Hospital Oswaldo Cruz — Foto: Marília Falcão/Divulgação

O maior surto da doença de Chagas na fase aguda em Pernambuco veio à tona no dia 31 de maio, quando a secretaria confirmou os primeiros resultados de testes. Segundo o boletim desta terça-feira pacientes tiveram confirmação laboratorial e sete foram diagnosticadas a partir dos sintomas apresentados.

Ao todo, 15 pacientes seguiram para Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Centro do Recife. Dados atualizados nesta terça informam que 11 tiveram alta e quatro seguem internados, com quadro estável.

Ao contrário dos doentes que estão na fase crônica da doença, a perspectiva de cura das vítimas desse surto existe, porque eles apresentam a doença na fase aguda, segundo o médico Wilson Oliveira, da Casa de Chagas.  

De acordo com a SES, as pessoas contaminadas participaram de um retiro religioso em Ibimirim, no Sertão do estado, durante a Semana Santa, mas não há evidências para definição da forma de transmissão da doença.

Até esta terça, dos 77 participantes do evento, 75 já tinham feito coleta de sangue para análise, que tem sido realizada pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE), no Recife, e pelo Laboratório da VI Gerência Regional de Saúde (Geres), em Arcoverde, no Sertão.

A SES informa que ainda procura os demais participantes da festa religiosa para fazer coleta de sangue. O local onde ocorreu o evento, as casas do entorno e os fornecedores dos alimentos para o retiro também foram investigados. Segundo a secretaria, não foram encontrados barbeiros nem vestígios do inseto.

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Tripanossoma Cruzi, cujo vetor é o barbeiro. Outra forma de transmissão é por meio de alimentos contaminados.

Entre os sintomas estão febre contínua, intermitente e prolongada por cerca de sete dias, edema de face ou de membros, manchas vermelhas na pele, inchaço de gânglios, inflamação de fígado ou de baço, além de problemas cardíacos agudos.

Também podem acontecer manifestações hemorrágicas, icterícia, náusea, perda ou diminuição de força física, dor nas articulações, edema inflamatório nas pálpebras ou dor estomacal.

De acordo com os médicos, quem foi diagnosticado com a doença tem um acompanhamento diário, enquanto houver sintomas. Os assintomáticos têm um acompanhamento ambulatorial por cinco anos.

As causas do surto ainda sendo investigadas pela Secretaria Estadual de Saúde. Até esta terça-feira (11), não havia sido divulgado nenhum resultado de exames.