Monthly Archives: novembro 2018

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Por Pedro Araújo

Ambiente superlotado, com o ar-condicionado funcionando de forma precária e sem dinheiro nos terminais eletrônicos é o mínimo que a Caixa Econômica oferece aos clientes no seu dia-a-dia em Afogados da Ingazeira.

Final de mês é sabido por todos que os funcionários da ativa, aposentados e pensionistas do município de Afogados da Ingazeira recebem seus vencimentos. Sem contar nos beneficiários dos programas sociais do governo federal. Sabendo disso a gerência executiva daquela agência não se programa para abastecer com antecedência os caixas com dinheiro para que os seus clientes passem o mínimo tempo de espera nas filas, saquem seus “trocados” e parta para seus outros afazeres. Isso está longe de acontecer.

Nesta sexta-feira (30), mais uma vez um aglomerado de pessoas amontoados dentro da agência para sacar seu dinheiro e o que acontece constantemente voltou a acontecer, não tinha dinheiro nos terminais, um calor infernal e uma estagiária, que vale salientar, dando “gritos” em aposentados, em senhoras e mães com bebês nos braços, dando a promessa que o dinheiro estaria disponibilizado depois das 11 horas.

Um carro forte chega com o dinheiro às 11horas, em pleno horário de expediente, com aquele “monte” de gente esperando, “talvez até por uma bala perdida”, porque é só o que pode acontecer, para abastecer a agência de dinheiro. Quando vieram conferir, colocar o dinheiro nas gavetas das máquinas já passava do meio dia. Um absurdo a falta de respeito para com aqueles idosos, mães com crianças de colo, e os aposentados, que não tem culpa do município vender a folha salarial para um banco que tem fama em todo Brasil de servir mal aos seus clientes. A gerência deveria também, fazer ou mandar fazer uma reciclagem na atendente que fica a frente dos caixas, ela está ali para atender bem aos clientes e não com patadas como foi vista nessa sexta-feira. Pois é com o dinheiro deles que se paga aos funcionários da agência, ou fingem não saber disso?

A Câmara de Vereadores aprovou uma lei em que as pessoas não podem passar mais que 30 minutos em fila de espera em bancos, mas essa nunca foi cumprida, afinal o Ministério Público de nossa cidade não prioriza esse meio de fiscalização, no momento o MPPE em Afogados está priorizando a Adutora do Pajeú, não se sabe por qual intuito, e outras fiscalizações que não estão à luz do dia da população. Ficando assim, manda quem pode (os bancos), ao inferno os que nada têm a oferecer (que são os menos afortunados).

Na sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Salgueiro desta quinta-feira (29), durante a discussão sobre o Projeto de Lei n° 052/2018, vereadores da oposição colocaram em dúvida a real intenção do atual presidente da casa legislativa de realizar concurso público nesse momento, em fim de mandato. De forma velada, os oposicionistas acusam Auremar de querer efetivar os funcionários indicados por ele.

Erivaldo Pereira citou uma expressão polêmica do atual presidente durante uma reunião. “Eu até fiquei preocupado, presidente, com uma fala que o senhor disse aqui na tribuna, que até depois pedir para o senhor corrigir, porque na tribuna talvez não tenha notado. O senhor disse que o concurso era para efetivar as pessoas que trabalham na Câmara. Não estou dizendo que vai ser feito dessa forma, mas para as pessoas que escutam por duas rádios e pela TV Câmara é muito preocupante”, lembrou.

Auremar se explicou em seguida. “Eu vou concordar quando o senhor falou que era para efetivar o pessoal da casa, pode ter saído errado. Efetivar é para as pessoas que venham trabalhar na casa”, justificou. Em seguida, refutou a alegação de que não houve prazo para discussão do projeto, exposta por alguns vereadores. “Sobre essa questão de se dizer de que não houve prazo, teve prazo suficiente. Vocês pediram vista para que o pessoal esquecesse que vocês estavam contra o concurso”, rebateu.

O atual presidente ainda destacou que o concurso público não geraria despesas inesperadas para a nova Mesa Diretora e ressaltou que não seria obrigatório o novo chefe da casa legislativa chamar os concursados logo no primeiro mês de mandato. Depois de dizer que pode ter havido negociata de cargos para a eleição da nova diretoria, Auremar reforçou que o concurso deverá ser feito mais cedo ou mais tarde por necessidade da Casa Epitácio Alencar, que possui atualmente 50 funcionários e apenas sete concursados. Com informações do Blog de Alvinho Patriota.

A pequena Maria Eduarda Gonçalves, de 10 anos, que mora em Petrolina, foi premiada nesta quinta-feira (29) por ter lido 97 títulos, entre livros de vários gêneros, em menos de um ano. Seu alto nível de leitura contrasta-se bem com a média brasileira, que, segundo pesquisa do Ibope 2018, é de 4,9 livros por ano.

