Monthly Archives: junho 2019

A criançada vai desenvolver toda a sua imaginação e criatividade durante o recesso escolar de julho no Sertão do Pajeú. O Sesc em Triunfo está com inscrições abertas para o projeto Brincando nas Férias, que acontecerá de 15 a 19 de julho. O projeto contribui com o desenvolvimento das crianças com atividades que estimulam a prática esportiva e a socialização em um ambiente de diversão e construção do conhecimento.

A programação é voltada para crianças de 4 a 10 anos e acontecerá todos os dias das 13h30 às 17h30, no Hotel do Sesc em Triunfo. Tendo como tema “Cultura Maker”, as atividades buscam promover uma imersão criativa das crianças. “Trabalhamos qualidades cada vez mais valorizadas, como a proatividade e o senso de colaboração, a partir da criatividade”, explica a coordenadora de Esportes e Recreação do Sesc Pernambuco, Jeane Karla Albuquerque. 

Os interessados podem se inscrever no Ponto de Atendimento na Fábrica de Criação Popular do Sesc, localizada na Praça Dr. Arthur Viana Ribeiro. O valor da inscrição custa R$ 100. Dependente de trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo tem desconto e paga R$ 50.

O cantor gospel Régis Danese fez um belo e emocionante show na abertura da parte festiva da 15ª Expoagro. Há três anos a Expoagro é aberta por uma atração gospel. Nos dois últimos anos, as atrações foram Fernandinho e Samuel Mariano. 

Simpático, atencioso com todos, o mineiro Régis Danese cantou seus maiores sucessos, como “faz um milagre em mim”, “eu decido adorar”, “entra na minha casa” e “dinheiro não é tudo”. Canções que fizeram, literalmente, o público cantar junto.

Um dos momentos mais emocionantes foi quando Danese chamou uma menina da plateia para cantar junto com ele. Com necessidades especiais, a jovem, de nome Vitória, fez todos se emocionarem, incluindo o cantor. “Sabe o que eu disse quando falei ao ouvido dela? Ora por mim, ora pela minha família. Sua oração aos olhos de Deus tem muito mais força do que a minha,” afirmou Régis Danese abraçado à Jovem. 

O show foi transmitido ao vivo no Facebook através das páginas expoagro2019 e afdaingazeira (oficial da Prefeitura de Afogados). Para compartilhar nas páginas pessoais, bastava copiar e colar o link. Bastante conectado, outro momento legal do show foi quando Régis leu as mensagens que o público postava em seu Instagram (@rdaneseoficial). Muitas das pessoas que tiveram as mensagens lidas acenavam do meio do público. 

Logo mais, às seis da manhã, teremos o cortejo de Bacamarteiros, saindo do início da Avenida Rio Branco em direção à Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, onde a Prefeitura oferece o tradicional café da manhã. 

Às 11h, o prefeito José Patriota e o secretário Estadual de Desenvolvimento Agrário, Dílson Peixoto, entregam a agricultores mudas de umbuzeiro, raquetes de palma e kits de irrigação. A solenidade ocorrerá no auditório do Sebrae instalado no Centro Desportivo municipal. 

E à noite, a partir das 21h, na segunda noite de shows, sobrem ao palco da XV Expoagro, artistas da terra, Irah Caldeira e Noda de Caju.  

Casa da Cultura de Salgueiro — Foto: Arquivo pessoal/ Héliton Araujo

Entre os dias 13 e 16 de agosto será realizado o II Festival de Cinema e Teatro do Sertão, na Casa da Cultura Coronel Veremundo Soares, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. Para participar do evento com a exibição de curtas-metragens e apresentação de espetáculos teatrais, os interessados devem se inscrever até o 19 de julho.

As inscrições são gratuitas. O formulário de inscrição está disponível no endereço eletrônico. A ficha preenchida e o link onde o curta-metragem está hospedado deve ser enviado para acesso da comissão avaliadora, através do e-mail nivaneidecosta@gmail.com.

O festival será composto por exibições de quatro curtas-metragens, sendo selecionados um da região Nordeste, dois Pernambucanos e um Nacional. Já as apresentações teatrais, serão dois do Nordeste e duas na categoria Pernambucanos.

A premiação será de R$1 mil para o melhor de cada categoria de curta-metragem e espetáculo teatral.

