Monthly Archives: janeiro 2019

Deputado com maior número de legislaturas, Gonzaga Patriota (PSB) vai presidir a sessão plenária que elegerá o novo presidente da Câmara. Ele também será o responsável pela sessão que empossará os novos deputados federais.

Caberá a ele decidir sobre uma possível questão de ordem pelo voto aberto. Como já mostramos, técnicos da Câmara e do Senado defendem o sigilo.

Foto: Guga Matos/JC Imagem

Está marcada para a próxima quarta-feira, 23 de janeiro, reunião entre o município de Petrolina e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), mediada pelos Ministérios Público de Pernambuco (MPPE) e Público Federal (MPF).

A iniciativa tem como intuito solucionar o impasse entre os dois órgãos para iniciar as obras de saneamento das bacias do Dom Avelar e Antônio Cassimiro.

A expectativa é de que os órgãos possam construir um entendimento para dar início à realização do serviço que, segundo estudos, poderá elevar em 20% a cobertura de esgotamento sanitário de Petrolina.

Trecho da Transposição em Monteiro, na Paraíba (Foto: Jamildo Melo/Blog de Jamildo)

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), responsável por coordenar toda a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) do Governo Federal, prevê investimentos de R$ 25 bilhões em 114 obras estruturantes para ampliar o abastecimento de água no País.

Do total de projetos, 66 estão na região Nordeste, área que mais sofre com a seca. As iniciativas fazem parte do Plano Nacional de Segurança Hídrica (PNSH), em elaboração pela Agência Nacional de Águas (ANA) e que deverá ser lançado em abril deste ano.

“Nossa meta é apresentá-lo durante a cerimônia de cem dias de governo”, ressalta o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

Segundo o governo federal, o Plano Nacional de Segurança Hídrica vai priorizar intervenções estruturantes e estratégicas em todo o Brasil – contemplando obras dos estados e da União.

Estão sendo mapeadas infraestruturas como barragens, sistemas adutores, canais e eixos de integração, todas consideradas necessárias à oferta de água para abastecimento humano e o uso em atividades produtivas. O Plano também leva em conta os vários aspectos climáticos do País, desde estiagem às cheias. O Governo Federal priorizará a conclusão dos empreendimentos que já estão em andamento.

O MDR uniu os ministérios da Integração Nacional e das Cidades. Além disso, no sentido de agrupar os órgãos com atuação no setor hídrico – tanto estruturas quanto gestão -, passaram a integrar o Desenvolvimento Regional as atribuições da ANA, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e algumas ações mais específicas do Ministério do Meio Ambiente.

O ministro Gustavo Canuto disse que a reestruturação permite centralizar e unificar o gerenciamento numa única instituição, fortalecendo o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos.

“Vamos trabalhar desde a regulação, oferta e distribuição do recurso para a melhoria de vida da população”, observa.

O principal desafio será encontrar novas alternativas para garantir a segurança hídrica, tanto em quantidade e qualidade de água ofertada. “O MDR será o Ministério da água. Vamos buscar as alternativas possíveis, avaliando a viabilidade técnica, financeira e qualitativa, com o objetivo de garantir a efetiva execução das ações”, explica Gustavo Canuto.

O ministro ainda destacou o Projeto de Integração do Rio São Francisco como prioridade do Governo Federal. O Eixo Leste foi entregue em março de 2017 e abastece cerca de um milhão de habitantes em 35 cidades da Paraíba e de Pernambuco. Já no outro eixo do empreendimento – o Norte – as estruturas necessárias à passagem da água do Rio São Francisco estão em fase final e deverão ser concluídas no primeiro semestre de 2019.

Aproveitamento de água marinha

O aproveitamento da água do mar como fonte hídrica também é uma tecnologia em estudo pelo PNSH do Governo Federal. Com isso, cidades litorâneas, muitas vezes dependentes de reservatórios de outras localidades dos estados, poderão ser abastecidas com água marinha dessalinizada.

Dessa forma, os mananciais do interior seriam preservados, permitindo maior capacidade de atendimento às demandas hídricas da população local.

No momento, já está em implementação uma planta dessalinizadora na Região Metropolitana de Fortaleza (CE).

Água para comunidades rurais

Outras iniciativas que trouxeram benefícios à população serão revisadas e aprimoradas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, a exemplo dos programas Água para Todos e Água Doce, e da Operação Carro-Pipa (OCP) – ação emergencial executada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MDR) e pelo Ministério da Defesa.

