Monthly Archives: junho 2019

A partir desta semana, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vai apresentar a parlamentares e instituições da área médica a proposta de um novo programa para substituir de forma gradual o Mais Médicos. A ideia é discutir o novo programa e ouvir sugestões e críticas.

A informação é do secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzeheim, que participou na última quinta-feira (13) de audiência pública na Câmara dos Deputados.

“É determinação desde o início dessa gestão do ministro Mandetta que montássemos um novo programa em substituição gradual ao Mais Médicos. Esse programa está em fase final de elaboração. A partir do início da semana o ministro vai começar a fazer diversas audiências com congressistas para mostrar o que fizemos e colher, ainda de maneira não publica, opiniões, críticas e sugestões”, explicou Harzeheim.

Umas das mudanças que o novo programa trará será a adoção de critérios mais objetivos e transparentes para definir a distribuição dos médicos, de acordo com o secretário. “Nesse novo programa vamos ter um outro critério de classificação dos municípios, um critério mais claro que determina que município deve receber ou não um sistema de provimento do governo federal”.

Durante o processo de substituição do Mais Médicos os atuais contratos dos profissionais serão mantidos até o final. “Quem está hoje no Mais médicos tem a garantia de que vai terminar o seu contrato e a substituição vai ser gradual, pouco a pouco, nada abrupto vai ser feito nesse sentido”, garantiu Harzeheim.

O secretário acrescentou que o novo programa aborda os eixos que precisam ser enfrentados para que haja mais e melhores médicos trabalhando na atenção primária e na saúde da família, entre eles o provimento de médicos em municípios pequenos afastados dos grandes centros e também junto às populações mais vulneráveis das cidades maiores.

Os dados do Ministério da Saúde apresentados na audiência pública mostram que atualmente o Programa Mais Médicos tem 14.101 médicos ativos. Com atual edital aberto para o preenchimento de 2.149 vagas, a previsão é que, em julho, o número total de profissionais chegue a mais de 16 mil.

O secretário participou da audiência pública das comissões de Educação e de Seguridade Social e Família da Câmara para debater a formação de novos profissionais no âmbito do programa Mais Médicos.

No dia 9 de abril, o porta-voz da Presidência, Otávio Rego Barros, havia declarado que o governo estudava a substituição do Mais Médicos. Na ocasião, ele disse que ocorreria uma coordenação com o Ministério da Educação para levantar e agilizar questões como as relativas às avaliações dos médicos, quando formados no exterior.

Dos 17 municípios da R1 que declararam na avaliação a perda das safras, e Afogados da Ingazeira mesmo tendo declarado sem condição de perda agrícola, o município ficou fora da lista dos municípios contemplados com o Garantia-Safra deste ano, pelo menos até o momento.  A Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento autorizou o pagamento dos benefícios relativos à safra 2017/2018 aos agricultores de 27 municípios de Pernambuco que aderiram ao Garantia-Safra. O alerta é que vários municípios ficaram sem informar a situação de perda ou não, ao IBGE, e que por isso ficaram de fora da lista de pagamento.

Os pagamentos serão realizados ainda neste mês de junho de 2019, nas mesmas datas definidas pelo calendário de pagamento de benefícios sociais da Caixa Econômica Federal. 

Da região do Pajeú foi liberada primeira parcela do Garantia-Safra para Calumbi, Flores, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, Solidão e Triunfo.

Os demais municípios atendidos foram: Betânia, Carnaubeira da Penha, Custódia, Granito, Ouricuri, Petrolândia, Sertânia, Verdejante, Belo Jardim, Cachoeirinha, Caetés, Garanhuns, Ibirajuba, Itaíba, Jucati, Jupi, Lajedo, Paranatama, São Bento do Uma, Terezinha e Tupanatinga.

Com o propósito de garantir mais mobilidade e segurança, dando andamento às ações propostas no Programa “Caminhos de Pernambuco”, lançado pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara, as obras de restauração das rodovias do Pajeú, e seus acessos, começarão nesta segunda-feira (17). 

O programa Caminhos de Pernambuco, deve contemplar estradas, com serviços de manutenção corretiva e preventiva, priorizando as ações pelas vias mais desgastadas e de acordo com a logística de cada região, com a finalidade de garantir a trafegabilidade nas rodovias, reforçando a segurança dos usuários.

