Mozart Ramos, cogitado para assumir o MEC Foto: Fábio Guimarães / Fábio Guimarães

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi convencido a chamar para o Ministério da Educação Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, mas a indicação gerou polêmica e poderá ser revista nas próximas horas. Bolsonaro ficou irritado com o vazamento de sua escolha antes de uma divulgação oficial. Além disso, grupos que foram cruciais para a eleição, como a bancada evangélica, se posicionaram contra a indicação do educador, visto como um entrave para demandas conservadoras na pasta.

À noite, o presidente eleito se manifestou no Twitter sobre o assunto. “Informo que até o presente momento não existe nome definido para dirigir o Ministério da Educação”, escreveu na rede social. Antes, seu filho, o vereador Carlos, também havia republicado uma mensagem classificando a indicação de Mozart como “fake news.”

Após o nome circular na manhã desta quarta-feira, a bancada evangélica se queixou ao gabinete de transição e deixou claro que a escolha desagradaria os religiosos, que esperam alguém afinado com a pauta do Escola sem Partido.

— Nós, a bancada evangélica, somos totalmente contra o nome dele e já externamos isso hoje. Vamos interpretar a escolha do nome dele como uma afronta. Para nós, o futuro governo pode errar no que quiser, menos no Ministério da Educação, afirmou Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ).

Para o deputado Takayama (PSC-PR), líder da bancada evangélica, Mozart “não seria a pessoa ideal para assumir, não preenche nosso perfil”. Ele diz não acreditar que a indicação tenha partido de Bolsonaro.

— Nós acordamos que não usaríamos a bancada como moeda de troca, apenas queremos nos proteger de leis e assuntos que possam prejudicar o crescimento da igreja. Ainda assim, não podemos permitir pessoas com ideais contrários aos nossos, disse o deputado. Com informações de O Globo.