Monthly Archives: janeiro 2019

Por Franklin Portugal*

Mais uma vez a partir deste próximo fim de semana, teremos a sorte lançada – que se diga também, competência em campo, para mais uma edição de Campeonato Pernambucano.

Disputa para dez clubes do Estado – do interior à capital. Serão os pequenos e bravos diante dos tradicionalmente de peso, casos de Náutico, Sport e Santa Cruz. E o que se espera da edição 2019? Espera-se que fiquem de fora o amadorismo por parte das equipes e, sobretudo o bom senso e as boas atitudes dos donos do apito.

Não é de hoje que times do interior conseguem a duro esforço carimbar passagem para as etapas decisivas e até mesmo fazer frente aos grandes do Recife em finais de Estaduais. Temos o caso de 2017 em que o Salgueiro foi prejudicado na final contra o Sport, mesmo a partida contando com árbitro de vídeo, vejam só. Ano passado foi à vez de o Central decidir o Estadual diante do Náutico. Com um gol mal anulado, por parte da equipe Patativa, e uma expulsão que deixou de ser feita de um dos jogadores do Timbu, o alvirrubro levou a taça vencendo por 2 x 1.

Sempre há muitos percalços, mãozinhas que devem estar dispensadas do gramado. Um futebol forte não se faz assim. O Estado de São Paulo está aí pra mostrar que os clubes do interior podem chegar e garantir títulos na primeira divisão sem qualquer problema ou constrangimento.

Esperamos, em fim, que 2019 seja um ano inédito, de pura justiça com a bola, independente quem a esteja tratando bem.

*Franklin Portugal é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo em Caruaru – e colabora com crônicas ao Blog PE Notícias.

Você está convidado para mais uma ‘Sexta da Cultura’ em Brejinho, no Sertão de Pernambuco, que irá se realizar nesta sexta-feira, 18 de janeiro, a partir das 20h30 no Barracão de Janeiro,  no centro da cidade.

O evento, e o mês da tradicional festa, será aproveitado para unir parceiros e amigos da poesia, músicas, vida e arte em mais um espetáculo  de glosas, recital e cultura, em Praça Pública e será para todos os públicos.

Na ocasião estará sendo lançando o livro de poesias intitulado  “Fazendo Arte”, de Gislândio Araújo. “Um projeto abraçado por incontáveis amigos, familiares e realizado com o empenho de todos”, diz Gislândio.

Com cerca de 135 páginas o livro aborda temas sobre:  Amor, Filosofia, Sertão, Religiosidade, Mesa de Glosas, dentre outros.

“Na empreitada de fazer arte comigo temos como parceiros financeiros no livro, o Diácono Eduardo Oliveira, de Santa Terezinha (PE); Anchieta Jerônimo, de Brasília (DF); a Família Celante, de Petrolina (PE); a Farmácia Boa Saúde, a Sertão Online e Marta Cristina, os três últimos de Brejinho (PE). Estes também são patrocinadores do evento”, aborda o poeta.

O livro estará à venda ao valor de R$ 25

‘Vamos fazer arte? Esperamos por vocês’, finaliza Gislândio Araújo.

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Em seu projeto de reeleição à Presidência da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) desembarca nesta quinta-feira (17), no Recife, para tentar conseguir o apoio do PSB. E tem como fiador o governador Paulo Câmara, vice nacional do partido. Ele se reunirá com o demista e os deputados João Campos (PSB), Danilo Cabral (PSB) e Tadeu Alencar (PSB), líder da bancada socialista e que ainda não bateu o martelo sobre qual candidato irá apoiar. À tarde, Maia tem almoço marcado com a bancada pernambucana para também angariar votos. A expectativa é que compareçam entre 12 e 15 parlamentares.

Nos bastidores, comenta-se que, com o indicativo de apoio por parte do PCdoB e do PDT a Maia, ele identificou a possibilidade de o PSB voltar atrás e seguir o entendimento desses dois partidos. As três legendas formam um novo bloco de oposição ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). E foi justamente o apoio do PSL a Maia que gerou a primeira divergência no bloquinho, com os socialistas abrindo possibilidade de apoiar outro candidato. A negociação de apoios para a eleição passa pela ocupação de cargos na Mesa Diretora e pelo comando de comissões estratégicas, como a de Constituição e Justiça (CCJ), que faz parte do acordo com o PSL.

