Em transmissão ao vivo na noite desta segunda-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro disse que “haverá sensibilidade por parte do Ministério da Defesa para corrigir possíveis equívocos” na proposta de reforma da Previdência dos militares –que deve ser apresentada ao congresso na quarta-feira (20).

Entre outros pontos, a criação de mais um nível hierárquico na carreira militar, o sargento-mor, causou polêmica entre integrantes do governo e representantes do Ministério da Defesa. “O que chega para mim é que não caiu bem”, afirmou o presidente.

Bolsonaro comentou as polêmicas em torno da reforma na Blair House, residência cedida pelo governo norte-americano para chefes de Estado que visitam o país.

O presidente está nos Estados Unidos, onde se encontrará com o colega norte-americano, Donald Trump nesta terça-feira (19).

Na segunda-feira (18), Bolsonaro assinou um decreto que isenta 4 países de visto para viajar ao Brasil –Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão. Ao lado do filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bolsonaro disse que deu “um problema” na reforma dos militares, mas que a “proposta vai ser justa”.

Venezuela sem gato nem cachorro

Na live, transmitida no Facebook de Eduardo Bolsonaro direto da Blair House –casarão do governo norte-americano para recepcionar chefes de Estado–, o presidente voltou a citar o Venezuela. Já o havia feito em discurso na Câmara Americana de Comércio, ao citar a capacidade bélica dos EUA para dizer que Brasil e norte-americanos devem “libertar o povo” daquele país.

O presidente atacou os rivais. Disse que “a fronteira está aberta” para que integrantes do PT, do PC do B e do Psol “vão morar na Venezuela, já que gostam tanto”.

Segundo o capitão reformado do Exército, “na Venezuela não tem gato nem cachorro mais, comeram tudo por causa do socialismo”.