As ações do Programa Água Doce, que consistem na dessalinização de águas subterrâneas, são importantes para o atendimento de comunidades rurais difusas. Anteriormente, o Programa estava sob a gestão do Ministério do Meio Ambiente.

O ministro Gustavo Canuto ressaltou que novos sistemas de dessalinização serão instalados onde houver viabilidade técnica e disponibilidade hídrica, ofertando água de forma duradoura às famílias.

“Dessa forma, o Água Doce contribuirá também com a economia dos recursos da União na Operação Carro-Pipa, uma vez que garantirá água de forma permanente nessas localidades, reduzindo a necessidade de ação emergencial”, disse.

Foto: Giovanni Costa/Alepe

A Procuradoria Geral da República apresentou uma manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, pedindo a revogação da liminar em habeas corpus que garantiu a liberdade do prefeito do Cabo do Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), nesta segunda-feira, no Recife.

O pedido é para que o prefeito retorne à prisão.

A manifestação é assinada por Cláudia Sampaio Marques, subprocuradora-geral da República.

“É concreto o perigo à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal caso o paciente seja mantido em liberdade, pois poderá influenciar nas investigações, como já fez anteriormente, e tentar ocultar o patrimônio, obtido de forma ilícita”, diz a representante do MPF no Supremo.

Em peça de 20 páginas, a representante do MPF apresentou argumentos para o retorno do prefeito à prisão.

“Lula Cabral desfruta de um padrão de vida elevadíssimo, incompatível com o cargo de um prefeito municipal”, escreveu.

Em outro ponto da manifestação, sobre Lula Cabral, a subprocuradora-geral da República diz que “há relatos sobre a enorme influência política do paciente na região”.

O presidente do STF, no plantão de sábado (12), garantiu a liberdade de Lula Cabral, em uma liminar.

De acordo com advogados locais, agora, caso o próprio presidente do STF não aprecie o novo pedido do MPF, a decisão final caberá à ministra Carmen Lúcia, relatora do processo, ao voltar das férias em fevereiro.

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Ipojuca está se preparando para iniciar o ano letivo de 2019 com uma nova fornecedora de merenda escolar. A gestão municipal rompeu no dia 28 de dezembro o contrato com a Casa de Farinha, alvo de investigação por supostas irregularidades em licitação no município, e iniciou a negociação com outra. A nova contratada será a MCP Refeições, que hoje atua em Jaboatão dos Guararapes.

O acerto inicial é de seis meses, prazo que pode ser prorrogado ou reduzido de acordo com a licitação que deve ser iniciada nos próximos meses.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Chico Amorim, a merenda vai custar R$ 2,69 por aluno e o preço do almoço será de R$ 4,55. As refeições deverão ser entregues prontas.

O contrato, segundo Amorim, tem o custo anual de cerca de R$ 14 milhões, mas há a previsão de metade desse período. Para ele, a licitação deve ser concluída até 30 de maio. 

O Blog de Jamildo teve acesso a documentos que mostram o valor aproximado de R$ 14 milhões, mas apenas um dos lotes da contratação. Há, segundo a ata de preços, mais dois, para as escolas de tempo integral, com os custos de cerca de R$ 5 milhões e R$ 1 milhão, respectivamente. O total seria de cerca de R$ 20 milhões.

O secretário disse desconhecer esses valores.

Há em Ipojuca 76 escolas municipais, com 22 mil alunos. Desse total, menos de 4 mil, de acordo com o gestor da pasta, recebem o almoço e todos são beneficiados com a merenda.

O custo da merenda no contrato da Casa de Farinha totaliza aproximadamente R$ 15 milhões anuais.

Chico Amorim argumentou que deve haver uma economia com o novo contrato por prever a entrega de alimentos prontos inclusive nas 46 escolas nas áreas rurais de Ipojuca, enquanto o acordo com a Casa de Farinha era híbrido, prevendo a entrega de gêneros alimentícios nessas unidades para que fossem preparados nelas. Há a previsão, por exemplo, de reduzir o número de merendeiras contratadas.

O secretário afirmou que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público estão acompanhando o processo.

Foto: Jarbas Vasconcelos/Instagram

Adversários políticos, os três senadores de Pernambuco – Fernando Bezerra Coelho (MDB), Jarbas Vasconcelos (MDB) e Humberto Costa (PT) – se reuniram nesta quarta-feira (16) no Palácio do Campo das Princesas com o governador Paulo Câmara (PSB).