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Foto: Blog do Finfa

Na manhã desta sexta-feira (28), aconteceu no Cine Teatro São José em Afogados da Ingazeira, Sessão Solene da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, juntamente com a Prefeitura. Na oportunidade foi celebrado os 110 anos de emancipação política do município e outorgada Moção de Aplausos, Título de Cidadão afogadense e Medalhas de Honra ao Mérito Dom Francisco.

Também aconteceu a posse do novo vereador Rivélton Santos da Silva, (Rivélton Veterinário), que assume a vaga deixada após a saída do vereador Franklin Nazário, que em carta de renuncia alegou “motivos pessoais”, mas como informado anteriormente, deixa a Câmara por incompatibilidade com sua função de policial em Alagoas. Com informações do comunicador Anchieta Santos, das rádios Pajeú FM, e Cidade FM, de Tabira, para o PE Notícias.

A nota pública dos juízes de Pernambuco chama o projeto de lei, aprovado no Senado, de retrocesso. O procurador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol já havia usado o mesmo termo para criticar a iniciativa do Congresso Nacional.

“O texto atual do Projeto de Lei Complementar (PLC) 27/2017, apelidado de “Lei do abuso de autoridade”, é uma ameaça à independência da magistratura e do Ministério Público, essencial para a promoção da Justiça nos países democráticos”.

“A Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE) é contra a proposta, que, na prática, desvirtuou o projeto original das “Dez Medidas de Combate à Corrupção” em um mecanismo para punir e retaliar agentes públicos no cumprimento de suas funções”.

“A AMEPE ressalta que a Legislação Brasileira já conta com dispositivos de combate ao abuso de autoridade, e as Corregedorias de Justiça do País atuam com eficiência na apuração de eventuais excessos, caso praticados”.

“O Congresso Nacional precisa estar alinhado com os anseios da sociedade em temas que fortaleçam leis e medidas no combate à corrupção, e não a distorção de projetos com efeito contrário”.

“A magistratura estadual de Pernambuco continuará mobilizada contra esse inaceitável retrocesso”.

Chuva na praia da Barra dificulta buscas

Neste sábado ventos alísios nas proximidades do litoral nordestino devem provocar correntes de ar com intensidade de até 60km/h entre o litoral da Bahia e o Maranhão, que engloba Pernambuco. A Marinha do Brasil informou que ondas na direção sudeste a leste podem alcançar até 3 metros nesse litoral.

Ressacas, que são um movimento anormal das ondas do mar sobre si mesmas na área de rebentação, também são previstas no litoral de todo o Nordeste brasileiro. Por causa disso, a Marinha Brasileira reforça o pedido de atenção aos navegantes e orienta para que esses consultem informações meteorológicas antes de se entrarem no mar.

Ministro Dias Toffoli, presidente do CNJ Foto: Edilson Dantas 03/05/2019 / Agência O Globo

Em proposta de “manual de conduta” para juízes usarem redes sociais , o grupo de trabalho criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) defendeu que os magistrados não adiantem o teor de decisões judiciais ou atendam a pedidos de partes, advogados ou interessados por meio de plataformas digitais e aplicativos. O plenário do órgão, responsável por regulamentar e fiscalizar a atuação dos juízes no Brasil, começou nesta semana a discutir o texto, que já teve votos a favoráveis de dois dos 15 conselheiros.

O projeto de ato normativo prevê que o juiz não atenda a pedidos por meio de redes sociais “não institucionais” e oriente o interlocutor a procurar as “vias adequadas”. O texto entra em discussão em meio à polêmica das supostas mensagens entre o então juiz Sergio Moro e o procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol. Segundo o site The Intercept Brasil, eles teriam combinado atuações no âmbito da Operação Lava Jato. Os dois contestam a autenticidade dos diálogos, negam irregularidades e denunciam a invasão ilegal de suas comunicações.

Criado antes da divulgação das mensagens de Moro e Dallagnol, o grupo de trabalho do CNJ recomendou que os juízes evitem manifestações nas redes “que maculem a imparcialidade” dos julgamentos e “afetem a confiança do público no Poder Judiciário”. O órgão sugeriu evitar publicações “que busquem autopromoção ou evidenciem superexposição, populismo judiciário ou anseio de corresponder à opinião pública”. Os magistrados ainda deveriam se abster de compartilhar conteúdo sem ter a “convicção pessoal” de as informações serem verdadeiras, em iniciativa contra as fake news.