Maria Eduarda se diferencia de muitas crianças da mesma idade por preferir as páginas de papel aos smartphones, tablets e outros aparelhos eletrônicos; mas não foi a única estudante do Colégio Plenus que se destacou pelo hábito de ler muito. Além dela, outros 23 coleguinhas do 2º ao 5º foram premiados na cerimônia que contou com a presença dos pais e do convidado especial, Vlader Nobre, professor de Literatura.

A premiação serviu para homenagear os maiores leitores do colégio, que em números gerais incentivou a leitura de 6.375 títulos – uma média de 19,7 livros por estudante e, portanto, maior também que a brasileira. Esse sucesso se deve em parte ao Projeto Viva a Leitura, coordenado pela professora Cláudia de Souza, e que tem 324 crianças inscritas nele.

A coordenadora afirma que com essas estratégias os alunos adquiriram verdadeira paixão pela leitura, o que complica positivamente a premiação a cada ano. “Nós premiamos com primeiro, segundo e terceiro lugares os destaques do ‘Viva a Leitura 2018’, mas a vontade é de agraciar todas as nossas crianças”, disse.

Maria Eduarda ganhou a primeira colocação do 4º ano da tarde. Tendo lido quase uma centena de títulos este ano, era de se esperar que a garota tivesse uma obra favorita. A menina, porém, não tem. Segundo ela, todos foram “maravilhosos e seria injusto escolher apenas um”. Como seus colegas, a estudante dá uma lição nos adultos, tanto no número de livros lidos como nas palavras cheias de diplomacia.

Boa notícia para os servidores cedidos que estavam aguardando a votação da PEC 02/03 de autoria do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB). Em entrevista a TV Câmara, nesta quinta-feira (29), o socialista anunciou que a PEC entrará em pauta na próxima semana.

“Conversei com o presidente da Casa, Rodrigo Maia, e ele afirmou que na próxima semana a PEC 02/03 entrará em votação. A aprovação dessa PEC está sendo aguardada principalmente pelas mulheres, já que a maioria dos servidores cedidos é do sexo feminino e agora servidores concursados que preencheram todos os requisitos constitucionais e, que estão há mais de 10 anos cedidos e servindo em outros órgãos públicos, por cessão, serão obrigados a optar a continuar nesse órgão de destino ou retornarem ao seu órgão de origem, permitindo assim, a abertura de concurso para ocupação dessas vagas que estão presas”, explicou Patriota.

A Proposta de Emenda à Constituição nº 02/03 visa acrescentar os artigos 90 e 91 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, da Constituição Federal, lançando mão de um permissivo constitucional para que os servidores públicos concursados, que estejam cedidos há mais de 10 anos ininterruptamente para outros órgãos, possam optar pela efetivação no órgão cessionário, em cargo de atribuições semelhantes e do mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional do cargo efetivo ocupado no órgão de origem.

Segundo a proposta de Gonzaga Patriota, os servidores públicos requisitados terão o prazo de 30 dias, após a sua promulgação, para optarem por permanecer onde estão trabalhando ou retornarem ao órgão de origem. Com informações da assessoria do parlamentar.

Internet

A proposta é feita de forma discreta e muito atrativa. Por e-mail, o remetente pede algumas informações básicas, como nome e CPF, além de um depósito de pelo menos R$ 100. Em troca, promete limpar o nome da pessoa que tiver restrições de crédito em até quatro horas. O golpista diz agir como um intermediário com acesso direto aos sistemas de cartórios, bancos, Serasa, SPC, ou qualquer outro órgão de proteção ao crédito. A facilidade oferecida faz com que muitas pessoas caiam nesse tipo de armadilha que, além de não limpar o nome e subtrair quantias de dinheiro, complica ainda mais a situação do consumidor.

Isso porque, segundo os relatos de quem caiu no golpe, as informações fornecidas servem para que os criminosos criem boletos de cobranças, crediários, contas e gerem outras dívidas. No site Reclame Aqui, que reúne opiniões de consumidores sobre empresas e serviços, as queixas se amontoam. Entre os nomes que figuram na lista, o da empresa fictícia Cred Novo, que utiliza o e-mail supercrednova@gmail.com para atrair novas vítimas.

“A única coisa a fazer é nunca acreditar em propostas fáceis, mágicas, como essa. E não se divulga informações pessoais para estranhos. Em caso de dúvida, a indicação é procurar o próprio órgão onde o seu nome está negativado e tentar entender se a proposta é real”, explica Eronides Menezes, delegado de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPCRICI). “Por se tratar de pequenas quantias, o serviço de inteligência não é acionado para investigar casos como esse. Só quando é realmente algo expressivo. Diariamente recebemos pessoas que caem em golpes assim, muitas atraídas por e-mail. Então, por mais convincente que a mensagem seja, não acredite”, reforça o delegado.

