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A empresa Casa de Farinha entrou na mira da polícia desde março deste ano e é alvo de três investigações do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em conjunto com a Polícia Civil, além de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).

As investigações vão desde o fornecimento de comida estragada, como encontrado durante a Operação Ratatouille, realizada no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, até a intimidação de funcionários de empresas concorrentes para garantir contratos. A Operação Castelo de Farinha, por exemplo, investiga pessoas ligadas à Casa de Farinha que teriam tentado subornar e impedido outras empresas de participarem de licitação presencial para o fornecimento da merenda a escolas de Ipojuca, também na Região Metropolitana.

A empresa, além do contrato com o governo estadual, atua com diversos municípios, entre eles o Recife. Mas, no que depender do conselheiro do Tribunal de Contas Carlos Porto, esse contrato deve ser encerrado. Ele já emitiu, em outubro passado, um “Alerta de Responsabilização” para que o prefeito Geraldo Julio (PSB) realize nova licitação e substitua a empresa fornecedora de merenda às escolas da rede municipal.

A PCR informou, na época, que vem adotando todas as medidas e cumprindo todos os prazos previstos no acórdão para realizar a nova licitação, que ainda não foi lançada.

O diretor-presidente da Casa de Farinha, o empresário Romero Pontual Filho, chegou a ser preso no Centro de Observação e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, durante a Operação Castelo de Farinha. A prisão durou cinco dias.

Em novembro, com a extinção da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), o MPPE assumiu as investigações sobre licitações envolvendo a Casa de Farinha. Foi recolhido da Decasp, sob ordem judicial, material apreendido nas investigações, como notebooks, pendrives e celulares.