As regras propostas valem para todos os sites da internet, plataformas digitais e aplicativos de computador e dispositivos móveis voltados à interação social, segundo o projeto de resolução, divulgado no site do CNJ. Valem para grupos públicos e privados que permitam a comunicação, a criação ou o compartilhamento de informações.

“Juiz não é cidadão comum”, diz relator

Entre as condutas proibidas pelo projeto de “manual de conduta”, estão a manifestação de opinião sobre processo pendente de julgamento — seja do magistrado ou de colegas — e de “juízo depreciativo” sobre despachos, votos e sentenças. O juiz poderá, no entanto, fazer críticas nos autos, em obras técnicas e em aulas ministradas.

O texto também propõe o veto a demonstrações de engajamento em atividade político-partidária e de apoio ou crítica públicos a determinado candidato, liderança política ou partido. Essa vedação não atinge possíveis manifestações, públicas ou privadas, sobre projetos e programas de governo, processo legislativos ou questões de interesse público, do interesse do Judiciário ou da carreira dos magistrados. A única condição, nesse caso, seria de que o magistrado, ao dar sua opinião, “respeite a dignidade” do Judiciário.

Em seu site, o CNJ argumentou que o projeto é necessário para “compatibilizar o exercício da liberdade de expressão com os deveres inerentes ao cargo” de juiz.

“A premissa fundamental é a de que o juiz não é um cidadão comum”, argumentou o conselheiro Aloysio Corrêa da Veiga, coordenador do grupo de trabalho. O ministro aponta que a imagem do magistrado “se confunde com a do Judiciário”, o que impacta a percepção da sociedade. O projeto destaca que as manifestações dos juízes nas redes podem afetar a credibilidade, a legitimidade e a respeitabilidade da Justiça. Além disso, as regras seriam importantes contra riscos à segurança pessoal e à privacidade dos juízes.  

Jair Bolsonaro

Por João Domingos/Estadão

O balanço dos seis primeiros meses de governo de Jair Bolsonaro não pode ser considerado positivo, pelo menos na visão deste repórter. A despeito da baixa taxa de juros e da inflação sob controle, heranças do governo de Michel Temer, é bom lembrar, a economia está empacada e o desemprego de 13 milhões de pessoas na idade economicamente ativa é desesperador. Quanto ao PIB, o próprio Banco Central reduziu a previsão de crescimento de 2% em 2019 para 0,8%. E ninguém descarta a possibilidade de nova redução nos próximos meses. 

Quanto à reforma da Previdência, único projeto com potencial para dar uma sacolejada boa na economia e reconquistar a confiança de investidores, este praticamente saiu das mãos do governo, passando ao controle do Congresso. Mesmo com toda a dificuldade que propostas desse teor enfrentam, em qualquer lugar do mundo, é possível que o projeto seja aprovado mais por méritos do Congresso do que por esforço do Palácio do Planalto. O governo não se preocupou em criar uma equipe de articuladores competente, mas, sim, uma fórmula incompreensível de atuação, até há pouco tempo dividida entre o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o então secretário de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, demitido no calor das discussões da reforma da Previdência. Não porque tenha falhado na articulação política, mas porque Santos Cruz não dava bola para a agenda conservadora do presidente e ainda era agredido com expressões de baixo calão pelo escritor Olavo de Carvalho, tido como guru do presidente.

Quanto ao pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, também não se vê da parte do governo um empenho grande para que seja aprovado logo. E olha que o combate ao crime foi uma das bandeiras de campanha do então candidato do PSL. 

O ideal para qualquer um que escreva sobre política, e que vivenciou erros e acertos de todos os governos do período da redemocratização para cá (1985/1988), seria dizer que agora a coisa vai, que o programa de recuperação econômica é isso e aquilo, que o País caminha para o pleno emprego e que, por isso mesmo, o presidente, no auge de sua popularidade, desistiu de acabar com a reeleição para buscar mais um mandato. O que há é o avesso disso. 

Seria também interessante dizer que estão com os dias contados estatais como a Empresa de Planejamento e Logística, criada no governo de Dilma Rousseff para administrar um trem-bala que faria o trajeto entre Rio e Campinas, passando por São Paulo, a tempo de carregar torcedores para a Copa de 2014. Isso, no entanto, não é possível. Passados mais de oito anos da criação da EPL, e sem que um único dormente para o trem de alta velocidade tenha sido assentado, tal empresa continua lá na sua sede, em Brasília, com presidente, diretoria, benefícios sociais, comissão de ética, assessoria de imprensa e milhões para torrar. 