A mensagem explica como funciona o esquema: o contato só pode ser feito por e-mail. Depois a comunicação inicial, uma conta é fornecida para o deposito. “Às vezes, essa conta ou boleto já foi criado com os dados de uma pessoa que caiu no golpe anteriormente, um laranja”, continua o delegado. Uma pontuação é estabelecida de acordo com o risco do crédito. Quanto maior a pontuação, menor o risco. A pontuação aumenta considerando-se a idade, endereço, profissão, entre outras informações que a vítima acaba passando para ter direito à facilidade. Como garantia, apenas o comprovante do depósito. “Que não garante nada”, insiste Eronides Menezes.

O professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco e especialista em educação financeira, André Magalhães, explica que não existe um processo fácil para limpar o nome no mercado. “Quando oferecerem algo muito fácil, como um simples depósito de R$ 100, desconfie, pois com certeza é mentira. O nome só deixa de ser negativado quando você negocia ou quita a dívida. Não tem outro caminho”, conta. “É enfrentar e ir tratar, de preferencia pessoalmente, diretamente com a empresa.”

Ele conta que alguns órgãos, como o Procon, podem ajudar em caso de dúvida. “Se você não tem conhecimento e não sabe com quem falar, procure ajuda. Há especialistas que ajudam a gerenciar melhor as finanças e contribuem nesse tipo de situação. E, principalmente, lembrar que aquele dinheiro é seu, você se esforça para ganhar trabalhando, então a premissa é que não se deve entregar tão facilmente, ainda mais para uma pessoa que você não conhece”, aponta o especialista. 

Foto: Twitter Jair Bolsonaro/Reprodução

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou pelo Twitter, nesta sexta-feira (30), o nome do almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior para comando do Ministério de Minas e Energia. Atualmente, o militar é diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha. Ele é o 20º ministro indicado para o futuro governo.

Na campanha, Jair Bolsonaro afirmou que reduziria a configuração de ministérios dos atuais 29 para 15 pastas. Esse número vai aumentar já que ainda faltam os anúncios dos nomes para o Ministério do Meio Ambiente e, provavelmente, e Ministério de Direitos Humanos.  

O ministro Gilberto Occhi (Saúde) e a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, têm travado uma guerra de contornos pessoais que foi parar na Justiça. Após Occhi deixar a presidência da Caixa, passou a ser investigado em auditoria a mando de Vescovi, que preside o conselho de administração do banco, ignorando trâmites usuais. Revoltado, Occhi decidiu processar Vescovi por dano moral. A informação é da Coluna Cláudio Humberto.

Membros do conselho acreditam que Vescovi criou a auditoria para se cacifar junto a Bolsonaro esperando convite para presidir a Caixa.

Tem sido atribuída a Ana Vescovi manobra para alterar o estatuto a fim de retirar do Planalto a prerrogativa de nomear presidente da Caixa.

O doleiro Lúcio Funaro acusou Occhi, em delação, sem apresentar provas, de ter “meta de propina” quando vice-presidente na Caixa.

O ministro Gilberto Occhi deixou a Caixa em abril e disse não poder se pronunciar sobre o caso, por tramitar em segredo de Justiça.

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro, cumprirá agenda no interior paulista nesta sexta-feira (30). O militar da reserva chegou à Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador, às 6h12 e embarcou às 7h para Guaratinguetá, cidade do Vale do Paraíba.

Ainda pela manhã, Bolsonaro irá participar da formatura de oficiais da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). Ele almoça no local e segue para Cachoeira Paulista, onde visitará a comunidade Canção Nova e concederá entrevista à emissora católica.

No fim da tarde, Jair Bolsonaro volta para o Estado do Rio de Janeiro, mas fica na cidade de Resende. Lá, ele participa de solenidade da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) na manhã de sábado. A agenda deste final de semana inclui ainda uma viagem a São Paulo, onde Bolsonaro irá assistir à partida entre Palmeiras e Vitória, pela última rodada do Brasileirão.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, assina o primeiro acordo para a redução do teor de açúcar nos alimentos industrializados.

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (29) que mais da metade das vagas preenchidas no Programa Mais Médicos estão em regiões de alta vulnerabilidade e de extrema pobreza. De acordo com o balanço, dos 8.366 médicos que já estão aptos a se apresentarem aos gestores locais, 53,3% escolheram cidades com maior vulnerabilidade. Os profissionais que escolheram as periferias das capitais e regiões metropolitanas somaram 17,3%. 

Segundo o ministério, até às 17h desta quinta-feira, o sistema alcançou 33.542 inscritos com registro (CRM) no Brasil. Desse total, 8.366 profissionais foram distribuídos para atuação imediata. As inscrições prosseguem até dia 7 de dezembro. 

Dados repassados pelos municípios apontam que 1.644 profissionais já se apresentaram ou iniciaram as atividades. A apresentação à cidade tem data limite até 14 de dezembro e o começo da atuação deve ser estabelecido junto ao gestor local.

