Monthly Archives: outubro 2018

Trajeto da aeronave até sinal ser perdido Foto: Reprodução/flightradar24

Um voo da companhia Lion Air caiu no mar da ilha de Java, na Indonésia, nesta segunda-feira. De acordo com autoridades daquele país, ao menos  189 pessoas estariam a bordo da aeronave. O acidente aconteceu poucos minutos depois da decolagem, que ocorreu na capital Jacarta. Não há expectativa de sobreviventes, informaram autoridades.

O destino da viagem era uma região de mineração de estanho. A queda da aeronave, um Boeing 737 Max 8, foi confirmada pela agência de busca e resgate da Indonésia. O contato com o voo, que tinha o prefixo JT-610, foi perdido cerca de 13 minutos após a decolagem.

Equipes de resgate estão em busca da aeronave e também de sobreviventes. Itens como como cabos e coletes salva-vidas foram encontrados no mar, num ponto próximo onde o contato com o avião foi perdido

Há relatos de que, 13 minutos depois da decolagem, o avião pediu para retornar à base, embora não se saiba os motivos disso, informou Soerjanto Tjahjono, chefe do comitê de segurança de transportes do país.

— Esperamos que a caixa-preta não esteja distante dos destroços principais, de modo que possa ser encontrada em breve, ele afirmou.

Mais cedo, o chefe da agência de busca e resgate,  Muhmmad Syaugi, disse que a área era vasculhada com navios e helicópteros. Com informações de O Globo.

Do Poder360

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), está há cerca de 60 dias discutindo os possíveis nomes para a sua administração, que começa em 1º de janeiro de 2019. O militar diz que quer reduzir de 29 para 15 o número de ministérios. Até esta semana, 4 nomes tinham sido confirmados.

O economista Paulo Guedes ficará à frente da economia, chefiando o que atualmente são os ministérios da Fazenda e do Planejamento. Há dúvida se a junção também incluirá a pasta de Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM) deverá assumir a Casa Civil. A posição é de articulação de funcionamento de todos os ministérios e uma das mais próximas ao presidente da República.

Para Ciência e Tecnologia, poderá ser nomeado o ex-astronauta brasileiro Marcos Pontes.

O general Augusto Heleno deverá assumir a Defesa. Heleno é um dos principais aliados de Bolsonaro.

Até a semana passada, 12 ministérios estavam “fechados”. A equipe bolsonarista ainda discutia a estrutura de pastas como a de Meio Ambiente, Agricultura e Educação.

Outros nomes são cotados, mas não foram confirmados por Bolsonaro. Entre eles, um de seus braços direitos, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, para o Ministério da Justiça.

O atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, pode entregar o cargo para um diplomata admirador de Donald Trump: Ernesto Fraga Araújo.

Já o Ministério dos Transportes pode ser comandado por Oswaldo Ferreira, outro general, que também chefia o plano de governo na área de infraestrutura e coordena os diferentes grupos de estudo do presidente eleito.

Na Educação, há dúvidas. Stavros Xanthopoylos e Aléssio Souto são possíveis nomes.

O presidente do Hospital de Amor (antigo Hospital do Câncer de Barretos), Henrique Prata, poderá ficar à frente do Ministério da Saúde.

Nesta semana, surgiram rumores sobre a intenção do candidato de entregar ministérios a políticos. Apareceram nomes como o ex-ministro da Educação Mendonça Filho e os deputados Pauderney Avelino e Alberto Fraga, todos do DEM. O militar utilizou suas páginas nas redes sociais para se referir de forma indireta aos boatos. Falou que “oportunistas” têm se autodeclarado ministros, mas podem se considerar fora do governo.

Apesar da grande quantidade de rostos novos em sua Esplanada, Bolsonaro já admitiu a possibilidade de manter nomes do governo de Michel Temer, em especial os técnicos.

Entre eles, o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Também houve especulação em torno do atual secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que negou ter recebido convite. Também há o secretário Especial do Ministério da Fazenda, Marcos Mendes, e o secretário de Coordenação e Governo das Empresas Estatais, Fernando Soares.

Na Marinha, pode ser escolhido o almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior. Na Aeronáutica, Raul Botelho pode se tornar o 1º brigadeiro negro a assumir o cargo. No Exército, o general gaúcho Geraldo Antônio Miotto está entre os nomes favoritos a assumir.

Outros especialistas que auxiliam Bolsonaro a construir seu plano de governo podem eventualmente ocupar um cargo, além de ajudar na formulação de propostas.

Michelle Bolsonaro, uma discreta primeira-dama evangélica

Maquiagem discreta, calça cinza e uma camiseta preta. Assim Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, 38 anos, acompanhou o marido Jair Bolsonaro (PSL) na convenção que formalizou sua candidatura à Presidência, no último dia 22 de julho. Sentou ao lado dele no palco, mas não discursou. Durante mais de duas horas de evento, escutou os pronunciamentos, posou para algumas fotografias e conversou em libras com um grupo de deficientes auditivos que manifestava apoio ao marido. Colando uma imagem de simplicidade, chamou a atenção naquele dia mais pelo discurso de Jair Bolsonaro, que, do púlpito, lhe agradeceu por educar a filha caçula do casal, de sete anos, e contou como conheceu a esposa 25 anos mais jovem que ele, nos corredores da Câmara dos Deputados. Nos meses seguintes, inclusive durante a campanha eleitoral, foram raras as vezes em que a primeira-dama apareceu publicamente ao lado do candidato. Preferiu manter a discrição e apoiar o marido de maneira mais reservada.