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Em sua primeira viagem pelo Nordeste, há sete anos, a fonoaudióloga carioca Vânia Pereira, 55 anos, percorreu o litoral, da Bahia ao Maranhão. Na passagem por Pernambuco, dançou forró, encantou-se pelo artesanato de Olinda e decidiu que voltaria ao Estado para curtir o Carnaval e o São João. O sonho vai virar realidade na próxima terça-feira, quando ela desembarca com o marido no Aeroporto do Recife, em direção ao Agreste. “As formas de expressão da cultura nordestina sempre me fascinaram. Quero muito conhecer o Alto do Moura, a Feira de Caruaru e as obras dos mestres artesãos de perto”, diz Vânia, que pretende alugar um carro para visitar o máximo de atrativos nos cinco dias de passeio.

Atraídos pelo compasso da zabumba, pelas manifestações culturais e pelas delícias de milho típicas da festa, pelo menos 700 mil turistas como Vânia devem circular pelo interior de Pernambuco neste mês de junho para aproveitar o São João. Ligeiramente maior que o número registrado em 2018 (664 mil), a projeção da Secretaria de Turismo do Estado se baseia na animação de visitantes que confirmaram suas viagens com meses de antecedência. “A antecipação das reservas demonstra um sinal de retomada do fluxo turístico e melhora do cenário em relação a 2018”, confirma o vice-presidente da Associação Brasileira de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), Eduardo Cavalcanti. De acordo com ele, em alguns estabelecimentos, como o Portal de Gravatá, os quartos já estão lotados há mais de 30 dias. O hoteleiro garante que, diante da crise, os preços das diárias e pacotes não foram alterados.

Nas cidades onde há tradição de festejos juninos, a perspectiva é de ocupação média de 95%, chegando a 100% em grandes polos, como o de Caruaru. Com 200 mil pessoas (quase metade da população da cidade) recebidas somente na abertura oficial da festa, em 1º/6, a Capital do Forró se enche de otimismo. Até o dia 14 de julho, quando se encerra a programação de mais de 500 atrações artísticas e culturais, a cidade espera atrair 2,5 milhões de pessoas para a festa.

E os benefícios não são só para o turismo. O Secretário de Desenvolvimento Econômico de Caruaru, João Melo Neto, estima um impacto de R$ 200 milhões na economia, 15% a mais que em 2018, com geração de sete mil empregos. “O São João é o primeiro Natal de Caruaru. Só que o efeito do ciclo junino se dá em pelo menos quatro meses do ano. Com o incremento que teremos no recolhimento de ISS (Imposto sobre Serviços), chegaremos perto do custeio total da festa”, diz João Melo, revelando que o investimento chega a R$ 14 milhões, sendo R$ 3,1 milhões da prefeitura, R$ 400 mil conveniados com o governo do Estado e R$ 10,5 milhões captados com 26 patrocinadores. “Temos apostado na descentralização e multiculturalidade, com a diversificação das atrações e o São João na Roça, que faz a economia girar também nas localidades rurais mais afastadas e gera um turismo de experiência diferenciado”, detalha.

Apesar de ter menos atrações, com a festa a partir deste fim de semana, Gravatá está investindo R$ 2,5 milhões (R$ 600 mil a mais que em 2018) e também espera forte movimentação. “Devemos receber um milhão de pessoas em junho, com injeção de R$ 150 milhões na economia”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Edson Carvalho. 

Já em Arcoverde, no Sertão, o investimento foi de R$ 2,5 milhões, com impacto esperado de R$ 30 milhões na cidade, que já está com todos os 1,2 mil leitos reservados para o próximo fim de semana. 

O Carnaval leva a fama, mas o São João é a verdadeira festa democrática do Nordeste, pelo menos do ponto de vista econômico, diz Rafael Ramos, economista da Fecomércio-PE. “Não só pela quantidade de municípios envolvidos, mas pela duração e pelo número de segmentos impactados, é o maior evento do Estado e da Região. Há aumento do consumo do Litoral ao Sertão, principalmente nos segmentos de alimentação, vestuário, calçados, transportes, bares e restaurantes”, explica.

O efeito sentido na prática por moradores, turistas e comerciantes também é comprovado cientificamente. Estudo internacional desenvolvido pela professora do departamento de Hotelaria e Turismo Carla Borba, em parceria com a Universidade Erasmus Roterdã, aponta que o São João é a festa com um dos maiores graus de interação social entre várias celebrações no mundo. “O engajamento tanto de residentes quanto de visitantes é muito alto, graças aos componentes cultural, identitário e afetivo, que fazem a experiência positiva superar a de eventos como o Festival Gastronômico de Portugal e carnavais mundo afora”, conta.

