A um dia do fim do prazo de inscrição, 123 vagas do Mais Médicos ainda não foram preenchidas. O número é de um balanço do Ministério da Saúde desta quinta-feira (06). As inscrições ficam abertas até amanhã, sexta-feira (07) às 23h59.

Em novembro, o governo federal lançou um edital com 8.517 vagas para os profissionais brasileiros que tenham registro no Brasil e que queiram substituir os cubanos que deixaram o país.

Já confirmaram presença nos municípios 3.721 médicos que se inscreveram para o programa. Ao todo, o governo recebeu 35.550 inscrições. Na quarta-feira (05), 314 médicos selecionados para preencher as vagas do programa desistiram.

De acordo com o 2º relatório quadrimestral de prestação de contas (íntegra), o governo federal gastou até agosto de 2018 R$65,9 bilhões dos R$ 118,1 bilhões que serão destinados para ações e serviços públicos de saúde neste ano.

Médicos cubanos

Metade dos médicos cubanos que atuavam no Brasil já voltaram para Cuba. Ao todo, 4.115 profissionais desembarcaram em Cuba desde que o país resolveu não participar mais do programa Mais Médicos do governo federal.

Na quarta-feira (05), mais 205 profissionais desembarcaram em Havana, capital do país. Foi o 20º voo que chegou ao aeroporto internacional José Martí com os profissionais.

Em nota, o Ministério da Saúde de Cuba afirmou que se os profissionais desejarem também poderão se inscrever para cumprir missões médicas em outros países.

Entenda o caso

O Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou em 14 de novembro que o país não participará mais do programa lançado no governo de Dilma Rousseff (PT).

Segundo o órgão, a saída dos médicos do país foi decidida após declarações “ameaçadoras e depreciativas” feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O presidente questionou por diversas vezes a capacidade dos médicos cubanos e propôs que eles fossem reavaliados pelo governo brasileiro.

Em contrapartida, Bolsonaro afirmou que dará asilo aos cubanos que pedirem para permanecer no Brasil. “Nós temos que dar asilo às pessoas que queiram. Não podemos continuar ameaçando, como no governo passado. Quando eu for presidente, o cubano que quiser asilo aqui, vai ter“, disse.

O principal objetivo do programa é aumentar a oferta de médicos no interior do Brasil.