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Os bancários em Pernambuco programaram paralisação nesta sexta-feira (10), das 10h às 12h. O ato é um protesto contra a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Anteontem, a categoria deflagrou estado de greve.

Além de reajuste salarial de 9%, composto por reposição da inflação (por volta de 4%) mais 5%, a pauta prevê a não substituição de funcionários que realizam atividades fins, como caixas, escriturários e gerentes, por terceirizados; a não adoção das novas formas de contratação previstas na reforma trabalhista; e o combate às metas abusivas.

“A Fenaban ofereceu apenas a inflação, que deve ficar em torno de 3,8% de reajuste e não tratou das outras questões. Foram encaminhados 72 itens dentro da negociação da campanha salarial. A categoria perdeu 41 mil postos de trabalho, em todo o Brasil, entre 2016 e 2018”, afirma a presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues.

As mobilizações no Recife também fazem parte da programação do Dia Nacional do Basta, organizado por centrais sindicais. Na pauta do protesto, estão a política de preços da Petrobras, aumento do gás de cozinha e a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além da revogação da Reforma Trabalhista.

Para convocar a categoria a realizar a paralisação, diretores do Sindicato dos Bancários vão percorrer 20 agências nas Avenidas Conde da Boa Vista e Guararapes, no Centro do Recife.

No próximo dia 17, haverá uma nova rodada de negociações com a Fenaban. “Se o movimento nacional não chegar a um acordo, poderá ser deflagrada uma greve por tempo indeterminado”, diz Suzineide Rodrigues.

Procurada, a Fenaban informou que apresentou proposta de repor a inflação e de oferecer participação nos lucros e resultados dos bancos. “Só o pagamento da participação em lucros e resultados aos bancários representaria um impacto na economia de R$ 3,6 bilhões no último quadrimestre do ano. Esse montante mais que dobra e sobe para R$ 8,2 bilhões, com o reajuste da massa salarial e com a manutenção de itens que não são previstos em lei e resultam de negociações coletivas anteriores, tais como os reajustes dos vales refeição e alimentação, do auxílio creche, gratificações de função e de caixa, e outras verbas relacionadas à função”, comenta a instituição em nota. A Fenaban diz, ainda, que iniciou a negociação em junho, dois meses antes da data-base da categoria (1º de setembro), para permitir “o amplo diálogo”.