Nesses seis meses de governo, o que houve, em excesso, foi muito falatório. “Um festival de besteiras”, na definição de Santos Cruz, que costuma ser cuidadoso quando fala do governo. O general passou quase seis meses lá dentro. Vivenciou grandes e pequenos acontecimentos. Deve saber o que diz. 

O certo é que o presidente, que tem falado constantemente em ser candidato à reeleição, continua a agir como se estivesse em campanha. A economia vai mal, não há um projeto de desenvolvimento, por exemplo, para a Amazônia, para o Nordeste, para reduzir a pobreza, para melhorar a educação. Mas Bolsonaro acha que daqui uns dias todos vão querer votar nele. 

Para não ficar só nessa lenga-lenga, registre-se que houve o anúncio do fechamento de um acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul. Acordo que começou a ser costurado no governo de Fernando Henrique Cardoso, ainda em 1999.

Reforma Câmara

Os tempos difíceis de ajustes fiscais não impediram a Câmara dos Deputados de decidir gastar R$ 20 milhões para reformar 81 gabinetes parlamentares e incluir um banheiro em cada um deles. 

As salas ficam no chamado anexo 3, um dos prédios adjuntos ao edifício principal do Congresso. A ala abriga os únicos gabinetes sem banheiros próprios. Quem despacha ali, precisa dividir os toaletes comuns, localizados nos corredores, com funcionários e visitantes.

No anexo 4, por exemplo, cada sala possui o seu próprio banheiro, que muitas vezes acaba sendo privativo do parlamentar. Os deputados do anexo 3 decidiram que também querem ter seus banheiros individuais.

O projeto foi elaborado pela área de arquitetura da Câmara já está aprovado e as obras devem ser iniciadas no próximo semestre. A ideia é encabeçada pela 1.ª Secretária da Câmara, a deputada Soraya Santos (PR-RJ).

A reforma deverá levar ao menos três anos para ser concluída, com previsão de ser entregue em janeiro de 2023. Durante a execução das obras, os gabinetes dos parlamentares e demais escritórios do anexo 3 serão transferidos para outra área do prédio. Uma primeira leva de 38 gabinetes tem previsão de ficar pronta até janeiro de 2021.

O projeto não é unanimidade. Herdeira do gabinete nesta ala que era usado pelo presidente Jair Bolsonaro, quando era parlamentar, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) discorda da iniciativa. “Se fosse alguma coisa para um deficiente físico ou alguém com problema de locomoção, isso até poderia ser feito para essas pessoas. Mas eu não faço questão de banheiro, até porque fico pouco no gabinete, só vou para despachar e já volto para as comissões”, disse.

O deputado Junior Bozzella (PSL-SP), que também ocupa um espaço no anexo 3, segue a colega. “Atendo muita gente no gabinete, mas é muito dinâmico, então, nem percebo essa questão de ter ou não banheiro. E eu uso bem o banheiro do corredor, sendo bem sincero.”

Bozzella, no entanto, afirmou que as estruturas da Casa “não são das melhores”, mas ressaltou que é preciso poupar recursos públicos. “É precário para o atendimento ao público, não exclusivamente para o parlamentar em si. Eu não me incomodo, mas talvez o público ali no gabinete e os funcionários se incomodem, embora existam os banheiros nos corredores. Mas quanto mais dinheiro público puder economizar, melhor”, afirmou.

Câmara afirma que obras ainda serão licitadas

Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Câmara informou que as obras ainda serão licitadas e que os custos estimados são de R$ 6,6 milhões por ano, a serem executados entre 2020 e 2022.

A Câmara justificou que o prédio do anexo 3, erguido na década de 1970, “nunca passou por reformas gerais de suas instalações, que estão obsoletas”. Segundo a Casa, não se trata apenas de erguer banheiros novos, porque há “necessidade comprovada” de trocar sistemas hidráulico, elétrico e de ar condicionado, e de adequar o prédio a normas de acessibilidade, segurança e de combate a incêndio e pânico, “com a melhoria das rotas de fuga”, segundo o texto.