Segundo o ministro Gilberto Occhi, a pasta estuda deslocar médicos que já integram o programa para locais que não tiverem a adesão de novos profissionais. No entanto, apenas com o fim do prazo, o ministério comunicará o que será feito para que a população não fique sem atendimento. O ministro ressaltou que a pasta estará atenta para substituir os profissionais que deixarem os postos escolhidos após assumirem caso haja necessidade. Aqueles que deixarem o programa poderão ter que devolver o custo da passagem e os auxílios que receberem para poderem se fixar no município.

Bancada evangélica acumula frustrações e espera nome no governo

Era manhã de quarta-feira (21) quando chegou ao culto à informação de que o educador Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, havia sido escolhido ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Integrantes da bancada evangélica não entenderam o que estava acontecendo, pois no dia anterior, a maioria do grupo formado por cerca de 180 parlamentares havia decidido ir ao ministro da Casa Civil do futuro governo, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), conversar sobre o ministério.

Diante do que havia acontecido, mudaram o tom da conversa e foram demonstrar a contrariedade da bancada com a escolha de um nome supostamente ligado à esquerda.

“O Mozart era uma pessoa extremamente competente do lado técnico, mas ele tinha o cordão umbilical ligado a uma esquerda que trouxe essa ideologia de gênero e a uma série de questões que fogem completamente ao nosso pensamento cristão, do chamado conservadorismo cristão”, afirmou o deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, nome oficial da bancada evangélica.

Segundo um dos parlamentares que participou da reunião, ouviram de Lorenzoni que não havia nenhuma decisão do governo para a pasta e que o futuro governo estava aberto a indicações dos evangélicos até a terça-feira seguinte (27).

Mas a bancada nem chegou a se reunir. Na quinta-feira (22), eles souberam que o procurador evangélico Guilherme Schelb havia passado a ser cotado para o cargo. Horas depois, durante a festa de casamento de Onyx Lorenzoni, Bolsonaro anunciou em seu perfil no Twitter o nome do colombiano Ricardo Vélez Rodríguez no comando do ministério.

O grupo evangélico avalizou o nome e considerou a confusão apenas um problema de comunicação entre Lorenzoni e Bolsonaro.

Na terça em que deveriam levar um nome para o Ministério da Educação, foram, no fim da tarde, conversar com o presidente eleito. Saíram de lá com o pedido para que fizessem uma lista de três nomes para o Ministério da Cidadania.

Em reunião, escolheram os deputados Marco Feliciano (Podemos-SP), Gilberto Nascimento (PSC-SP) e Ronaldo Nogueira (PTB-RS). Mas Bolsonaro indicou o deputado Osmar Terra (MDB-RS).

Reservadamente, parlamentares evangélicos dizem que esses episódios geram um mal estar com o governo eleito.

A Frente Parlamentar Evangélica oficializou apoio a Bolsonaro em 4 de outubro e havia grande expectativa de que o grupo fosse um dos mais fortes no novo governo. Em seu primeiro ato público após a eleição, o presidente eleito foi a um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro.

O presidente da igreja é o pastor Silas Malafaia, que, na quarta-feira (28), lembrou que “gratidão é memória do coração”, ao constatar que seu aliado, senador Magno Malta (PR-ES), vem sendo esnobado por Bolsonaro.

Antes chamado pelo futuro presidente de “vice dos sonhos”, Malta não ganhou ministério algum até o momento. Por enquanto, o melhor cenário para o senador que não se reelegeu e foi uma das pessoas mais atuantes na campanha de Bolsonaro é ver sua assessora parlamentar, a pastora evangélica Damares Alves, se tornar ministra de Direitos Humanos e Mulheres.

“Conversei agora a pouco com o Bolsonaro. Parece que ela está indicada. Mas pode ter certeza, pode até ser indicada, mas não pela frente [evangélica]. Não que a frente não goste da moça. A gente sabe que a moça é realmente uma pessoa bastante dedicada, militante do lado conservador cristão. Ela é militante do conservadorismo cristão. Tem nossa total simpatia se o Bolsonaro escolher ela”, afirmou Takayama  na noite desta quinta-feira (29).

O coordenador da bancada evangélica insiste que seu grupo não está fazendo indicações.

“Por vinculação de princípios, damos apoio irrestrito ao Bolsonaro. Não queremos cargo, não estamos negociando cargos. Queremos que ele vá bem. Queríamos que a sociedade entendesse que a frente não está ali como balcão de negócios. A frente está ali para a defesa do conservadorismo cristão, da família tradicional, de 86,8% dos brasileiros, das famílias brasileiras que pensam assim”, disse o deputado, pastor da Assembleia de Deus. Com informações da Folhapress.