Quando soube que Bolsonaro planejava disputar as eleições presidenciais, Michelle pensou que o marido estava “maluco”, mas não se opôs. “Se ele quer, vou apoiá-lo. Agora tá nas mãos de Deus. Estou bem confiante, e o que Deus tiver para nós vai ser uma bênção”, afirmou em entrevista ao Jornal Nacional, na última semana de campanha, quando as pesquisas apontavam que o candidato do PSL seguia na frente, mas com uma diferença menor em relação ao rival Fernando Haddad (PT). Na reta final, aliás, a primeira dama resolveu abrir mão da estratégia que adotou durante todo o primeiro turno e apareceu pela primeira vez na propaganda eleitoral de Bolsonaro para a televisão. A três dias do segundo turno, participou de um programa dedicado à comunidade surda, pela qual desenvolve trabalhos sociais. Sem nenhum tipo de deficiência, Michelle decidiu aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para conseguir se comunicar com um tio surdo. “Ele que plantou essa sementinha”, contou na propaganda eleitoral gratuita.

Com o marido eleito presidente, Michelle espera seguir a tradição das primeiras-damas brasileiras. Em uma das raras entrevistas que deu à imprensa, manifestou o desejo de desenvolver “todos os trabalhos possíveis” na área de ação social, embora ainda não tenha detalhado como deverá ser essa atuação. “Eu já fazia isso antes de conhecê-lo, que é um chamado que eu tenho”, disse ao Jornal Nacional. Evangélica, a primeira-dama realiza trabalhos voluntários na igreja, principalmente de educação à comunidade surda. É com esse público, aliás, que costuma ter maior proximidade nos cultos de domingo da Igreja Batista Atitude, no Recreio (zona oeste do Rio), pra onde vai duas vezes por semana, sempre acompanhada de seguranças.

Como evangélica, Michelle Bolsonaro teve um papel fundamental na aproximação do marido —Jair Bolsonaro é católico— com sua religião. Começou a levá-lo como acompanhante em alguns cultos que frequentava desde o início do relacionamento, há 11 anos. Ali, Bolsonaro encontrou espaço para ampliar a pauta conservadora que defende, como por exemplo sua posição contra o aborto e o casamento entre homossexuais.

Terceira esposa de Jair Bolsonaro, Michelle conheceu o marido em 2007 nos corredores da Câmara Federal, onde trabalhava como secretária parlamentar. Bolsonaro, que estava no quinto mandato parlamentar, a convidou para trabalhar no seu gabinete poucos meses depois. No período de um ano e dois meses em que trabalhou ali, Michelle teve o salário triplicado, mas foi exonerada em 2008, quando o Supremo Tribunal Federal proibiu o nepotismo nos Três Poderes. “A demissão foi pra evitar uma acusação de nepotismo. Mesmo ela tendo o direito de permanecer porque já era empregada quando me casei com ela”, explicou Bolsonaro durante a convenção do PSL. Os dois se casaram em 2007, mas a cerimônia religiosa aconteceu seis anos depois, numa mansão de festas que tem vista do Rio de Janeiro até Teresópolis.

Fora da política, Michelle se dedicou aos trabalhos voluntários da igreja. Durante a campanha, quase não foi a eventos políticos com Bolsonaro nem se tornou famosa na sombra do marido. Nem mesmo quando ele esteve internado no Hospital Albert Einstein, depois de ter sofrido uma tentativa de assassinato em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG). Diferente do candidato, que costuma se comunicar com o eleitorado nas redes sociais, Michelle decidiu fechar suas contas nas redes sociais neste ano, quando passou a ficar mais conhecida e buscada por jornalistas em razão da candidatura do marido.

Mesmo assim, teve uma atuação na campanha, especialmente na tentativa de afastar do marido as pechas de racista e xenófobo. Em entrevista ao programa Pânico no início de outubro, Jair Bolsonaro afirmou que a esposa é filha de um nordestino negro. “O meu sogro é o Paulo Negão, de Crateús, no Ceará. A minha filha [Laura] tem sangue de cabra da peste correndo em suas veias”, afirmou.

O município de Arcoverde, no Sertão pernambucano, terá um shopping. O projeto, que representa um investimento R$ 20 milhões, na primeira etapa, será erguido em um terreno localizado às margens da BR232, no KM 256. Ao todo serão 109 operações, incluindo três salas de cinema, área de lazer, lojas âncora e 450 vagas de estacionamento. Na primeira etapa, o empreendimento terá uma Área Bruta Locável (ABL) de 5.025 metros quadrados. Recentemente, foram iniciadas as obras de terraplanagem no terreno, etapa que deve seguir até janeiro. A previsão é de que o centro de compras esteja em funcionamento em 2020.

