Monthly Archives: março 2019

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G1

O Brasil tem cada vez menos escolas que carregam o nome de um dos presidentes do período da ditadura militar. Um levantamento feito pelo G1 com os microdados do Censo Escolar mostra que, em 2018, 595 escolas brasileiras homenageavam em suas fachadas um dos cinco militares que ocuparam o poder durante o período do regime. O número é 26% menor que as 809 que faziam o mesmo em 2009.

Os dados consideram as variações na grafia do nome dos presidentes e ainda levam em conta apenas as escolas que, segundo o Censo Escolar divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), estavam em atividade e ofereciam o ensino básico regular. Em 2018, 181.939 escolas se encaixavam nesses quesitos.

Veja quais foram os presidentes da ditadura:

  1. Humberto de Alencar Castelo Branco (1900-1967): governou entre 1964 a 1967
  2. Arthur da Costa e Silva (1902-1969): governou entre 1967 e 1969, foi o responsável pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5)
  3. Emílio Garrastazu Médici (1905-1985): governou entre 1969 e 1974 e antes foi chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI)
  4. Ernesto Geisel (1908-1996): governou entre 1974 e 1979
  5. João Baptista de Oliveira Figueiredo (1918-1999): governou entre 1979 e 1985

Queda ano a ano

A retirada dos nomes dos presidentes militares das escolas tem se mantido desde pelo menos 2013. Castelo Branco é o nome mais frequente entre as escolas analisadas. E a retirada do nome de Garrastazu Médici é a mais frequente. Nos últimos 6 anos, o número de escolas batizadas em sua homenagem caiu de 151 para 105, uma redução de 30%.

Propaganda e permanência

Os dados do Censo não informam a data de inauguração da escola ou a alteração de nome no decorrer dos anos, mas um levantamento considerando todas as escolas da base de dados, inclusive as que já estão inativas, mostra que boa parte das escolas que apareciam no Censo Escolar de 2009 hoje não está com atividades paralisadas. Uma grande parte delas fica na zona rural.

Segundo a professora de história Raquel Elisa Cartoce, que pesquisou as estratégias de publicidade do regime militar, a expansão da rede pública de ensino a partir da década de 1970 foi uma das medidas tomadas pelos militares não só para ampliar o número de brasileiros na escola, mas também para aumentar sua influência no interior do Brasil.

Ela diz que foi uma expansão quantitativa, mas que não focava no aumento da qualidade da educação.

A pesquisadora lembra que, como não foram eleitos com voto direto, os presidentes militares não tinham a popularidade de outros presidentes. “Esses ditadores buscavam meios artificiais para se destacar”, diz ela.

As mortes de Costa e Silva e Médici pouco depois de deixarem a Presidência podem ter contribuído para a escolha de seus nomes na hora de batizar escolas recém-construídas.

Escolas públicas são maioria

Entre as escolas que em 2018 ainda mantinham o nome de um dos cinco ex-presidentes, 96,5% estão na rede pública, sendo que mais de 2/3 se concentra em 495 municípios brasileiros. Metade dessas instituições está no Nordeste.

Após 55 anos do golpe militar de 1964, o debate na sociedade brasileira, segundo Raquel, levou à mudança de nomes de vias, como o Elevado Costa e Silva, conhecido como Minhocão, em São Paulo, que foi rebatizado de Elevado João Goulart.

Entre as redes públicas de ensino, houve também iniciativas encabeçadas pelos governos. Foi o caso do Maranhão que, em 2015, tirou o nome dos presidentes militares de dez escolas estaduais. O processo começou com um decreto do governador Flávio Dino (PCdoB). Segundo Felipe Camarão, atual secretário de Educação maranhense, o decreto teve o objetivo de fazer valer uma lei estadual que impede que pessoas vivas emprestem seu nome a vias e prédios públicos, mas também uma “vontade política” de usar os relatórios da Comissão da Verdade para retirar as homenagens a pessoas consideradas “artífices da ditadura militar”.

Aécio Neves

Fora todos os problemas que enfrenta Aécio Neves agora terá que se preocupar com a delação de um operador de São Paulo. Apanhado na Operação Descarte, deflagrada há um ano e que desbaratou um esquema de lavagem de dinheiro usando empresas fantasmas, o tal operador enrasca Aécio um pouco mais do que ele já está enrolado.