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O delator Antonio Palocci passará a primeira noite em casa depois de dois anos e três de prisão, na sede da Polícia Federal em Curitiba, o berço da Operação Lava Jato. Uma das cláusulas do contrato de delação premiada homologado pelo Tribunal Regional Federal (TRF-4), que garantiu o direito de progredir a partir desta quinta-feira (29), para o regime prisional semiaberto domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica, prevê que a polícia providenciará sua “imediata inclusão” em programa federal de proteção a testemunhas, caso ele solicite.

O item II da delação de Palocci, sobre os benefícios a ele garantidos em caso de cumprimento do acordo de delação, diz no parágrafo sétimo: “Caso o Colaborador, por si ou por seu procurador, solicite medidas para garantia da sua segurança ou a de sua família, a Polícia Federal representará pela tomada de providências necessárias para a sua inclusão imediata no programa federal de proteção ao depoente especial”. O pedido é feito com base em dois artigos  da Lei de Proteção a Vítimas e Testemunhas (9807/1999).

No parágrafo oitavo, ficam também garantidos os benefícios garantidos ao colaborar pela Lei de Organizações Criminosas (12850/2013), que em seu parágrafo 5 estipula seis direitos como ter nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais preservados, ser conduzido, em juízo, separadamente dos demais coautores e partícipes dos crimes entre outras.

Bomba

Classificada de delação bomba, o acordo de Palocci é o primeiro de um integrante do topo da pirâmide do núcleo político de comando no esquema de loteamento e de corrupção na Petrobrás alvo da Lava Jato.

Seu conteúdo – maior parte ainda está sob sigilo – destrincha como os governos do PT uniram o cartel de empreiteiras, que fatiou as obras de refinarias durante o primeiro ciclo de investimentos na Petrobrás nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010), com multinacionais do setor de exploração de petróleo nos bilionários negócios gerados pelo pré-sal e como os acertos decorrentes bancaram as campanhas de Dilma Rousseff (2010 e 2014) e também campanhas municipais do PT (em 2012).

Palocci afirmou que Lula não só sabia do esquema de propinas como participou dele, incriminou Dilma, ainda fora dos alvos diretos da Lava Jato, apontou corrupção nas sondas de exploração do pré-sal, nas obras da Hidrelétrica de Belo Monte (PA), em negócios petrolíferos na África e tentativas de obstrução às investigações, entre outras. Classificada como a “cena mais chocante” de um presidente que “sucumbiu ao pior da política no melhor dos momentos do seu governo”, o delator diz que o caso dos navio-sondas “marca uma mudança significativa” na forma como o ex-presidente interagia com a corrupção nos governos petistas.

“Ele sempre soube que tinha ilícito e sempre apoio as iniciativas de financiamento ilícito de campanha, mas no caso do pré-sal ele passou a ter uma atuação pessoal, direta”, afirmou Palocci, em uma das 63 vezes que deixou a carceragem, onde está preso há dois anos, para colaborar com os investigadores.

Novidades

A delação de Palocci, homologada por Gebran em junho, tem 18 termos de depoimento que fornecem dados para cinco frentes distintas de investigação da Polícia Federal, em Curitiba. Os casos são investigados pelo delegado Filipe Hille Pace, que conduziu o acordo.

Sua colaboração com a Justiça, no entanto, antecede a delação com a PF. Em 2017, diante do juiz federal Sérgio Moro, ele confessou em depoimento o “pacto de sangue” firmado entre Lula e o empresário Emílio Odebrecht, que envolvia R$ 300 milhões à disposição do partido e seus políticos.

Dias depois, tornou pública via defesa um a carta enviada ao PT informando sua desfiliação do partido e fazendo a mais dura autocrítica já feita por um petista. Com um ano de prisão, ele confessou crimes indicou que incriminaria Lula. “Não posso deixar de registrar a evolução e o acúmulo de eventos de corrupção em nossos governos e, principalmente, a partir do segundo governo Lula”, escreveu Palocci, um dos fundadores do PT, que foi ministro da Fazenda de Lula, coordenador da campanha e ministro da Casa Civil de Dilma.

As revelação de Palocci, delator, não param por aí. A defesa conseguiu fechar um acordo também com a PF no âmbito dos casos de alvos com direito a foro privilegiado. Ainda sob sigilo, as revelações sob a guarda do Supremo Tribunal Federal (STF) podem trazer novos fatos e dados. O Ministério Público também aderiu ao acordo.

Palocci não é um colaborador qualquer: ex-ministro da Fazenda de Lula, ex-Casa Civil de Dilma, ex-conselheiro da Petrobrás, seu papel de liderança no esquema político de corrupção alvo da Lava Jato pesou na decisão de fechamento do acordo com a PF.

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O advogado Tracy Reinaldet, que defende Palocci e foi responsável pelo acordo fechado com a PF, afirmou que o cliente “continuará colaborando de modo amplo e irrestrito com a Justiça”, após decisão do TRF-4.