A bancada socialista de Pernambuco é a maior do País, com cinco deputados. O partido possui um peso histórico no Estado. Foram presidentes da legenda os ex-governadores Eduardo Campos e Miguel Arraes. A expectativa é de que, com o apoio dos pernambucanos, as bancadas de outros Estados poderão segui-los.

O PSB tem 32 deputados na Câmara. “O partido deu o indicativo de apoio e está dependendo do bloco. Até agora, o PCdoB também deu, falta o PSB. Se o PSB confirmar (apoio a Maia), tudo indica que o PDT deve apoiar a candidatura dele. Mas, atualmente, somos dissidentes dentro do PDT do apoio à candidatura de Rodrigo Maia”, afirmou o deputado federal eleito Túlio Gadêlha. 

Segundo Tadeu Alencar, haverá uma nova reunião na próxima semana para a sigla fechar questão. “O que está posto é um indicativo nosso de não fechar acordo, mas a tentativa de manter a intenção de constituir o bloco”, considera Tadeu. 

A maioria dos deputados pernambucanos é dos 12 partidos que já declararam apoio a Maia, como PSD, PPS, PRB e PROS. Essas siglas somam 283 cadeiras na Casa. Augusto Coutinho (SD), um dos articuladores da reunião de hoje, garante que todos os deputados foram convidados, independentemente da posição dos partidos. Mas nomes como Marília Arraes (PT), Carlos Veras (PT) e Eduardo da Fonte (PP) não comparecerão.

Partidos de um segundo bloco lançaram outras candidaturas na tentativa de neutralizar Maia e arrastar a disputa para um segundo turno. O PP lançou a candidatura do alagoano Arthur Lira. O próprio PSB tem o candidato alagoano João Henrique Caldas na agulha. Um parlamentar em reserva afirmou que a candidatura de Maia não é bem vista dentro da sigla progressista porque os deputados avaliam que “Maia já está há três anos e meio. Isso faz com o que os parlamentares possam conhecer os posicionamentos dele. Mas outras candidaturas também estão ganhando corpo e têm espaço de diálogo com outros parlamentares também”, afirmou.

Logo após o encontro com os pernambucanos, Maia segue para o Rio Grande do Norte. Ele já se encontrou com a bancada do Piauí, fruto de uma articulação do governador Wellington Dias (PT). 

SENADORES

Ainda nesta quarta-feira (16), no Palácio do Campo das Princesas, ocorreu o primeiro encontro oficial de Paulo Câmara (PSB) com os três senadores do Estado na próxima legislatura: Fernando Bezerra Coelho (MDB), Jarbas Vasconcelos (MDB) e Humberto Costa (PT).

Na pauta, as demandas de Pernambuco no Congresso Nacional e o quanto o trabalho em conjunto pode beneficiar a todos os envolvidos. “A nossa ideia é contar com o apoio dos senadores, do Poder Legislativo, seja aqui ou em Brasília, para destravar obras importantes para o desenvolvimento do Estado e, ao mesmo tempo, acompanhar mais de perto essas ações tão importantes”, frisou o governador, após o encontro.

Com a derrota de diversos quadros nas urnas, a bancada de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB) está passando por uma reformulação.

Bezerra Coelho – que desde o início do ano passado enfrenta um imbróglio judicial com o deputado federal eleito Raul Henry e o próprio Jarbas pelo comando do MDB em Pernambuco – acabou sendo um dos poucos a conseguir sair vitorioso das eleições.

Mesmo sem ser candidato – tem mais quatro anos a cumprir no Senado –, emplacou em postos legislativos seus filhos, reelegendo Fernando Filho (DEM) para federal e elegendo Antônio Coelho (DEM) para estadual. Miguel Coelho (PSB) é prefeito de Petrolina.

“O que está posto hoje é um indicativo nosso de não fechar acordo”, afirma Tadeu Alencar (PSB) sobre apoio a Maia.

“O partido (PDT) deu o indicativo de apoio e está dependendo do bloco (formado por PDT, PCdoB e PSB)”, diz Túlio Gadêlha.

