutivos de estiagem, tem três regimes de chuvas em condições normais. Na região mais ao norte, que inclui Ceará e partes do Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, o período mais chuvoso é entre fevereiro e maio. Mais ao sul, o que inclui Bahia e norte de Minas, as chuvas concentram-se entre novembro e fevereiro. Já na faixa costeira que vai do sul da Bahia ao Rio Grande do Norte, as chuvas acontecem entre abril e julho.

Neste período e região, choveu. O resultado, porém, é que, mesmo com um volume maior de precipitações do que em anos anteriores, a maioria dos reservatórios do semiárido ainda tem restrições de uso -cenário que mantém estagnada a atividade econômica dos municípios atingidos. Dos açudes no semiárido monitorados pela ANA (Agência Nacional de Águas), apenas 10% atingiram uma cota de água suficiente para garantir os seus usos múltiplos -da irrigação ao abastecimento humano- no próximos 18 meses.

Os demais 90% dos açudes monitorados têm algum tipo de restrição para captação de água -62% deles estão no chamado estado hidrológico vermelho, situação considerada de escassez hídrica que impacta não só a atividade econômica, mas também a pequena agricultura e até o abastecimento das cidades. O Castanhão, maior açude para usos múltiplos da América Latina, localizado no sertão do Ceará, resume bem a situação da segurança hídrica da região.

Em fevereiro deste ano, o açude atingiu o nível mais baixo de sua história -com 6,7 bilhões de metros cúbicos de volume útil, chegou a 2,04% de sua capacidade e atingiu o volume morto. Com as chuvas que caíram entre fevereiro e abril, o açude ganhou volume. Foi a 8,8% em abril. Mas desde então, vem perdendo volume dia após dia. Nesta terça-feira (27), estava em 6,8% de sua capacidade.

“Estamos perdendo entre três e quatro centímetros de lâmina d’água por dia com abastecimento e com a evaporação”, diz Fernando Pimentel, administrador do Complexo Castanhão. Ao todo foram cerca de 400 milímetros de chuva na região no primeiro semestre deste ano, o dobro registrado no mesmo período de 2017: “Foi pouco. A chuva veio em um volume pequeno e muito irregular”, diz Pimentel.

A situação não é diferente em outras regiões do semiárido. Na Paraíba, o açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, chegou a 34,3% de sua capacidade em julho após o ciclo de chuvas e a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco, em abril ano passado.

A chegada da água fez com que o racionamento de água para consumo humano fosse suspenso em Campina Grande. Contudo, ainda há restrições do uso da água para indústrias e para irrigação. Segundo a ANA, a água está liberada apenas para agricultura de subsistência para áreas plantadas de até meio hectare.

No sistema Curema-Mãe D’Água, sertão da Paraíba, o nível de água chegou a 18,8% no açude Curema e 9,7% no açude Mãe D’Água. O volume, contudo, foi insuficiente para a retomada dos perímetros agrícolas da região. “Foi um respiro. Os barreiros e pequenos açudes voltaram a encher. Mas ainda está longe de termos água para produzir”, afirma o agricultor Francisco Honorato Filho, 63, presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Sousa (440 km de João Pessoa).

A cidade é o centro polo de fruticultura Alto Piranhas, que engloba mais de dez municípios da região e ganhou fama por produzir uma das águas de coco de melhor qualidade do país. Desde 2012, contudo, o acesso a irrigação foi sendo paulatinamente suspenso na região. Dono de um lote no perímetro irrigado, Francisco Honorato chegou a ter mais de dois mil coqueiros plantados em suas terras, mas viu todas as árvores morrerem nos últimos seis anos por falta de água. “Foi um prejuízo absurdo”, diz.

Já no rio São Francisco, o nível de reservatório de Sobradinho –que há um ano era de 9,3%– chegou a 29,1%. Com isso, o uso da água para os perímetros irrigados foi flexibilizado. A irrigação que estava suspensa um dia por semana –todas as quartas-feiras– passou a ser interrompida apenas uma vez a cada 15 dias desde julho deste ano. Ainda assim, os produtores dos perímetros de fruticultura da região de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) reclamam de prejuízos.