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Tradicional cerimônia do Sertão pernambucano, a Missa do Vaqueiro de Serrita ganha hoje uma versão recifense. A partir das 16h, a Avenida Alfredo Lisboa será tomada por vaqueiros encourados, que seguirão em cortejo até o módulo 2 do Cais do Sertão, onde um altar foi montando para homenagear o célebre aboiador Raimundo Jacó. O evento é parte do projeto Tengo Lengo Tengo, promovido pela Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, por meio da Empetur, em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

Antes da missa, às 14h, ocorre a inauguração da exposição em homenagem aos 30 anos de morte dos fundadores da Missa do Vaqueiro, Luiz Gonzaga e o padre João Câncio, além do lançamento da biografia dedicada ao pároco, escrita pelo jornalista Vandeck Santiago. Também estão previstos shows com Josildo Sá, Bia Marinho, Flávio Leandro e aboiadores sertanejos.

Segundo o secretário de Turismo, Rodrigo Novaes, a ideia do evento é fazer o link entre o Litoral e o Sertão, “despertando o desejo de viajar pelo Estado”. Para quem se animar, a festa em Serrita ocorre de 25 a 28 de julho, com programação religiosa e pagã. Para rezar e forrozar.

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Paudalho, Carpina e Limoeiro são cidades vizinhas da Zona da Mata Norte, que valorizam a festa de São João cada uma à sua forma. Seja com o financiamento predominante de empresas privadas, com ajuda do poder estadual ou com recursos exclusivos do município, o que vale é garantir a festa. Comerciantes, ambulantes, hoteleiros, artistas locais e, claro, os festeiros, agradecem o esforço. 

Em Limoeiro, o São João foi aos poucos se transformando na festa mais importante, ao lado da festa de São Sebastião, padroeiro da cidade. No município, tem festa para todos os gostos, como na Rua da Alegria, com os festejos tradicionais; e no Parque de Exposições, polo onde são realizados os maiores shows. 

No Parque de Exposições, a estimativa de público é de 450 mil pessoas, entre 22 e 28 de junho. O evento é patrocinado pela iniciativa privada, que investe em torno de R$ 2,3 milhões. Também há uma preocupação com o resgate cultural através da festa na Rua da Alegria, bancada principalmente com recursos do governo do Estado. Segundo a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), são investidos R$ 350 mil. Na rua há forró pé-de-serra, ciranda, coco, quadrilhas, casamentos “matutos” e o clássico pau de sebo. 

Nesses dois polos da festa junina, a prefeitura de Limoeiro desembolsa cerca de R$ 650 mil. De acordo com o prefeito Joãozinho Ferreira (PSB), neste ano, o município procurou atrair mais investimentos privados para aliviar os cofres municipais. “Neste ano, a gente vai conseguir fazer gastando três vezes menos do que a gente conseguiu investir no ano passado”, explica.

Toda essa movimentação agrada comerciantes e hoteleiros. Segundo Gérson Buregio, um dos donos da loja de utilidades Casa Primor, a expectativa em 2019 é de “crescimento de 10% em relação ao ano passado”. “O São João é uma data muito importante para a gente, porque temos na loja toda a parte de ornamentações”, afirma. 

“O São João da cidade sempre movimenta a economia não só da rede hoteleira, mas também do comércio. Todos os anos lotamos o hotel”, conta Márcia Estela de Lima, uma das sócias do Hotel das Oliveiras.

Em Carpina, algumas ruas já estão decoradas e barracas já vendem as tradicionais comidas de milho e os fogos juninos. O palco principal, com capacidade para receber 30 mil pessoas, fica no Parque de Eventos Jota Cândido, onde haverá shows entre os dias 21 e 29 de junho. Há também polos descentralizados, como o de pé-de-serra, no centro da cidade. A ambulante Taciana Karla trabalha no pátio há 20 anos e começa a comprar a mercadoria um mês antes. “É um investimento muito grande para a gente trabalhar, ganhar o trocado da gente. Se não tivesse o São João de Carpina, como é que a gente ia trabalhar?”, questiona. 