Segundo Reinaldet, “a decisão reafirma a seriedade do procedimento de cooperação realizado com a Polícia Federal de Curitiba. Palocci continuará colaborando de modo amplo e irrestrito com a Justiça”.

Nos documentos apresentados pela defesa ao Tribunal da Lava Jato, a defesa sustenta que Palocci vem colaborando com a Lava Jato para desvendar a existência da organização criminosa, “quem foram os líderes e demais integrantes”, “a estrutura hierárquica” e a “divisão de tarefas da orcrim” (organização criminosa)”. “Trata-se de uma colaboração realizada por um dos principais integrantes da mais alta cúpula do partido político que ficou por 14 anos no degrau mais elevado do Poder”.

Para a defesa, é uma “colaboração que desnudou por completo o triste funcionamento de uma formar patológica de governar e que não foi apenas útil, mas também necessária”. Com informações do Estado de S.Paulo.

Cotado para a presidência do Senado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem sido procurado pelos recém-eleitos que estão ansiosos para saber o que esperar da atuação da Casa no governo de Jair Bolsonaro. Eles podem ser futuros eleitores do alagoano caso ele opte por disputar a presidência do Senado.

Segundo o site Poder360, 12 dos 46 novos senadores já tiveram audiências com Renan Calheiros. Governadores de 1ª viagem também têm procurado o cacique do MDB.

Entre as principais perguntas, está a se Renan será ou não candidato ao comando da Casa, cargo que ele já ocupou por 4 vezes. O alagoano tem dito que uma decisão só será tomada em janeiro, mês que precede a eleição. Em nota divulgada por Renan via WhatsApp, ele diz que não quer concorrer.

Aos novatos, Renan tem aconselhado manter calma durante o período de transição entre os governos de Michel Temer e de Bolsonaro, e tem dito que o ideal é que posicionamentos só sejam tomados após assumirem seus mandatos no Congresso.

Renan não oficializou candidatura, mas tem medido nos bastidores a viabilidade dela. Ao lado de Renan, conta a experiência de 24 anos no Senado, além dos períodos comandando a Casa. Contra, conta o fato de seu partido ter hoje uma outra potencial candidata, Simone Tebet (MDB-MS).

Tebet tem sido encorajada por nomes como o de Lasier Martins (PSD-RS) e figuras da oposição. Dizem que conta a seu favor o argumento da renovação, temática em alta após o resultado das eleições.

A senadora tem dito a aliados que só pretende concorrer caso consiga grande apoio dentro do MDB, que seguirá sendo o maior partido do Senado, com 12 cadeiras.

Também cotado para concorrer ao cargo está Tasso Jereissati (PSDB-CE). Para aliados, o senador tem afirmado que não pretende entrar em uma disputa com Tebet. A avaliação dos tucanos é a de que os 2 teriam o mesmo eleitorado no pleito contra Renan e não seria vantajoso dividi-lo, mesmo no 1º turno.

Caso a congressista não concorra, o tucano deve se colocar como o nome a tentar impedir mais um mandato de Renan. Tasso conta com o apoio do PSDB e da articulação de Cid Gomes (PDT-CE) –pelas contas do grupo, são mais de 20 senadores.

A Polícia Civil de São Paulo afirmou nesta quinta-feira (29) que encontrou listas com o nome todos os membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). Elas estariam com um suspeito de integrar a facção criminosa, preso ontem (29), em São Miguel Paulista, bairro da zona leste da capital paulista.

O delegado divisionário do Denarc (Departamento de Narcóticos), Alberto Pereira Matheus Junior, afirmou que se trata da “apreensão de um dos maiores documentos até hoje que vai ser utilizado contra a facção”. A polícia não deu detalhes de quantos e quem são os integrantes.

O suspeito que estaria com as listas é Gilberto Ferreira, conhecido com Beto. Ele foi preso em 1 dos 47 mandatos de prisão cumpridos nesta 5ª feira no âmbito da operação Linhas Cruzadas, um dos desdobramentos de operação do Denarc, que teve início há 8 meses.

A operação teve como objetivo o desmantelamento de células do tráfico de drogas.

Segundo a polícia, Beto era conhecido e tinha a função no PCC de “pendrive nacional”, aquele que organiza as informações do grupo fora do sistema prisional, os chamados “livro branco”, com relação de nomes, e o “livro negro”, com lista de devedores.

Operação resulta em 34 prisões

A operação foi deflagrada simultaneamente na Cracolândia, São Miguel Paulista, Itaim Paulista, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Poá. Resultou na prisão de 34 pessoas e na apreensão de grande quantidade de drogas, bem como de material para embalar os entorpecentes.

Ao todo, participaram dos trabalhos cerca de 200 policiais civis do Denarc e do GOE – Decap (Grupo de Operações Especiais).