Em 2016, a Câmara chegou a analisar a possibilidade de construir mais um anexo, com uma obra estimada em R$ 320 milhões. “A área técnica da Câmara realizou estudos que constataram que a solução mais viável, do ponto de vista da economicidade e da praticidade, é a realização de obras estruturais no prédio – a alternativa, muito mais dispendiosa, seria a construção de um novo edifício, o que chegou a ser cogitado no passado”, diz a nota.

Outrora criticado, o perfil político de Dias Toffoli foi uma das marcas de sua condução do Supremo no 1.º semestre. A Corte iniciou o ano sob ataque das ruas, do Congresso e da família Bolsonaro. Hoje a temperatura baixou, mesmo o STF tendo enfrentado temas espinhosos e crises — inclusive as criadas por ele próprio. Nesses meses, Toffoli almoçou com parlamentares e até tentou costurar um pacto entre os Poderes, sem sucesso. Ministro da Corte, Marco Aurélio destaca seu papel mediador: “Se não houver ponderação no STF, onde haverá?”

Em cerimônia de encerramento do semestre na segunda-feira, Toffoli apresentará números aos quais a Coluna teve acesso. Foram 57,4 mil decisões, entre monocráticas e colegiadas – 76,4% definitivas.

Em 61 sessões presenciais e virtuais, foram votados 1.615 processos, 16,5 por sessão. O acervo atual é de 35,8 mil, com redução de 64,5% desde 2009.

Apesar das críticas, o entorno de Toffoli não admite erros na censura da matéria da revista Crusoé. Mas reconhece que, não fosse o episódio, o inquérito das fake news teria sido “um golaço”.

O julgamento sobre prisão em segunda instância deve voltar ao plenário, mas a tendência é ser incluído na pauta de uma semana para a outra.

Quando foi marcado o julgamento para abril do ano passado, a segurança do Supremo detectou aumento significativo de ameaças aos ministros.

Rodrigo Maia

Na reta final para a votação da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara, a bancada do agronegócio pressiona para evitar o fim do benefício que garante a isenção previdenciária do exportador rural. Para dar o incentivo ao setor, a União abre mão de R$ 8 bilhões por ano. 

A costura dos ruralistas passa também pelo perdão da dívida dos agricultores com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), que é a contribuição paga pelos empregadores para ajudar a custear a aposentadoria dos trabalhadores. 

O acordo inicial acertado com o presidente Jair Bolsonaro era que o perdão da dívida fosse concedido. E a compensação da perda de receita – uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – seria feita via a oneração das exportações prevista na proposta original do governo e mantida pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP). 

Mas, a pedido dos ruralistas, o relator acabou deixando uma brecha para o perdão da dívida do Funrural – um estoque estimado em R$ 17 bilhões. O texto original da proposta proibia o perdão e o parcelamento acima de 60 meses, o chamado Refis. 

Mas os ruralistas não ficaram satisfeitos. Querem não só o perdão do passivo da dívida como a manutenção do benefício às exportações. “É injusta essa cobrança. Se ficar na Constituição nunca mais sai. É um dinheiro que vai sair da renda do trabalhador”, disse ao Estado o deputado Jeronimo Goergen (PP-RS).

Ele confirmou as negociações e informou que recebeu da equipe da Secretaria Especial de Fazenda do ministro da Economia, Paulo Guedes, uma sinalização de que uma alternativa para o perdão da dívida estava sendo preparada. Um compromisso, segundo ele, do presidente Jair Bolsonaro. Goergen contou que a solução será apresentada pelo ministro Guedes e equipe na próxima terça-feira. 

O deputado ressaltou ainda que está conversando com o relator para que o fim da isenção seja retirado do texto. Ele pondera que a retirada não altera o valor da economia prevista na reforma porque a medida não estava contabilizada no R$ 1,2 trilhão esperado por Guedes. Fontes do governo garantem, que o dinheiro está contabilizado.

Discordâncias

Enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), busca garantir o acordo para que os partidos não apresentem destaques na votação da comissão, a pressão aumentou. O afrouxamento de regras para algumas categorias, devolução de destinação de recursos para o BNDES e alteração no cálculo das aposentadorias são alguns dos principais pontos de discordância. 

Governadores também pressionam por mudanças.