Segundo o secretário de Cultura, Turismo e Desporto do município, Samuel Higino, apesar do prazo apertado, a busca por apoio da iniciativa privada ainda continua. “A dificuldade financeira está em todo o País, não só em Carpina. Mas nosso gestor se sacrificou, está economizando uma coisa aqui, outra ali, não vamos deixar de fazer o que já fizemos”, garante.

Neste ano, a novidade é o projeto Cultura na Rua. “A gente está incentivando os moradores a enfeitar suas ruas. Vamos premiar as três primeiras colocadas com uma festividade”, diz Higino. 

A manicure Edna Costa reuniu os vizinhos na Rua Gersina Carneiro, no bairro do Cajá, para mobilizá-los com a decoração. O resultado foi uma rua decorada do início ao fim, com tecidos de chita, bandeirolas e cada casa com um colorido diferente. “Vamos dar o melhor de nós. Foram duas semanas fazendo o que a gente mais gosta. É muito bom o São João de Carpina”, garante Edna.

Em Paudalho, apesar do Carnaval ser considerado a festa mais importante do ano, o São João do município não fica para trás. A festa, realizada no Parque de Eventos Beira-Rio, no centro da cidade, dura oito dias, dos quais três deles são reservados para a apresentação das tradicionais quadrilhas juninas. É de Paudalho, inclusive, a quadrilha mais antiga de Pernambuco: a Rosa Linda, fundada em 1976. “Na brincadeira, a gente inventou uma quadrilha. Mesmo com as maiores dificuldades, a gente continua colocando a quadrilha na rua”, diz orgulhosa a fundadora do grupo, Elvira Gusmão. 

Não há investimento privado ou do Estado em Paudalho. A prefeitura chega a desembolsar R$ 480 mil. Segundo o secretário de Cultura, Jobson Oliveira, há pessoas trabalhando em cerca de 120 barracas vendendo comidas e bebidas. “Por isso, sabemos que esse investimento terá retorno, através desses munícipes que comercializam e ganham o seu dinheiro durante a festa”, afirma. 

A previsão  é de clima nublado e parcialmente nublado em todo Estado  / Foto: JC Imagem

Após uma tempestade atingir diversas regiões do Estado, na última quinta-feira (13), a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um alerta afirmando que há possibilidade de chuvas fortes na Região Metropolitana do Recife (RMR), Mata Norte, Mata Sul e Agreste. O alerta tem validade para este domingo (16). 

Para Região Metropolitana do Recife (RMR), a previsão é de tempo parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva em toda a região ao longo do dia. De acordo com a Apac, a intensidade da chuva poderá ser de moderada a forte.

Na Mata Sul, assim como na Mata Norte, a previsão também é de clima parcialmente nublado a nublado, com possibilidade de chuva de moderada a forte ao longo do dia.

Agreste, Sertão e Fernando de Noronha

No Agreste e no Sertão, o clima estará parcialmente nublado e terá pancadas de chuva de forma isolada, com intensidade moderada a forte, ao longo do dia.

Para o Sertão do São Francisco, a previsão é de clima nublado com chuva rápida de forma isolada, no período da tarde e noite, com intensidade fraca.

O arquipélago de Fernando de Noronha também terá clima nublado. A previsão é de pancadas de chuva em toda a região, com intensidade fraca a moderada, ao longo do dia.

Temperatura

RMR – Máx 29º e Min 21º
Mata Norte – Máx 29º e Min 22º
Mata Sul – Máx 29º e Min 21º
Agreste – Máx 30º e Min 18º
Sertão – Máx 32º e Min 19º
Sertão do São Francisco – Máx 32º e Min 21º
Fernando de Noronha – Máx 30º e Min 25º

Saiba como é calculado o prêmio da Mega-Sena

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.160 da Mega-Sena, sorteadas neste sábado (15) em São Paulo (SP). O prêmio acumulou.

As dezenas sorteadas foram: 01 – 19 – 46 – 47 – 49 – 53.

A quina teve 116 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 49.024,59. Outros 9.486 apostadores acertaram a quadra; cada um receberá R$ 856,42.

O próximo concurso (2.161) será na quarta-feira (19). O prêmio está acumulado em R$ 125 milhões.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até às 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Leilão de usinas da Cemig

Distribuidoras de energia controladas por governos estaduais estão com dificuldades para cumprir as metas de qualidade do serviço e apresentar resultados positivos, fundamentais para a realização de investimentos. Para analistas do setor, exigências cada vez mais rígidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a crise financeira dos Estados tendem a empurrar as empresas para a privatização, o caminho mais fácil para evitar a perda da concessão.