“Maia é um franco favorito para ganhar a eleição, inclusive aqui em Pernambuco”, considera o deputado federal Raul Henry (MDB).

Petrobras eleva em 2,5% preço médio da gasolina nas refinarias

A Petrobras anunciou alta de 2,5% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta quinta-feira (17), para R$ 1,499. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 1,9484, conforme tabela disponível no site da empresa.

Em dezembro, a Petrobras anunciou um mecanismo de proteção complementar em que ela pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, “conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”. Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite a empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

https://www.gazetadopovo.com.br/ra/mega/Pub/GP/p4/2016/09/16/Economia/Imagens/Cortadas/Previdencia%20Social%20-%20Henry%20Milleo-5-khhD-U20873051549P7E-1024x576@GP-Web.jpg

É sugestivo que o presidente da República, um ex-capitão do Exército, tenha de decidir se as Forças Armadas serão incluídas na reforma da Previdência. Jair Bolsonaro deve saber que não há como retirá-las do alcance das mudanças, por dois fortes motivos.

O primeiro deles, por ser inconcebível que um presidente atue de forma corporativista. Mesmo porque o momento grave por que passa o país exige dos governantes postura de estadista, acima dos interesses fragmentados que existem na sociedade, vários dos quais precisam ser contrariados em nome do bem comum. O segundo é a situação altamente deficitária do sistema de seguridade dos militares.

Segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, o déficit do sistema das Forças Armadas, acumulado de janeiro a novembro do ano passado, foi o que mais cresceu: 12,85%, de R$ 35,9 bilhões para R$ 40,5 bilhões, em comparação com o mesmo período de 2017. Por sua vez, o saldo negativo da previdência dos servidores públicos civis da União (R$ 43 bilhões), também de janeiro a novembro, aumentou 5,22%, e o do INSS (Regime Geral, dos assalariados do setor privado), 7,4%, ao atingir R$ 200,9 bilhões.

Os valores têm dimensões diferentes porque se referem a grupos de tamanhos também distintos. Mas é evidente que o desequilíbrio em si é maior entre os militares.

Levantamento de quanto o Tesouro teve de contribuir, em 2017, por aposentado, para cobrir os respectivos déficits, é impactante: R$ 6.100 por segurado do INSS; R$ 71.500 para cada funcionário público federal; e R$ 126.000 no caso de cada militar da reserva.

Militares do governo Bolsonaro, à frente deles o vice-presidente, general Hamilton Mourão, têm defendido tratamento à parte da reforma, dadas as características especiais da atividade — sem jornada de trabalho definida, vida útil de duração mais curta, por exemplo.

São argumentos razoáveis. Como também é verdade que algumas regalias foram podadas. Em 2001, por exemplo, acabou a pensão vitalícia para filhas, ficando limitada até os 21 anos de idade.

Porém, a velocidade do crescimento do déficit da previdência das Forças Armadas indica a necessidade de ajustes.

Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que 55% dos militares se aposentam entre 45 e 50 anos. Muito cedo, portanto. E continuam a receber na reserva remuneração integral. Não há paralelo em Forças Armadas de países desenvolvidos, alguns dos quais atuam em conflitos pelo mundo.

Militares admitem ampliar o tempo no serviço ativo. Deve ser preciso uma contribuição maior da corporação. O novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, deseja que as Forças Armadas fiquem fora da reforma, mas esclarece que elas são disciplinadas e acatarão o que for decidido. Como deve ser.

Valdir Colatto, novo presidente do Serviço Florestal Brasileiro Foto: Reprodução

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, informou por uma rede social que o ex-deputado Valdir Colatto (MDB-SC) vai comandar o Serviço Florestal Brasileiro. Colatto é autor de um projeto de lei, apresentado em 2016, que libera a caça de animais silvestres no Brasil, mesmo dentro de unidades de conservação.

O projeto prevê ainda a criação de fazendas particulares de caça de animais silvestres e dá permissão a zoológicos para que vendam animais para criadouros particulares. O texto só exclui da caça animais domesticados e espécies em risco de extinção.  O então deputado – ele não foi reeleito em 2018 – também incluiu no projeto permissão para comercialização de animais silvestres e retirada do porte de arma de fiscais ambientais. Integrante da bancada da bala, ele incluiu no texto flexibilização da posse de armas para proprietários rurais.