Para apoiar a inclusão dos Estados e municípios no texto, governadores do Nordeste querem que o aumento da tributação sobre os bancos seja feita por imposto e não pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Dessa forma, o aumento das receitas seria distribuído entre União, Estados e municípios. A arrecadação da CSLL não é repartida com os governos regionais, engordando somente o caixa da União. 

“Queremos sobre a forma de imposto (União e fundos 54% Estados 21,5% e Município 24,5% na regra do Fundo de Participação para onde vão os Impostos sobre renda)”, afirmou ao Estado governador do Piauí, Wellington Dias (PT). 

“Se tivermos uma reforma como foi sinalizada, onde seja assegurado que há compromisso e solução com novas receitas para o déficit da Previdência, devemos dialogar com os parlamentares de nossos Estados no sentido de garantir o voto necessário para aprovação”, disse.

Na Câmara, há até o momento 69 destaques registrados na comissão que analisa a reforma. Os partidos podem até o início da votação do voto complementar, retirar ou incluir novos pedidos de mudanças. Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro, em Osaka, no Japão durante a cúpula do G20 Foto: LUDOVIC MARIN / AFP

O ministro do Turismo , Marcelo Álvaro Antônio, permanece no cargo até segunda-feira como todos os outros 22 ministros, disse nesta sexta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro , em Osaka, no Japão, após ser indagado se continuava a confiar no ministro depois da prisão de um de seus assessores esta semana.

Bolsonaro contou que conversou com o ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre a prisão do assessor e que vai conversar de novo na volta ao Brasil. O assessor Mateus Von Rondon Martins, considerado o braço-direito do ministro na pasta, foi preso na quinta-feira pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Sufrágio Ostentação. A ação é um desdobramento das investigações sobre o uso de candidatas laranjas pelo PSL na eleição de 2018.

Também tiveram a ordem de prisão temporária decretada dois ex-assessores de Álvaro Antônio. Ambos participaram da coordenação da campanha do atual ministro para deputado federal em Minas. Na época, o ministro era presidente do diretório do PSL no Estado.

O presidente pareceu defender o ministro do Turismo em certo momento, observando que quem o acusa é uma ex-candidata que recebeu muito dinheiro do partido e obteve poucos votos.

Bolsonaro mostrou-se decepcionado também com o fato de a MP do imposto sindical ter caducado na Câmara dos Deputados. O resultado é que sindicatos vão receber R$ 3 bilhões dos trabalhadores, segundo ele. E isso por causa de interesses que não deixaram sequer a medida ter a oportunidade de ser derrubada em votação.

— Simplesmente ficou engavetada e caducou.

Jair Bolsonaro, durante a reunião dos líderes dos BRICS.

O presidente Jair Bolsonaro celebrou em tom exultante o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, concluído nesta sexta-feira (28). E, para assegurar que anotava o tento perante a opinião pública, foi o primeiro a anunciá-lo em um tuíte do Japão, onde participa do G20, depois que fontes do Governo brasileiro informaram à imprensa que o pacto era iminente. “Histórico. Nossa equipe, liderada pelo embaixador Ernesto Araújo, acaba de fechar o acordo Mercosul-UE, que vinha sendo negociado sem sucesso desde 1999.” Bolsonaro quis aproveitar que finalmente tem uma boa notícia a oferecer aos seus compatriotas, após meses em que o caos do seu Governo e diversas polêmicas foram dilapidando o enorme capital político com o que começou o mandato. Paralelamente, as perspectivas econômicas foram piorando.

Apenas na última semana, o mandatário brasileiro enfrentou um escândalo de magnitude inimagináveis e a notícia de que sua popularidade continuava em queda. Nos preparativos para a ida ao Japão, um dos militares que fazia parte de sua comitiva de apoio —ainda que voasse em outro avião—foi flagrado na terça-feira na Espanha carregando 39 quilos de cocaína em uma mala de mão, ao descer para uma escala. Na quinta-feira, pesquisa CNI-Ibope apontou que cresceu, mais uma vez, a insatisfação popular com a sua gestão: 32% avaliam seu Governo como ruim ou péssimo. O aspecto econômico teve um grande peso neste índice: dentre as maiores críticas a ele pela população estão aspectos como a taxa de juros e o combate ao desemprego.