No campo de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), o socialista conversou com os três sobre a articulação com o governo federal para destravar projetos, entre eles a Transnordestina e as adutoras.

A briga entre Fernando Bezerra Coelho e Jarbas Vasconcelos se arrasta desde setembro de 2017, quando FBC deixou o PSB e se filiou ao MDB após um acordo com a executiva nacional para ficar com o comando do partido no Estado. O atual presidente, Raul Henry, aliado de Jarbas, judicializou o caso e permanece no cargo por causa de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

Opositor de Paulo Câmara, Fernando Bezerra era uma das lideranças do grupo contrário ao governador que teve a chapa encabeçada por Armando Monteiro Neto (PTB) nas últimas eleições. O objetivo do senador era de levar o MDB, partido que tinha o maior tempo de televisão, para o campo de oposição, e ser o candidato. Sem o comando da sigla, não conseguiu.

Já Jarbas e Humberto eram adversários históricos. O emedebista foi oposição a todos os governos petistas. Apesar disso, no pleito de 2018, disputaram juntos na chapa de Paulo Câmara e venceram a eleição.

O PT – Partido dos Trabalhadores – detesta sujeira.

Por Danizete Siqueira de Lima

É isso mesmo, o PT não é da Brilux, mas por onde passa deixa tudo limpo. E o ex-presidente Lula, como autoridade máxima dessa sigla, não poderia deixar de dar o seu exemplo. E foi com este pensamento que, ao término do seu segundo mandato, com a presidência já nas mãos de sua sucessora Dilma Rousseff, ele fez uma varredura em todo o acervo da presidência, onde existiam 132 peças valiosíssimas como joias e obras de arte, moedas, comendas, espadas, adagas, esculturas e outras preciosidades, que foram acondicionadas e escondidas no Banco do Brasil, em São Paulo.

Essas preciosidades foram embaladas, lacradas, colocadas em um cofre e identificadas como pertences de sua esposa Marisa Letícia (in-memorian) e do seu filho Fábio Luis Lula da Silva, com o claro propósito de ocultar o paradeiro dos objetos. A partir destes fatos, é perfeitamente razoável supor que Lula, conhecedor da lei, simplesmente roubou o patrimônio do povo brasileiro. O termo é muito forte, mas convenhamos, é o que melhor se encaixa no comportamento espúrio do ex- governante.

Quando foi deflagrada a operação Aletheia, em março de 2018, nas buscas que foram feitas no apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, os agentes federais encontraram um documento intitulado “Termo de Transferência de Responsabilidade (custódia de 23 caixas lacradas)” para sua esposa e filho. Na ocasião, o juiz federal Sérgio Moro determinou a apreensão do tesouro retirado do Palácio do Planalto e Alvorada pelo homem que se dizia o mais correto do planeta.

O entendimento do Tribunal de Contas da União, TCU, é o de que, além do próprio Decreto 4.344/2002, há um consenso de que os presentes foram oferecidos ao Chefe de Estado e não a figura do ex-presidente Lula. Os técnicos do TCU lembram ainda que os presentes oferecidos por Lula aos chefes de Estado de outros países foram comprados com dinheiro do contribuinte. Logo, os presentes que recebeu em retribuição também pertencem ao contribuinte.

O ministro Walton Alencar Rodrigues, relator da matéria no Tribunal, chegou a afirmar que o desaparecimento dos itens mostra um sistemático desvio do patrimônio público e o retrato da incapacidade de apuração dos fatos. “É como se, a cada dia, no período de 2010 a 2016, incluídos sábados, domingos e feriados, mais de dois itens do patrimônio nacional desaparecessem de dentro da Presidência da República, apesar da fiscalização exercida por inúmeros agentes de segurança”, disse Rodrigues, ciente que os tais agentes de segurança eram, em sua maioria, pessoas alocadas pelos governos do PT ao longo dos últimos treze/catorze anos. Como os objetos já foram apreendidos e o cofre lacrado, Lula não tem mais acesso ao tesouro. Apesar da Justiça já ter salvaguardado os objetos, o ex-presidente terá que formalizar a devolução dos itens apreendidos.

