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Diário Político

Um partido que articula com o governador e aceita participar da equipe estadual sem que o presidente da agremiação seja ouvido, não pode esperar que esse dirigente continue no comando da legenda, como se nada tivesse acontecido. Pois é, a renúncia do advogado Bruno Ribeiro à presidência do PT, em Pernambuco, tem todos os ingredientes de uma insatisfação.

Bruno, que completaria o mandato em julho, nega qualquer aresta. Considera que cumpriu sua tarefa e volta para a advocacia. Mas este é mais um episódio que envolve o PSB e em que o PT estadual sai perdendo como partido.

O PT vem colecionando derrotas consecutivas em relação ao PSB, numa briga interna de grupos, sendo a mais recente a participação de petistas nas equipes do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Julio.

O que se sabe é que, quando o PT negociou e aceitou cargos no Governo de Paulo Câmara, o presidente petista Bruno Ribeiro estava viajando e não foi ouvido. Isso, após o traumático processo de desconstrução da candidatura de Marília Arraes ao governo do estado que favoreceu a reeleição de Paulo Câmara (PSB), que era considerada difícil, assim como a do senador petista Humberto Costa.

Agora, com todos nos seus postos – Humberto no Senado, Dilson Peixoto, na Secretaria de Agricultura, Odacy Amorim, no IPA, Oscar Barreto, na Secretaria de Saneamento  do Recife, e com o ex-prefeito João da Costa integrando a bancada governista na Câmara dos Vereadores, não há muito o que fazer.

Tais composições já definem a opção do PT nas eleições de 2020 no Recife e em 2022.