“Temos uma perda de cerca de 15% da safra. É uma situação que gera um desestímulo a novos plantio e faz com que a região não cresça”, afirma José Gualberto de Freitas, presidente da Valexport, entidade que congrega produtores e exportadores de frutas da região. Também houve flexibilização no uso da água para fins industriais e de mineração: as empresas que captam água do São Francisco por mais de 13 horas por dia, que vinham reduzindo o volume de água usada em 14% atualmente são obrigados a reduzir apenas 7%. Se as chuvas caíram de forma esparsa no semiárido, houve chuva acima da média em algumas regiões do litoral nordestino, sobretudo nas regiões sul e do recôncavo baiano.

O resultado é que os reservatórios que abastecem as maiores regiões metropolitanas da região, que há um ano estavam a beira do colapso há cerca de um ano, voltaram a encher. Na Grande Salvador, o reservatório Joanes II, que em maio de 2017 atingiu 8% de sua capacidade, em julho deste ano chegou a 94%, afastando a possibilidade de racionamento na capital baiana. O mesmo aconteceu com reservatórios que abastecem a região metropolitana do Recife, como os açudes de Botafogo, Goitá e Duas Unas.

Flagrante de uma exibição do Cine Sesi em Palmeiras dos Índios, em Alagoas / Chico Barros/Divulgação

A equipe do Cine Sesi, encabeçada pela múltipla Lina Rosa Vieira, curadora e idealizadora do projeto, começa nesta sexta-feira (31) uma nova temporada da ação que leva cinema para onde o povo está. Nesta 12ª temporada em terras pernambucanas, a 17ª da história do Cine Sesi, a caravana passa por 44 municípios. São quase seis meses na estrada – tirando apenas os dias de recesso, por causa das eleições e das festas de final de ano –, em duas rotas que cortam o Estado do Litoral ao Sertão, da Zona da Mata ao Agreste, levando na bagagem curtas e longas-metragens para uma população que há muito tempo – ou nunca mesmo – teve a experiência de ver um filme numa tela grande.

“No começo eu ia para todas as cidades, mas o projeto cresceu muito e hoje temos uma equipe muito preparada, com produtores culturais que acompanham cada sessão. Eu me sinto responsável porque muitas dessas sessões podem ser a única para aquelas pessoas. Meu sonho é que essas cidades possam ter salas permanentes. Afinal, são de 1, 5 a 3 mil pessoas que vão assistir aos filmes em praça pública. A iniciativa privada e o Estado precisam dialogar para ter as salas de cinema de volta, para que esse projeto não exista mais”, assevera Lina Rosa.

Nessa dúzia de anos, o Cine Sesi já passou por 117 cidades e atingiu um público estimado em 1 milhão de pessoas. Ao todo, o projeto já teve cerca de 5,2 milhões de espectadores em suas exibições ambulantes por 700 municípios de 12 Estados brasileiros. Esses números estratosféricos estão sempre aumentado a cada ano, tendo praças e pátios transformadas em cinema ao livre, com milhares de pessoas de olhos grudados na tela, rindo, se emocionando e comendo pipoca, sem pagarem nada, apenas tendo o esforço de sair de casa e se deixarem levar pelas escolhas de Lina Rosa, com títulos que levantam questões e abrem discussões positivas.

“Geralmente, escolho filmes brasileiros, mas este ano não encontrei uma animação nacional que se adequasse à curadoria. Pelo menos, foi dirigido por brasileiro. Mas os outros dois longas – Pequeno Segredo e O Filho Eterno – trazem questões que podem ser discutidas após a sessão e também em escolas. Em outra cidade, este filme motivou que um casal adotasse uma criança Down”, relembra a curadora, afirmando, ainda, que as sessões, ao ocupar espaços públicos, permitem a apropriação deles para reuniões e encontros. “Muitos desses espaços estão esquecidos e só são ocupados por manifestações religiosas e políticas. Levar cultura para esses lugares, por meio de filmes, propicia que essa população pense melhor sobre a política e a própria religião”, assegura.

NOVOS MUNICÍPIOS

As sessões começam por Ouricuri e Santa Terezinha, no Sertão, com a apresentação de três longas-metragens e três curtas, de hoje até domingo. Dos 44 municípios pernambucanos que vão receber a trupe do Cine Sesi, com sua tela de 70m², 15 deles são estreantes no projeto. São eles: Cedro, Cortês, Cumaru, Iguaraci, Itamaracá, Itambé, Itaquitinga, Jaqueira, Lagoa do Ouro, Macaparana, Machados, Maraial, Moreno, Sairé e São José da Coroa Grande.