Outra delação, que deverá ser homologada em abril, desta vez de um empreiteiro, também causará mais dores de cabeça a Aécio Neves. Nela, vai aparecer o nome de Oswaldo Costa Filho, o Oswaldinho, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig), como operador de propinas para obras do governo de Minas Gerais nos tempos em que Aécio governava o estado. Com informações de Lauro Jardim, de O Globo.

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Estudantes que querem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem solicitar, a partir desta segunda-feira (1º), a isenção da taxa de inscrição. Para não pagar a taxa, os candidatos devem atender os critérios de isenção. O pedido é feito pela Página do Participante, na internet. A taxa do exame este ano é R$ 85.

Podem solicitar a isenção da taxa os estudantes que estão cursando a última série do ensino médio, em 2019, em escola da rede pública; aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, com renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio, que em valores de 2019, equivale a R$ 1.497.

São também isentos os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, membros de família de baixa renda com Número de Identificação Social (NIS), único e válido, com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, ou R$ R$ 499, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos, ou R$ 2.994.

Prazos

O pedido de isenção poderá ser feito, conforme o edital do exame, a partir das 10h, no horário de Brasília, do dia 1º de abril até as 23h59 do dia 10 de abril. No mesmo período, os estudantes isentos no ano passado que faltaram ao exame, podem apresentar justificativa e solicitar novamente a isenção. No dia 17 de abril, o Inep vai divulgar a lista, também no portal do Enem, daqueles cujo pedido foi aprovado. 

Os participantes que forem reprovados poderão entrar com recurso, no período de 22 a 26 de abril, na Página do Participante. O resultado do recurso será divulgado, no mesmo endereço, a partir do dia 2 de maio.

Enem 2019

As inscrições para o Enem deverão ser feitas no período de 6 a 17 de maio. Os participantes que tiveram ou não a isenção aprovada também devem fazer a inscrição para participar do exame. O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5h30.

No segundo dia, os estudantes terão 5h para resolver as provas de ciências da natureza e matemática. Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o dia 13 de novembro. O resultado será divulgado, conforme o edital, em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

General Heleno se irrita com comparação entre Bolsonaro e Lula

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, ficou irritado quando jornalistas o questionaram sobre o motivo de a comitiva do governo brasileiro ter visitado Israel sem considerar uma passagem pelo lado palestino, como fez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando esteve na região. “Não vamos comparar, não. Pelo amor de Deus, tchau. Não comparem coisas heterogêneas”, disse, saindo do hotel onde está hospedado em Israel.

Sobre o fato de a visita ao lado palestino não constar da agenda, ele disse que “nem se pensou nisso”. Para ele, não se trata de um desequilíbrio e comparou dizendo que, também houve uma viagem presidencial ao Chile, mas que não esteve presente na Argentina, por exemplo. “Tem uma outra época para ir”, disse. “Querem fazer ilações que não são corretas”, continuou, acrescentando que há também a questão de tempo, pois não se pode ficar por um período muito extenso fora do Brasil.

Antes disso, o general havia dito que a visita da comitiva presidencial era mais do que uma cortesia, quando foi perguntado sobre se a viagem tinha esse caráter, até porque Israel passará por eleições gerais no início do próximo mês, ou se havia algum anúncio a ser feito localmente entre as partes. “Fator cortesia tem um componente desse tipo, mas aqui temos outros assuntos a tratar. Nos interessa essa aproximação com Israel, sem que isso signifique um afastamento da comunidade árabe. Isso tem que ficar muito claro”, pontuou.

O ministro não quis falar sobre uma possível retaliação de países árabes a produtos brasileiros, como o da carne de frango, por exemplo, com a aproximação com Israel. “Isso não é assunto meu, é do ministro (das Relações Exteriores) Ernesto Araújo e do presidente (Jair Bolsonaro)”, desconversou. Com informações do Estadão Conteúdo.