Por determinação do juiz Sérgio Moro, os dez contêineres guardados no depósito de um sindicato no ABC paulista, também foram lacrados pela Polícia Federal e deveriam passar por um pente fino completo pelas autoridades competentes. Entretanto o site O Antagonista informou que a defesa de Lula comunicou ao juiz Sérgio Moro que o galpão onde está armazenada a maior parte do acervo presidencial, foi atingido por fortes chuvas e que os lacres colocados pela Polícia Federal foram arrancados pelo vento. (Ah! ventinho esperto).

De todo modo, segundo a mesma defesa, o ex-presidente concordou em devolver os objetos, mas pediu que a devolução fosse feita de maneira discreta.

São por essas e outras que eu continuo afirmando: embora muitos ainda continuem achando que a prisão de Lula é totalmente política, o nó que foi dado nesses 3 mandatos e meio de governo dos ¨Petralhas¨ vai levar muito mais tempo do que se pensa para que seja desatado.

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A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) está divulgando edital para eleição da Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Deliberativo, para o exercício do mandato no período de 01 de março de 2019 a 28 de fevereiro de 2021. O lançamento se deu no último dia  04 e se encerra no dia 22 de janeiro.

A eleição ocorrerá em sessão da Assembleia Geral da entidade, no próximo dia 05 de fevereiro, das 08h às 13h na sede da Instituição, Av. Recife, 6205, Jardim São Paulo. Deve votar os sócios efetivos, representados por seus prefeitos e ex-prefeitos da Amupe.

O processo eleitoral será coordenado por uma comissão composta por três prefeitos(as) de municípios associados, indicados pela diretoria executiva. Para esta finalidade foram designados os gestores: José Torres Filho, prefeito de Iguaracy, Marivaldo Silva Andrade, de Jaqueira e Maria Sebastiana da Conceição, do Município de João Alfredo.

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Diferentemente da PPP, a Transposição do Rio São Francisco ainda é alvo de impasse entre o governo Federal e o de Pernambuco. Mesmo com o Eixo-Leste já em funcionamento, a operação comercial da transposição, que poderia ter sido iniciada ano passado, já está sendo esticada para o fim de 2019.

A principal pendência para o início da comercialização, segundo a ANA, é a assinatura de contrato entre a Codevasf e as operadoras estaduais. Com a assinatura, tem início a prestação do serviço e a correspondente cobrança de tarifa, mas Pernambuco ainda tenta garantir recursos federais para obras complementares, como a Adutora e o Ramal do Agreste.

“No caso de Pernambuco, a gente precisa pactuar as obras complementares à transposição. Não é justo que comecemos a pagar sem poder dar uma perspectiva aos demais municípios que seriam beneficiados com essas obras”, reforça Tavares. Segundo ele, mesmo sem retomar a discussão, o Ministério de Desenvolvimento Regional já sinaliza conversa com os Estados. “Todos vão pagar, mas precisamos de uma discussão equilibrada”, reforça. O Plano de Gestão Anual aprovado pela ANA para 2019 prevê a entrega de 3,65 m³/s de água para a Paraíba, 0,7 m³/s para Pernambuco e 12 m³/s para o Ceará – através do Eixo-Norte. Para este ano, também está prevista a possibilidade de serem bombeados até 26,4 m³/s (correspondente à demanda projetada para 2025 para consumo humano e dessedentação animal na região) e 127 m³/s quando o reservatório de Sobradinho estiver em condições favoráveis.

Em entrevista ao Valor Econômico, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, disse que irá propor instalação de câmaras de conciliação com cada Estado até abril. A ideia é definir como vão arcar com os custos. Segundo ele, a operação da Transposição já custa em torno de R$ 600 milhões aos cofres públicos. 

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) comemorou a liberação do pagamento do Programa Garantia-Safra.  O parlamentar havia intercedido junto ao Governo do Estado para resolver a situação.  “O pagamento vem em boa hora, já que os agricultores estão passando dificuldades devido à seca que atinge a nossa região. O governo, mesmo enfrentando uma crise financeira a qual assombra todo país, fez um esforço e conseguiu pagar o benefício. Tenho que parabenizar o governador Paulo Câmara pelo empenho”, disse Patriota.

O Governo do Estado anunciou que efetuou o aporte de valores para as duas regiões do Semiárido (Agreste e Sertão) beneficiadas com o Programa Garantia-Safra (Safra 2017/2018). Ao todo, serão injetados na economia das duas regiões um montante de R$ 102 milhões.