Seria a terceira onda de privatizações no setor. Na década de 1990, diversas distribuidoras foram privatizadas pelos Estados em troca da renegociação de suas dívidas com o mercado pela União – como Eletropaulo, hoje Enel SP, e Light, no Rio. No ano passado, seis distribuidoras do Norte e Nordeste, que eram estaduais e foram transferidas para a Eletrobrás, antes de serem vendidas. A privatização de estatais é uma das alternativas propostas pelo Plano Mansueto para Estados que precisarem de socorro da União.

Entre as empresas com mais problemas na área econômico-financeira estão a CEB, distribuidora controlada pelo governo do Distrito Federal, e a CEEE, que pertence ao governo do Rio Grande do Sul. Já a Cemig, do governo de Minas Gerais, luta para provar à Aneel que cumpriu as metas de qualidade do serviço.

Ao renovarem suas concessões por 30 anos, em 2015, essas distribuidoras se comprometeram a atingir uma trajetória de melhoria nos indicadores econômicos e de qualidade em cinco anos, até 2020. Caso descumpram os índices mínimos por dois anos consecutivos nesse período, podem ter as concessões cassadas – nesse cenário, ficam sem ativos e fluxo de caixa futuro, com dívidas e passivos trabalhistas, ou seja, sem valor. Para evitar essa punição, as empresas são obrigadas a apresentar um plano de troca de controle – o que, no caso das empresas controladas por Estados, significa a privatização.

A CEB já rompeu o indicador econômico-financeiro no ano passado e, para cumprir o deste ano, precisaria de um aporte de R$ 426 milhões. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou que deve vender o controle da companhia, proposta que será submetida aos acionistas em assembleia na próxima quarta-feira, dia 19 de junho. O DF é dono de 80% dos papéis da empresa. Procurada, a companhia informou que não iria se manifestar até a realização da assembleia.

Resultados

Alvo de fiscalização direta da Aneel, a CEEE não tem cumprido o plano de resultados, exigido após a piora na qualidade do serviço. A empresa está em situação grave e deve ser intimada já nas próximas semanas a apresentar uma solução. Paralelamente, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, conseguiu acabar com a obrigatoriedade de realização de um plebiscito para privatizar estatais. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa, no mês passado, e abriu caminho para a venda da CEEE – será preciso aprovar um projeto de lei para isso. Procurada, a empresa não comentou.

Maior distribuidora do País em unidades consumidoras atendidas, com 8,4 milhões, a Cemig tem grandes chances de não atender os indicadores mínimos de qualidade da Aneel. A Cemig recebeu autos de infração referentes aos anos de 2016 e 2017, mas está recorrendo na Aneel. A empresa tenta provar que não houve má-fé, mas erro na interpretação da norma, para evitar caracterizar o rompimento dos indicadores por dois anos consecutivos – o que levaria à caducidade de concessão.

Procurada, a Cemig informou que vem cumprindo todos os limites de qualidade impostos. A empresa disse que investiu R$ 5 bilhões em sistema de distribuição entre 2013 e 2017 e deve investir outros R$ 5 bilhões até 2022. 

Também do grupo Cemig, outra distribuidora que enfrenta dificuldades é a Light, privatizada em 1996. Com 3,9 milhões de unidades consumidoras no Rio, a empresa é uma das mais atingidas pelos furtos de energia, o que tem se refletido em seus indicadores financeiros. No caso de Minas Gerais, a privatização exige referendo popular para a venda de estatais. Se quiser privatizá-la, o governador Romeu Zema terá que convencer a Assembleia Legislativa a mudar a Constituição estadual.

A Light informou que pretende lançar ações no mercado para reduzir sua dívida e diz que retomar a trajetória de redução de perdas é sua maior prioridade nas áreas “possíveis”, “uma vez que a violência e o poder paralelo têm dificultado o acesso das equipes para a realização do trabalho”. Com informações do jornal O Estado de S.Paulo.

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Com o sucesso da Petrobrás na exploração de seis reservatórios e a chegada de investidores privados, Sergipe foi inserido na rota mundial do gás natural. Em cinco anos, o Estado, sozinho, deve movimentar 40 milhões de m³ por dia de gás, volume que corresponde a mais de quatro vezes a atual capacidade de consumo de toda a Região Nordeste.