Na escola estadual Liceu de Artes e Ofícios, o aprendizado de matemática foi incrementado com uma gincana / Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem

Pela primeira vez, alunos de todas as turmas do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio das escolas estaduais de Pernambuco (cerca de 500 mil) passaram por uma avaliação, no início do ano letivo, para diagnosticar em que nível de aprendizado estão. As provas, de português e matemática, ocorreram semana passada. Outra novidade é que a correção foi feita pelos professores das disciplinas e usando um aplicativo de celular.

O Estado já tem o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco (Saepe), avaliação aplicada anualmente desde 2008 para alunos de escolas municipais e estaduais dos 3º, 6º e 9º anos do fundamental e dos 3º anos do ensino médio.

Outro instrumento que mede a qualidade do ensino é o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), realizado pelo governo federal a cada dois anos. A diferença é que Saepe e Saeb são no final do ano e os resultados, por serem de larga escala, não saem imediatamente.

“É uma primeira experiência, com objetivo estritamente pedagógico. Se der certo, vamos repetir. Um dos diferenciais é que professor e escola, com o diagnóstico no começo do ano, poderão investir, nos próximos meses, naquilo que os alunos tiveram mais dificuldade. Com o Saepe e o Saeb o resultado só sai quando o estudante já mudou de série”, observa o secretário estadual de Educação, Frederico Amâncio.

“O desafio para fazer um exame para todos os estudantes da rede é o custo. Como a correção das provas foi pelo aplicativo, a avaliação tornou-se viável financeiramente”, destaca.

RESULTADO

Os testes foram elaborados pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação, da Universidade Federal de Juiz de Fora, mesma entidade responsável pelo Saepe.

“Vai contribuir para nosso trabalho. Tenho cerca de 200 alunos do 2º ano. Sei o desempenho geral de cada turma, de cada aluno, o percentual de erro e acerto por questão e separado por assunto”, diz o professor de matemática Túlio Monteiro, da Erem de Paulista, no Grande Recife.

Dois casos confirmados de dengue hemorrágica estão preocupando a população de Sertânia, no Sertão do Estado, moradores do município pedem ações mais contundentes por parte dos poderes constituídos, no caso da Secretaria Estadual de Saúde, da Gerência Regional de Saúde e da Prefeitura Municipal com relação à proliferação do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com o blog Tribuna do Moxotó, duas crianças já tiveram os casos confirmadas. A primeira, antes do Carnaval, foi atendida no IMIP em Recife e já melhorou graças a um atendimento médico ágil. Vale salientar que a mãe dessa criança elogiou a postura dos profissionais do hospital de Sertânia. Quanto à outra, ainda se encontra internada em um hospital de Caruaru.

Mesmo após uma campanha intensa por parte da Prefeitura, já ocorreram esses dois casos e que um deles, antes do Carnaval. É preciso ir mais uma vez às ruas e fazer com que a população tome suas precauções, até porque sabe-se que os dois casos ocorridos, são de moradores da Vila da Cohab.

A Prefeitura tem que usar a mídia institucional a serviço do povo e alertar a população sobre esses casos e de uma forma educativa pedir a prevenção dos moradores, principalmente no bairro da Vila da Cohab. Outra possibilidade é a solicitação do carro fumacê, para prevenir a infestação predial, incentivar o mutirão de limpeza, escoamento de canais e córregos ou qualquer fonte que tenha água parada. Com as chuvas que vêm caindo em Sertânia, a preocupação maior é que aumente a chance de novos casos.

Buscando uma alternativa para melhorar a situação dos animais de rua de Tuparetama, no Sertão do Pajeú, vereadores da base governista se reuniram com a representante da Vigilância Sanitária da Gerência Regional de Saúde – X Geres, para debater soluções e medidas que possam conter a proliferação de cães e gatos e combate às endemias transmitidas pelos animais.

Os parlamentares solicitaram da representante da vigilância, a disponibilização imediata de técnicos para realização do teste rápido que detecta a Leishmaniose em cães com suspeita da doença. Na ocasião, a representante da X Geres foi convidada para se fazer presente na reunião da Câmara Municipal, no próximo dia 8 de abril, para prestar esclarecimentos sobre a doença, formas de transmissão, cuidados e tratamento.