“O projeto vem sendo discutido desde o ano passado, quando participamos do edital de licitação da área. Já estávamos em busca de um terreno para erguer um empreendimento do tipo porque encontramos em Arcoverde muito potencial. A cidade tem vocação comercial forte, prestação de serviço, além do polo médico que está em franca expansão. São pontos que justificam o empreendimento”, afirma o sócio investidor do centro de compras, Jayme Friedman. Os recursos destinados para esta primeira etapa do Shopping Arcoverde são oriundos de financiamento junto ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

A escritura do terreno do Shopping de Arcoverde foi assinada junto à prefeitura da cidade no mês passado. Apesar do empreendimento ainda estar em fase inicial, algumas negociações já estão em curso. “Já temos um acordo assinado com o Grupo Cine, que atua na área de cinemas e com forte atuação na região Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Também temos entendimento com Lojas Americanas e, recentemente, fomos surpreendidos com interesse de um grupo de varejo da região Sudeste que quer adquirir uma área grande. Caso essa negociação avance os números do shopping já neste primeiro momento dobram”, conta Jayme Friedman.

Segundo o investidor, devido à vocação da região para a área médica, uma das propostas é, inclusive, a destinação de áreas para o segmento médico. “Tanto para consultórios quanto para clínicas que queiram estar mais próximos do público consumidor”, ressalta. De acordo com Jayme Friedman, a expectativa é de que, na primeira fase de operação, o centro de compras atinja um faturamento de R$ 100 milhões.

A expectativa é de que, quando em plena operação, sejam gerados pelo menos mil empregos, entre diretos e indiretos. “Um dos acordos que firmamos com a prefeitura foi de que 80% da mão de obra seja local”, diz Jayme Friedman. Durante a fase de construção, devem ser gerados em torno de 300 oportunidades de empregos, entre diretos e indiretos. A obra está a cargo do Grupo Bonanza.

O projeto está sendo tocado pelo grupo GR Shopping, que também participou da construção do Shopping Carpina, na Zona da Mata Norte do estado, e do Empório Gourmet, empreendimento localizado na Reserva do Paiva. A empresa é especializada em conceituação, captação de recursos, definição de mix, comercialização e de gestão de shoppings centers. Para os próximos anos, a empresa foca em um plano de expansão nacional.

“Estamos buscando fugir das grandes cidades e buscando potencial de desenvolvimento em cidades menores. Buscamos localidade com potencial de prestação de serviço, com renda per capita e com polos econômicos em desenvolvimento”, detalha o executivo.

Até o final do ano, a empresa irá inaugurar o Bairro Shopping, localizado no município do Paulista. “Também iremos iniciar o Pátio Setúbal, no bairro de Setúbal. Neste caso, será uma galeria cm 20 lojas”, conta.

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Em Pernambuco, o desafio para o melhor uso dos recursos do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) é uma realidade para 149 municípios. De acordo com o relatório da Secretaria de Previdência Social, o Estado é o sexto do País com o maior número de cidades integrando o regime. O desafio é grande para o Nordeste de forma geral, já que a região é a segunda com maior representatividade nesses fundos e é a que tem a pior avaliação de acordo com os critérios estabelecidos pela União.

O Nordeste recebeu a nota geral 0,118 no índice que varia de zero a 0,25 de acordo com a conformidade do funcionamento dos fundos. São levados em consideração critérios como a qualidade da aplicação financeira, o caráter contributivo, a cobertura e equilíbrio financeiro. A região também foi destaque negativo no quesito “transparência”, que analisa as cidades que enviaram as informações do fundo e as que enviaram informações com irregularidades.

Reforçando a dificuldade que os municípios menores têm para gerir os fundos previdenciários, o relatório da Secretaria mostra que, quando se analisa os resultados por grupos de municípios, as capitais são as que conseguem a melhor pontuação no que se refere ao envio das informações de seus fundos.

Além do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) há, ainda, o Regime de Previdência Complementar (RPC), que incluiu fundos abertos e fechados. Esses últimos são organizados por empresas, mas, nem por isso estão imunes a fraudes. Em 2016 foi deflagrada a primeira fase da Operação Greenfield, que apura desvios nos maiores fundos de pensão do Brasil: Previ (do Banco do Brasil), Petros (da Petrobrás), Postalis (dos Correios) e Funcep (da Caixa). As primeiras estimativas indicavam, juntas, que as perdas por fraude chegaram a R$ 8 bilhões.

Para sanar o rombo que ficou, alguns fundos precisaram descontar do que é atualmente pago aos seus aposentados. E o desconto deve perdurar por anos. Há relatos de trabalhadores aposentados pela Caixa Econômica, por exemplo, que já têm 20% de sua renda descontada para controlar o prejuízo causado pelas fraudes. Para os beneficiários de alguns desses fundos, os descontos nos valores recebidos todo mês devem perdurar por até 20 anos.

Para se ter ideia do tamanho desses fundos, hoje, mesmo após as fraudes, a Petros conta com um patrimônio social de R$ 81,1 bilhões, que é alimentado por 71.474 trabalhadores em todo o País. De acordo com o balanço mais recente divulgado pela instituição, de julho deste ano, 68,53% dos seus ativos estão aplicados em renda fixa e 18,49% em renda variável. Já o Postalis, dos Correios, contava em abril deste ano (relatório mais atualizado divulgado pelo Instituto de Previdência) com um patrimônio total de quase R$ 3 trilhões, incluindo seus títulos públicos, privados e imóveis.