Desse total, metade virá de um único investimento da iniciativa privada. Orçado em US$ 5 bilhões, o projeto é da Celse, empresa controlada por sócios de Noruega, Estados Unidos e Brasil. Na prática, o empreendimento inaugura a concorrência num mercado até então dominado pela Petrobrás.

A Celse construiu a primeira unidade de regaseificação privada do País, ao lado do Porto de Sergipe, no município de Barra dos Coqueiros. Até então, somente a Petrobrás tinha unidades do tipo. A tecnologia permite importar o combustível na forma líquida, o GNL, por navio, depois retomá-lo ao estado gasoso e então injetá-lo na malha de dutos terrestres.

Condições

“Encontramos em Sergipe as condições adequadas para instalar a unidade de regaseificação e a térmica”, diz Pedro Litsek, presidente da Celse. “Na região, existe uma subestação de porte para escoar a energia e o terreno está próximo do mar, numa área que tem a melhor condição para ancorar o navio (onde o combustível líquido é transformado em gás), a apenas 6 km da costa”. Esse projeto foi iniciado há cerca de três anos, antes de a Petrobrás descobrir um reservatório de dimensões relevantes na região.

O primeiro carregamento de GNL chegou no mês passado, de Camarões, na África, para ser usado como combustível nos testes de operação da térmica Porto de Sergipe 1, também parte do projeto da Celse. Quando começar a funcionar, em janeiro, a usina deverá ter capacidade de gerar 1,5 gigawatts de eletricidade e será a maior da América Latina.

Somente o consumo da geradora de eletricidade justifica o investimento na tecnologia de importação do gás. Por isso, é a porta de entrada para empresas privadas interessadas em competir no mercado interno. “Essa é uma nova forma de transportar energia a locais de mais difícil acesso, de forma rápida”, diz a advogada Camila Mendes Viana Cardoso, do escritório Kincaid Mendes Viana, especializado em direito marítimo.

Distribuição

Uma das sócias da Celse, a Golar Power, quer, na verdade, ser uma distribuidora de energia no Brasil, usando o GNL como matéria-prima e começando por Sergipe. Ainda neste mês, pretende trazer para o País dez caminhões projetados para consumir gás líquido no lugar de óleo diesel, que serão testados num trecho de 1,5 km.

Se der certo, a empresa norueguesa vai criar um “corredor azul”, nos mesmos moldes da Europa, onde uma rede de postos vai garantir autonomia aos motoristas, diz Marco Tulio Rodrigues, executivo da Golar.

O gás natural é considerado, atualmente, o combustível da transição para uma energia de baixo carbono, até que as fontes renováveis substituam definitivamente o petróleo e seus derivados na matriz energética.

Moradores

A construção de Porto de Sergipe 1 mudou a vida profissional da sergipana Rafaela Maria Santos. Dona de um depósito de bebidas na região, ela decidiu abandonar o balcão da loja e se aventurar no ramo da construção civil. A mudança de estilo de vida custou o casamento. “Meu marido mandou escolher entre ele e a obra. Escolhi a obra”, conta Rafaela.

A oportunidade profissional surgiu pela exigência dos Bancos Mundial (Bird) e Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiadores da térmica que a contratou. Para a liberação dos recursos, as duas instituições de fomento exigiram que, durante a construção, fosse contratado um número mínimo de mulheres da região.

Os bancos definiram ainda que os moradores não poderiam ser incomodados por ruídos durante as atividades da usina de geração de eletricidade. Com isso, comunidades vizinhas à unidade produtora estão sendo remanejadas para áreas mais distantes.

“Hoje, a ocupação aqui não é nossa. Tem dez anos que a gente vive assim. Na nova casa vai ter mais estrutura”, diz Denise Ferreira, uma das beneficiadas pelo programa de remanejamento. Na frente da atual moradia, uma casa de tijolo à mostra e sem saneamento básico, ela vende balas, à beira da estrada. No terreno que vai receber, espera plantar árvores frutíferas.

Transformação

O comércio local também está se transformando com a chegada do gás. Dono de uma rede de 12 farmácias em Aracaju, Edson Rabelo Santos planeja abrir a próxima unidade mais perto da área industrial projetada para o município de Barra dos Coqueiros.

“Estou apostando que, em uma década, aquela região vai estar no mesmo nível da capital. Quero só encontrar a loja ideal para me instalar por lá”, planeja o empresário.

