Na escola estadual Liceu de Artes e Ofícios, o aprendizado de matemática foi incrementado com uma gincana / Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem

Pela primeira vez, alunos de todas as turmas do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio das escolas estaduais de Pernambuco (cerca de 500 mil) passaram por uma avaliação, no início do ano letivo, para diagnosticar em que nível de aprendizado estão. As provas, de português e matemática, ocorreram semana passada. Outra novidade é que a correção foi feita pelos professores das disciplinas e usando um aplicativo de celular.

O Estado já tem o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco (Saepe), avaliação aplicada anualmente desde 2008 para alunos de escolas municipais e estaduais dos 3º, 6º e 9º anos do fundamental e dos 3º anos do ensino médio.

Outro instrumento que mede a qualidade do ensino é o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), realizado pelo governo federal a cada dois anos. A diferença é que Saepe e Saeb são no final do ano e os resultados, por serem de larga escala, não saem imediatamente.

“É uma primeira experiência, com objetivo estritamente pedagógico. Se der certo, vamos repetir. Um dos diferenciais é que professor e escola, com o diagnóstico no começo do ano, poderão investir, nos próximos meses, naquilo que os alunos tiveram mais dificuldade. Com o Saepe e o Saeb o resultado só sai quando o estudante já mudou de série”, observa o secretário estadual de Educação, Frederico Amâncio.

“O desafio para fazer um exame para todos os estudantes da rede é o custo. Como a correção das provas foi pelo aplicativo, a avaliação tornou-se viável financeiramente”, destaca.

RESULTADO

Os testes foram elaborados pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação, da Universidade Federal de Juiz de Fora, mesma entidade responsável pelo Saepe.

“Vai contribuir para nosso trabalho. Tenho cerca de 200 alunos do 2º ano. Sei o desempenho geral de cada turma, de cada aluno, o percentual de erro e acerto por questão e separado por assunto”, diz o professor de matemática Túlio Monteiro, da Erem de Paulista, no Grande Recife.