Estiveram presentes na reunião o vereador Valmir Tunu (DEM), Vandinha (SD) e Diógenes Patriota (SD). O grupo vai se reunir com o prefeito Sávio Torres e solicitar que a gestão dê início a campanha de vacinação e castração de cães e gatos.

Entenda a doença

De acordo com site do Ministério da Saúde, a Leishmaniose Visceral é transmitida por meio da picada de insetos conhecidos popularmente como mosquito palha. A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados e depois passam para humanos, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da Leishmaniose Visceral.

Deram resultado as várias reclamações dos moradores do Araripe sobre as condições precárias da Ponte do Pequi, que piorou devido às chuvas dos últimos dias e denunciada aqui no Blog PE Notícias, o Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos, liberou R$ 5 milhões para os trabalhos de reconstrução da passagem sobre o Rio Pequi, que liga Bodocó a Ouricuri.

A boa notícia foi divulgada pelo deputado estadual Antonio Fernando (PSC), que também vinha reivindicando o serviço. “Essa não é uma conquista só minha, é uma vitória da população de Bodocó, de Ouricuri e do Araripe, mas fico muito feliz de saber que isso é resultado do nosso empenho no mandato parlamentar”, comemorou.

De acordo com a secretária estadual de Infraestrutura, Fernandha Batista, a licitação da obra será concluída em abril e os trabalhos devem começar entre junho e julho deste ano. A previsão é que os serviços sejam finalizados num prazo de quatro a cinco meses.

Alerta é válido até o próximo domingo (31) / Foto: Margarida Azevedo/JC

JC Online

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) publicou um alerta na noite deste sábado (30) indicando a continuidade de chuvas de intensidade moderada a forte em Pernambuco. 

Segundo o aviso, as chuvas devem durar até este domingo (31). As regiões atingidas serão a Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata Norte, Mata Sul, Agreste e Sertão do São Francisco. De acordo com a Apac, população deve ficar atenta às orientações da Defesa Civil.

A Defesa Civil do Recife também emitiu um alerta na noite deste sábado (30) sobre as chuvas para as pessoas que moram em áreas de risco.

Contatos

Defesa Civil do Estado de Pernambuco – (81) 3181 2490

Defesa Civil do Recife – (81) 3355 2115

Defesa Civil de Olinda – 0800 281 2112 / (81) 99266 5307

Defesa Civil de Jaboatão dos Guararapes – (81) 98558 2836

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), fez coro às críticas à recomendação do Palácio do Planalto ao Ministério da Defesa para que o aniversário de 55 anos do golpe de 1964, neste domingo (31), fosse comemorado nos quartéis. Aliado do socialista, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), escreveu um artigo para questionar a determinação do governo.

“A ditadura vigente de 1964 a 1985 vitimou milhares de cidadãs e cidadãos, perseguidos, presos, torturados, exilados e assassinados. Por décadas, seccionou o país, apartou civis e militares. Comemorá-la em nada contribui para a urgente pacificação que o Brasil necessita, de forma a que possa enfrentar, unido, os grandes desafios à frente”, afirmou Paulo Câmara em nota publicada neste sábado (30) no Instagram.

“Causa, portanto, estranhamento e surpresa à cidade natal de Paulo Freire a notícia de que há o que se celebrar em relação aos acontecimentos que envolveram o Brasil em uma sombria penumbra entre os anos de 1964 e 1985. Não há o que se comemorar. Há sim, o que não esquecer, pois um povo que desconhece o seu passado é incapaz de construir um futuro melhor para a coletividade. Sendo assim, vamos rememorar”, disse Geraldo Julio no artigo.

Recuo

Após os questionamentos, Bolsonaro afirmou que não pediu para que os quartéis “comemorassem” a data de 31 de março, e sim que rememorassem. “Não foi comemorar. Rememorar, rever, ver o que está errado, o que está certo. E usar isso para o bem do Brasil no futuro”, declarou após participar de cerimônia de aniversário da Justiça Militar, na qual foi condecorado.

Dias antes, porém, em entrevista coletiva, o porta-voz da Presidência da República afirmou que “o presidente não considera 31 de março de 1964 um golpe militar”. Segundo Rêgo Barros, na avaliação de Bolsonaro, sociedade civil e militares, “percebendo o perigo” que o País vivenciava naquele momento, se uniram para “recuperar e recolocar o nosso país no rumo”. “Salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém”, afirmou.