Já o dono do restaurante Mirante, instalado a 1 km da usina térmica, aproveitou o melhor momento das obras, no ano passado, quando 5 mil pessoas trabalhavam na construção. Muitos deles recorriam ao seu comércio para almoçar. Agora, se prepara para uma fase de mais calmaria. Cerca de 1 mil pessoas participam dos retoques finais na usina e, a partir de janeiro do ano que vem, com o início da operação, apenas cem devem ser mantidas.

Para Malan, que dirigiu a Fazenda entre 1995 e 2002, baixo crescimento se deve ao baixo investimento. Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O Globo

O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, um dos pais do Plano Real, cuja estabilização monetária completa 25 anos no mês que vem, vê a reforma da Previdência como o desafio mais urgente entre os que o país enfrenta hoje, mas observa que o desequilíbrio fiscal é uma questão de “curto, médio e longo prazos”. Em entrevista ao jornal O Globo após dar uma palestra em evento da RB Capital, no Rio, ele previu “uma enorme pedreira pela frente, não só uma pedra no meio do caminho”. A seguir, os principais trechos da conversa:

Desafios do país

Dos desafios que temos hoje, o mais urgente é a reforma da Previdência, minimamente robusta agora. Assim como a derrota da hiperinflação não era um fim em si mesma, mas uma condição para que outros objetivos tão ou mais importantes pudessem ser alcançados. Estamos numa crise que estará conosco durante muito tempo. Crescemos, na média, 0,6% ao ano nos últimos oito anos. O resto do mundo em desenvolvimento nesses mesmos oito anos cresceu 4,8%, 4,9%, pelo menos. Essa situação agora é a mais séria da nossa história recente.

Nó fiscal

O imbróglio que nós temos na área fiscal no governo federal e em estados e municípios não será resolvido rapidamente. Quando o Real foi lançado, teve uma agenda que se impôs que era resolver o problema financeiro público e privado e o problema de dívidas de estados e municípios, o que foi feito nos anos 1990. Durante muito tempo parecia que isso estava resolvido. Vamos voltar a ter que fazer a mesma coisa agora em condições não muito favoráveis, mas é inexorável. O grande desafio está na área fiscal. Este 2019 vai ser o sexto ano de déficit fiscal primário, 2020 será o sétimo, 2021 provavelmente o oitavo e talvez 2022, dependendo da tração fiscal da reforma da Previdência. Todo mundo é a favor do aumento de despesas, para acomodar vários interesses. Todo mundo é contra aumento de impostos e todo mundo acha que dívida se rola, se reestrutura, se posterga, se adia. Não é uma combinação saudável, principalmente quando temos esse crescimento de gastos com Previdência.

Regime de repartição

Nenhum cálculo atuarial resiste a uma conta como essa: 11% de contribuição e se aposentar com 49, 50 anos. A média é 55. Quem chega aos 55 hoje vai viver até os 80, ganhando um salário que é um múltiplo de sua contribuição. As pessoas não se dão conta de que nosso sistema é de repartição. Quem está pagando os aposentados de hoje é quem está na força de trabalho. A população cresce a 0,7% ao ano e a de aposentados, a 3,5%. No fim dos anos 2040, só a faixa etária com mais de 60 anos vai crescer. Essa aposentadoria terá de ser paga por essa população que está trabalhando e que está diminuindo. É uma bomba de efeito retardado.

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Presidente desembarcou nesta tarde no Rio Grande do Sul para a primeira visita ao estado após a posse Foto: Marcos Corrêa / Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro defendeu, na noite deste sábado, que a população se arme para evitar que governantes assumam o poder “de forma absoluta”. Ao discursar numa cerimônia militar em Santa Maria (RS), Bolsonaro também declarou que “mais do que o parlamento”, precisa ter o povo a seu lado para governar o Brasil. 

— A nossa vida tem valor. Mas tem algo muito mais valoroso que nossa vida, que é nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o  armamento individual para nosso povo para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de prova absoluta, disse o presidente, durante evento em memória ao marechal Emilio Mallet, o patrono da Artilharia.

Foi à primeira visita de Bolsonaro ao Rio Grande do Sul após tomar posse. Diante de um público predominantemente militar, ele voltou a defender a ditadura, afirmando que os “homens e mulheres de farda já provaram seu valor nos anos de 1960”.