O projeto foi considerado retrocesso para a biodiversidade brasileira pela entidade ambientalista WWF-Brasil, que considerou ainda que o PL trazia risco para a natureza e para as pessoas.

Dono de fazendas em Tocantins e Rondônia, Colatto também apresentou projeto de lei descaracterizando como improbidade administrativa qualquer ato de apoio de agentes públicos a produtores rurais em demandas apresentadas por associações e cooperativas. O projeto está desde 2015 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania   (CCJC) da Câmara dos Deputados.

Críticas ao presidente da Funai

 Nesta terça-feira, Colatto usou sua página no Facebook para criticar a escolha do general Franklimberg Ribeiro de Freitas para a presidência da Funai. Segundo o ex-deputado,  o militar havia sido exonerado da própria Funai no governo de Michel Temer a pedido da Frente Parlamentar Agropecuária “por ser onguista e petista”. “Começamos mal na Funai”, completou.

Ele ainda criticou a exoneração da diretora de Proteção Territorial da Funai, Azelene Inácio, a pedido do ministro da Justiça, Sergio Moro. A servidora é investigada pelo Ministério Público por conflito de interesse. “A diretora Azelene Inácio, exonerada pelo ministro Sérgio Moro, é a única indicada pela FPA que enfrentava o PT e as ONGs do deputado Nilton Tatto (líder da ONG ISA – Instituto Socioambiental)”, escreveu Colatto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, no Palácio do Planalto Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo/15-01-2018

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou que o governo federal capitaneará um processo para responsabilizar os ex-governadores e Tribunais de Contas Estaduais (TCEs) pela quebradeira generalizada nos estados. Ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que teria dito que a intenção é fechar um acordo com os novos governadores para que uma investigação seja iniciada.

De acordo com Barbalho, há uma clara compreensão do governo federal de que os novos gestores estão comprometidos com o ajuste das contas dos estados e não podem ser punidos ou terem os mandatos inviabilizados pela má conduta dos antecessores. Ele disse que o Tesouro Nacional pedirá aos TCEs um levantamento de alertas feitos e ignorados pelos antigos governadores. O governo federal também quer que os novos governadores levantem possíveis omissões de técnicos das cortes estaduais de contas que legitimaram gestões que não foram responsáveis no campo fiscal.

— Há uma busca de movimento para tentar responsabilizar os antecessores. O Tesouro Nacional deve convocar os Tribunais de Contas dos Estados já para os próximos dias, falou o governador.

Ele explicou, ao sair do encontro com o ministro, que o assunto deve ser tratado no Fórum dos governadores marcado para o início de fevereiro. Os eleitos discutirão como responsabilizar e punir tanto os governadores anteriores, investigar a eventual cumplicidade dos tribunais e como encaminhar as investigações. Ele admitiu, entretanto, que todo esse processo passa pelos próprios tribunais de contas e dos estados. Ressaltou que mesmo assim pode haver punição.

— Todos são servidores públicos. E se você atesta uma conta e isso não retrata a realidade, você está sendo cúmplice e coautor de qualquer equívoco. Seja contábil, seja administrativo.

Barbalho lembrou que essa é uma realidade de vários estados. O Pará, por exemplo, deve ter a nota rebaixada pelo Tesouro Nacional em maio e será impedido de pegar financiamentos. Segundo ele, não há o que fazer para evitar a queda da classificação. O estado teve um déficit fiscal de R$ 1,54 bilhão em 2018.

Reforma da Previdência até dia 15

Disse que é preciso fazer o “dever de casa” e aguardar a conclusão da proposta da reforma da Previdência. Falou que o governo deve enviar o texto ao Congresso Nacional até o dia 15 de fevereiro. E prometeu que, a partir daí, trabalhará conjuntamente com o governo.  O Pará tem um rombo previdenciário anual de R$ 1,4 bilhão.

— Estamos em sintonia nessa discussão.