Presidente do TRE-PE, Luíz Carlos Figueirêdo

Em coletiva realizada na manhã deste domingo (28), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), Luiz Carlos Figueirêdo, disse que espera um segundo turno mais tranquilo e com ruas mais limpas, em alusão ao número de ‘santinhos’ espalhados pelas ruas durante o primeiro turno no Recife, no último dia 7 de outubro. “Boa parte dos nossos eleitores já decidiu o voto, então não adianta gastar papel soltando santinhos”, ressaltou.

Questionado sobre a segurança durante o dia de hoje, Figueirêdo destacou que as polícias Federal, Civil e Militar estão articuladas para garantir o direito de voto do eleitor, que poderá, por meio do aplicativo ‘Pardal’, denunciar casos de crimes eleitorais. “O aplicativo permanece ativo. Pernambuco é o segundo Estado em todo o país, em número de denúncias recebidas, perdendo apenas para São Paulo”.

Bispo

A respeito da notificação recebida pelo bispo auxiliar da arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Limacedo Antonio da Silva, o presidente do TRE-PE destacou que assim como o representante da Igreja Católica, outros religiosos também foram notificados no decorrer das campanhas eleitorais e que igreja não é lugar de discutir política.

“Fizemos reunião com representantes de todas as religiões, inclusive a Católica, que teve a presença de Dom Limacedo. Igreja é lugar de santo e não de santinho. E quando recebemos através do Pardal que ele teria usado o púlpito da igreja para falar em eleição, enviamos a notificação, assim como em outros casos em outras congregações religiosas”.

O presidente do TRE mencionou, também, que o Pleno do Tribunal se reunirá durante o dia de hoje para julgar recursos de candidatos do primeiro turno, que ainda estão pendentes. No entanto, de acordo com ele, a maioria já foi julgado e isso deve antecipar a diplomação dos candidatos, prevista para ocorrer no dia 6 de dezembro – o prazo seria até o dia 19 de dezembro. “Vamos antecipar, também, a prestação de contas dos candidatos, que já está sendo recebida pelo Tribunal. Isso vai fazer com que o TRE-PE conclua os trabalhos antes do prazo normal que nos é dado”, concluiu Figueirêdo.

Votação

A votação em Pernambuco foi aberta às 7h da manhã deste domingo (28) em Fernando de Noronha que, em decorrência do fuso-horário, inicia o processo de votação uma hora antes do horário oficial nas demais localidades do Estado. De acordo com Orson Lemos, assessor-chefe da Corregedoria do TRE-PE, algumas urnas foram auditadas para comprovar a confiabilidade dos equipamentos e cerca de 3 mil urnas de reserva estão disponíveis para quaisquer eventualidades neste segundo turno.

Orson lembrou, ainda, que o eleitor pode usar camisa com nome, número e até rosto de candidato, mas deve exercer o voto de forma silenciosa. Ficam proibidas aglomerações e distribuição de material de campanha, ações que podem ser coibidas pelos fiscais do TRE que têm poder de polícia.

Bolsonaro x Haddad eleições 2018

Neste domingo (28), o Brasil vai às urnas decidir o segundo turno das eleições. Serão definidos os governadores de 13 estados e do Distrito Federal e a disputa presidencial entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), este último em significativa vantagem nas pesquisas de intenção de voto. No último fim de semana, eleitores foram às ruas manifestar seu apoio aos dois candidatos, em um reflexo da divisão ideológica que tomou conta do país desde o início da campanha.

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) votou, na manhã deste domingo, na zona Oeste do Rio de Janeiro. O esquema de segurança no colégio eleitoral foi reforçado com grades e a presença do Exército.

Em um colégio no bairro de Boa Viagem, no Recife, onde ocorreram os atos pró-Bolsonaro, a advogada Ana Guerra, 41 anos, se dizia esperançosa com um governo do capitão reformado. “Acho que vai ser tudo diferente. Acredito em um país melhor e sem corrupção”, diz, vestindo uma camiseta amarela com a foto de Bolsonaro nas costas. “E acho a alternância de poder importante. Passamos muitos anos com PT e vimos que não deu certo. Estão todos [os dirigentes] presos ou respondendo a algum processo. Bolsonaro pelo menos não é corrupto”.

Ódio visceral ao PT ressuscita com fúria no Brasil. Rejeição ao partido de Lula se baseia no anticomunismo e na corrupção. Haddad é rechaçado por 52% do eleitorado, oito pontos a mais que Bolsonaro http://cort.as/-BfAL

A ex-presidenta Dilma Rousseff votou nesta manhã em um colégio de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ela disse: “Bolsonaro se perdeu pela boca”.

O presidente Michel Temer (MDB) já votou, neste domingo, na zona oeste de São Paulo. Ele afirmou aos jornalistas presentes no local que a transição do Governo já está organizada. 

Nos votos válidos, diferença é de dez pontos no Datafolha e de oito pontos no Ibope.