Em meio às negociações no Congresso para a aprovação da reforma da Previdência, o presidente disse que precisa mais do povo do que dos parlamentares. 

— Precisamos, mais que do parlamento, do povo ao nosso lado para que possamos impor uma política que reflita em paz e alegria para todos nós.

Bolsonaro foi recepcionado por apoiadores que organizaram uma carreata no acesso ao aeroporto de Santa Maria. Por mais de uma vez, ele saiu do carro para cumprimentar os simpatizantes. Um deles deu ao presidente um pixuleco, boneco inflável do ex-presidente Lula com uma roupa de presidiário.

A exemplo do que já havia feito na campanha eleitoral, quando chutou longe um boneco do mesmo tipo, Bolsonaro deu tapas no pixuleco e o arremessou longe. 

Durante o discurso, o presidente lembrou que visitou Santa Maria em 1993 “apoiando um colega”, mas não mencionou o fato de que, após essa viagem, a Câmara dos Vereadores da cidade outorgou a ele o título de “persona non grata” por ter defendido o fechamento do Congresso e a volta da ditadura militar.

Ministro da Justiça, Sergio Moro, em coletiva de imprensa após evento em Manaus

Nesta segunda-feira (17), o ministro Sergio Moro vai gravar uma entrevista para o programa do Ratinho, no SBT. A participação do ex-juiz foi marcada no mês passado, quando o apresentador esteve em Brasília para um encontro com o presidente Jair Bolsonaro.

A agenda foi mantida mesmo depois de Moro se tornar foco da crise causada pela publicação de mensagens trocadas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol sobre a operação Lava-Jato na época em que ele foi juiz. A revelação foi feita pelo site “The Intercept”.

A ideia inicial era que Moro falasse sobre o pacote anticrime, proposto por ele. Agora, o ministro da Justiça deve aproveitar a oportunidade para dar sua versão sobre as conversas e reiterar que não há anormalidade na sua conduta.

Quando se encontrou com Bolsonaro, Ratinho acertou a ida de ministros de seu governo ao programa. O próximo da lista é o chefe da pasta da Economia, Paulo Guedes.

Fundo de pensão de funcionários do BNDES, a Fapes, foi um dos primeiros a promover mudanças que segue a nova resolução Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

O diretor de Mercado de Capitais do BNDES, Marcos Barbosa Pinto, enviou neste sábado (15), uma carta de renúncia ao presidente da instituição, Joaquim Levy. De acordo com reportagem do site “G1”, Marcos Pinto afirmou que não quer continuar no cargo diante do “descontentamento manifestado pelo presidente da República”.

Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro criticou e ameaçou demitir o presidente do BNDES, Joaquim Levy, caso não demitisse Marcos Pinto.  Bolsonaro disse estar “por aqui” com o chefe do banco, que estaria “com a cabeça a prêmio”.  Marcos Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca, na presidência do BNDES, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao “G1”, Guedes destacou ainda que é natural Bolsonaro se sentir “agredido”.

“Escrevo para apresentar minha renúncia ao cargo de diretor do BNDES. É com pesar que entrego essa carta, logo após ter tomado posse, mas não quero continuar no cargo diante do descontentamento manifestado pelo presidente da República com minha nomeação”, escreveu Marcos Pinto. Tenho muito orgulho da carreira que construí ao longo dos anos, seja na academia, no governo ou no mercado financeiro. Dada minha experiência, achei que poderia contribuir para implementar as reformas econômicas de que o país precisa”, disse Marcos Pinto em carta.

Acontece neste domingo (16) a 8ª Corrida da Fogueira realizada pela Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. A concentração será na Estação do Forró às 06h e largada às 07h. A premiação total será de R$ 10.800,00 (dez mil e oitocentos reais).

Serão dois pontos de largada: Largada no Aeroporto, às 07h – Categoria Elite Geral/Elite Local (Percurso 10 km) e Largada na Av. Olimpio de Menezes Leal, às 07h30 – Categoria Amador Geral/ Amador Local (Percurso 05 km). A Chegada será em um único local, na Estação do Forró, onde haverá a linha de chegada.

A entrega dos chips de cronometragem aconteceu neste sábado, no Ginásio Poliesportivo Egídio Torres de Carvalho, ao lado da Faculdade de Formação de Professores de Serra Talhada.

O regulamento da corrida está disponível no site: http://www.uptempo.com.br