Paulo Guedes teria pedido e recebido o apoio do político. Falou que — se a reforma da previdência for aprovada rapidamente — o país poderá crescer já 4% em 2019. Segundo Barbalho, o ministro demonstrou que é certo que o governo mandará o texto logo após o fim do recesso do Legislativo, mas ressaltou que isso tem de estar “concatenado” com a agenda da intervenção cirurgia do presidente Jair Bolsonaro. Ele será operado no dia 28 para a retirada da bolsa de colostomia colocada após o atentado sofrido na campanha eleitoral.

— (Paulo Guedes está) absolutamente otimista, querendo não apenas discutir a reforma da previdência, mas discutir o pacto federativo, uma coisa mais ampla, frisou o governador — E sabendo que é fundamental que o governo possa se utilizar dessa legitimidade das urnas e do capital político, ainda preservado, para que isso seja um ativo a viabilizar a aprovação das reformas.

Energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou nesta quarta-feira (16), que registrou em janeiro dois recordes consecutivos de carga de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). No dia 15, às 15h39, a demanda máxima do sistema alcançou 85.800 megawatts (MW). Na tarde de quarta-feira aconteceu um novo recorde de carga no SIN, quando a demanda máxima ultrapassou os 87.000 MW.

O recorde anterior tinha sido registrado em 5 de fevereiro de 2014, quando alcançou o pico de 85.708 MW, às 15h41. “Os recordes se devem às altas temperaturas registradas em todas as regiões do país”, disse o ONS em nota.

De acordo com o operador, os recordes de janeiro aconteceram em dias atípicos, com algumas restrições importantes no sistema de operação decorrente de problemas técnicos na usina de Belo Monte e na linha de transmissão do Madeira. “Apesar dessas ocorrências, não houve interrupção no fornecimento de energia, sendo atendidos os critérios de operação”, explicou o órgão que controla a carga de energia disponível no País.

ARMA DE FOGO. FOTO: ALBARI ROSA/DIVULGAÇÃO TAURUS ARMAS

É praxe da CVM apurar movimentações atípicas. E esse pode ser o caso da venda, pela Tauruspar, de volume significativo de ações da Taurus Armas, na terça-feira – dia em que Bolsonaro flexibilizou a posse de armas, conforme promessa de campanha.

Consta que essa venda fez o preço do papel despencar mais de 21%, gerando ganho de quase R$ 10 milhões para a empresa. O montante é igual ao valor que a Taurus conquistou no ano passado ao emitir bônus.

Tiro no preço 

Vale registrar que a coluna publicou, em 20 de setembro de 2018, o primeiro pulo forte da ação em um só dia: a preferencial subiu 34% e a ordinária, 22%. Efeito de pesquisa apontando chance de Bolsonaro vencer as eleições.

Desde então, o papel sobe consistentemente, chegando a 220% de valorização para, também em um só dia, dar uma guinada no anúncio do decreto modificador.

Surto online

A dúvida “o que precisa para ter porte de arma?” apresentou crescimento de 1.155% nas buscas do Google. Com informações do Estadão.

RICARDO SALLES

Ricardo Salles, do Meio Ambiente, recebeu ontem a primeira versão do volume das multas aplicadas pelo Ibama nos últimos cinco anos, já devidamente conferidas pelo pessoal da CGU.

“Só 1% do total foi pago”, contou ontem o secretário.

Mais de 77 mil

O programa Ibama Dados Abertos, no portal do instituto, informa um total de 77.306 multas ambientais em todo o País – excluídos os embargos – nos cinco anos entre janeiro de 2014 e dezembro de 2018. O valor? Algo como R$ 16,4 bilhões.

Mas, na coluna sobre a situação do débito, a imensa maioria traz expressões como “análise de mérito do recurso” ou “prazo de defesa” e muito pouco “liquidado”.

Na média anual, essas infrações ficaram entre 16.906 em 2016 e 14.341 em 2018.

A Corregedoria Geral de Justiça determinou a instauração de um procedimento para investigar a ocorrência de fraude na confecção de alvarás judiciais com assinaturas falsas e sem prévia autorização do juiz responsável. No total, 12 servidores lotados na 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), são alvos da investigação.