Última pesquisa Datafolha nas disputas estaduais de SP, RJ e MG

Pesquisa Datafolha divulgada na noite deste sábado (27) indica pela primeira vez o candidato do PSB, Márcio França, à frente de João Doria (PSDB) na disputa pelo Governo de São Paulo. No RJ, Witzel segue na liderança, seis pontos à frente de Paes e, em MG, Zema tem larga vantagem em relação à Anastasia. O levantamento foi realizado nesta sexta-feira (26) e sábado (27) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos. Veja os números dos votos válidos:

São Paulo

Márcio França (PSB): 51%

João Doria (PSDB): 49%

Rio de Janeiro

Wilson Witzel (PSC): 53%

Eduardo Paes (DEM): 47%

Minas Gerais

Romeu Zema (Novo): 70%

Antonio Anastasia (PSDB): 30%

Policiais fazem varredura no local de votação de Jair Bolsonaro

Policias Federais entraram há pouco na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, para fazer uma varredura no local de votação do candidato Jair Bolsonaro (PSL).

O local já recebe intensa movimentação de repórteres da imprensa nacional e estrangeira. Grades foram colocadas e o acesso é controlado. Soldados do Exército fazem a segurança na entrada. Com informações do Estadão.

Votação no exterior é encerrada em 16 países

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a votação para eleitores brasileiros que estão no exterior foi encerrada em 16 países. De acordo com o TSE, o balanço se refere aos locais de votação, em geral as próprias embaixadas do Brasil, que estão à frente no fuso horário.

De acordo com o boletim, a votação já terminou na Nova Zelândia, Austrália, no Japão, na Coreia do Sul, China, em Taiwan, Cingapura, nas Filipinas, na Malásia, em Honk Kong, no Timor Leste, na Indonésia, no Vietnã, na Tailândia, Índia e no Nepal.

Os 500 mil eleitores que estão aptos a votar fora do país em 99 nações votaram somente para presidente da República. O resultado da votação no exterior será divulgado somente após o término da votação no Brasil. Com informações da Agência Brasil.

Em SP, Michel Temer vota e diz que transição já está organizada

O presidente Michel Temer (MDB) votou neste domingo (28), às 8h07, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, segundo informações do G1. Ele estava acompanhado do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

“Vamos começar a transição logo, prontamente amanhã, e faremos uma transição muito tranquila, muito sossegada. Já está praticamente organizada em relação a todos os setores do governo, os tópicos da transição. De modo que a equipe do eleito, quando contatar já praticamente recebe todos os dados do atual governo, daquilo que foi feito e daquilo que ainda precisa ser feito”, disse aos jornalistas após votar.

“Votação tranquila hoje. Seguramente nós vamos ter, vou dizer o óbvio, mais um exercício democrático. Muitos dizem, a partir de amanhã, paz e harmonia absoluta. Eu digo, a partir de hoje com eleições tranquilas, seja quem for o eleito. Nós temos certeza de que o Brasil e o povo brasileiro, que é um povo muito ligado à solidariedade, à amizade, à fraternidade, vai se irmanar a partir do dia de hoje e vamos em frente”, afirmou Temer.

Jair Bolsonaro x Fernando Haddad: o confronto final Foto: Época

O pesselista

No início, eram poucos. Apenas 200 pessoas, reunidas no centro do Rio de Janeiro, reeditavam, 50 anos depois, a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade, a manifestação que ocorreu no centro de São Paulo 12 dias antes do golpe militar de 1964. Na versão moderna, aos pés da Igreja da Candelária, os cariocas insatisfeitos com o governo do PT pediam “intervenção militar já”. Eram encarados como um nicho que merecia descrédito e estranheza. Entre eles, ainda quase despercebido, estava Jair Messias Bolsonaro, hoje com 63 anos.

Naquele começo de 2014, o deputado federal, ainda no PP, tinha acabado de perder a disputa com o PT pelo comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Quatro anos depois, lidera, contra o mesmo partido, a corrida pela Presidência da República. Como militar de formação, traçou uma estratégia de longo prazo para chegar aonde chegou.

Depois que as manifestações em protesto contra o aumento da tarifa dos ônibus municipais de São Paulo, em 2013, descambaram para a insatisfação contra “tudo isso que está aí”, o discurso antissistema ganhou força. Com as manifestações em defesa do impeachment de Dilma Rousseff, o verde e amarelo dominou o figurino dos manifestantes, com os apelos ao patriotismo tendo reforçado o discurso contra o vermelho petista.

O capitão da reserva do Exército pegou carona na ressurreição do pensamento nacionalista e militar, que parecia morto e enterrado desde a redemocratização. Bolsonaro abraçou a narrativa patriota contra o governo do PT.

Em 2015, pediu desfiliação do PP, partido que cada vez mais aparecia mergulhado na Lava Jato. “Tenho um sonho para 2018: disputar o cargo de senador ou presidente da República”, anunciou Bolsonaro à época. De manifestação em manifestação, o polêmico deputado passou a contar com a ajuda do filho do meio, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, para sair em busca da conquista de seguidores nas redes sociais. Ganhou impulso em 17 de abril de 2016, ao votar pelo prosseguimento do processo de impeachment de Dilma Rousseff, dedicando seu voto a um torturador.  