Questionado sobre como serão as “comemorações”, Rêgo Barros disse que ficará a cargo de cada comando. “Aquilo que os comandantes acharem, dentro das suas respectivas guarnições e dentro do contexto, que devam ser feitas”.

Foto: Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) votará, na quarta-feira (03), uma pauta com 13 itens entre projetos e requerimentos. Uma das matérias é a autorização para o Poder Executivo criar a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Econômico (Ride) do Polo Caruaru (PE) e Campina Grande (PB). De autoria do ex-senador Douglas Cintra, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 789/2015 — Complementar autoriza também a instituição do Programa Especial de Desenvolvimento do polo.

A Ride, conforme a proposta, será constituída de 25 municípios de Pernambuco e 20 da Paraíba. Os programas e projetos para a Ride deverão dar ênfase aos setores de confecção, turismo e indústria moveleira.

O texto destaca que os 45 municípios têm atividades econômica afins. A região de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, que se situa em Pernambuco e fará parte da Ride, abriga o polo de confecção pernambucano, que tem 12 mil unidades produtivas, emprega 79 mil pessoas e produz 57 milhões de peças por mês.

No turismo, os municípios de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) realizam as mais conhecidas festas juninas do país, como lembra o autor da proposição. Além disso, na cidade pernambucana é realizada semanalmente a Feira de Caruru, tombada como patrimônio imaterial do país pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em Gravatá (PE), outro município que integra a Ride, o polo moveleiro destaca-se pela comercialização de móveis rústicos de estilo country. O município de Tacaimbó (PE) é o maior centro produtor de móveis estofados do estado.

Para o autor da proposta, a criação da Ride viabilizará investimentos direcionados pelos governos estaduais e federal a melhoria da infraestrutura, financiamento de máquinas e equipamentos e capacitação profissional das populações. O objetivo é melhorar a produção industrial e a comercialização.

Alterações

A matéria já foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e teve voto favorável do relator na CDR, senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), que apresentou duas emendas, uma de redação. A outra emenda inclui artigo para prever expressamente a elaboração de uma avaliação ambiental estratégica para a região.

Em relação a composição da Ride, o relator sugere a substituição do município de Torres, que não se situa no estado da Paraíba, pelo município de Boa Vista, que fica próximo aos municípios de São Domingos do Cariri e de Umbuzeiro.

“Em consequência da semelhança e complementariedade das atividades econômicas dos Municípios do Polo Caruaru – Campina Grande, das tradições culturais, das manifestações religiosas e da proximidade geográfica, a criação da Ride presta-se a integrar esforços governamentais e privados no sentido de prover a infraestrutura de serviços públicos necessários ao desenvolvimento socioeconômico ambientalmente sustentável”, avaliou Veneziano.

Se aprovada sem apresentação de recurso, a matéria segue para votação no Plenário do Senado. Com informações da Agência Senado.

Augusto Heleno

Os generais da reserva com assento no governo de Jair Bolsonaro ocuparam funções de oficiais na estrutura das Forças Armadas e dos governos do regime militar. Conselheiro do presidente, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Ribeiro (foto), de 71 anos, tinha quase 17 no dia 31 de março de 1964. “Era aluno do segundo ano Científico do Colégio Militar do Rio. Vibrei com a queda de João Goulart, um cancro na política brasileira”, disse ao Estado. A exemplo de Bolsonaro, Heleno não chama o golpe de golpe. Na sua definição, houve um movimento para conter o avanço do comunismo no País. 

No começo da década de 1970, Heleno foi instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio, onde se formaram o atual ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz (turma de 1974), o vice-presidente Hamilton Mourão (1975) e o próprio Bolsonaro (1977).

No ano da formatura de Bolsonaro, Heleno, capitão recém-promovido, assumiu o cargo de ajudante de ordens do então ministro do Exército, Sylvio Frota – que tentou se impor como sucessor do presidente Ernesto Geisel e foi demitido. O grupo do entorno dele ensaiou um levante. Questionado, Heleno disse que sua participação foi “irrelevante”. “Tinha apenas 30 anos”. 