A assinatura da ordem de pagamento, no valor integral de R$ 12,4 milhões, foi feita na segunda-feira (14) pelo secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto. Dessa forma, ao cumprir com as regras do programa e efetuar o pagamento dos aportes necessários, o Governo de Pernambuco se mantém apto a continuar nas próximas safras. No total, deverão ser atendidos 103 municípios, sendo 50 do Agreste e 53 do Sertão, podendo beneficiar até 120 mil famílias da zona rural.

O Garantia Safra é um programa estratégico para Pernambuco, construído com a participação do Governo Federal, Estadual, Municipal e agricultores familiares. O programa é um benefício no valor de R$ 850, pago em 5 parcelas, aos agricultores familiares que perderam suas lavouras por conta de catástrofes climáticas, como excesso ou escassez de chuvas.

Gravações do senador Renan Calheiros (MDB-AL) apoiando a libertação do ex-presidente Lula (PT) estão sendo bastante difundidas nas redes sociais por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL). Os vídeos feitos em 2018 ajudaram o senador a se reeleger. Agora, são usados como tentativa de inviabilizar a eleição dele para à presidência do Senado.

Em 2 de setembro de 2018, Renan participou de uma carreata em Maragogi (AL) ao lado do então candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad.

“Nós estamos juntos com Lula, com Haddad, e Alagoas vai novamente mostrar que é possível eleger o presidente da República com grande maioria de votos”, disse Renan na gravação.

Na época, o vídeo foi publicado no perfil oficial de Lula no Facebook. No domingo (13) viralizou em um grupo pró-Bolsonaro dentro da rede social.

Um bolsonarista publicou trecho da gravação no grupo “Equipe do Bolsonaro de Plantão”.

“Trabalhamos para eleger nosso Presidente @jairbolsonaro e agora deixar a sombra do PT assumir a presidência do senado seria destruir todo este trabalho. Precisamos nos levantar contra esta possibilidade. Se você votou em Jair Bolsonaro para presidente diga #RenanCalheirosNão”, escreveu o bolsonarista no Facebook.

A postagem obteve 3.446 compartilhamentos até às 15h30 desta terça-feira  (15).

O deputado Zé Augusto Nalin (DEM-RJ) Foto: Luís Macedo / Câmara dos Deputados

Zé Augusto Nalim (DEM-RJ) assumiu o mandato como deputado federal titular neste ano após a renúncia de Jair Bolsonaro (PSL), que assumiu a Presidência da República. No período de um mês que estará no Congresso, Nalim diz que tentará realizar algum feito para o Rio de Janeiro. Um deles passa pela ajuda de Bolsonaro para direcionar recursos para a BR-493, no Rio de Janeiro. Só que diante da agenda lotada de Bolsonaro, Nalim está sem perspectiva de conseguir uma audiência com ele até o fim de janeiro.

Herdeiro do gabinete e da linha telefônica usados por Bolsonaro até o fim de 2018, Nalim conta que tem recebido ligações de apoiadores do presidente. Afirma que eles pedem encontros e que desejam um bom mandato, mas são corrigidos pela secretária do gabinete de que o ocupante agora é outro.

Nomeação de amiga de Michelle Bolsonaro é publicada no Diário Oficial

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, assinou a nomeação de Priscilla Gaspar de Oliveira como Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, cargo vinculado ao ministério dos Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves. A nomeação dela foi publicada na edição desta terça-feira (15) do Diário Oficial da União (DOU).

Segundo o blog “Politicando”, do jornal “O Globo”, Priscilla é amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro há três anos.

Ainda de acordo com o “Politicando”, o salário de Priscila será de R$ 16.944,90. A amiga da primeira-dama trabalhou como tradutora de língua de libras dos programas do segundo turno da campanha de Bolsonaro ao Planalto. Ela é surda, assim como os seus pais, marido e as três filhas.

Motosseras apreendidas pelo Ibama em operações na região de Sinop (MT) Foto: Divulgação / Roberto Stuckert Filho/26-2-2008

Em uma canetada que soou como uma declaração de guerra a ONGs dedicadas à preservação da natureza, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, determinou o levantamento e a suspensão por 90 dias de todos os convênios e parcerias de órgãos ligados à pasta, inclusive os estabelecidos com entidades do terceiro setor. Em nota, oito redes da sociedade civil e do setor privado — que, somadas, abrangem mais de 600 entidades — afirmaram que a medida “não apresenta qualquer justificativa” e “viola princípios constitucionais”.