á para o argentino Mauricio Macri, o acordo pode servir para impulsionar sua campanha nas eleições gerais de outubro, quando concorre à reeleição. O acordo foi recebido com um alto impacto emocional, a tal ponto que o chanceler Jorge Faurie não conseguiu conter as lágrimas ao comunicar a notícia a Macri. “Presidente… Felicito-o… Em sua presidência se conseguiu… 20 anos de negociação… temos acordo União Europeia-Mercosul”. Faurie levou mais de 30 segundos para dizer a frase, entre soluços e longos silêncios. Macri publicou o áudio de WhatsApp na sua conta oficial do Twitter. Em menos de uma hora, 100.000 pessoas tinham escutado em seus telefones o chanceler argentino chorar.

O Governo Bolsonaro, necessitado de alegrias, imediatamente pôs cifras a um acordo que ainda deve ser ratificado por cada um dos 28 países da UE. O Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes, calcula que o PIB brasileiro aumentará em 87 bilhões de dólares em 15 anos, podendo alcançar um incremento de 125 bilhões de dólares com as reduções das barreiras tarifárias. E espera que os investimentos europeus no Brasil cresçam 113 bilhões de dólares.

O último obstáculo na longuíssima e laboriosa negociação para selar o pacto foi a política ambiental do novo presidente do Brasil. Bolsonaro se viu forçado a comprometer-se publicamente com o presidente da França, Emmanuel Macron, a não abandonar o Pacto de Paris contra a mudança climática, horas depois de este lhe advertir, às vésperas do G20, que sem essa garantia não haveria acordo de livre comércio com os 28 países da UE. Como com um alicate, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, também lhe advertiu sobre o desmatamento —uma pressão que irritou notavelmente a delegação brasileira.

Bolsonaro, que de entrada respondeu ao ultimato francês cancelando uma reunião bilateral em Osaka, acabou mantendo encontro informal com Macron, no qual lhe confirmou que permanecerá no acordo para frear as emissões de poluentes e o convidou a visitar a Amazônia. Embora o presidente tenha dado o mérito da negociação ao seu chanceler, representante do núcleo mais ideológico da Esplanada dos Ministérios, a titular da Agricultura, Tereza Cristina Dias, também participou da negociação, representando o poderoso setor do agronegócio.

Ainda que o superministro da Economia, Paulo Guedes, tenha afirmado antes de assumir a pasta que o “Mercosul não é uma prioridade” e sim que “a prioridade é comercializar com todo mundo”, o Governo logo deixou claro que queria impulsionar o aspecto mais técnico do acordo comercial dos países sul-americanos e retirar o peso ideológico. Com informações do jornal El País.

O site da revista Veja divulgou nesta sexta-feira (28) o nome das duas testemunhas sugeridas pelo então juiz Sergio Moro ao procurador Deltan Dallagnol. Elas serviriam para ajudar em processo do ex-presidente Lula. A passagem faz parte dos vazamentos das conversas entre Moro e a força-tarefa da Lava Jato feito pelo site The Intercept.

Segundo a Veja, que teve acesso a alguns trechos exclusivos da ‘Vaza Jato’ após parceria com o Intercept, as testemunhas seriam: um técnico em contabilidade e um dono de posto de gasolina, ambos de Campo Grande (MS).

O primeiro chama-se Nilton Aparecido Alves. De acordo com a reportagem, ele é conhecido por fazer trabalhos ilícitos em terras da capital sul-matogrossense. Ele recusou-se a responder se havia prestado algum depoimento ao MPF e se tinha informações sobre os filhos do ex-presidente Lula.

Procurado pela revista, Nilton negou qualquer envolvimento com a Lava Jato: “Não sei por que meu nome está nessa história. Alguém deve ter falado alguma coisa errada”.

Já o 2º homem é Mário César Neves, que teria ligação com Nilton. À reportagem da revista, afirmou que repassou o endereço e o telefone do contador para o MPF, que teria entrado em contato com ele. Assim como Nilton, Mário negou que soubesse se algo envolvendo os herdeiros do petista.

A denúncia da Veja chama a atenção para o que seria um cumprimento de ordens de Moro por parte do MP. A orientação de um juiz aos procuradores é proibida pela Constituição Federal de 1988.

‘DESCUIDO FORMAL’

Em 7 de dezembro de 2015 , Moro enviou a Dallagnol uma possível pista sobre um dos casos de Lula: “Então. Seguinte. Fonte me informou que a pessoa do contato estaria incomodado por ter sido a ela solicitada a lavratura de minutas de escrituras para transferências de propriedade de um dos filhos do ex-presidente. Aparentemente a pessoa estaria disposta a prestar a informação. Estou então repassando. A fonte é seria”.

