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Diário Político

Uma possível eleição de Márcio França, do PSB, para o governo de São Paulo, levará a legenda  a comandar o estado mais poderoso do país, uma possibilidade tão alvissareira que o partido, aliado nacional de Fernando Haddad, liberou o candidato paulista a ficar neutro. Ou seja: afastar-se de Haddad e aproximar-se de Bolsonaro.

Governador de São Paulo, concorrendo à reeleição, França tem 21,53% dos votos, contra 31,75% de João Doria (PSDB), ex-prefeito da cidade de São Paulo. Ninguém esperava que França chegasse ao segundo turno, mas ele tem sorte. Num lance maquiavélico do MDB de Temer, o emedebista Paulo Skaff, derrotado no primeiro turno, declarou apoio à França, para dizimar o PSDB que o Planalto acusa de traição.

Agora, caso seja eleito governador de São Paulo, França, certamente, vai querer a presidência nacional do PSB, tirando a legenda do controle dos socialistas pernambucanos, comandados pelo governador Paulo Câmara. Pois é, segundo relatos de socialistas, França e Fernando Bezerra Coelho (ainda no PSB) tentaram em 2016 derrubar Carlos Siqueira da presidência nacional do partido.

A ala pernambucana foi mais ágil, alegou que levar o controle do PSB para São Paulo seria “macular a memória de Eduardo” e, já em meio às desavenças sobre o Governo Temer, em 2017, Bezerra Coelho foi forçado a sair da legenda e ingressou no MDB.

Agora, o PSB vai a São Paulo e joga para a plateia com apoio público a Haddad, e permite a França que não o faça por conveniências eleitorais. Em tempo, a vice de França é uma coronel da PM reformada, Eliana Nokoluk.