Pezão preso

Por Marina Rossi/El País

As viaturas da Polícia Federal que deixaram o Palácio Laranjeiras carregando no banco de trás de uma caminhonete o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, escreveram nesta quinta-feira o mais recente capítulo do roteiro que levou o cartão postal do Brasil do topo do mundo ao fundo do poço. Apenas dois anos após sediar de forma bem sucedida as Olimpíadas, o Rio assiste, pela primeira vez, a um governador em pleno exercício do cargo ser preso –para se unir a uma coleção de outros três ex-governadores já detidos. O emedebista Pezão, vice de Sérgio Cabral e seu sucessor, deixa o governo pela porta dos fundos a apenas um mês de concluir seu mandato. É mais um golpe que a Operação Lava Jato, não sem angariar críticas pela espetacularização, desfere contra um esquema que os investigadores sustentam existir a décadas, com múltiplos tentáculos nos poderes do Estado e com disposição para seguir com os desvios mesmo com boa parte da elite política fluminense atrás das grades.

Pezão, cuja prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal de Justiça a pedido da Procuradoria Geral da República, foi acusado por um delator de ter recebido uma mesada mensal de 150.000 reais entre 2007 e 2014, propina que incluiria décimo terceiro salário e dois bônus, pagos em 2013, de 1 milhão. No total, segundo os procuradores, ele teria recebido 40 milhões em propina. Tudo como parte de taxas pagas pelas empresas para obter os mais variados tipos de contratos públicos. Tudo ainda em pleno funcionamento, segundo a Lava Jato. Por isso, argumentou a Procuradoria Geral, era urgente prender o discreto governador do Rio, para impedi-lo de atrapalhar novas descobertas.

A detenção do governador, que nega todas as acusações, ocorre apenas três semanas após a prisão de dez deputados estaduais da Assembleia Rio de Janeiro (Alerj) acusados de receber um mensalão em um esquema iniciado ainda na gestão do Cabral e que seguia vigente. Antes dos parlamentares, já haviam ido para a prisão o próprio Cabral, outros dois ex-governadores, e os três homens mais importantes do MDB na Alerj: os deputados Jorge Picciani e Paulo Melo, ex-presidentes da Casa, e também Edson Albertassi.

Os operadores foram caindo um a um também em outros poderes. As investigações levaram para a cadeia conselheiros do Tribunal de Contas do Rio, o ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Claudio Lopes. No total, foram presas nada menos do que 188 pessoas a partir dos esquemas revelados na Lava Jato só no Rio, um complexo de irregularidades por décadas acobertado pelo Ministério Público Estadual, cujo chefe foi sendo escolhido por sucessivos governadores ligados, de uma ou outra maneira, aos desvios.

A centralidade da Alerj

Trata-se da derrocada da cúpula de um grupo que conquistou a hegemonia absoluta na política do Rio. Segundo o cientista político da UERJ, João Trajano, é a queda de uma engrenagem que nasceu na Assembleia Legislativa do Estado e se consolidou com a chegada de Cabral ao Palácio das Laranjeiras, em 2007 – após ser eleito no ano anterior com mais de 5 milhões de votos (68% do votos válidos), o governador mais votado do país. “Cabral já era uma liderança muito influente no Rio, assim como Jorge Picciani. Eles montaram um esquema de poder e de negociação com grupos de empresários que criou um sistema. A negociação de cargos e de recursos, de vitórias em licitações, isso tudo foi sendo construído ao longo de duas décadas. Construíram uma hegemonia no partido com fortes conexões no interior e na Alerj. Quando Cabral assumiu o executivo, esse grupo monopolizou o acesso aos bens públicos, com forte apoio do Governo federal”, resume Trajano.

O economista Mauro Osório, professor da UFRJ, concorda que um elemento central da degradação é a Alerj, mas argumenta que é preciso ir ainda mais atrás no tempo, na ditadura militar, para rastreá-la. Ele cita o emedebista Chagas Freitas, que emerge com a cassação de políticos de oposição pelo regime militar. “Chagas foi eleito indiretamente em 1970 e 1978. Em 1982, (o pedetista) Leonel Brizola ganhou a eleição, em oposição ao chaguismo. Mas o chaguismo faz um terço da Alerj. Foi aí que o poder no Rio de Janeiro passou a ser organizado na Alerj. Cabral foi herdeiro desse poder, e também dessa lógica mafiosa”, afirma Osório. “Como no sul da Itália, o Rio também teve a sua máfia.”

As prisões em série não tem precedentes, mas nenhum dos analistas se furta de fazer ressalvas à Lava Jato e seus métodos. “Não é coincidência esse MDB ter sido um aliado muito fiel do governo PT. Não estou desqualificando o combate que está sendo feito, mas há indícios de que isso está sendo levado de forma seletiva em Curitiba e também no Rio de Janeiro”, critica Trajano, em referência ao ritmo da operação em outros Estados, como São Paulo, de hegemonia tucana. “Há certa espetacularização na prisão de um governador a um mês do fim do mandato”, critica Osório. Eurico de Lima Figueiredo, cientista social da UFF, completa: “Não sei se havia essa necessidade de fazer dessa prisão um espetáculo. O Brasil, nos últimos quatro anos, conviveu com fatos que possivelmente em outro sistema político teria havido uma implosão. A pergunta é como é que o Brasil pode sobreviver a esses abalos sísmicos.” 