Em despacho, nessa semana, o desembargador Fernando Cerqueira Norberto dos Santos, corregedor-geral, também determinou a criação de uma comissão de sindicância para apurar os fatos. O prazo para conclusão do procedimento, apontando possíveis punições aos servidores, é de 60 dias.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), responsável por coordenar toda a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) do Governo Federal, prevê investimentos de R$ 25 bilhões em 114 obras estruturantes para ampliar o abastecimento de água no País. Do total de projetos, 66 estão na região Nordeste, área que mais sofre com a seca. As iniciativas fazem parte do Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH), em elaboração pela Agência Nacional de Águas (ANA) e que deverá ser lançado em abril deste ano. “Nossa meta é apresentá-lo durante a cerimônia de cem dias de governo”, ressalta o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

O Plano Nacional de Segurança Hídrica vai priorizar intervenções estruturantes e estratégicas em todo o Brasil – contemplando obras dos estados e da União. Estão sendo mapeadas infraestruturas como barragens, sistemas adutores, canais e eixos de integração, todas consideradas necessárias à oferta de água para abastecimento humano e o uso em atividades produtivas. O Plano também leva em conta os vários aspectos climáticos do País, desde estiagem às cheias. O Governo Federal priorizará a conclusão dos empreendimentos que já estão em andamento.

O MDR uniu os ministérios da Integração Nacional e das Cidades. Além disso, no sentido de agrupar os órgãos com atuação no setor hídrico – tanto estruturas quanto gestão -, passaram a integrar o Desenvolvimento Regional as atribuições da ANA, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e algumas ações mais específicas do Ministério do Meio Ambiente.

O ministro Gustavo Canuto destaca que a reestruturação permite centralizar e unificar o gerenciamento numa única instituição, fortalecendo o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. “Vamos trabalhar desde a regulação, oferta e distribuição do recurso para a melhoria de vida da população”, observa.

O principal desafio será encontrar novas alternativas para garantir a segurança hídrica, tanto em quantidade e qualidade de água ofertada. “O MDR será o Ministério da água. Vamos buscar as alternativas possíveis, avaliando a viabilidade técnica, financeira e qualitativa, com o objetivo de garantir a efetiva execução das ações”, explica Gustavo Canuto.

O ministro ainda destacou o Projeto de Integração do Rio São Francisco como prioridade do Governo Federal. O Eixo Leste foi entregue em março de 2017 e abastece cerca de um milhão de habitantes em 35 cidades da Paraíba e de Pernambuco. Já no outro eixo do empreendimento – o Norte – as estruturas necessárias à passagem da água do Rio São Francisco estão em fase final e deverão ser concluídas no primeiro semestre de 2019.

Aproveitamento de água marinha

O aproveitamento da água do mar como fonte hídrica também é uma tecnologia em estudo pelo PNSH do Governo Federal. Com isso, cidades litorâneas, muitas vezes dependentes de reservatórios de outras localidades dos estados, poderão ser abastecidas com água marinha dessalinizada.

Dessa forma, os mananciais do interior seriam preservados, permitindo maior capacidade de atendimento às demandas hídricas da população local. No momento, já está em implementação uma planta dessalinizadora na Região Metropolitana de Fortaleza (CE).

Água para comunidades rurais

Outras iniciativas que trouxeram benefícios à população serão revisadas e aprimoradas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, a exemplo dos programas Água para Todos e Água Doce, e da Operação Carro-Pipa (OCP) – ação emergencial executada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MDR) e pelo Ministério da Defesa.

As ações do Programa Água Doce, que consistem na dessalinização de águas subterrâneas, são importantes para o atendimento de comunidades rurais difusas. Anteriormente, o Programa estava sob a gestão do Ministério do Meio Ambiente.

O ministro Gustavo Canuto ressaltou que novos sistemas de dessalinização serão instalados onde houver viabilidade técnica e disponibilidade hídrica, ofertando água de forma duradoura às famílias.  “Dessa forma, o Água Doce contribuirá também com a economia dos recursos da União na Operação Carro-Pipa, uma vez que garantirá água de forma permanente nessas localidades, reduzindo a necessidade de ação emergencial”, disse. Com informações do Núcleo de Comunicação do Ministério do Desenvolvimento Regional.

roubo

Após constatar uma queda significativa no volume de água na chegada em Tabira, no Sertão do Pajeú, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) iniciou uma intensa ação de fiscalização ao longo da Adutora de Afogados/Tabira, que abastece a cidade. Os planos da Compesa é percorrer toda adutora, que possui 20 quilômetros de extensão, de Afogados da Ingazeira a Tabira, e também vistoriar cerca de 300 imóveis (comerciais e residenciais) ao longo desse trajeto, às margens da PE-320, em busca de possíveis irregularidades e furtos de água na rede de abastecimento.