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, de 65 anos, tinha 10 quando o Exército derrubou Goulart. Ele relatou que, durante o regime, se dedicou à Brigada Paraquedista, no Rio. Sua atuação, disse, foi “exclusivamente” voltada à profissão militar.

Já Santos Cruz, que tem gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto, completava 12. O Exército tinha acabado de exterminar as guerrilhas na Amazônia quando, entre 1975 e 1977, ele concluiu os cursos de comando e guerra na selva. À pergunta sobre sua experiência na ditadura, disse que não foi “frotista” nem “castelista”. “Não faço parte de grupos estereotipados. Fui ser militar porque tinha atração pela atividade militar e era uma opção profissional que eu tinha possibilidade de acessar.”

Em 1973, no auge da repressão, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, general Floriano Peixoto, de 64 anos, se formava pela Academia Militar das Agulhas Negras. Naquele ano, outro ministro, o almirante Bento Albuquerque, de Minas e Energia, entrava para a Marinha. Nos dois últimos governos militares ele se dedicou ao programa de submarinos.

O titular da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, de 56 anos, tinha um ano quando ocorreu o golpe e no último ano do regime, 1984, formou-se em Tecnologia Aeronáutica na Academia da Força Aérea. Militares mais novos, como o ministro Tarcísio Gomes (Infraestrutura), de 43 anos, não era nascido em 1964.

Bolsonaro é recebido em Tel Aviv pelo premiê israelense Benjamin Netanyahu — Foto: REUTERS/Ronen Zvulun

G1

O presidente Jair Bolsonaro chegou a Israel na madrugada deste domingo (31) para visita oficial de quatro dias ao país. O avião com a comitiva brasileira pousou em Tel Aviv pouco antes das 4h, e Bolsonaro é recebido com uma cerimônia de boas-vindas ainda no aeroporto internacional Ben Gurion.

No primeiro dia da viagem, Bolsonaro será recebido pelo premiê israelense Benjamin Netanyahu – um de seus principais aliados externos – para uma série de compromissos, entre os quais reunião privada, assinatura de acordos bilaterais e uma declaração conjunta à imprensa.

À noite, Netanyahu vai oferecer um jantar ao colega brasileiro. O presidente do Brasil ficará em Israel até quarta-feira (03). A viagem a Israel é o quarto compromisso oficial de Bolsonaro no exterior desde que assumiu a Presidência. Antes de ir ao Oriente Médio, ele já viajou para a Suíça, os Estados Unidos e o Chile.

A visita de Bolsonaro ao premiê israelense ocorre às vésperas de eleições convocadas para 9 de abril em que é possível que Netanyahu, líder do partido de direita Likud, deixe o poder. O parlamento de Israel aprovou a própria dissolução em dezembro, antecipando para abril as eleições israelenses que deveriam ocorrer até novembro de 2019.

Se for reeleito pela quinta vez na eleição do mês que vem, Bibi, como Netanyahu é conhecido em Israel, vai superar o recorde de permanência no cargo do fundador do Estado de Israel, David Ben Gurion. O governo de Netanyahu permaneceu ativo desde a dissolução do parlamento, mas não pode tomar decisões que exijam o consentimento dos congressistas, como o voto de novas leis.

A ida a Israel é uma retribuição à visita do premiê israelense ao Brasil, em janeiro, para participar da solenidade de posse do presidente brasileiro. Na primeira visita oficial de um primeiro-ministro de Israel ao Brasil, Netanyahu visitou o Pão de Açúcar e chegou a jogar futebol com banhistas na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Bolsonaro e Netanyahu tiveram um encontro no qual reafirmaram a intenção de estreitar os laços entre os dois países e fazer parcerias em diversos setores. O israelense chamou o brasileiro de “grande amigo”, “grande aliado” e “grande irmão”.

A agenda de Bolsonaro em Israel prevê compromissos em Tel Aviv e em Jerusalém. As duas cidades estão no centro de uma polêmica envolvendo a embaixada brasileira no país. Em Jerusalém, na segunda-feira (1º), ele visitará o Muro das Lamentações, local sagrado para os judeus.

Bolsonaro declarou no ano passado após vencer a eleição presidencial que pretendia transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que fez o presidente norte-americano Donald Trump. Após três meses de governo, a mudança ainda não foi oficializada.