Moro disse que está tranquilo em relação aos seus atos enquanto juiz dos casos da operação Lava Jato.

De acordo com ele, o teor das conversas divulgadas foram tirados de contexto, mas a Polícia Federal investiga os fatos com autonomia. Isso porque a PF é subordinada à pasta da Segurança Pública, da qual Moro é ministro.

A solenidade conjunta, Prefeitura e Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira, que concedeu títulos de cidadão Afogadense, moções de aplauso e medalhas do mérito Dom Francisco, foi marcada por muita emoção. As distinções e honrarias são destinadas a personalidades e instituições que contribuem ou contribuíram para o fortalecimento de Afogados da Ingazeira como importante polo regional, não apenas de desenvolvimento econômico, mas de cidade referência para várias iniciativas que tem melhorado a vida das pessoas.

Logo no início do evento, tomou posse o mais novo vereador de Afogados, Rivélton Santos, que assume a vaga aberta com a renúncia do agora ex-vereador Franklin Nazário. Emocionado ao citar o seu sogro, Luiz Alves, recentemente falecido, Rivélton agradeceu a todos os que o ajudaram na eleição e se comprometeu a trabalhar por iniciativas que melhorem a vida do povo afogadense.

Estiveram presentes, além do prefeito José Patriota e do vice, Alessandro Palmeira, os vereadores Igor Mariano, Wellington JK, Luiz Besourão, Augusto Martins, Agnaldo Rodrigues, Daniel Valadares, Cícero Miguel, Rubinho do São João, Sargento Argemiro, Raimundo Lima e Reinaldo Lima. Participaram também da solenidade, o Monsenhor João Carlos Accioly Paes, o ex-prefeito Totonho Valadares, o coordenador da Ciretran, Heleno Mariano e o ex-vice-prefeito de Afogados, José Ulisses.

O Afogados da Ingazeira Futebol Clube recebeu moção de aplauso pela excelente campanha no Pernambucano 2019, e foi representado pelo médico do clube, Roberto Vicente. “Patriota foi o grande incentivador desse time não só pelo apoio institucional que deu ao clube, decisivo para nossas conquistas, mas também por ser esse torcedor fiel, que sempre esteve em campo, na torcida, sempre que a agenda permitiu”, destacou Dr. Roberto.

Também receberam moções de aplauso o radialista Nill Júnior, pela sua recente eleição a presidente da Asserpe e o novo comandante do 23º BPM, José Alecsandro de Oliveira. A Câmara de Vereadores concedeu títulos de cidadão afogadense a educadora Maria José Accioly, secretária adjunta de Educação do município, (homenagem de autoria do vereador Raimundo Lima), e a empresária Márcia Moura (de autoria do vereador Wellington JK).

MEDALHA

A Medalhas da Ordem do Mérito Dom Francisco, honraria criada pela lei nº 659/2016, com o objetivo de homenagear pessoas físicas ou jurídicas que tenham prestado relevantes serviços para o crescimento humano ou econômico do município.

Os homenageados deste ano foram a Gerência Regional de Educação do Sertão do Pajeú, representada pela atual gestora, Miriam Nogueira; Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Afogados da Ingazeira, representado pelo seu presidente, João Alves; Diaconia, representada por sua coordenadora geral, Waneska Bonfim; Aniceto Elias de Brito, representado pelo poeta Diomedes Mariano; Edson Moura; Suely Brasil; Manuel Aarão, representado pela Sra. Maria do Carmo Rocha; ex-vereador Luiz Alves, representado pela neta, Laíse Amanda; Antônio Marques dos Santos, representado pelo irmão, Albino Marques; e Estela Araújo, representada pelo seu sobrinho, o vice-prefeito, Alessandro Palmeira. 

O evento foi finalizado com o depoimento do prefeito José Patriota. “Quando nos reunimos nesse momento, muito da história de Afogados é revivido e revisitado pela história de luta e vida dos homenageados e das homenageadas, pessoas e instituições. Independente de cor, raça, condição social, a homenagem é fruto do reconhecimento do trabalho de todos. Tenho certeza de que todas as homenagens de hoje honram e referenciam a trajetória de nosso querido e saudoso Dom Francisco”, finalizou Patriota.