No ofício distribuído no ministério na segunda-feira, Salles solicitou que os fundos nacionais de Mudança do Clima (FNMC) e do Meio Ambiente (FNMA), assim como o Fundo Amazônia, realizem um levantamento das verbas que destinaram ao terceiro setor em 2018.

O texto, no entanto, ignora que os recursos do Fundo Amazônia são geridos e captados pelo BNDES. Seu maior doador é o governo norueguês, que, em dezembro, anunciou um repasse de US$ 70 milhões para a preservação do bioma brasileiro.

Além da suspensão temporária das parcerias — incluindo termos de colaboração e de fomento com organismos do terceiro setor —, a partir de agora, todos os convênios, atos e projetos do Ibama, ICMBio e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) celebrados com as organizações da sociedade civil devem ser remetidos ao gabinete ministerial.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o ofício obedece a Medida Provisória 870, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 1º, que estabelece “a organização básica dos órgãos do governo federal”. Em nota, a pasta afirma que o “levantamento dos desembolsos” dos últimos três meses permitirá “a avaliação daqueles (acordos) que têm condições de ter continuidade, bem como dos que eventualmente mereçam reparos”.

As redes ambientais assinalam que, de acordo com a Constituição, uma suspensão como a determinada pelo ministro só pode ser tomada após abertura de um processo administrativo “em que o interessado tenha direito ao contraditório e a ampla defesa”: “Sem base legal e sem motivação (…), o prejuízo será do meio ambiente, que em tese Salles deveria proteger, e de populações vulneráveis em todo o país”.

Coordenador do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), Alfredo Sirkis considera a decisão do ministério “vaga e abrangente”. O efeito prático, salienta, seria a paralisação das ações ambientais, gerando conflitos na Justiça.

— São centenas de convênios e parcerias de vários tamanhos. O ministro dará conta de analisar todos sem prejudicar o andamento das atividades do ministério? questiona.

Sirkis destaca que, na área ambiental, o aporte do governo é menor do que o proveniente de doadores estrangeiros e brasileiros. Também alerta que a paralisação das ações ambientais do ministério acabará por sobrecarregar os estados e prejudicar a fiscalização do desmatamento, além de correr o risco de ser um “tiro no pé” no discurso de construção de diálogo com a sociedade.

— Talvez seja o momento para que a coerção ao desmatamento fique sob a responsabilidade direta da Justiça. Desmatador ilegal comete crime, é caso de polícia, sugere.

Plenário da Câmara

Após uma reunião que durou cerca de três horas, líderes do PDT, PSB e PCdoB saíram sem um consenso para o bloco sobre a eleição à presidência da Câmara. Os partidos devem apoiar candidatos diferentes para a disputa, mas devem seguir sendo um bloco.

“Fiz um apelo para que eles revejam a posição deles e eles fizeram ao PSB. Mas não devemos rever a nossa”, disse o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

Enquanto PDT e PCdoB já sinalizaram preferência pelo apoio ao favorito na disputa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o PSB ainda resiste. A legenda considera que Maia se tornou um candidato governista após o apoio do PSL, de Jair Bolsonaro.

Estiveram na reunião, realizada na sede do PSB, em Brasília, os presidentes e líderes na Câmara dos partidos, Luciana Santos (PCdoB), Orlando Silva (PCdoB-SP), Carlos Siqueira (PSB), Tadeu Alencar (PSB-PE), Carlos Lupi (PDT) e André Figueiredo (PDT-CE). 

O PCdoB indicou, nesta terça-feira, preferência pelo apoio da legenda à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados. A sinalização foi feita durante reunião realizada nesta tarde em Brasília. O PDT também já tinha sinalizado no sábado o apoio a Maia. Já o PSB indicou caminho contrário. Os 3 partidos articulam a formação de um bloco para a próxima legislatura. 

Até a semana passada, o grupo não descartava buscar outros partidos para aumentar a composição, como o PP, MDB e até o PT, dono da maior bancada na Casa. 

A articulação de um bloco mais amplo de centro-esquerda visa a garantir espaços importantes na direção da Câmara e no comando das comissões temáticas, que são divididas de acordo com o tamanho dos blocos parlamentares. A eleição para a presidência da Casa ocorrerá no dia 1º de fevereiro, mesma data em que os deputados tomarão posse.