Os recenseadores de pesquisas eleitorais estão fazendo um levantamento para algum instituto de pesquisa em Afogados da Ingazeira com vistas às eleições de 2020. Não citaremos nomes dos citados na pesquisa para não incorrer no erro de ser abordado pela justiça eleitoral. Mas que estão avaliando a atual administração com a pergunta: “como você avalia a atual gestão do município?”. Podendo o entrevistado responder se a gestão é boa, ruim ou péssima.

O entrevistado também responde em que candidatos irá votar para prefeito numa lista de nomes que está na pesquisa, e pelo que consta nos noticiários de alguns blogs, de que Afogados da Ingazeira tem hoje mais de 10 candidatos postulantes a cadeira que será vaga em 31 de dezembro de 2020 mas que na relação dos prefeituráveis não consta tantos nomes assim. Porque os nomes frisados pelo pesquisador não condiz com a quantidade dos anunciados pelos meios de imprensa.

O pesquisador quis saber também sobre a Câmara de Vereadores, a atuação de cada parlamentar e se o pesquisado repetiria seu voto no seu candidato da eleição passada. Saber se aprova os trabalhos ora desenvolvidos pelo poder legislativo, a resposta também pode ser: bom, ruim ou péssimo.

O Blog PE Notícias foi procurado por um morador da Av. Rio Branco, no centro de Afogados da Ingazeira, que relatou o descrito acima onde finaliza com a interrogação: quem será o responsável, candidato ou poder público, que está interessado numa pesquisa tão ampla?

A Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 no seu Art. 2º diz que “todo poder emana do povo e será exercido, em seu nome, por mandatários escolhidos, direta e secretamente, dentre candidatos indicados por partidos políticos nacionais, ressalvada a eleição indireta nos casos previstos na Constituição e leis específicas”.

As empresas que fizerem pesquisas de opinião pública sobre as eleições municipais destinadas a conhecimento público serão obrigadas a registrá-las na Justiça Eleitoral. Segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplina o assunto (íntegra aqui), o registro deve ocorrer com antecedência mínima de cinco dias. Os responsáveis por divulgar pesquisa sem o prévio registro das informações obrigatórias ficam sujeitos à multa, que varia de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00. São esses alguns dos dispositivos da resolução do TSE que trata do assunto. Ou será que a pesquisa é para um mero conhecimento do poder de fogo, ou não, de alguns candidatos? Ou mesmo a decepção parlamentar de alguns vereadores? É esperar e conferir.