“Em cada uma delas, um carro de som percorre as ruas convidando as pessoas. A experiência que o cinema traz para elas é de uma dimensão que não se compara nem de longe ao se assistir à TV. Dependendo do lugar e das circunstâncias, as sessões são inesquecíveis. Em Palmeiras do Índios, por exemplo, a estrutura foi montada em cima dos trilhos por onde passava o trem que levou o escritor Graciliano Ramos para o Rio”, recorda a idealizadora do Cine Sesi.

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A divulgação dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017 ontem pelo Ministério da Educação (MEC) mostra duas faces da educação em Pernambuco. Enquanto o ensino médio se destaca com notas acima da média nacional, o ensino fundamental míngua índices muito abaixo do esperado. Nesta segunda-feira, o MEC vai divulgar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), considerado o principal parâmetro da educação brasileira e calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar e do Saeb.

Quando avaliadas as competências de língua portuguesa dos alunos do quinto ano do ensino fundamental, os estudantes pernambucanos atingiram a pontuação média 200. A proficiência média nacional nesse quesito foi 215, considerada nível 4, numa escala que vai de 0 a 9. Em matemática, foi registrada a proficiência 209, também inferior à nacional, que foi 224. 

No nono ano (última série do ensino fundamental), Pernambuco atingiu pontuação 250 em língua portuguesa (a média nacional foi 258) e 249 em matemática (258 no Brasil). Na avaliação do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao MEC que realiza o Saeb, os resultados de aprendizagem dos estudantes brasileiros são “absolutamente preocupantes”. 

 Já no ensino médio, Pernambuco teve desempenho acima da média nacional. Em língua portuguesa, o estado teve taxa de proficiência 269 (pouco acima dos 268 pontos médios do país). Apesar disso, o estado aparece entre as 12 unidades da federação que apresentaram resultados inferiores a 2015, junto a Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro e outros. Em matemática, o estado teve 271 de proficiência média, enquanto o país ficou com 270. 

Do ponto de vista das diferenças de aprendizagem entre estudantes de nível socioeconômico mais baixo e mais alto, Pernambuco foi o estado brasileiro que apresenta a menor diferença, enquanto o Distrito Federal apresentou a maior diferença de aprendizagem. O dado é obtido cruzando os desempenhos dos alunos das escolas com índices mais altos no Indicador de Nível Socioeconômico das Escolas de Educação Básica (Inse) versus os mais baixos. Na prática, significa dizer que o estado é o que tem a menor desigualdade educacional.

Sobre os resultados, o secretário estadual de Educação, Frederico Amâncio, afirmou que é preciso considerar o contexto do estado ao comparar os resultados do ensino fundamental com os do ensino médio. Todos os anos iniciais (do segundo ao quinto ano) e 60% das matrículas dos anos finais (sexto ao nono ano) são de responsabilidade dos governos municipais. Os 40% restantes das matrículas dos anos finais e todo o ensino médio ficam a cargo do governo estadual. “O estado de Pernambuco deu um passo grande ao fazer grandes investimentos no ensino médio para que ele avançasse. Saímos da 21ª para a primeira posição no ranking nacional (do Ideb) em dez anos (entre 2007 e 2017). Hoje, o país inteiro reconhece o nosso trabalho”, afirmou. O secretário disse ainda que o governo estadual tem ajudado os municípios por meio do programa Educação Integrada, lançado no ano passado, com objetivo de contribuir para o combate ao analfabetismo e exclusão escolar de Pernambuco.

ENTENDA

O Sistema de Avaliação da Educação Básica é um processo de avaliação em larga escala realizado periodicamente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ele oferece subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas com base em evidências, permitindo que os diversos níveis governamentais avaliem a qualidade da educação praticada no país. Por meio de testes e questionários, o sistema reflete os níveis de aprendizagem demonstrados pelo conjunto de estudantes avaliados.

Na edição de 2017, o Saeb avaliou com provas de língua portuguesa e matemática mais de 5,4 milhões de estudantes brasileiro do quinto e nono ano do ensino fundamental e da terceira série do ensino médio em mais de 70 mil escolas. Pela primeira vez, o sistema de avaliação testou os conhecimentos dos concluintes do ensino médio da rede pública de forma censitária. Isto é, a prova foi oferecida a todos os estudantes das escolas públicas e não apenas a um grupo de escolas, como era feito até então.

Também foi inédita a participação voluntária das escolas privadas com oferta da terceira série do médio por meio de adesão. Foram aplicados questionários direcionados a diretores, professores e estudantes. Nas escolas particulares, os resultados não foram divulgados.