“Pega ladrão”

Se a prisão de Luiz Fernando Pezão faz parte de uma sequência bem marcada no Rio, ela destoa da de seu antecessor Cabral em um aspecto: o perfil público dos acusado. O que o governador do Rio fazia com tanto dinheiro? Ao contrário da vida de excessos e boemia do casal Cabral, havia pouquíssimos sinais de riqueza evidentes na rotina de Pezão. O luxo público mais conhecido do governador era seu roteiro gastronômico no Leblon, que começava na delicatessen Talho Capixaba e terminava no restaurante Quadrucci, na Rua Dias Ferreira, famosa pelos restaurantes estrelados com pratos nem sempre à altura dos cifrões do cardápio.

Acostumado a andar sem seguranças em sua Piraí natal, Pezão só passou a viver rodeado de brutamontes em meados de 2013, quando era candidato ao governo do Estado. Até então, mesmo sendo vice-governador, ele descia os degraus de seu prédio sem elevador na Rua Rainha Guilhermina, no Leblon, e saía para caminhar sozinho antes mesmo das 6h. Foi assim que perdeu 18 quilos após seis meses de esforço, por recomendação médica.

O homem tido como simples, que em 2016 se afastou por seis meses para tratar um câncer, mudaria rápido de imagem: foi recebido nesta quinta na sede da Polícia Federal, na Zona Portuária, às 7h50, aos gritos de “Pega ladrão”. Na prisão, ficará sozinho em uma sala reservada, sem grades, monitorado por câmeras dia e noite. É um espaço reservado a autoridades, com o pomposo nome de “sala de estado maior”: um pedaço de chão com cama e vaso sanitário no Batalhão Especial Prisional de Niterói, a uma ponte de distância do Rio. Em sua primeira noite no cárcere, ele poderia escolher um prato de macarrão – não do Quadrucci–, mas preferiu jantar arroz, feijão, farinha, carne, legumes, salada, com sobremesa e refresco. No mês passado, o governador mais rejeitado do país – aprovado por somente 2% da população –, disse à revista Época que contava os dias para deixar o poder. Agora, contará os dias para sair de um lugar muito menos desejado.

Audiência da Globo cai e chega ao menor índice em três anos

Os deslizes na audiência da TV Globo têm sido noticiados com certa frequência nas últimas semanas. Jornal Hoje, Vídeo Show e Amor e Sexo são alguns programas que perderam para a Record na Grande SP ou no cenário nacional. 

O problema, no entanto, não parece ser pontual ou passageiro, embora também não seja uma ameaça à liderança da emissora. De acordo com a coluna Ricardo Feltrin, do UOL, embora novembro termine apenas nesta sexta, ele será o pior mês da Globo no Ibope desde dezembro de 2015 no país. 

Na Grande SP, por exemplo, a emissora fecha o mês com 12,4 pontos de média no Painel Nacional de Televisão (PNT) nas 24 horas do dia e deve ficar com 15,1 pontos na faixa entre 7h e 0h. Este último índice é o mais baixo dos últimos 35 meses –cada ponto vale por cerca de 240 mil domicílios no PNT.

Ainda de acordo com a coluna, em novembro, das 7h à 0h, a emissora vai ficar com o menor share (% de participação no universo de TVs ligadas) no PNT neste século: 33,5% (ou seja, cerca de 3,3 de cada 10 TVs ligadas sintonizando a emissora). Apenas para comparação, 16 anos atrás, ela chegava a registrar 60%. 

A Globo, no entanto, ainda tem uma grande vantagem em pontos ou share de mais de 50% sobre a Record ou o SBT, mas já promove algumas mudanças. O diretor Mariano Boni, que era do jornalismo, por exemplo, passou a cuidar também de programas como Vídeo Show, Encontro, Conversa Com Bial, Bem Estar e Amor e Sexo.

PNT, 24 horas do dia (cada ponto = 240 mil domicílios)

Globo – 12,4

SBT – 5,6

Record – 5,6

Band – 1,1

RedeTV – 0,6

PNT, das 7h à 0h

Globo – 15,1

Record – 7,3

SBT – 6,6

Band – 1,4

RedeTV – 0,7

Grande SP, 24 horas do dia (cada ponto = 72 mil domicílios)

Globo – 12,1

SBT – 6,5

Record – 6,0

Band – 1,6 

RedeTV – 0,8

Grande SP, das 7h à 0h

Globo – 14,6

Record – 7,7

SBT – 7,3

Band – 2,0

RedeTV – 0,8

* Até dia 27 de novembro.