Na ocasião, depois de dar os parabéns ao então presidente da Casa, Eduardo Cunha, fez um afago nos simpatizantes que marcharam pela família na Candelária: “Contra o comunismo e pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, bradou ao microfone, enquanto o filho mais novo, Eduardo Bolsonaro, lançava gestos de provocação aos deputados do PT. No mesmo voto, Bolsonaro resumiu em uma frase o que se tornaria nos próximos anos uma de suas principais bandeiras para vencer a disputa presidencial: “Pela inocência das crianças em sala de aula, que o PT nunca teve”.

As críticas contra o que chamou de “kit gay”, o material escolar lançado em 2011 pelo Ministério da Educação, à época comandado pelo atual adversário, Fernando Haddad, com abordagens sobre gênero e orientação sexual, serviram de carro-chefe para a campanha contra o PT — e também para os propagadores de fake news exercerem a criatividade em grupos de WhatsApp e no Facebook. “Nenhum pai quer chegar em casa e ver o filho brincando de boneca por influência da escola”, repetia Bolsonaro durante a campanha.

No fim de 2017, Bolsonaro acertou sua filiação ao Partido Ecológico Nacional (PEN), do ex-cortador de cana Adilson Barroso. O partido mudou de nome, passou a ser chamado Patriota como condição para a vinda de Bolsonaro. Menos de um mês depois, contudo, uma articulação do atual presidente do PSL, Gustavo Bebianno, garantiu a transferência do capitão para o PSL de Luciano Bivar. Bolsonaro estava pronto para disputar sua nona eleição, apesar de se apresentar como nome antissistema.

Em junho, o candidato passou a mostrar mais assiduidade em encontros com empresários do que nas sessões da Câmara em Brasília. Potencializado pelas promessas de privatizações e pela indicação do economista Paulo Guedes como provável ministro da Fazenda, o apoio do empresariado chegou de várias formas. No início de agosto, por exemplo, durante a convenção do então candidato a deputado estadual do PSL no Rio de Janeiro Rodrigo Amorim — aquele que exibiu a placa quebrada com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco —, o vice-presidente do Conselho de Administração da metalúrgica Gerdau S.A., Germano Hugo Gerdau Johannpeter, de 86 anos, enviou um amigo para entregar a Flávio Bolsonaro o livro Memórias de aço, escrito por Johannpeter em 2007. A edição incluía um longo autógrafo do empresário, irmão do presidente do grupo, Jorge Gerdau. Sua entrega foi seguida por um recado: o bilionário se colocava à disposição para ajudar financeiramente a campanha do presidenciável do PSL. No mesmo evento, o dono de construtora Alberto Fehlberg contava como havia contratado alpinistas — R$ 1 mil para cada um, de uma equipe de seis — para pendurar um bandeirão contra “comunistas” no Corcovado.

Bolsonaro apareceu a bordo de uma bicicleta enferrujada com os dois pneus murchos e foi aplaudido por membros da vizinhança que bebiam água de coco. Sentou-se à mesa de plástico, um assessor sacou o celular e passou a filmar a entrevista. “Estou há três anos viajando”, disse. “Já estive duas vezes em Fortaleza, três vezes em Recife, Salvador, duas vezes na Paraíba, acho que já bati no Nordeste todo”, prosseguiu. “O Norte também, já bati quase todo o Norte, sete estados. O Pará. Já estive em Belém, Roraima duas vezes, Amazonas duas vezes. Santa Catarina. O Sul já bati tudo.”

Àquela altura, Bolsonaro começara a se tornar sensação no Brasil profundo. Ao desembarcar nos aeroportos do país, era cercado e espremido por fãs que disparavam inúmeros selfies, botavam o presidenciável no Skype para falar com a mulher deles, armavam teleconferências com avós e tias do outro lado da tela ou pediam um depoimento em vídeo. Até que veio a facada que sofreu na primeira semana de setembro em Juiz de Fora, Minas Gerais.

O petista

Na tarde de 16 de outubro, passados nove dias do primeiro turno da eleição presidencial e com um muro de problemas cada vez mais alto para o candidato petista, Fernando Haddad, de 55 anos, escalar, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tomou o microfone em uma plenária convocada por movimentos sociais na sede da CUT na Zona Leste de São Paulo. Com o candidato a seu lado, ela falou do PT e de democracia. “Nestes 30 anos de democracia, nós começamos efetivamente a ter democracia concreta em 2002, quando elegemos o companheiro Luiz Inácio Lula da Silva presidente deste país. Foi aí que fizemos uma promessa e compromisso com o povo de que todos teriam direito a comer pelo menos três vezes ao dia, teriam direito a emprego digno, a ter renda, a ter dignidade.” Foi aplaudida, mas de forma tímida por parte de alguns dos presentes.

Desde a passagem para o segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL), Haddad e seus aliados tentavam encontrar uma fresta para furar o que eles chamavam de “muro”. O diagnóstico da turma mais próxima ao candidato era claro: seria preciso formar uma frente democrática, um amplo de leque de apoiadores que pudesse atenuar a barreira do antipetismo. O problema é que a ampliação dos apoios para além da esquerda tradicional nunca foi consenso dentro do PT. Uma ala do partido impôs sérias restrições às conversas. Hoffmann estava à frente dessa turma, conforme ela própria deixaria claro no discurso daquela terça-feira em São Paulo.

