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Gérberas, rosas, crisântemos e outras flores do município de Gravatá, no Agreste do estado, têm chamado à atenção na 26ª Agrinordeste, que se encerra hoje, no Centro de Convenções de Pernambuco. Os estandes 140 e 141 reúnem cerca de 20 produtores da cidade, que hoje é a maior produtora de flores do Nordeste e distribui por toda a região.

Apesar de um 2018 de congelamento nas vendas em relação ao ano passado, para Diomário Gonçalves, produtor local, os próximos dois meses do ano podem surpreender e 2019 deve registrar crescimento nas vendas. “Com um ano mais leve, o nosso comércio melhora porque flor levanta o astral”, ressalta. Para ajudar a aquecer anda mais o segmento, a cidade até já preparou seu primeiro festival das flores, que será no próximo dia 10 de novembro, na AABB.

No mesmo espaço, outro que está chamando atenção é o Neto Frios, marca do pernambucano Abel Hilário e de sua família, que levou à feira linguiças diferentes como a de charque com queijo coalho e a de frango com provolone, ambas esgotadas rapidamente todos os dias. “A gente já existe há três gerações. Antes, éramos mais conhecidos pela carne de sol, mas aí começamos a inovar e hoje as nossas linguiças estão abrindo um mercado novo para a gente”, comenta. Com uma loja em Cajueiro, ele se prepara para inaugurar à segunda, na primeira etapa de Rio Doce, já no próximo mês. “Todos os nossos produtos são fabricados em Cachoeirinha, no Agreste, e comercializados aqui no Recife. Queremos consolidar a nova unidade e pensamos em expandir mais em 2019”, explica Hilário.

Os planos de ampliação de mercado são compartilhados com Arlley Marques, um dos gerentes da marca de sorvete Amarito. Iniciada em 2010, a marca com fábrica em Camaragibe já atende toda a Região Metropolitana do Recife (RMR) e planeja chegar até os limites da divisa com Alagoas e no Agreste neste ano. “E, queremos começar a vender para fora do estado até o segundo semestre de 2019”, ressalta.

Outro destaque na feira, inclusive elogiada pelo chef César Santos, é a farinha da Cooperativa das Casas de Farinha de Feira Nova (Coopfeen), projeto em parceria com o Sebrae que está reativando as casas de farinha do município. José Kássio, vice-presidente da cooperativa, afirma que 12 casas de farinha já foram reativadas, das 50 que já existiram na cidade. “Estamos voltando à tradição, pois nos anos 1990, Feira Nova era a maior produtora de farinha do estado. Atualmente, vendemos de saca, mas estamos nos preparando para lançar nosso produto de um quilo nos supermercados”, completa.

Pio Guerra, presidente da Federação da Agricultura de Pernambuco (Faepe), afirma que a edição deste ano bateu todos os recordes de procura de expositores. “O setor vem amargando uma seca desde 2013, mas estamos buscando crescimento e temos muita coisa para mostrar, tecnologias novas, produtos inovadores. Ano que vem o evento será ainda maior”.