Uma comissão formada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) esteve nesta terça-feira (25) no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) José Carlos Souto, no bairro do Torreão, na Zona Norte do Recife, para denunciar a precariedade na qual a unidade está operando. A ação faz parte da greve da categoria pelo não cumprimento de pedidos básicos por parte da Prefeitura do Recife. De acordo com o Simepe, o local não reúne condições mínimas para o atendimento dos pacientes. Foram encontradas paredes mofadas e rachadas e também não havia água para beber.

Além disso, a comissão também denuncia que alguns pacientes estão deitados no chão por falta de camas no Caps. A comissão do Simepe também chama atenção para a falta de pintura do espaço, a insegurança na estrutura para os pacientes e falta de alguns medicamentos. O mesmo grupo chegou a fazer uma denúncia em janeiro deste ano. Porém, a situação não foi solucionada.

A piscina (foto) do Centro de Atenção Psicossocial do Torreão foi um dos pontos destacados pela comissão. O equipamento estaria sem manutenção, com a água suja, na coloração verde. No entorno, a vegetação não estaria sendo cuidada, fazendo com que algumas plantas crescessem entre as cerâmicas.

A fiscalização feita pelo Simepe também se estendeu por outras casas de saúde. Na unidade do Programa de Saúde da Família (PSF) do Sítio dos Céus foi constatado pela equipe que a sala de espera dos pacientes seria do lado externo do local. Os funcionários teriam que colocar cadeiras do lado de fora para os pacientes. Na sala de medicação, o nebulizador estaria em local inapropriado. De acordo com os médicos, na área de curativo, o espaço é reduzido e quente, dificultando o trabalho dos profissionais.

Já no PSF Santa Terezinha, o problema é a falta de conforto. No entanto, em comparação com as outras unidades, a situação é melhor. Há banheiro para os pacientes, ventilador funcionando.

A Prefeitura do Recife divulgou a seguinte nota:

“A Coordenação de Saúde Mental informa que está sendo feito projeto de readequação do outro imóvel onde irá funcionar o Centro de Atenção Psicossocial José Carlos Souto. A piscina da unidade não representa risco de proliferação de mosquitos porque o funcionário responsável utiliza cloro, e que o local também recebe visita regular de agentes de saúde ambiental. Em relação à denúncia de que pacientes são colocados no chão, a Gerência explicou que o perfil do Caps não é de internamento, e os usuários apenas repousam no local, após o almoço. O medicamento Risperidona, conforme mencionado, é fornecido pela Farmácia da Secretaria Estadual de Saúde, não sendo padronizado pelo município”.