A posição da presidente do partido seguia o entendimento de outro petista ilustre, o próprio ex-presidente Lula, que, em conversas na cela da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, dizia crer não ser possível ter do mesmo lado do palanque e dispostas a eleger Haddad forças políticas contra as quais sempre lutou, como PSDB e apoiadores de Marina Silva, por exemplo. Para Lula, as mãos só estariam dadas de forma convicta com “gente de extrema confiança”.  

Na véspera do discurso de Hoffmann, a campanha havia sido abatida por um tsunami vindo do Ceará. Ao discursar num evento de apoio ao presidenciável petista na capital do estado, Cid Gomes, senador eleito e irmão de Ciro Gomes (PDT), havia afirmado que o PT deveria pedir desculpas e dissera que, se o partido não o fizer, vai “perder feio”. A fala simbolizou o enterro das chances de formação de uma frente nos moldes planejados originalmente, com novos aliados engajados na campanha e ativos na busca de votos. Aparentemente, o discurso não foi a causa da ruptura, e sim a consequência.

Os esforços de Lula para barrar o apoio do centrão e do PSB a Ciro antes mesmo do início oficial da campanha nunca foram digeridos pela família Gomes. Ciro nunca se furtou a verbalizar a mágoa com Lula, apesar de se considerar soldado de seu projeto político. Antes do lançamento da candidatura Ciro, Lula nem sequer aceitou receber o aliado na cadeia. Quando o chamou, a campanha do PDT já estava na rua e era tarde. Durante o primeiro turno, provocado a responder se automaticamente apoiaria Haddad no segundo turno, Ciro atirou: “Nem a pau, Juvenal”. E explicitou o sentimento que ainda hoje afasta seu suor da campanha do petista: “A petezada costuma cultivar uma certa arrogância, uma certa superioridade, que não sei de onde tiraram isso”.

Em carta divulgada na quarta-feira, a primeira desde o início do segundo turno, Lula pediu a união do “povo e dos democratas” em torno de Haddad, mas repetiu o discurso esquizofrênico dos últimos anos. Ora exaltava a Lava Jato como conquista possível graças a governos petistas que fortaleceram órgãos de controle, ora dizia que o PT foi associado à corrupção por forças da imprensa e do Judiciário. Em 14 dos 19 parágrafos do texto, o petista exalta o próprio partido para, ao fim, fazer um aceno para além do PT.

Haddad buscou a tal frente ampla, mas, nos últimos dias, tudo que conseguiu foram adesões críticas a sua candidatura, nos moldes da declarada logo após o primeiro turno pelo PDT de Ciro. Na última segunda-feira, Mariana Silva (Rede) usou as redes sociais para manifestar seu apoio, mas no mesmo texto afirmou que o país está entre a cruz da corrupção, representada pelo PT, e a espada da violência, representada por Bolsonaro. O ex-governador tucano de São Paulo Alberto Goldman também deu seu apoio crítico, mas disse que, depois de votar no PT, pediria perdão a Deus.

Urna eletrônica Foto: Divulgação/TSE

O resultado das eleições nos 13 estados que definiram seus governadores no primeiro turno e o desenho traçado nas pesquisas de intenção de voto nos 14 que decidirão hoje mostram a acentuação da pulverização partidária no comando das unidades da federação. Em 2014, nove legendas foram eleitas para governar os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Neste domingo, as eleições de 2018 podem terminar com 13 partidos à frente de governos estaduais, entre eles, siglas que hoje não têm governadores, como o PSL, de Jair Bolsonaro, e o Novo.

PSB e PT são os partidos com maior potencial de conquistar mais estados. O primeiro garantiu no primeiro turno o mesmo número de governadores que elegeu em 2014. Há três semanas, o PSB foi eleito em Pernambuco, na Paraíba e no Espírito Santo. Disputa o segundo turno em quatro estados. Está tecnicamente empatado com seus adversários em três deles (São Paulo, Amapá e Sergipe). No Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) está 40 pontos percentuais atrás de Ibaneis (MDB). A grande expectativa do partido é ganhar no maior colégio eleitoral do país, onde Márcio França (PSB) disputa com João Doria (PSDB).

– Se ganharmos em São Paulo, o PSB passa a ter o que temos construído nos últimos anos, que é uma presença forte no Sudeste, para ter um projeto nacional num futuro próximo. Um projeto nacional não pode acontecer sem uma presença forte nessa região que tem a maior parte do eleitorado e do PIB nacional — avalia o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

A tentativa de dar musculatura ao PSB fora do Norte e Nordeste é um projeto que vem da era Eduardo Campos, morto há quatro anos, num acidente aéreo, em meio à campanha presidencial. Na época, o ex-governador de Pernambuco e comandante do partido defendia que, para chegar à Presidência da República, a legenda precisava ganhar espaço no Sudeste.  