Com a medida, o Brasil reconheceria Jerusalém como capital de Israel, o que suscitou o receio de retaliações comerciais de países árabes, grandes compradores de carne bovina e de frango do Brasil.

Israel considera Jerusalém a “capital eterna e indivisível” do país. Mas os palestinos não aceitam e reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestino. A comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense de Jerusalém como sua capital indivisível.

Após a polêmica declaração, o governo brasileiro tem adotado um tom de cautela ao falar sobre o assunto. Em diversas ocasiões, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que o governo estuda o assunto, e não deve anunciar nenhuma medida nesse sentido na visita oficial a Israel.

Bolsonaro também deve visitar uma comunidade de brasileiros estabelecida na cidade de Raanana.

A comitiva presidencial é formada pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Também viajaram para Israel com o presidente da República os senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – filho mais velho de Jair Bolsonaro –, Chico Rodrigues (DEM-RR) e Soraya Thronicke (PSL-MS), além da deputada Bia Kicis (PSL-DF).  

A definição do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara teve lances curiosos. Rodrigo Maia, presidente da Casa, manobrava para o Partido Novo indicar o relator, mas a opção foi vetado pelo PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro, que nem sequer foi consultado. O veto foi o “troco” do PSL ao comportamento do Novo na eleição para presidente da Câmara.

As razões do veto foram expostas em mensagem de WhatsApp do presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), a Rodrigo Maia.

No texto, Luciano Bivar lembrou que o Novo não apoiou Maia e nem o PSL para a segunda vice-presidência da Câmara.

“Não foram parceiros”, lembrou Luciano Bivar a Maia, referindo-se ao Novo. Concluiu a mensagem com divertida imprecação: “Que se f(*)!”. A informação é do Diário do Poder.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, é um dos alvos prediletos do núcleo ideológico do governo Foto: Jorge William / Agência O Globo

ÉPOCA

A investida contra a ala militar feita morosamente pelo núcleo duro do presidente Jair Bolsonaro já ecoa na Câmara dos Deputados. O núcleo, composto dos três filhos do presidente e assessores ligados a Olavo de Carvalho, tem, de forma sistemática, lançado dúvidas sobre o trabalho da ala militar e o excessivo protagonismo do vice-presidente, Hamilton Mourão. Na Câmara, um parlamentar do PSL definiu a estratégia da seguinte forma: “É como gosto de barata. Eles estão colocando gosto de barata na relação. Não mata, mas também não fica igual. Fica aquele amargor”.  

As demissões no MEC deram mais combustível ao desconforto. Marcus Vinícius Rodrigues, diretor do INEP exonerado pelo ministro Vélez-Rodriguez, foi indicado para o cargo pelo grupo de transição comandado pelo general Augusto Heleno — uma das raras indicações do general que haviam sobrevivido à ascensão de Vélez na pasta. Quando Bolsonaro pediu que fosse formulada uma lista de possíveis nomes para substituir Vélez, cinco foram apresentados pela ala militar. Um deles era o de Marcus Vinícius. Sua demissão levanta duas hipóteses: o prestígio da filhocracia ou a situação de cativeiro na qual o presidente se encontra, sem saber como lidar com a fúria da militância virtual de Olavo de Carvalho.  

Seja qual for a hipótese predominante, trata-se de um desgaste de péssimo timing não só para o caminhar do governo, mas também para as próprias expectativas pessoais de Jair Bolsonaro. O presidente conseguiu trazer para sua gestão parte da turma de cadetes com os quais se graduou em 1977, na Academia dos Agulhas Negras (Aman), e que chegaram ao topo da carreira. Há um sentimento de irmandade existente desde então e que se fortaleceu no período da campanha. No grupo de WhatsApp “Aman 77”, combinavam hipotéticos encontros no Palácio do Alvorada, que ainda não chegaram a acontecer. 

Ao entrarem em rota de colisão com militares, os filhos do presidente e sua turma de olavetes minam não só as estruturas do Palácio do Planalto, mas também algumas das poucas paredes emocionais do pai, que, a cada crise que passa, demonstra crescente isolamento.