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O relatório do TCE-PE fez o líder da bancada de oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Marco Aurélio (PRTB), subir à tribuna da Casa, nessa quarta-feira (13), para denunciar o que chamou de “modo hollywoodiano do PSB de governar”. 

O oposicionista destacou a paralisação de reformas nos hospitais do Estado. “Essa é a verdadeira cara da saúde que o PSB diz que trata bem e que o TCE diz que as obras estão inacabadas, que foi colocado dinheiro e não foi resolvido. Este é o Pernambuco verdadeiro, não é o Pernambuco hollywoodiano dos guias eleitorais”, disparou o deputado. Do total de obras paralisadas, são 123 contratos na área da saúde, o correspondente a 3,37%. O valor total desses contratos é de R$ 244.359.937,47.

Por meio de nota, o líder da bancada governista da Alepe, deputado Isaltino Nascimento (PSB), lembrou que, das 1.548 citadas pelo relatório do TCE-PE, apenas 18% são de responsabilidade do Poder Executivo Estadual. “O que mostra que as dificuldades impostas pela crise não atingem, como a oposição gosta de afirmar, apenas o governo Paulo Câmara, mas a todos os gestores”, diz o líder.

O valor total das obras paralisadas da alçada do governo do Estado é de R$ 4,28 bilhões, dos quais R$ 1,28 bilhão já foram pagos. 

Isaltino utilizou a Ferrovia Transnordestina, do governo federal, para exemplificar a situação de crise financeira no País. “O governador foi a Brasília várias vezes para tentar destravar. Essa é uma situação nacional. Pegamos uma crise gigante e o governo Paulo Câmara manteve o Estado de pé”, diz trecho da nota. 

Na visão da deputada oposicionista Priscila Krause (DEM), é preciso fazer um pente-fino nos dados do relatório para identificar o que pode ser destravado a curto prazo. “Eu já estou começando a fazer um levantamento dessas principais obras, quais são as que estão com dinheiro na conta. Tem algumas que estão com quantitativo liberado, outras que a paralisação se dá pela falta de contrapartida do Estado. A partir dai a gente vai cobrando, até porque quem tem o poder de tomar as atitudes necessárias é o governo do Estado, mas a gente tem condições de fazer o acompanhamento”, conta.