Na segunda semana de fiscalização, as equipes da Compesa já identificaram diversas irregularidades, sendo a de maior porte uma ligação clandestina encontrada no Sítio São Joaquim, uma chácara de lazer situada na área rural de Afogados, onde há piscinas, bicas e funciona um bar. As tubulações foram retiradas na entrada da propriedade e a companhia registrou um boletim de ocorrência, para que a polícia civil identifique os responsáveis pelo furto de água. Até agora, foram vistoriados 103 imóveis localizados na PE-320, mesmo trajeto da adutora, nos quais os técnicos da companhia localizaram quatro ligações clandestinas, um desvio de medição (Bypass), além de uma residência que estava irregularmente abastecendo a casa vizinha.

A Compesa calcula que a principal causa da redução de 10% na vazão de água tratada transportada para Tabira se deve aos furtos de água. “A prática dessas irregularidades acaba prejudicando toda a população. Como reduziu a quantidade de água que chega na cidade, fomos obrigados a aumentar o rodízio de abastecimento”, explica o coordenador da Compesa em Afogados da Ingazeira, Washington Jordão, acrescentando que a companhia atende 29 mil pessoas em Tabira. “Por isso, só vamos finalizar as ações de fiscalização quando recuperarmos esse volume que está sendo desviado” informa o coordenador. Só a ligação clandestina encontrada no Sítio  São Joaquim corresponde a um terço do volume de água furtado da Adutora Afogados/Tabira.

Os proprietários dos imóveis residenciais onde foram encontradas as outras quatros ligações clandestinas, assim como o desvio de medição, serão multados pela Compesa. Já o dono do imóvel que estava abastecendo o vizinho foi notificado pela companhia e, se persistir na irregularidade, passará  a pagar pelo consumo de duas economias.

Após anunciar um pacote de ingressos para todos os jogos da primeira fase em casa, o Afogados divulgou o valor do bilhete para a estreia no Campeonato Pernambucano. Neste domingo, a Coruja encara o Petrolina, às 16h, no estádio Vianão.

O ingresso terá preço único para as duas torcidas: R$ 20. As entradas já podem ser compradas na sede social do clube, localizada na Avenida Manoel Borba, 255, 1º andar, no Centro. Os ingressos também estarão à venda na bilheteria do estádio antes do duelo.

PROMOÇÃO

Aqueles torcedores que preferirem comprar todos os ingressos para os jogos do Afogados FC no estádio Vianão, a diretoria do clube lançou uma promoção onde o torcedor pagará a quantia de R$ 80 e terá a comodidade de não pegar filas e majoração de preços que deve acontecer nas próximas partidas, conforme estabelece a Federação Pernambucana de Futebol.

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As lombadas eletrônicas instaladas nas rodovias estaduais e em trechos de estradas federais administrados pelo governo de Pernambuco foram desligadas. Ao todo, 70 equipamentos estão sem operar desde a terça-feira (15), por causa do encerramento do contrato entre o estado e a empresa Serttel.

Motoristas denunciaram o desligamento de lombadas na PE-22, perto da entrada de Maranguape I, em Paulista, no Grande Recife;  e na BR-101, nas proximidades da entrada da comunidade Bola na Rede, e na PE-15, nas proximidades do Cemitério Morada da Paz.

Por meio de nota, a Serttel explicou que os equipamentos de monitoramento eletrônico eram administrados devido a um contrato com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O documento foi assinado para o período entre julho de 2012 e julho de 2018, mas teve o prazo estendido para 14 de janeiro de 2019.

Na terça-feira (15), os equipamentos foram desligados e a empresa alegou estar aguardando um novo edital de licitação do órgão estadual.

Por meio de nota, o DER alegou que o processo de licitação para contratar a empresa responsável pelo monitoramento está em andamento. Não há, no entanto, um prazo para que as lombadas eletrônicas voltem a funcionar.