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Aproximadamente 2 em cada 3 servidores estatutários expulsos do serviço público federal em 2018 praticaram corrupção. Dados do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) apontam que das 435 expulsões ocorridas entre janeiro e setembro deste ano, 279 foram motivadas por corrupção, o que corresponde a 64%. O número total de expulsões em 2018 é recorde em comparação ao mesmo período dos últimos 15 anos.

O CGU contabiliza como expulsão do serviço público todos os processos que resultam em demissão, cassação de aposentadoria ou destituição. Em 2018, 361 dos casos ocorreram por meio de demissões, 54 por cassação de aposentadorias e 20 por destituição.

O levantamento, que reúne o acumulado histórico das expulsões desde 2003, demonstra que a corrupção é o principal motivo para a retirada do serviço público federal. Ao todo, 7.149 servidores estatutários federais foram expulsos de seus cargos por corrupção, 4.734 deles por atos de corrupção.

Expulsões batem recorde

Outro dado apontado pelo relatório é que o número de servidores expulsos em âmbito federal bateu recorde em 2018. Considerando o volume de expulsões entre janeiro e setembro, o valor em 2018 é superior ao mesmo período dos últimos 15 anos, quando a série histórica do CGU foi iniciada.

Considerando apenas 2018, o ministério recordista em expulsões foi o Ministério da Educação e Cultura (MEC), com 119 servidores retirados. Na sequência aparecem o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), com 106, e o Ministério da Segurança Pública, com 70. Dos 24 ministérios do País, apenas o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) não teve nenhum funcionário expulso de seus quadros.

SP registra maior número de expulsões

Ainda considerando os servidores federais, São Paulo é o Estado recordista em expulsões neste ano. Até setembro, foram expulsos 85 servidores estatutários federais no Estado. Rio de Janeiro, com 67 expulsões, e Distrito Federal, com 44, completam a lista.

Levando em consideração a série histórica iniciada em 2003 e os valores proporcionais, considerando o número de funcionários públicos federais em cada Estado e a proporção de expulsos, o resultado é diferente. Neste cenário, São Paulo aparece na segunda colocação, com 8,90 expulsos por mil servidores ativos. Em primeiro lugar aparece o Amazonas, com 10,35 expulsos por mil servidores ativos.

A conta proporcional e a série histórica também alteram a medida dos ministérios com quantidade mais expressivas de expulsões. Ministério das Cidades, com 27,78 expulsões por 100 mil servidores ativos, Ministério do Esporte, com 25,89, e Ministério do Turismo, com 25,13, são os recordistas em expulsões. Com informações do Estado de S.Paulo.

Ele voltou a dizer que respeita a família brasileira e que brigará para que se tenha um currículo escolar diferente do atual que, segundo ele, tem ideologia de gênero / Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em clima de “nada está ganho”, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) pediu que os seus eleitores se mobilizassem em busca de mais votos. O apelo foi feito em uma “live” transmitida no perfil de seu filho no Facebook, o deputado Flávio Bolsonaro, na noite desta sexta-feira (26).

O candidato justificou o apelo a pessoas que acham que, como ele está bem nas pesquisas, não querem votar. “A pessoa, às vezes, vai fazer uma viagem, um churrasquinho na casa da sogra, não que isso não seja bom, mas vamos votar domingo para que a gente evite qualquer surpresa”, disse.

Bolsonaro pediu que, até as eleições, seus apoiadores convençam pessoas que estão indecisas, votaram nulo no primeiro turno ou em outro candidato votem nele. “É um apelo que eu faço, vamos nos manter mobilizados, não temos nada decidido, nada ganho. Temos tudo para decidir as eleições no próximo domingo para levar o Brasil para o centro direita”, acrescentou.

Bolsonaro afirmou também que “o outro lado está ativo” e “trabalhando nas ruas” e citou o movimento de artistas que estão pedindo votos nas ruas para o seu adversário Fernando Haddad (PT). “Só faltou eles botarem nos cartazes: eu não posso perder a lei Rouanet”, ironizou.

Educação

O candidato disse que não nega que as eleições estão polarizadas e voltou a fazer críticas ao PT, afirmando que nos últimos 13 anos o partido “esculhambou” o Brasil. “O candidato Haddad responde a mais de 30 processos por corrupção, dá para imaginar o que é isso? Dias atrás, recebeu uma bíblia de presente e, de repente, ela foi achada no lixo”, disparou.

Ele voltou a dizer que respeita a família brasileira e que brigará para que se tenha um currículo escolar diferente do atual que, segundo ele, tem ideologia de gênero. “Fala-se em kit gay, o nome pode ser inapropriado, mas aquele conjunto de material existia, sim. Ninguém tem nada contra a opção de quem quer que seja, mas, para a garotada, fica complicado isso aí”, disse. Com informações do Estadão Conteúdo.

Aílton de Freitas

Antes da eleição deste domingo, que definirá se Hamilton Mourão será ou não vice-presidente, o general se preocupa com outra disputa: hoje (27), participa de uma competição de equitação para a qual ele se prepara há semanas.

Depois do torneio, que acontece no Rio de Janeiro, embarca para Brasília, onde vota.

Ainda no domingo retorna ao Rio, onde acompanhará a apuração dos votos na casa de Jair Bolsonaro.